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Lesão tira meio-campista Ana Vitória da disputa da Copa América

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na noite desta terça-feira (1), que a meio-campista Ana Vitória foi cortada da equipe que representará o Brasil na Copa América de futebol feminino. A decisão foi tomada após ser diagnosticado que a jogadora tem uma lesão na região posterior da coxa direita.

O técnico Arthur Elias convocou para a vaga a meio-campista Yaya. A jogadora do Corinthians já fazia parte de um grupo de sete atletas que foram convocadas para integrar a preparação da seleção brasileira na Granja Comary, em Teresópolis (Rio de Janeiro), entre os dias 3 e 10 de julho.

A Copa América de futebol feminino será disputada em Quito (Equador) entre os dias 12 de julho e 2 de agosto. Atual campeão da competição, o Brasil estreará no dia 13 de julho contra a Venezuela, em confronto válido pela primeira rodada do Grupo B (que também conta com Bolívia, Colômbia e Paraguai). A outra chave é formada por Argentina, Chile, Equador, Peru e Uruguai.

Fonte: Agência Brasil

Dólar sobe para R$ 5,46 com IOF e realização de lucros

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Em um dia marcado pela judicialização do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pela realização de lucros, o dólar iniciou julho em alta. A bolsa de valores subiu pela segunda vez consecutiva e alcançou o terceiro maior nível da história.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (1º) vendido a R$ 5,461, com alta de R$ 0,027 (+0,51%). Após operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, a cotação subiu de forma consistente. Na máxima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 5,47.

A moeda norte-americana acumula queda de 11,63% em 2025. Ontem (30), a divisa fechou em R$ 5,43, no menor nível desde setembro do ano passado.

O mercado de ações teve um dia mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.549 pontos, com alta de 0,5%. O indicador atingiu a terceira melhor marca da história, perdendo apenas para 20 de maio deste ano, quando encerrou acima dos 140 mil pontos, em 19 de maio, quando fechou em 139,6 mil pontos.

Em relação ao dólar, a decisão do governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pressionou o câmbio. Isso porque o mercado financeiro apoia a derrubada do decreto.

Outro fator que pressionou a elevação da moeda norte-americana foi a realização de lucros por meio de investidores que aproveitaram a cotação barata para comprar dólares.

Fatores externos também pressionaram o câmbio. A divulgação de dados mistos da economia norte-americana, com produção industrial dentro do esperado e criação de empregos acima do previsto, fez o dólar subir perante moedas de países emergentes.

Além disso, uma declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) provocou tensões no mercado global. Nesta terça, Jerome Powell disse que o Fed teria começado a baixar os juros nos Estados Unidos não fosse a política tarifária do presidente Donald Trump. A fala sinalizou cautela da autoridade monetária norte-americana para os próximos meses.

 

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Lula propõe tornar 2 de julho Dia da Consolidação da Independência

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (1°), um projeto de lei para tornar o dia 2 de julho o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil. A data marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas do Brasil, em 1823, um ano após a Proclamação da Independência pelo imperador Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822.

O dia 2 de julho marca a Independência da Bahia e é feriado estadual.

“É verdade que D. Pedro fez o grito da Independência, todo mundo sabe disso, mas pouca gente sabe que foi no dia 2 de julho de 1823 que, na Bahia, os baianos conseguiram fazer com que os portugueses voltassem para Portugal definitivamente”, afirma o presidente em vídeo postado nas redes sociais.

Nas imagens, Lula aparece ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), ambos ex-governadores baianos. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, outro baiano, também acompanhava o presidente.

“Isso não é conhecido da  História porque não está nos livros didáticos brasileiros. A aprovação desse projeto e a promulgação vão mostrar que além de D. Pedro, o povo baiano teve muito a ver com a nossa Independência”, acrescentou Lula.

O presidente embarcou nesta tarde para Salvador, onde cumprirá agenda de celebração do dia 2 de julho na Bahia. De lá, ele viajará diretamente a Buenos Aires, para participar da Cúpula do Mercosul, que ocorre nesta quinta-feira (3).


Fonte: Agência Brasil

Rio lança aplicativo para auxiliar no combate ao roubo de celulares

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Com o aumento dos roubos e furtos de celulares no Rio de Janeiro, o governo do estado lançou, nesta terça-feira (1º), o aplicativo Celular Seguro RJ. A ferramenta permite ao cidadão guardar e consultar o IMEI – número de identificação único de cada aparelho telefônico –, em um só local, analisando se há restrições na base de dados da polícia e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com a medida, caso haja roubo ou furto do aparelho registrado, ficará mais fácil o bloqueio e restrição ao celular roubado.

“Hoje, os celulares guardam dados importantes das pessoas, informações pessoais, além dos recursos financeiros, dados bancários, e o furto e o roubo de celulares é hoje um dos principais motivos de insegurança na população”, disse o governador Cláudio Castro.

“Os crimes de roubo e furto incomodam muito a população, causando transtorno às vítimas. Com esse aplicativo, a própria população consegue contribuir com a segurança pois, logo que o cidadão adquire um celular, ele consegue verificar se há algum tipo de restrição. O aplicativo é atualizado em tempo real pelas delegacias de todo o estado”, explicou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.

Operação Rastreio

A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (1º), o “Dia D” da “Operação Rastreio”, para combater roubo, furto e receptação de aparelhos celulares. Foram 53 presos e 453 aparelhos celulares apreendidos até o início da tarde. Desde o início da operação, em maio, já foram apreendidos cerca de 2,3 mil celulares, consolidando a ação contra a cadeia criminosa envolvida na subtração de celulares e comercialização dos aparelhos ilícitos.

Os agentes realizaram diversas ações nesse período, especialmente em grandes centros comerciais populares na capital e na região metropolitana do Rio. Os usuários intimados tiveram 72 horas para devolver os telefones adquiridos de forma irregular.

Ao todo, mais de 3 mil pessoas fizeram a entrega, evitando, assim, a responsabilização criminal. O levantamento feito pela Polícia Civil mostrou que 1.094 pessoas foram até as delegacias, o que resultou na entrega de 934 telefones, já que muitas alegaram que já não estavam mais com os aparelhos.

Fonte: Agência Brasil

Moraes vai relatar ação da AGU para manter decreto do IOF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido relator da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para reconhecer a validade do decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Moraes vai comandar o caso porque já atua como relator de dois processos que tratam do assunto. As ações foram protocoladas pelo PL e pelo PSOL. Não há data para decisão do ministro.

>>>> Entenda como fica o IOF após derrubada de decreto

Mais cedo, a AGU, órgão que representa o governo federal, entrou no STF para manter o decreto de Lula, que foi derrubado na semana passada pelo Congresso.

No entendimento da AGU, a Constituição Federal concede ao chefe do Executivo federal a prerrogativa de legislar sobre o IOF dentro dos limites legais, de forma que, ao editar e aprovar um decreto legislativo que sustou o aumento das alíquotas do IOF, o Congresso Nacional feriu uma prerrogativa constitucional, violando o princípio da separação entre os poderes.

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A questão também é discutida em uma ação protocolada, na sexta-feira (27), pelo PSOL. A legenda sustenta que a Constituição autoriza o Congresso a sustar medidas do Executivo. Contudo, a suspensão só pode ocorrer nos casos em que houver exorbitância do poder regulamentar do presidente da República.

Segundo o partido, o decreto apenas alterou as alíquotas do IOF, “não havendo qualquer desrespeito ao limite de atuação normativa”.

Decreto

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. No fim de maio, o presidente Lula editou um decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. Diante da pressão do Congresso, o governo editou no início de junho uma medida provisória com aumento de tributos para bets (empresas de apostas) e para investimentos isentos.

A medida provisória também prevê o corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Em troca, o governo desidratou o decreto do IOF, versão que foi derrubada pelo Congresso nesta semana.

Fonte: Agência Brasil

Real derrota Juventus para chegar às quartas do Mundial de Clubes

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O Real Madrid (Espanha) encontrou seu ritmo na Copa do Mundo de Clubes para vencer a Juventus (Itália) por 1 a 0, nesta terça-feira (1), e chegar às quartas de final, com um gol no segundo tempo de Gonzalo García, em partida que marcou a estreia de Kylian Mbappé no torneio.

García, que substituiu Mbappé no time titular após o atacante francês ficar de fora da fase de grupos devido a uma gastroenterite, marcou o gol no início do segundo tempo para classificar o Real para um confronto com o vencedor da partida de mais tarde entre Borussia Dortmund (Alemanha) e Monterrey (México).

Mbappé fez sua tão esperada aparição no decorrer do segundo tempo, encantando a multidão que lotou o Hard Rock Stadium em uma demonstração do considerável apelo global do Real Madrid.

Foi a Juventus quem teve as primeiras chances de gol, mas o time italiano foi caindo gradualmente sob a pressão implacável da equipe do técnico Xabi Alonso e teve de agradecer ao goleiro Michele Di Gregorio por tê-la poupado de uma derrota mais pesada.

Depois de uma fase de grupos sem brilho, o Real, jogando no 3-4-3 preferido por Alonso, mostrou vislumbres do que pode ser capaz sob o comando de seu novo treinador.

Randal Kolo Muani, acionado em um passe incisivo de Kenan Yildiz que dividiu a defesa do Real Madrid, quase abriu o placar logo aos 7 minutos, mas seu toque por cobertura saiu por cima da baliza defendida por Thibaut Courtois.

Momentos depois, Yildiz tentou a sorte em um chute de longa distância, mas a bola foi para fora.

O Real Madrid cresceu na partida e quase aproveitou uma falha defensiva da Juventus.

Jude Bellingham, em um chute forte e angulado, foi bloqueado por Di Gregorio, cujas reações rápidas mantiveram o empate da equipe italiana.

Di Gregorio entrou em ação novamente pouco antes do intervalo, fazendo uma defesa impressionante em um chute de longa distância de Federico Valverde.

A Juventus, pressionada no final do primeiro tempo, deve ter ficado satisfeita por chegar ao intervalo com o placar ainda sem gols.

No início do segundo tempo, Di Gregorio salvou duas vezes em finalizações de Bellingham e Dean Huijsen, mas o goleiro não conseguiu evitar que García cabeceasse para o gol após cruzamento certeiro de Trent Alexander Arnold aos 9 minutos. Foi o terceiro gol do jovem atacante das divisões de base do Real Madrid no torneio.

O goleiro italiano ainda manteve alguma esperança para a Juventus, com sua reação salvadora impedindo que Valverde marcasse com um chute de bicicleta.

“Mbappé, Mbappé!”, gritou a torcida quando o atacante francês, depois de se aquecer, correu em direção ao banco para se preparar para substituir García no meio do segundo tempo.

O jogador de 26 anos apareceu frequentemente bem colocado, mas não foi devidamente servido por seus companheiros de equipe e sua estreia no torneio de 32 equipes acabou parecendo um treino de luxo.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.



Fonte: Agência Brasil

Chega ao Congresso caderno de propostas para educação antirracista

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A formação de professores antirracistas foi a reivindicação que mais apareceu em uma consulta pública sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE) — farol de políticas públicas na área —, que ouviu movimentos negros, indígenas, quilombolas, educadores e conselhos sociais, entre maio e junho de 2025.

A chamada reuniu mais de 400 propostas, que foram lançadas nesta terça-feira (1º) pela Frente Parlamentar Mista Antirracismo do Congresso Nacional, em formato de caderno de propostas.

O Caderno PNE Antirracista contém diretrizes para melhorar a formação dos jovens no país, considerando que o racismo é uma limitação estrutural que compromete tanto a qualidade do ensino, por excluir saberes e formas de conhecimento, quanto a permanência de estudantes em escolas e universidades.

“Pensar em educação hoje no Brasil sem pensar o combate ao racismo na educação, como um todo, não garante educação de qualidade, não garante um direito constitucional”, disse a deputada Carol Dartora (PT-PR), vice-coordenadora da frente, no seminário que marcou a entrega do caderno à Câmara dos Deputados.

Segundo a deputada, é preciso ter em mente que as escolas que atendem a população negra, as que ficam em territórios periféricos, em territórios pobres, em comunidades quilombolas sofrem com falta de material didático, com falta de formação de professores, com falta de respeito à cultura afro-brasileira, com situações que vão desde a demonização da cultura afro-brasileira e africana a professores, equipes pedagógicas e estudantes que promovem violência racial.

O PNE 2024-2034 está em discussão no Congresso Nacional desde maio. No relatório final da comissão, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) deve propor melhorias ao projeto original enviado pelo governo federal, com 18 objetivos a serem cumpridos por todos os níveis de ensino. A previsão é que o documento seja votado no início do segundo semestre.

De acordo com Thales Vieira, diretor de Estratégias e Programas do Observatório da Branquitude, que participou da redação do Caderno PNE Antirracista, as 400 propostas buscam uma educação que enfrente de forma franca a causa de todas as outras desigualdades no país: a racial. Ele explica que contribuir para o PNE é “beneficiar estudantes e estabelecimentos mais expostos às consequências da não correção de distorções e injustiças históricas”, reflexo, sobretudo, da escravidão.

No seminário, na Câmara dos Deputados, a cientista e educadora Iraneide Silva, da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, lembrou que a educação do negro no pós-abolição foi marcada pela exclusão, discriminação e desigualdade, mas também pelas lutas e resistências em busca de direitos e oportunidades. “Compreendemos que a educação foi, e continua sendo, ferramenta fundamental para emancipação e para igualdade que visam a equidade, que é o queremos de fato”.

Afonso Gomes, do Coletivo Nacional da Juventude Negra da União Nacional dos Estudantes (UNE), lembrou que jovens negros vêm sendo historicamente marginalizados e, em proporção muito maior que os demais, são vítimas da violência. Na educação, defendeu políticas de permanência. “O novo PNE deve fazer com que os jovens se vejam dentro das escolas, para que não prefiram faltar aula a sofrer racismo.”

O caderno elaborado pela Frente Parlamentar, além da formação permanente de docentes, compilou propostas para aplicação das leis que tornaram obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileiras, dos povos indígenas e da África, pelas leis 10.639, de 2003, e 11.645, de 2008. Essas leis são consideradas uma das principais conquistas da educação brasileira, ao lado das cotas raciais no ensino superior.

Em relação aos estudantes, as proposições colhidas pela Frente Parlamentar refletem um olhar para identificar a trajetória do estudante, não apenas o acesso, mas as dificuldades de permanência, com atenção especial para a infraestrutura de escolas quilombolas e incluindo materiais didáticos com a visão de mundo indígena.

Base de formação de jovens


Brasília - 01/07/2025 - Caderno de propostas para uma educação antirracista é entregue ao Congresso Nacional com 400 propostas. Foto  Fernanda Teixeira
Brasília - 01/07/2025 - Caderno de propostas para uma educação antirracista é entregue ao Congresso Nacional com 400 propostas. Foto  Fernanda Teixeira

As propostas, em geral, cobram que o olhar antirracista seja a base da formação dos jovens e dos professores, e não “um processo técnico”. Assim, deve dialogar também com as realidades do entorno das escolas e incluir novas formas de educar e aprender, como a arte-educação, as pedagogias de terreiro e a cultura hip hop.

Para colocar as sugestões em prática, existe necessidade de atualizar os cursos de licenciatura e pedagogia, de criar polos regionais de formação contínua de professores, com a participação de universidades, movimentos sociais, lideranças tradicionais, das famílias e da comunidade escolar, com financiamento público.

Outra proposta que emergiu da consulta pública é a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). A medida sugere o uso de jogos interativos, livros infantis, exposições e visitas virtuais a terreiros, com ênfase no combate ao racismo religioso.

O investimento específico na educação escolar quilombola consta ainda do documento como urgência, para reverter anos e anos de ensino precário.

Outro ponto importante é a criação de ações de monitoramento das desigualdades raciais com métricas claras, a criação de indicadores étnico-raciais, ao lado da inclusão obrigatória de quesito raça/cor nos registros dos alunos.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que é a presidente da Comissão Especial do PNE, e integra a frente antirracista, disse que o documento traduz uma necessidade inadiável.

“Assumir a educação antirracista como eixo do PNE significa apostar em um projeto mais justo e inclusivo, acreditando que cada criança negra, indígena ou quilombola têm direito não somente a uma vaga na escola, mas a uma educação que valorize sua história, identidade e futuro”, afirmou, no texto de abertura do próprio documento.

 

Fonte: Agência Brasil

CBDU convoca atletas para os Jogos Mundiais Universitários

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A delegação do Brasil para a disputa da próxima edição dos FISU World University Games (Jogos Mundiais Universitários) já está definida. A Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) divulgou os mais de 200 atletas que representarão o país no evento esportivo, que será realizado entre os dias 16 e 27 de julho na região do Reno-Ruhr (Alemanha).

Segundo a CBDU, o Brasil será representado na competição, que reunirá mais de 8.500 atletas de 150 países em 18 modalidades esportivas, “por uma delegação formada por estudantes-atletas de alto rendimento e profissionais técnicos que atuam em diferentes regiões do país”.

Nesta competição, a delegação brasileira contará com representantes em 13 modalidades olímpicas e paralímpicas, incluindo atletismo, badminton, basquete, ginástica artística, judô, natação, basquete 3×3 em cadeira de rodas, saltos ornamentais, taekwondo, tênis, vôlei de praia, tênis de mesa, voleibol.

“Nossa expectativa é a melhor possível. Estamos trabalhando duro para dar a eles [os atletas] a melhor estrutura e garantir que todos alcancem seus melhores resultados”, declarou o presidente da CBDU, Alim Maluf Neto.

Os Jogos Mundiais Universitários de 2025 serão realizados nas cidades alemãs de Bochum, Duisburg, Essen, Mülheim an der Ruhr, Hagen e Berlim. A relação de atletas convocados pelo Brasil pode ser vista AQUI.

Fonte: Agência Brasil

Uso de crédito de custeio para desmatamento é proibido por conselho

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As operações de desmatamento não poderão receber orçamento do crédito de custeio agrícola para serem classificadas como pequenas despesas de investimento. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) excluiu uma brecha que permitia a desmatadores receberem crédito rural.

A medida regulamenta o Plano Safra 2025/2026. Lançado nesta terça-feira (1º), o plano destina R$ 516,2 bilhões em crédito para o agronegócio.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que excluiu o desmatamento da regra que permitia a aplicação de até 15% do valor do orçamento do crédito de custeio para pequenas despesas conceituadas como investimento, “como forma de não incentivar essa prática via crédito rural”.

O CMN tomou outras decisões com critérios ambientais para a concessão de crédito no Plano Safra. O conselho incluiu no Programa de Financiamento à Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (RenovAgro), o financiamento de ações de prevenção e combate a incêndios no imóvel rural, bem como o plantio de mudas de espécies nativas para recomposição de áreas de preservação permanente e de reserva legal.

O CMN vedou a destoca (remoção de tocos e raízes de árvores que foram cortadas, deixando o terreno limpo e pronto para novos usos), exceto nos casos de renovação ou conversão de florestas plantadas. Em relação ao RenovAgro, o Conselho também autorizou o financiamento de biodigestores e de sistemas de manejo de resíduos da produção animal, inclusive com geração e armazenamento de energia.

Pronaf

Em relação ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia pequenos produtores, o CMN incluiu uma linha de Adaptação às Mudanças Climáticas, com foco em irrigação e energia solar.

O CMN também autorizou que produtos como gengibre, mandioquinha-salsa, camapu (physalis), ervas medicinais e plantas ornamentais possam receber financiamentos do Pronaf na categoria hortícolas. No Pronaf Floresta, foi autorizada a aquisição de matrizes e reprodutores em projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

No Pronaf Bioeconomia, o CMN incluiu projetos de financiamento de coleta para sementes nativas, viveiros de mudas e infraestrutura de irrigação com energia fotovoltaica.

O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova destinação de R$ 520 milhões para ações de defesa civil

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a liberação de crédito de R$ 520 milhões para ações de defesa civil em âmbito nacional. A Medida Provisória (MP) 1299/25 é uma resposta do governo federal em função dos diversos desastres ocorridos em várias partes do país. O texto será encaminhado agora ao Senado.

Os recursos são destinados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para reforçar as atividades de gestão de riscos e desastres. A estimativa é de que cerca de 3,5 milhões de pessoas sejam beneficiadas diretamente pelas ações.

Do total de recursos, R$ 220 milhões serão destinados para operações de custeio da pasta e outros R$ 300 milhões para investimentos em infraestrutura emergencial.

Entre as ações contempladas estão a ajuda a diversos municípios por causa de chuvas intensas, alagamentos, inundações, granizo, enxurradas, colapso de edificações, vendaval, frentes frias, erosão continental ou costeira/marinha, rompimento e colapso de barragens, erosão de margem fluvial, deslizamentos, além de seca, estiagem e incêndios florestais.

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Em seu parecer, a relatora, senadora Dorinha Seabra (União-GO), destacou a necessidade de aporte aos municípios em razão dos eventos climáticos extremos.

“Quanto ao mérito, consideramos conveniente e oportuna a presente abertura de crédito extraordinário, tendo em vista que o Brasil, de fato, tem enfrentado uma série de eventos climáticos extremos que evidenciaram os impactos crescentes da mudança do clima no País, demandando não só ações de prevenção e mitigação de desastres, mas, sobretudo, preparação, resposta e reconstrução, diante dos eventos ocorridos”, justificou.

O governo destacou que R$ 209,3 milhões já foram empenhados e R$ 86,3 milhões foram pagos até o dia 30 de junho. As informações são do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) do governo federal.

Pernambuco recebeu a maior parte dos recursos, R$ 59,2 milhões; em seguida, vem o Pará com RS 47,1 milhões. Depois vem Minas Gerais, com R$ 21,2 milhões; Rio Grande do Sul, com R$ 17,6 milhões e Mato Grosso, com R$ 11,3 milhões.

Fonte: Agência Brasil