Em três semanas de funcionamento, Cora oportuniza tratamento humanizado a 48 crianças e adolescentes com câncer. Unidade sintetiza avanço da Regionalização da Saúde em Goiás (Foto: SES-GO)
O governo celebra avanço da saúde em Goiás. Em apenas três semanas de funcionamento, a Ala Infantojuvenil do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) oportunizou o tratamento pautado pela excelência e humanização para 48 crianças e adolescentes que enfrentam o câncer. Os números, considerados expressivos, reforçam a importância da unidade, que está sendo erguida pelo governo estadual às margens da BR-153.
O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos, destaca que os bons resultados do Cora têm um significado especial neste 2 de julho, data em que foi celebrado o Dia Nacional do Hospital.
A data foi instituída por meio do Decreto Federal 50.871, de 1961, com o objetivo de homenagear profissionais e gestores das unidades hospitalares que procuram dar o melhor de si na assistência às pessoas enfermas.
“O pleno funcionamento do Cora evidencia que a unidade está preenchendo uma lacuna que havia em Goiás. Além disso, sintetiza a determinação do Estado de proporcionar o atendimento qualificado em diferentes especialidades a toda a população goiana”, pontua o titular da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
“Pleno funcionamento do Cora evidencia que a unidade está preenchendo uma lacuna que havia em Goiás”, afirma o secretário da Saúde de Goiás, Rasível Santos (Foto: SES-GO)
Dados da SES-GO revelam que a rede pública estadual cresceu de forma significativa a partir de 2019 com a construção, inauguração e estadualização de unidades hospitalares. Até 2018, Goiás contava com 18 hospitais estaduais, a maioria concentrada na Região Metropolitana de Goiânia. Atualmente a rede própria é composta por 24 hospitais dotados de equipamentos de ponta, em franca atuação, e por 6 policlínicas que ofertam a assistência de média complexidade.
Os hospitais e as policlínicas são localizados em municípios estratégicos, nas cinco macrorregiões do Estado. Rasível Santos acentua que o governo estadual cumpre uma de suas principais propostas de gestão ao promover o avanço da Regionalização da Saúde.
“Com a estruturação, reforma e ampliação de todas essas unidades hospitalares, procuramos oportunizar à população o acesso mais rápido e oportuno à assistência integral, sem a necessidade e o desgaste dos grandes deslocamentos”, sublinha.
Estado investiu R$ 157 milhões para colocar o Heal em pleno funcionamento. Hospital possui 164 leitos, dos quais 40 são de unidade de terapia intensiva (UTI) (Foto: SES-GO)
Alta complexidade
Uma das principais ações realizadas pelo Estado foi a inauguração do Hospital Estadual Ronaldo Ramos Caiado Filho (Heal), em Águas Lindas de Goiás, em junho de 2024. A obra da unidade permaneceu 20 anos parada, impondo enormes dificuldades à população do Entorno do Distrito Federal. Para concluir, equipar e colocar o hospital em funcionamento, o Estado investiu R$ 157 milhões. O Heal é dotado de 164 leitos, dos quais 40 de unidade de terapia intensiva (UTI).
O Estado também inaugurou o Hospital do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu e o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), na capital. Conhecido como o “gigante do Norte”, o HCN conta com 238 leitos gerais e 45 complementares, incluindo UTIs adultas, pediátricas e neonatais.
A unidade também disponibiliza 30 leitos de maternidade, cinco leitos de unidade de cuidados intensivos neonatais, 10 salas cirúrgicas, 14 leitos de recuperação, quatro salas de parto normal e três salas para cesarianas.
Conhecido como “gigante do Norte”, HCN conta com 238 leitos gerais e 45 complementares, incluindo UTIs adultas, pediátricas e neonatais (Foto: SES-GO)
A inauguração do Hecad proporcionou um salto qualitativo no atendimento ao público materno-infantil. Esse hospital tem 116 leitos de enfermaria e 30 leitos de UTI. Além disso, dispõe de pronto-socorro pediátrico, laboratório e ambulatório com 20 especialidades médicas.
O governo investiu na reforma e ampliação de unidades como o Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), em Trindade, Hospital Estadual de Formosa Dr. Cesar Faad e o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), em Goiânia. Além disso, colocou em plena atividade as Policlínicas localizadas em Posse, Goianésia, Quirinópolis, Formosa, Goiás e São Luís de Montes Belos e estadualizou os hospitais de Jataí, Formosa, São Luís de Montes Belos, Luziânia e Itumbiara.
As apostas das Loterias Caixa aumentam a partir de 9 de julho. O reajuste atinge as modalidades Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Mega-Sena, Loteca e Super Sete.
De acordo com a Caixa, o reajuste busca ampliar premiações e fortalecer repasses sociais, contribuindo para o desenvolvimento do país.
“A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”, informa o banco, em comunicado.
Em mais um dia de euforia no câmbio, o dólar aproximou-se de R$ 5,40 e atingiu o menor valor desde agosto do ano passado. Pressionada por ações de bancos, a bolsa de valores teve pequena queda, mas manteve os 139 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,421, com queda de R$ 0,04 (-0,75%). A cotação abriu próxima da estabilidade, mas caiu com força a partir do início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 16h45, chegou a R$ 5,41.
Com o desempenho desta quarta, a moeda norte-americana está no menor nível desde 19 de agosto. A divisa cai 1,13% na semana e acumula queda de 12,28% em 2025.
O mercado de ações teve um dia de ajustes. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.051 pontos, com queda de 0,36%. Apesar da alta de papéis de petroleiras e de mineradoras, investidores aproveitaram ganhos recentes para vender papéis, principalmente de grandes bancos.
Sem grandes notícias econômicas no Brasil, o mercado financeiro foi dominado pelo exterior. Assim como ontem (1º), os investidores externos continuaram a repercutir dados que mostram a desaceleração do mercado de trabalho norte-americano.
A desaceleração na criação de empregos nos Estados Unidos abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) comece a reduzir os juros da maior economia do planeta antes do previsto.
Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais financeiros para países emergentes. Além disso, a valorização de commodities (bens primários com cotação internacional) beneficiou países exportadores de matérias-primas, como o Brasil.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público estadual, realizou hoje (2) uma operação contra um grupo especializado no furto de petróleo bruto da Petrobras Transporte (Transpetro). Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra os líderes e integrantes do grupo, em Além Paraíba (MG). Dois membros da quadrilha foram presos.
De acordo com as investigações, a quadrilha atuava de forma estruturada nos últimos anos, mesmo após terem sido alvos de diversas operações policiais. A ação teve início a partir da tentativa da retirada de petróleo bruto em Rio das Flores, interior do estado do Rio, em agosto do ano passado.
Técnicos identificaram movimentações suspeitas e localizaram um túnel escavado com aproximadamente 7 metros de extensão, projetado para acessar clandestinamente a tubulação e viabilizar a retirada do combustível. Essa técnica de furto de combustíveis é chamada de trepanação e consiste em perfurar o duto para criar uma abertura e instalar uma válvula, permitindo o desvio de combustível diretamente do gasoduto. A ação integrada entre o setor de segurança da empresa e a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) impediu o crime e evitou um potencial desastre ambiental, já que a perfuração ocorria nas imediações do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de água em três estados.
O inquérito revelou que a organização criminosa utilizava veículos alugados por terceiros, contas bancárias de terceiros e comunicações criptografadas, com o objetivo de dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis. O conjunto de provas evidenciaram o papel dos líderes, que mantinham atuação contínua no planejamento, financiamento e execução das ações. Segundo as investigações, os criminosos já tinham sido alvos de outras cinco operações, o que demonstra a reincidência às medidas cautelares anteriormente impostas pela Justiça.
Em nota, a Transpetro informou que é vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e tem como maior preocupação a preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente. Para reduzir a ocorrência dessa prática, a companhia informou que adota uma estratégia focada em três linhas de ações.
Primeiro, utiliza tecnologias, a partir do Centro Nacional de Controle e Logística (CNCL) da Transpetro, que permitem a rápida localização de derivações clandestinas. Também investe no trabalho de relacionamento comunitário focado na conscientização com a população que vive no entorno dos ativos, o qual inclui a divulgação do número 168, um canal de comunicação direta entre a empresa e a população. E por fim, mantém convênios com órgãos de segurança pública. “Essa estratégia tem resultado numa redução nos números de derivações clandestinas. Desde 2020, reduzimos em cerca de 90% o número de furtos e suas tentativas nas nossas faixas. Em 2020, foram 201 ocorrências e, no ano passado, 25”, afirma a empresa em nota.
O bloco econômico Mercosul concluiu as negociações de um acordo comercial com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio da conclusão das negociações, que começaram em 2017, foi feito nesta quarta-feira (2), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires.
O Mercosul é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia – que está em processo de adesão.
“Depois de Singapura, em 2023, e União Europeia, em 2024, o Mercosul finalizou agora suas negociações com a EFTA, bloco que reúne Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. Um mercado de elevada renda, que garantirá acesso facilitado a 100% de nossas exportações industriais. Foram 8 anos de trabalho duro, mas o resultado mostra que o diálogo é o caminho para estimularmos nossa economia, gerando emprego e renda”, celebrou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.
Criada em 1960, a EFTA é uma organização intergovernamental que reúne uma população de 15 milhões de habitantes, e possui um Produto Interno Bruto (PIB) somado de US$ 1,4 trilhão. Em termos de PIB per capita, Liechtenstein é considerado o segundo país mais rico do mundo, com renda média anual de US$ 186 mil por pessoa. Já a Suíça é o quarto mais rico, em termos per capita (US$ 104,5 mil). Islândia e Noruega também aparecem nas primeiras posições de países com maiores rendas médias.
“O mercado de serviços da EFTA é um dos maiores do mundo. Em 2024, o bloco importou US$ 284 bilhões em serviços. Ao se comparar com países, seria o 9º maior importador mundial, à frente de Índia, Japão, Itália, Coreia do Sul e Canadá. O bloco exportou US$ 245 bilhões em serviços em 2024. Também foi o 9º maior exportador, à frente de países como Japão, Espanha, Canadá e Itália”, destacou o governo brasileiro, em nota.
Apesar do fim das negociações, os termos do acordo precisam ser ratificados internamente por cada um dos países envolvidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Buenos Aires, onde participa, na manhã desta quinta-feira (3), do encontro com os demais líderes do Mercosul. O governo brasileiro assumirá a presidência pro tempore do bloco pelos próximos seis meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (2) que os interesses de poucos grupos econômicos prevalecem no Congresso Nacional, em detrimento do conjunto da população brasileira. Lula defendeu a decisão do governo de recorrer à Justiça contra a derrubada, pelo parlamento, do decreto que aumentou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Se eu não entrar com um recurso no Poder Judiciário, se eu não for à Suprema Corte, ou seja, eu não governo mais o país. Esse é o problema. Cada macaco no seu galho. Ele [Congresso] legisla, e eu governo”, disse em entrevista à TV Bahia, em Salvador (BA).
“Nós não estamos propondo aumento de imposto, nós estamos fazendo um ajuste tributário nesse país para que os mais ricos paguem um pouco para que a gente não precise cortar dinheiro da educação e da saúde. Houve uma pressão das bets, das fintechs, eu não sei se houve pressão do sistema financeiro. O dado concreto é que os interesses de poucos prevaleceram dentro da Câmara e do Senado, o que eu acho um absurdo”, acrescentou.
Lula afirmou que, ao pautar a derrubada do decreto do IOF, o presidente da Câmara, Hugo Motta, descumpriu um acordo que havia sido feito com o Executivo, sobre medidas compensatórias. A decisão foi anunciada por Motta horas antes da votação, em postagem nas redes sociais, na semana passada.
Para o presidente Lula, essa decisão foi absurda; ainda assim, ele afirma que não há rivalidade com o Congresso. “O presidente da República não rompe com o Congresso, o presidente da República reconhece o papel que o Congresso tem. Eles têm os seus direitos, eu tenho os meus direitos. Nem eu me meto no direito deles nem eles se metem no meu direito. E, quando os dois não se entenderem, a Justiça resolve”, disse.
“O presidente da República tem que governar o país e decreto é uma coisa do presidente da República. Você pode ter um decreto legislativo quando você tem alguma coisa que fira muito a Constituição, o que não é o caso. O governo brasileiro tem o direito de propor IOF, sim”, defendeu na entrevista.
Lula está em Salvador, onde cumpre agenda de celebração da Independência do Brasil na Bahia. De lá, ainda hoje, ele viajará a Buenos Aires, para participar da Cúpula do Mercosul, que ocorre nesta quinta-feira (3). Na sequência, o presidente segue para o Rio de Janeiro, onde preside a Cúpula do Brics.
“Quando eu voltar, eu, tranquilamente, vou conversar com o Hugo, com o [presidente do Senado] Davi Alcolumbre e vamos voltar à normalidade política nesse país”, destacou.
O decreto elaborado pelo Ministério da Fazenda aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio, com o objetivo de reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. A maioria dos parlamentares, entretanto, não concordou com a elevação das alíquotas e tem cobrado o corte de despesas primárias.
“Como é que você pode falar em corte de gasto, de despesa, querendo mexer na educação?”, questionou Lula, sobre a proposta de desvinculação dos pisos da saúde e da educação, que os valores mínimos que devem ser investidos nessas áreas.
O governo alegou que o aumento do IOF é necessário para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública. Além disso, segundo o Ministério da Fazenda, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.
“Você sabe qual foi a proposta que eu fiz? É que a gente possa cortar 10% linear em todos os benefícios fiscais. Você sabe quanto que tem de isenção e desoneração nesse país? Sabe quanto que se deixa de pagar imposto nesse país? R$ 860 bilhões. Se você tirar 10% linear, o cara que tem 100% vai ficar com 90%. Ele vai continuar rico. Vai continuar tendo benefício. E você não precisa cortar dinheiro da educação ou da saúde”, argumentou Lula.
“Nós temos que cortar em quem tem gordura, temos que fazer uma bariátrica em quem tem muita gordura para que a gente possa atender as pessoas mais necessitados”, acrescentou.
Entre as medidas propostas pelo governo no decreto estão o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) tanto das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; quanto das fintechs, de 9% para 15%, igualando aos bancos tradicionais. Também há a previsão da taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.
Antes mesmo da derrubada do decreto, o governo editou, no início de junho, uma medida provisória (MP) com aumento de tributos para bets (empresas de apostas) e para investimentos isentos. A ideia da MP era atender uma pressão do próprio Congresso. A medida provisória também prevê o corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Em troca, o governo desidratou o decreto do IOF, mas o decreto foi derrubado pelo Congresso da mesma forma.
A cidade de São Paulo registrou hoje (2) a tarde mais fria do ano. De acordo com a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada no Mirante de Santana, na zona norte paulistana, a temperatura máxima registrada nesta quarta-feira foi de apenas 13°C, a menor temperatura máxima do ano. Este foi o segundo dia consecutivo de quebra de recorde na capital, superando os 16,1°C que haviam sido registrados ontem (1).
A menor temperatura mínima do ano, no entanto, foi registrada no dia 25 de junho, quando os termômetros na capital chegaram a registrar 5,9°C.
Para o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura de São Paulo, a temperatura máxima registrada na tarde de hoje foi ainda menor. As estações meteorológicas automáticas do CGE apontaram 12°C na região de Perus, na zona norte, e apenas 9°C em Parelheiros, no extremo da zona sul.
Com isso, a média da temperatura máxima foi de apenas 12,0°C, segundo o CGE, o que estabeleceu um novo recorde de temperatura máxima mais baixa do ano. Até então, a máxima mais baixa do ano havia sido registrada ontem (14,9°C).
De acordo com o geranciamento, a cidade de São Paulo não registrava uma temperatura máxima tão baixa desde agosto de 2020. O recorde, no entanto, ocorreu em julho de 2013, quando a temperatura máxima detectada foi de 8,3°C.
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a expectativa é de que o frio permaneça na capital para os próximos dias. A quinta-feira (3) pode registrar novo recorde de menor temperatura máxima. Por isso, alerta o órgão, a orientação é para que a população redobre os cuidados, principalmente nos períodos da manhã e da noite, quando o frio tende a ser mais intenso. Também é essencial estar atento às necessidades de crianças, idosos e animais de estimação, que são mais vulneráveis às baixas temperaturas.
Estado de SP
Além da capital, outras regiões do estado paulista também enfrentaram temperaturas muito baixas nesta quarta-feira, informou a Defesa Civil. Na região da Baixada Santista, a máxima ficou em torno de 14°C, o menor valor registrado em 2025 até o momento. Na região de São José dos Campos, os termômetros marcaram máxima de 16°C. Já na região de Sorocaba, a máxima foi de 16,4°C.
A reunião de cúpula do Brics, que será realizada no Rio de Janeiro esta semana, deve servir de espaço de construção para soluções mundiais e antecipar debates importantes que estarão em pauta daqui a alguns meses, em Belém, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro.
O Brasil espera que o Brics, grupo que reúne 11 países (Brasil, China, Rússia, Índia, África do Sul, Indonésia, Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes e Arábia Saudita), se mobilize em favor de resultados ambiciosos para a COP30, com o cuidado de manter as metas e os princípios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O Brasil, defende uma nova liderança climática, baseada na solidariedade entre os povos, para gerar respostas eficazes e equitativas às mudanças climáticas.
Em maio deste ano, delegados dos países-membros dos Brics aprovaram documento, a ser considerado pelos líderes dessas nações durante a reunião de cúpula, com recomendações sobre financiamento climático. Segundo a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, o documento aborda questões como reformas de bancos multilaterais, aumento do financiamento concessional (fornecido por grandes instituições financeiras, abaixo da taxa de mercado para apoiar países em desenvolvimento) e mobilização de capital privado.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha, acredita que a declaração final dos Brics terá uma ênfase na busca por financiamento da transição energética verde e no fortalecimento de arranjos multilaterais.
“Além disso, temas como o combate à desertificação, o cuidado com os oceanos e o enfrentamento da poluição de plásticos ganharão relevância. Mais importante do que propostas específicas será a defesa de um contexto multilateral voltado para o desenvolvimento sustentável e inclusivo”, avalia.
Para a professora Maureen Santos, coordenadora da Plataforma Socioambiental do grupo de estudos Brics Policy Center, seria uma grande vitória se a reunião fosse concluída com compromissos concretos de financiamentos climáticos comprometidos com uma transição justa.
“Seria maravilhoso, porque um dos grandes debates da COP30 é o framework de transição justa. Então, se o BRICS também já se adianta, fazendo compromisso nessa área já facilita”, afirma a professora.
Financiamento
De acordo com a professora, a reunião dos Brics acontece em um momento em que o Acordo de Paris, que completa uma década neste ano, se encontra em um momento de muita fragilidade. O tratado internacional, focado em ações para combater as alterações climáticas, foi adotado em 2015 na Conferência das Partes (COP21), em Paris. “A convenção do clima sofreu um baque muito grande com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris”, destaca.
No mês passado, representantes dos países que compõem a Secretaria das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) se reuniram em Bonn, na Alemanha, em um encontro preparatório para a COP30. Uma das discussões principais girou em torno de como mobilizar, globalmente, o montante de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático.
No encontro, países do G77 (grupo de países em desenvolvimento), liderados pela China, demandaram mais investimentos dos países desenvolvidos. Um dos artigos (9.1) do Acordo de Paris prevê que as nações mais ricas devem prover recursos financeiros para auxiliar aquelas em desenvolvimento em relação à mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
“O grande tema das duas semanas [em Bonn] foi a questão do financiamento. A questão de os países do Norte apoiarem os países do Sul foi o tema central”, afirmou Maureen. Ela acredita que a cúpula do Brics pode ser um espaço para pensar inovações para este modelo de financiamento.
“O Brics acaba ficando um pouco na retranca porque ele não quer minar a negociação do ponto de vista de que os países desenvolvidos tomem primeiro a responsabilidade”, diz.
NDCs
Segundo Maureen, apenas 28 dos quase 200 signatários do Acordo entregaram, desde novembro do ano passado, suas revisões das NDCs, as chamadas contribuições nacionalmente determinadas. Elas apontam os compromissos de cada país para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa e adaptarem-se aos impactos das mudanças climáticas.
Entre os Brics, apenas Brasil e Emirados Árabes apresentaram suas NDCs. “O Brics poderia funcionar como um espaço muito importante para pressionar esses países. A própria Índia não entregou, assim como a China e a Rússia. Então, se eles fizessem uma coisa simbólica também de se comprometer com a entrega dessas NDCs ou uma declaração final para salvar o acordo de Paris, seria muito importante”, aponta Maureen. Ela defende que seria um passo relevante se os Brics anunciassem também compromissos financeiros adicionais em conjunto.
Energia verde
O professor Jorge da Rocha destaca que alguns países do Brics têm na produção de combustíveis fósseis um componente importante de sua economia, como é o caso do próprio Brasil, da Arábia Saudita, do Irã, dos Emirados Árabes e da Rússia. Apesar disso, é uma posição oficial do grupo promover “transições energéticas justas, ordenadas e equitativas e reduzir as emissões de gases do efeito estufa”, como demonstrado no comunicado dos ministros de Energia dessas nações, em maio deste ano.
“A ideia é usar os recursos provenientes dessas fontes para financiar a ampliação da escala da capacidade de geração de energia verde e, gradualmente, usar o petróleo para fins distintos da produção de energia. É verdade que as economias não têm condições de ajustar-se rapidamente a um ambiente sem energia proveniente do carbono sem gerar inflação e crise econômica, mas também é verdade que, devido a seus competentes lobbies, a indústria de petróleo e gás se beneficia de pesados subsídios”, explica o professor da UnB.
Ele ressalta, no entanto, que a transição energética precisaria envolver a redução dos subsídios a essa indústria e direcionar os recursos para fontes de energia mais limpas. “A tendência, infelizmente, é que se adie uma vez mais esse processo”, afirma.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em alinhamento com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), solicitou a maximização da geração térmica e a prontidão das usinas. A finalidade é assegurar o fornecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o período seco e a transição para o período úmido de 2025/2026.
A iniciativa faz parte das medidas operativas e recomendações do ONS para manter o suprimento de energia no segundo semestre de 2025, visando o pleno atendimento às demandas de carga e potência da sociedade brasileira.
O ONS é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN e o CMSE é o comitê responsável por monitorar o setor elétrico e propor medidas para garantir a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia.
Recomendações
Em junho, o ONS apresentou, durante reunião ordinária do CMSE, uma série de recomendações para manter o atendimento de potência no segundo semestre e iniciar a recuperação dos níveis de armazenamento na região Sul.
Entre as propostas para reforçar o atendimento de potência estão a utilização da capacidade de modulação das usinas hidrelétricas do rio São Francisco e da UHE Itaipue a maximização da disponibilidade da geração termelétrica.
O colegiado também decidiu manter o monitoramento do subsistema Sul, que teve os níveis dos reservatórios afetados por condições meteorológicas desfavoráveis nos últimos meses.
“Há uma perspectiva de elevação dos níveis dos reservatórios do Sul a partir de agosto, mas seguimos atentos à região. A questão do atendimento de potência no segundo semestre também se mantém como prioridade e propusemos diferentes ações que vão garantir o atendimento da demanda”, afirmou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
A Câmara dos Deputados aprovou hoje (2) por 334 votos favoráveis e 65 contrários o projeto de Lei (PL) 1112/23 que aumenta, de 50% para 80% o mínimo de cumprimento de pena no regime fechado para progressão ao semiaberto de condenados por crime de homicídio contra agentes de segurança pública – como policiais, membros do Poder Judiciário, Ministério Público, da Defensoria Pública ou da Advocacia Pública, no exercício da função ou em decorrência dela. O texto segue para análise do Senado.
Para o autor do projeto, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) a iniciativa visa “dificultar a progressão de regime quando os criminosos forem condenados por homicídio contra autoridades públicas, tendo em vista a especial gravidade dos delitos”.
Na avaliação do deputado, os “condenados por crimes tão graves devem ter critérios mais rígidos para a progressão de regime, ficando mais tempo presos e desestimulando a prática de delitos contra o aparelho estatal”.
Além do projeto, os deputado aprovaram a urgência para a votação do Projeto de Lei Complementar 41/19, do Senado, que prevê avaliação periódica sobre o impacto de incentivos fiscais concedidos pela União para empresas.
Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado em plenário sem passar antes pelas comissões da Câmara.