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Adiar reforma na ONU torna mundo mais perigoso, diz Lula no Brics 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (6) que a demora na reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deixa o mundo “mais instável e perigoso”. A declaração aconteceu na abertura da cúpula de líderes do Brics, no Rio de Janeiro.  

Lula fez críticas também a gastos militares, terrorismo, ofensivas israelenses e instrumentalização da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O presidente brasileiro foi o primeiro a discursar na sessão intitulada Paz e Segurança, Reforma da Governança Global.  

Na visão de Lula, de todas as vezes que o Brasil ocupou a presidência do Brics, esta é a que ocorre em cenário global mais adverso. “Presenciamos um colapso sem paralelo do multilateralismo”, afirmou.  

O presidente afirmou que o Brics é herdeiro do Movimento Não-Alinhado, nações que não compartilhavam incondicionalmente a posição de países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos. “Com o multilateralismo sob ataque, nossa autonomia está novamente em xeque”, acrescentou. 

Lula avalia que avanços das últimas décadas nas áreas de comércio, clima e sistema global de saúde estão em risco. Cercado por líderes do Brics, ele criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos.  

“A recente decisão da Otan alimenta a corrida armamentista. É mais fácil destinar 5% do PIB [tamanho da economia] para gastos militares do que alocar os 0,7% prometidos para Assistência Oficial ao Desenvolvimento. Isso evidencia que os recursos para implementar a Agenda 2030 [conjunto de ações que visam o desenvolvimento sustentável] existem, mas não estão disponíveis por falta de prioridade política. É sempre mais fácil investir na guerra do que na paz”, criticou. 

Conselho sem credibilidade 

Lula afirmou que no cenário atual, as decisões do Conselho de Segurança da ONU são marcadas por “perda de credibilidade e paralisia”.  

O Conselho tem 15 membros, sendo apenas cinco integrantes permanentes, que possuem poder de veto: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. O Brasil já fez parte do conselho, mas de forma temporária e sem poder de veto. 

O Brasil, há anos pede a reforma do Conselho de Segurança, com a inclusão de mais nações com assento permanente. Lula lembrou que o movimento por reforma ganhou mais força durante a presidência brasileira do G20 (19 países e as uniões Europeia e Africana) em novembro do ano passado.  

“Ultimamente [o Conselho de Segurança] sequer é consultado antes do início de ações bélicas”, destacou. 

Segundo o presidente, “velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”. Na sequência, Lula criticou a instrumentalização dos trabalhos da AIEA, que “coloca em jogo a reputação de um órgão fundamental para a paz”.  

“O temor de uma catástrofe nuclear voltou ao cotidiano”, declarou Lula. 

Críticas ao terrorismo e Israel 

A AIEA, uma agência da ONU, é a responsável por inspecionar o programa nuclear do Irã. Relatórios do órgão vinham registrando a preocupação de que o Irã estivesse enriquecendo urânio acima do limite de 60%. Para se construir armas nucleares, os níveis de enriquecimento de urânio devem chegar a 90%. 

Em junho, Israel lançou uma ofensiva contra o Irã, com a justificativa de que o país estava à beira de produzir armas nucleares, o que o governo iraniano nega.  

Lula lembrou que o governo brasileiro denunciou as violações à integridade territorial do Irã, um dos integrantes do Brics.  

O brasileiro ainda criticou intervenções estrangeiras em regiões como no Oriente Médio e no norte da África. “Sem amparo no direito internacional, o fracasso das ações no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e na Síria tende a se repetir de forma ainda mais grave”. 

O presidente repudiou atentados na Caxemira (região disputada por Índia e Paquistão) e cometidos pelo grupo palestino Hamas, assim como condenou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza

“Absolutamente nada justifica as ações terroristas perpetradas pelo Hamas. Mas não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza e a matança indiscriminada de civis inocentes e o uso da fome como arma de guerra”, ressaltou. 

Lula lembrou ainda que o Brasil denunciou a violação da integridade territorial da Ucrânia, mas não citou a Rússia, uma das fundadoras do Brics.  

“É urgente que as partes envolvidas na guerra na Ucrânia aprofundem o diálogo direto com vistas a um cessar-fogo e uma paz duradoura. O Grupo de Amigos para a Paz, criado por China e Brasil e que conta com a participação de países do Sul Global, procura identificar possíveis caminhos para o fim das hostilidades”.  

Papel do Brics 

Lula também disse que a comunidade internacional abandonou o Haiti antes da hora. Mas reconheceu que nos oitenta anos da ONU foram alcançados avanços, como proibição do uso de armas biológicas e químicas.  

O presidente afirmou que, se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século XXI, “cabe ao Brics contribuir para sua atualização”. 

Ao defender a reforma do Conselho de Segurança, Lula disse que é preciso torná-lo mais legítimo, representativo, eficaz e democrático. Para ele, incluir novos membros permanentes da Ásia, da África e da América Latina e do Caribe “é mais do que uma questão de justiça, é garantir a própria sobrevivência da ONU”. 

“Adiar esse processo torna o mundo mais instável e perigoso”, advertiu.  

Brics 

O Brics é formado por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Essas nações representam 39% da economia mundial e 48,5% da população do planeta. 

Os países que têm status de parceiros são Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã. Os parceiros não têm poder de voto. 

O Brics se identifica como nações do Sul Global e busca mais cooperação entre si e tratamento mais equânime em organismos internacionais. No entanto, o grupo não chega a ser uma organização internacional ou um bloco formal. Por exemplo, não tem um orçamento próprio ou secretariado permanente, assim como não pode impor que os países adotem internamente as decisões. 

Os países-membros se alternam ano a ano na presidência. O Brasil será sucedido pela Índia em 2026. 

Fonte: Agência Brasil

Brasileirão Feminino A3: Atlético-PI avança e pega Vila Nova na final

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O Atlético-PI será o adversário do Vila Nova na final da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. A equipe piauiense sacramentou a vaga à decisão no domingo (6), ao derrotar o Doce Mel por 3 a 1, no Albertão, em Teresina, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Conforme a tabela básica pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a previsão é que os jogos entre Atlético-PI e Vila Nova ocorram nos dias 9 e 16 de agosto. Por terem melhor campanha geral, as piauienses têm a vantagem de fazer a partida de volta da final em casa.

As atleticanas, invictas na temporada, tinham vencido o jogo de ida contra o Doce Mel, há duas semanas, por 3 a 0, no Waldomirão, em Jequié (BA). Com isso, a equipe dirigida por Renata Costa, ex-jogadora e vice-campeã mundial pela seleção brasileira em 2007, poderia até perder por dois gols que, ainda assim, ficaria com a vaga à final.

Para se classificar, o Doce Mel teria de ganhar por quatro ou mais gols de saldo – o que ainda não tinha ocorrido nesta temporada. O resultado mais próximo foi o triunfo por 3 a 0 sobre o Atlético-BA, na primeira rodada do Brasileirão Feminino A3. Se a diferença de gols se repetisse, o confronto deste domingo teria disputa de penalidades.

Apesar da vantagem, o Atlético-PI foi a campo disposto a buscar um novo triunfo sobre o Doce Mel. Aos 26 minutos, Silmara recebeu na entrada da área pela esquerda, quase na meia-lua, escapou da marcação de Milena Biro-Biro e bateu alto, cruzado, para abrir o placar. A camisa 7 ampliou aos 44, em chute de fora da área que bateu no travessão antes de entrar no gol. Foi o décimo gol da atacante, artilheira do Brasileirão A3.

As baianas descontaram no início da etapa final, com Cristina, aos cinco, que percebeu Grazy adiantada e encobriu a goleira. A empolgação, porém, durou quatro minutos. Aos nove, após cobrança de falta de Suellen pela esquerda, Stefanny cabeceou no canto esquerdo de Paloma, fazendo o terceiro do Atlético-PI e definindo o marcador.

Novidade na elite

O Fortaleza se juntou a Santos, Atlético-MG e Botafogo e conquistou a última vaga de acesso à Série A1 (primeira divisão) do Brasileirão. Neste domingo, as Leoas do Pici empataram sem gols com o Minas Brasília no Estádio Presidente Vargas, na capital cearense.

Como venceram a partida de ida, duas semanas atrás, por 2 a 1 no Bezerrão, no Gama (DF), as tricolores se beneficiaram da igualdade para chegar à elite do futebol feminino nacional pela primeira vez.

Em uma das semifinais, o Fortaleza terá pela frente o Botafogo. No outro confronto, o Santos pega o Atlético-MG. Além deles, outros 14 clubes disputarão a próxima edição do Brasileirão Feminino A1, que é transmitida ao vivo pela TV Brasil.

São eles: Cruzeiro, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Ferroviária, Bahia, Red Bull Bragantino, América-MG, Fluminense, Grêmio, Internacional, Real Brasília e Juventude.

Fonte: Agência Brasil

Dirigente responsabiliza Hugo Calderano por viagem negada pelos EUA

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O chefe oficial executivo (CEO, na sigla em inglês) da World Table Tennis (WTT), entidade que organiza as competições do tênis de mesa mundial, manifestou-se neste domingo (6) sobre a ausência de Hugo Calderano no WTT Grand Smash Las Vegas. O brasileiro foi impossibilitado de viajar aos Estados Unidos para o torneio, um dos quatro principais do circuito – semelhante ao Grand Slam no tênis – devido a um problema de visto.

Em entrevista ao site da Associação de Tênis de Mesa dos Estados Unidos (USATT, na sigla em inglês) para falar sobre a competição em Las Vegas, Steve Dainton abordou o caso de Hugo. O dirigente lamentou a ausência do brasileiro, atualmente na terceira posição do ranking mundial, mas considerou que a responsabilidade é do atleta. O mesatenista ainda não se pronunciou.

“Ele [Hugo] é um jogador incrível, com resultados recentes que mostram que é um dos melhores do mundo na atualidade. Tê-lo aqui seria importante. Mas temos encorajado os jogadores a se preparem com meses de antecedência para retirarem seus vistos e aqueles que o fizeram não tiveram maiores problemas”, disse Dainton.

“Esse é um recado de que ser profissional demanda mais que apenas performance na mesa. Também significa assumir a responsabilidade fora dela”, completou o dirigente.

Hugo tem cidadania portuguesa. Em condições normais, como os países da União Europeia têm isenção de visto nos EUA, ele precisaria somente informar a entrada no país por meio de um sistema eletrônico. O brasileiro, porém, foi informado que não estava mais elegível para dispensa de visto por ter ido a Cuba em 2023 para disputar o Campeonato Pan-Americano da modalidade e o evento classificatório à Olimpíada de Paris, na França.

A Lei de Melhoria do Programa de Isenção de Visto e Prevenção de Viagens Terroristas, de 2015, impede a entrada de pessoas sem visto em território estadunidense em caso de visitas a Cuba após 2021. Segundo a assessoria de imprensa de Hugo, o atleta foi atrás de um visto regular emergencial e teve apoio da USATT e do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC, na sigla em inglês), mas não houve disponibilidade de uma entrevista consular à tempo de o brasileiro disputar a competição.

Apesar da ausência de Hugo, o Brasil estará representado em Las Vegas. Entre os homens, Vitor Ishiy (48º do ranking da WTT) estreia neste domingo, às 23h45 (horário de Brasília), contra o japonês Hiroto Shinozuka (29º) e será o único brasileiro na chave de simples. Nas duplas, Vitor competirá ao lado de Guilherme Teodoro (142º), enquanto Leonardo Iizuka (80º) tem como o australiano Hwan Bae (40º) como parceiro.

 

No feminino, a representante do país no torneio individual será Bruna Takahashi, número 19 do mundo. A brasileira enfrenta a egípcia Dina Meshref (46ª) neste domingo, às 23h45. Irmã de Bruna, Giulia Takahashi (77ª) está na disputa de duplas com Laura Watanabe (114ª). Giulia e Guilherme Teodoro ainda competem nas duplas mistas.

Fonte: Agência Brasil

Brics pede solução de dois Estados na Palestina; Irã quer Estado único

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A declaração final da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, voltou a defender, como nas declarações anteriores, a solução de dois Estados, um palestino e outro israelense, para o conflito do Oriente Médio que dura mais de sete décadas.

“Reafirmamos nosso apoio à adesão plena do Estado da Palestina às Nações Unidas no contexto do compromisso inabalável com a Solução de Dois Estados, o que inclui o estabelecimento de um Estado da Palestina soberano, independente e viável dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas de 1967”, diz o documento, em referência ao ano em que Tel Aviv assumiu o controle da Faixa de Gaza, da Cisjordânia. Israel rejeita a solução de dois Estados.

Apesar de ser membro do Brics, o Irã manifestou, por nota, posição diferente. O chanceler iraniano chamou a solução de dois estados de “irreal” e defendeu a solução de Estado único para mulçumanos, cristãos e judeus.

“A República Islâmica do Irã considera que uma solução justa para a Palestina seja um referendo com a participação de todos os habitantes originais da Palestina, incluindo judeus, cristãos e muçulmanos, e esta não é uma solução irrealista ou inatingível”, disse o ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi.

O chanceler iraniano afirmou que a Palestina deve seguir o caminho trilhado pela África do Sul.

“Assim como o regime do apartheid na África do Sul foi estabilizado por meio de um referendo e da democracia, e não pela divisão da África do Sul em duas partes, branca e negra. O regime do apartheid na África do Sul foi derrubado pela luta dos negros, ninguém recomendou a ideia de dois Estados”, completou.

Territórios ocupados

No documento oficial da Cúpula do Rio, publicado neste domingo (6), o Brics defendeu a retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, territórios palestinos ocupados pelos israelenses desde 1967. O grupo pede ainda a liberação dos reféns detidos “contrariando o direito internacional”.

O documento cita a “profunda preocupação” diante da retomada dos ataques contínuos de Israel contra Gaza, e a obstrução de ajuda alimentar, condenando ainda o uso da fome como método de guerra.

“Exortamos as partes a se engajarem, de boa-fé, em novas negociações com vistas à obtenção de um cessar-fogo imediato, permanente e incondicional; à retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza e de todas as demais partes do Território Palestino Ocupado; à libertação de todos os reféns e detidos em violação ao direito internacional; e ao acesso e entrega sustentados e desimpedidos da ajuda humanitária”, disse o grupo de países reunidos no Brasil.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pousou nos Estados Unidos (EUA) neste domingo para discutir, com o presidente Donald Trump, o futuro da guerra em Gaza. Trump e Netanyahu têm defendido a emigração em massa de palestinos do território. Trump chegou a propor que os EUA assumam o controle do enclave. No Brics, os países rejeitaram essa proposta.

“Expressamos nossa firme oposição ao deslocamento forçado, temporário ou permanente, sob qualquer pretexto, de qualquer parte da população palestina do Território Palestino Ocupado, bem como a quaisquer alterações geográficas ou demográficas do território da Faixa de Gaza”, diz o documento.

Enquanto segue a guerra em Gaza, Israel amplia os deslocamentos forçados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios considerados palestinos pelo direito internacional. Estima-se que 40 mil palestinos foram expulsos de suas casas na Cisjordânia nos últimos meses, configurando a maior operação militar nessa região palestina em 20 anos.   

Na declaração final do Rio, o Brics destacou que a Faixa de Gaza é parte inseparável do território palestino. “Salientamos, a este respeito, a importância de unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina”, disse o texto.

Entenda

Em 1947, uma resolução das Nações Unidas (ONU) propôs a separação da Palestina histórica em dois estados, um para os judeus e outro para os árabes. Apesar de a medida ter sido rejeitada pelos países árabes, em 1948, Israel proclama sua independência, levando a primeira guerra do atual conflito.

Em consequência da criação de Israel, cerca de 750 mil palestinos foram expulsos de suas residências e cerca de 500 vilas palestinas foram destruídas, dando início ao drama dos refugiados palestinos. Em 1967, Israel assumiu o controle de Gaza e da Cisjordânia, que estavam sob o controle do Egito e da Jordânia, respectivamente. 

>> Entenda o que foi a Nakba, a catástrofe do povo palestino

Em 2005, Israel desocupou Gaza, mas manteve cerco ao território, controlando a entrada e saída de mercadorias e pessoas do enclave governado pelo Hamas. Com o passar dos anos, Israel ampliou a normalização com os países da região, por meio dos Acordos de Abraão, articulados também por Trump.  

Em 2023, o Hamas promoveu o ataque contra Israel que fez 1,2 mil vítimas e 220 reféns, dando início à atual fase do conflito. A resposta de Israel ao ataque do Hamas vem sendo considerada um genocídio por países e organizações internacionais, que alegam que o objetivo final é concluir a anexação de Gaza. Tel Aviv sustenta que busca libertar os reféns e destruir o Hamas completamente.

Fonte: Agência Brasil

Nova tarifa social de energia elétrica passa a valer neste sábado

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Começa a valer a partir deste sábado (5) a nova Tarifa Social de Energia Elétrica, que prevê gratuidade para famílias beneficiárias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham consumo mensal de até 80 kWh. Segundo governo federal, o benefício concederá a gratuidade total da conta de luz a 4,5 milhões de famílias.

Outras 17,1 milhões de famílias que também têm direito à tarifa social não precisarão pagar pelos primeiros 80 quilowatts-hora (kWh) consumidos em cada mês.

Pelas regras da tarifa, aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem direito à gratuidade os consumidores beneficiados pela Tarifa Social que possuem instalações trifásicas e usam até 80 kWh por mês.

Nesse caso, poderá ser cobrado na fatura apenas os custos não associados à energia consumida, como a contribuição de iluminação pública ou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com legislação específica do estado ou município onde a família reside.

Já para os consumidores que possuem instalações trifásicas e usam mais de 80 kWh por mês, o custo de disponibilidade da rede continua sendo de 100 kWh. Nesse caso, o consumidor precisará pagar uma diferença caso use entre 80 kWh e 100 kWh.

O custo de disponibilidade é o valor mínimo cobrado pela distribuidora para remunerar os gastos com a rede elétrica necessários para transportar a energia até o consumidor.

Quem tem direito à Tarifa Social

Para ser beneficiário da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) é preciso se enquadrar em um dos requisitos abaixo:

  • Família inscrita no Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo nacional;
  • Idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência, que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e estão no Cadastro Único;
  • Família inscrita no Cadastro Único com renda mensal de até três salários-mínimos, que tenha pessoa com doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.
  • Também têm direito ao benefício as famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico, cujo consumo mensal seja de até 80 kWh/mês.

Não é necessário solicitar o benefício

A Tarifa Social é concedida automaticamente às famílias que têm direito. Para receber, basta que a pessoa responsável pelo contrato de fornecimento de energia elétrica (aquela cujo nome está na fatura) esteja entre os beneficiados pelos programas de governo descritos acima. Portanto, não é mais necessário solicitar à distribuidora.

A nova tarifa social faz parte da Medida Provisória (MP) 1300/2025, publicada em maio. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm até 120 dias para aprovar a medida ou ela perderá a validade.

Fonte: Agência Brasil

FMI e Banco Mundial financiam países ricos, critica Lula no Brics

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo (6) o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, instituições que, na visão dele, “sustentam um Plano Marshall às avessas, em que as economias emergentes e em desenvolvimento financiam o mundo mais desenvolvido”. 

A declaração fez parte da intervenção do presidente na segunda sessão plenária da cúpula de líderes, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, dedicada ao fortalecimento do multilateralismo, assuntos econômico-financeiros e inteligência artificial (IA). 

Plano Marshall foi a ajuda financeira que os Estados Unidos proveram para a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

Para Lula, enquanto o FMI e o Banco Mundial se voltam ao mundo desenvolvido, “os fluxos de ajuda internacional caíram, e o custo da dívida dos países mais pobres aumentou”. 

O presidente aproveitou a reunião de líderes do Brics, comandada pelo Brasil, para pedir mais poder dos países do Sul Global no FMI, instituição que tem entre suas missões cooperar para o bom funcionamento do sistema financeiro global e colaborar com países durante crises econômicas, por exemplo. 

“As distorções são inegáveis”, declarou Lula. “Para fazer jus ao nosso peso econômico, o poder de voto dos membros do Brics no FMI deveria corresponder pelo menos a 25% – e não os 18% que detemos atualmente”, completou.

O presidente brasileiro fez críticas ao neoliberalismo (diminuição do Estado na economia), responsável, segundo ele, aprofundar desigualdades.

“Três mil bilionários ganharam US$ 6,5 trilhões desde 2015”, citou.

Banco do Brics

Na participação, o presidente fez elogios ao Novo Banco de Desenvolvimento (New Development Bank, NDB), conhecido como Banco do Brics.  

“O Novo Banco de Desenvolvimento dá uma lição de governança”, afirmou ao citar o recém ingresso de Argélia e o processo de adesão da Colômbia, Uzbequistão e Peru. Para ele, é um atestado da capacidade do NDB de oferecer financiamento para transição justa e soberana.

O banco de fomento foi criado pelo Brics em 2015. Desde 2023, a ex-presidente Dilma Rousseff está no comando da instituição financeira, que tem sede na China. Países de fora do Brics podem se habilitar para participar do NDB. Dilma discursou na sessão deste domingo. 

Ainda abordando a desigualdade no mundo, Lula defendeu justiça tributária (ricos pagando mais impostos) e combate à evasão fiscal., “Fundamentais para consolidar estratégias de crescimento inclusivas e sustentáveis, próprias para o século XXI”.


Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sessão plenária “Fortalecimento do Multilateralismo, Assuntos Econômico-Financeiros e Inteligência Artificial” da 17ª Cúpula do Brics. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sessão plenária “Fortalecimento do Multilateralismo, Assuntos Econômico-Financeiros e Inteligência Artificial” da 17ª Cúpula do Brics. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Comércio e protecionismo

O presidente fez críticas ainda a Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Sua paralisia e o recrudescimento do protecionismo criam uma situação de assimetria insustentável para os países em desenvolvimento”.

A declaração acontece no ano em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deflagrou uma guerra tarifária, aplicando tarifas a produtos que entram no país – uma forma de proteger a indústria americana da concorrência estrangeira. 

IA 

Lula disse que o Brics adotou uma declaração sobre governança da inteligência artificial (AI), o que representa uma “mensagem clara e inequívoca” de que as novas tecnologias devem atuar dentro de um modelo de governança justo, inclusivo e equitativo.  

“O desenvolvimento da Inteligência Artificial não pode se tornar privilégio de poucos países ou um instrumento de manipulação na mão de bilionários. Tampouco é possível progredir sem a participação do setor privado e das organizações da sociedade civil”, declarou. 

Ineditismo

O presidente brasileiro ressaltou que essa 17ª reunião de líderes do Brics reúne, pela primeira vez, países-parceiros. “Coroa a histórica expansão do Brics”, exaltou. 

País-parceiro é uma modalidade criada na cúpula da cidade russa de Kasan, em 2024. Uma principal diferença entre país-membro e que os parceiros não têm poder de voto nas discussões.  

“Os países convidados trazem consigo perspectivas de diferentes contextos regionais que enriquecem a articulação de uma visão própria do Sul Global”, afirmou Lula.  

“O Brics é ator incontornável na luta por um mundo multipolar, menos assimétrico e mais pacífico”, declarou. 

Entenda o Brics 

O Brics é formado por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Essas nações representam 39% da economia mundial e 48,5% da população do planeta. 

Os países que têm status de parceiros são Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.   

O Brics se identifica como nações do Sul Global e busca mais cooperação entre si e tratamento mais equânime em organismos internacionais. Os países-membros se alternam ano a ano na presidência. O Brasil será sucedido pela Índia em 2026.  

Fonte: Agência Brasil

CNU 2025: pedidos de isenção da taxa de inscrição vão até terça-feira

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As pessoas interessadas em pedir isenção da taxa de inscrição para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) devem fazer a solicitação até 23h59 desta terça-feira (8), no horário de Brasília.

A taxa única é de R$ 70 para os cargos de nível médio e superior e deve ser paga até o dia 21 de julho. 

O pedido de gratuidade deve ser feito online, no momento da inscrição, exclusivamente no sistema da Fundação Getulio Vargas, banca examinadora do certame, com login único da conta no portal do governo federal, o Gov.br.

O endereço eletrônico é o mesmo para anexar a documentação que comprove as situações que dão direito à gratuidade da taxa de inscrição.

Quem tem direito

De acordo com as condições previstas no edital do CNU 2025, têm direito à isenção da taxa as pessoas que:

  • têm inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • comprovem ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde;
  • são bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação;
  • têm o curso superior financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O candidato que prestar declarações falsas será excluído do concurso, em qualquer fase, e responderá legalmente pelo ato.

A participação anterior em programas sociais ou isenção em outros concursos não garante isenção automática no segundo CNU. 

Documentação

A retificação do edital do chamado Enem dos Concursos, publicada na quinta-feira (3), dispensa os inscritos no CadÚnico de preencherem o Número de Identificação Social (NIS) no momento de solicitar a isenção da taxa.​​

​Os candidatos que são ou tenham sido bolsistas do Prouni ou receberam financiamento do Fies devem indicar a opção de solicitação correspondente a essa modalidade no sistema de inscrição.

No caso de doador voluntário de medula óssea, o candidato deverá fazer upload da documentação que comprove a situação declarada: o documento de identidade com foto; o comprovante da doação, com data da coleta e de emissão do documento, assinatura da pessoa responsável pelo órgão emissor; com nome legível de quem assina; ou apresentar a certidão ou cartão de doador voluntário de medula óssea, expedidos por entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

Somente serão aceitos arquivos no formato JPG, JPEG, PNG e PDF, no tamanho máximo de 5MB. A organização do certame avisa que não serão aceitos documentos enviados por fax, correio eletrônico, meio postal, entregues pessoalmente na sede da FGV ou no dia da aplicação das provas.

Resultados

A simples solicitação não garante a isenção. Todos os pedidos passarão por análise da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV consultará os órgãos gestores do CadÚnico, do Prouni e do Fies, além do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Os resultados preliminares de todos os pedidos serão divulgados no dia 10 de julho, no site do concurso.

Em caso de indeferimento, o candidato poderá entrar com recurso contra a decisão em dois dias úteis após a divulgação. O resultado final dos recursos está previsto para 18 de julho.

CNU 2025

A segunda edição do CPNU oferece 3.652 vagas para 32 órgãos, com provas aplicadas em dois dias – a primeira fase, de questões objetivas, em outubro; e a segunda, as dissertativas, em dezembro, apenas para os aprovados na etapa anterior.

Os cargos serão agrupados em nove blocos temáticos, com a possibilidade do candidato se inscrever para diferentes cargos dentro do mesmo bloco e definição de sua lista de preferência pelas vagas​.

 

Fonte: Agência Brasil

Cruzeiro vence Banfield antes de retomada do Campeonato Brasileiro

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Em preparação para a retomada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro venceu o Banfield, da Argentina, por 1 a 0. O jogo deste domingo (6), no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES), foi válido pelo torneio amistoso Vitória Cup, com transmissão ao vivo da TV Brasil, em parceria com a TVE Espírito Santo e com a Rede Minas.

A Vitória Cup reuniu quatro times. Além de Cruzeiro e Banfield, participam o também argentino Defensa y Justícia e a Desportiva, segunda maior campeã do futebol potiguar, com 18 títulos estaduais. Cada equipe fez dois jogos. O torneio não teve um campeão, mas ao final de cada partida, o ganhador recebeu um troféu.

Na última quinta-feira (3), a Raposa perdeu por 1 a 0 para o Defensa, no Kleber Andrade. Na quarta-feira (2), o Banfield superou a Desportiva – que atualmente não possui divisão nacional, mas esteve 15 vezes na Série A do Brasileirão – pelo mesmo placar, no Estádio Engenheiro Araripe, também em Cariacica. Mais cedo neste domingo, novamente no Araripe, a Tiva perdeu do Defensa por 2 a 1, de virada.

O tropeço de quinta encerrou uma série de 12 jogos sem derrotas do Cruzeiro, que fez sua última partida oficial em 12 de junho, quando empatou sem gols com o Vitória, no Barradão, em Salvador. Para encarar o Banfield, o técnico Leonardo Jardim mandou a campo a formação que deve ser titular no retorno do Brasileirão, no domingo que vem (13), diante do Grêmio, às 20h30 (horário de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte.

O treinador escalou a Raposa com Cássio; William, Fabrício Bruno, Lucas Villalba e Kaiki Bruno; Lucas Romero, Lucas Silva, Christian, Matheus Pereira e Marquinhos; Kaio Jorge. Apesar de cotado para ser titular, Wanderson foi preservado devido a dores musculares. O atacante se queixou do incômodo depois de uma pancada no treino. No aquecimento que antecedeu a partida, ele reclamou novamente.

Os mineiros fizeram o gol da vitória aos 37 minutos do primeiro tempo. Após cruzamento de Lucas Silva, Fabrício Bruno e Kaio Jorge desviaram e Matheus Pereira, na pequena área, quase como um centroavante, completou para as redes.

Na etapa final, as equipes efetuaram várias trocas e o ritmo da partida caiu. No Cruzeiro, Kaique Kenji, Kauã Prates, Walace, Fagner, Yannick Bolasie, Gabriel e Japa entraram nos lugares de William, Kaiki Bruno, Romero, Christian, Marquinhos, Kaio Jorge e Matheus Pereira. Destaque à volta de Japa, que ainda não tinha atuado em 2025 devido a uma lesão no tendão da coxa esquerda. O placar, contudo, não se alterou.

A Raposa volta às atenções para o Brasileirão. Após 12 jogos, a equipe mineira ocupa o segundo lugar na classificação, com os mesmos 24 pontos do Flamengo, mas os cariocas ficam à frente por terem melhor saldo de gols.

Fonte: Agência Brasil

Santos, Atlético-MG e Botafogo voltam à elite do Brasileirão Feminino

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Rebaixados no ano passado, Santos, Atlético-MG e Botafogo estão de volta à Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. O trio alvinegro garantiu o acesso neste sábado (5), com as respectivas classificações para as semifinais da Série A2 (segunda divisão).

O quarto e último clube a conquistar um lugar na elite será conhecido neste domingo (6), no duelo entre Fortaleza e Minas Brasília, que jogam às 15h (horário de Brasília), no Estádio Presidente Vargas, na capital cearense.

As Leoas do Pici, que podem estrear na Série A1, têm a vantagem do empate, já que venceram a ida por 2 a 1 no Bezerrão, no Gama (DF). As brasilienses, que não disputam a primeira divisão desde 2021, têm de ganhar por dois ou mais gols de diferença.

Os duelos de ida e volta valendo lugar na final da Série A2 ainda serão agendados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A previsão, conforme o calendário base do torneio, é que ocorram no segundo e no terceiro fim de semana de agosto.

Pênalti

Dono da melhor campanha geral desta Série A2, o Santos recebeu o Ação-MT na Vila Belmiro. Como ganhou o jogo de ida por 1 a 0 no Estádio Dito Souza, em Várzea Grande (MT), o time paulista poderia se classificar às semifinais com um empate no litoral paulista.

Mesmo assim, as Sereias da Vila ganharam de novo, desta vez por 2 a 1, com dois gols de pênalti de Laryh, aos 12 minutos do primeiro tempo e aos 33 do segundo. Rafinha, aos sete da etapa final, da entrada da área, marcou para o Ação, mas não impediu o retorno das campeãs brasileiras de 2017 à elite.

Em uma das semifinais, o Santos terá pela frente o Atlético-MG, que sofreu para eliminar o Vitória. Após vencer por 1 a 0 na Arena MRV, em Belo Horizonte, as Vingadoras foram a Salvador com a vantagem do empate.

As baianas, porém, levaram a melhor no tempo normal e ganharam pelo mesmo placar, com um gol de Verena nos acréscimos do segundo tempo. A decisão foi para os pênaltis, com as equipes tendo 100% de aproveitamento até a nona série de cobranças, quando Joyce teve o chute defendido por Maike, com os pés. O 9 a 8 deu vaga e acesso às mineiras.

Gol Olímpico

O último classificado de sábado foi o Botafogo, que enfrentou o Mixto no Estádio Nilton Santos com a vantagem de ter vencido no Dutrinha, em Cuiabá, por 2 a 1, na partida de ida. As visitantes abriram o placar com Balbino, em chute rasteiro, aos 21 minutos do primeiro tempo. Aos 27, Sinara fez um gol olímpico – cobrança de escanteio que vai direto para as redes – e deixou tudo igual.

Aos 45, Sabrina bateu de fora da área e recolocou as mato-grossenses à frente no Rio de Janeiro. O resultado levava o confronto para as penalidades.

Mas na etapa final, as Gloriosas conseguiram liquidar a partida. Aos três minutos, Carol foi lançada por Bebê, invadiu a área pela esquerda e chutou sem ângulo para empatar novamente o jogo. Aos 18, Júllia recebeu quase na pequena área, girou e bateu rasteiro, virando o placar.

Aos 34, Carol recebeu de Grazy, nas costas da marcação, e soltou a bomba da entrada da área, anotando o quarto. Já aos 45, Bebê finalizou da meia-lua e decretou a classificação do Alvinegro carioca, que aguarda Fortaleza ou Minas Brasília na outra semifinal.

Mudança

A partir de 2026, a Série A1 do Brasileirão terá 18 clubes. Com os acessos de Santos, Atlético-MG e Botafogo, 17 dos participantes estão definidos.

Os demais são os 14 times não rebaixados na edição deste ano, que é transmitida ao vivo pela TV Brasil: Cruzeiro, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Ferroviária, Bahia, Red Bull Bragantino, América-MG, Fluminense, Grêmio, Internacional, Real Brasília e Juventude. Em contrapartida, 3B da Amazônia e Sport caíram para a Série A2 do ano que vem.

Fonte: Agência Brasil

Brics une aspirações de Brasil, Índia e África a Conselho de Segurança

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A Declaração de Líderes do Brics, divulgada neste domingo (6) durante a reunião do bloco no Rio de Janeiro, reúne os interesses de Brasil, Índia e países africanos em se tornarem membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). O trecho sobre o assunto cita primeiro o reconhecimento geral do Brics sobre “as aspirações legítimas dos países africanos, refletidas no Consenso de Ezulwini e na Declaração de Sirte”.

A Declaração de Sirte foi a responsável por criar a União Africana em 1999. O Consenso de Ezulwini, de 2005, é a posição adotada pela União Africana para expandir o Conselho de Segurança com dois assentos permanentes com direito a veto para a África, além de cinco assentos não permanentes. Todos deveriam ser escolhidos pela própria União Africana.

A outra frase da declaração atual do Brics sobre o tema especifica apenas o apoio de China e Rússia, conforme Declarações dos Líderes de Pequim (2022) e Joanesburgo II (2023), “às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel mais relevante nas Nações Unidas, incluindo o seu Conselho de Segurança”.

As duas colocações são acompanhadas da defesa de tornar o Conselho de Segurança “mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de aumentar a representação dos países em desenvolvimento nos quadros de membros do Conselho para que ele possa responder adequadamente aos desafios globais predominantes e apoiar as aspirações legítimas dos países emergentes e em desenvolvimento”.

Fortalecimento do multilateralismo

A declaração final do Brics sob a presidência brasileira também defende a reforma das instituições de Bretton Woods para “torná-las mais ágeis, eficazes, confiáveis, inclusivas, adequadas”. O Acordo de Bretton Woods marca a criação de um sistema monetário internacional para o pós-guerra, em 1944, que inclui o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

A voz dos países em Desenvolvimento e Mercados Emergentes deve refletir o peso deles na economia global, diz o documento. Nesse sentido, é defendido que o FMI apoie particularmente os países mais frágeis, aumente as cotas propostas no âmbito da 16ª Revisão Geral de Cotas (RGC).

Sobre o Banco Mundial, é apoiada a Revisão de Participações Acionárias do Banco Mundial de 2025, copresidida pelo Brasil. Ela é indicada como ferramenta crucial para fortalecer o multilateralismo e aumentar a legitimidade do Grupo Banco Mundial.

Conforme já antecipado no documento dos ministros de finanças e dos presidentes de Bancos Centrais, o Brics diz que há uma “encruzilhada” no sistema multilateral de comércio. Sem citar diretamente os Estados Unidos, mas em clara referência às medidas adotadas pelo governo de Donald Trump, o documento condena a imposição unilateral de tarifas.

“A proliferação de ações restritivas ao comércio, seja na forma de aumento indiscriminado de tarifas e de medidas não-tarifárias, seja na forma de protecionismo sob o disfarce de objetivos ambientais, ameaça reduzir ainda mais o comércio global, interromper as cadeias de suprimentos globais e introduzir incerteza nas atividades econômicas e comerciais internacionais”, diz um dos trechos.

“Enfatizamos que a OMC, em seu 30º aniversário, continua sendo a única instituição multilateral com o mandato, a expertise, alcance universal e capacidade para liderar discussões sobre as múltiplas dimensões do comércio internacional, incluindo a negociação de novas regras comerciais”, diz outro trecho.

Ainda no tema do multilateralismo, o Brics pede o reforço de investimento na Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Uma OMS robusta e adequadamente financiada é essencial para enfrentar com eficácia os desafios atuais e futuros da saúde pública, mitigar as desigualdades e garantir o acesso equitativo para todos aos serviços de saúde, incluindo medicamentos e vacinas, especialmente nos países em desenvolvimento”, diz o documento.

“Reconhecemos a adoção do Acordo sobre Pandemias da OMS pela 78ª Assembleia Mundial da Saúde. O Acordo solidificará as bases para um mundo mais seguro e equitativo contra futuras pandemias. Estamos prontos para levar esse impulso adiante e garantir uma conclusão oportuna das negociações lideradas e conduzidas pelos estados-membros para o Anexo do Acordo sobre Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios”, complementa o texto.

Fonte: Agência Brasil