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Ação dos EUA na Venezuela é precedente perigoso, dizem analistas

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Especialistas em relações internacionais avaliam que a confirmação da ação da Agência Central de Inteligência (CIA) na Venezuela pelos Estados Unidos (EUA) abre um perigoso precedente que pode justificar novas intervenções militares diretas de Washington em toda América Latina.

Os estudiosos consultados pela Agência Brasil lembraram que uma interferência dos EUA na Venezuela viola a lei internacional; pode provocar uma guerra civil em um vizinho do Brasil; e tem como objetivo assumir o controle das maiores reservas de petróleo do planeta, e não combater o tráfico de drogas, como alega a Casa Branca.  

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes avalia que o impacto é “catastrófico” para toda a região.  

“Não sabemos se os EUA vão parar na Venezuela. A apreensão do governo brasileiro é total, assim como da Colômbia e de todos os países. Vão tentar fazer da Venezuela um protetorado dos EUA. Vão colocar no poder quem eles querem”, comentou.

O pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA acrescentou que a ação contra Venezuela é uma ameaça a toda América Latina e Caribe.

“Deixa todo mundo em alerta. Nós estamos falando de os EUA invadirem um país que é colado ao Brasil. Assim, não é qualquer coisa. Isso aí é estarrecedor”, disse.

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Nessa quarta-feira (15), Trump confirmou que autorizou a CIA a operar contra o governo Maduro. “Acho que a Venezuela está sentindo a pressão, e outros países também”, afirmou em coletiva de imprensa na Casa Branca.

A professora de relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou que a intervenção dos EUA na Venezuela viola o direito internacional.

“É ilegal um país interferir na soberania de outro país. Gostando ou não, Maduro é o presidente do país. Para o Brasil, tem impactos seríssimos. A gente faz fronteira com a Venezuela. Estamos falando de uma ação de guerra na nossa fronteira. Agora Venezuela, amanhã vai ser quem?”, comentou.

Guerra civil

O historiador e pesquisador de conflitos armados, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza, analisa que as ações contra Caracas podem ser replicadas contra qualquer país latino-americano que, eventualmente, contrarie os interesses dos EUA.

“Isso demonstra que todo e qualquer regime, sistema de governo ou sociedade latino-americana pode ser objeto de estratégias de guerra híbrida, como nós estamos vendo contra a Venezuela”, disse.

Em setembro, a maioria dos países da América Latina manifestou preocupação com a presença militar dos EUA no Caribe.

Para Laterza, uma possível queda de Maduro pode abrir uma guerra civil na Venezuela com consequências para todos os seus vizinhos, incluindo o Brasil.

“O assassinato ou queda de Maduro poderia dar início a movimentos paramilitares e de oposição com forte apoio da mídia corporativa. Isso levaria, sem dúvida, a uma polarização social e política que poderia desbancar para um conflito interno bastante severo dentro da Venezuela, com aumento do fluxo migratório e de instabilidade nas fronteiras”, comentou.

A vencedora do Nobel da Paz em 2025, a opositora venezuelana Maria Corina Machado, vem apoiando as ações de Trump contra a Venezuela, tendo dedicado o prêmio ao chefe de Estado dos EUA.

Drogas e petróleo

O especialista em segurança internacional Rodolfo Queiroz Laterza afirma que a Venezuela, apesar de ter problemas com o narcotráfico, não possuí cartéis produtores de drogas que sustentem os argumentos de Trump contra o país. 

“O que motiva as ações de Trump é o fator geoeconômico. A Venezuela tem a maior reserva petrolífera do planeta. E o que se busca do governo Trump é um rearranjo em relação a essas riquezas. Ele quer ter influência sobre essa riqueza, e que os conglomerados por ele apoiados assumam essas reservas”, destacou.

O professor da UnB Roberto Goulart Menezes concordou com a posição de Laterza. “São 320 bilhões de barris de petróleo. Os EUA querem recuperar a Venezuela. Eles sabem que é um país-chave para o Caribe devido a importância energética que Caracas tem”, acrescentou.

Em junho de 2023, Trump admitiu que se tivesse vencido a eleição contra Biden, em 2020, teria “tomado a Venezuela” e “pego todo o petróleo”. 

Para professora de relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as medidas de Trump contra Maduro são porque o país não é subserviente à Washington, não tendo qualquer relação com combate às drogas ou imigração ilegal.

“A Venezuela não é uma ameaça aos EUA. O problema é que a Venezuela tem uma política autônoma, independente e não subserviente aos EUA.  Ter na América Latina, no ‘quintal’ deles. um país que não responde aos mandos e desmandos de Washington não é nem nunca foi permitido”, afirmou.

Para Camila Vidal, a justificativa de combate às drogas não passa de uma desculpa.

“Assim como, no Iraque, usou a desculpa de armas nucleares, que a gente sabe não possuíam. Na Guerra Fria era o comunismo soviético, agora é o combate às drogas. De fato, o interesse é outro: é a retirada de um governo autônomo para colocar no lugar um governo subserviente aos EUA”, finalizou.

Caracas x Washigton

Desde a chegada dos chavistas ao Poder, em 1999, Caracas e Washington mantém uma relação conflituosa. Em 2002, um golpe de Estado tirou Hugo Chávez da presidência por dois dias, chegando a ser revertido por militares fieis ao ex-presidente.

Em 2017, os EUA sancionaram o setor financeiro da Venezuela depois que Maduro instalou uma Assembleia Constituinte que retirou os poderes da Assembleia Nacional, então controlada pela oposição.

Em 2019, Washington aplicou um embargo contra o petróleo venezuelano e apoiou a tentativa do deputado Juan Guaidó de assumir o controle do país. Desde meados de 2022, após a guerra da Ucrânia, o embargo econômico contra a Venezuela vinha sendo parcialmente flexibilizado.  

Em julho de 2024, Maduro se reelegeu em um pleito denunciado como fraudulento. Com a reeleição de Trump, os EUA voltaram aumentar a pressão para desestabilização de Caracas com o envio de milhares de militares à costa marinha do país caribenho. 

Fonte: Agência Brasil

Haddad defende retomada parcial de MP alternativa à do IOF

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a recuperação de trechos “incontroversos” da Medida Provisória 1.303/2025, que propunha alternativas à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele reuniu-se na manhã desta quarta-feira (15) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em busca de uma saída para o rombo no Orçamento de 2026, provocado pela rejeição da MP pelo Congresso.

A perda de validade da MP, retirada da pauta da Câmara dos Deputados após pressão de partidos do centrão, abriu um buraco estimado em R$ 31,56 bilhões no Orçamento de 2026. Desse total, R$ 20,87 bilhões são em receitas e R$ 10,69 bilhões em economia de gastos.

A rejeição do texto forçou o governo a adiar a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano. 

Durante a reunião, Haddad apresentou cenários e defendeu a estratégia de “recuperar” os trechos menos polêmicos da MP, que, segundo ele, representam mais de 70% da proposta original e contavam com consenso entre governo e Congresso.

“Uma grande parte da MP 1.303 era incontroversa e tinha o acordo de todo mundo. Toda a parte de controle de cadastro e disciplinamento de compensação estava pacificada”, disse o ministro após o encontro.

Consensos

Entre as propostas “consensuais” citadas por Haddad, estão a limitação de compensações tributárias indevidas, com potencial de arrecadação de R$ 10 bilhões, e o controle do cadastro do seguro-defeso, que geraria economia de R$ 1,7 bilhão. 

O ministro conta com o apoio de Alcolumbre e do líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), que também participou do encontro.

A MP 1.303 fazia parte da estratégia do governo para equilibrar as contas de 2026 e previa uma combinação de aumento de arrecadação e corte de gastos. Além das duas medidas prioritárias, o texto incluía propostas como elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs, tributação maior sobre apostas online e fim da isenção de imposto para títulos privados incentivados.

Alternativas

Com a perda de validade da MP, o governo avalia diferentes formas de recompor as receitas. Entre elas estão ajustes tributários sobre bancos e grandes fortunas, mudanças na proposta orçamentária enviada em agosto e um corte superior a R$ 7 bilhões em emendas parlamentares, hipótese considerada politicamente sensível em um ano eleitoral.

Haddad disse que Alcolumbre “compreendeu o que está em jogo” e sugeriu encaminhamentos, mas ressaltou que a solução definitiva dependerá de um acordo mais amplo com toda a base parlamentar.

LDO adiada

O impasse levou o governo a pedir o adiamento da votação do projeto da LDO de 2026 na Comissão Mista de Orçamento. A análise, prevista para terça-feira (14), foi remarcada para o dia 21. Segundo Haddad, o atraso é necessário para garantir coerência entre as leis fiscais e orçamentárias.

“É melhor gastar uma semana a mais e fechar um texto que faça sentido para todo mundo do que ter inconsistência entre a LDO, o Orçamento e as leis que preveem gastos tributários e primários”, avalia.

As negociações devem continuar nos próximos dias, com o objetivo de recompor as receitas e preservar o equilíbrio fiscal diante da queda da MP e do impasse político na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 48 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.928 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (16). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 48 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 14 – 24 – 29 – 32 – 46 – 48

  • 49 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 43.893,90 cada
  • 3.987 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 889,20 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (18), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza investigação sobre interferência de Bolsonaro na PF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (16) a reabertura do inquérito da Polícia Federal que investigou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela suposta interferência na corporação.

Moraes atendeu ao pedido feito ontem pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

Em março de 2022, durante o governo do ex-presidente, a PF concluiu que não houve ingerência política e pediu o arquivamento do caso.

A questão começou a ser investigada após Sérgio Moro pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e insinuar interferência na PF por meio da troca do então diretor-geral Maurício Valeixo, indicado por ele.

Gonet citou que Bolsonaro enviou uma mensagem no dia 22 de abril de 2020 a Moro e confirmou que Valeixo seria demitido. No dia seguinte, o ex-presidente compartilhou uma notícia sobre investigações da PF contra deputados que o apoiavam.  

Dessa forma, no entendimento do procurador, é necessário apurar se houve “efetivamente” interferências na PF.

Conforme o pedido da PGR, a PF deverá checar a ligação da suposta interferência com as investigações sobre a Abin Paralela, propagação de desinformação e uso da estrutura do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na trama golpista.


Fonte: Agência Brasil

Fábio Klier é ouro no tiro com arco na estreia da modalidade no JUBs

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Medalhista de ouro no tiro com arco nos Jogos Universitários Brasileiros de Natal, a história de Fábio Klier com o esporte é um pouco diferente do usual. Em vez de seguir os passos dos pais, foi ele quem os levou para a modalidade. O pai foi companheiro nos primeiros anos de descoberta do tiro com arco. A mãe, que já era professora de educação física, acabou se tornando técnica do esporte. Os dois são os maiores incentivadores do Fabio como atleta e ficaram torcendo à distância, lá em Belo Horizonte, pelo desempenho do filho na estreia do tiro com arco nos JUBs de Natal.  A torcida deu certo: ele conquistou o ouro no arco recurvo masculino logo na primeira primeira vez em que a modalidade fez parte da competição.

Aos 21 anos, Fabio cursa o sétimo período de engenharia da computação na PUC-MG e concentra os estudos à noite, para poder treinar pela manhã e à tarde. Ele diz que a rotina ficou menos difícil depois de ter concluído a escola.

“Na faculdade é até um pouco mais fácil, porque você consegue mudar os horários do seu semestre, para encaixar na sua rotina de treino. Nos primeiros períodos era sempre de manhã, mas a partir do quinto período eu passei para o noturno, justamente para adequar mais ainda à rotina de treino”, relata Klier.


Fábio Klier, tiro com arco, estreia da modalidade, JUBs Natal 2025
Fábio Klier, tiro com arco, estreia da modalidade, JUBs Natal 2025

Campeão na estreia do tiro com arco no JUBs Natal, Fábio Klier se espelha na carreira do atual campeão brasileiro Marcus Vinícius D’Almeida, que representou o país ano passado na Olimpíada de Paris  – Célio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

A dedicação ao esporte já trouxe alguns frutos. Competindo, ele faturou ouro individual em Buenos Aires, em sua primeira viagem internacional em 2023, acompanhado do pais. No ano seguinte, à convite da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco), participou de uma competição sul-americana em Guayaquil (Equador), conquistando o bronze individual e o ouro na dupla mista. O caminho traçado por Klier visa a realização de um sonho principal: competir nos Jogos Olímpicos.

“Não tem evento igual. A Olimpíada, querendo ou não, é um ciclo muito grande, todo mundo fica na expectativa e todos os atletas do mais alto rendimento fazem ciclos e microciclos, macrociclos, justamente visando as Olimpíadas, para estar o mais preparado possível”.

O principal ídolo de Klier no esporte é o atual campeão brasileiro Marcus Vinícius D’Almeida, que compete na mesma categoria que ele, o arco recurvo.

“Agora eu estou na categoria adulta, faço competições com ele, contra ele, então a gente acaba desenvolvendo um vínculo e você acaba conhecendo como pessoa. E realmente o cara é diferenciado, ele consegue resultados exorbitantes”, conclui o estudante, que deseja participar das próximas edições do JUBs tanto individualmente quanto em dupla.  

 A edição de Natal foi a primeira com competições de tiro com arco, nas categorias individual feminina e masculina do arco recurvo, dupla mista do arco recurvo, e individual feminina e masculina do arco composto. 

* Verônica Dalcanal viajou a Natal à convite da Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU).

Fonte: Agência Brasil

Sociedade israelense precisa lutar pela democracia, diz historiadora

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A historiadora e escritora israelense Fania Oz-Salzberger avalia que há um caminho de muito trabalho e esforço para consolidar o fim da guerra, após o cessar-fogo no conflito entre Israel e Hamas. 

Em entrevista à TV Brasil, a pesquisadora, que é filha do renomado romancista Amós Oz e crítica do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, afirma que os movimentos da sociedade civil desejam democracia e paz.

“Ou seja, preservar a democracia, como vocês no Brasil estão fazendo”, disse a escritora que veio ao país para participar da 4ª edição do Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo.

Para ela, os movimentos da sociedade civil israelense são a “melhor notícia” dentro de um cenário crítico.

Professora emérita da Universidade de Haifa, a historiadora avalia o governo de Netanyahu como o “pior que Israel já teve”, composto exclusivamente por membros da direita e da extrema direita que foram acolhidos pelo primeiro-ministro por sobrevivência política. 

“É um governo terrível. Não se pode confiar nele para nada. Sabemos que as famílias dos reféns [sequestrados pelo Hamas durante conflito na região] sabem disso porque o governo lhes prometeu muitas coisas”, disse para a TV Brasil.

“É muito bom estar no Brasil, porque o Brasil está me dando esperança sobre qual pode ser o futuro da nossa luta pela democracia.”

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Democracia

A historiadora espera que o cessar-fogo atual se mantenha. “Muita ajuda humanitária chegará a Gaza, o que é excelente. Ainda precisamos receber mais de uma dúzia de corpos de reféns que foram assassinados. É profundamente importante”. 

Para ela, os objetivos de democracia e paz estão combinados de muitas maneiras e o acordo de cessar-fogo, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter reflexos eleitorais no próximo pleito de Israel. 

“Mas temos indicadores e nós, organizações da sociedade civil, já estamos começando a monitorar o que está acontecendo, porque agora há indícios de que Netanyahu pode tentar adiar as eleições, alegando algum tipo de situação de emergência.” 

Outro temor, segundo ela, é que haja uma tentativa de fraudar a eleição e que Israel evolua rapidamente para um Estado não democrático.

“Estamos muito prontos para defender as próximas eleições, que são cruciais”, explicou a professora afirmando que algumas pesquisas já indicam derrota do primeiro-ministro e de sua coalizão. 

Traumas

Fania Oz-Salzberger afirma que a convivência entre israelenses e palestinos é cercada de traumas de ambos os lados. Na avaliação dela, a solução de dois Estados – com a criação e coexistência pacífica dos Estados independentes de Israel e da Palestina – seria a melhor alternativa para a região.

Com o cessar-fogo, a historiadora deseja que Gaza possa contar com um governo palestino moderado com a ajuda de potências internacionais. “Se chegarmos a esse nível, é apenas o começo do caminho”. 

A pesquisadora avalia, entretanto, que Netanyahu terá problemas com a sua base de eleitores e com seus parceiros de coalizão de extrema direita, que estavam se estabelecendo em Gaza.

Para a professora, Netanyahu é um criminoso. “Ele já foi indiciado por três acusações de corrupção, e há acusações maiores de corrupção e abuso de confiança, que agora estão sendo investigadas e ainda não foram a julgamento.”

Ela lamenta que ainda exista radicalismo em Israel e que os governantes que estão no poder acreditem que as minorias não devem ter os mesmos direitos. “Isso é antidemocrático, pensar que o processo educacional está errado e que o judaísmo ortodoxo é o judaísmo correto.”

Confira entrevista na TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Vieira e Rubio dizem que Lula e Trump devem ter reunião em breve

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Em declaração conjunta, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informaram que “mantiveram conversas muito positivas sobre comércio e questões bilaterais em andamento”. 

Mauro Vieira e as autoridades norte-americanas reuniram-se nesta quinta-feira (16), na Casa Branca, em Washington, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O comunicado diz ainda que as autoridades estão empenhadas em marcar uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

“O Secretário Rubio, o Embaixador Greer e o Ministro Mauro Vieira concordaram em colaborar e conduzir discussões em várias frentes no futuro imediato, além de estabelecer uma rota de trabalho conjunto. Ambas as partes também concordaram em trabalhar conjuntamente pela realização de reunião entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na primeira oportunidade possível”, diz a nota, divulgada em português e inglês. 

Não foi divulgada data ou local do encontro entre os presidentes. Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro.

No entanto, conforme informou o chanceler brasileiro em entrevista a jornalistas, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

A reunião entre Vieira e Rubio marca a retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática.

As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

* Com informações de Wellton Máximo

Fonte: Agência Brasil

Veja regras para ser instrutor de CNH sem vínculo com autoescola

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O Ministério dos Transportes divulgou os requisitos para instrutor autônomo de trânsito. Esses profissionais poderão oferecer serviço de aulas práticas de direção sem vínculo com uma autoescola.

A categoria está prevista nas mudanças para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que estão em fase de consulta pública até 2 de novembro.

Curso 

Para se tornar um instrutor, é preciso realizar um curso específico. Essa capacitação incluirá aulas com foco no desenvolvimento de habilidades pedagógicas, no conhecimento técnico das leis de trânsito e na condução responsável. Haverá uma prova de avaliação, e os aprovados irão receber certificado de conclusão.

O instrutor autônomo deve estar apto a garantir que o aluno observe as normas de mobilidade urbana, condições de segurança, reforçar os conceitos abordados nas aulas teóricas durante a prática, monitorar seu comportamento e oferecer feedback construtivo sobre o desempenho.

Autorização

Depois de realizar o curso de formação, o instrutor deverá receber autorização do Detran para exercer a atividade.

A partir daí, o nome será registrado no Ministério dos Transportes, que manterá uma lista dos instrutores habilitados. 

Veículo

O veículo (carro ou moto) usado nas aulas poderá ser do aluno ou do instrutor e deverá cumprir as condições de segurança previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como estar dentro do limite de anos de fabricação permitido para a frota.

É necessário ter uma identificação (como um adesivo, por exemplo) de que o veículo é de ensino.

As aulas ministradas pelo instrutor devem ser informadas ao Detran da região.

Contratação

O modelo permite diferentes opções de contratação para os instrutores.

Aqueles que atuam hoje junto à uma autoescola poderão seguir as atividades e, paralelamente, trabalhar de maneira autônoma.

Os profissionais serão fiscalizados pelo Detran. Durantes as aulas práticas, devem portar CNH, Credencial de Instrutor ou crachá fornecido pelo órgão competente; Licença de Aprendizagem Veicular e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo.

A Carteira de Identificação Profissional de instrutor autônomo será disponibilizada, de forma gratuita, no site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde que o profissional tenha cumprido todos os requisitos necessários. 

Novas regras para a CNH

A proposta do governo federal de mudar o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que desobriga o candidato de frequentar aulas em autoescola e cria a figura do instrutor autônomo, visa modernizar o processo e tornar o documento mais acessível e barato para a população, especialmente nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

O governo estima que o custo para tirar o documento, que hoje chega a R$ 3,2 mil, poderá cair em 80%. 

Os exames teórico e prático continuarão obrigatórios para a emissão da CNH. 

Fonte: Agência Brasil

Vitória derrota Bahia e ganha fôlego na luta contra o rebaixamento

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O Vitória conseguiu uma importante vitória na luta para deixar a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Jogando no estádio do Barradão, em Salvador, o Leão da Barra derrotou o Bahia por 2 a 1, na noite desta quinta-feira (16), pela 28ª rodada da competição.

Com o triunfo, o Rubro-Negro permanece na 17ª posição, mas agora com 28 pontos. Já o Bahia permanece com 43 pontos, na 6ª colocação.

O primeiro tempo do clássico baiano foi muito equilibrado, com oportunidades criadas de lado a lado. Aos 24 minutos a equipe da casa conseguiu abrir o marcador, em gol de pênalti do centroavante Renato Kayzer. Mas o Bahia precisou de apenas 15 minutos para igualar o marcador, com bonito gol do atacante Tiago.

Na etapa final, aos 18 minutos, bola cruzada por Ramon desviou em Rezende e sobrou para Raúl Cáceres, que não perdoou diante de Ronaldo para garantir o triunfo do Leão da Barra.

Outros resultados:

Grêmio 2 x 0 São Paulo
Fluminense 1 x 0 Juventude



Fonte: Agência Brasil

Moraes corrige mandado e manda soltar presa do 8 de janeiro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nesta quinta-feira (16) novo mandado de soltura de Alexsandra Aparecida da Silva, acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Ontem (15), Moraes mandou soltar a acusada. No entanto, na manhã de hoje, a defesa de Alexsandra informou que o mandado foi enviado para o presídio de Varginha (MG), e não para a penitenciária de Três Corações (MG), onde a acusada está presa.

Ao analisar a argumentação dos advogados, Moraes corrigiu o documento e expediu novo mandado de soltura.

O ministro mandou soltar Alexsandra após a defesa afirmar que ela está em tratamento psiquiátrico e passa por problemas de saúde, como depressão, ansiedade e nódulos nos seios.

Pela decisão, a acusada deverá utilizar tornozeleira eletrônica e se apresentar semanalmente à Justiça. 

Moraes também proibiu Alexsandra de sair do país e de acessar redes sociais. Ela também teve o passaporte cancelado. 

O ministro entendeu que a ré pode responder ao processo em liberdade porque a investigação já foi encerrada.

“Verifica-se que já houve o encerramento da instrução processual, estando os autos conclusos para julgamento, circunstância que revela alteração do contexto fático-processual a afastar a presença dos requisitos da prisão preventiva”, justificou.

Fonte: Agência Brasil