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AGU diz que decisão sobre IOF representa vitória da Constituição

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou, nesta quarta-feira (16), que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que validou o decreto presidencial sobre alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) representa uma vitória significativa para a Constituição.

Em nota à imprensa, Messias disse que a separação entre os poderes da República foi respeitada pelo Supremo.

“O princípio da separação de poderes resultou respeitado, com atribuições e limites claramente definidos. O STF analisou de forma abrangente a questão central, concluindo que o decreto presidencial é constitucional”, comentou.

Sobre a parte da decisão que trata da incidência do IOF em operações de risco sacado, que foi derrubada pelo ministro, o advogado-geral reconheceu que a medida é controversa. “Respeitamos o entendimento do ministro relator, por tratar-se de controvérsia nova, que efetivamente ainda suscita divergências”, completou.

No início desta noite, Moraes atendeu ao pedido de liminar feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) e o PSOL e manteve o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que prevê o aumento das alíquotas do IOF.  No mês passado, o decreto foi suspenso após votação no Congresso Nacional.

A decisão final do ministro foi proferida após o governo federal e o Congresso não chegarem a um acordo durante audiência de conciliação promovida ontem (15) pelo STF.

Fonte: Agência Brasil

Trump contra o Pix: entenda o que pode ter motivado críticas dos EUA

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Os Estados Unidos iniciaram na terça-feira (15) uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram suspostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. As críticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência com Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas, e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.

A medida foi anunciada pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em documento chamado “Investigação da Seção 301 sobre Práticas Comerciais Desleais no Brasil”. Não há menção direta ao Pix, mas o texto cita os “serviços de pagamento eletrônico do governo”.

“O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a vantagem de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, diz a única menção ao tema.

Um dos motivos especulados para a medida é de que o Banco Central (BC) teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

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Em junho de 2020, o WhatsApp anunciou que o Brasil seria o primeiro país a receber uma funcionalidade nova no aplicativo de mensagens: a possibilidade de enviar e receber dinheiro a partir de cartões cadastrados. Uma semana depois, o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam a função.

As justificativas eram de que seria necessário avaliar riscos, garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e existirem potenciais riscos para a concorrência.

A economista Cristina Helena Mello, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), entende que a medida tomada à época foi correta.

“O WhatsApp criou uma forma de transferência de dinheiro de pessoas para pessoas, mas estava fazendo isso fora do sistema financeiro legal. Não estava fazendo com integração com o nosso sistema financeiro. Portanto, escapava da regulação do Banco Central, o que fere regras brasileiras de acompanhamento de transações monetárias”, diz a economista.

O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018. Naquele ano, o BC instituiu um grupo de trabalho chamado “GT – Pagamentos Instantâneos”.

Em dezembro do mesmo ano, o BC divulgou um comunicado com os requisitos fundamentais para o que chamou de “ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro”. O objetivo, segundo o texto oficial, era criar um sistema “de uma perspectiva neutra em relação a modelos de negócio ou participantes de mercado específico”, que fosse “eficiente, competitivo, seguro, inclusivo”.

Alternativa ao dólar

A economista da PUC-SP também entende que o Pix incomoda o governo norte-americano por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais que envolvem brasileiros.

“Alguns países aceitam pagamentos de brasileiros com Pix. Por exemplo, Paraguai e Panamá. Em alguns comércios, eles têm cartazes dizendo: ‘brasileiros, paguem com Pix’. Comerciantes abriram contas aqui no Brasil, recebem o pagamento aqui. E isso, antigamente, passava pelo dólar. Isso é prejudicial ao interesse de controle norte-americano. Quanto menor a demanda por uma moeda, menos ela vale”, diz.

Para Cristina Helena Mello, operadoras de cartão de crédito norte-americanas também podem se sentir ameaçadas com a nova funcionalidade do “Pix Parcelado”, previsto para começar a funcionar em setembro de 2025. Os usuários brasileiros vão poder parcelar transações de maneira semelhante ao cartão de crédito, enquanto o recebedor continua recebendo o valor total instantaneamente.

Independentemente das críticas e motivações norte-americanas, a economista da PUC-SP defende o Pix como um sistema de pagamento eficaz e inclusivo. Números do Banco Central mostram que o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024.

“Ele, de fato, permitiu que uma série de pessoas de menor renda tivesse acesso a uma forma de transação monetária barata. Os pequenos negócios, as pessoas mais simples mesmo, como pedreiros, faxineiras, mesmo pessoas em situação de rua”, defende a economista.

“O Brasil desenvolveu uma forma de meio de pagamento que oferece uma série de vantagens. O Pix é ágil, promoveu um processo de bancarização, de inclusão de pessoas que não tinham conta. E faz parte da lei de competência e de concorrência oferecer um produto cada vez melhor”, complementa.

 

Fonte: Agência Brasil

Comissão da Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

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O Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que reforma o Imposto de Renda (IR), foi aprovado nesta quarta-feira (16), em votação simbólica, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o texto.

Apresentada pelo governo federal, a proposta prevê isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz parcialmente o imposto para aqueles que recebem até R$ 7 mil. O texto agora pode ser votado no plenário da Casa, o que deve ocorrer em agosto.

Os deputados aprovaram o parecer do relator, Arthur Lira (PP-AL), que, entre outros pontos, ampliou de R$ 7 mil para R$ 7.350,00 o valor para a redução parcial do imposto. O projeto prevê também a cobrança de uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. A alíquota máxima, de 10%, passará a ser cobrada das pessoas que ganham a partir de R$ 1,2 milhão por ano.

“É uma parte do caminho percorrido. Vamos continuar dialogando. A matéria deve ir a plenário, a depender da pauta dos líderes e do presidente [da Câmara] Hugo [Motta], em agosto. Daqui para lá, vamos continuar atentos a qualquer tipo de distorção, de aprimoramento, de melhora de texto, para que este fique cada vez mais justo ou cada mais perto de uma realidade que todos procuraram quando depositaram seus votos por unanimidade no texto principal. Houve alguns destaques, como é democrático e comum na Casa, e tiveram sua apreciação democrática”, disse Lira ao final da reunião que aprovou o texto.

Na avaliação do presidente da comissão especial, Rubens Pereira Júnior (PT-MA), o projeto vai ajudar a diminuir a injustiça tributária no país, com a cobrança da alíquota máxima de 10%.

“No Brasil, há essa injustiça tributária, onde o mais pobre paga muito e o quem ganha muito paga pouco, ou quase nada. Com a aprovação do projeto, isso muda: quem ganha pouco vai pagar nada e quem ganha muito vai pagar um pouquinho a mais”, afirmou.

Quanto ao parecer apresentado na semana passada, Lira voltou a incorporar a aplicação de um redutor na tributação de quem ganha mais, quando a carga tributária total, resultante da soma do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pagos pela empresa ao imposto mínimo devido pelo sócio, ultrapassar 34%.

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O deputado também manteve a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, mas instituiu três exceções à cobrança: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento, remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

O texto manteve a exclusão de títulos incentivados, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, FIIs e Fiagros, da base de cálculo do imposto mínimo efetivo da alta renda.

Recentemente, o governo editou medida provisória com o fim da isenção desses instrumentos financeiros.

Além disso, foi mantida a previsão de cobrar 10% de IR sobre dividendos recebidos por acionistas pessoas físicas domiciliados no Brasil, caso recebam mais de R$ 50 mil por empresa. Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR.

Compensação

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda (IR) de estados e municípios e do Distrito Federal.

Pelos cálculos apresentados no projeto, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

Outro ponto de destaque do projeto é a chamada neutralidade. Ou seja, se houver arrecadação maior do que a prevista para compensar a isenção e a redução na alíquota do IRPF, os valores deverão ter outras destinações, a exemplo da compensação a estados e municípios.

Para garantir a neutralidade do projeto de lei, o texto prevê ainda que a arrecadação da União que exceder o montante necessário para compensar a redução do imposto e a compensação de perdas de estados e municípios deverá ser usada para reduzir a alíquota-padrão da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), do ano subsequente. Criada pela reforma tributária do consumo, a CBS substituirá cinco tributos federais a partir de 2027.

“Pegamos o projeto do Executivo e o aperfeiçoamos. O projeto que sai daqui, sai com mais justiça social. Afinal de contas, conseguimos aumentar até R$ 7.350, e ele sai com mais neutralidade com a aprovação do CBS. E ainda conseguimos aprovar a compensação para estados e municípios”, destacou Pereira Júnior. “Vejam, ressalvados os destaques, o texto foi aprovado por unanimidade, do [Partido] Novo ao PSOL, ressalvados os destaques, o que mostra que o projeto, de fato, melhorou muito” acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

Luti Lima é nomeado novo diretor de Operações da EBC

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Em decreto publicado nesta terça-feira (15) no Diário Oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeia Luciano Correa Lima Júnior para comandar a Diretoria de Operações, Engenharia e Tecnologia (Dotec) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Luti Lima, como é conhecido, é formado em comunicação social e cinema, com larga experiência em publicidade e marketing político, com atuação tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina. Atua nas áreas de estratégia, criação de conteúdo e direção de cena.

“É uma honra poder colaborar com o trabalho desenvolvido pela EBC. Somar nessa missão de produzir uma comunicação que colabora com a formação de consciência e emancipação da sociedade brasileira”, afirma Luti Lima.

O novo diretor da Dotec assume o cargo anteriormente ocupado por Bráulio Ribeiro, até sua nomeação como diretor-geral da EBC, em março deste ano.

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Fonte: Agência Brasil

Supremo marca interrogatório de réus do Núcleo 4 do golpe para dia 24

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 24 deste mês o interrogatório dos sete réus que fazem parte do Núcleo 4 da trama golpista que teria atuado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após derrota nas urnas. 

O Núcleo 4 foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por ações estratégicas de desinformação, sobretudo em relação ao processo eleitoral. 

Assim como nos demais núcleos, os sete réus do quarto grupo respondem por cinco crimes: organização criminosa, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Somadas, as penas podem superar os 30 anos de cadeia. 

Entre os atos criminosos, estariam a disseminação de notícias falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e ataques a autoridades que se colocassem no caminho dos planos golpistas. 

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Nesta quarta-feira (16), foram ouvidas as últimas testemunhas de defesa do Núcleo 4, em audiência realizada por videoconferência, mas sem transmissão ou qualquer tipo de gravação em áudio ou vídeo, por determinação de Moraes. Apenas jornalistas credenciados puderem acompanhar as oitivas a partir da sala da Primeira Turma. 

A fase seguinte, de interrogatório dos réus, é a oportunidade que os acusados têm para apresentar pessoalmente sua própria versão dos acontecimentos. 

Depois de os réus serem ouvidos, outras diligências podem ser pedidas por acusação ou defesa, antes que Moraes, como ministro-relator, declare encerrada a fase de instrução da ação penal. 

Por último, deve ser aberto prazo para as alegações finais das partes, antes que o caso possa ser julgado pelos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino, além do próprio Moraes. 

Os réus do Núcleo 4 são: 

. Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);

. Ângelo Martins Denicoli (major da reserva);

. Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente);

. Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel);

. Reginaldo Vieira de Abreu (coronel);

. Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);

. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

Fonte: Agência Brasil

Cultura prorroga inscrições para edital Ocupa Goiás

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Governo lança edital para Pontos e Pontões de Cultura
Interessados no Ocupa Goiás agora têm até o dia 28 de julho para enviar suas propostas por meio da plataforma Baru (Foto: Secult Goiás)

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) prorrogou o prazo de inscrições para o edital Ocupa Goiás, do Fundo de Arte e Cultura (FAC). Os interessados agora têm até o dia 28 de julho para enviar suas propostas por meio da plataforma Baru.

A prorrogação foi motivada pela retificação de três pontos do edital, que será publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, 16 de julho.

Edital do Ocupa Goiás

Com investimento total de R$ 1,2 milhão, o edital visa promover a ocupação artística de espaços públicos e culturais no estado, com foco na descentralização da oferta cultural e valorização de artistas locais. O edital e seus anexos já podem ser conferidos no site do Fundo de Arte e Cultura.

As inscrições devem ser realizadas na plataforma Baru, com envio de link do espetáculo completo (exceto para artes visuais), currículo da equipe técnica, proposta de ação formativa e demais documentos exigidos no edital. Projetos que não apresentarem a documentação completa serão desclassificados.

O certame contempla duas categorias de ocupação. A primeira é voltada ao Centro Cultural Trabalhista e à esplanada do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT 18ª), em Goiânia. Serão selecionados 14 projetos nas áreas de artes visuais, dança, música e teatro, com infraestrutura técnica básica oferecida pelo próprio espaço, como sonorização e iluminação profissional.

Já a segunda categoria selecionará 20 projetos – dez em Aparecida de Goiânia e dez em Jaraguá – para ocupação artística de praças e parques públicos nas duas cidades. Podem concorrer propostas nas linguagens de circo, dança, música e teatro. Os proponentes devem indicar, no momento da inscrição, até três locais por cidade, entre os pré-definidos no edital.

O edital também prevê critérios de inclusão e diversidade, com vagas destinadas a pessoas negras, indígenas e com deficiência, conforme estabelecido nas diretrizes do FAC.

Secretaria da Cultura – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Goiás reforça combate a incêndios florestais

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Bombeiros no Parque de Terra Ronca - Operação Cerrado Vivo
Presença contínua dos bombeiros nas unidades tem o objetivo principal de impedir que pequenos focos de incêndio se tornem grandes queimadas, por meio de detecção precoce e resposta imediata (Foto: CBMGO)

A Operação Cerrado Vivo 2025 marca um avanço inédito na prevenção e combate aos incêndios florestais no estado de Goiás.

A partir deste ano, sete unidades de conservação estaduais contam com presença permanente, 24 horas por dia, de equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), que atuam de forma preventiva e emergencial no monitoramento e combate a focos de calor.

Operação Cerrado Vivo 2025

A ação teve início em maio, no Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco e, desde então, foi ampliada para outras seis unidades de conservação, entre elas o Parque Estadual da Serra Dourada, o Parque Estadual da Serra de Caldas e o Parque Estadual de Terra Ronca, localizado no norte goiano.

A presença contínua dos bombeiros nas unidades tem o objetivo principal de impedir que pequenos focos de incêndio se tornem grandes queimadas, por meio de detecção precoce e resposta imediata.

A ação é fruto de uma parceria estratégica entre o CBMGO e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), consolidando uma política pública de prevenção robusta e permanente em áreas de alto valor ambiental e ecológico do Cerrado goiano.

Com monitoramento constante, uso de tecnologia e equipes especializadas em combate a incêndios florestais, a Operação Cerrado Vivo 2025 representa um marco para a preservação da biodiversidade e para a proteção das Unidades de Conservação do estado. O modelo adotado reforça o compromisso do Governo de Goiás com a sustentabilidade e com a segurança ambiental em todo o território goiano.

Saiba mais

Comitê Estadual já trabalha na prevenção de incêndios florestais

Decreto suspende uso do fogo em vegetação no estado

Corpo de Bombeiros Militar de Goiás – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Brasil derrota Argentina e segue líder na Liga das Nações Masculina

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Atual líder da Liga das Nações de Vôlei masculino, a seleção brasileira derrotou a Argentina na nesta quarta-feira (16) em Chiba (Japão) e se distanciou no topo da tabela: agora soma 23 pontos contra 18 da Polônia, segunda colocada. Foram duas horas de embate e, ao final, a amarelinha levou a melhor por 3 sets a 1 (25/21, 25/23, 24/26 e 25/18) na partida de abertura da terceira e última semana classificatória.  Na próxima sexta (18), o Brasil encara o anfitrião Japão (3º colocado), a partir das 7h20 (horário de Brasília). A seleção busca o bicampeonato na competição – o primeiro título foi obtido em 2021.

“Jogar contra a Argentina nunca é fácil. A gente sabia que ganhar de 3 sets a 0 seria difícil.  A gente foi muito bem:  começamos mal, mas depois melhoramos, buscamos [recuperar] no saque, que é uma coisa que a gente tem treinado bastante, então isso mostra que a gente está no caminho certo. Estamos evoluindo, momento altos e baixos, mas tenho certeza que quando a gente chegar lá na final a gente já vai ter achado o nosso nível”,  projetou o oposto Alan, maior pontuador da partida, com 20 acertos.

O segundo melhor em quadra foi o ponteiro Honorato, que marcou 18 pontos. A seleção soma agora oito vitórias em nove jogos – o único revés foi para Cuba, na primeira semana da etapa classificatória.

“A gente se preparou nesses dias livres que a gente teve, já sabia que o jogo contra a Argentina seria muito difícil. Mas nossa equipe soube jogar bem, soube ter cabeça nos momentos em que eles faziam defesas espetaculares. A gente manteve a cabeça, principalmente para virar a chave depois de perder o terceiro set, para ganhar o quarto set e trazer essa vitória para casa”, comemorou o ponteiro.  

Para Bernardinho, técnico da seleção, o Brasil terá um difícil desafio pela frente na próxima sexta:  vencer o Japão, na casa do adversário.

“Será uma pedreira. É um dos principais times do mundo, jogando em casa, completo, é muito difícil. Não tem nada garantido matematicamente [quanto à vaga na fase final]. Portanto, [o momento é de] correr atrás de vitórias. Então, amanhã é treinar, alguns vão poder descansar, para a gente se preparar bem, já que o Japão jogou muito mudado nas primeiras semanas”, analisou o treinador.

A Liga das Nações reúne as 18 melhores seleções do mundo na fase preliminar, com 15 rodadas. Apenas as oito primeiras colocadas na primeira fase avançarão às quartas de final (eliminatória). Vale destacar que a China tem vaga assegurada no mata-mata do torneio por sediar a fase final da competição, entre 30 de julho e 3 de agosto.

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Demais jogos do Brasil

18 de julho (sexta) – Brasil x Japão – 7h20 – Chiba, Japão

19 de julho (sábado) – Turquia x Brasil – 3h30 – Chiba, Japão

20 de julho (domingo) – Alemanha x Brasil – 2h30 – Chiba, Japão   

Fase final – de 30 de julho e 3 de agosto



Fonte: Agência Brasil

Em carta, governo reforça indignação à imposição de tarifas pelos EUA

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O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços enviaram uma carta ao governo dos Estados Unidos na qual manifestam “indignação” após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados àquele país.

Assinada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin; e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a carta teve como destinatários o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante de Comércio, Jamieson Greer.

“O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio, feito em 9 de julho, da imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, a partir de 1° de agosto”, diz a carta.

O documento argumenta que a imposição das tarifas terá impacto “muito negativo em setores importantes de ambas as economias”, colocando em risco a parceria econômica histórica entre os dois países.

“Nos dois séculos de relacionamento bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, o comércio provou ser um dos alicerces mais importantes da cooperação e da prosperidade entre as duas maiores economias das Américas”, ressalta o documento.

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A carta reitera a boa fé do Brasil nos diálogos com as autoridades norte-americanas, na busca pelo aprimoramento do comércio bilateral, “apesar de o Brasil acumular com os Estados Unidos grandes déficits comerciais tanto em bens quanto em serviços”. 

Nos últimos 15 anos, esse déficit é de aproximadamente US$ 410 bilhões, segundo dados do próprio governo norte-americano.

“Para fazer avançar essas negociações, o Brasil solicitou, em diversas ocasiões, que os EUA identificassem áreas específicas de preocupação para o governo norte-americano”, lembra as autoridades brasileiras na carta.

Minuta confidencial

A carta cita uma minuta confidencial de proposta enviada pelo governo brasileiro no dia 16 de maio de 2025, na qual são apresentadas áreas de negociação que poderiam ajudar na busca por uma solução que agrade os dois países.

“O governo brasileiro ainda aguarda a resposta dos EUA à sua proposta”, ressalta o documento.

“Com base nessas considerações e à luz da urgência do tema, o governo do Brasil reitera seu interesse em receber comentários do governo dos EUA sobre a proposta brasileira. O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral”, afirma a carta.

Fonte: Agência Brasil

BR do Mar prevê redução de até 60% nos custos de cabotagem

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou, nesta quarta-feira (16), o decreto que regulamentou o Programa BR do Mar, que busca ampliar a cabotagem no país, reduzir custos logísticos e fomentar a indústria naval brasileira. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a redução de custo do setor portuário deve ser de 20% a 60%.

A navegação de cabotagem é aquela realizada entre os portos do país, utilizando a via marítima e as vias navegáveis interiores. A lei que instituiu o Programa BR do Mar foi sancionada em janeiro de 2022.

“O programa vai fazer com que a gente possa utilizar o nosso mar, os nossos rios, mas sobretudo os 8 mil quilômetros do litoral brasileiro para transformar o litoral numa grande BR [rodovia], fazendo com que a gente amplie a cabotagem no Brasil, saindo de um volume de 1,2 milhão de contêineres para 2 milhões de contêineres em movimentação”, disse o ministro, em evento no Palácio do Planalto.

Estava prevista a participação do presidente Lula no evento, mas, diante da agenda intensa de reuniões, ele não compareceu. O decreto, então, foi assinado por Lula em despacho interno.

Costa Filho afirmou que o governo tem um grande olhar para as concessões portuárias e deve realizar, em quatro anos, mais de 60 leilões. Com isso, segundo ele, em 2024, o setor portuário cresceu quase 5% e os portos públicos tiveram expansão de 7%. No período, o setor de contêineres teve um crescimento de mais de 18% no país.

Para ele, a indústria naval sairá fortalecida, bem como a agenda logística do país e o setor produtivo.

“Na hora que a gente tem esses novos modais de transportes consolidados, como a BR do Mar, e agora no segundo semestre vamos lançar a BR dos Rios, nós estamos preparando essas novas rotas de integração do Brasil, gerando competitividade e fortalecendo, sobretudo, quem produz no Brasil”, disse, ao lembrar que 65% do transporte no Brasil é feito por rodovias.

Fonte: Agência Brasil