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STF julgará se homem em união homoafetiva pode ter licença-maternidade

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Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (23) que vai julgar a validade da concessão de licença-maternidade a homens que integram uma união homoafetiva.

A Corte decidiu reconhecer a repercussão geral da questão. Dessa forma, a decisão do tribunal, que ainda não tem data para ser proferida, deverá ser seguida por todos os ramos da Justiça e aplicada em todo o país.

O caso chegou ao Supremo pode meio de um recurso protocolado por um servidor público que não conseguiu autorização para tirar 120 dias de licença, período equivalente à licença-maternidade, após ele e seu companheiro adotarem uma criança.

O reconhecimento foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O órgão entendeu que o direito não está previsto em lei.

Ao definir julgar a questão, a Corte entendeu que o tema deve ser analisado pelo plenário do STF por ter relevância jurídica e social.

O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, acrescentou durante a votação virtual que o tribunal já reconheceu a concessão de licença-maternidade a pais solo e mulheres que estão em união homoafetiva.

“Há precedentes do STF em casos similares, como o Tema 1.072 [servidora pública ou trabalhadora regida pela CLT não gestante em união homoafetiva] e o Tema 1.182 [pai genitor monoparental servidor público], além do reconhecimento de omissão inconstitucional na ADO [ação direta de inconstitucionalidade por omissão] 20 quanto à licença-paternidade, o que demonstra a necessidade de se conferir estabilidade aos pronunciamentos desta Corte e garantir aplicação uniforme da Constituição Federal”, completou o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Dia em defesa da advocacia ressalta ofício como “pilar do Estado de Direito” 

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Para Doutora Jane, a sessão solene será um espaço para, além de prestar homenagem aos profissionais da área, refletir sobre os desafios enfrentados no exercício da profissão

Neste 24 de outubro, o Distrito Federal celebra, pela primeira vez, o Dia de Combate às Violações das Prerrogativas da Advocacia. Instituída por meio da Lei nº 7.576/2024, de autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), a data será comemorada hoje (24) em sessão solene da Câmara Legislativa, a partir das 19h, no plenário da Casa. 

“O advogado desempenha um papel essencial na preservação da justiça e na proteção dos direitos individuais e coletivos. No entanto, é inegável que, em diversos contextos, essas prerrogativas são desafiadas, desrespeitadas ou mesmo ignoradas”, destaca Doutora Jane, que está à frente da solenidade desta noite. 

Para a distrital, a advocacia é um “pilar essencial para a manutenção do Estado de Direito”. Ela avalia que a sessão solene será um espaço para, além de prestar homenagem aos profissionais da área, refletir sobre os desafios enfrentados no exercício da profissão, bem como sobre as medidas para assegurar um ambiente adequado ao desempenho das prerrogativas dos advogados. 

Foram convidados para o evento representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Nacional e da Seccional DF da OAB, profissionais da área e outras autoridades relacionadas. Aberta ao público, a solenidade será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital. 

 

Denúncias 

A OAB/DF conta com uma comissão responsável por conduzir medidas em defesa das prerrogativas da advocacia. O colegiado dispõe de uma central para recebimento de denúncias que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio do telefone (61) 99804-8888. Além disso, há o e-mail denuncia.prerrogativa@oabdf.com. A Comissão de Prerrogativas garante o anonimato das denúncias. 

Memória 

O Dia de Combate às Violações das Prerrogativas da Advocacia é celebrado, anualmente, em 24 de outubro, em referência a episódio ocorrido nesse dia em 1983, quando militares invadiram a sede da OAB/DF. Sob a liderança do então presidente Maurício Corrêa, a entidade resistiu em defesa das prerrogativas da advocacia, estabelecendo um marco na luta pela autonomia e proteção dos advogados frente ao Estado. 

Serviço
O que: sessão solene em homenagem ao Dia de Combate às Violações das Prerrogativas da Advocacia
Quando: sexta-feira (24/10), às 19h
Onde: plenário da CLDF

Fonte: Agência CLDF

Tiago Splitter é o novo técnico do Portand Trail Blazers, time da NBA

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Após uma temporada de títulos no basquete francês, no comando técnico do Paris Basketball, o catarinense Tiiago Splitter, de 40 anos, foi anunciado nesta quinta-feira (23) como novo treinador do Portland Trail Blazers. Ele assumirá na vaga deixada pelo técnico Chauncey Billups, um dos mais de 30 detidos hoje pelo FBI, após investigações de envolvimento em apostas ilegais.

O ex-pivô da Amarelinha e primeiro brasileiro a ser campeão como jogador da NBA – em 2014, faturou o título no San Antonio Spurs -, Splitter agora também é o primeiro técnico do país a comandar um time da principal liga de basquete norte-americano. Em junho deste ano, ele encerrou em grande estilo sua primeira experiência como treinador, ao conduzir o Paris Basketball à conquista da Copa da França e da Liga Francesa de Basquete, na temporada 2024/2025.

Nascido em Blumenau (SC), Splitter defendeu clube europeus antes de mudar para os Estados Unidos, onde atuou por sete temporadas na NBA. Em 2018, o brasileiro se aposenta com atleta e um ano depois inicia a carreira como treinador. O ex-pivô atuou como assistente técnico do Brooklyn Nets (2019–2023) e Houston Rockets (2023–24), ambos times da NBA. Em 2024, trabalhou como auxiliar técnico do croata Aleksandar Petrovic, treinador da seleção masculina de basquete, ajudando a Amarelinha a se classificar para a Olimpíada de Paris, após oito anos fora da competição. Depois do Jogos, Splitter continuou como assistene de Petrovic.



Fonte: Agência Brasil

Faculdade da USP rompe convênio com Universidade de Haifa, de Israel

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Acolhendo protestos estudantis e posição crítica de parte do corpo docente, a Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) votou pela antecipação do fim do convênio firmado com a Universidade de Haifa, israelense. Dos 54 votos possíveis, 46 foram favoráveis à renúncia do convênio, que era válido até maio de 2026. 

A unidade tem apresentado posições contrárias ao convênio desde o início dos ataques das Forças de Segurança de Israel às cidades palestinas em Gaza e na Cisjordânia, deflagradas após um ataque do grupo Hamas a civis israelenses. Na semana passada, o grupo aceitou proposta de cessar fogo mediada pelo governo dos Estados Unidos e libertou os últimos reféns vivos. 

A ação do exército israelense tem sido duramente criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela maioria dos estados membros, inclusive o Brasil, pela desproporção das forças e pelas dezenas de milhares de civis mortos, além da destruição de estruturas básicas e fundamentais nos territórios palestinos, em condições precárias desde os anos 1940, quando ocorreu a Nakba.

Nota dos representantes dos estudantes, que promovem ocupações e protestos desde o começo dos bombardeios israelenses, elogiam a posição do conselho e a atribuem “às denúncias de graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado de Israel contra a população palestina”. 

“Foi uma vitória da ética sobre a omissão. A universidade pública brasileira não pode ser cúmplice de quem transforma o conhecimento em instrumento de guerra. Hoje, a FFLCH deu um passo histórico e a USP deve seguir o mesmo caminho”, disse o estudante João Conceição, representante discente da Comissão de Cooperação Internacional da FFLCH. 

Outras universidades brasileiras já romperam convênios com instituições israelenses, como a Unicamp (SP), a UFF (RJ) e a UFC (CE).  A USP tem convênio com a Universidade de Haifa desde 2018 e a Congregação da FFLCH recomendará ao Conselho Universitário a extensão do rompimento.

Fonte: Agência Brasil

Palmeiras sente altitude de Quito, joga mal e perde de 3 a 0 para LDU

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O Palmeiras jogou muito mal, na noite desta quinta-feira (23) no estádio Casa Blanca, em Quito, e foi derrotado pelo placar de 3 a 0 pela LDU (Equador), na partida de ida das semifinais da Copa Libertadores da América.

Agora, o Verdão terá que lutar para alcançar ao menos uma vitória por três gols de diferença, na próxima quinta-feira (30), a partir das 21h30 (horário de Brasília), no Allianz Parque, para buscar a classificação para a final nos pênaltis. Para conseguir avançar no tempo regulamentar, o time de Abel Ferreira terá que triunfar por uma vantagem de quatro gols ou mais.

Claramente sentindo os efeitos dos 2.850 metros da cidade de Quito, o Palmeiras teve um primeiro tempo para esquecer. A equipe brasileira pouco competiu e deu aos equatorianos muito espaço para abrirem uma vantagem de três gols antes do intervalo.

O placar foi inaugurado logo aos 15 minutos do primeiro tempo. O lateral Quiñonez passou como quis por Khellven, um dos elos fracos da defesa palmeirense na partida, e cruzou para o meio da área, onde Villamíl teve tempo de dominar, ajeitar e chutar forte para superar o goleiro Carlos Miguel.

A equipe do técnico português Abel Ferreira continuou apática na partida e, aos 26 minutos, viu a LDU ampliar com gol em cobrança de pênalti do meio-campista Alzugaray.

Com dois de desvantagem o Palmeiras passou a se arriscar mais. Porém, pouco conseguia fazer no campo de ataque. Já o time do Equador voltou a mostrar mais efetividade aos 46 minutos, quando Bryan Ramírez fez grande jogada pela ponta direita e cruzou na medida para Villamíl, que, com muita liberdade dentro da área, chutou para voltar a superar o goleiro do Verdão.

Após o intervalo o técnico Abel Ferreira trocou muitas de suas peças. Porém, o ataque continuou inoperante, e criou apenas uma oportunidade clara, já aos 37 da etapa final, quando o atacante paraguaio Ramón Sosa ficou livre diante do gol adversário e só não marcou por causa de grande defesa do goleiro Álex Domínguez.



Fonte: Agência Brasil

México condena ataques militares dos EUA a embarcações

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A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, condenou, nesta quinta-feira (23), os ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico em águas internacionais, incluindo uma ocorrência recentemente relatada no Pacífico Oriental.

“Obviamente, discordamos. Existem leis internacionais que regem como lidar com o suposto transporte ilegal de drogas ou armas em águas internacionais e já expressamos isso ao governo dos Estados Unidos”, declarou a presidente durante entrevista coletiva.

A declaração ocorre após a revelação do Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, de um “ataque cinético letal” ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma embarcação no Pacífico, que deixou três mortos.

A autoridade americana enfatizou nas redes sociais que “esses ataques continuarão, dia após dia. Eles não são simplesmente traficantes de drogas, mas narcoterroristas que semeiam morte e destruição em nossas cidades.”

Execuções

Este incidente é o oitavo ataque dos EUA desde setembro, resultando em pelo menos 37 mortes sem julgamento, levando especialistas das Nações Unidas a denunciar essas ações como execuções extrajudiciais.

Sheinbaum enfatizou que a soberania e o direito internacional devem prevalecer, aludindo à reforma constitucional aprovada no México este ano para fortalecer a soberania e a autodeterminação diante de qualquer intervencionismo.

Após ser questionada sobre a polêmica pública entre o presidente Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro, Sheinbaum respondeu que “cada um tem sua maneira de lidar” com os debates internacionais.

A presidente mexicana reafirmou sua estratégia de política externa, que prioriza um “sistema de diálogo franco” com o governo dos EUA, buscando acordos, mas “nunca renunciando à nossa soberania e autodeterminação”. No caso do México, Sheinbaum indicou que seu foco principal tem sido defender os mexicanos que vivem nos Estados Unidos. 

Fonte: Agência Brasil

Caixa criará fundo imobiliário para levantar recursos para os Correios

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A Caixa Econômica Federal criará um fundo imobiliário com imóveis dos Correios como forma de ajudar a estatal a obter novas receitas e equilibrar sua situação financeira. A medida será complementar à concessão de um empréstimo à empresa, cuja participação do banco na operação ainda está em negociação.

A instituição financeira confirmou os planos de criação do fundo imobiliário à Agência Brasil. No entanto, informou que os detalhes ainda estão em estudo e que, por enquanto, não há data para o instrumento financeiro entrar em vigor.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (23), o presidente da Caixa, Carlos Vieira, disse que as discussões estão em fase inicial. No entanto, afirmou que a participação do banco atrai interesse de investidores privados. Vieira ressaltou que o fundo imobiliário faz parte de um conjunto de medidas para reestruturar os Correios, que incluem revisão de contratos, logística e programas de demissão voluntária (PDV).

Segundo o presidente da Caixa, o patrimônio dos Correios em imóveis está avaliado em mais de R$ 5,5 bilhões. O fundo imobiliário ajudaria a capitalizar os Correios por meio do modelo de leasing back, em que a empresa alugaria os imóveis vendidos para o fundo. Em Brasília, ressaltou Vieira, o retorno médio de aluguel desses imóveis gira em torno de 0,4% do valor do bem, o que torna o investimento atraente.

Empréstimo

Sobre a participação da Caixa no empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios, que contará com várias instituições financeiras e terá garantia do Tesouro Nacional, Vieira afirmou que ainda não há definição do valor a ser emprestado pelo banco. Anunciada na semana passada pelos Correios, a operação de crédito está em fase de negociação.

Fonte: Agência Brasil

Ex-procurador do INSS não responde perguntas do relator na CPMI

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O ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira Filho foi ouvido nesta quinta-feira na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, optando por permanecer em silêncio diante das perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O depoimento de Oliveira Filho começou no final da tarde desta quinta-feira (23), após a comissão ter ouvido sua companheira, Thaisa Hoffmann.

Um pouco antes, Oliveira Filho afirmou não ser indiciado no esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas.

“Não sou indicado, não sou réu, muito menos condenado”, declarou a testemunha afirmando ainda não ter sido ouvido pelas autoridades.

“Não fui ouvido, não prestei esclarecimentos, mas percebi um prejulgamento muito forte e, com base em todas essas questões, eu falarei aqui e defenderei os meus atos enquanto procurador do INSS”, afirmou.

Oliveira Filho foi afastado do cargo por decisão judicial em abril. Segundo investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), ele teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a associações investigadas por descontos irregulares em benefícios previdenciários.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou sobre a evolução do patrimônio do ex-procurador do INSS e funcionário de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU). 

“Por orientação da minha defesa vou permanecer em silêncio”, afirmou Oliveira Filho que optou por permanecer em silêncio diante das perguntas do relator.

Um habeas corpus (HC), concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux deu ao depoente o direito de permanecer em silêncio em questionamentos que possam incriminá-lo.

Companheira

Mais cedo, Thaisa Hoffmann Jonasson, companheira do ex-procurador, também se manteve em silêncio durante quase todo o seu depoimento. Dona de empresas de consultoria Thaisa Hoffmann é apontada, pelos integrantes do colegiado, como “laranja” do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

Durante o depoimento de Thaisa, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que as testemunhas convocadas pela CPMI do INSS que não marcarem depoimento até o próximo final de semana serão alvo de pedido de prisão.

Entre os citados pelo senador estão os seguintes convocados: Mauro Palombo Concílio, contador de diversas empresas suspeitas de envolvimento nas fraudes, Vinicius Ramos da Cruz, cunhado do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer); Silas da Costa Vaz, vinculado à Conafer; Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen); e Danilo Berndt Trento, empresário suspeito de envolvimento nas fraudes.

Pedidos de prisão

Viana fez ainda um apelo ao ministro do STF André Mendonça para que decrete os pedidos de prisões preventivas aprovadas pelo colegiado.

“O tempo da paciência acabou, agora é tempo de ação, decrete as prisões aprovadas por essa CPMI”, disse o senador, argumentando que os pedidos estão baseados em evidências robustas. “Enquanto o aposentado chora com o desconto no contracheque, eles brindam com champanhe”, continuou.

Fonte: Agência Brasil

Ação contra roubo de celulares no Rio prende quase 700 pessoas

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A Polícia Civil do Rio realizou nessa quinta-feira (23) a maior ação contra roubo, furto e receptação de celulares. No Dia D, da Operação Rastreio, agentes saíram às ruas para prender os envolvidos na cadeia criminosa, além de recuperar aparelhos provenientes de crimes. Desde o início da ofensiva, mais de 690 pessoas foram presas e mais de 10 mil celulares recuperados. Além disso, mais de mil estabelecimentos foram fiscalizados e oito comércios interditados.

A segunda fase da Rastreio teve início na segunda-feira (20), quando mais de 4.200 usuários dos celulares roubados ou furtados receberam intimação para a entrega dos dispositivos nas delegacias. Com isso, eles tiveram a oportunidade de evitar serem responsabilizados criminalmente. O prazo estipulado foi de 72 horas.

Todos os dispositivos recuperados passam por perícia. Como parte das investigações, os legítimos proprietários estão sendo identificados e terão seus bens restituídos. A ação já resultou em mais de 2.800 aparelhos restituídos.

“Esses celulares podem ter custado a vida de alguém. É preciso se conscientizar na hora de adquirir um celular de segunda mão. É preciso verificar se há alguma restrição. Todo cidadão pode usar o número de IMEI do aparelho e fazer a pesquisa no aplicativo Celular Seguro”, explicou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

Um aliado importante nas ações da Operação Rastreio é o aplicativo Celular Seguro RJ, lançado pela Polícia Civil em julho deste ano. A ferramenta permite ao cidadão guardar e consultar o IMEI – número de identificação único de cada aparelho telefônico –, em um só local, analisando se há restrições na base de dados da polícia e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com a inovação tecnológica, em caso de roubo ou furto do aparelho registrado ficará mais fácil o bloqueio e a restrição ao celular roubado. O app está disponível nas lojas online.

Fonte: Agência Brasil

Samarco e Vale são multadas em mais de R$ 1,8 bilhão

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A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obteve decisão favorável à União contra o pedido da Samarco Mineração S.A., que deduziu indevidamente do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) valores devidos pela empresa a título de recuperação ambiental e multas ambientais, de 2016 a 2019.  O colegiado do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) seguiu entendimento da PGFN e manteve as autuações no valor de mais de R$ 1,8 bilhão para a Samarco e a Vale, que é acionista da mineradora.

Durante a sustentação no julgamento, o procurador da PGFN Vinícius Campos destacou que, se a decisão favorecesse a mineradora, desvirtuaria o sistema punitivo e administrativo do direito tributário. Na sua opinião, estaria sendo criado “um sistema contraditório, em que o Estado, ao mesmo tempo em que aplica uma penalidade, aceita que ela use isso como benefício fiscal”, sustentou Vinícius. O procurador completou que, dessa forma, a “União daria estímulo à prática de ilícito”.

O caso foi julgado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que negou o pedido da mineradora e manteve o valor integral dos autos de infração. A empresa descontou na apuração dos tributos as despesas com reparação ambiental e socioambiental e multas por infrações de natureza não tributária, decorrentes dos gastos envolvendo o rompimento da barragem do Fundão em Mariana, em Minas Gerais, em 2015. 

No recurso, a Samarco alegou que os valores deduzidos são de recuperação e compreendidos como essenciais, pois a sua atividade envolve risco ambiental.  A mineradora considera as despesas operacionais como aquelas necessárias, normais e usuais para o desenvolvimento da atividade. Na normativa, esses gastos são caracterizados como dedutíveis das tributações.

Os valores suprimidos pela Samarco, segundo a defesa da mineradora, decorrem das despesas fixadas em acordos judiciais assinados com municípios, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e outros órgãos da Justiça. Um deles, o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC),  definiu a criação da Fundação Renova, inicialmente designada para gerir o processo reparatório da cidade e de indenizações, sendo o principal destino de parte do valor deduzido dos impostos. Outra parte da soma descontada teria sido paga em multas ambientais. 

Em defesa da Fazenda, a PGFN alegou que tais gastos não preenchem os requisitos legais de necessidade, normalidade e usualidade, previstos no artigo 47 da Lei nº 4.506/1964, tratando-se de sinistro excepcional, e que sua dedutibilidade representaria socialização indevida do risco empresarial.

.Após a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta, a Vale S. A. foi definida como responsável subsidiária por ser acionista da Samarco. Dessa forma, ela também seria responsável pelos repasses à fundação, usando o mesmo argumento para descontar valores do IRPJ e da CSLL, baseando-se na mesma legislação apresentada no recurso da Samarco ao Carf.

Na tese da PFGN, acolhida pelo colegiado, a Vale é definida como responsável subsidiária, tendo seu pedido de deduzir despesas, negado, assim como a responsável principal (Samarco). De acordo com o Carf, “os repasses não se relacionam com as transações ou operações de suas atividades produtivas”.

Em nota, a Samarco informou que discutirá o assunto nos autos dos processos, que a empresa cumpre rigorosamente o Novo Acordo do Rio Doce e reafirma o compromisso com a reparação”. Ainda cabe recurso no Carf.

Entenda o caso

O desastre ocorreu em 5 de novembro de 2015. O rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana, de propriedade da Samarco, resultou em grande volume de lama e detritos, que devastaram o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. A onda de lama deixou 19 mortos, além de dezenas de desabrigados e desaparecidos.

A lama de rejeitos percorreu mais de 600 quilômetros pelo Rio Doce até chegar ao litoral do Espírito Santo, causando um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. O distrito de Bento Rodrigues, que ficava a 25 km do centro de Mariana, foi praticamente destruído pela enxurrada de lama e rejeitos. As matérias da época mostravam imagens aéreas do vilarejo soterrado, com a lama invadindo e arrastando casas e carros.

A avalanche de rejeitos se espalhou por mais de 650 quilômetros pelo Rio Doce e seus afluentes, chegando até o litoral do Espírito Santo. A Samarco, à época, declarou que ainda não era possível determinar a causa ou a extensão do acidente, enquanto moradores eram aconselhados a deixar a região.

As reportagens iniciais noticiavam mortes e desaparecimentos, com a quantidade de vítimas aumentando com o passar dos dias. Posteriormente, o número oficial de mortos foi confirmado em 19 pessoas, além de 600 famílias desabrigadas.

Houve a contaminação do Rio Doce, com os efeitos da lama sobre a vida aquática, com a morte de peixes e a degradação da biodiversidade local. A preocupação com o abastecimento de água potável para cidades ao longo da bacia também foi tema recorrente. 

Fonte: Agência Brasil