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Historiador debate características da extrema-direita no DR com Demori

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As contradições, características e mudanças da extrema-direita serão tema do próximo programa DR Com Demori, que tem a participação do historiador e escritor João Cezar de Castro. Na conversa, Castro analisa as diferenças entre o movimento fascista do século 20 e o cenário atual, com destaque para o papel das redes sociais.

O programa, que  vai ao ar às 23h desta terça-feira (22), na TV Brasil, aborda ainda guerra cultural e retórica do ódio e como o fenômeno da monetização impacta a política brasileira.

Durante a entrevista, João Cezar de Castro argumenta que os mecanismos usados pela extrema-direita evoluíram com a atualização das novas tecnologias.

“Não fomos preparados, do ponto de vista neurológico, para estar 24 horas conectados. É nesse esgotamento que a extrema-direita viceja de maneira muito poderosa pelo mundo inteiro”, afirma. O historiador ressalta que não há, necessariamente, um acordo formal entre os líderes de diferentes nações com esse viés, mas sim um conjunto de práticas compartilhadas.

“Sem a crise de 2008 nos Estados Unidos, a extrema-direita não teria avançado, porque esse período evidenciou aos mais vulneráveis que eles são descartáveis até mesmo para uma parte da esquerda”, diz o escritor.  Além disso, “eles adotam uma retórica do ódio por ser facilmente eficaz, embora produza um efeito grosseiro”.

Para Castro, a extrema-direita atua com base na ideia de que há uma ameaça constante, especialmente relacionada à pauta dos costumes. “É uma produção própria que consiste em inventar inimigos imaginários o tempo todo.” Segundo o historiador, a internet é a principal aliada dessa tendência. “Há afinidades estruturais não planejadas, mas, por isso mesmo, ainda mais fortes com o universo digital. É como se fossem irmãos gêmeos.”

Como instrumento político, o entrevistado afirma que um dos movimentos da extrema-direita é a recusa em reconhecer a importância do adversário para a construção da sociedade. “Eles transferem para a política as regras básicas da economia de tensão, com destaque para a monetização dessa área”, conclui.

O DR com Demori também está disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo TV Brasil Play. O programa ainda é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou simplesmente DR com Demori, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da TV Brasil. Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), a cantora Zélia Duncan e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.

Serviço

DR com Demori – João Cezar de Castro.
Terça-feira (22), às 23h, na TV Brasil e na Rádio MEC.
Quarta-feira (23), às 4h30, na TV Brasil.

Fonte: Agência Brasil

A Voz do Brasil comemora 90 anos no ar com programação especial

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Neste dia 22 de julho, A Voz do Brasil completa 90 anos no ar. Criado em 1935 durante o governo Getúlio Vargas, o programa se chamava A Hora do Brasil. É o programa de rádio de caráter oficial mais antigo do Brasil ainda em execução, reconhecido pelo Guiness Book, o livro dos recordes. O noticiário atravessou transformações tecnológicas, políticas e sociais sem nunca sair do ar.

Agora, passará também a ser distribuído nas plataformas de áudio digitais como Amazon, Apple Podcast, Castbox e Spotify. Nesse último, também será possível acompanhar como videocast. Além disso, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) promove uma série de ações que resgatam memórias e destacam a relevância da atração na vida dos brasileiros.

Para o presidente da EBC, Jean Lima, mesmo após nove décadas, A Voz do Brasil continua cumprindo sua missão de levar informações de interesse público. “Ter a oportunidade de celebrar os 90 anos de A Voz do Brasil é também reconhecer o trabalho de gerações de profissionais que ajudaram a construir esse legado de uma comunicação que chega gratuitamente a milhões de brasileiros todos os dias nos locais mais distantes, com informações relevantes sobre serviços públicos. É um serviço que só uma empresa pública de comunicação pode oferecer e motivo de orgulho e inspiração para todos nós na EBC”, complementa o presidente.

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Celebrações

Na semana do aniversário, as edições de A Voz do Brasil contarão com uma série especial de reportagens comemorativas. A cada dia, será apresentado um episódio diferente, abordando a história do programa, os locutores que marcaram época, as transformações tecnológicas do rádio e as trilhas sonoras que embalaram a atração ao longo do tempo – nem sempre foi O Guarani, vale o spoiler.

As matérias serão exibidas no Canal Gov, que ainda trará depoimentos de especialistas, ouvintes e ex-locutores em seus interprogramas. Spots comemorativos de rádio foram produzidos e estão sendo veiculados.

Também haverá uma sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao programa A Voz do Brasil no dia 5 de agosto, às 11h. Os Correios também estão produzindo um selo comemorativo fazendo referência à data.

A Rádio Gov está incluída nas celebrações e vai apresentar conteúdos temáticos no programa Assunto Federal, apresentado por Luciano Seixas, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h. A Agência Gov também vai publicar reportagens alusivas à data.

Nas redes sociais, a comemoração também ganha destaque. Os programas da semana de aniversário serão disponibilizados na íntegra nos canais digitais governamentais. Estão previstas entrevistas com personagens que interagiram com conteúdos de A Voz do Brasil nas plataformas, compondo um vídeo especial com esse recorte da recepção popular. Teasers comemorativos também serão publicados ao longo da semana para reforçar a presença da campanha.

Outra novidade é a reformulação da identidade visual do programa e do site da Rádio Gov, que passará a dar mais visibilidade à transmissão em vídeo de A Voz do Brasil. O programa será exibido em destaque na capa do portal, entre 19h e 19h30, fortalecendo a presença digital do conteúdo que, até então, ficava em uma área com menor visibilidade. A mudança também inclui ajustes no layout das páginas, facilitando a navegação e o acesso ao acervo multimídia.

Internamente, profissionais da EBC foram convidados a gravar, no estúdio de A Voz do Brasil, a tradicional vinheta “Em Brasília, 19 horas”. O material poderá ser compartilhado nas redes sociais com a hashtag #VozdoBrasil90anos.

Sobre A Voz do Brasil

A Voz do Brasil foi criada por Getúlio Vargas em 22 de julho de 1935, àquela época sob o nome de A Hora do Brasil. Apenas em 1962 é que o programa passou a ser conhecido pelo mesmo nome dos dias atuais.

Nos primeiros anos de existência, estava sob responsabilidade do Departamento Nacional de Propaganda (DNP) e depois do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Nos anos seguintes, passou para a alçada da Agência Nacional, Empresa Brasileira de Notícias (EBN), Radiobrás e, por fim, da EBC.

Ao longo de sua trajetória, A Voz do Brasil divulgou fatos marcantes da história brasileira, como a deposição dos presidentes Getúlio Vargas, em 1945, e João Goulart, em 1964. Também levou a todo o país a cobertura dos processos de redemocratização, em dois momentos históricos: 1946 e 1985.

A Voz do Brasil consolidou, ao longo dos anos, uma trilha sonora que se tornou inseparável de sua identidade. A abertura com a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, atravessou gerações e permanece até hoje como o prefixo oficial da atração, seguido da emblemática frase “Em Brasília, 19 horas”. Reconhecida imediatamente por milhões de ouvintes, a melodia se transformou em um símbolo sonoro desse patrimônio radiofônico.

Atualmente, A Voz do Brasil tem uma hora de duração. Os primeiros 25 minutos são produzidos pela EBC com o objetivo de levar à população notícias sobre o Poder Executivo federal. O tempo restante é reservado aos Poderes Legislativo e Judiciário. O noticiário vai ao ar tradicionalmente às 19h, de segunda a sexta-feira – e pode ser retransmitido até as 22h.



Fonte: Agência Brasil

Suboficial é condenado por assédio contra aluna de curso da Marinha

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Um suboficial da Marinha do Brasil foi condenado a um ano de detenção, em regime aberto, pelo crime de assédio sexual contra uma cabo, aluna da escola de formação da Marinha, no Rio de Janeiro.

A sentença foi proferida por maioria pelo Conselho Permanente de Justiça, da 1ª Auditoria da Justiça Militar da União, mas o suboficial foi beneficiado com a suspensão da pena, desde que cumpra medidas como comparecer à Justiça e participar de um curso sobre assédio. O suboficial ainda pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal Militar.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar e acolhida pelo tribunal, em fevereiro do ano passado, o suboficial, que atuava como comandante de Companhia, puxou a vítima pelo braço e disse: “Na época do navio eu não tinha coragem de te rachar, mas agora que você é mulher, se você der mole eu te racho”. A frase faria referência ao período anterior à transição de gênero da vítima, quando ambos serviram juntos numa fragata.

No dia seguinte, a cabo passou mal durante a formação matinal do curso, com sintomas físicos graves, como contrações musculares, câimbras e desmaio. Ela foi socorrida e medicada na enfermaria da escola e encaminhada para atendimento psicológico. A militar, então, denunciou o assédio à sua comandante, que instaurou sindicância e encaminhou o caso à Justiça Militar.

Durante o processo, a vítima relatou que se sentiu ameaçada e constrangida, sobretudo pela abordagem ter acontecido dentro de um ambiente militar, com hierarquia e regras disciplinares rígidas. Apesar do ocorrido não ter sido testemunhado por outras pessoas, outros militares confirmaram a mudança de comportamento da cabo.

O suboficial negou o crime, e disse que apenas cumprimentou a militar e pediu desculpas por, supostamente, ter utilizado o pronome masculino ao se referir a ela. A defesa também alegou que a conduta seria atípica, e que não havia provas materiais do assédio.

No entanto, o Conselho Permanente de Justiça considerou que os depoimentos da cabo, corroborados pelas testemunhas e pelas evidências do abalo psicológico, foram suficientes para comprovar a materialidade e a autoria do delito de assédio sexual, tipificado no artigo 216-A do Código Penal.

>>AGU lança Cartilha de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual 

Sentença

Na sentença, juíza federal da Justiça Militar Mariana Aquino destacou que a consistência e a coerência do depoimento da vítima, junto com a comprovação do impacto psicológico imediato, configuram prova robusta de prática criminosa, ainda que o assédio sexual, muitas vezes, não tenha testemunha direta.

“Não há como acolher as teses defensivas. Ressalta-se o compromisso da sociedade com a punição de práticas que atentem contra a integridade física, psicológica e sexual das mulheres. A busca por igualdade de gênero é um dever institucional e social”, afirmou.

A magistrada também observou o comportamento do acusado: “O réu, durante seu interrogatório em juízo, por diversas vezes se referiu à ofendida no gênero masculino, utilizando o pronome ‘ele’, embora a cabo seja reconhecidamente uma mulher trans, autorizada a utilizar vestimentas femininas e identificada funcionalmente com seu nome social”.

Fonte: Agência Brasil

Argentina garante ​vaga nas semifinais da Copa América Feminina

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A primeira classificada às semifinais da Copa América Feminina, disputada no Equador, é a Argentina. Na rodada de segunda-feira (21), las hermanas venceram o eliminado Peru por 1 a 0 no Estádio Banco Guayaquil, em Quito.

Conhecida como Albiceleste, a seleção argentina tem nove pontos em três jogos. Além da classificação, a equipe comandada por Germán Portanova assegurou a liderança do Grupo A, mesmo com uma rodada por disputar.

Com isso, terá pela frente, em uma das semifinais, o segundo colocado do Grupo B – o do Brasil. A Bicolor (apelido do time peruano), dirigida pela brasileira Emily Lima, deixa a Copa América zerada.

Apesar de finalizar 25 vezes, contra cinco do adversário, a Argentina chegou à vitória apenas nos instantes finais. Após cruzamento de Carolina Troncoso pela direita, Yamila Rodriguez, atacante do Grêmio, subiu sozinha e cabeceou no canto para, enfim, vencer a goleira Maryory Sánchez, eleita a melhor da partida.

No duelo seguinte, no mesmo estádio, o Chile venceu o Equador por 2 a 1, de virada. As chilenas foram a seis pontos e tomaram o segundo lugar do Grupo A das donas da casa, que seguem com os mesmos quatro pontos do Uruguai, ficando à frente pelo saldo de gols (um a zero). As três seleções brigam pela outra vaga da chave às semifinais.

As anfitriãs saíram na frente aos 24 minutos, com Nayely Bolaños cobrando pênalti cometido por Michelle Olivares. Aos 35, Vaitiare Pardo dividiu fora da área com a goleira equatoriana e a bola ficou com Sonya Keefe, que arriscou da intermediária pela direita e fez um golaço, encobrindo Andrea Morán.

Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 50 minutos, após escanteio batido pela direita, Nayadet López aproveitou a sobra na pequena área e colocou o Chile em vantagem. O Equador pressionou ao longo da etapa final em busca do empate, mas sem sucesso.

A última rodada do Grupo A será na quinta-feira (24), com os dois jogos simultâneos, às 21h. A Argentina mede forças com o Equador no Banco Guayaquil, enquanto o Uruguai encara o Chile no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, também em Quito.

 

Fonte: Agência Brasil

Governo abre inscrições para cursos técnicos EaD das Escolas do Futuro

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Governo abre inscrições para cursos técnicos EaD das Escolas do Futuro
Inscrições para cursos EaD das Escolas do Futuro de Goiás podem ser feitas até o dia 10 de agosto (Fotos: Secti-GO)
 

As Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) oferecem 202 vagas em cursos da área de tecnologia, na modalidade de Ensino a Distância (EaD). As formações são ofertadas a partir das unidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros e Santo Antônio do Descoberto. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto, pelo site efg.org.br/editaiscursos, onde os candidatos podem conferir as datas de cada certame, além de informações sobre o processo seletivo e os pré-requisitos para cada vaga.

Os cursos são destinados a estudantes com 18 anos ou mais, que estejam cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio ou que já o tenham concluído. Os editais preveem turmas de qualificação profissional em Marketing e Mídias Sociais, Desenvolvimento Web Mobile e Empresas Digitais.

Os interessados podem se inscrever no processo seletivo utilizando a média global das notas obtidas no último ano cursado do ensino médio, ou a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Os cursos na modalidade EaD das Escolas do Futuro preveem que 20% da carga horária dos componentes curriculares seja realizada presencialmente, enquanto o restante deve ser cumprido em ambiente virtual.

Do total de vagas oferecidas nestes certames, mais da metade é destinada, preferencialmente, a pessoas em situação de vulnerabilidade social. O resultado preliminar dos estudantes selecionados poderá ser conferido no dia 13 de agosto, e as aulas estão previstas para começar na primeira semana de setembro.

As Escolas do Futuro de Goiás são unidades profissionalizantes do Governo de Goiás, mantidas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Desde 2021, são geridas pela Universidade Federal de Goiás, por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (Cett/UFG).

Cursos oferecidos

EFG José Luiz Bittencourt – Goiânia
Marketing e Mídias Sociais – 66 vagas

EFG Luiz Rassi – Aparecida de Goiânia
Marketing e Mídias Sociais – 66 vagas

EFG Raul Brandão de Castro – Mineiros
Empresas Digitais – 35 vagas

EFG Sarah Kubitschek – Santo Antônio do Descoberto
Desenvolvimento Web Mobile – 35 vagas

Saiba mais

Escola do Futuro oferece certificação internacional em inglês

Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Abipesca pede crédito emergencial para reduzir impacto do tarifaço

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A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) protocolou nesta segunda-feira (21) um pedido formal ao governo federal para a criação de uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras do setor. O objetivo é reduzir os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 

De acordo com a associação, o mercado norte-americano é o destino de cerca de 70% do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, o setor estima que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. 

O pedido foi protocolado no Palácio do Planalto e se dirige ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta da Abipesca prevê crédito emergencial de R$ 900 milhões, com seis meses de carência e prazo de 24 meses para pagamento. 

De acordo com a Abipesca, a taxação levou o setor a enfrentar uma “grave crise de capital de giro”, uma vez que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno “que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação”.  

“Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações”, afirmou a associação. 

No documento protocolado, a associação também solicita que o governo brasileiro intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017. 

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Negociação 

No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer no dia 1º de agosto. Trump justifica a medida tarifária citando supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”. 

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à Rádio CBN, que o Brasil não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos. Haddad disse, porém, que o governo vem trabalhando em planos de contingência para ajudar os setores mais prejudicados com o plano de Donald Trump.  

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 33 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.891 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 33 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Apontado como mandante da morte de Bruno e Dom, Colômbia torna-se réu

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A Justiça Federal no Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réu Rubén Dario Villar, conhecido como Colômbia, apontado como mandante das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

Os assassinatos ocorreram há três anos na região do Vale do Javari, que fica entre os municípios de Guajará e Atalaia do Norte, no Amazonas. Bruno e Dom desapareceram após passarem pela comunidade de São Rafael e nunca mais foram vistos com vida. 

Em junho, Colômbia foi denunciado pelo MPF como mandante das mortes. A denúncia foi apresentada ao juízo da Subseção Judiciária Federal de Tabatinga (AM) pelo procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, com auxílio do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri (GATJ).

Colômbia, que na verdade é peruano, já havia sido indiciado pela Polícia Federal (PF) como mandante do crime, em novembro do ano passado e está preso preventivamente.  

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Segundo as investigações, Colômbia é suspeito de atuar no tráfico de drogas e de chefiar uma quadrilha de pesca ilegal atuante no Vale do Javari, que fica na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ele responde a outros processos por tráfico, pesca ilegal e uso de documento falso. 

Colômbia foi preso pela primeira vez ao se apresentar na sede da PF em Tabatinga, em junho de 2022, para negar participação no crime. Ele acabou preso na ocasião por apresentar documento de identificação falso, foi solto provisoriamente, mas voltou à prisão por descumprir medidas cautelares.

De acordo com a denúncia, Bruno e Dom foram mortos por contrariar os interesses da pesca ilegal na região, ao promoverem a educação ambiental em comunidades indígenas. 

O mandante é a nona pessoa a ser denunciada pelo assassinato de Bruno e Dom. No mesmo ano do crime, o MPF acusou Amarildo da Costa Oliveira (conhecido pelo Pelado), Oseney da Costa de Oliveira (Dos Santos) e Jefferson da Silva Lima (Pelado da Dinha) de serem os executores do duplo homicídio e da ocultação dos cadáveres

Em junho de 2024, mais cinco pessoas se tornaram rés sob a acusação de ter ajudado na ocultação dos corpos: Francisco Conceição de Freitas, Eliclei Costa de Oliveira, Amarílio de Freitas Oliveira, Otávio da Costa de Oliveira e Edivaldo da Costa de Oliveira. 

Por se tratar de crime doloso contra a vida, o MPF pediu que os três executores sejam submetidos ao tribunal do júri. O pedido foi aceito pela primeira instância, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acabou excluindo Oseney da pronúncia. Os procuradores responsáveis pelo caso recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que ele também seja levado a júri popular. 

Fonte: Agência Brasil

Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha defendem democracia

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Em nota conjunta, os países que participaram da reunião de alto nível Democracia Sempre – Chile, Colômbia, Espanha, Brasil e Uruguai – defenderam o compromisso com a defesa da democracia e do multilateralismo.

O encontro ocorreu em Santiago do Chile, nesta segunda-feira (21), com a presença dos presidentes do Chile, Gabriel Boric; da Colômbia, Gustavo Petro; Espanha, Pedro Sánchez; do Uruguai, Yamandú Orsi; e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da democracia, do multilateralismo e do trabalho conjunto para enfrentar as causas profundas e estruturais que enfraquecem nossas instituições democráticas, seus valores e legitimidade”, diz o texto do comunicado conjunto.

“Acreditamos que é um imperativo ético e político promover uma estratégia comum para enfrentar fenômenos globais como o aumento da desigualdade, a desinformação, os desafios colocados pelas tecnologias digitais e pela inteligência artificial”, acrescenta o texto.

O documento afirma ainda que os países veem como necessário o impulsionamento de uma reforma do sistema de governança internacional, em especial das Nações Unidas (ONU), “que recupere sua capacidade de ação e legitimidade diante dos grandes desafios globais. Isso implica avançar para uma representação mais justa e eficaz, superar os bloqueios derivados do uso do veto e estabelecer mecanismos reais de cumprimento e prestação de contas”.

Os países reafirmam o compromisso com a paz, o respeito ao direito internacional e ao direito internacional humanitário.

“Fazemos um apelo urgente por um cessar-fogo em Gaza e exigimos o acesso pleno, seguro e sem restrições de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, conforme os princípios do direito humanitário, sob a coordenação das Nações Unidas”.

No documento, os signatários pediram também que os países assumam um compromisso firme com a verdade dos fatos.

“Podemos ter visões de mundo diferentes, mas não se pode distorcer os fatos”, diz o texto.

Entre as iniciativas acordadas entre os países participantes, o documento cita a colaboração internacional para garantir transparência dos algoritmos e na gestão de dados no ambiente digital, bem como uma cooperação técnica para uma governança digital democrática, e o reforço à Iniciativa Global das Nações Unidas (ONU) pela Integridade da Informação sobre a Mudança Climática.

Fonte: Agência Brasil

Alckmin se reúne com big techs para discutir tarifaço de Trump

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (21) com representantes de big techs para discutir o tarifaço que o governo de Donald Trump pretende impor às importações brasileiras para os Estados Unidos. Incluído de última hora na agenda, o encontro ocorreu nesta tarde no Palácio do Planalto.

A reunião foi convocada pela comissão interministerial, coordenada por Alckmin, que conversa com os setores da economia afetados pela imposição da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

Ao sair do Palácio do Planalto, o presidente em exercício afirmou que a reunião foi bem sucedida e abriu caminho para um diálogo. Alckmin, no entanto, negou que a taxação das big techs, apontada como uma possível retaliação do Brasil em caso de elevação de tarifa, tenha sido mencionada.

“Elas são investidores no Brasil. Demonstraram que o Brasil é relevante no trabalho delas para crescerem no país e ficaram de nos encaminhar na sequência algumas questões que para eles são mais relevantes. Abrimos um bom diálogo”, declarou.

Embora o Pix seja um ponto de atrito entre as big techs e o Brasil, Alckmin afirmou que as grandes empresas de tecnologia defenderam o Pix para todos.

“O Pix é um sucesso absoluto, facilitou a vida das pessoas. Nada impede que outras empresas participem da forma de pagamento. Elas falaram que defendem o Pix para todos. O que é importante? É que tem que ser de graça. É um sucesso, um exemplo para o mundo. Muita gente vem para o Brasil para ver como fazer”, afirmou.

Sobre o tarifaço de Trump, Alckmin disse que o Brasil está em conversas com o governo estadunidense “pelos canais institucionais e de forma reservada”. Ele não forneceu detalhes sobre quem seriam os interlocutores dos Estados Unidos.

Segundo a Vice-Presidência da República, estiveram presentes os representantes das seguintes empresas e entidades:

  • Nuno Lopes Alves, diretor-geral da Visa;
  • Gustavo Lage Noman, vice-presidente de Assuntos Governamentais da Visa;
  • Márcia Miya, government affairs manager na Apple;
  • Gustavo Dias, head jurídico e de Relações Institucionais da Expedia na América Latina;
  • Yana Dumaresq, diretora de Políticas Públicas da Meta;
  • Daniel Arbix, diretor jurídico do Google;
  • Igor Luna, consultor jurídico da Câmara Brasileira da Economia Digital.

Também participaram do encontro representantes dos Ministérios das Relações Exteriores; da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e da Vice-Presidência. Esses órgãos também compõem o comitê interministerial.

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Na semana passada, o governo Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas desleais. O documento cita a corrupção, o desmatamento, decisões que limitam a atuação das big techs no Brasil e o Pix, que prejudicaria empresas financeiras estadunidenses.

* Texto atualizado às 20h38

Fonte: Agência Brasil