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Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

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Pressionada pela queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo aumento das importações, a balança comercial registrou o superávit mais baixo para meses de julho em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,075 bilhões a mais do que importou ─ uma queda de 6,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit em julho é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 5,357 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 36,982 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 24,7% em relação aos mesmos meses do ano passado e é o pior para o período desde 2020, quando houve superávit de US$ 29,896 bilhões.

Parte do recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

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Comércio exterior recorde

Tanto as exportações como as importações bateram recorde no mês passado, mas as compras do exterior cresceram ainda mais. Em julho, o país exportou US$ 32,310 bilhões, alta de 4,8% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 25,236 bilhões, alta de 8,4% na mesma comparação.

Ao analisar a quantidade exportada e os preços médios, o volume de mercadorias exportadas subiu 7,2%. Os preços, no entanto, recuaram 2,1%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado, refletindo a queda no valor das commodities (bens primários com cotação internacional). Nas importações, a quantidade comprada subiu 7,9%, impulsionada pelo crescimento econômico, mas os preços médios recuaram 0,2%.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade vendida pesou mais para o leve crescimento de 0,3% nas exportações do segmento. O volume de mercadorias embarcadas caiu 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio subiu 3,3%.

Na indústria de transformação, a quantidade subiu 10,3%, com o preço médio caindo 1,6%, o que refletiu uma certa recuperação econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 13,1%, enquanto os preços médios recuaram 8,1%, fruto da desaceleração econômica na China e do acirramento da guerra comercial por parte do governo de Donald Trump.

Produtos

Do lado das exportações, as de soja, principal produto da agropecuária, cresceram 1,2% em relação a julho do ano passado, por causa da concentração de embarques que fez o volume vendido subir 9%. Os preços médios, no entanto, recuaram 7,1%.

A alta do preço do café continuou a segurar o crescimento das exportações agrícolas. O valor exportado crescer 25,4% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda de 20,4% no volume embarcado, os preços médios subiram 57,5% no mesmo período.

Segundo produto de exportação do agronegócio, o milho teve desempenho negativo. Por causa do fim da safra, as exportações caíram 27,2% em relação a julho do ano passado. O preço médio subiu 6,3%, mas o volume embarcado recuou 31,5%.

Na indústria extrativa, as vendas de petróleo subiram 8,1%, após meses de queda. Isso ocorreu porque o volume vendido subiu 17,6%, compensando a queda de 8% na cotação do barril. As exportações de minério de ferro recuaram 8,8%. Apesar de a quantidade ter subido 4,7%, os preços caíram 12,9%.

Do lado das importações, as aquisições de motores e máquinas não elétricos; adubos e fertilizantes; e combustíveis puxaram o crescimento. A maior alta ocorreu com os motores, cujo valor comprado aumentou US$ 325,2 milhões (+43,9%) em julho na comparação com julho do ano passado.

Estimativa

Segundo as estimativas mais recentes do Mdic, divulgadas em abril, o superávit deverá ficar em US$ 50,4 bilhões, queda de 32% em relação a 2024. A próxima projeção será divulgada em outubro. As estimativas serão revistas, porque não consideram a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros nos Estados Unidos.

As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 65,25 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Brasil

Audiência pública discute direito à moradia em São Sebastião

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Durante a noite desta sexta-feira (8), a Câmara Legislativa abre o plenário para realizar audiência pública requerida pelo deputado Fábio Felix (PSOL) com objetivo de debater o direito à moradia em São Sebastião. O encontro tem início previsto para 19h, com transmissão da TV Câmara Distrital.

De acordo com o requerimento apresentado pelo parlamentar, a audiência pública faz-se necessária porque “a política de desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial privilegiam interesses relacionados à especulação imobiliária e às camadas mais favorecidas economicamente, de modo a aprofundar desigualdades e deixar à margem a população residente nas Regiões Administrativas periféricas”.

Ainda em seu requerimento, o deputado argumenta que “especificamente em São Sebastião, são frequentes as ocupações informais – enquadradas ou não como Áreas de Regularização de Interesse Social (ARIS) – que são resultados diretos da ausência de uma política urbana inclusiva e que refletem um modelo governamental segregacionista, que negligencia as demandas habitacionais da população de baixa renda”.
 

Fábio Felix (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

“Por isso estamos realizando essa audiência pública com o objetivo de debater e propor estratégias e medidas concretas, voltadas à efetivação do direito constitucional à moradia para a população de São Sebastião”, declara Fábio Felix.

Entre os convidados estão a senadora Leila Barros (PDT/DF), a deputada federal, Erika Kokay (PT), o líder comunitário Romário Leal e representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh); da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CodHab); da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap); e do Núcleo de Assistência Jurídica de São Sebastião da Defensoria Pública do Distrito Federal.

Fonte: Agência CLDF

Governo lança programa de acolhimento a repatriados e deportados

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O governo federal lançou nesta quarta-feira (6) o programa Aqui é Brasil em resposta à deportação e repatriação forçada de brasileiros no exterior, incluindo os recentes casos registrados nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump. As operações de acolhimento humanitário, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), visam oferecer uma resolução coordenada às necessidades imediatas e de médio prazo de brasileiros repatriados.

“Diante dos crescentes desafios enfrentados por brasileiros no exterior – principalmente no contexto do endurecimento das políticas migratórias estadunidenses – o programa Aqui é Brasil garante acolhimento estruturado, proteção e promoção da autonomia dos repatriados.” 

A ação oferece atendimento psicossocial, assistência em saúde, abrigo, alimentação, transporte e regularização documental, desde o desembarque até a reintegração”, destacou o ministério em nota. O programa é coordenado pela pasta em articulação com os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.

Também participam da iniciativa governos estaduais, Polícia Federal; Defensoria Pública da União (DPU); Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); e organismos internacionais como a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Entenda

De acordo com o MDHC, o programa Aqui é Brasil atua por meio de ações estruturadas em quatro eixos estratégicos:

  • acolhimento humanizado, proteção e resposta emergencial em aeroportos, com foco em apoio imediato, triagem e identificação de necessidades específicas;
  • apoio à reintegração social e econômica, incluindo regularização documental, inserção no mercado de trabalho e suporte para reunificação familiar;
  • fortalecimento da governança migratória, por meio de coordenação interministerial, geração de dados estratégicos sobre o perfil dos retornados e formulação de políticas públicas baseadas em evidências;
  • promoção de parcerias estratégicas e cooperação multissetorial, integrando ações entre governos federal, estaduais e municipais, setor privado, sociedade civil e organizações comunitárias, com vistas à implementação de soluções duradouras.

Com duração prevista de 12 meses, a iniciativa envolve ainda a assinatura de um termo de execução descentralizada entre a pasta e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) no valor de R$ 15 milhões.

“Vamos assinar, com o Ministério do Trabalho e Emprego, uma portaria para a questão do encaminhamento ao mundo do trabalho”, antecipou a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, durante a cerimônia de lançamento do Aqui é Brasil.

“Estamos em negociação com o Conselho Nacional de Educação, com o Ministério da Educação. Em breve, vamos ter uma resolução que orienta o sistema de ensino sobre o acolhimento das crianças filhas desses repatriados e também da população imigrante, que também é uma questão no nosso país. E trabalho, emprego, enfim, tudo o que for necessário para garantir a plena inclusão dessas pessoas”, concluiu.

Perfil dos repatriados

Números do ministério indicam que, desde fevereiro, o Brasil recebeu mais de 1,2 mil repatriados em operações organizadas pelo governo federal, com foco no retorno seguro de brasileiros em situação de vulnerabilidade no exterior, sobretudo nos Estados Unidos.

Dados coletados até o último voo, realizado no dia 25 de julho, mostram que, do total de repatriados (1.223), 949 são homens, 220 mulheres e 54 não tiveram o gênero informado. A faixa etária mais prevalente é de 18 a 29 anos (35%), seguida pela de 30 a 39 anos (29,6%) e pela de 40 a 49 anos (23,6%).

Ainda segundo o ministério, 89,13% das pessoas chegaram sozinhas, enquanto 10,87% estavam acompanhadas de familiares. Após o desembarque, 61,39% foram acolhidas por familiares; 31,59% seguiram para casa própria ou alugada; 4% ficaram em residências de amigos; e 1,8% foi para algum abrigamento público.


Brasília (DF), 06/08/2025 - O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, durante o lançamento do programa “Aqui é Brasil”, operação humanitária coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) para acolher, com dignidade, os brasileiros repatriados em situação de vulnerabilidade. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/08/2025 - O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, durante o lançamento do programa “Aqui é Brasil”, operação humanitária coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) para acolher, com dignidade, os brasileiros repatriados em situação de vulnerabilidade. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Minas Gerais é o estado de destino que mais recebeu repatriados, seguido de Rondônia, São Paulo, Goiás e Espírito Santo. Quase todos os estados, de acordo com a pasta, receberam, pelo menos, menos uma pessoa, exceto Piauí, Roraima e Amapá, que não foram informados como destino pelos repatriados.

Ainda segundo o levantamento, 74,2% dos repatriados pretendem trabalhar no Brasil; 18,3% desejam conciliar trabalho e estudo; e 4,97% têm como objetivo dedicar-se exclusivamente aos estudos. A maioria tem ensino médio completo ou incompleto (53,39%), 26,2% têm ensino fundamental completo ou incompleto e 15,84% têm ensino superior completo ou incompleto.

Grande parte dos repatriados morou, por períodos curtos, nos Estados Unidos, sobretudo nos estados de Massachusetts, Texas, Flórida e Nova Jersey — regiões que, de acordo com o ministério, concentram comunidades brasileiras migrantes.

Os números indicam que 81,53% deles trabalhavam oito ou mais horas por dia, em contextos, muitas vezes, precarizados, enquanto 6,68% relataram não trabalhar nem estudar e 5,83% atuavam em jornadas inferiores a oito horas. Há ainda 3,65% que conciliavam estudos com trabalho e 2,31% que se dedicavam apenas aos estudos.

Em relação a laços familiares no exterior, 35,67% não deixaram parentes nos Estados Unidos, 21,13% afirmaram ter deixado ao menos um familiar e 14,88% relataram ter deixado cinco ou mais parentes no país.

Fonte: Agência Brasil

Polícia faz ação contra influenciadores que divulgam Jogo do Tigrinho

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Operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeada nesta quinta-feira (7) mira 15 influenciadores digitais que promovem plataformas ilegais na internet, como o Jogo do Tigrinho. As investigações apontam que os envolvidos somam movimentações bancárias suspeitas no valor de até R$ 4 bilhões.

A operação foi batizada de Desfortuna e, além do Rio de Janeiro, cumpre mandados em São Paulo e Minas Gerais. Os alvos são suspeitos de participar de uma organização criminosa que promove jogos de azar não legalizados e faz também lavagem de dinheiro.

Os investigadores da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) identificaram que os 15 influenciadores fazem publicações nas redes sociais em que incentivam os jogos ilegais, fazem promessas enganosas de lucro fácil e ostentam vida de luxo, com carros de alto padrão, viagens internacionais e imóveis caros. Para a polícia, são “sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores”.

A delegacia aponta ainda que, além do segmento da organização criminosa, que atua na promoção dos cassinos online, a quadrilha tem ramificações como operadores financeiros e empresas de fachadas, utilizadas para ocultar a origem ilícita de dinheiro.

Os dados de movimentação bancárias suspeitas foram obtidos por meio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Banco Central e que produz informações que permitem identificar crimes como lavagem de dinheiro.

Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza Bolsonaro a receber Tarcísio e outros aliados em casa

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em casa, onde cumpre prisão domiciliar, nesta quinta-feira (7). 

Outros políticos também foram autorizados a visitar Bolsonaro, sempre em dias úteis sucessivos e entre as 10h e as 18h. O ex-presidente cumpre a prisão domiciliar em sua residência em Brasília, em um condomínio do bairro Jardim Botânico.  

A vice-governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão, poderá fazer a visita nesta sexta (8); o empresário Renato de Araújo Corrêa, na segunda (11); e os deputados aliados Junio Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Luciano Zucco (PL-RS), respectivamente nos dias 12, 13 e 14 de agosto

Todos haviam pedido autorização e receberam aval da defesa do Bolsonaro, concordando com as visitas. No caso de Celina Leão, a vice-governadora havia pedido para visitar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que mora com o ex-presidente e com quem mantém relação de amizade. 

Nesta quarta (6), Moraes já havia autorizado Bolsonaro a receber a visita de filhos e netos, entre outros familiares, sem a necessidade de autorização prévia do Supremo

Bolsonaro está em regime de prisão domiciliar desde segunda (4), quando Moraes impôs a medida após entender que o ex-presidente violou a proibição de utilizar as redes sociais por meio de posts publicados nos perfis de seus filhos – Carlos, Eduardo e Flávio. 

Na noite de quarta, a defesa de Bolsonaro recorreu da prisão domiciliar, argumentando que ele não teve nenhuma intenção de descumprir a cautelar. Os advogados afirmaram não haver provas de que o ex-presidente tivesse conhecimento das postagens feitas pelos filhos.

No recurso, os advogados também alegam que as publicações feitas pelos filhos veicularam apenas uma saudação a apoiadores, o que não poderia caracterizar crime, sob pena de se proibir qualquer manifestação do ex-presidente, o que caracterizaria censura. A defesa reclamou ainda do que disse ser uma “antecipação do cumprimento de pena”. 

Em primeiro momento, o recurso deve ser analisado pelo próprio Moraes. Em caso de recusa, o pedido poderá ser levado à votação pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto por mais quatro ministros – Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. 

Bolsonaro é alvo de diversas investigações no Supremo. No processo mais avançado, ele é réu por uma tentativa de golpe de Estado que teria liderado com objetivo de se manter no poder após derrota eleitoral, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa nega a participação dele em qualquer trama golpista.  
 

Fonte: Agência Brasil

Batalhão Maria da Penha será inaugurado em Águas Lindas

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Batalhão Maria da Penha será inaugurado em Águas Lindas
Águas Lindas foi o município escolhido no Entorno do DF para receber unidade do Batalhão Maria da Penha para enfrentamento à violência contra a mulher (Fotos: SSP-GO)

A Região Metropolitana do Entorno (RME) está entre os três municípios goianos contemplados, nesta semana, com a instalação de unidades do Batalhão Maria da Penha, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Nesta sexta-feira (08/08), o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), entrega a unidade em Águas Lindas de Goiás — a primeira do Entorno do Distrito Federal.

A solenidade de inauguração, que também marcará a entrega dos batalhões nas cidades de Goiás e Rio Verde, será realizada em Goiânia. A ação celebra os 19 anos da sanção da Lei Maria da Penha, considerada determinante na proteção dos direitos das mulheres no Brasil.

Para o titular da Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal (Sedf-GO), Pábio Mossoró, a chegada da unidade em Águas Lindas reforça a segurança pública na região.

“O batalhão amplia a segurança das mulheres do Entorno. A Sedf tem atuado em parceria com as forças de segurança e as prefeituras para levar proteção e dignidade às nossas mulheres”, destaca o secretário.

Ações no Entorno

Segundo a comandante do 1º Batalhão Maria da Penha, major Dyrlene Santana, responsável pela coordenação da ação em todo o Estado, a criação da unidade no Entorno representa um avanço na interiorização das políticas públicas de segurança.

“O trabalho das Patrulhas Maria da Penha tem garantido acolhimento e proteção efetiva às vítimas. Agora, com esse novo batalhão, ampliamos o alcance da nossa atuação e reforçamos o compromisso com a vida das mulheres”, afirmou.

Atualmente, todas as mulheres com medidas protetivas na região do Entorno já são acompanhadas pelas Patrulhas Maria da Penha. Com a instalação do batalhão, a atuação passa a contar com estrutura permanente, efetivo ampliado, tecnologia e foco exclusivo no combate à violência doméstica.

A unidade também será responsável por campanhas educativas, capacitações e ações integradas com órgãos da segurança pública e da assistência social.

A major Karina Nunes dos Santos, que deixou o comando do 17º Batalhão da Polícia Militar em Águas Lindas, assumiu a implantação e a chefia da nova unidade. Ela explica que o foco será na prevenção, no acompanhamento de medidas protetivas e na resposta rápida aos casos de violência doméstica.

“Nossa responsabilidade será proteger mulheres vítimas de violência em toda a região do Entorno do Distrito Federal”, frisou.

Goiás mais seguro para Elas

De acordo com o Atlas da Violência 2025, Goiás apresentou a maior redução do país na taxa de homicídios de mulheres na última década — queda de 60,7% no período de 11 anos, passando de 8,4 por 100 mil habitantes em 2013 para 3,3 em 2023.

Além da estrutura policial especializada, o Governo de Goiás mantém programas de apoio como o Goiás por Elas, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), que oferece auxílio financeiro, qualificação profissional e acesso prioritário a políticas públicas voltadas às mulheres.

A Secretaria do Entorno atua como elo entre os municípios da região e o governo estadual, garantindo que essas políticas públicas cheguem com eficiência e capilaridade à população mais vulnerável.

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Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal (Sedf-GO) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

9ª edição da Goiás Feito à Mão será neste fim de semana

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9ª edição da Goiás Feito à Mão será neste fim de semana
Em novo formato, Goiás Feito à Mão reúne artesãos de Goiás e do Centro-Oeste, no sábado (09/08) e no domingo (10/08), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, na capital (Fotos: Retomada-GO)

O Goiás Social e a Secretaria da Retomada promovem a 9ª edição da Goiás Feito à Mão – Feira de Artesanato e Economia Criativa, neste sábado (09/08) e domingo (10/09), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, com entrada gratuita.

O evento, que já se consolidou como uma das principais vitrines do artesanato goiano, ganha neste ano um novo formato, com abrangência regional, palestras nacionais, apresentações musicais e a participação de mais de 100 artesãos goianos.

Além dos artesãos de todas as regiões de Goiás, o evento também recebe convidados dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, além do Distrito Federal, fortalecendo o intercâmbio cultural e aumentando a visibilidade do artesanato regional.

Entre os destaques, estão os tradicionais bancos em formato de animais produzidos por artesãos mato-grossenses, peças que representam a fauna do Cerrado em madeira e cerâmica do Mato Grosso do Sul e os delicados trabalhos em capim dourado do Tocantins.

A feira contará com 52 estandes, onde o público poderá conferir peças em cerâmica, madeira, joias em prata, cristais, bordados, produções indígenas, entre outras. O artesanato goiano terá papel de destaque, com a presença de mestres artesãos e produções que representam a identidade cultural do estado.

A programação da feira inclui oficinas gratuitas e abertas ao público. Além de aulas de arranjos, cartões de fibras, folhas do Cerrado e flores de palha de milho, para as crianças, haverá um espaço kids, com gibiteca e brinquedos.

Goiás Feito à Mão chega à 9ª edição com artesanato regional e palestras nacionaisGoiás Feito à Mão chega à 9ª edição com artesanato regional e palestras nacionais
Feira contará com 52 estandes, onde o público poderá conferir peças em cerâmica, madeira, joias em prata, cristais, bordados, produções indígenas, entre outras (Fotos Retomada-GO)

A feira também contará com estandes de projetos apoiados por instituições parceiras como a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), que leva à feira seus bordados tradicionais. Toda a renda é revertida para famílias em vulnerabilidade socioeconômica do estado.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) participa com artesanato indígena produzido por comunidades originárias que vivem em Goiás. O Sebrae Goiás coordena a praça de alimentação, que reunirá sabores típicos da gastronomia goiana.

Programação Musical

No sábado (09/08), a programação musical tem início às 13 horas com o cantor Guilherme de Castro, que traz ao público o melhor da Música Popular Brasileira (MPB). Em seguida, às 14 horas, sobe ao palco a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG).

Já no domingo (10/08), as apresentações começam às 11 horas com o grupo Família Guerra, também com repertório de MPB. Às 14 horas, o público poderá apreciar a sonoridade do Duo de Cordas Gustav Hitter, seguido, às 15 horas, pela performance da Orquestra Filarmônica de Goiás (OFG).

Palestras

No sábado (09/08), às 15 horas, o diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares do Ministério da Cultura, Sebastião José Soares, ministra a palestra “O Valor da Arte Popular como Expressão da Cultura e Identidade de um Povo”. Em seguida, às 16 horas, a coordenadora-geral do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Ana Beatriz Loureiro Ellery, apresenta a palestra “As Diretrizes da Portaria nº 1.007 que Formam a Base Conceitual do Artesanato”.

A entrada é gratuita e os horários de visitação são: sábado, das 12 às 18 horas; e domingo, das 10 às 16 horas. A feira Goiás Feito à Mão tem o apoio das secretarias de Cultura (Secult), Esporte e Lazer (Seel), Desenvolvimento Social (Seds), Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), OVG, Saneago e Sebrae Goiás.

Serviço

Assunto: Goiás Feito à Mão – 9ª Edição
Quando: sábado (09/08, de 12h às 18h) e domingo (10/08, de 10h às 16h)
Onde: Centro Cultural Oscar Niemeyer
Entrada gratuita

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Secretaria da Retomada – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Eletrobras registra lucro líquido de R$ 1,469 bilhão no 2º trimestre

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A Eletrobras registrou no segundo trimestre deste ano um lucro líquido ajustado de R$ 1,469 bilhão, aumento de 43% na comparação com o mesmo período de 2024, quando obteve um resultado de R$ 1,025 bilhão. Os dados financeiros da empresa do setor elétrico foram divulgados nessa quarta-feira (6).

Com isso, os mais de 240 mil acionistas vão receber R$ 4 bilhões de dividendos extras aprovados pela empresa. O valor será creditado no dia 28 deste mês e reflete a metodologia de alocação de capital da Eletrobras.

No início do ano, a Eletrobras já havia distribuído outros R$ 4,1 bilhões relativos ao desempenho de 2024, no que foi o terceiro maior pagamento de dividendos da história da empresa.

“A companhia manteve seu foco em eficiência e disciplina de capital, e nossos resultados na comercialização de energia foram positivos, afirmou Ivan Monteiro, presidente da empresa.

>>Lula lamenta Eletrobras privada e cobra Vale para reparar tragédias

Ele disse ainda que a prioridade da Eletrobras “está na previsibilidade e no crescimento dos investimentos para garantir a resiliência dos nossos ativos e expansão inorgânica por meio dos leilões de transmissão. Estamos reforçando as bases para uma empresa mais competitiva, valorizando a inovação e a qualidade do serviço”.

De acordo o relatório financeiro, esse resultado refletiu o bom desempenho operacional da companhia, ainda que tenha sido impactado pelo ajuste de R$ 3,4 bilhões dos contratos de transmissão referentes ao componente financeiro da Rede Básica do Sistema Existente.

Fonte: Agência Brasil

Lula quer decisão conjunta do Brics sobre tarifas dos Estados Unidos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (6) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países. Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse Lula, lembrando que o Brics tem dez países no G20, o grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

No Brasil, entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o  presidente americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.

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Prioridades

Segundo Lula, a prioridade do governo brasileiro, nesse momento, é ajudar as empresas brasileiras a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos. 

O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

Lula ressaltou que não vê abertura para negociação com Trump neste momento. 

“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula. 

Lula reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”. 

“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”. 

O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma totalmente autoritária. 

“Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.  

Intromissão

O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco” no Brasil 

“Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.

“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”.

O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs. 

“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula.

 



Fonte: Agência Brasil

“Nenhum desconforto”, diz Mendes sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou nesta quarta-feira (6) haver mal-estar entre os ministros da Corte por causa da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes na última segunda (4).

Mendes foi questionado por jornalista sobre notícias de que haveria insatisfações entre os colegas com a postura de Moraes. Para o decano, a decisão de prender Bolsonaro em casa não causou “nenhum desconforto”. Acesse aqui a íntegra do documento.

“O Alexandre de Moraes tem toda a nossa confiança e o nosso apoio”, acrescentou Mendes.

O decano também negou que Moraes esteja sozinho no entendimento que levou à prisão domiciliar de Bolsonaro. “Não tem isolamento algum”, afirmou Mendes. “O Brasil teria se tornado um pântano institucional não fosse a ação de Moraes”, acrescentou.

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Mendes frisou a gravidade das acusações sobre a trama golpista, que, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), envolveram planos para o sequestro e assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do próprio Moraes.

“Estamos falando de coisas sérias, não de um passeio no parque. Então é preciso que isso seja reconhecido”, afirmou o decano do Supremo, que falou após evento do Instituto Esfera Brasil, em Brasília.

Descumprimento de cautelares

Bolsonaro foi colocado em regime de prisão domiciliar desde a noite da última segunda-feira (4), por ordem de Moraes. Na ocasião, houve nova apreensão de celulares do ex-presidente, que já teve diversos aparelhos levados pelos investigadores.

Na ocasião, o ministro afirmou que Bolsonaro segue “ignorando e desrespeitando” o Supremo, tendo violado “deliberadamente” medidas cautelares que haviam sido determinadas antes, como a ordem de não utilizar as redes sociais, em perfis próprios ou de terceiros. 

“A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, escreveu o ministro.

Ao impor a prisão, Moraes havia restringido as visitas apenas a advogados. Além disso, ele proibiu Bolsonaro de usar celulares, inclusive de terceiros. Nesta quarta, entretanto, o ministro liberou a visita de familiares ao ex-presidente. 

Defesa

A defesa de Bolsonaro disse ter sido “pega de surpresa” com a decretação da prisão domiciliar. A equipe de advogados do ex-presidente prepara recurso contra a medida, que deve ser analisado pela Primeira Turma do Supremo, formada por cinco ministros – além do próprio Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Mencionando o caso de Bolsonaro, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções a Moraes e a outros ministros do Supremo. Em paralelo, também citando o que seria uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente brasileiro, Trump impôs um tarifaço de 50% sobre alguns produtos brasileiros. A medida entrou em vigor nesta quarta.

Fonte: Agência Brasil