A Suíça demonstrou disponibilidade, nesta terça-feira (19), para oferecer imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, com a condição de que ele compareça a uma conferência de paz no país. Há um mandado de prisão pendente contra Putin, expedido pelo Tribunal Penal Internacional.
A garantia foi manifestada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, Ignazio Cassis.
No ano passado, o governo suíço definiu novas regras sobre imunidade concedida a indivíduos com mandado de detenção internacional em aberto, caso a pessoa esteja viajando ao país no âmbito de uma conferência de paz.
A medida não se aplica a deslocamento “por motivos pessoais”, disse Cassis, durante uma conferência de imprensa conjunta com seu homólogo italiano, Antonio Tajani, em Berna.
Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura contra o chefe de Estado russo pelo “rapto de crianças ucranianas” das regiões da Ucrânia, invadida pelas tropas de Moscou, e que foram deportadas para territórios na Rússia.
As declarações da diplomacia de Berna surgiram um dia depois do encontro entre presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington.
Hoje, os 27 líderes da UE vão “fazer um balanço” das reuniões realizadas, na segunda-feira, na capital dos Estados Unidos sobre a Ucrânia.
Problemas com a malha rodoviária e o elevado índice de roubo nas estradas são os maiores desafios enfrentados pelo transporte de cargas no país. Em 2024, dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que o país registrou, em média, 27 roubos de cargas por dia.
O roubo de cargas no Brasil vem sendo grande fonte de receita para as quadrilhas especializadas. De acordo com o relatório de Análise de Roubo de Cargas, os ataques cresceram 24,8% no primeiro semestre de 2025. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indicam que, em 2024, foram contabilizados 10.478 roubos de carga no país, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão.
Investimentos adicionais em segurança e tecnologia, atrasos nas entregas e necessidade de rotas mais longas para evitar áreas de risco comprometem toda a cadeia logística. Essas medidas elevam os custos repassados ao consumidor final e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado.
Desde 2023, com a promulgação da Lei 14.599/23, a contratação dos seguros de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), o de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RC-DC) e o de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V) é obrigatória, o que tem impactado a procura pelos produtos de seguros.
Nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a arrecadação do RC-DC cresceu 8,1%, alcançando R$ 570 milhões, enquanto as indenizações subiram 12,4%, totalizando R$ 239 milhões. Já o RCTR-C avançou 1,5%, somando R$ 721 milhões em prêmios, com pagamentos de quase R$ 520 milhões, alta de 5,2%.
Portaria
O cenário deve ganhar novo impulso com a Portaria Suroc nº 27/2025, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 11 de agosto último. A norma prevê a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) para empresas que não comprovarem a contratação dos seguros exigidos.
Para o diretor de Relações Institucionais CNseg, Esteves Colnago, a portaria trará maior eficiência e controle para o exercício do transporte de cargas nas estradas brasileiras.
“É de suma importância essa nova normativa da ANTT. Ela traz uma evolução no método de fiscalização, saindo de uma abordagem baseada em documentos físicos para um modelo digital e integrado, o que promete maior eficiência e controle sobre a obrigatoriedade da cobertura de seguros no transporte de cargas, aumentando a segurança para todos os envolvidos na cadeia logística”, afirmou.
A comprovação poderá ser feita de duas formas: pela apresentação do frontispício (folha de rosto) da apólice ou do certificado de seguro à fiscalização da ANTT; ou pela verificação automática, por meio de intercâmbio de dados em tempo real entre a agência e as seguradoras (ou entidade que as represente).
O sistema digital deverá estar plenamente implementado até 10 de março de 2026, prazo definido pelo Artigo 3º da portaria. Até lá, a ANTT disponibilizará às seguradoras um manual técnico para integração via webservice, garantindo o envio automático das informações relativas à contratação dos seguros.
Por 9 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa à União em uma disputa previdenciária com impacto potencial de R$ 131 bilhões sobre os cofres públicos, conforme estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU).
A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país.
O impacto calculado pelo governo corresponde ao que deveria ser desembolsado caso o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fosse obrigado a revisar aposentadorias pagas entre os anos 2016 e 2025, segundo órgão.
O julgamento ocorreu no plenário virtual, em sessão encerrada às 23h59 dessa segunda-feira (18). A maioria a favor da União já havia sido alcançada no sábado (16), sendo agora confirmada com a conclusão do julgamento.
Votaram a favor da União o relator, ministro Gilmar Mendes, bem como os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luís Roberto Barroso. O único a divergir foi o ministro Edson Fachin. A ministra Cármen Lúcia não votou.
Entenda
Criado em 1999, o fator previdenciário é um redutor aplicado sobre o valor das aposentadorias pagas pelo INSS, e que leva em consideração critérios como idade, tempo de contribuição e expectativa de vida. A ideia foi desincentivar aposentadorias precoces.
Muitos aposentados, contudo, passaram a reclamar na Justiça por terem os benefícios submetidos a regras diferentes daquelas previstas na fase de transição da reforma da Previdência de 1998, que resultava em benefícios melhores.
No caso analisado pelo Supremo, uma aposentada do Rio Grande do Sul que deu entrada no benefício em 2003 reclamou ter sido submetida a duas regras para a redução do benefício, as da transição e mais o fator previdenciário.
Ela argumentou que possuía, ao se aposentar, a confiança legítima de que seriam aplicadas apenas as regras de transição, mais favoráveis, em relação às contribuições e salários anteriores a 1998.
Para a maioria do Supremo, no entanto, a aplicação do fator previdenciário foi legítima, uma vez que as regras de transição não poderiam ser interpretadas como garantia contra normas posteriores, sobretudo se forem criadas visando o equilíbrio atuarial da Previdência Social.
O voto de Gilmar Mendes, seguido pela maioria, destacou ainda que a aplicação do fator previdenciário tem como objetivo efetivar o princípio contributivo, isto é, o princípio segundo o qual quem contribui mais ganha mais, conforme previsto na Constituição.
“A criação do fator previdenciário insere-se nesse contexto de ajustes estruturais necessários. Ao vincular o valor da renda mensal inicial à expectativa de vida e ao tempo de contribuição do segurado, o fator não viola a confiança legítima, mas realiza uma adequação atuarial compatível com o modelo contributivo estabelecido pela Constituição”, resumiu o relator.
Em sessão solene na manhã desta segunda-feira (18), a Câmara Legislativa celebrou as duas décadas de atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Distrito Federal. Em meio às homenagens, o deputado Jorge Vianna (PSD), que presidiu a cerimônia, anunciou uma proposta de reajuste da Gratificação de Atendimento Móvel de Urgência (Gamu) — benefício pago a servidores da saúde que atuam exclusivamente no Samu — para atender uma demanda antiga da categoria.
De acordo com os profissionais, o valor da gratificação está defasado há mais de 10 anos. Vianna reforçou que a correção do adicional é uma forma de valorizar e recompensar o trabalho realizado pelos profissionais do Samu. “Vamos começar a trabalhar para que os 20% não sejam mais sobre o vencimento básico, e, sim, no vencimento de cada servidor”, enfatizou o parlamentar.
Claudete Silva, representante da Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, afirmou que o reajuste da Gamu é uma das propostas em análise para reestruturação pelo governo federal. Segundo ela, o replanejamento inclui, ainda, a Portaria 2.048, de 2002, que estabeleceu regras para operação de atendimento médico, e a Política Nacional de Urgência, de 2003 e reformulada em 2011, que instituiu a rede de serviços de saúde.
“Estamos em processo de revisão da Política 2048, da Política Nacional de Urgência e de algumas pautas que precisam de melhorias. Já temos estudos para fazermos melhorias plausíveis que contemplem a atuação de excelência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência”, disse Claudete Silva.
Claudete Silva, representante da Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)
“São 20 anos de aprendizados, lutas e conquistas. Se hoje o Samu do Distrito Federal é reconhecido como o melhor do Brasil, é graças ao esforço de cada um para melhorar a cada dia e prestar o melhor atendimento para a população do DF. A saúde mostrou, com a organização do Samu, da enfermagem e de todo o corpo técnico, que podemos ir muito além” — Newton Batista, presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF)
Progressos
Inaugurado no Distrito Federal em 2005, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência opera 24 horas por dia nas 35 regiões administrativas, com uma média diária de 175 atendimentos nos últimos cinco anos — totalizando mais de 60 mil atendimentos anuais. A equipe, composta por cerca de 720 profissionais, inclui médicos, enfermeiros, psicólogos e pilotos de aeronaves.
No DF, o Samu conta com 38 viaturas móveis — 30 de Suporte Básico (USB), para casos de menor gravidade, e oito de Suporte Avançado (USA), para ocorrências complexas. Além disso, há 20 motocicletas em operação e um helicóptero aeromédico, que transporta uma equipe completa para atendimentos pré-hospitalares avançados.
Rodrigo Amaral, condutor de motolância do Samu e um dos homenageados no evento, compartilhou sua trajetória profissional ao longo de duas décadas de atuação e destacou os progressos alcançados pelo Samu, como novos equipamentos de qualidade e veículos novos.
Rodrigo Amaral, condutor de motolância do Samu (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)
“Nós temos todo o material que a gente sempre sonhou, temos o ensinamento do núcleo de ensino que nos capacita mensalmente para podermos atender cada vez mais a população para estarmos no lugar certo, na hora certa, no momento certo e com as pessoas certas”, frisou Amaral.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde Distrito Federal, Vitor Arimateia também ressaltou a importância do trabalho realizado pelo Samu no socorro da população DF. “O verdadeiro patrimônio desse serviço não é a ambulância, mas as bases descentralizadas. Não é a tecnologia embarcada, que lutamos tanto para ter na ambulância, é justamente o servidor, são as pessoas que estão por trás desse serviço é que permitem com que a gestão aconteça”, salientou.
Ao fim do evento, os homenageados foram prestigiados com moções de louvor. A solenidade desta segunda-feira (18) foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pode ser reassistida pelo canal da CLDF no YouTube.
A TV Brasil exibe, ao vivo, nesta terça-feira (19), às 20h45, o quarto embate entre Sampaio Basquete e Sesi Araraquara pela Liga de Basquete Feminino (LBF).
As equipes se enfrentam novamente no Ginásio Sesi Leopoldina, em São Paulo, na disputa pelo troféu do campeonato.
Revertendo o cenário das duas últimas partidas, o Sampaio Basquete saiu vitorioso no terceiro confronto da série melhor de cinco, por 70 a 62.
Nessa fase, o time que conquistar três vitórias sobre o adversário será o campeão da 15ª edição da LBF.
Em caso de nova vitória do Sampaio Basquete, empatando a série em 2 a 2, o quinto e último jogo será disputado no próximo domingo (24), às 18h45, com transmissão garantida pela TV Brasil.
Ambas as equipes trilharam uma trajetória de sucesso na temporada. Nas semifinais, o Sesi Araraquara, atual bicampeão da LBF, venceu o Unimed Campinas no segundo jogo da série melhor de três, por 67 a 54.
Já a equipe maranhense garantiu vaga na final após se recuperar em duas partidas decisivas contra o São José, de São Paulo.
A emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é a detentora oficial dos direitos da competição e a única a exibir as partidas em sinal aberto. A cobertura faz parte da iniciativa da empresa para ampliar a visibilidade do esporte feminino.
Além disso, o canal público transmite o Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol (Séries A1, A2 e A3) e transmitiu a Conmebol Copa América Feminina 2025.
Torcedores de todas as regiões do país podem acompanhar as transmissões por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Para saber como assistir à TV Brasil na sua cidade, acesse: tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.
Sobre a competição
Os times Unimed Campinas, Blumenau, AD Santo André, Pontz São José Basketball, Sodiê Mesquita, Sampaio Basquete, Sesi Araraquara, Corinthians e os estreantes ADRM Maringá, Cerrado Basquete e Ourinhos/AOBE são os participantes da LBF 2025.
O sistema de disputa ocorreu com todas as equipes se enfrentando em turno e returno, em 22 rodadas. Os oito melhores seguiram para os playoffs.
Nas quartas de final e na semifinal, as equipes se enfrentaram em séries de melhor de três jogos.
Ao vivo e on demand
Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS.
Os trabalhadores com operações antigas de crédito consignado poderão, em breve, fazer a portabilidade sem sair de casa, por meio do celular.
A partir desta quinta-feira (21) e até novembro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) transferirá cerca de 4 milhões de contratos antigos para a plataforma Crédito do Trabalhador, que fornece crédito com juros mais baixos a trabalhadores com carteira assinada.
Os contratos antigos pertencem a funcionários que trabalham ou trabalhavam em empresas que tinham parceria com bancos para oferecer empréstimos com desconto das parcelas no salário.
No modelo antigo, as empresas privadas tinham de fazer convênios com determinado banco para possibilitar o desconto na folha de pagamento. O trabalhador CLT tinha a opção de pegar o crédito consignado apenas na instituição com a qual o empregador assinou o convênio e compartilhou os dados funcionais. Esse modelo será extinto em novembro.
Com o Programa Crédito do Trabalhador, mais de 70 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de crédito consignado privado poderá ultrapassar os R$ 120 bilhões neste ano.
Desde junho, o trabalhador pode fazer a portabilidade de operações antigas do crédito consignado privado, escolhendo a instituição financeira que oferecer as melhores condições (como juros baixos e parcelas reduzidas).
A migração das operações antigas para a plataforma Crédito do Trabalhador, disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou na página de mesmo nome na internet, será feita pela Dataprev, estatal contratada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para elaborar a plataforma.
Ampliação
Essa é a quarta etapa de ampliação da portabilidade da nova linha de consignado para trabalhadores CLT. Em abril, o trabalhador podia trocar dívidas caras por mais baratas dentro do mesmo banco. Em maio, começou a valer a migração do consignado para CLT entre bancos diferentes.
Desde junho, o trabalhador que contratou a nova modalidade de consignado privado poderá trocar de instituição financeira, escolhendo a que oferecer juros mais baixos.
Nessa etapa, qualquer dívida de qualquer banco pode ser migrada, inclusive as linhas do Crédito do Trabalhador contratadas desde março. No entanto, o procedimento podia ser feito apenas nos aplicativos e nos sites das mais de 70 instituições financeiras habilitadas no programa.
Também chamada de Consignado para CLT, a nova modalidade emprestou, até o fim da semana passada, R$ 27,8 bilhões a 3.919.679 trabalhadores. Foram assinados 5.643.384 contratos, com juros médios de 3,58% ao mês. Cerca de 60% das operações atendem a trabalhadores que ganham até quatro salários mínimos.
Como funciona
No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível).
Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito;
O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores;
As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento;
Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo.
Como pedir a portabilidade
Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT;
Pedir a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo);
A partir de 21 de agosto, portabilidade também pode ser pedida no aplicativo Carteira de Trabalho, com migração gradual até novembro;
A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta segunda-feira (18) prazo para as alegações finais dos réus do Núcleo 4 da trama golpista, que teria atuado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas urnas em outubro de 2022.
Os réus deste núcleo são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, naquele ano.
Com a abertura do prazo para as alegações, a PGR terá 15 dias para defender a condenação dos acusados. Em seguida, as defesas dos acusados terão o mesmo prazo para apresentarem argumentos contra a condenação. O último passo será a marcação da data do julgamento.
Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:
Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército);
Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército);
Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército);
Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);
Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, telefonou, nesta segunda-feira (18), para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fim de compartilhar informações sobre sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Alasca, na última sexta-feira (15). A Lula, Putin disse que a reunião foi positiva. O russo e o estadunidense se encontraram em busca de um acordo para o fim da guerra na Ucrânia.
Na ligação de cerca de 30 minutos, o presidente da Rússia abordou os diversos temas discutidos com Trump e reconheceu o envolvimento do Brasil com o Grupo de Amigos da Paz. A iniciativa liderada por Brasil e China busca estabelecer entendimentos comuns para apoiar os esforços globais para alcançar a paz, entre eles o conflito da Rússia na Ucrânia, que já dura mais de três anos.
“O presidente Lula agradeceu o telefonema e reafirmou o apoio do Brasil a todos os esforços que conduzam a uma solução pacífica para o conflito entre Rússia e Ucrânia. Desejou também sucesso às continuadas negociações”, diz o comunicado do Palácio do Planalto.
Em dia de pressão no mercado internacional, o dólar subiu e voltou a ficar acima de R$ 5,40. Influenciada por dados domésticos, a bolsa valorizou-se quase 1% e voltou a superar os 137 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 5,435, com alta de R$ 0,036 (+0,68%). A cotação operou em alta durante todo o dia, mas firmou a tendência de alta à tarde. Na máxima do dia, por volta das 15h40, chegou a R$ 5,44.
Apesar da alta desta segunda, a moeda estadunidense cai 2,97% em agosto. Em 2025, a divisa recua 12,07%.
Ao contrário do câmbio, o mercado de ações teve uma segunda-feira de recuperação. Após três quedas seguidas, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 137.322 pontos, com alta de 0,72%.
O dólar teve um dia de força em todo o planeta, em meio às negociações sobre a Guerra na Ucrânia. A moeda subiu perante as principais divisas do planeta, porém subiu mais em relação ao real, que tinha se apreciado bastante nos últimos dias.
Na bolsa de valores, a divulgação de que a estimativa para a inflação em 2025 pelas instituições financeiras veio abaixo de 5% pela primeira vez motivou a alta nas ações. Isso porque, com a inflação sob controle, aumentam as chances de o Banco Central (BC) cortar os juros no início do próximo ano.
Juros mais baixos estimulam a migração de investimentos da renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional, para as ações. Além disso, o IBC-Br, indicador do BC que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos), recuou 0,1% em junho, o que mostra que o aperto monetário dos últimos meses está desacelerando a economia.
Uma reação de traficantes a uma operação da Polícia Militar (PM) no Rio de Janeiro teve ao menos um ônibus incendiado e 12 sequestrados para que fossem usados como barricadas, nesta segunda-feira (18).
A operação e a represália ocorreram na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Policiais militares realizam ação de combate a criminosos e retirada de barricadas que dificultam a circulação de veículos no Morro do Dendê.
Durante a operação, quatro homens foram presos. Os agentes apreenderam quatro fuzis, três granadas, quatro rádios transmissores e drogas.
A ação foi realizada por agentes do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com apoio de mais dois BPMs: 22º e 3º.
Ônibus sequestrados
Em retaliação, criminosos sequestraram ônibus na Avenida Paranapuam, Estrada do Dendê e Estrada da Cacuia. Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), passageiros e motoristas foram liberados e os ônibus abandonados nas ruas.
Equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) detiveram quatro homens e dois adolescentes que realizavam ataques a ônibus na região. Os menores estavam com pedras na mão, segundo a corporação.
Dezenove linhas tiveram a circulação afetada nesta segunda-feira. “Mais uma vez reiteramos apelo às autoridades de segurança pública, ressaltando a necessidade urgente de se tomar providências para devolver o direito de viver em paz da população carioca”, manifestou o Rio Ônibus em nota.
Veículos utilizados como barricada
B28623 – 921 Ribeira x Bancários
B28618 – 326 Bancários x Candelária
B28560 – 696 Praia do Dendê x Meier
B28702 – 2344 Bancários x Castelo
B28537 – 326 Bancários x Candelária
B32726 – 323 Bananal x Castelo
B10144 – 323 Bananal x Castelo
B10150 – 323 Bananal x Castelo
B10116 – 328 Bananal x Candelária
B10001 – 635 Bananal x Saens Pena
B10041 – 910 Bananal x Irajá – Via Fundão
B28728 – 2344 Bancários x Castelo
Serviços
A Secretaria Municipal de Saúde informou que quatro unidades da região – entre clínicas da família e centros de saúde – mantêm o atendimento à população. “Apenas as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas nesta segunda-feira”, detalhou.
A secretaria acrescentou que não houve unidade afetada. As escolas municipais no Dendê funcionam normalmente.
Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre a operação