Pela primeira vez na América do Sul, o Campeonato Mundial de ginástica rítmica começa nesta quarta-feira (20) na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, na zona oeste do Rio de Janeiro. A 41ª edição da competição reunirá mais de 300 atletas de 78 países, entre eles o Brasil, que busca uma medalha inédita no Mundial.
Na disputa do conjunto, a amarelinha contará com Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves. A equipe brasileira vive um bom momento: em julho, o quinteto conquistou medalha de ouro inédita para o país no conjunto geral (soma das notas das séries cinco arcos e mista), na etapa da Copa do Mundo em Milão (Itália). Nos Jogos de Paris, o conjunto brasileiro ficou na quarta posição na final dos cinco arcos, resultado histórico da modalidade no país.
Na disputa do conjunto, o Brasil será representado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves. Em julho, o quinteto faturou ouro na etapa da Copa do Mundo em Milão (Itália) – Divulgação/CBG
Já no individual, as representantes brasileiras serão Geovanna Santos e Bárbara Domingos, finalista nos Jogos de Paris 2024 e a primeira campeã do país no individual geral nos Jogos Pan-americanos de Lima (Peru), há dois anos.
O público também poderá conferir de perto a performance de expoentes mundiais da ginástica rítmica, como a alemã Darja Varfolomeev, campeã olímpica individual em Paris, que empilhou cinco ouros no último Mundial (2023). Outra referência é a italiana Sofia Raffaeli, pentacampeã mundial em 2022, e a ucraniana Taisiia Onofriichuk, de apenas 17 anos, campeã europeia este ano no individual geral.
O Mundial no Rio de Janeiro terá cinco competições individuais (geral e em cada aparelho: arco, bola, maças e fita) e três do conjunto (geral, uma série com um dos quatro aparelhos e uma série mista). Na quarta (20 e quinta-feira (21) ocorrerão as classificatórias da disputa individual; já a de conjuntos está programada para sábado (23) e domingo (24).
Programação
Quarta-feira (20) 9h-12h – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias arco e bola – Grupo A 12h-12h45 – Cerimônia de abertura 12h45-15h45 – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias arco e bola – Grupo B 16h10-19h10 – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias arco e bola – Grupo C 19h35-22h35 – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias arco e bola – Grupo D
Quinta (21) 9h-12h – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias maças e fita – Grupo B 12h45-15h45 – Ginástica Rítmica
Individual – Classificatórias maças e fita – Grupo A 16h10-19h10 – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias maças e fita – Grupo D 19h35-22h35 – Ginástica Rítmica Individual – Classificatórias maças e fita – Grupo C
Sexta (22) 14h30-16h40 – Ginástica Rítmica Individual – Final – Individual Geral – Grupo B (posições 10 a 18) 17h-19h10 – Ginástica Rítmica Individual – Final – Individual Geral – Grupo A (posições 1 a 9)
Sábado (23) 14h-16h30 – Ginástica Rítmica de Conjunto – All-around– 5 fitas e 3 bolas/2 arcos 17h-19h – Ginástica Rítmica de Conjunto
All-around – 5 fitas e 3 bolas/2 arcos
Domingo (24) 11h-11h35 – Ginástica Rítmica Individual – Final – arco 11h40-12h15 – Ginástica Rítmica Individual – Final – bola 12h50-13h35 – Ginástica Rítmica de Conjunto – Final – 5 fitas 14h-14h35 – Ginástica Rítmica Individual – Final – maças 14h40-15h15 – Ginástica Rítmica Individual – Final – fita 15h50-16h35 – Ginástica Rítmica de Conjunto – Final – 3 bolas/2 arcos
A segurança dos ciclistas no trânsito do Distrito Federal foi tema de audiência pública presidida pelo deputado Wellington Luiz (MDB) nesta terça-feira (19), Dia Nacional do Ciclista. Apenas até junho deste ano, nove condutores morreram vítimas de acidente, e, preocupados com essa trágica estatísticas, especialistas em mobilidade, representantes de órgãos de trânsito e amantes do pedal debateram soluções para tornar o trânsito na Capital Federal mais seguro.
Na avaliação de Wellington Luiz, a adoção de penas mais duras para motoristas que atropelam ciclistas é ponto essencial para se mudar esse panorama. O presidente da Casa entende que a conduta irresponsável de motoristas no trânsito está associada, em geral, à sensação de impunidade gerada em virtude de condenações brandas que vêm sendo aplicadas pela justiça.
O parlamentar comentou também que o debate de ideias entre as associações que representam os ciclistas e o poder público é imprescindível para que se construam soluções para um trânsito mais seguro aos condutores das bicicletas, que representam a parte mais vulnerável em meio ao trânsito.
“É muito triste quando a gente vê nas ruas uma bicicleta branca com o nome de alguém, isso nos comove. Ali pode ser você, pode ser seu filho ou seu irmão. Infelizmente, é um perigo pedalar nas ruas do DF. Precisamos de medidas e estratégias e, para isso, é muito importante ouvir vocês”, declarou.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Parque da Cidade
Um dos focos da discussão foi trânsito na avenida que contorna o Parque Sara Kubitschek (Parque da Cidade). Participantes relataram que o fluxo de veículos na via vem aumentando substancialmente, em especial por conta das obras na Epig (Estrada Parque Indústrias Gráficas), que fazem parte do projeto do Corredor Eixo Oeste, e que têm canalizado parte do trânsito para a via do parque.
Diariamente, a faixas do Parque da Cidade são utilizadas tanto por ciclistas comuns como por esportistas. O aumento do trânsito e a alta velocidade dos condutores foram duramente criticados pelos usuários da pista, que denunciaram falta de fiscalização no local.
Propostas
Uma das soluções sugeridas na audiêcia é a redução da velocidade máxima permitida na via de 60 km/h para 40 km/h. A ideia foi apresentada pelo administrador do parque, Todi Moreno, que argumentou está mapeando os gargalos ligados à mobilidade para buscar soluções.
O administrador frisou a importância de se fomentar campanhas de conscientização e a necessidade de melhorias na sinalização da área. Em sua avaliação, o poder público deve levar em consideração o potencial da localidade para a prática esportiva, e não apenas como uma via de escoamento do trânsito. “O Parque da Cidade é para o ciclista, é para o atleta”, afirmou.
Outra medida proposta é transformação do Parque da Cidade em uma Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC) por meio de lei distrital. A medida vem sendo discutida por representantes de associações ligadas ao ciclismo e já conta um abaixo-assinado com mais de 800 assinaturas para que a ideia se torne lei.
Na prática, a proposta pretende destinar a faixa interna da pista que circula o parque para o uso exclusivo de ciclistas entre o horário de 5h30 e 8h30. O isolamento da faixa seria feito com ampla sinalização e seria precedido de campanha de sinalização. O projeto destaca ainda que não seriam precisas grandes modificações estruturais para sua implementação.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
Os defensores da ideia argumentam que diversas outras capitais já adotaram medidas semelhantes, com o isolamento de faixas exclusivas para a prática do ciclismo e que a ideia tem gerado impactos positivos imediatos na segurança dos usuários.
Para Marcone Ribeiro, que falou representando os atletas ciclistas do DF, a medida vai oferecer um ambiente seguro e controlado para treinos de alto rendimento sem a necessidade de obras físicas. “Que a gente possa treinar com mais segurança”, cobrou.
Outro defensor da criação da APCC, Raphael Barros, da ONG Rodas da Paz, avalia que as iniciativas de conscientização para os cuidados com relação ao ciclista não devem se restringir ao Plano Piloto, pois os acidentes fatais vêm ocorrendo em todo do DF. Ele argumentou que a implementação do projeto ao redor do parque seria de grande importância para os praticantes do ciclismo e espera que a ideia possa se proliferar para outras regiões.
“A gente tem que pensar em mudar a lógica dessa cidade, que é formatada para o carro em alta velocidade. Isso está errado porque tira a vida das pessoas. A gente precisa tirar a prioridade do carro no trânsito”, ressaltou.
Na mesma linha, o advogado Walter Moura entende que as iniciativas pedagógicas são tão importantes quanto as punitivas para se coibir as infrações contra os ciclistas. Ele destaca que a conscientização de que as faixas de trânsito são um espaço que deve ser compartilhado por veículos automotores e bicicletas é o principal caminho para um trânsito seguro.
“Nosso problema é muito simples: é entender a nossa vulnerabilidade. Quem está dentro de uma caixa mecânica de mais de uma tonelada tem proteção natural. O que tem que ser controlado é o motorista, e não o ciclista. O que não protege o ciclista do motorista é a falta de paciência, o desrespeito e a falta de educação”, ressaltou.
Vítima de um atropelamento enquanto pedalava, a atleta Cecilia Calcagno Grillo afirma que é preciso desmistificar a figura do infrator de trânsito ou do mal condutor como uma pessoa “perversa”. Para ela, qualquer motorista pode representar um risco em potencial desde que não dirija respeitando as leis e a vida dos outros condutores.
“Quando a gente fala de acidente de trânsito, às vezes a gente está falando de uma boa pessoa, um pai ou uma mãe. Alguém que está ali dirigindo de maneira irresponsável, com uma base de cultura de competição”, destacou.
O Coordenador de Fiscalização de Trânsito do DETRAN-DF, Gustavo Henrique Braga, pontuou que o órgão tem empreendido esforços para dar conta das demandas de sua competência em prol de um trânsito mais seguro aos ciclistas, sobretudo na região do Parque da Cidade. Ações como campanhas de educação, prevenção e fiscalização, além da atuação do efetivo do órgão nas ruas, têm contribuído para evitar acidentes.
Ele avalia, no entanto, que o atual quadro de pessoal e estrutura disponíveis, por vezes não comportam a demanda de todo o DF, e que esse tem sido um dos principais gargalos para a segurança do trânsito.
Para exemplificar a alta demanda, ele revelou que, apenas no mês de junho, o Detran foi requisitado para atuar em mais de 800 eventos em todo o DF.
“A gente vem trabalhando. Do começo do ano para cá, foram 563 missões no parque, das quais 184 foram exclusivamente para ciclistas. Não estamos nos omitindo da nossa responsabilidade, mas a gente não consegue gerir todos os problemas que temos hoje e ficar fixados no parque”, explicou.
A minuta de proposta de criação da Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC) foi entregue ao presidente Wellington Luiz, que sinalizou que vai avaliar a proposta. A reunião pode ser assistida na íntegra pelo canal de YouTube da CLDF.
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
O dia do ciclista
A data de realização da audiência foi escolhida de forma simbólica: o Dia Nacional do Ciclista, celebrado em 19 de agosto, foi instituído oficialmente no Brasil pela Lei nº 13.508/2017 como uma homenagem ao ciclista brasiliense Pedro Davison, que morreu tragicamente nesse dia em 2006, aos 25 anos.
Pedro foi atropelado enquanto pedalava no Eixo Rodoviário Sul, em Brasília, por um motorista que estava embriagado, dirigia acima da velocidade permitida, com a CNH vencida, e fugiu sem prestar socorro. O caso teve grande repercussão e foi considerado um marco por ser o primeiro julgamento em Brasília como crime doloso de trânsito.
A data foi proposta pela família de Pedro e pela ONG Rodas da Paz, que atua pela segurança no trânsito e pela promoção da mobilidade sustentável. A oficialização da data tem como objetivo não apenas homenagear Pedro, mas também dar visibilidade à violência contra ciclistas, promover o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável e cobrar ações governamentais para garantir mais segurança no trânsito.
Encaminhado pelo Executivo distrital em regime de urgência, o projeto de lei 1882/2025 foi aprovado pela Câmara Legislativa nesta terça-feira (19), com 14 votos favoráveis e 7 contrários, em dois turnos e redação final. O texto autoriza o Banco de Brasília (BRB) a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do capital social do Banco Master.
Além do Plenário da Casa, a norma foi chancelada na própria sessão pelas Comissões de Constituição e Justiça; de Orçamento e Finanças; e de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Tecnologia e Meio Ambiente. O projeto confirmado pelos distritais acatou o substitutivo proposto pela bancada do PT: ao retirar os artigos 1º e 2º do texto original, impediu autorizações genéricas do BRB para participar de instituições financeiras sediadas no Brasil e no exterior — inclusive no ramo de tecnologia da informação e em empresas com objetos sociais. Para o petista Chico Vigilante, a formulação anterior transformava o banco público em um “bazar” e afetava prerrogativas da Câmara.
Antes da sessão plenária, os deputados trataram do assunto em reunião fechada com a participação de Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília. O tema levantou uma série de questionamentos, grande parte desses advindos dos deputados de oposição, mas também da parlamentar independente Paula Belmonte (Cidadania).
“Está todo mundo dizendo que o BRB tá sendo utilizado como bode expiatório para salvar um banco cheio de ativos podres, um banco de capital fictício”, relatou Fábio Felix (Psol). “Se tudo der errado amanhã, quem vai pagar a conta é a população do Distrito Federal, porque quem vai ter que salvar é o orçamento público do DF”, acrescentou o distrital, que definiu a operação como “uma das maiores lambanças da história política do Distrito Federal”.
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Já o CEO do Banco respondeu, diante da imprensa, com uma série de argumentos favoráveis. “Com a revisão do plano de negócios e da atuação, existe uma expectativa de crescimento do resultado de dividendos, que será revertido em políticas públicas. Outro benefício é que o BRB passa a ter mais produtos, a atuar em outros segmentos, que ficam à disposição das pessoas que moram no DF. Além disso, o fortalecimento do BRB vai naturalmente gerar emprego e renda”, resumiu Paulo Henrique Costa.
O distrital Gabriel Magno (PT), por sua vez, detalhou a apresentação do presidente do Banco no encontro privado com os parlamentares. “A perspectiva é de que o BRB receba, nos próximos cinco anos, R$ 600 milhões de dividendos. Nós estamos usando R$ 2 bilhões de reais do orçamento público para entrar em um negócio cheio de dúvidas e de problemas para receber R$ 120 milhões ao ano, na expectativa mais otimista”, ponderou. Nesse sentido, Costa reforçou que, ainda que seja um banco público, o recurso desta operação é oriundo dos negócios do BRB, e que o fluxo de caixa do Distrito Federal não se confunde com o fluxo de caixa da instituição financeira.
“O Banco precisa expandir seus negócios, porque se estacionar hoje não vai ser competitivo no mercado”, declarou o líder do governo, deputado Hermeto (MDB). Na mesma linha, o colega de partido Iolando (MDB) acredita que a aquisição vai trazer uma “marca nacional” para o DF e destacou a ampliação e o fortalecimento do Banco de Brasília nos últimos anos, após ser aventada a “possibilidade de extinção” em 2019.
Foto: Carlos Gadra
“É um banco tão bom que apenas o BRB está com interesse de comprar esses ativos, enquanto os outros bancos sequer querem fazer parte do processo”, ironizou Max Maciel (Psol). O parlamentar ainda reclamou da falta transparência, já que relatórios fiscal e de risco não foram anexados ao PL, assim como não consta nos investimentos da Lei Orçamentária Anual. Na mesma linha, Paula Belmonte afirmou que “se a compra não der certo, quem vai pagar são os aposentados e os servidores, porque o Iprev [Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal] tem 16% das ações do BRB”.
Mais uma parlamentar a se colocar foi Dayse Amarilio (PSB). “Eu quero prestar contas para a população do que estou votando. Essa reunião a portas fechadas, sem discussão, nos traz muita preocupação, ainda mais em um momento caótico, de fragilidade. Enquanto pessoas estão morrendo nos hospitais, nós estamos discutindo a compra de um banco que tem fama de caloteiro no sistema financeiro e que a gente não sabe exatamente se vai ser bom ou não para o Distrito Federal”, analisou.
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Acionado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios impediu o Banco de Brasília de assinar o contrato definitivo de aquisição de parte do Banco Master sem autorização prévia da Câmara Legislativa e da Assembleia de Acionistas do próprio banco. Segundo a decisão, antes de ser concretizada a operação ainda deve passar não apenas pelos referidos acionistas, como também pelo Banco Central.
As importações de calçados vêm mantendo um ritmo acelerado nos últimos meses e trazendo preocupações para o setor no Brasil. Só em julho deste ano, o país importou US$ 66 milhões em calçados, maior valor já importado em dólares desde o início da série histórica, iniciada em 1997.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), 4,2 milhões de pares de calçados foram importados em julho, o que representou aumento de 98,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o aumento foi de 89,6%.
Nos sete primeiros meses de 2025, as importações somaram 26,58 milhões de pares e US$ 337,8 milhões, o que representou aumento tanto em volume (+27,5%) quanto em receita (+30,5%) na comparação ao mesmo período de 2024.
Exportações em baixa
Ao mesmo tempo, as exportações estão em queda. Em julho, mais de 7,18 milhões de unidades foram embarcadas, somando US$ 76,74 milhões. Isso representou queda de 7,3% em volume e um recuo de 11,8% em relação à receita, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Já nos sete primeiros meses de 2025, as exportações ainda seguem positivas, mas em um ritmo decrescente. No período, foram embarcados para o exterior 59,88 milhões de pares, um incremento de 6,6%. Essas vendas geraram US$ 574 milhões, o que representa um crescimento de 0,7%.
Segundo a Abicalçados, a desaceleração das exportações se dá pelo acirramento da concorrência internacional, principalmente porque a China redirecionou suas exportações dos Estados Unidos para outros mercados, para fugir da sobretaxa que aplicada pelo governo norte-americano. Com isso, as exportações brasileiras para a Europa e para a América Latina têm sido diretamente impactadas.
A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador.
O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário.
Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.
O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais.
De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.
A atuação de um ciclone extratropical no Sul do país pode causar, a partir desta terça-feira (19), pancadas de chuva moderadas a fortes, que podem vir acompanhadas de rajadas de ventos acima de 50 quilômetros por hora (km/h), com eventual queda de granizo.
Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há volumes expressivos de chuva previstos para o centro-norte do Rio Grande do Sul, enquanto o oeste e o sul de Santa Catarina podem superar os 70 milímetros (mm). Também são previstos ventos intensos nas regiões litorâneas de ambos os estados.
No Sudeste, a previsão é de predomínio de tempo estável, sem chuva. Neste início de semana, entretanto, podem ocorrer chuvas fracas em alguns setores do extremo sul de São Paulo, porções central e nordeste do Rio de Janeiro e na costa litorânea do Espírito Santo.
Há ainda, segundo o Inmet, previsão de intensificação dos ventos nas regiões litorâneas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro até esta quarta-feira (20).
A umidade relativa deve ficar abaixo de 30% nas regiões do Triângulo Mineiro, sul e sudoeste de Minas Gerais e setores central, norte e oeste de São Paulo.
No Centro-Oeste, a previsão é de tempo estável e ausência de chuva em praticamente todos os estados, com exceção do sudoeste do Mato Grosso do Sul, onde podem ocorrer acumulados de chuva superiores a 20 mm, acompanhados de ventos intensos (acima de 60 km/h) e eventual queda de granizo.
O Inmet alerta também para a previsão de umidade relativa do ar abaixo de 30% em praticamente toda a região ao longo dos próximos dias, com maior intensidade no estado de Goiás e no centro-leste do Mato Grosso.
No interior do Nordeste, não há previsão de chuva, com redução da umidade relativa do ar sobretudo na porção central do Piauí e no oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Em pequenas áreas do litoral nordestino, os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm, mas pode ocorrer chuva acima de 20 mm na costa dos estados de Alagoas e Sergipe.
No Norte, áreas de instabilidade devem se concentrar em Roraima, no noroeste e na porção central do Amazonas, com volumes que podem superar 30 mm. Segundo o Inmet, os maiores acumulados de chuva estão previstos para a parte central do Amazonas, podendo ultrapassar os 70 mm.
Já nas regiões centro-sul de Rondônia, sul do Amazonas e Pará, leste do Acre e Tocantins, não há previsão de chuva ao longo da semana. Nessas localidades, a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (19) manter a prisão de Marcelo Câmara, um dos réus da trama golpista e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em junho, a prisão de Câmara foi determinada após o ministro entender que o ex-assessor de Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar que o proibia de usar redes sociais, mesmo com a intermediação de advogados.
No mesmo mês, o advogado de Câmara, Eduardo Kuntz, informou ao Supremo que foi procurado pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, por meio das redes sociais.
Para o ministro, ao interagir com Cid, o defensor “transbordou ilicitamente das obrigações legais de advogado”. Moraes também determinou a abertura de um inquérito para apurar a tentativa de obstrução da investigação da trama golpista por parte do advogado.
Na decisão de hoje, Moraes entendeu que não houve alterações na situação processual do ex-assessor de Bolsonaro.
“Ressalto que a tentativa, por meio de seu advogado, de obter informações então sigilosas do acordo de colaboração premiada de Mauro César Barbosa Cid indicam o perigo gerado pelo estado de liberdade do réu Marcelo Costa Câmara, em tentativa de embaraço às investigações”, decidiu o ministro.
Câmara está preso nas instalações do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Ele tem direito a ficar custodiado nas instalações da força por ser coronel.
Iniciativa na Bolsa de Valores (B3) reunirá, em São Paulo, especialistas para debater a democratização do ensino da Matemática no país no contexto de um mundo cada vez mais tecnológico.
O painel “Como a Matemática vai incluir o Brasil na economia digital” está marcado para a manhã desta quarta-feira (20), das 8h30 às 13h, no auditório da B3, na capital paulista.
Organizado pelo Instituto Sidarta, responsável pelo programa Mentalidades Matemáticas, em parceria com B3 Social, Fundação Itaú e Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), o evento é voltado para educadores, formuladores de políticas públicas e líderes do setor produtivo.
“Especialistas apontam a inteligência artificial como a maior revolução dos próximos séculos. Se isso é um exagero, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: ela já está transformando nossas vidas. Retomar o pensamento matemático e compreender os algoritmos é essencial para que possamos ocupar, de forma consciente e protagonista, o lugar que nos cabe no desenho desse novo futuro”, disse, em nota divulgada pela B3, a presidente do Instituto Sidarta, Ya Jen Chang.
Os debates do painel vão reunir convidados como Jo Boaler, professora da Universidade de Stanford e idealizadora da abordagem Mentalidades Matemáticas (MM); Marcelo Viana, diretor-geral do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada); e Alexsandro Santos, diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC).
Matemática atual
A primeira mesa Qual Matemática estamos falando, terá Jo Boaler e Viana para debater por que é preciso ensinar nas escolas uma matemática atual e conectada com as transformações tecnológicas. Boaler defende ainda a urgência do letramento em dados, fundamental em tempos de fake news e de um volume gigante de informações e conteúdos.
“Vivemos em uma era tecnológica em que a Matemática e a alfabetização de dados são mais essenciais do que nunca. No entanto, preparar os estudantes apenas para executar cálculos – tarefas que os computadores fazem com rapidez – é limitar seu potencial. O que realmente precisamos é incentivá-los a fazer perguntas críticas, explorar diferentes ideias e desenvolver um pensamento adaptável e criativo”, disse, em nota, Boaler.
Quando aprendem a aplicar essa flexibilidade mental aos desafios, os alunos se tornam verdadeiramente capacitados para compreender e transformar o mundo por meio da matemática”, acrescentou.
Participam também do evento Patrícia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social; Luiz Miguel Martins Garcia, presidente da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação); e Thiago Nascimento, diretor-executivo do Instituto Decodifica.
Após os debates, será exibido o documentário Counted Out (Excluídos pela Matemática – em tradução livre), dirigido por Vicki Abeles. A obra provoca reflexões sobre a importância da matemática na sociedade e os desafios enfrentados na educação da disciplina.
Os mesatenistas brasileiros Hugo Calderano e Bruna Takahashi estrearam com vitória nas duplas mistas do Europe Smash, em Malmo (Suécia), e avançaram pela primeira vez às quartas de final desse tipo de competição. O torneio Smash é similar ao Grand Slam no tênis por distribuir mais pontos e reunir a elite do do tênis de mesa. Nesta terça-feira (19), a dupla verde e amarela (cabeças de chave número 8) levou a melhor sobre os australianos Nicholas Lum e Yangzi Liu, ao ganhar por 3 a 1 (parciais de 11/6, 11/7, 7/11 e 11/4).
Calderano e Takahashi terão pela frente nas quartas os japoneses Sora Matsushima e Satsuki Odo, cabeças de chave 4. A partida será nesta quarta (20), a partir das 9h55 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo online (on streaming) no site da World Table Tennis ((WTT), a Federação Internacional de Tênis de Mesa.
O Europe Smash é o sétimo torneio disputado pela dupla brasileira, que mira a Olimpíada de Los Angeles 2028. Em julho, a parceria do carioca com a paulista faturou o primeiro título de duplas mistas no WTT Contender de Buenos Aires (Argentina). Um mês antes, os brasileiros chegaram à final do WTT Contender Liubliana (Eslovênia), mas acabaram com o vice-campeonato.
INDIVIDUAL À VISTA 👀
Nesta quarta-feira (20), nossos craques contam com a sua torcida na disputa do Simples do Europe Smash! 🫵
Hugo e Bruna vão pra mesa pelos 32 avos de final e a gente tá contando os segundos!
Também nesta quarta (20), no período da tarde, Calderano e Takahashi disputam a segunda rodada da disputa individual. Número 3 do mundo, o carioca encara o chinês Wen Rubio (35º no ranking) às 14h10. Na sequência, a partir das 14h45, a mesatenista paulista (19ª) terá uma adversária e tanto pela frente: a japonesa Miwa Harimoto, atual número 6 do mundo.
Na última segunda (18), Calderano avançou na chave de simples ao derrotar na estreia o compatriota Vitor Ishiy por 3 sets a 0. Já Takahashi estreou no domingo (17) vencendo de virada australiana Constantina Psihogios, por 3 sets a 1.
Severina Moreira da Silva, de 65 anos, que recebeu escritura em Uruaçu: “Agora não falta mais nada” (Foto: Octacílio Queiroz)
Agência Goiana de Habitação (Agehab) entregou nesta terça-feira (19/08), em Uruaçu, 73 escrituras definitivas de imóveis a famílias do município. A solenidade ocorreu na Feira Coberta da cidade, como parte das ações do programa Pra Ter Onde Morar – Escritura.
A iniciativa garante, gratuitamente, a entrega do documento que afiança legalmente a propriedade da casa própria a famílias de baixa renda.
Entre os beneficiados estava a aposentada Severina Moreira da Silva, de 65 anos, moradora do Setor Oeste, que esperou quase quatro décadas pela regularização do seu imóvel.
“Foi difícil manter essa casa. Fui arrumando aos poucos. Agora com a escritura, acho que vai mudar muita coisa. A gente pode até vender sem ter problema. Eu fazia tudo que um dono faz, pagava o IPTU, por exemplo, mas ainda estava faltando alguma coisa. Agora não falta mais”, comemora.
Escrituras
O Programa Pra Ter Onde Morar – Escritura tem como objetivo regularizar gratuitamente imóveis de famílias de baixa renda que vivem em moradias construídas e doadas no passado em áreas então pertencentes ao Estado.
O processo inclui levantamento topográfico, cadastro social, elaboração de plantas, registros cartoriais e a entrega da escritura definitiva.
“O programa tem impacto direto na vida das pessoas, porque segurança jurídica é dignidade. A escritura garante que a casa é realmente delas, abre portas para financiamentos, reformas e dá tranquilidade para as famílias”, afirma o presidente da Agehab, Alexandre Baldy.
“Isso resolve um problema que muitas vezes se arrasta por décadas. Estamos transformando a vida das pessoas com ações concretas”, reforça ainda o secretário de Estado da Infraestrutura, Adib Elias.
Casas sorteadas
Ainda nesta terça-feira (19/08), o Governo de Goiás realizou em Mutunópolis sorteio de famílias que serão contempladas com moradias a custo zero do Pra Ter Onde Morar – Construção. O evento foi realizado na Escola Municipal Irmã Francisca Mariosa.
O programa prevê a construção e entrega gratuita de unidades para famílias em vulnerabilidade social. O sorteio é uma das etapas do processo seletivo, que garante transparência e igualdade de acesso aos benefícios oferecidos pelo Estado.
Agência Goiana de Habitação (Agehab) – Governo de Goiás