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PF diz que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil mensais de propina

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A Polícia Federal (PF) apontou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebia R$ 250 mil mensais em propina no esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas.

A conclusão está no relatório de investigação que baseou nesta quinta-feira (13) a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF).

Stefanutto foi preso por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Segundo a PF, o ex-presidente tinha influência na Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e recebia propina utilizando empresas de fachada, como uma pizzaria, uma imobiliária e um escritório de advocacia.

De acordo com os investigadores, ele foi citado na investigação com o codinome “Italiano”. A apuração apontou que grande parte dos pagamentos foram realizados entre junho de 2023 e setembro de 2024.

“Ficou claro que, em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes, utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores. O valor mensal de sua propina aumentou significativamente para R$ 250 mil após assumir a presidência do INSS. Seus pagamentos provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer”, diz a PF. 

Para os investigadores, Stefanutto exerceu “papel de facilitador” do esquema e citou que, antes de se tornar presidente do INSS, ele foi procurador do órgão.

“Stefanutto agiu de forma decisiva em duas frentes: primeiro, facilitando juridicamente a celebração do ACT da Conafer em 2017; e, em segundo, blindando o esquema em sua função como presidente do INSS, o que resultou no aumento da propina mensal para R$ 250 mil”, concluiu a PF.

Segundo os investigadores, o pagamento de propina foi necessário para manter as fraudes de descontos não autorizados.

“O pagamento de valores indevidos aos altos gestores do INSS era necessário porque, sem o apoio deles, seria impossível continuar com uma fraude de tamanha magnitude, que envolvia mais de 600 mil vítimas e gerava milhares de reclamações judiciais e administrativas”, completou o relatório. 

Outro lado

Em nota, a defesa de Alessandro Stefanutto informou que não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão. 

“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota. 

A Conafer disse que está disposta a cooperar com as autoridades para elucidação dos fatos e defendeu a presunção de inocência de integrantes da confederação, que também foram alvo da nova fase da operação.

“Nós reafirmamos, com veemência, o princípio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocência. Todos os citados nela têm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto não houver decisão judicial condenatória definitiva. A Conafer confia nas instituições e, ao mesmo tempo, exige que sejam respeitados os direitos fundamentais dos investigados”, declarou a entidade. 

Fonte: Agência Brasil

STF diz que recreio integra jornada de professores

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (13), em Brasília, que o intervalo de recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares.

Pelo entendimento dos ministros, a regra é que o recreio faz parte da jornada. Contudo, os empregadores poderão comprovar na Justiça do Trabalho casos em que os profissionais se dedicam exclusivamente a atividades pessoais durante o intervalo e não fazem atendimentos aos alunos ou outras tarefas.

Antes da decisão, o recreio deveria ser computado obrigatoriamente, sem exceções, como parte da jornada de trabalho, ou seja, tempo à disposição do empregador.

A partir de agora, no caso de uma eventual disputa judicial, o tempo à disposição deve ser comprovado em cada caso concreto.

Constitucionalidade

O STF julgou a constitucionalidade de decisões da justiça trabalhista que reconheceram que o período de recreio sempre faz parte da jornada de trabalho dos profissionais. 

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades (Abrafi). A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a questão. 

Discordância

A votação do caso foi iniciada na sessão de ontem (12), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, discordou do entendimento de que o período de recreio deve ser computado obrigatoriamente. 

Na sessão de hoje, o Supremo finalizou o julgamento e o entendimento do relator foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

O presidente do STF, Edson Fachin, que tinha votado sobre a questão, foi o único vencido. Para ele, os intervalos devem ser computados como tempo à disposição das escolas. 

Em março do ano passado, Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam do tema para aguardar o posicionamento final do STF sobre a questão. Com o fim do julgamento, os processos vão ser retomados e deverão seguir o novo entendimento da Corte. 

Fonte: Agência Brasil

CLDF concede medalha do Mérito Legislativo ao empresário André Brandão

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A iniciativa da homenagem foi do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz

Ex-administrador do Guará, o empresário André Brandão Peres foi agraciado nesta quinta-feira (12) com a medalha da Ordem Mérito Legislativo do Distrito Federal, honraria concedida pela Câmara Legislativa, que reconhece personalidades, civis ou militares, nacionais ou estrangeiras, por serviços prestados ao Distrito Federal. A iniciativa da homenagem foi do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB).

Durante a entrega da medalha, o parlamentar destacou a importância do homenageado para o setor produtivo do Distrito Federal. Por sua vez, André Brandão, que foi condecorado no grau de Comendador, além de agradecer a honraria, colocou-se à disposição para “ajudar o DF no que for necessário”. Brandão, que é empresário do setor da construção civil e ocupou cargos na CLDF e órgãos do GDF, esteve acompanhado de familiares.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Mérito Legislativo

A Ordem do Mérito Legislativo do Distrito Federal, instituída pelo Decreto nº 8/1991, possui seis graus: Grande Colar, Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.  As insígnias de cada grau são concedidas mediante proposta do Conselho da Ordem, dirigido pelo presidente da Câmara Legislativa – que é o grão-mestre e o chanceler da Ordem – e formado pelos membros da Mesa Diretora da Casa.

Fonte: Agência CLDF

Arthur Elias convocação seleção para últimos amistoso do ano na Europa

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A seleção brasileira feminina de futebol foi convocada nesta quinta-feira (13) para os dois últimos amistosos do ano: contra a Noruega em 28 de novembro e contra Portugal em 2 de dezembro, ambos na Europa. O técnico Arthur Elias elencou 24 jogadoras para os jogos que servem de preparação para a Copa do Mundo de 2027, no Brasil. Entre as novidades em relação à última convocação, estão os retornos das atacantes Gabi Zanotti e Gabi Portilho, das meias Brena e Yayá, da zaqueira Fê Palermo e das goleiras Thaís e Lelê.

“São dois adversários fortes, que a gente ainda não jogou, desde que eu assumi a seleção. É uma oportunidade de enfrentar duas seleções europeias, nem sempre a gente tem calendário para isso”, pontuou o treinador durante o anúncio das convocadas na sede da CBF no Rio de Janeiro.

Em outubro, a Amarelinha somou duas vitórias importantes em amistosos fora de casa, o primeiro contra a Inglaterra (2 a 1) e depois contra a Itália. No confronto contra as italianas, Laís Estevam (Palmeiras) machucou o joelho e segue em recuperação. Outras duas ausências na atual convocação são as jogadoras Kerolin (Manchester City) e Gio Garbelini (Atlético de Madrid), ambas também por lesões.

Desde que conquistou a Copa América, a seleção feminina já soma oito jogos sem perder. Arthur Elias avalia como positivo o retrospecto da equipe.

“Desde que assumi [setembro de 2023] foram 20 adversários diferentes, a seleção venceu as 20 equipes que enfrentou, com desvantagem apenas contra a seleção americana. São dois confrontos importantes para estender esse leque até 2027, ano de Copa do Mundo feminina, com adversários que foram muito bem na última Data Fifa. Portugal venceu os Estados Unidos e a Noruega venceu o Japão. É mais uma oportunidade de evoluir a seleção e encerrar bem esse ano”, concluiu.

Amistosos

Brasil x Noruega – 28/11 (uma sexta), às 15h (horário de Brasília), no Estádio Municipal de La Linea (Espanha);

Brasil x Portugal –  02/12 (terça), Às 16h45, no Estádio Municipal de Aveiro (Portugal).



Fonte: Agência Brasil

Câmara discute recomposição de gratificação para servidores federais cedidos à secretaria de Saúde

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A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quinta-feira foi transformada em comissão geral para debater sobre a recomposição de uma gratificação paga a servidores federais cedidos à secretaria de Saúde do GDF, conhecida como Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF (PaSUS). O debate foi sugerido pelo deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF.

Ricardo Vale destacou que a PaSUS se encontra com valores defasados, e pediu que o governo olhe com mais atenção para o problema. Segundo ele, os servidores federais cedidos para a secretaria de Saúde vêm enfrentando dificuldades para serem remunerados dignamente.

O distrital informou que, antes de marcar o debate sobre o tema, conversou com a vice-governadora Celina Leão e ela se mostrou solidária ao tema e prometeu fazer o que for possível junto à secretaria de Economia e ao governador Ibaneis Rocha. “Essa luta não se trata de disputa política ou ideológica, mas de fazer justiça a trabalhadores que merecem e que são muito importantes para o Distrito Federal. Conversei com vários deputados e o que posso garantir é que, se depender desta Casa, nós vamos recompor esta gratificação”, disse.

 

Deputado Ricardo Vale. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF​​​​​​

Vale entregou o texto de uma minuta de projeto que concede o reajuste para os representantes do GDF participantes do debate, uma vez que a proposta tem que ser apresentada pelo Executivo. O texto é de autoria de vários deputados, com a participação dos sindicatos.

O presidente da Câmara, deputado Wellington Luiz (MDB), afirmou que o que acontece com a categoria é uma grande injustiça, que precisa ser reparada. “É papel nosso, da Câmara Legislativa, e do Executivo, resolvermos isso. Não vamos descansar enquanto não repararmos este prejuízo que foi dado a vocês”, assinalou ele.

 

Deputado Wellington Luiz. Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Carlos Henrique Bessa Ferreira, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindisep – DF), lembrou que recomposição chegou a ser aprovada pela Câmara há alguns anos, mas a Justiça derrubou a medida alegando vício de origem, porque o projeto era de iniciativa do ex-deputado Agaciel Maia. Desde então, a categoria vem lutando para que o governador encaminhe um projeto fazendo a recomposição da PaSUS. “A situação dos servidores é calamitosa, pois muitos fizeram empréstimos com base nos valores recebidos antes da derrubada dos valores atualizados da gratificação e agora não conseguem pagar”, completou, acrescentando que os servidores cedidos atuam em diversas frentes da saúde pública local, especialmente nas ações de combate à dengue.

O secretário executivo de gestão administrativa da Secretaria de Saúde, Valmir Lemos de Oliveira, afirmou que o fato de um projeto ser inconstitucional “não quer dizer que ele seja injusto, muitas vezes basta traçar um novo caminho”. O secretário disse que é possível uma alternativa “para estes quase 500 trabalhadores”. “Estamos aqui para ajudar a resolver esta questão. E nos colocamos à disposição para ajudar no que for necessário e fazer os ajustes necessários no texto do projeto”, finalizou.

O deputado federal Reginaldo Veras (PV – DF) disse que a valorização destes trabalhadores é muito importante para o DF, pois eles trabalham no combate das endemias. Lembrou ainda que entrou na luta pela recomposição da PaSUS em 2017, quando exercia mandato de deputado distrital, e desde então assumiu o compromisso de jamais abandonar a categoria.

O assessor especial da vice-governadoria do GDF, Ricardo Grossi, garantiu o comprometimento da vice-governadora Celina Leão com a causa. De acordo com ele, o Governo fará o possível para que as demandas sejam atendidas.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Já o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no DF (Sindiprev – DF), César Henrique Melchiades Leite, frisou que estes servidores estão há 40 anos convivendo com a população do DF, “visitando desde as casas mais abastadas até o barraco mais simples”. Ele ressaltou a importância do SUS “como o melhor sistema do mundo, assim como os servidores também são os melhores”. Para o diretor, a recomposição tem que ser urgente para garantir que esteja prevista no próximo Orçamento e seja paga antes do período eleitoral.

Também participaram do debate a diretora do Sindiprev – DF, Antônia Ferreira, e Valéria Menezes de Oliveira, representante técnica da subsecretaria de gestão de pessoas da secretaria de Saúde.

Veja mais fotos do evento no Flickr da Agência CLDF.

Fonte: Agência CLDF

UFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis

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Terminam nesta sexta-feira (14) as inscrições para ingresso na graduação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 2026 para pessoas transexuais e travestis. Estão sendo ofertadas vagas nos 66 cursos da instituição.

Para concorrer é preciso ter concluído o ensino médio e apresentar uma autodeclaração informando sua identidade de gênero – se se considera uma pessoa transexual, transgênero, travesti ou não-binária. Os candidatos ainda precisam enviar um memorial descritivo, documento em que resumem sua trajetória de afirmação de gênero. 

Os interessados devem preencher um formulário online no site da UFSCar e indicar qual nota deve ser considerada, entre as edições de 2021 a 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aquela em que apresentaram melhor desempenho.

A verificação das autodeclarações será feita pela Comissão Institucional de Verificação da Autodeclaração Trans (Civat), sob responsabilidade da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade). A UFSCar garante a participação no processo da comunidade trans e de pessoas com atuação nas políticas de diversidade.

Todas as informações sobre a seleção, incluindo requisitos, etapas e prioridades de convocação, constam do edital do processo seletivo, disponível no Portal do Ingresso da UFSCar. 

As convocações e demais etapas do processo serão publicadas no endereço ingresso.ufscar.br. Dúvidas e solicitações de esclarecimentos devem ser encaminhadas à Central de Atendimento ao Ingresso na Graduação.

Fonte: Agência Brasil

Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde

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A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Esse resultado representa recuo de 3,7% em comparação a este ano, que marca um recorde. 

As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, todos os meses, apresenta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Essa é a primeira edição a trazer dados para 2026.

Para este ano, a estimativa do IBGE é de uma safra de 345,6 milhões de toneladas, a maior já observada no país, sendo 18,1% mais volumosa que a de 2024.

Ao comentar a passagem de um ano com colheita recorde para outro com recuo na safra, o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, aponta a influência de fatores climáticos.

“Em 2025, a gente teve um clima que favoreceu muito o desenvolvimento das lavouras, a gente tem recorde de produção para várias culturas, como soja, milho, sorgo [cereal], algodão”, disse.

“Para 2026, a gente está no início de safra ainda, então a gente trabalha muitas vezes com médias ainda de rendimentos de anos anteriores, por isso também essa queda um pouco da produção e, provavelmente, o clima não será assim tão favorável”, completa.

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Guedes descreve que 2026 será o ano sob a influência do fenômeno La Niña, com resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.

Apesar de menor volume de produção, o IBGE aponta que a área a ser colhida deve ser maior em 2026. São estimados 81,5 milhões de hectares, quase o tamanho do Mato Grosso, expansão de 1,1% na comparação com 2025.

Culturas agrícolas

O levantamento do IBGE investiga 16 produtos: algodão (caroço de algodão), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale (originário do cruzamento entre trigo e centeio), canola e gergelim. Os dois últimos aparecem pela primeira vez na pesquisa.

Na comparação dos prognósticos de 2025 e 2026, a agricultura brasileira deve ter redução principalmente nas seguintes culturas:

  •  milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas)
  •  sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas)
  •  arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas)
  •  algodão (-4,8% ou -466,9 mil toneladas)
  •  trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas),
  •  feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas)
  •  amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas)

Ao comentar a queda da produção de milho, o pesquisador do IBGE avalia que não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente.

“Além disso, ainda pairam muitas dúvidas quanto à janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de verão encontram-se ainda em desenvolvimento no campo”, explica Guedes.

Influência dos preços

De acordo com o analista, preços mais baixos do algodão, arroz e feijão levam produtores a diminuir as áreas plantadas.

No caso do algodão, ele explica que 3 anos de safra crescente derrubaram o valor da colheita.

“Manteve a oferta alta e diminuiu os preços, então as margens estão apertadas para os produtores e a tendência é de redução na área de plantio”, disse.

Na agricultura, os produtores podem escolher qual produto plantar, baseados em informações de rentabilidade.

O feijão deve ver a safra (3 milhões de toneladas) reduzir 1,3%. “Mas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro”, ressalva o IBGE.

Soja

No sentido oposto, o IBGE estima crescimento na safra da soja, que deve expandir 1,1% e chegar a 167,7 milhões de toneladas. O país é o maior produtor e maior exportador global da oleaginosa.

“A área plantada deve crescer 0,3%; e a produtividade, 0,8%, muito em função da possível recuperação da safra gaúcha, muito prejudicada em 2025. Chuvas escassas e irregulares têm trazido preocupação aos produtores do Centro-Oeste”, explica o IBGE.

O IBGE divulgou também que a capacidade de armazenagem agrícola no país cresceu 1,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com o segundo semestre de 2024, chegando a 231,1 milhões de toneladas.

Capacidade dos métodos de armazenamento:

  •  silos: 123,2 milhões de toneladas (53,3% da capacidade útil total do país);
  •  armazéns graneleiros e granelizados: 84,2 milhões de toneladas (36,4%);
  •  armazéns convencionais, estruturais e infláveis: 23,8 milhões de toneladas (10,3%).

Em 30 de junho deste ano o Brasil tinha estoque total de 79,4 milhões de toneladas. Mais da metade era soja (48,8 milhões de toneladas), seguida pelo milho (18,1 milhões), arroz (6,1 milhões), trigo (2,4 milhões) e café (600 mil).

A capacidade de armazenagem e gerenciamento de estoque são utilizados na agricultura com forma de buscar maior rentabilidade para o agricultor, permitindo a escolha do melhor momento para a venda da produção no mercado.

Conab

Também nesta quinta-feira, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, divulgou que a safra 2025/2026 deve ser de 354,8 milhões de toneladas de grãos. 

Fonte: Agência Brasil

Lula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, nesta quinta-feira (13), seus ministros que já foram governadores para tratar dos projetos sobre segurança pública em tramitação na Câmara dos Deputados. Lula pediu empenho desses ministros na articulação política para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo em abril, e do projeto de lei (PL) Antifacção, encaminhado no final de outubro.

“Os ministros, claro, foram governadores, têm relação com os deputados das suas bancadas, conversam. Então, acho que isso também nos ajuda muito na articulação lá dentro do Congresso”, disse a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, após a reunião com Lula.

De acordo com a ministra, a intenção da reunião era ouvir a experiência de cada um deles sobre o tema e sobre a tramitação dos projetos.

“Foi uma reunião muito interessante e produtiva porque os nossos ministros ex-governadores reiteraram a importância da aprovação desses marcos legais”, acrescentou a ministra.

Entre os pontos principais da PEC da Segurança Pública, o governo defende a integração das forças federais com as estaduais e municipais para “combater efetivamente” o crime organizado. “Isso dá condições de integrar o trabalho das forças de segurança desde o planejamento à ação”, disse Gleisi.

Sobre o último relatório do PL Antifacção, apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a ministra afirmou que ainda há questões que preocupam o governo, como a apreensão de bens apenas após o trânsito em julgado do processo e a tipificação penal. Segundo ela, o texto precisa deixar claro o tipo penal de facção criminosa – que é um conceito mais complexo de domínio territorial e econômico – diferente de organização criminosa.

Em meio a esse cenário de divergências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, adiou para a próxima terça-feira (18), como pauta única, a discussão e votação do texto.

Para Gleisi, o governo tem um “acúmulo grande de discussão dessa matéria” e está preparado para fazer a defesa do projeto em plenário.

“O governo se dedicou por seis meses para elaborar esse projeto, esse projeto não nasceu em dois dias. Foi um projeto discutido com especialistas, com a universidade, com autoridades da área de segurança dos estados. Enfim, foi um projeto bastante robusto e bastante estudado. Então nós temos condições de fazer esse debate”, afirmou.

Os ministros que participaram da reunião foram Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente); Rui Costa (Casa Civil); Renan Filho (Transportes); Camilo Santana (Educação); Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome); e Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional).

Também estiveram presentes a ministra Gleisi e os ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad.

 

Fonte: Agência Brasil

Contraventor e ex-PM vão a julgamento pela morte de Alcebíades Garcia

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão, em segunda instância, para que o contraventor Bernardo Bello e seu comparsa, o ex-policial Wagner Dantas Alegre sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelo homicídio do também contraventor Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid.

Ele foi assassinado na porta de casa, quando retornava de madrugada dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no carnaval de fevereiro de 2004.

Alcebíades era irmão do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, assassinado em 1999. Ele era uma figura de destaque no jogo do bicho no Rio de Janeiro e sua morte gerou uma disputa com mortes entre os herdeiros da família. 

Bernardo Bello foi casado com uma das filhas de Maninho, Tamara Garcia, com quem tem um filho e começou no jogo do bicho após a morte de Maninho e do pai dele, Waldemir Paes Garcia, conhecido como seu Miro, que foi presidente da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Ele morreu pouco tempo após a morte de Maninho, por problemas de saúde.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Wagner Dantas Alegre é ex-policial militar e matador de aluguel. Ele se uniu a Fernando Bello e foi o responsável pela morte de Bid, de acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital. Atualmente ele está foragido. Fernando Bello também está foragido da Justiça e ainda não foi localizado.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou os pedidos formulados pelas defesas de Bernardo Bello e Wagner Alegre.

Após sustentação oral apresentada por procuradora de Justiça integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, os desembargadores rejeitaram, por unanimidade, o recurso dos réus.

Segundo o MPRJ, o homicídio de Bid foi cometido em um contexto de intensa e sangrenta disputa pelos pontos de exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro.

A denúncia descreve que Bernardo Bello ordenou e coordenou as ações para o assassinato do rival, Alcebíades Garcia, enquanto Wagner Alegre, segurança de Bello, foi o autor dos disparos.

O atentado ocorreu em pleno carnaval, na madrugada de 25 de fevereiro de 2020, quando Alcebíades voltava da Marquês de Sapucaí.

Ainda de acordo com o MPRJ, o crime contou com a participação de seguranças de Bid, também denunciados, que forneceram informações essenciais para concretizar o homicídio.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Ex-assessor de Moraes vira réu no Supremo

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (13), em Brasília, tornar réu o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação penal.

O ex-assessor foi investigado pela Polícia Federal pelo vazamento de conversas com outros funcionários do gabinete do ministro. 

Segundo Tagliaferro, as conversas revelariam supostas ilegalidades que teriam sido cometidas quando Moraes ocupou o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022. O ministro sempre negou qualquer irregularidade. 

Tagliaferro foi contratado pelo próprio ministro para trabalhar na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), seção que funcionou no TSE durante as eleições presidenciais.

Em 2023, o ex-assessor foi demitido pelo ministro após ser acusado de violência doméstica. 

Julgamento

Além de Alexandre de Moraes, relator do caso, os ministros Cristiano Zanin, Flavio Dino e Cármen Lúcia votaram para tornar o acusado réu. 

No entendimento de Moraes, Tagliaferro divulgou informações sigilosas, por meio de entrevistas à imprensa, e repassou diálogos mantidos com servidores do TSE sobre processos que estavam em andamento no tribunal.

Sobre o fato de julgar seu ex-assessor, o ministro rejeitou se declarar impedido para analisar o processo.

“Não há qualquer elemento concreto que demonstre interesse pessoal deste relator no desfecho da causa, tampouco situação que se enquadre nas hipóteses legais de impedimento. A mera vinculação institucional ou hierárquica entre o órgão presidido e servidores investigados não caracteriza interesse direto ou indireto no feito, sendo insuficiente para afastar a competência regularmente estabelecida”, afirmou.

Tagliaferro tem dupla cidadania e está na Itália. Ele é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. 

Fonte: Agência Brasil