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João Fonseca integra quinteto brasileiro convocado para Copa Davis

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O time brasileiro que enfrentará a Grécia fora de casa pelo Grupo Mundial 1 da tradicional Copa Davis já está definido. O jovem carioca João Fonseca, número 45 do mundo lidera a lista, que tem também o paranaense Thiago Wild (143º no ranking), o campinense Maheus Pucinelli (281º) e a parceria do gaúcho Rafael Matos com o mineiro Marcelo Melo, respectivamente 48º e 52º no ranking mundial de duplas.  O quinteto foi anunciado nesta terça-feira (2) pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Os jogos ocorrerão em quadra de piso rápido nos dias 13 e 14 de setembro, em Atenas. A vitória do Brasil garantirá o retorno do país à fase classificatória na próxima temporada.

Os convocados hoje (2) são os mesmos que defenderam a amarelinha fora de casa contra a França em fevereiro, na fase classificatória do Final 8 da Copa Davis (oito melhores seleções). Na ocasião, o Brasil foi superado pela França por 4 a 0.  Apesar do revés, o técnico Jaime Oncis repetiu a lista pois confia que o momento atual dos jogadores é diferente do início do ano.

“O João que vem jogando muito bem em seu segundo ano como profissional no circuito, uma temporada com várias experiências e novas vivências. O Wild e o Pucinelli fizeram parte da equipe no último confronto diante da França e nessas condições, nesse tipo de piso, são jogadores que se adaptam bem. A dupla com o Marcelo e com o Rafa que estão jogando juntos há dois anos e vem de uma conquista importante em Winston-Salem [Estados Unidos], praticamente com as mesmas condições que iremos enfrentar diante dos gregos em um piso duro e quadra outdoor. Então estamos bastante confiantes, acreditamos muito que podemos voltar de Atenas com uma vitória e contamos com o apoio de toda a torcida brasileira”, afirmou o treinador.

Brasil e Grécia se enfrentaram apenas uma vez na Copa Davis, lá se vão mais de seis décadas. Em 1963,  dupla amarelinha formada por José Edison Mandarino e Ronald Barros derrotou os gregos Nikolaos Kalyvas e Nicky Kalogeropoulos por 3 jogos a 2.

Formato da competição

Estão previstas ao todo cinco partidas. No primeiro dia, 13 de setembro (um sábado), a partir das 11h (horário de Brasília), haverá duas partidas de simples em sequência. No domingo (14),  às 10h, será disputado jogo de duplas e outro de simples. Se houver empate ao final dos quatro embates, ocorrerá mais uma partida de simples para definir a seleção vencedora.

Perfil dos convocados

João Fonseca – número 1 do Brasil, o carioca de 19 anos competirá pela quarta vez na carreira na Copa Davis. João iniciou a temporada de 2025 na 145º posição no ranking mundial e rapidamente começou a ascender. No final de fevereiro, o carioca entrou no top 100 após conquistar o ATP de Buenos Aires, seu primeiro título profissional. A partir daí, passou a ser convidado a disputar os principais torneios do circuito como o Masters 1000 e os Grand Slam. Em março foi campeão do Challenger de Phoenix e subiu mais 20 posições. Desde então, o brasileiro virou um expoente do tênis mundial e ocupa atualmente a 45ª posição.

Thiago Wild – tenista paranaense de 25 anos é o segundo melhor do País. Está é a nona vez que Thiago é convocado para a competição. Soma ao todo nove títulos, cinco deles no ATP Challenger. Conquistou o Chile Open 2020 ao derrotar na final o norueguês Casper Ruud. Três anos depois, avançou  à terceira rodada de Roland Garros, ao eliminar o russo Daniil Medvedev, na época número 2 do mundo.

Matheus Pucinelli – nascido em Campinas (SP), o tenista de 25 anos é o número 6 do Brasil. Possui cinco títulos, entre eles o Challenger 50 no Chile (2023). Matheus se prepara para sua quinta participação na Copa Davis.

Marcelo Melo – mais experiente do quinteto, o mineiro de 41 anos vai disputar a Copa Davis pela 27ª vez na carreira. Marcelo é o número 1 do mundo em duplas. Ele coleciona 40 títulos no circuito internacional, incluindo dois Grand Slams (Roland Garros em 2015 e Wimbledon em 2017) e nove Masters 1000.

Rafael Matos – o gaúcho de 29 anos é bicampeão do Rio Open, possui nove conquistas de ATP 250, a mais recente foi em agosto – o Torneio de Winston-Salem (EUA), ao lado de Marcelo Melo -,  dois ATP 500 e o Australian Open 2023 de duplas mistas ao lado da compatriota Luísa Stefani.  Rafael ocupa a 48ª posição no ranking mundial de duplas.

Fonte: Agência Brasil

Wellington Luiz e Hermeto defendem proposta salarial do GDF para as forças de Segurança

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Os deputados Wellington Luiz e Hermeto, ambos do MDB, usaram o microfone da tribuna do plenário da Câmara Legislativa, na sessão deste terça-feira (2), para defender a proposta salarial elaborada pelo governador Ibaneis Rocha para os servidores da Segurança Pública do DF. Encaminhada para o governo federal, já que as despesas são pagas com recursos da União, a proposta precisa contar com o aval do presidente da República e do Congresso Nacional.

“A ideia é que os efeitos financeiros começassem a valer a partir de setembro, mas ainda está no governo federal. Isso causa aflição e preocupação”, apontou Wellington Luiz, pedindo a intervenção dos colegas distritais do PT junto ao presidente Lula: “Se não houver o devido encaminhamento para a reestruturação das forças, sem dúvida haverá reação das categorias, o que não seria uma coisa boa”, alertou.

 

O deputado Hermeto, por sua vez, avaliou que o percentual de recomposição salarial proposto pelo governo federal “fere” a proposta encaminhada pelo chefe do Executivo distrital. “O governador fez todos os cálculos; vamos aprovar da forma que foi enviada”, defendeu. O distrital destacou que o presidente Lula “sempre teve um carinho especial pela Polícia Militar” e reforçou o pedido de apoio dos colegas petistas.

Fonte: Agência CLDF

João Cardoso incentiva empórios rurais no Jardim Botânico e em Brazlândia 

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Na sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (2), o deputado João Cardoso (Avante) ressaltou o “sucesso danado” do empório rural de Sobradinho e defendeu a instalação de outros no Jardim Botânico e em Brazlândia.

O parlamentar informou que, no caso do Jardim Botânico, já há uma área reservada e um projeto definido. Ele também disse que irá destinar recursos, por meio de emendas, para a instalação e pediu o apoio de outros colegas.

“Será feito outro empório lá em Brazlândia, onde temos vários produtores rurais”, acrescentou o distrital. João Cardoso finalizou explicando que os empórios fornecem “excelente serviço para a comunidade, bem como são uma oportunidade para os produtores e feirantes venderem seus produtos”.

Denise Caputo – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Imprensa ocidental destaca ineditismo do julgamento de Bolsonaro

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Alguns dos principais jornais ocidentais destacaram nas primeiras páginas de seus sites, na manhã desta quarta-feira (2), o julgamento por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados, entre generais e políticos. 

Os jornais consultados pela Agência Brasil ressaltaram, entre outros fatos, o caráter inédito do processo no Brasil que, mesmo com longo histórico de golpes de Estado, nunca julgou os acusados de tentar violar o regime político vigente.

>> Acompanhe ao vivo o julgamento de Bolsonaro e dos réus do núcleo 1 da trama golpista

O jornal dos Estados Unidos (EUA) The Washington Post lembrou da pressão do presidente americano, Donald Trump, contra o julgamento, com o título: No julgamento de Bolsonaro, o Brasil confronta Trump — e seu passado autoritário.

O periódico da capital estadunidense diz que, apesar do longo histórico de golpes no país, nenhum general ou político brasileiro havia sido julgado por esse tipo de crime.  

“Desde a sua fundação, o espectro do autoritarismo paira sobre o Brasil. O país sofreu mais de uma dúzia de tentativas de golpe e passou décadas sob ditaduras. Mas ninguém na história do Brasil — nem general nem político — jamais foi julgado em um tribunal por subverter a vontade do povo”, disse o The Washington Post.

>> Panorama espantoso e tenebroso, diz PGR sobre plano para golpe

Por sua vez, o The New York Times (NYT) estampou o título Como Tentar, e Fracassar, Dar um Golpe. O jornal nova iorquino faz uma retrospectiva de todo o processo, destacando que “as evidências sugerem que foi assim que ele tentou” dar um golpe após perder as eleições de 2022.

A jornalista Ana Ionova diz ter analisado dezenas de horas de depoimentos e lido centenas de páginas do processo para reconstruir o caso que levou Bolsonaro, generais e políticos ao banco dos réus.

“Em um caso que muitos veem como um teste crucial para a jovem democracia do país. Com um vasto acervo de provas processuais, a maioria dos analistas afirma que é quase certo que ele será considerado culpado e poderá enfrentar décadas de prisão”, escreveu o NYT.

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Europa

O jornal britânico The Guardian também destacou a ineditismo do processo contra o ex-presidente da República.

“Pela primeira vez na história brasileira, figuras tão poderosas enfrentam a Justiça por tentarem derrubar a democracia do país”, publicou o Guardian.

Além de lembrar que as pressões de Trump contra o julgamento “abalaram as relações EUA-Brasil”, o jornal inglês também recordou que o Brasil sofreu uma dúzia de tentativas de golpe de Estado desde 1889 [ano da proclamação da República].

“A última tomada de poder bem-sucedida ocorreu em 1964, quando generais apoiados pelos EUA depuseram o então presidente, João Goulart, supostamente para frustrar uma ameaça comunista, inaugurando 21 anos de um regime militar brutal”, escreveu o jornalista Tom Phillips.

Na França, o jornal Le Figaro, em parceria com a agência AFP, também francesa, lembrou que o julgamento ocorre apesar da pressão de Trump. “Seu julgamento está no centro de uma crise sem precedentes entre Brasil e Estados Unidos”, diz o jornal parisiense.

A publicação espanhola El País também destacou na capa o julgamento brasileiro iniciado nesta terça-feira (2), com o título Brasil contra Bolsonaro: chaves de um julgamento histórico por intenção de golpe de Estado.

“Nunca antes um ex-presidente ou militar brasileiro havia sido responsabilizado por um golpe. Até agora”, escreveu a jornalista do jornal espanhol Naiara Galarraga Gortázar.

Também europeia, a revista britânica The Economist dedicou a capa de sua edição de cinco dias atrás ao julgamento de Bolsonaro e dos réus da trama golpista. Bolsonaro ilustra a capa com o rosto pintado de verde e amarelo e um chapéu viking de pele de animal, em uma referência a um dos apoiadores de Trump que invadiram o Capitólio nos Estados Unidos, em janeiro de 2021.

Com o título O que o Brasil pode ensinar à América, a reportagem detalha o julgamento e afirma que o Brasil “dá um exemplo de maturidade democrática aos Estados Unidos”, que, segundo a revista, está se tornando “mais corrupto, protecionista e autoritário”.  

 

Fonte: Agência Brasil

Conab anuncia R$ 300 milhões para produtores de arroz na safra 2025/26

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a destinação de mais R$ 300 milhões para compra de arroz, com o objetivo de “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. Com os recursos, será possível garantir contratos para, aproximadamente, 200 mil toneladas do grão, da safra 2025/2026.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, nesta segunda-feira (1º), durante evento agropecuário em Esteio, no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o mecanismo de Contratos de Opção de Venda (COV) funciona como um seguro de preços ao produtor.

“É a mão amiga do governo federal sinalizando, antes mesmo da semeadura, a opção de venda por um preço que viabiliza economicamente o cultivo de arroz, permitindo que o produtor possa fazer o planejamento da sua lavoura, com a segurança de que terá uma remuneração adequada na comercialização do produto”, afirmou, em comunicado divulgado pela Conab.

A companhia explica que, na prática, quem aderir ao COV garante o direito, e não a obrigação, de vender arroz ao governo federal por um valor previamente fixado, o que visa estimular a produção. Caso o mercado ofereça um preço mais vantajoso no momento da venda do produto, o produtor poderá optar por não executar o contrato com a Conab, sem custos adicionais, e aproveitar o melhor preço.

Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos, utilizados pela Conab para abastecer a população em situações de crise ou emergência, além de evitar oscilações bruscas de preço ao consumidor.

Os detalhes da nova operação, como os preços a serem pagos aos produtores, as datas de negociação e vencimento dos contratos, ainda serão definidos e publicados em portaria interministerial e editais da Conab.

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Terceira rodada

Esta é a terceira rodada de COV lançada pela Conab em apoio aos produtores de arroz em menos de um ano, com a mobilização de recursos, até agora, na ordem de R$ 1,5 bilhão.

No final de 2024, a estatal já havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, somando até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Em uma ação preventiva, em que a Conab previa um cenário de oferta abundante, a estatal sinalizou um preço acima de R$ 87 pela saca de 50 quilos de arroz em casca. Naquela ocasião, 91 mil toneladas foram negociadas e parte já está incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, a companhia lançou uma segunda rodada de COV frente à queda dos preços na comercialização da atual safra. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual de mercado caiu mais de 42% e chegou a R$ 65,46 para a saca de 50 quilos.

Nesta segunda rodada, os preços sinalizados pelo governo foram de cerca de R$ 74. Houve grande adesão e quase 100% dos contratos foram vendidos, o que equivale a 109,2 mil toneladas.

*Com informações da Conab

Fonte: Agência Brasil

Brasil Soberano será tema do desfile de 7 de setembro em Brasília

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Brasil Soberano será o tema central do desfile cívico-militar de 7 de setembro, em Brasília, no próximo domingo (7). O evento começa às 9h na Esplanada dos Ministérios e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros e outras autoridades.

A soberania do país será destacada por meio de três eixos temáticos, dois deles intitulados Brasil dos Brasileiros e Brasil do Futuro. Um terceiro eixo trata da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro, e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Além disso, há a programação tradicional das tropas das Forças Armadas, como os desfiles motorizado e da cavalaria, a apresentação da pirâmide humana e da Esquadrilha da Fumaça e honras militares.

Brasil Soberano também é o nome do plano lançado pelo governo federal para amparar empresas que tenham prejuízo com as recentes medidas anunciadas pelos Estados Unidos, de taxar em 50% as exportações brasileiras.

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Para o desfile de 7 de Setembro, o público poderá acessar as arquibancadas na Esplanada dos Ministérios a partir das 6h30, com pontos de revista instalados. Estão proibidos itens como armas, objetos cortantes, substâncias inflamáveis, recipientes de vidro, fogos de artifício, mochilas de grande porte, barracas e drones sem autorização.

A segurança já está reforçada na região em razão do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus, por tentativa de golpe de Estado. Para o desfile, o trânsito de carros será interditado na tarde do sábado (6).

O Comando Móvel da Polícia Militar do Distrito Federal estará presente no local, no domingo. 
 

Fonte: Agência Brasil

Rio combaterá violência contra trabalhadores de aplicativos

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A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) criou um disque-denúncia para registrar casos de violência contra trabalhadores de aplicativos. A medida é uma resposta direta ao aumento de episódios de agressão e criminalização desses profissionais, como o recente caso do entregador baleado por um policial penal na Taquara, informou a Alerj. 

O canal ficará disponível no telefone (21) 98261-6266 para receber denúncias de agressões físicas, ameaças, assédio e outras violações de direitos enfrentadas por entregadores, motoristas e prestadores de serviço em plataformas digitais.

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Visibilidade

Segundo a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), presidenta da Comissão de Trabalho, a iniciativa busca dar visibilidade a situações de violência que muitas vezes não chegam às autoridades competentes.

“É inaceitável que trabalhadores que sustentam o cotidiano da cidade, garantindo alimentação e mobilidade, sigam expostos a agressões e humilhações. O disque-denúncia será um instrumento para registrar, acompanhar e encaminhar esses casos, fortalecendo a proteção da categoria”, afirmou.

 

Fonte: Agência Brasil

Crime da 113 Sul: por 3 a 2, STJ anula condenação de Adriana Villela

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A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (2), por 3 votos a 2, anular a condenação a 61 anos de prisão da arquiteta Adriana Villela pelo Tribunal do Júri, no caso que ficou conhecido como “Crime da 113 Sul”, em Brasília. 

O crime ocorreu em 2009, quando o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a esposa dele, Maria Carvalho Villela, e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, foram mortos a facadas no apartamento em que moravam na quadra 113 da Asa Sul, bairro de Brasília.

Após a investigação, Adriana Villela, filha do casal, foi acusada de ser a mandante do crime. Segundo o processo, os executores foram um ex-porteiro do prédio, seu sobrinho e outro comparsa. A motivação seria dinheiro. 

Julgamento

No STJ, prevaleceu o entendimento do ministro Sebastião Reis Júnior. Para ele, houve cerceamento de defesa pela falta de acesso do advogado a depoimentos colhidos pela polícia e que imputaram a Adriana a autoria do assassinato. 

Tais depoimentos foram apresentados somente no dia do julgamento do caso e, por isso, impediram uma preparação adequada da defesa, decidiu a maioria. Além de Reis Júnior, votaram nesse sentido o ministro Antônio Saldanha Palheiro e o desembargador convocado Otávio de Almeida Toledo. 

“Os depoimentos extrajudiciais dos corréus foram determinantes para justificar a autoria do crime”, destacou Reis Júnior, que votou em agosto

Foram votos vencidos os dos ministros Rogério Schietti, relator, e Og Fernandes, que votou nesta terça. Para ele, a defesa não reclamou em tempo hábil sobre o acesso aos depoimentos, tendo inclusive utilizado trechos desses mesmos depoimentos durante o julgamento no Tribuna do Júri. Por esse motivo, tal nulidade estaria preclusa, isto é, não poderia mais ser suscitada. 

Condenação 

Adriana Villela foi condenada pelo Tribunal do Júri em 2019, quando recebeu pena de 67 anos e 6 meses de prisão por triplo homicídio. Em 2022, a pena foi reduzida pela segunda instância para 61 anos e 3 meses. Agora, o caso volta para a fase inicial de julgamento. 

Com a decisão, a Sexta Turma deu razão à defesa, que além do cerceamento apontavam a decisão do júri como sendo contrária à prova dos autos. Ficou derrotado o Ministério Público, que sustentava a soberania das decisões do júri e pediu a prisão imediata de Adriana Villela, com base em entendimento do Supremo sobre cumprimento de pena nesses casos. 

Fonte: Agência Brasil

PIB cresce 0,4% no segundo trimestre, mostra IBGE

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025 ante o primeiro trimestre do ano. Com esse resultado, o PIB atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. 

Em relação ao segundo trimestre de 2024, a atividade econômica brasileira teve alta de 2,2%. No semestre e no acumulado em quatro trimestres, o PIB cresceu 2,5% e 3,2%, respectivamente.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o instituto, o PIB brasileiro chega a R$ R$ 3,2 trilhões.

A variação positiva no trimestre ante trimestre é a 16ª seguida, ou seja, desde o segundo trimestre de 2021 (-0,6%).

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Setores

O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

Pelo lado da oferta, as expansões dos serviços (0,6%) e da indústria (0,5%) compensaram o recuo da agropecuária (-0,1%). O consumo das famílias cresceu 0,5%, enquanto o consumo do governo caiu 0,6%, e investimentos tiveram perda de 2,2%.

Os serviços e consumo das famílias atingiram patamares recordes.

Em relação ao segundo semestre de 2024, a alta de 2,2% foi puxada pela agropecuária, que deu um salto de 10,1%, impulsionado pelo ganho de produtividade de alguns produtos da lavoura.

Freio dos juros

O resultado de 0,4% no trimestre é uma desaceleração, uma vez que no primeiro trimestre, houve alta de 1,3%.

A coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a perda de ritmo de crescimento era esperada por causa da política monetária restritiva, ou seja, juros altos.

“As atividades indústrias de transformação e construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário”, avalia ela, acrescentando que os efeitos negativos na construção e na produção de bens de capital [máquinas e equipamentos] ajudam a explicar a queda nos investimentos.”

A pesquisadora explica que o setor de serviços é menos impactado por essa política restritiva.

“Foi uma alta disseminada pelo setor e puxada pelas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; informação e comunicação, impulsionado pelo desenvolvimento de software, e transporte, armazenagem e correio, puxado por transporte de passageiros”, descreve.

A escalada dos juros começou em setembro do ano passado, quando a taxa básica (Selic) saiu de 10,5% ao ano e, gradativamente, chegou aos atuais 15%, maior nível desde julho de 2006 (15,25%).

A taxa Selic é decidida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e consiste na principal forma de a instituição fazer a inflação convergir para a meta estipulada pelo governo ─ de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desde setembro de 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está acima do teto da meta (4,5%).

Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juros altos, do que arriscar em atividades produtivas.

Esse conjunto de efeitos freia a economia. Daí vem o reflexo negativo: menos atividade tende a ser sinônimo de menos emprego e renda. De acordo com o Banco Central, o efeito da Selic na inflação leva de seis a nove meses para se tornar significativo.

Expectativa para 2025

Na segunda-feira (1º) o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que traz expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em relação ao PIB fechado de 2025, o mercado estima crescimento de 2,19%. 

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda calcula expansão de 2,5% em 2025, de acordo com a edição de julho do bimestral Boletim Macrofiscal

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando a economia cresceu 4,8%.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. 

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão. 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. 

Fonte: Agência Brasil

Morre Mino Carta, fundador das revistas Veja e Carta Capital

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Morreu nesta terça-feira (2), em São Paulo, o jornalista Mino Carta, aos 91 anos. Fundador e diretor de redação da revista Carta Capital, o profissional marcou a história do jornalismo no Brasil. Ele lutava contra problemas de saúde, “com idas e vindas ao hospital”, segundo informou a publicação que liderava.

Mino começou a carreira na revista Quatro Rodas, da editora Abril, especializada em automóveis, “mesmo sem saber dirigir nem diferenciar um Volkswagen de uma Mercedes, como se orgulhava de dizer”, contou a Carta Capital.

O jornalista ítalo-brasileiro, nascido em Gênova, veio ao Brasil após a 2ª Guerra Mundial, aos 13 anos. Mino dirigiu e lançou a revista Veja, em 1968, a revista IstoÉ, em 1976, e a Carta Capital, em 1994.

A Carta Capital é uma revista conhecida por manter uma visão mais “progressista” dos acontecimentos, em contraste com as publicações de tom mais “conservador” ou “liberal”. A publicação se propõe a ser “maior referência em jornalismo progressista no Brasil, em qualquer plataforma”.

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O profissional ainda esteve à frente da equipe fundadora do Jornal da Tarde, em 1966, e do Jornal da República, em 1979. Nesse último, fundado em parceria com o jornalista Claudio Abramo, Mino tentou aproveitar a abertura política iniciada pela ditadura militar, mas o projeto não vingou por questões econômicas e políticas. Segundo Mino, o Jornal da República “sofria a oposição dos jornalões”. 

Em uma rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu “com muita tristeza” a morte do “meu amigo Mino Carta”.

“Em meio ao autoritarismo do regime militar, as publicações que dirigia denunciavam o abuso dos poderosos e traziam a voz daqueles que clamavam pela liberdade”, disse Lula.

Redes sociais

Em entrevista recente ao jornalista Lira Neto no contexto da publicação do livro do Lira Memória do Jornalismo Brasileiro Contemporâneo, Mino Carta faz dura crítica à subordinação do jornalismo profissional à dinâmica das redes sociais controladas pelas big techs.

Para ele, a internet limitou o jornalismo e passou a pautar os jornais. “Em lugar de praticar um jornalismo realmente ativo, na busca corajosa pela verdade, a imprensa está sendo engolida e escravizada pelas novas mídias. Veja a tragédia do celular. Com ele, o homem emburrece, não progride”.

Carta era um crítico do jornalismo empresarial, chamada de “grande mídia”, e reconhecia que a independência editorial tinha preço.

“As revistas são, essencialmente, sustentadas por publicidade. Eu poderia estar muito rico, ter me vendido de várias maneiras. A única coisa que tenho na vida é esse apartamento que estou tentando vender, porque não tenho mais dinheiro”, revelou.

Futuro do Brasil

Mino Carta, ainda na entrevista a Lira Neto, afirmou que nem o Brasil, nem o jornalismo brasileiro, teriam alguma perspectiva futura de melhoria.

Este país não tem saída, graças aos que o governaram e à permanência de um pensamento medieval representado pela Casa-Grande”, vaticinou.

Casa-Grande refere-se a uma elite escravocrata que colonizou o Brasil a partir de 1.500 por meio da escravização de africanos e da usurpação das terras dos povos indígenas, que também foram escravizados. O termo foi imortalizado pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freire em sua obra Casa Grande e Senzala que pretendeu explicar a formação social do país.



Fonte: Agência Brasil