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Ancelotti manterá Brasil com quatro atacantes em duelo contra o Chile

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A seleção brasileira masculina de futebol seguirá com quatro atacantes contra o Chile no penúltimo jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, na noite desta quinta-feira (4), no Maracanã. O técnico italiano Carlo Ancelotti disse em entrevista coletiva nesta quarta (3) que quer ver o time jogando para frente, mas sem descuidar da defesa.  Para isso, o treinador decidiu manter o mesmo esquema tático adotado no último jogo da amarelinha contra o Paraguai. Já classificado, o Brasil enfrenta o Chile, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 17ª rodada das Eliminatórias. O jogo terá transmissão da Rádio Nacional.

“Saímos do jogo contra o Paraguai muito contentes, satisfeitos, penso que o time jogou muito bem, teve boa atitude, ofensiva, defensiva, intensidade. É o que queremos fazer no jogo de amanhã, jogar intenso, ser forte defensivamente, fazer uma boa pressão ofensiva, jogar rápido com bola. Acho que se pode repetir o jogo contra o Paraguai para que a torcida possa estar contente com nosso jogo”, afirmou Ancelotti.

O ataque brasileiro deve começar jogando com Raphinha, Estêvão, João Pedro e Gabriel Martinelli. O quarteto atuou junto na tarde de terça (2), no primeiro treino com todos os convocados. No mesmo time estavam Alisson, Wesley, Marquinhos, Gabriel Malhalhães e Douglas; Casemiro e Bruno Guimarães.

“Testei quatro atacantes no treino. A ideia é jogar sem mudar muito o que foi no jogo contra o Paraguai. Vou colocar muitos atacantes, mas o importante é que o time não perca equilíbrio e defenda bem”, projetou o técnico italiano.

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Ancelotti adiantou o posicionamento de alguns atacantes na armação das jogadas.

“O João Pedro pode jogar como número 10 ou como centroavante. No jogo de amanhã [quinta, 4 de setembro], vai jogar como centroavante. Atrás dele tenho que pensar quem colocar, pode ser Estêvão, pode ser Raphinha também”, disse o técnico. “O Estêvão tem muita qualidade e pode jogar também por dentro. Como estamos vendo nos treinos. Raphinha, Vinicius, Martinelli, também jogam muito bem por dentro. É o que pede o futebol moderno”, concluiu.



Fonte: Agência Brasil

Goiás investe em prevenção e estrutura contra câncer infantojuvenil

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Setembro Dourado: Goiás investe contra o câncer infantojuvenil
Com início dos atendimentos em junho, ala infantojuvenil do Cora representa alento a crianças e adolescentes com câncer (Fotos: SES)

A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) destaca a importância de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, em especial durante o Setembro Dourado, mês que reforça os cuidados com a doença, principal causa de morte por enfermidade em crianças e adolescentes no Brasil.

A boa notícia é que o diagnóstico precoce, aliado a um tratamento de qualidade, pode garantir até 85% de chance de cura.

Complexo Oncológico

É nesse cenário que Goiás se destaca, com qualificação profissional na Atenção Básica e serviço de ponta aberto ao atendimento desde junho deste ano no Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), que integra a Rede de Atenção Oncológica Infantojuvenil do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, que conta, ainda, com o Hospital Araújo Jorge, também em Goiânia.

“Com a primeira fase em funcionamento desde junho de 2025, que é a ala infantil, o Cora abre suas portas como centro de excelência no tratamento oncológico de crianças e adolescentes”, comemora o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

“Com uma estrutura física projetada para ser acolhedora, lúdica e humanizada, o Cora dispõe de equipamentos de última geração, todos adaptados para o público infantojuvenil”, acrescenta o diretor técnico do Cora, o médico oncologista Mário José Aguiar de Paula.

Entre os principais diferenciais da estrutura do Cora está um de seus equipamentos de última geração, que é o aparelho de ressonância magnética nuclear acoplado ao moderno centro cirúrgico. O equipamento permite a realização de exames em tempo real durante as cirurgias, especialmente nas neurocirurgias.

Aparelho de ressonância magnética nuclear acoplado ao centro cirúrgico

Outros destaques são a reabilitação com robótica, para a recuperação motora dos pacientes; o centro de transplante de medula óssea, com oito leitos clínicos e cinco leitos de UTI, além de um setor de criopreservação de células.

O Cora está na primeira etapa, das três previstas para serem concluídas, e tem capacidade para atender cerca de 300 casos de câncer por ano. Desde a abertura da ala infantil, já foram diagnosticados e seguem em tratamento 45 pacientes de 0 a 17 anos e 11 meses – em casos de tumores ósseos (osteossarcoma e sarcoma de Ewing), o tratamento é estendido até os 23 anos com a participação de mais 300 profissionais.

Apenas em julho, segundo o diretor técnico, o hospital realizou aproximadamente 450 consultas, 46 internações e 350 quimioterapias.

Capacitação

Ao mesmo tempo, a SES-GO tem investido na capacitação de profissionais de saúde, ao ampliar o olhar da Atenção Primária para os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil, com o diagnóstico precoce fundamental para o tratamento menos agressivo, menos custoso e com melhora na sobrevida e cura.

Em 2024, mais de 600 profissionais, entre médicos, enfermeiros e professores, participaram de capacitação voltada ao diagnóstico precoce.

Professores, pais e responsáveis também são fundamentais nessa luta, destaca o coordenador de oncologia da SES-GO, Kleber Monteiro.

“É essencial que eles estejam atentos a sinais que podem indicar um possível caso da doença”, aconselha, ao citar o chamado “reflexo do olho do gato no escuro”, embranquecimento da pupila quando exposta à luz; perda de peso associada a outros fatores, como palidez e cansaço inexplicável; ou sangramento sem machucados; manchas roxas ao redor dos olhos ou pelo corpo; febre recorrente sem causa aparente; entre outras”.

Setembro Dourado

Apesar de representar de 2% a 3% de todos os tipos de câncer, o infantojuvenil é a principal causa de morte por doença nesta faixa etária no país. Em Goiás, por exemplo, nos anos de 2022 e 2023, registrou-se 723 novos casos, com 228 óbitos de crianças e adolescentes por câncer.

Daí a importância da atenção constante, ressaltada no Setembro Dourado, campanha simbolizada pelo laço dourado, que representa o valor inestimável da infância.

Secretaria da Saúde – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Polêmica sobre instalação de casa de acolhimento em Vicente Pires repercute no plenário

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O deputado Max Maciel criticou o posicionamento dos moradores contrários à instalação da casa de abrigo

A resistência de um grupo de moradores da Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, contra a instalação de uma casa de acolhimento para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade na região foi tema de discursos na tarde desta quarta-feira (3), no plenário da Câmara Legislativa.

O deputado Max Maciel (PSOL) criticou o posicionamento dos moradores contrários à instalação da casa de abrigo. “Quando o estado quer criar casas de acolhimento, a comunidade se junta para dizer não. O que a comunidade de Vicente Pires está fazendo é perverso. Dizem que a casa de abrigo não tem alvará, mas quantos prédios em Vicente Pires têm alvará? Isso não é argumento. Não é justo expulsar quem não tem onde morar. É uma casa para mulheres vítimas de violência. O pior de tudo é que ficamos sabendo que esses moradores fizeram uma churrascada para comemorar o fechamento da casa de acolhimento. Isso é cruel, eu peço que tenham amor ao próximo”, discursou.

Para o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a resistência é fruto de desinformação. “Na verdade a resistência não é da comunidade de Vicente Pires. O que está acontecendo é que um grupo de uma determinada localidade, de parte da Colônia Agrícola Samambaia, gente maldosa, no espírito de candidatura política, está contaminando a comunidade. Disseram que a casa seria um albergue, e sabemos que não é”, observou.

 

Pastor Daniel de Castro. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A resistência de comunidades contra a instalação de abrigos também foi apontada pelo deputado Fábio Félix (PSOL) como um entrave para os programas sociais. “Esse é um problema generalizado do Distrito Federal. É preciso que haja contextualização junto à população. Essas unidades de acolhimento têm que estar nas cidades. Várias comunidades se mobilizam contra a instalação de casas de acolhimento. As políticas públicas têm que ocorrer nas cidades. Senão, para onde vão jogar as pessoas?”, questionou.

Fonte: Agência CLDF

BNDES e Senai vão repassar R$ 56 milhões para a indústria 4.0

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Empresas inovadoras vão receber aporte de R$ 56 milhões para desenvolver soluções da chamada indústria 4.0 para micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs). Os recursos são originários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

A indústria 4.0, ou Quarta Revolução Industrial, consiste na aplicação de tecnologias digitais avançadas para aumentar a produtividade de fábricas, tornando-as mais inteligentes e conectadas. Dentro desse conceito estão atividades como:

  • Inteligência artificial (IA)
  • Internet das coisas (IoT)
  • Big data (complexos bancos de dados)
  • Computação na nuvem
  • Robôs autônomos e colaborativos
  • Cibersegurança
  • Realidade virtual e aumentada
  • Veículos automaticamente guiados (AGV)
  • Comunicação entre máquinas (M2M)

O investimento é não reembolsável, ou seja, não é empréstimo. Empresas inovadoras interessadas em participar da concorrência pública precisam se inscrever, até 12 de setembro, por meio da plataforma do Senai.

Serão selecionadas até 100 propostas. Os projetos voltados para aumentar a produtividade das indústrias precisarão ser testados em ambiente real de produção, em pelo menos 12 MPMEs.

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Competitividade

De acordo com o diretor-geral do Senai, Gustavo Leal, a iniciativa é uma das principais estratégias nacionais para “acelerar a digitalização das indústrias brasileiras”.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, classifica o investimento como “fundamental para a competitividade da indústria nacional”.

Os recursos disponibilizados fazem parte do programa Brasil Mais Produtivo, iniciativa do governo federal para avanço da produtividade e competitividade das MPMEs.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e executado em parceria com o Senai, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além do BNDES, vinculado ao Mdic.

O Senai e o Sebrae são instituições que fazem parte do Sistema S, financiado pela contribuição que incide sobre a folha de pagamento das empresas.

Fonte: Agência Brasil

Deputado Mendonça Filho será relator da PEC da Segurança Pública

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (3) que a comissão especial para a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública será presidida pelo deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), enquanto a relatoria do projeto ficará a cargo do deputado federal Mendonça Filho (União-PE).

“São parlamentares com ampla experiência na área, o que garantirá um debate técnico e qualificado. A segurança pública é uma prioridade desta Casa e do povo brasileiro”, escreveu Motta em postagem nas redes sociais.

Enviada em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, a PEC foi construída após consulta a governadores e é uma das apostas para ampliar a segurança do cidadão. O texto prevê, entre outras questões, uma maior integração entre a União e os entes federados e dar respaldo constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018.

A PEC também propõe atualizar as competências das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). A PRF, por exemplo, se tornaria uma polícia ostensiva federal, passando a se chamar Polícia Viária Federal, com suas atribuições expandidas para fazer policiamento ostensivo também em ferrovias e hidrovias, além das rodovias, como já acontece atualmente, e para auxiliar as forças de segurança estaduais quando requisitada.

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Outras propostas são a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos; a de estabelecer diretrizes gerais para segurança e sistema penitenciário; a de fixar atribuições das guardas municipais e criar corregedorias e ouvidorias com autonomia funcional em relação às forças de segurança que estiverem sob seu escrutínio.

Os fundos Nacional de Segurança Pública (FNSP) e Penitenciário Nacional (Funpen) também estariam previstos na Constituição, a fim de garantir recursos e protegê-los contra contingenciamentos.

Em julho, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados já havia aprovado a admissibilidade do texto. Na ocasião, o relator também havia sido Mendonça Filho.

Agora, a comissão especial, composta por 34 deputados, tem o prazo de 40 sessões do Plenário para votar a proposta. O prazo para emendas se esgota nas dez primeiras sessões. Depois, a proposta é analisada pelo Plenário.

A aprovação depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação. Se aprovado, o texto segue então para o Senado Federal, que também constituirá comissão especial e precisará aprovar a proposta por 49 votos, três quintos dos 81 senadores.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa aponta desigualdade da conexão digital no país

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Pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) aponta a desigualdade na conexão digital no Brasil. Um destaque do estudo é o tempo sem internet móvel devido à falta de franquia de dados.

O levantamento revela que 35% das pessoas com renda de até 1 salário mínimo e 35,6% das que recebem entre 1 e 3 salários mínimos ficaram sete dias ou mais sem acesso à internet móvel nos 30 dias anteriores ao estudo. Esse cenário se agrava para os consumidores de menor renda: 11,6% ficaram mais de 15 dias sem acesso, valor quase seis vezes maior do que o observado entre aqueles com renda superior a 3 salários mínimos (2,2%).

“Outro ponto de atenção é que, por estar sem a franquia de dados no celular e sem acesso ao Wi-Fi, 63,8% dos brasileiros deixaram de utilizar serviços bancários ou financeiros; 56,5% deixaram de acessar plataformas de serviços do governo; 55,2% deixaram de estudar; e 52,3% deixaram de acessar serviços de saúde”, destacam a Anatel e o Idec.

A pesquisa aborda ainda o impacto da publicidade no consumo de dados. A percepção de que vídeos de publicidade aparecem com muita frequência (“sempre” ou “muitas vezes”) ultrapassa os 50% em todas as faixas de renda investigadas

Também há disparidade na compra de celulares por faixa de renda. Entre os indivíduos com renda de até 1 salário mínimo, 51% declararam ter aparelhos celulares com valor de compra inferior a RS 1 mil. Em contrapartida, nas faixas de renda mais elevadas, predominam os aparelhos mais caros, evidenciando a influência da barreira financeira no acesso a dispositivos mais modernos.

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Apesar dessa diferença de valor, mais de 50% dos entrevistados em todas as faixas de renda têm o aparelho celular há menos de dois anos, o que indica que a maioria da população dispõe de celulares relativamente novos.

Por outro lado, o estudo revela que entre as pessoas que afirmaram não ter computador de mesa ou portátil, quase metade (47,3%) informou que o principal motivo para não ter o equipamento é o alto custo de aquisição. Outros dois motivos para não ter computador estão inter-relacionados e somam quase 30% dos entrevistados: falta de interesse e não saber utilizar.

“Essa lacuna na posse de computadores contrasta com o fato de que as pessoas geralmente preferem usá-los, em vez do celular, para tarefas essenciais, como acessar serviços do governo, bancos, atendimento médico e fazer compras online”, diz o estudo.

O levantamento avaliou o nível de satisfação dos consumidores em quatro aspectos: dispositivo, infraestrutura (serviços de internet fixa e móvel), habilidades digitais e atendimento das necessidades de conexão. As notas médias nacionais da avaliação dos consumidores foram:

  • Aparelho celular: 8,3
  • Habilidades digitais: 8,2
  • Infraestrutura (internet fixa e móvel): 7,6
  • Atendimento às necessidades de conexão: 7,8

Embora as notas de satisfação com o aparelho celular e as habilidades digitais sejam elevadas, a pesquisa aponta que a satisfação com as habilidades digitais é significativamente menor entre os mais vulneráveis, como pessoas com renda de até 1 salário mínimo e idosos.

O estudo também sugere um possível descasamento entre a autopercepção do nível de habilidades digitais e a existência real dessas habilidades, indicando que as pessoas podem se considerar mais aptas a lidar com o mundo digital do que de fato estão.

Segundo o coordenador do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Luã Cruz, os dados da pesquisa escancaram que a desigualdade também é perpetuada por desafios à conectividade, como apontam os números sobre custos e o impacto das limitações na franquia.

“A partir disso, porém, vemos um necessário caminho: a promoção de conectividade significativa é essencial para a defesa e a promoção de direitos fundamentais”, afirma Luã Cruz.

O advogado do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Lucas Marcon, destaca que a maior parte dos brasileiros precisa acessar a internet por celular e que mais de um terço dos pesquisados ficou sem internet por falta de dados móveis no final do mês.

“A desigualdade também é refletida no setor de telecomunicações. A gente precisa ter uma política mais ampla de acesso à banda larga e outros meios de conexão que não sejam limitadas”, diz Marcon.

Para a conselheira diretora da Anatel Cristiana Camarate, “os resultados da pesquisa apontam caminhos para aperfeiçoar iniciativas específicas de desenvolvimento da conectividade significativa, visando à inclusão digital de todos os cidadãos”.

Metodologia

A pesquisa, realizada entre agosto de 2023 e junho de 2024, foi feita por telefone, com 593 pessoas, utilizando o método CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), e teve abrangência nacional. Foram entrevistados usuários dos serviços de telefonia celular (pré e pós-paga) ou banda larga fixa, com mais de 18 anos.

Fonte: Agência Brasil

CLDF comemora 50 anos da Escola Classe 64 de Ceilândia

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Nesta quarta-feira (3), a Escola Classe 64 de Ceilândia foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. O presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado distrital Gabriel Magno (PT), dedicou uma sessão solene ao aniversário de 50 anos da instituição pública de ensino. O evento reuniu desde crianças nas séries iniciais a professores aposentados com uma longa trajetória. Os participantes da solenidade enalteceram a história da escola e pediram melhorias, tanto para o local quanto para a educação como um todo.

“A gente celebra hoje 50 anos, mas nós queremos mais 50; e queremos que esses próximos 50 sejam ainda melhores”, desejou Gabriel Magno. O parlamentar citou que as escolas públicas enfrentam desafios orçamentários e estruturais e falta de pessoal.

 

O estudante Murilo Fontes. Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

O estudante Murilo Fontes, do 2º ano do ensino fundamental, subiu na tribuna para expressar a sua opinião. “Eu amo a Escola 64. A minha professora é a Daniela Cristina, ela é uma professora muito boa para mim”, avaliou. Ele também fez algumas solicitações. “Eu queria mais brinquedos no parquinho e uma quadra melhor. E tem que reformar o chão, um monte de pessoas já se machucaram lá”, pediu.

A professora Tânia do Nascimento endossou o pedido de uma quadra coberta e acrescentou a necessidade de um auditório, que a escola não possui. Ela trabalha na unidade há 22 anos e atualmente atua no atendimento a alunos com altas habilidades.

Formação cidadã

A ex-aluna Janídea Dias estudou na unidade quando ainda era chamada de “Escola Normal de Ceilândia”, voltada para a formação de professores. Ela decidiu se formar em Letras e contou que a escola desenvolvia o pensamento crítico dos estudantes. “Eu aprendi a questionar o status quo”, definiu.

A aluna Alice Esther de Assis, do 3º ano do ensino fundamental, falou sobre o seu sentimento em relação à instituição de ensino: “Eu, quando me matriculei na Escola Classe 64, eu me senti livre. Eu me senti única, eu me senti eu mesma”, relatou. E a aluna Thaynara Emanuelly Fernandes, do 5º ano, deixou um “agradecimento à direção, funcionários e professores que lutam por uma sociedade mais soberana e justa”.

 

A estudante Thaynara Emanuelly Fernandes. Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

O diretor da unidade, Hudson Campos, fez o encerramento das falas: “Nossa escola, ao longo de sua trajetória, foi muito mais do que um espaço de ensino. Foi e continua sendo um lugar de encontros, de sonhos e de oportunidades. Por suas salas, passaram gerações de estudantes, que hoje contribuem nas mais diversas áreas, levando consigo valores, conhecimentos e lembranças. Cada professor, cada servidor, cada aluno e cada família ajudou a escrever essa história com dedicação, luta e esperança”, resumiu.

Crítica à divisão do Fundo Constitucional

Durante a sessão solene, o deputado Gabriel Magno questionou a divisão dos recursos oriundos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), verba da União destinada ao DF para auxiliar no custeio das áreas de saúde, educação e segurança pública. Ele considera que as áreas de saúde e educação deveriam receber uma fatia maior do fundo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 prevê que 46% do FCDF sejam destinados somente para segurança pública (R$ 12,7 bilhões), enquanto 54% sejam para saúde e educação juntas (R$ 15 bilhões).

A solenidade também contou com a presença da deputada federal Érika Kokay (PT-DF). O evento completo pode ser assistido no canal do Youtube da TV Câmara Distrital.

Acesse aqui as fotos da homenagem. 

Fonte: Agência CLDF

Procurador pede suspensão do leilão do túnel Santos-Guarujá

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou um requerimento na terça-feira (2), no Tribunal de Contas da União (TCU), pedindo a suspensão do leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para esta sexta-feira (5), na sede da B3, em São Paulo. O processo ainda não foi aberto para análise.

Assinado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, o documento questiona o modelo do leilão, que poderia sugerir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “teria favorecido grupos estrangeiros e imposto restrições às empresas brasileiras, inviabilizando sua participação no certame”.

Para Furtado, o modelo atual do leilão impediu que empresas brasileiras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, pudessem apresentar propostas “devido à impossibilidade de obter financiamento ou atender às garantias exigidas pelo BNDES”.

Em matéria publicada nesta terça-feira (2), a Agência Brasil informou que apenas duas empresas estrangeiras apresentaram propostas para participar do certame para a construção do túnel, que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. As empresas que vão participar do leilão são a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil.

“Adicionalmente, há alegações de que o BNDES teria favorecido grupos estrangeiros, como a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil, esta última com participação acionária da gigante chinesa CCCC. A meu ver, tal situação levanta preocupações sobre a possível exclusão de empresas brasileiras em um projeto estratégico para o país, comprometendo a soberania nacional e o desenvolvimento da indústria de infraestrutura local”, escreveu Furtado no requerimento.

O túnel Santos-Guarujá será a primeira travessia submersa do Brasil e terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário. Quando concluído, o túnel se tornará a principal via de ligação entre as duas cidades, que atualmente é feito por via terrestre, em um trajeto de 43 km pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni, ou por meio de balsas. Com o túnel, a previsão é de que o tempo gasto nessa travessia deva cair para cerca de 2 minutos.

O investimento estimado é de R$ 6,8 bilhões, com aporte público de até R$ 5,14 bilhões, dividido igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal. O restante será coberto pela iniciativa privada.

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BNDES

O BNDES informou à Agência Brasil não ter recebido o ofício do MPTCU e que “não há qualquer pedido de financiamento privado para a construção do túnel Santos-Guarujá”. 

“O banco [BNDES] é o principal financiador de infraestrutura do Brasil e tem tido uma atuação inovadora no setor com amplo reconhecimento, tendo recebido 17 premiações internacionais desde 2023 pela estruturação de financiamento a grandes projetos de infraestrutura”, diz a nota do BNDES.

Fonte: Agência Brasil

Inep seleciona professores para elaborar e revisar o Encceja

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Os professores do ensino público interessados em colaborar com o Banco Nacional de Itens (BC-BNI) para elaboração, revisão de itens e de atividades do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) poderão se inscrever de 22 de setembro a 5 de novembro.

O edital com as regras de cadastramento, seleção e credenciamento dos colaboradores foi publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A medida tem o objetivo de ampliar a quantidade de profissionais qualificados de todo o Brasil e credenciados nos processos de avaliação educacional desenvolvidos pelo instituto.

A inscrição deve ser feita no site do Sistema BNI.

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Requisitos

Para se inscrever no BC-BNI, o docente deve ser servidor público concursado, ativo ou inativo, do ensino básico ou superior, nas esferas municipal, estadual, distrital ou federal, e ter conhecimentos de informática e diploma de ensino superior.

Os candidatos não podem ser do quadro de servidores efetivos ou comissionados dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e dos órgãos vinculados às duas pastas.

Documentos

A seleção inclui a análise documental dos candidatos. Para a comprovação da formação acadêmica, deverá ser inserido no sistema de cadastro o diploma, frente e verso, certificado ou declaração de conclusão de curso.

Para a comprovação da experiência docente, são válidos o contrato na carteira de trabalho que informe o cargo, nível de ensino e modalidade em que assumiu função docente, além da data de admissão e demissão, quando for o caso;  declaração da instituição empregadora e ato de nomeação, em Diário Oficial.

Os inscritos que não comprovarem as informações prestadas serão desclassificados; não poderão participar de outras chamadas públicas do Inep pelo período de 2 anos e poderão responder judicialmente pelo ato.

Seleção

O resultado final dos selecionados será divulgado em 11 de fevereiro de 2026. 

Para serem considerados aprovados, os selecionados vão passar por uma capacitação e deverão ter aproveitamento mínimo nas atividades propostas.

Somente depois de credenciados, os professores passam a fazer parte do banco de colaboradores, coordenado pelo Inep. 

Os convocados participarão da elaboração e revisão de itens das áreas avaliadas pelo Encceja do ensino fundamental: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física; redação; história e geografia.

Para o exame do ensino médio, as áreas avaliadas são: ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia); matemática e suas tecnologias; linguagens e códigos e suas tecnologias (língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes e educação física); e ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).

Fonte: Agência Brasil

Comissão aprova criação de Observatório de Creches

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O texto foi aprovado com os votos favoráveis dos deputados Gabriel Magno (PT), Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP)

Em reunião na tarde desta quarta-feira (3), a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei nº 976/2024, da deputada Jaqueline Silva (MDB), que cria o Observatório de Creches no Distrito Federal. O objetivo da proposta é “efetuar a análise e dar transparência aos números relacionados ao atendimento e demandas por vagas em creches do DF.

O texto foi aprovado com os votos favoráveis dos deputados Gabriel Magno (PT), Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP), e segue tramitando pelas comissões até chegar ao plenário da Casa.
Segundo o texto, o Observatório deverá oferecer dados de todas as creches públicas e conveniadas, disponibilizando estatísticas periódicas sobre o número de crianças por faixa etária atendidas, com objetivo de balizar estudos e projetar estatísticas.

A gestão ficará a cargo da secretaria de Educação, que poderá firmar parcerias com outros órgãos. O texto também prevê que os dados coletados deverão ser organizados e disponibilizados ao público, com informações sobre número de crianças na fila aguardando por vagas em creches, por modalidade de atendimento, região administrativa e sub-regiões; lista contendo todas as creches que possuem algum tipo de parceria com o poder público, informando a quantidade de crianças atendidas em cada unidade, e orçamento destinado ao atendimento do cartão creche discriminando quanto foi empenhado, liquidado e pago e os saldos no geral. 

Gestão educacional

A Comissão aprovou ainda o projeto de lei nº 314/2023, do deputado João Cardoso (Avante), que altera a denominação da carreira Assistência à Educação do DF que passa a se chamar carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional.

Segundo o autor, a intenção é fortalecer e valorizar a carreira, atendendo aos anseios da dos profissionais, que carecem de reconhecimento da sua profissionalização e da complexidade das funções executadas.

Fonte: Agência CLDF