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PE: curso ensina a implementar Política de Atenção Psicossocial

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Cerca de 80 profissionais dos núcleos de Atenção Psicossocial nas Escolas (Napses) e do Comitê Intersetorial do Sistema Estadual de Atenção Psicossocial nas Escolas de Pernambuco participam nesta quarta-feira (10) do curso Da lei à prática: como implementar a Política Nacional de Saúde Mental nas Escolas. O curso abordará temas como a evolução na legislação sobre o tema, os cuidados em liberdade e desinstitucionalização, direitos humanos, intersetorialidade, protagonismo de estudantes e famílias, contexto nacional e regional sobre saúde mental infanto-juvenil, entre outros.

O encontro discute a Lei nº 14.819, promulgada em 2024, que institui a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares, e vai até o 11, com oficinas e conversas para adaptação do protocolo de suporte psicossocial às escolas. Também será apresentado o esboço inicial da formação destinada a educadores e gestores escolares, seguido de um momento de escuta participativa das equipes, para que se possa construir uma proposta conectada à realidade e às necessidades de Pernambuco.

O curso é promovido pelo Global Center da Fundação Stavros Niarchos (SNF) para a Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, no Child Mind Institute, o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco e o Ministério da Educação,

O supervisor técnico no Brasil do Global Center,, Luis Augusto Rohde, explicou que uma das frentes de trabalho do curso é a que aborda o papel fundamental da escola na promoção de saúde mental das crianças e adolescentes.

“Sabemos que professores e profissionais da educação se deparam, no dia a dia, com questões de saúde mental no ambiente escolar, mas muitas vezes não têm as ferramentas necessárias para lidar com elas. É justamente por isso que o apoio do governo estadual e a elaboração de um plano estruturado são fundamentais para se criar um ambiente mais propício ao cuidado com saúde mental dos estudantes”, disse Rohde.

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O objetivo é que, ao final do curso, a capacidade técnica e política para implementar a lei esteja fortalecida entre a comunidade escolar e que a produção colaborativa do Plano de Ação Estadual seja estimulada, além de alinhar as ações entre diferentes áreas.

“Os temas que serão trabalhados e debatidos nesse curso são muito relevantes para contribuir na compreensão e cuidado com a saúde mental. A evolução na legislação é importante, mas para que seja de fato implementada e propicie um resultado satisfatório, precisamos qualificar os profissionais que estão na ponta, em contato com os jovens no dia a dia”, destacou Rohde.

Rohde ressaltou que muitas vezes a escola é um ponto de partida para a questão da saúde mental das crianças e adolescentes, porque é nesse ambiente que muitas passam a maior parte do dia, além de ser um local que normalmente é mais amigável para as crianças e adolescentes do que a ida a um posto de atendimento à saúde mental.

“Cada vez mais tem-se pensado a equação do binômio saúde e educação em conjunto. Estudos epidemiológicos no Brasil e fora mostram que cerca de 20% das crianças e adolescentes têm algum problema emocional ou comportamental que causa prejuízo significativo. A escola é local onde se pode detectar essas condições precocemente pelos professores e, ao mesmo tempo, implementar estratégias para acolher e incluir melhor o aluno, resultando em um ambiente escolar melhor”, afirmou.

De acordo com Rohde, os professores estão em posição muito especial que os permite perceber e identificar esses quadros, por isso a importância da qualificação, já que muitos têm bastante tempo com o aluno. Dessa maneira é possível notar algum sofrimento, perda de energia e de interesse e até estado mais trágico, então são as identificações desses quadros de déficit de atenção, de hiperatividade, de problemas de comportamento. “Principalmente aqueles que estão na educação fundamental e até mesmo os de nível médio e que têm padrão de comparação. Eles conhecem e estão acostumados a ver diversas crianças e adolescentes”.

Além disso, Rohde enfatiza que é necessário trabalhar a desconstrução de estigmas e preconceitos acerca da saúde mental nas escolas e criar estratégias para lidar de formas diferentes que permitam o desenvolvimento adequado do aluno, facilitando a absorção das informações em aula.

“Sem dúvida temos que lidar com situações que ainda existem de entraves por estigma e preconceito e precisamos, em primeiro lugar, ajudar o professor a reconhecer que existem quadros emocionais e comportamentais que determinam coisas que ele enxergava como um comportamento inadequado voluntário da criança”, destacou.

Após o curso em Pernambuco, que foi um estado muito receptivo a desenvolver e cocriar intervenções como a do Global Center, os resultados serão analisados para que se faça uma avaliação da possibilidade de estender o mesmo curso a outros estados.



Fonte: Agência Brasil

Goiás remunera produtores rurais que preservam Cerrado

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Goiás remunera produtores rurais que preservam Cerrado
Esforço conjunto do Governo de Goiás e mais de 400 produtores rurais garante preservação do bioma Cerrado (Fotos: Divulgação/Semad-GO)

Goiás tem se destacado nacionalmente por um mecanismo que garante incentivo econômico aos produtores rurais comprometidos com a proteção ao Cerrado. Esse é o objetivo do Cerrado em Pé – Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que protege mais de 15 mil hectares de área. Dessa forma, o programa contribui para que em Goiás a preservação ambiental e o crescimento do agronegócio caminhem juntos.

Por meio da iniciativa, o Governo de Goiás efetua o pagamento anual de R$ 498 por hectare ao proprietário que comprovar a preservação de áreas do bioma além das parcelas obrigatórias por lei. Aquele que recuperar pelo menos uma nascente degradada por ano recebe um valor ainda maior, de R$ 664 reais por hectare. Os recursos vêm do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema).

“É um passo muito importante. Estamos mostrando como deve ser feita a proteção ambiental do cerrado”, afirmou o governador Ronaldo Caiado.

Para ele, essa é uma ação estruturante que demonstra o avanço do estado na agenda sustentável.

“Graças a um esforço conjunto do Estado e dos produtores, estamos provando que é possível produzir ao mesmo tempo que cuidamos do meio ambiente”.

Cerrado em Pé – como funciona

Para se inscrever, o proprietário rural precisa ter no mínimo dois e no máximo 100 hectares de área passível de supressão vegetal, isto é, que poderia ser suprimida para plantio ou criação de gado.

O primeiro edital, publicado em dezembro de 2024 pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-GO), dá prioridade a pessoas em situação de vulnerabilidade social, pequenos agricultores e mulheres.

Em duas convocações do 1º ciclo anual, divulgadas em maio e agosto deste ano, foram deferidas 471 inscrições de um total de 571. Os proprietários possuem imóveis rurais localizados em nove municípios das regiões Norte e Nordeste do estado:

  • Niquelândia;
  • Minaçu;
  • São João d’Aliança;
  • Cavalcante;
  • Monte Alegre de Goiás;
  • Alvorada do Norte;
  • Damianópolis, Mambaí;
  • São Domingos.

Até o momento, o desembolso foi de R$ 4 milhões.

Obrigações

Os contemplados devem:

  • manter conservada a vegetação identificada no contrato;
  • ajudar no trabalho de monitoramento e de proteção da área;
  • prevenir incêndios e informar à Semad caso o imóvel seja afetado por incêndios;
  • zelar pela conservação da vegetação nativa também nas áreas de:
    •  Reserva Legal (RL)
    • e Áreas de Preservação Permanente (APP), em conformidade a legislação estadual e federal.

“O PSA garante melhoria das condições de vida e o aumento da renda da população que realmente se preocupa com ações de conservação dos recursos naturais”, ressaltou Caiado.

Estado que mais reduziu desmatamento                                                     

Goiás é o estado que mais reduziu o desmatamento em 2024, de acordo com dados da rede Mapbiomas. A informação consta no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2024). A queda na supressão de vegetação nativa em território goiano foi de 71,9% na comparação com o ano anterior. 

Os alertas de desmatamento em Goiás caíram de 3.519 em 2023 para 659, em 2024, e a área por eles alcançada passou de 69,3 mil hectares em 2023, para 19,4 mil hectares no período seguinte.

O Cerrado foi o bioma em que houve a maior redução de desmatamento em números absolutos, saindo de 1,1 milhão de hectares desmatados em 2023, para 652 mil hectares no ano seguinte (diferença de 41,2%).

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Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

CLDF celebra 68 anos do Paranoá

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Nesta sexta-feira, às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal celebra os 68 anos do Paranoá. A iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB) acontece na Quadra Coberta da região administrativa e conta com a participação de autoridades, moradores e lideranças locais.

A história do Paranoá está ligada à construção de Brasília. A área foi fundada em 1957 como Vila Paranoá, um acampamento que abrigava milhares de candangos que construíram a barragem do Lago Paranoá e o Palácio da Alvorada. Mesmo após a conclusão das obras, as famílias de operários permaneceram na região, transformando os barracões de madeira em moradias de alvenaria. 

Com o crescimento populacional e a necessidade de organizar a nova cidade, o Paranoá foi oficialmente elevado à categoria de região administrativa em 1964, pela Lei 4.545. O processo de regularização fundiária, no fim da década de 1980, foi fundamental para garantir que os moradores tivessem direito à terra. Atualmente, a região tem mais de 60 mil habitantes.
 

Deputada Doutora Jane (Carolina Curi/Agência CLDF)

Segundo a deputada Doutora Jane (MDB), o evento é uma oportunidade para prestigiar e celebrar conquistas e avanços da região e da comunidade local. “A realização desta sessão solene representa o reconhecimento da CLDF ao protagonismo de seus cidadãos, às lideranças comunitárias e institucionais que contribuíram para o desenvolvimento local e à sua importância no contexto da capital da república”, destaca a parlamentar.

O evento desta sexta-feira (12) pode ser acompanhado pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Agrodefesa garante segurança fitossanitária e Goiás inicia exportação de melão para Argentina

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Agrodefesa garante segurança fitossanitária e Goiás inicia exportação de melão para a Argentina
Exportação de melão goiano para a Argentina já é realidade. Primeira carga, de 20 toneladas, partiu de Porangatu, no Norte do Estado. Envio do fruto ao mercado externo marca estreia do melão goiano na pauta de exportação e reforça presença das cucurbitáceas produzidas em Goiás no comércio internacional (Foto: Agrodefesa)

A exportação de melão goiano para a Argentina já é realidade. A primeira carga, de 20 toneladas, partiu de uma área de 10 hectares em Porangatu, no Norte do Estado. O envio do fruto ao mercado externo marca a estreia do melão goiano na pauta de exportação e reforça a presença das cucurbitáceas produzidas em Goiás no comércio internacional.

A conquista só foi possível graças à parceria da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e responsáveis técnicos pela lavoura, conseguindo assegurar que a produção atendesse às exigências fitossanitárias internacionais.

Monitoramento

Somente neste ano, a Agrodefesa já acompanha 40 lavouras de cucurbitáceas em Goiás com foco na exportação. São 37 áreas de melancia, duas de abóbora e uma de melão, que somam 492 hectares de cultivo nos municípios de:

  • Carmo do Rio Verde;
  • Itapuranga;
  • Jaraguá;
  • Porangatu;
  • Uruana.

A produção total estimada é de 33,5 mil toneladas:

  • 30.410 toneladas de melancia;
  • 2.590 de abóbora;
  • 500 de melão.

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o avanço da fruticultura goiana no comércio exterior reforça a credibilidade do trabalho de defesa agropecuária realizado no Estado.

“O Governo de Goiás, por meio da Agrodefesa, garante que nossos produtos cheguem ao mercado externo com qualidade, rastreabilidade e segurança. Esse esforço coletivo amplia o espaço das frutas goianas no cenário internacional e fortalece a economia do Estado”, afirma.

Etapas de controle

O processo de exportação exige monitoramento rigoroso da mosca-das-frutas (Anastrepha grandis), realizado por responsáveis técnicos habilitados e fiscalizado pela Agrodefesa. Os fiscais estaduais agropecuários cadastram as lavouras e monitoram diferentes fases do ciclo produtivo, inspecionando o embarque dos frutos, emitindo permissões de trânsito de vegetais e lacrando a carga.

Na fronteira, um auditor fiscal do Mapa realiza a última checagem e emite o Certificado Fitossanitário de Exportação, documento que garante a entrada do produto no país importador.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, reforça que esse acompanhamento técnico é decisivo para abrir portas nos mercados internacionais.

“A cada safra, consolidamos a confiança internacional na defesa agropecuária goiana. Esse é um diferencial que garante competitividade às frutas produzidas no Estado”, pontua.

O coordenador do programa de Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para Curcubitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, explica que as medidas adotadas no SMR são fundamentais para a exportação das cucurbitáceas.

“O monitoramento começa ainda no campo, com coleta de amostras e inspeções semanais. Só após a comprovação de que não há ocorrência da mosca-das-frutas é que a lavoura recebe autorização para exportar. Esse cuidado garante a rastreabilidade e a segurança fitossanitária até o destino final”, detalha.

O responsável técnico da lavoura de melão em Porangatu, engenheiro agrônomo Ênio Gomes Gontijo Júnior, destaca que o processo é resultado de uma construção coletiva que envolve planejamento e enfrentamento de desafios técnicos.

“É um trabalho em conjunto da Agrodefesa, do produtor e do responsável técnico. Não se trata apenas de produzir um fruto saudável, mas de fortalecer todo o sistema de produção para atender às exigências internacionais”, esclarece o engenheiro agrônomo.

“Tivemos que escolher a área correta, observar se o clima se adaptaria bem, acertar a época de plantio e, principalmente, garantir a colheita no momento exato que o comprador demanda. O RT atua como elo entre produtor, Agrodefesa e mercado, e isso nos dá segurança para avançar”, afirma.

Expansão de mercados

Com a inclusão do melão na pauta de exportação, Goiás amplia sua presença internacional nas cucurbitáceas, grupo que já inclui a melancia e a abóbora. A expectativa é que o melão de Porangatu siga o mesmo caminho e consolide espaço no mercado externo, sempre com a chancela da Agrodefesa como garantia da segurança fitossanitária ao país importador.

Para Ênio Gomes Gontijo Júnior, o melão veio para somar às cucurbitáceas que já se destacavam na produção goiana.

“Temos várias novas áreas interessadas em se habilitar e adotar o SMR para ampliar mercado e vender para fora, especialmente no caso da melancia, seguida pela abóbora e agora também pelo melão. Com a melhora da situação econômica da Argentina, cresceu a oportunidade de exportar frutos de qualidade, o que estimula ainda mais produtores a se prepararem para atender esse mercado”, ressalta.

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Fonte: Portal Goiás

Pré-Sal Petróleo prorroga leilão dos campos de Mero, Tupi e Atapu

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A Pré-Sal Petróleo (PPSA)) decidiu prorrogar até as 23h59m desta quarta-feira (10) o prazo para manifestações ao pré-edital do Leilão de Áreas Não Contratadas das Jazidas Compartilhadas de Mero, Tupi e Atapu. Os campos  estão localizados na Bacia de Santos, ao longo do litoral dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O pré-edital foi publicado no dia 25 de agosto, e o prazo para contribuições terminava nessa segunda-feira (8). 

 O leilão será realizado no dia 4 de dezembro de 2025, na B3, Bolsa de Valores de São Paulo. O certame oferecerá ao mercado a totalidade da participação da União nessas áreas, que hoje corresponde a 3,500% em Mero, 0,551% em Tupi e 0,950% em Atapu.

A partir desta terça-feira (9) , a PPSA disponibilizará o acesso ao pacote de dados com informações sobre as jazidas para as empresas que atenderem os requisitos de acesso. Quem manifestar interesse terá acesso a dados em formato virtual e poderá agendar uma reunião técnica presencial.

No dia 1º de setembro, a PPSA realizou seminário para apresentar a oportunidade. As apresentações, assim como toda a documentação referente ao certame, estão disponíveis no site da empresa.

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Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova projeto que tipifica exercício ilegal da veterinária

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o projeto de Lei (PL) 7323/2014 que inclui no Código Penal o crime de exercício ilegal da profissão de médico veterinário dentre as hipóteses de crime. A pena para quem praticar ilegalmente a profissão será de detenção, de seis meses a dois anos. Se o crime é praticado com o fim de lucro, também será aplicada multa. O texto segue agora para apreciação do Senado.

O projeto também determina que se o crime resulta em lesão ou morte de animal, o agente responderá também pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605 de 1998), com pena de detenção, de três meses a um ano, e multa. Quando se tratar de cão ou gato, a pena será de reclusão, de dois a cinco anos e multa.

Além disso, a proposta diz ainda que a prática ilegal será enquadrada como crime mesmo se o agente exercer a profissão durante o período de suspensão ou após o cancelamento da habilitação ou do registro profissional.

Urgências

Na sessão desta terça-feira, os deputados também aprovaram o regime de urgência para sete propostas. Com isso, os projetos podem ser votados diretamente no plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

A urgência foi aprovada para as seguintes propostas:

• PL 226/24, do Senado, que define novos critérios para a decretação de prisão preventiva e da conversão da prisão em flagrante em preventiva;

• PL 2056/25, do deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que propõe transformar bens imóveis de origem ilícita, localizados em favelas e periferias, em espaços destinados a atividades sociais, culturais, esportivas para fortalecer a presença do Estado nesses territórios vulneráveis;

• PL 4392/25, da deputada Camila Jara (PT-MS), que altera o Estatuto do Pantanal para prever, entre outros pontos, a criação de programa de compensação da reserva legal do bioma e de áreas da bacia do Alto Paraguai;

• PL 2829/25, do Tribunal de Contas da União (TCU), que altera a estrutura de carreira dos servidores e cria indenização de 25% da remuneração para servidor com função de confiança, sem incidência do Imposto de Renda;

• PL 4225/23, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Any Ortiz (Cidadania-RS) e Amom Mandel (Cidadania-AM), que enquadra o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) como deficiência e garante a seus portadores direitos como educação inclusiva com recursos adaptados e atendimento prioritário na saúde;

• PL 3050/20, do deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), que inclui no Código Civil o direito de herança digital, para transmitir aos herdeiros todos os conteúdos, contas e arquivos digitais do autor da herança;

• PL 4488/23, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que institui a Política Nacional de Prevenção ao Assoreamento de Rios por meio da recomposição de matas ciliares e do controle da erosão.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 15 moradias são atingidas por incêndio em Cubatão (SP)

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Um incêndio de grandes proporções atingiu ao menos 15 moradias em uma comunidade localizada na Vila dos Pescadores, em Cubatão (SP). Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, não houve registro de pessoas feridas.

O fogo teve início por volta das 14h30 e já foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, que trabalhou no local com uma equipe formada por 18 profissionais.

A prefeitura de Cubatão informou que apesar de ninguém ter ficado ferido, algumas pessoas tiveram que ser atendidas por equipes de saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS) por terem inalado fumaça. Nenhum deles apresentou quadro grave de saúde.

Ainda segundo a administração municipal, moradores relataram que o fogo teria começado após uma briga de casal. Com o vento, as chamas acabaram se espalhando rapidamente pela área.

A prefeitura informou que equipes da Secretaria de Assistência Social já estão no local fazendo o cadastramento social das famílias atingidas e que o Fundo Social de Solidariedade também está no local para verificar as necessidades dos moradores. 

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura ainda não sabia informar para qual local as famílias desabrigadas seriam encaminhadas.

Em dezembro do ano passado, outro incêndio atingiu moradias no mesmo local, também sem registro de vítimas.Segundo a prefeitura de Cubatão, pelo menos 150 moradias foram atingidas pelo incêndio na ocasião. 

Fonte: Agência Brasil

Fux é o terceiro a votar em nova sessão de julgamento de Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (10), às 9h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

A sessão vai começar pelo voto de Luiz Fux, terceiro ministro a se manifestar no julgamento.

Até o momento, o placar está 2 votos a 0 pela condenação de Bolsonaro e seus aliados pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Exceto no caso de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, que reponde somente pelos três primeiros crimes. 

Os votos foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flavio Dino. Os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votam na sequência de Fux. 

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

O tempo de pena será definido somente após a rodada de votação sobre a condenação ou absolvição. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Também foram marcadas sessões para quinta (11) e sexta-feira (12), quando deve se encerrar o julgamento.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática. Somente após a análise dos recursos contra a condenação, a prisão será efetivada. 

Recursos

Em caso de condenação com um voto a favor da absolvição, Bolsonaro e os demais réus terão direito a mais um recurso para evitar a prisão. Com a publicação do acórdão com o eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. Os embargos são julgados pela própria Primeira Turma. 

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderão ser protocolados contra a decisão.  

 

Fonte: Agência Brasil

Alfabetização de adultos pode aumentar renda em até 16%, aponta estudo

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A educação de jovens e adultos (EJA) tem impacto positivo direto na renda, ocupação e formalização no mercado de trabalho dos estudantes que participam dessa etapa de ensino. É o que destaca um estudo inédito que mapeou qual é o retorno econômico para aqueles jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade certa, mas retornaram para a escola em turmas de EJA.

A modalidade faz parte da educação básica e possibilita àqueles que não concluíram a escola na idade esperada retomarem os estudos e obterem o diploma de ensino fundamental e médio, em cursos com duração mais rápida do que as classes regulares.

A pesquisa será lançada nesta quarta-feira (10), no Seminário Nacional de Educação de Jovens e Adultos: 1º Ano do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). A investigação busca “preencher uma lacuna importante na pesquisa sobre o tema” e oferecer subsídios para ampliar o investimento e o acesso da população a essa etapa de ensino. A análise foi encomendada pelo Ministério da Educação, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

O que é a EJA?

Nas últimas décadas, o país ampliou significativamente o acesso à educação formal – a taxa de atendimento entre 6 e 14 anos, que compreende todo o ensino fundamental, chegou a 96,7% em 2010, contra 75,5% em 1991. No entanto, destaca o estudo, as altas taxas de reprovação e evasão persistiram. Dessa forma, parte dos estudantes não termina os estudos na idade esperada ou abandona a escola antes da conclusão do ensino fundamental ou médio. Em 2023, por exemplo, 35 de cada 100 jovens brasileiros não haviam concluído o ensino médio até os 20 anos.

Para frequentar o EJA ensino fundamental, é preciso ter pelo menos 15 anos; para o médio, 18 anos, e para as turmas de alfabetização (AJA), a única restrição é a idade mínima é de 15 anos. O estudo também mapeou qual é o público potencial para cada uma das etapas, considerando diferenças regionais, de raça e moradia rural/urbana.

“As gerações que frequentaram, ou deveriam ter frequentado a escola, há duas décadas ou mais, vivenciaram um período de grande exclusão educacional e, por isso, grande parte não concluiu a educação básica. Apesar dos avanços, mesmo entre jovens adultos ainda há um grande contingente de pessoas que não concluíram a educação básica na idade apropriada, e também vão compor o público potencial da EJA e da AJA”, destaca o estudo.

Renda e mercado de trabalho

Em todas as etapas da modalidade, desde a alfabetização até a conclusão do ensino médio, o estudo aponta um incremento na renda dos estudantes, após frequentarem e concluírem a EJA. Esse aumento varia de acordo com a faixa etária.

Alfabetização

Para quem concluiu as classes de alfabetização, por exemplo, a renda média teve um incremento de 16,3% no grupo entre 18 e 60 anos. O impacto é ainda maior na faixa etária entre 46 e 60 anos, superando 23%.

A AJA também aumenta a probabilidade de ter uma ocupação formal em 7,7 pontos percentuais (pp) e de ter uma ocupação de qualidade em 2,3 pp, considerando todas as faixas etárias. É considerada uma ocupação de qualidade quando o trabalhador recebe pelo menos um salário mínimo e trabalha até 44 horas semanais.

Ensino fundamental

Para quem concluiu os anos finais do ensino fundamental pela EJA, a renda média tem um incremento de 4,6%. “Esse impacto é particularmente notável para o grupo de 26 a 35 anos, com um aumento de 14,9% na renda”, destaca o estudo. A conclusão da etapa também aumenta a probabilidade de ter um trabalho formal em 6,6 pp e uma ocupação de qualidade em 3,2 pp.

Ensino médio

No caso da EJA ensino médio, a conclusão eleva a renda mensal em 6%, em média, para o grupo de 18 a 60 anos em comparação com quem parou no ensino fundamental. O maior impacto foi observado na faixa de 26 a 35 anos, com um aumento de 10% na renda média. A probabilidade de ter uma ocupação formal cresce 9,4 pp e uma ocupação de qualidade em 3,3 pp, com impactos positivos em todas as faixas etárias avaliadas. 

Para a autora do estudo, Fabiana de Felicio, os resultados reforçam a importância estratégica da educação de jovens e adultos no Brasil.

“Os expressivos contingentes de pessoas aptas a cursar a alfabetização e as etapas da EJA, somados aos retornos econômicos positivos identificados, indicam um vasto potencial para a expansão dessas modalidades de ensino. Os ganhos ao longo da vida parecem ser suficientes para justificar os custos de curto prazo do retorno aos estudos, especialmente para os grupos de idade mais jovens”, indica.

Ela reforça ainda que o investimento na EJA traz, além de benefícios para os indivíduos, impactos para o desenvolvimento social e econômico locais, destacando a importância de secretários de educação e gestores olharem para a modalidade de forma estratégica.  

“O aumento da renda, da formalidade e da qualidade das ocupações não só melhora a qualidade de vida das pessoas, como também contribui para a produtividade e a redução da pobreza e desigualdade”, destaca o estudo.

Pacto EJA

Lançado no ano passado pelo MEC, o Pacto Nacional de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos prevê a criação de 3,3 milhões de novas matrículas na EJA e a sua oferta integrada à educação profissional, com um investimento de R$ 4 bilhões em quatro anos.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não alfabetizadas, o equivalente a 5,3% da população nessa faixa etária.

Fonte: Agência Brasil

Brasileiros sacam em julho R$ 310,36 milhões esquecidos em bancos

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Os brasileiros sacaram, em julho deste ano, R$ 310,36 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 11,34 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 10,70 bilhões disponíveis para saque.

O SVR é um serviço do BC no qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Caso o resultado seja positivo, é possível solicitar a devolução. O serviço do BC é totalmente gratuito. Para a consulta, não é preciso fazer login ─ basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento do cidadão ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas encerradas.

Já para o resgate dos valores, há a necessidade de login com a conta Gov.br – nos níveis prata ou ouro e com verificação em duas etapas habilitada.

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Resgate

O dinheiro pode ser resgatado de duas formas: a primeira é entrar diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo Sistema de Valores a Receber.

Em maio deste ano, o Banco Central inaugurou uma nova funcionalidade no sistema: a solicitação automática de resgate de valores. Com ela, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.

Caso seja disponibilizado algum recurso por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão. A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF. A adesão ao serviço é facultativa.

Recursos que podem ser recuperados pelo SVR:

  • Valores disponíveis em contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • Tarifas cobradas indevidamente;
  • Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
  • Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
  • E outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Beneficiários

As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.

Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 32.389.535 correntistas haviam resgatado valores, sendo 29.391.010 pessoas físicas e 2.998.525 pessoas jurídicas. Por outro lado, 52.654.085 de beneficiários ainda não sacaram seus recursos. Destes, 48.052.877 são pessoas físicas e 4.601.208 pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas sem fazer o saque têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,49% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,89% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,82% dos clientes. Só 1,8% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Golpes

O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O BC ressalta que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O Banco Central também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do SVR pode contatar o cidadão. O banco também pede que nenhuma pessoa forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.

Fonte: Agência Brasil