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Dia do Orientador Educacional: profissão gera escolas mais acolhedoras

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Nesta quinta-feira, 4 de dezembro, é celebrado o Dia do Orientador Educacional, profissão que atua no aconselhamento dos estudantes, seja sobre seu futuro e metas ou sobre a organização cotidiana, e no apoio à gestão do ambiente escolar, mediando conflitos e promovendo o acolhimento dos alunos.

Predominantemente feminina, com 78% de mulheres entre os cerca de 81 mil profissionais, segundo o dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a profissão avança em meio à perspectiva de ampliação do ensino integral e promoção de métodos que valorizam a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes.

O orientador pode atuar em apoio ao corpo docente, em consonância com outros especialistas, como coordenadores pedagógicos, ou diretamente com estudantes e familiares, principalmente nas disciplinas que se dedicam ao desenvolvimento de habilidades de planejamento e desenvolvimento pessoal, como os chamadas “Projetos de Vida”.

“Acredito que a orientação educacional evoluiu com a necessidade de acompanhar as crianças e os jovens em seu desenvolvimento integral. A educação se transformou e hoje as escolas são fundamentais para promover o autoconhecimento, habilidades emocionais e de vida, disse, à Agência Brasil, Ana Claudia Favano, psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, instituição localizada em Barueri (SP).

“Não estamos mais na época em que a orientação educacional focava em questões de disciplina e dificuldades emocionais relacionadas ao aprendizado cognitivo”, acrescentou.

Ela pondera que o foco da educação hoje está cada vez mais no sujeito e não apenas nas disciplinas, com a qualidade da aprendizagem relacionada ao avanço da maturidade emocional, e vê sua atuação como orientadora na direção de uma espécie de “promotora de cultura do bem-estar”.

O acolhimento também é uma das habilidades importantes para esses profissionais, como a atenção que pesquisas e políticas públicas voltadas ao enfrentamento do bullying têm mostrado constantemente. 

“Minha vivência como orientadora educacional me revelou o poder transformador do olhar atento, da escuta afetiva e do cuidado genuíno. São gestos que, embora simples, têm impacto profundo na trajetória de estudantes que encontraram em mim um ponto seguro de apoio”, acrescentou Ísis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, de são Paulo (SP).

Para ela, o orientador atua como mediador sensível entre alunos, professores, famílias e profissionais externos à escola, como psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos, formando uma rede de apoio que sustenta o desenvolvimento global de cada criança e adolescente, com estratégias personalizadas de acompanhamento”, explicou Isis. 

Como pedagoga, ela considera que escolas que não contam com essa escuta especializada perdem oportunidades de compreender com profundidade o que seus alunos vivem, sentem e precisam, ocupando um espaço de diálogo, mediação e cuidado.

Outro papel desse profissional está na superação das dificuldades de aprendizagem. Esse elemento foi a porta de entrada do professor de matemática Carlos Augusto Lima na profissão. Ele buscou formações que lhe ajudassem a solucionar esses entraves e encontrou, na psicopedagogia e na psicologia da educação, as ferramentas que lhe ajudaram a abordar esses problemas. A profissão, que existe no país desde os anos 1960, tem se atualizado constantemente em fontes cada vez mais integradas às outras ciências. 

“Também faz parte do papel do orientador educacional colaborar com os professores e a equipe escolar para identificar e lidar com os desafios de aprendizagem, trabalhar em parceria com os pais, oferecendo informações sobre desenvolvimento acadêmico e comportamental dos alunos.

Segundo Lima, hoje o grande desafio é trabalhar com a saúde emocional dos alunos e entender sobre sua aprendizagem. “Percebo que muita coisa que o aluno traz para dentro da sala de aula fica ali escondido e passa desapercebido pelo professor, naqueles 45, 50 minutos”, explicou ele, que atua na Brazilian International School, em São Paulo. 

Fonte: Agência Brasil

Seminário debate gargalos do setor cultural no DF

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Para discutir os problemas e propor soluções para o setor cultural do Distrito Federal, a Câmara Legislativa deu início, nesta quinta-feira (4), ao seminário “Construindo Políticas Públicas com Quem Faz Cultura: Rodas de Debate sobre a Cultura do DF”, uma iniciativa do Fórum de Cultura do DF, da Frente Unificada da Cultura e da Frente Parlamentar de Promoção dos Direitos Culturais, presidida pelo deputado Fábio Felix (Psol).

O encontro, que segue até amanhã, reúne artistas, produtores, conselheiros e representantes da sociedade civil para debater os principais desafios da política cultural no DF e construir propostas que serão consolidadas em uma carta-compromisso a ser entregue aos candidatos nas eleições de 2026.

Na mesa inaugural, Fábio Felix destacou a necessidade de superar a fragmentação das emendas parlamentares e garantir que os recursos destinados à cultura estejam alinhados ao Plano de Cultura do DF. “As emendas viraram um processo balcanizado, sem estruturação sistemática, o que compromete a perenidade das iniciativas”, afirmou.

O parlamentar criticou ainda a falta de continuidade nos investimentos em projetos culturais, o que enfraquece o setor e inviabiliza iniciativas de artistas e produtores. Ele citou o Carnaval de Brasília e trabalhos desenvolvidos no Cine Brasília e no Espaço Renato Russo, que ocorrem ocasionalmente e não integram uma política perene de fomento por parte do GDF.

“Infelizmente, há uma marca da cultura que é a descontinuidade. As coisas se apagam de um ano para o outro. Isso é muito ruim para a política pública cultural, para a cidade e para nós que defendemos que a cultura é um motor transformador da realidade”, destacou.

Representantes do setor cultural enalteceram a implementação da Lei Orgânica da Cultura e do Sistema de Arte e Cultura do DF – considerada uma conquista histórica –, mas ressaltaram que ainda não há efetivação prática. Criticaram também o uso inadequado do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), a terceirização excessiva da gestão cultural e denunciaram a falta de fiscalização na execução de projetos.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

A conselheira distrital de cultura e produtora cultural Rita Andrade reforçou a importância de ocupar a Câmara Legislativa para debater cultura e alertou para a precarização do setor: “Vivemos uma questão de sobrevivência. Apesar de termos o maior fundo de apoio à cultura do Brasil, os recursos não chegam de forma efetiva aos fazedores de cultura”.

Ela condenou a falta de suporte aos operadores do setor e as barreiras burocráticas criadas para os produtores acessarem os recursos destinados à cultura. “O que vemos é a falta de sustentabilidade da carreira artística. Você ganha um edital hoje e fica impossibilitado de concorrer a outros. Como você paga sua água, sua energia, seu transporte, sua alimentação? Somos trabalhadores e trabalhadoras como qualquer outro setor, e estamos passando por uma questão seríssima”, indagou.

Na mesma linha, o conselheiro distrital de cultura Rênio Quintas denunciou o contingenciamento e a falta de compromisso do GDF, que, segundo ele, utiliza brechas legais para dificultar a liberação de recursos. Rênio também abordou a Lei da MROSC, afirmando que ela é essencial para a relação entre Estado e sociedade civil, mas vem sendo mal utilizada, permitindo desvios e favorecimentos. “É muito importante estarmos aqui debatendo e falando das nossas dores, das nossas perspectivas e, principalmente, das nossas propostas”, desabafou.

O seminário segue com debates sobre:

4/12 (tarde): Participação Social e Patrimônio Cultural, com presença do presidente do IPHAN e conselheiros nacionais;

5/12 (manhã): Lei do Silêncio, Carnaval, Políticas Afirmativas e Sustentabilidade Cultural;

5/12 (tarde): Políticas de Fomento – FAC, LIC e PNAB.

O evento pode ser acompanhado pelo canal da Câmara Legislativa no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Brasil tem grande potencial para minerais críticos, aponta Ipea

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O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o Brasil tem grande potencial geológico para os minerais críticos, mas, até recentemente, não havia conseguido materializar esse potencial em produção econômica robusta e esteve distante do patamar de países como Austrália, China, África do Sul e Chile entre outros.

Os minerais críticos são recursos essenciais para setores estratégicos, como tecnologia, defesa e transição energética, cuja oferta está sujeita a riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. Eles incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.

O Brasil, por exemplo, detém cerca de 10% das reservas mundiais desses minerais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro da Mineração (Ibram), entidade que representa o setor privado.

A pesquisa Qual a importância do Brasil na cadeia global de minerais críticos da transição energética? Uma análise sobre reservas, produção, comércio exterior e investimentos, dos pesquisadores Rafael da Silveira Soares Leão, Mariano Laio de Oliveira e Danúbia Rodrigues da Cunha foi divulgada nesta quinta-feira (4).

De acordo com o levantamento, a atuação do Brasil no comércio internacional nas últimas duas décadas foi tímida, refletindo as dificuldades internas de uma produção mineral incerta. “Entretanto, a expansão dos investimentos em capital físico e a retomada dos dispêndios em pesquisa geológica, nos últimos anos, em linha com as tendências mundiais, parecem preparar o país para um ciclo virtuoso de expansão da produção”, dizem os pesquisadores.

A pesquisa conclui que um novo ciclo de investimentos, “aparentemente em curso”, pode impulsionar a mineração brasileira a operar em outro patamar de competitividade, “mas é importante que as expectativas sobre o impacto do setor na economia brasileira sejam realistas”.

Conforme os autores do estudo, a cadeia produtiva da mineração brasileira, entre 2000 e 2019 oscilou entre 0,75% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB), dependendo dos ciclos de expansão e retração das cotações das commodities minerais, especialmente do minério de ferro, que representa mais de dois terços do setor.

Fonte: Agência Brasil

CPMI do INSS convoca dono do Banco Master e governador Zema

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (4), a convocação e a quebra do sigilo telemático, bancário e fiscal do dono do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro. A CPMI aprovou ainda a convocação do governador de Minas Gerais (MG), Romeu Zema (Novo).

Ambos entraram na mira da CPMI devido à investigação sobre possíveis irregularidades na oferta de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, tema que é um dos objetos da comissão mista.

O presidente do Banco Master, Vorcaro, foi preso, e depois liberado, acusado de fraude em operações no mercado financeiro que podem somar R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal (PF).  

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendeu que a convocação de Vorcaro é necessária porque o Banco Master é um dos que mais registram reclamações sobre empréstimos consignados.  

“´[A convocação] é necessária para prestar esclarecimentos acerca da atuação da instituição na oferta de produtos financeiros a aposentados e pensionistas, incluindo o crédito consignado, que possam justificar o elevado número de reclamações recebidas pela Secretaria Nacional do Consumidor, a Senacon, nos últimos anos”, justificou.

Também foi aprovado o envio do relatório de inteligência financeira sobre as movimentações bancárias de Vorcaro, produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A CPMI ainda aprovou a convocação de dirigentes dos bancos Daycoval, Pan, Agibank, e BMG. Por outro lado, foram rejeitados os requerimentos para convocar dirigentes dos bancos Santander, Crefisa, C6 e da Zema Financeira.  

Governador Romeu Zema

A CPMI aprovou ainda, com protestos da oposição, a convocação do governador de Minas Gerais (MG), Romeu Zema (Novo). O pedido para ouvir o governador foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).

O parlamentar afirma que a Zema Financeira, ligada ao governador de Minas, foi uma das beneficiárias pela Medida Provisória (MP) 1.106 de 2022, do governo Jair Bolsonaro, que permitiu empréstimos consignados a beneficiários do Bolsa Família, à época chamado de Auxílio Brasil.

“Zema foi uma das poucas instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a oferecer a linha de crédito, que desconta a parcela direto do pagamento feito pelo governo para famílias vulneráveis em até 40% do valor do benefício”, escreveu o parlamentar mineiro.  

O governador Romeu Zema enviou nota à CPMI pedindo para não ser convocado e informando que deixou a empresa Zema Financeira após vencer a eleição para o governo de Minas em outubro de 2018.

“O requerente absolutamente nada pode esclarecer ‘acerca da atuação da instituição na oferta de produtos financeiros a aposentados e pensionistas, incluindo o crédito consignado”, informou a defesa de Zema à CPMI.

O deputado Correia rebateu que o governador deixou a direção da empresa porque a legislação exige, mas destacou que ele permanece como acionista da instituição financeira.

“Ele não poderia ser dessa financeira para estar no governo do estado. Por isso saiu. Mas eu queria dizer a vocês que ele ainda mantém 16,41% das ações. O pai dele, Ricardo Zema, 51% das ações. O irmão dele, Romero Zema, 16,41%. E a Luciana Zema, que é a irmã, 16,18%. Se vocês somarem, 100% da família Zema”, disse.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) lamentou que a CPMI tenha aprovado a convocação, e não o convite do governador Zema. Diferentemente do convite, a convocação obriga a pessoa a comparecer à comissão.

“A gente quer muito que o governador Zema venha pra mostrar como é que se faz política, como é que faz o estado ser mais transparente e ele se colocou à disposição para ser convidado a vir aqui e virá”, afirmou Adriana.

Fonte: Agência Brasil

App ajudará agentes públicos a trocarem informações de forma segura

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Uma ferramenta de comunicação elaborada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ajudará agentes públicos e autoridades governamentais a trocarem informações de forma segura e sigilosa, tornando desnecessário o uso dos aplicativos de mensagens comerciais – muitos deles desenvolvidos por empresas estrangeiras.

Chamada msg gov, a plataforma foi apresentada nesta semana no evento Diálogos da Abin. O aplicativo é compatível com os sistemas Android e iOS.

De acordo com a Abin, ele funciona de forma similar aos aplicativos comerciais, podendo enviar tanto mensagens de texto quanto material multimídia, por meio de chamadas de voz e vídeo. Possibilita ainda o compartilhamento de arquivos e documentos entre usuários ou em grupos.

A primeira versão do aplicativo foi testada pelo público interno da Abin ao longo de 2025. O aplicativo é integrado ao gov.br, o que lhe confere “mais praticidade”, segundo a agência.

Criptografia

O diferencial desse aplicativo está no fato de ele fazer uso de criptografias de ponta desenvolvidas pelo quadro de especialistas da própria agência. Essa tecnologia é apontada pela Abin como “pilar da soberania digital e da segurança governamental”, no sentido de garantir comunicações sigilosas e transações digitais.

“O msg gov é uma plataforma de comunicação segura e confiável destinada a agentes públicos e autoridades governamentais. O aplicativo foi concebido, inicialmente, para atender à Abin e a parceiros do Sisbin [Sistema Brasileiro de Inteligência], mas, por seu potencial, pode ser utilizado por toda a administração pública”, informou a agência.

Entre as atribuições da Abin está a de, como órgão central do Sisbin, disponibilizar ferramentas de comunicação seguras para esse sistema de inteligência formado por diversos órgãos de Estado, especialmente ligados à defesa externa, à segurança interna, o que inclui também órgãos de estados, municípios e Distrito Federal.

O msg gov foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Sua implementação ficou a cargo do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Fonte: Agência Brasil

STF suspende leis municipais que autorizaram funcionamento de bets

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O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (3) a suspensão de leis municipais que autorizaram o funcionamento de empresas de loterias e apostas esportivas, as chamadas bets.

Pela decisão, as bets estaduais deverão suspender as atividades imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A liminar foi motivada por um ação protocolada pelo partido Solidariedade, que inicialmente incluiu leis municipais de 13 cidades: São Vicente (SP), Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Anápolis (GO), Caldas Novas (GO), Foz do Iguaçu (PR), Pelotas (RS), Bodó (RN), Porto Alegre (RS), Estância Hidromineral de Poá (SP) e Miguel Pereira (RJ). 

No entendimento do ministro, o funcionamento das bets é regulado no âmbito federal, pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA).

“Casas de apostas que não atendem aos critérios estipulados pelo Poder Executivo Federal, por meio do Ministério da Fazenda, não podem operar serviços lotéricos no âmbito dos entes municipais”, decidiu o ministro.

No despacho, Marques também pediu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, o agendamento de uma data para o julgamento do referendo de sua decisão individual.

 

 

Fonte: Agência Brasil

CLDF realiza homenagem ao Dia do Policial Penal, nesta quinta (4)

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A iniciativa é do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz

A Câmara Legislativa do Distrito Federal promove, nesta quinta-feira (4), uma sessão solene em homenagem ao Dia do Policial Penal. O evento começa às 18h30, no plenário. A iniciativa é do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB). Ele explica que, além de dar visibilidade ao trabalho da polícia penal, a solenidade tem “o objetivo de reforçar a importância de políticas de valorização e estruturação da categoria”.

O parlamentar exalta a atuação dos profissionais que garantem a segurança, custódia, fiscalização e movimentação de pessoas privadas de liberdade. “No Distrito Federal, os policiais penais têm se destacado pela eficiência e responsabilidade com que exercem suas funções, contribuindo diretamente para a segurança da população e para o fortalecimento das instituições”, ressalta o presidente da CLDF.

O Dia do Policial Penal (4 de dezembro) foi criado pela Lei 6.674/2020, que incluiu a data no calendário oficial do DF.

O evento desta noite será transmitido pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), e no YouTube.
 

Serviço
Sessão solene: Dia do Policial Penal
Data: 4 de dezembro, quinta-feira
Horário: 18h30
Local: plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Fonte: Agência CLDF

Goiás inicia vacinação contra Vírus Sincicial Respiratório para gestantes

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Goiás inicia vacinação contra Vírus Sincicial Respiratório para gestantes
Goiás recebe mais de 24 mil doses da vacina contra Vírus Sincicial Respiratório (Foto: Marco Monteiro)
 

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) recebeu 24.530 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), enviadas pelo Ministério da Saúde, e inicia a estratégia de imunização em todo o estado. As doses serão distribuídas às 18 Regionais de Saúde e, posteriormente, encaminhadas aos 246 municípios goianos.

“Essa vacinação representa um passo decisivo na proteção aos recém-nascidos e na diminuição da sobrecarga sobre nossos serviços de saúde infantil”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível Santos.

 “Vacinar gestantes é proteger vidas, evitando internações graves e complicações respiratórias nos primeiros meses de vida dos bebês”, completou o secretário.

O VSR é a principal causa de bronquiolite em crianças menores de dois anos. Ele é responsável por cerca de 75% dos casos provocados por vírus e por aproximadamente 40% das pneumonias durante o período de sazonalidade, representando uma importante carga de morbimortalidade e pressionando os serviços do SUS.

Além das manifestações agudas, a infecção pode causar sequelas respiratórias de longo prazo, como chiado no peito recorrente e bronquiolite que obstrui o fluxo respiratório, o que eleva a demanda por atendimentos, internações e cuidados intensivos pediátricos.

Vigilância e cenário epidemiológico

A vigilância dos vírus respiratórios no Brasil é feita por meio da notificação de pacientes que evoluem com agravamento de síndrome gripal — necessitando internação ou evoluindo a óbito —, caracterizando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Além disso, coletas por amostragem em unidades sentinelas contribuem para o monitoramento contínuo da circulação viral.

Dados recentes de Srag no Brasil

  • 2024: 189.698 casos de Srag, dos quais 92.780 (49%) foram identificados como vírus respiratórios.
  • 2025 (até a semana epidemiológica 45): 220.595 casos de SRAG, com 118.828 (54%) identificados para vírus respiratórios.

Do total de SRAG por VSR

  • 2024: 27.018 casos (29% dos vírus identificados), sendo 22.921 em crianças menores de 2 anos.
  • 2025: 42.752 casos (36% dos vírus identificados), sendo 35.255 em crianças menores de 2 anos.

Esses dados reforçam a importância da vacinação como medida de saúde pública, especialmente para proteger recém-nascidos — grupo de maior risco para evolução grave.

Objetivos da vacinação

A vacinação tem como objetivo principal prevenir formas graves de doenças do trato respiratório inferior (bronquiolite) associadas ao VSR em crianças menores de seis meses, por meio da imunização de gestantes.

“Vacinando as gestantes, os anticorpos da mãe passam para o filho, que permanece protegido por até seis meses, período crítico para o bebê”, afirma a Subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.

Entre os objetivos específicos, destacam-se:

  • reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde do SUS causada por infecções respiratórias em lactentes;
  • diminuir a necessidade de internações em UTIs pediátricas, considerando as desigualdades regionais na oferta desses leitos;
  • ampliar o acesso das gestantes à vacinação, garantindo proteção aos recém-nascidos desde os primeiros dias de vida.

Operacionalização em Goiás

A vacinação ocorrerá durante todo o ano, integrada à rotina dos serviços de saúde, tendo como público-alvo gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna. Para se vacinar, será necessário apresentar documento que comprove a gestação e a idade gestacional (cartão da gestante, cartão de pré-natal, exames, relatório médico ou encaminhamento de profissional de saúde de nível superior), além de documentos pessoais.

As gestantes devem procurar as unidades de saúde de seus municípios, de acordo com o cronograma local. A estimativa é vacinar 91.217 gestantes, com uma meta de cobertura de 80%.

A distribuição das vacinas já começou. Goiânia e Aparecida de Goiânia — municípios mais próximos e também os maiores do estado — estão recebendo as doses ainda hoje. Os demais municípios serão atendidos conforme a rota logística de distribuição. As doses seguem primeiro para as Regionais de Saúde, que farão a entrega aos 246 municípios até o final da próxima semana.

A orientação é que, a partir da semana que vem, as gestantes entrem em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de seu município para confirmar o dia e o local (sala de vacinação) em que o imunizante estará disponível.

Precauções

A vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional e com medicamentos habituais. Em casos de doenças febris agudas, moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a melhora do quadro, evitando confusão entre sintomas da doença e possíveis efeitos da vacina.

Saiba mais

Serviço de diálise peritoneal é inaugurado em Formosa

Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Educação hoje está cada vez mais no sujeito, diz orientadora

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Nesta quinta-feira, 4 de dezembro, é celebrado o Dia do Orientador Educacional, profissão que atua no aconselhamento dos estudantes, seja sobre seu futuro e metas ou sobre a organização cotidiana, e no apoio à gestão do ambiente escolar, mediando conflitos e promovendo o acolhimento dos alunos.

Predominantemente feminina, com 78% de mulheres entre os cerca de 81 mil profissionais, segundo o dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a profissão avança em meio à perspectiva de ampliação do ensino integral e promoção de métodos que valorizam a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes.

O orientador pode atuar em apoio ao corpo docente, em consonância com outros especialistas, como coordenadores pedagógicos, ou diretamente com estudantes e familiares, principalmente nas disciplinas que se dedicam ao desenvolvimento de habilidades de planejamento e desenvolvimento pessoal, como os chamadas “Projetos de Vida”.

“Acredito que a orientação educacional evoluiu com a necessidade de acompanhar as crianças e os jovens em seu desenvolvimento integral. A educação se transformou e hoje as escolas são fundamentais para promover o autoconhecimento, habilidades emocionais e de vida, disse, à Agência Brasil, Ana Claudia Favano, psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, instituição localizada em Barueri (SP).

“Não estamos mais na época em que a orientação educacional focava em questões de disciplina e dificuldades emocionais relacionadas ao aprendizado cognitivo”, acrescentou.

Ela pondera que o foco da educação hoje está cada vez mais no sujeito e não apenas nas disciplinas, com a qualidade da aprendizagem relacionada ao avanço da maturidade emocional, e vê sua atuação como orientadora na direção de uma espécie de “promotora de cultura do bem-estar”.

O acolhimento também é uma das habilidades importantes para esses profissionais, como a atenção que pesquisas e políticas públicas voltadas ao enfrentamento do bullying têm mostrado constantemente. 

“Minha vivência como orientadora educacional me revelou o poder transformador do olhar atento, da escuta afetiva e do cuidado genuíno. São gestos que, embora simples, têm impacto profundo na trajetória de estudantes que encontraram em mim um ponto seguro de apoio”, acrescentou Ana Cláudia.

Para ela, o orientador atua como mediador sensível entre alunos, professores, famílias e profissionais externos à escola, como psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos, formando uma rede de apoio que sustenta o desenvolvimento global de cada criança e adolescente, com estratégias personalizadas de acompanhamento”, explicou Isis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). 

Como pedagoga, Ísis considera que escolas que não contam com essa escuta especializada perdem oportunidades de compreender com profundidade o que seus alunos vivem, sentem e precisam, ocupando um espaço de diálogo, mediação e cuidado.

Outro papel desse profissional está na superação das dificuldades de aprendizagem. Esse elemento foi a porta de entrada do professor de matemática Carlos Augusto Lima na profissão. Ele buscou formações que lhe ajudassem a solucionar esses entraves e encontrou, na psicopedagogia e na psicologia da educação, as ferramentas que lhe ajudaram a abordar esses problemas. A profissão, que existe no país desde os anos 1960, tem se atualizado constantemente em fontes cada vez mais integradas às outras ciências. 

“Também faz parte do papel do orientador educacional colaborar com os professores e a equipe escolar para identificar e lidar com os desafios de aprendizagem, trabalhar em parceria com os pais, oferecendo informações sobre desenvolvimento acadêmico e comportamental dos alunos.

Segundo Lima, hoje o grande desafio é trabalhar com a saúde emocional dos alunos e entender sobre sua aprendizagem. “Percebo que muita coisa que o aluno traz para dentro da sala de aula fica ali escondido e passa desapercebido pelo professor, naqueles 45, 50 minutos”, explicou ele, que atua na Brazilian International School, em São Paulo. 

Fonte: Agência Brasil

Entrega de brinquedos do Natal do Bem contará com mais de 200 rotas gratuitas de ônibus para facilitar acesso das famílias

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A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e o Goiás Social, em parceria com a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), vão oferecer 222 rotas gratuitas de ônibus para facilitar o acesso das famílias à tradicional entrega de brinquedos do Natal do Bem. Ela está marcada para este domingo (07/12), no Ginásio Goiânia Arena.

A iniciativa reforça o compromisso do Estado em garantir que todas as crianças, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade, possam participar da celebração.

“O Natal do Bem é um gesto de amor. Nosso compromisso é fazer chegar alegria a todas as crianças, especialmente aquelas que mais precisam. Cada rota planejada, cada brinquedo entregue é pensado com carinho e responsabilidade”, afirma a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Entrega de brinquedos

Ao todo, 20 mil brinquedos serão distribuídos na capital. Este ano, o Governo de Goiás adquiriu 665 mil brinquedos, destinados aos 246 municípios goianos, com investimento de R$ 26,8 milhões. Desde 2019, já são mais de 3,2 milhões de brinquedos entregues em todo o estado.

Neste ano, os brinquedos que serão distribuídos são:

  • Bonecas;
  • Carrinhos que se transformam em patrola;
  • Bolas de futebol e de vôlei;
  • Kits de panelinha;
  • Novo jogo imobiliário personalizado com pontos turísticos de Goiás.

Rotas para Goiânia e Região Metropolitana

Rotas gratuitas vão atender capital e região metropolitana (Foto: Geison Carvalho)

Confira as rotas que farão o transporte gratuito até o Ginásio Goiânia Arena:

Goiânia

Em Goiânia, dezenas de rotas foram organizadas com saída a partir das 6h, em pontos estratégicos distribuídos por todas as regiões da cidade, como escolas, praças, igrejas e unidades de saúde. Entre os locais atendidos estão:

  • Jardim São José;
  • Vila Nova;
  • Criméia Leste;
  • Santos Dumont;
  • Setor Central;
  • Vila Santa Helena;
  • Castelo Branco;
  • Leste Universitário;
  • Vila Pedroso;
  • Jardim Novo Mundo;
  • Grande Retiro;
  • Parque Atheneu;
  • Jardim Mariliza;
  • Vale do Araguaia;
  • Estrela Dalva;
  • Finsocial;
  • Novo Planalto;
  • Jardim Curitiba;
  • Parque Tremendão;
  • Balneário Meia Ponte;
  • Village Atalaia e outros.

Região Metropolitana

Os ônibus da Região Metropolitana transportarão, exclusivamente, crianças atendidas pela Central Única das Favelas (CUFA) e por entidades sociais cadastradas na OVG. As rotas são:

  • Aparecida de Goiânia;
  • Goianira;
  • Hidrolândia;
  • Senador Canedo;
  • Abadia de Goiás.

Segundo a diretora-geral da OVG, Adryanna Caiado, cada detalhe é pensado para acolher.

“As rotas, as equipes organizadas, o cuidado com a chegada das crianças: tudo isso garante que o Natal do Bem seja uma experiência segura, leve e inesquecível. Nosso objetivo é que cada criança volte para casa levando não só um brinquedo, mas também uma memória afetiva que fará parte da sua infância”, afirma.

O grande evento da entrega de brinquedos contará com a presença do Papai e da Mamãe Noel, apresentações culturais, distribuição gratuita de pipoca e algodão doce e sorteio de bicicletas doadas por parceiros da OVG e do Goiás Social, reforçando o clima de festa que já virou tradição na capital.

“Nosso Natal do Bem, que chega a todos os 246 municípios goianos, reafirma o compromisso do Governo de Goiás em levar inclusão, cuidado e esperança às famílias do Estado. Com as rotas gratuitas em Goiânia, o objetivo é garantir que nenhuma criança fique de fora desse momento preparado com tanto carinho”, finaliza Gracinha Caiado.

Confira as rotas detalhadas abaixo:

Saiba mais

Natal do Bem recebe edição especial do Natal dos Escantos – O Festival

Fonte: Portal Goiás