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Anistia geral e irrestrita é impossível, diz relator na Câmara

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O relator do projeto de lei (PL) da anistia, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), informou nesta quinta-feira (18) que o texto que irá apresentar não vai ser uma anistia total, como quer o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“[Anistia] ampla, geral e irrestrita é impossível, né? Essa discussão eu acho que já foi superada ontem, quando o Hugo [Motta, presidente da Câmara] teve uma reunião de mais de 3 horas com o pessoal do PL. Acho que nós vamos ter que fazer uma coisa pelo meio. Isso aqui talvez não agrade nem extrema direita, nem extrema esquerda, mas agrade a maioria da Câmara”, comentou.

A discussão na Câmara é em torno da aprovação de um projeto de lei que que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Aliados de Bolsonaro defendem que a anistia alcance também o ex-presidente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão, em julgamento concluído na semana passada

Paulinho da Força disse que tem relação “com esquerda” e “com direita”, que vai procurar governadores para influenciar as bancadas estaduais e que espera colocar o texto em votação já na próxima semana.

“Cabe a mim tentar fazer esse meio de campo aí. É o que eu vou fazer. Conversar com todo mundo para que no final a gente possa ter um texto que agrade a todos”, disse Paulinho.

Questionado por jornalistas se a matéria seria apenas de redução de pena, e não de anistia, o relator disse “nós não estamos mais falando de anistia”.

A urgência da anistia foi aprovada nessa terça-feira (18) com o apoio da maioria dos líderes da Câmara. Com a urgência aprovada, o texto pode ser votado a qualquer momento no plenário.

Está em disputa dentro da Casa o teor do texto, se será uma anistia ampla e irrestrita, como defende a oposição liderada pelo PL, ou um relatório mais restrito, com apenas reduções de penas.

Outra dúvida é se o texto deve alcançar todos os envolvidos, incluindo os organizadores e financiadores da tentativa de golpe de Estado, ou apenas os manifestantes do 8 de janeiro.

Trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, entre outros delitos.

Aliados, generais e assessores próximos do ex-presidente também foram condenados, além de centenas de manifestantes que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O Supremo entendeu que o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes das Forças Armadas a aderir a um decreto para suspender a eleição e os poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, assim, permanecer no poder.

De acordo com as investigações, entre os planos previstos para anular a eleição de 2022, estava o de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, e o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

 

Fonte: Agência Brasil

Nasa aposta em missões espaciais para buscar vida em luas e planetas

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Sessenta anos após a primeira missão para Marte, a Mariner 4, que tinha o objetivo de registrar imagens do planeta vermelho, a expedição envolvendo o veículo rover Perseverance já é considerada a mais animadora pela comunidade científica e a mais próxima de localizar vida fora do planeta Terra.

Esta é a constatação da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) que, no último dia 10, anunciou possíveis indícios de bioassinatura em uma rocha, localizada na cratera de Jezero.

Na região marciana, onde há bilhões de anos correram rios e lagos, uma combinação de minerais e material orgânico localizados em uma rocha, chamada de Chevaya Falls, pode indicar a existência de vida antiga.

Seria uma espécie de microfóssil, resultado do metabolismo microbiano expelido após se “alimentarem’’ de material orgânico, explicaram cientistas da agência espacial.

A notícia, que já circulava em laboratórios da Nasa há cerca de um ano veio a público agora, após a revisão por pares de cientistas e com a publicação de um artigo na renomada revista Nature.

Os achados foram considerados relevantes por uma equipe internacional de cientistas, mas não são conclusivos, aponta o artigo. Isso porque também existe a possibilidade de se tratar de uma ação abiótica, decorrente de um processo químico não biológico, ou seja, sem presença de vida.  

Para a astrônoma brasileira Rosaly Lopes, vice-diretora de Ciências Planetárias do Jet Propulsion Laboratory (Laboratório de Propulsão a Jato, em tradução livre) da Nasa, embora os resultados das análises do Perseverance sejam animadores, eles só serão conclusivos após a checagem da amostra em laboratórios terrestres. 

O administrador interino da Nasa, Sean Duffy, informou que trazer a amostra de volta para a Terra depende ainda da avaliação de orçamento, do tempo e da tecnologia que seria empregada na missão de resgate. 
 


Planeta Marte em foto do telescópio espacial Hubble da Nasa
Planeta Marte em foto do telescópio espacial Hubble da Nasa

Corrida Espacial 

Mesmo com os desafios para confirmar a existência de vida em Marte, a Nasa está a todo vapor na corrida espacial, no páreo com países como China, Índia e Rússia.

Estes países se unem ao jogo para ver quem desvenda primeiro a grande questão sobre o Universo: estamos sós nesta imensidão? 

Em entrevista exclusiva à TV Brasil a astrônoma brasileira Rosaly Lopes abordou temas como as futuras missões espaciais lideradas pela Nasa, onde ela trabalha há mais de 30 anos, e sobre o quão próximo estamos de respostas de vida no nosso Sistema Solar. 

“Um dos maiores objetivos agora da Nasa, da nossa comunidade científica, é saber se existiu vida em outros mundos.” 

Confira trechos da entrevista: 


Brasília (DF), 18/09/2025 –  Personagem Rosaly Lopes.
Após descoberta em Marte, Nasa aposta em missões espaciais em busca de vida em outros mundos.
Foto: Rosaly Lopes/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 18/09/2025 –  Personagem Rosaly Lopes.
Após descoberta em Marte, Nasa aposta em missões espaciais em busca de vida em outros mundos.
Foto: Rosaly Lopes/Arquivo pessoal

Agência Brasil: O recente anúncio da Nasa, sobre a missão envolvendo o rover Perseverance e a potencial bioassinatura em rocha no planeta Marte, animou a comunidade científica sobre a possibilidade de descoberta de vida fora da Terra. Qual era o clima entre os colegas astrônomos e cientistas envolvidos na pesquisa e em outras missões espaciais às vésperas e após o anúncio público desta notícia, considerada pela Nasa a mais próxima de achar vida fora da Terra?
Rosaly Lopes:  Esse resultado já tinha sido anunciado entre os cientistas assim que descobrimos a rocha, há pouco mais de um ano, e os instrumentos do robô Perseverance fizeram as primeiras análises da amostra, chamada Cânion Safira.
A diferença, agora, é que o artigo científico foi publicado. E isso quer dizer que, no princípio, antes de todas as análises terem avançado, ainda se tinha muita dúvida.
Isso porque o resultado encontrado na rocha talvez possa ser abiótico [decorrente de processos químicos, mas sem presença de vida], já que as análises ainda não foram finalizadas. Mas agora, a publicação do artigo em uma revista científica como a Nature demonstra que a comunidade científica diz que as análises são boas.
Isso faz com que esse resultado não seja considerado, ainda, como prova de vida fora da Terra, mas é mais aceito, agora, como grande possibilidade de ser um sinal de vida – que chamamos de uma bioassinatura em Marte.
É importante trazer essa rocha de volta porque as análises que o robô pode fazer e a que a gente pode fazer aqui nos laboratórios da Terra não se comparam. Realmente, para fazer uma análise profunda e demonstrar que isso é um sinal de vida, tem que ser feito aqui na Terra.

Agência Brasil: Embora os estudos continuem sendo realizados, há limites para atuação do rover Perseverance em Marte. Qual a principal complexidade para o avanço das pesquisas? 
Rosaly Lopes: É porque muitos sinais, como este, podem ter explicações abióticas. Isso quer dizer que não tem ação ou registro de vida, são processos químicos que podem ter ocorrido. Então é difícil provar, principalmente com essas medidas que o robô fez, que são muito limitadas. Você não pode mandar um grande laboratório para Marte, porque seria muito grande, muito pesado. Então, ainda tem a possibilidade de isso ser abiótico, e para saber com certeza mesmo nós temos que trazer a amostra de volta para a Terra.

Agência Brasil: A amostra recolhida pelo Perseverance, Cânion Safira, vem de uma rocha localizada em um vale onde há bilhões de anos passavam rios e lagos. E a comparação com os minerais decorrentes do metabolismo de vida microbiana nos leitos de rios aqui na Terra foram essenciais para os parâmetros de comparação com a amostra de Marte. Como estudar a origem da vida no nosso planeta pode nos ajudar com as missões em outros planetas e luas? 
Rosaly Lopes: As pesquisas na Terra nos ajudam muito a pesquisar a possibilidade de vida em outros planetas. Então, por exemplo, as rochas antigas na Terra que mostram sinais de vida, que mostram que existiu vida naquela época antiga da Terra, todos os sinais estão lá nas rochas. Mas a aplicação para outros planetas realmente não é fácil, porque as condições são diferentes.
É muito importante que a gente pesquise se a vida evoluiu em outro planeta, porque até hoje nós não sabemos se a evolução da vida em um planeta é uma coisa muito fácil ou muito difícil. Porque nós só temos um exemplo e esse exemplo é a Terra. E você não pode fazer nenhuma estatística com só um exemplo.
Então, é um dos maiores, digamos, objetivos agora da Nasa, da nossa comunidade científica, é saber se existiu vida em outros mundos. Mas provar, principalmente sem trazer material de volta para a Terra, é difícil, porque existem, na maior parte do tempo, explicações, que o processo pode ter sido abiótico, quer dizer que não foi causado por vida.

Agência Brasil: Vamos falar um pouco sobre as próximas missões da Nasa. Estamos a caminho de missões importantes, como a Dragonfly, que vai sobrevoar Titã, com uma espécie de super drone. Essa lua de Saturno é formada por lagos e tem geologia muito semelhante à da Terra. Em que etapa dos preparativos estamos desta que é considerada a primeira missão aérea para outro mundo?
Rosaly Lopes:  A missão Dragonfly é uma missão com drone que vai a Titã e tem dentro desse drone vários instrumentos, como se fosse um pequeno laboratório para procurar material orgânico e possibilidades que a vida evoluiu em Titã, uma das luas de Saturno.
A missão foi confirmada e agora está sendo preparada para ser lançada por volta de 2028, 2029. Isso depende muito de orçamento, mas a missão já está confirmada. Isso quer dizer que a Nasa vai dar recursos para essa missão.
O objetivo principal da Dragonfly é achar sinais de que talvez a vida tenha evoluído em Titã. Será uma missão muito interessante, mesmo não achando esses sinais de vida, porque vai estudar muito sobre a geologia de Titã, que é uma das luas mais fascinantes do sistema solar. 


Brasília (DF), 18/09/2025 –  Personagem Rosaly Lopes.
Após descoberta em Marte, Nasa aposta em missões espaciais em busca de vida em outros mundos.
Foto: Rosaly Lopes/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 18/09/2025 –  Personagem Rosaly Lopes.
Após descoberta em Marte, Nasa aposta em missões espaciais em busca de vida em outros mundos.
Foto: Rosaly Lopes/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Já a missão Psyque, lançada em 2023, pretende investigar um asteroide, entender a origem desse objeto rico em metais a orbitá-lo. Recentemente, tivemos informações de um objeto interestelar com comportamento considerado atípico em relação à trajetória e velocidade, o 3I/Atlas. Mas mesmo com características raras, e até teorias sobre um possível objeto não identificado, segundo artigos científicos trata-se de um cometa vindo de outro sistema solar. Existe algum tipo de preocupação com estes objetos celestes? Por que precisamos conhecê-los melhor?
Rosaly Lopes: Isso é muito interessante. Não é o primeiro objeto interestelar que nós achamos [antes, já foram localizados Oumuamua, em 2017; e 2I/Borisov, em 2019]. E pelas observações, achamos que realmente é um cometa. Mas seria muito interessante estudar esse objeto, porque ele vem de outro sistema solar. E isso nos daria a possibilidade de saber se os cometas em outros sistemas solares são realmente iguais aos do nosso sistema solar, ou se têm características diferentes.
O problema é que nós não temos ainda um jeito de lançar rapidamente uma missão para estudar esses objetos interestelares. Quando eles aparecem, é questão de meses e não, de anos para nós prepararmos uma missão. Mas nós vamos usar todas as missões possíveis que nós temos, que a Nasa tem, para tirar imagens do 3I/Atlas. 
Inclusive a missão Psyche está se preparando para fazer imagens distantes, claro, desse cometa. Já se falou, entre os colegas cientistas, sobre a possibilidade de fazer uma nave que possa ser lançada rapidamente, caso um desses objetos interestelares venha de novo, mas ainda não se obteve os recursos para isso. A nave ficaria armazenada até um objeto interestelar vir e mesmo assim a trajetória pode ser difícil. Então, realmente há estes problemas que dificultam o lançamento de uma missão para um objeto interestelar como este. 

Agência Brasil: A missão Artemis volta às incursões na Lua, inclusive com a presença, pela primeira vez, de uma astronauta, a Cristina Koch. Prevista para 2026, a missão vai sobrevoar o nosso satélite, mas segundo Sean Duffy, o administrador interino da Nasa, a ideia é voltar a deixar a pegada norte-americana na Lua. Como a senhora percebe a importância dessa representatividade das mulheres neste momento? Acredita que este é um impulsionamento para atrair mais meninas e mulheres dedicadas às ciências espaciais? 
Rosaly Lopes:  A missão Artemis II, que a Cristina Koch vai, ela não vai pousar na Lua, ela vai sobrevoar ao redor da Lua. Eu acho a presença de uma mulher nesta missão muito importante, porque inspira mulheres, meninas, a seguir carreiras em ciência e tecnologia. Eu já tinha muito interesse em astronomia, mas uma coisa que foi uma grande inspiração para mim foi ler, em um jornal brasileiro, um artigo sobre uma moça que trabalhava em Houston, no Centro Espacial de Johnson, durante o programa Apollo. O nome dela é Poppy Northcutt, e eu a encontrei pela primeira vez em 2019, porque ela deixou a Nasa e se tornou advogada. Só  de ver uma foto e um pequeno artigo de jornal sobre uma mulher trabalhando no centro de controles da Nasa foi uma grande inspiração para mim.
Então, é muito importante porque é uma coisa que as mulheres têm que saber que elas podem fazer. É o caso também da primeira mulher astronauta, a Sally Ride, que infelizmente já faleceu, mas eu acho que ela inspirou muitas outras jovens na época. E uma coisa ainda sobre essa questão que eu sempre digo é que mulheres são, pelo menos, 50% da população. Então, não se deve excluir mulheres, 50% da população, de qualquer área, porque isso representa 50% dos talentos e da inteligência que pode ser usada para o bem da humanidade.

Clique aqui e leia mais sobre a missão Artemis

Agência Brasil: Por fim, o supertelescópio James Webb lançado em 2021 tem revelado imagens do Universo até então nunca vistas. Na sua avaliação, qual imagem ou descoberta é considerada a mais surpreendente até o momento? 
Rosaly Lopes:  As imagens do James Webb são maravilhosas e é muito difícil escolher uma. É bom lembrar que, quando o James Webb foi proposto e depois construído, ele custou muito, muito caro e o orçamento foi lá em cima, triplicou (custo estimado de US$10 bilhões).
Muitos cientistas estavam contra fazer isso porque era muito caro e iria tirar recursos de outras possíveis missões. Mas, realmente, foi um enorme sucesso. Eu acho que, hoje em dia, todos os cientistas concordam que realmente valeu à pena. Valeu pelos recursos e pelo dinheiro investido nessa missão.
Às vezes, para realizar as missões que causam maiores avanços na ciência é necessário gastar bastante dinheiro. Então, eu acho que o James Webb foi uma história incrível de sucesso, tudo deu certo e os resultados são maravilhosos.

Clique aqui e leia mais sobre o supertelescópio James Webb
 


Imagens coloridas do Telescópio Espacial James Webb da NASA
Imagens coloridas do Telescópio Espacial James Webb da NASA

 

Fonte: Agência Brasil

Dino determina que PF investigue conduta de Bolsonaro durante pandemia

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar as conclusões do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a pandemia de covid-19. O ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos principais alvos do documento. 

Dino entendeu estarem cumpridos os requisitos legais para abrir o inquérito, “a fim de que os fatos tratados nos autos tenham apuração”, escreveu o ministro. Ele deu prazo inicial de 60 dias para as investigações. 

“A investigação parlamentar apontou indícios de crimes contra a Administração Pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de ‘fachada’ para prestação de serviços genéricos ou fictícios, dentre outros ilícitos mencionados no relatório da CPI”, destacou Dino. 

Ocorrida de abril a outubro de 2021, a CPI da Pandemia concluiu que Bolsonaro teve papel preponderante para que o Brasil alcançasse a trágica marca de 700 mil vítimas de covid-19

O relatório pediu o indiciamento do ex-presidente por nove crimes, entre os quais charlatanismo, prevaricação, infração a medidas sanitárias e epidemia com resultado morte. 

A CPI também acusou Bolsonaro de ter cometido crimes de responsabilidade, previstos na Lei de Impeachment, e contra a humanidade, como extermínio e perseguição, conforme descritos no Estatuto de Roma. 

Outras 77 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas foram indiciadas pela CPI, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), que foi ministro da Saúde durante a pandemia. 

Entre escândalos investigados estiveram suspeitas de fraudes na compra de vacinas e na contratação de fornecedores pelo Ministério da Saúde, entre outros casos. 

À época, o relatório de 1.288 páginas, incluindo anexos, foi entregue em mãos por integrantes da CPI ao então procurador-geral da República, Augusto Aras.

Algumas apurações preliminares chegaram a ser conduzidas pela PGR, mas o documento nunca resultou em nenhum inquérito no Supremo. 

Em pareceres assinados pela vice-procuradora-geral da República à época, Lindôra Araújo, a PGR disse que o documento tinha deficiências, não sendo suficiente para mover inquéritos contra os indiciados pelo relatório. 

 

Fonte: Agência Brasil

Goiás Social, Agehab e Seinfra entregam casas a custo zero em Itarumã

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Goiás Social, Agehab e Seinfra entregam casas a custo zero em Itarumã
Seleção do programa habitacional prioriza famílias chefiadas por mulheres, com pessoas com deficiência, idosos ou com crianças pequenas (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

O programa Goiás Social, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) entregam nesta quinta-feira (18/09) um total de 30 unidades habitacionais do programa Pra Ter Onde Morar – Construção / Casas a Custo Zero, no município de Itarumã.

A solenidade será realizada às 13h30, no Residencial Jardim das Palmeiras, com a presença de autoridades estaduais e municipais.

A coordenadora do Goiás Social e primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado, destaca o impacto da moradia digna na vida das famílias.

“Ter um lar é muito mais do que ter paredes e um teto. É conquistar dignidade, segurança e a chance de reescrever a própria história. Com este programa, o Governo de Goiás leva às famílias que mais precisam a oportunidade de um recomeço e a certeza de dias melhores”, afirma.

Seleção do programa habitacional prioriza famílias chefiadas por mulheres, com pessoas com deficiência, idosos ou com crianças pequenas (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

Casas a custo zero

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, reforça que o programa é totalmente gratuito para os beneficiários.

“Essas 30 famílias de Itarumã recebem hoje um lar sem nenhum custo, fruto de um programa inovador e comprometido com quem mais precisa. É um projeto 100% custeado pelo Governo de Goiás, realizado em parceria com as prefeituras, que transforma o sonho da casa própria em realidade”, ressalta.

Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura, Adib Elias, a meta é ampliar ainda mais o alcance do programa.

“Estamos avançando para cumprir a meta do governador Ronaldo Caiado de entregar 10 mil casas a custo zero até 2026. Cada entrega é prova de um trabalho constante e comprometido, que chega até quem mais precisa e muda para melhor a vida das famílias goianas”, afirma.

Para participar do programa Pra Ter Onde Morar – Construção / Casas a Custo Zero, é necessário atender a critérios como ter inscrição ativa no CadÚnico, renda familiar de até um salário mínimo, não possuir imóvel, ser maior de idade e comprovar residência no município por período mínimo definido pela prefeitura. A seleção prioriza famílias chefiadas por mulheres, com pessoas com deficiência, idosos ou crianças pequenas.

Serviço

Agehab entrega 30 casas a custo zero nesta quinta-feira (18/09), em Itarumã
Data: 18 de setembro de 2025
Horário: 13h30
Local: Residencial Jardim das Palmeiras
Endereço: Rua Joaquim Caetano de Sousa, Quadra 06, Lotes 20 a 30 – Residencial Jardim das Palmeiras- Itarumã – GO

Agência Goiana de Habitação (Agehab) e Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Público prestigia sessões de filmes que disputam o Troféu Câmara Legislativa

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As sessões do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro destinadas às produções do Distrito Federal que concorrem ao 27º Troféu Câmara Legislativa têm lotado o Cine Brasília ao longo da semana. Nesta quarta-feira (17) não foi diferente: o terceiro dia da Mostra Brasília, mais uma vez, expressou o interesse do público brasiliense em relação ao audiovisual local. A competição dos filmes do DF prossegue até esta sexta (19) e os vencedores serão conhecidos no dia seguinte.

Os três filmes da noite de ontem trataram de temas contemporâneo que impactam os seres humanos de várias maneiras: a atenção urgente ao meio ambiente, a vida comunitária, o respeito à diversidade. Foram apresentados dois documentários – curta e longa-metragem – e um curta, classificado pelos realizadores como um “filme-ensaio”.
 

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

O longa-metragem documental Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert, tratou do cotidiano e do pensamento de Berna Barbosa e Zélia Brito que, há anos, cuidam de das unidades de conservação marinhas de Abrolhos e Atol das Rocas, respectivamente. Junto com a equipe, a diretora agradeceu à Câmara Legislativa pela premiação aos filmes locais entregues durante o Festival de Brasília. “O prêmio é fundamental para a existência do cinema do Distrito Federal”, afirmou.

No curta Dizer Algo Sobre Estar Aqui, a ideia do grupo Vaga-Mundo – Poéticas Nômades, que reúne artistas vinculados ao Instituto de Artes da Universidade de Brasília, foi pensar em poesia em meio a um mundo caótico. “Que a gente continue sonhando”, incentivou a professora Karina Dias, enfatizando que as ações do grupo são sempre coletivas.

Já o diretor Raul de Lima falou da emoção de exibir seu curta documental Rainha, na tela do Cine Brasília, para a plateia brasiliense. Filmado no Pará, retrata a disputa pelo título “Rainha da Matas”, que se volta para questões de gênero e orientação sexual, além do meio ambiente.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A competição pelo Troféu Câmara Legislativa prossegue nesta quinta-feira (18). As produções brasilienses são apresentadas na Mostra Brasília do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, às 18 horas na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília. Também são exibidas no Complexo Cultural Planaltina, às 15 horas, e em unidades do SESC do Gama e Ceilândia, às 19h45. No SESC 504 Sul, a apresentação começa às 11 horas do dia seguinte. Em todos os locais, a entrada franca.

Fonte: Agência CLDF

Flamengo enfrenta Estudiantes pela Libertadores no Maracanã

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O Flamengo inicia a disputa por um lugar nas semifinais da Copa Libertadores da América. O clube brasileiro enfrenta o Estudiantes de La Plata (Argentina), nesta quinta-feira (18), a partir das 21h30 (horário de Brasília), no estádio do Maracanã. O confronto contará com transmissão ao vivo da Rádio Nacional.

O Rubro-Negro da Gávea vive grande momento. Não perde há 9 jogos, desde a derrota por 1 a 0, em 31 de julho, no primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil, no próprio Maracanã para o Atlético-MG. De lá para cá, o Flamengo soma sete vitórias e dois empates. O último triunfo foi em Caxias do Sul-RS, por 2 a 0, contra o Juventude, pelo Campeonato Brasileiro, competição liderada pelo Rubro-Negro.

“Quartas da Libertadores, depois de uma temporada incrível como estamos fazendo. Claro que é o jogo mais importante do ano”, destacou Filipe Luís sobre o confronto desta quinta-feira.

Para este confronto, o Rubro-Negro deve contar com o retorno de Bruno Henrique, mas o atacante deve começar a partida no banco. Já os recuperados Varela e Jorginho devem começar como titulares.

Desta forma, a provável escalação do Flamengo para enfrentar o Estudiantes é: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Saúl, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Pedro e Samuel Lino.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Flamengo e Estudiantes com a narração de André Marques, comentários de Rodrigo Ricardo e reportagem de Rachel Motta. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

 



Fonte: Agência Brasil

Questões familiares são tema de filmes da Mostra Brasília nesta quinta-feira (18)

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Um entregador de aplicativo que faz tudo para proteger a família durante a pandemia. Um casal com uma filha e os dilemas de uma vida a três. Um rapaz que, ao sair da prisão, não encontra o seu irmão. Estes são os pontos de partida de filmes do DF que estão na Mostra Brasília desta quinta-feira (18) e concorrem ao 27º Troféu Câmara Legislativa. A mostra faz parte da programação oficial do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, as produções brasilienses são apresentadas às 18 horas. Há sessões também no Complexo Cultural Planaltina, às 15 horas, e em unidades do SESC do Gama e Ceilândia, às 19h45. No SESC 504 Sul, a apresentação começa às 11 horas do dia seguinte. Todos os locais têm entrada franca.

O primeiro a ser exibido é o curta-metragem ficcional Dois Turnos, dirigido por Pedro Leitão. O filme retrata um dia na vida de um entregador de aplicativo que luta para ver o filho pela primeira vez e foi escrito durante o auge da pandemia de Covid-19. Este fato, segundo o diretor, “trouxe muitas reflexões” em torno de um personagem que era muitas vezes ignorado”.

Depois, é a vez da ficção Três, primeiro curta de Lila Foster, descrito por ela como a “história de uma família”, composta por uma mulher, um homem e uma filha. “Mesmo que o filme esteja ancorado nessa triangulação, é o olhar da personagem feminina, o seu modo de perceber o seu entorno que está no centro da construção dramática do filme”, explica.

Encerrando a programação desta quinta-feira, o longa-metragem ficcional A Última Noite da Rádio tem roteiro e direção assinados por Augusto Borges. No filme, o personagem Leo, após sair da prisão por um crime que não cometeu, se depara com uma casa vazia, o desaparecimento de seu irmão e uma rádio amadora.

Após a exibição, o público está convidado a participar do debate sobre as produções que concorrem ao Troféu Câmara Legislativa, com início as 21h15, no auditório do Cine Brasília.

Mostra Brasília – 27º Troféu Câmara Legislativa

Quinta-feira (18/9)

Dois Turnos, de Pedro Leitão

Ficção, 21min20, 2024
Classificação indicativa: 16 anos
 

Dois Turnos (Divulgação)

Sobre o diretor

Jovem roteirista e diretor vindo da periferia do Distrito Federal, Pedro Leitão traçou sua jornada no audiovisual de forma autodidata na produção de filmes autorais. Trabalha atualmente com publicidade e projetos de fomento. Produziu dez curtas-metragens e mais de vinte peças publicitárias para TV e web.

 

Três, de Lila Foster

Ficção, 21 min, 2024
Classificação indicativa: 14 anos
 

Três  (Divulgação)

Sobre a diretora

Lila Foster é pesquisadora, curadora e preservadora audiovisual. Tem participado de comissões de seleção em festivais como Mostra de Cinema de Tiradentes, Curta 8, (S8) Mostra de Cinema Periférico (Espanha), FIDBA (Argentina), Brasil Cine Mundi. Há mais de 15 anos se dedica à história e preservação do cinema amador e experimental no Brasil. O curta-metragem Três tem circulado por diversos festivais nacionais.

 

A Última Noite da Rádio, de Augusto Borges

Ficção, 73 min, 2025
Classificação indicativa: 18 anos
 

A Última Noite da Rádio

Sobre o diretor

Nascido em Ceilândia, Augusto Borges é roteirista, diretor e editor.  Recebeu o Troféu Câmara Legislativa de melhor montagem, em 2022, pelo curta-metragem Plutão não é tão longe daqui, do qual foi codiretor. Seu curta Wander Vi tornou-se o primeiro filme da Ceilândia a ser selecionado para o Festival de Gramado, em 2020. Também trabalhou na montagem de filmes de Adirley Queirós e em curtas dirigidos por Dácia Ibiapina.

Fonte: Agência CLDF

Abertas inscrições para Vestibular de Medicina 2026/1 da UEG

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Abertas inscrições para Vestibular de Medicina 2026/1 da UEG
Taxa é de R$ 180, com possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico do governo federal e para doadores de sangue, medula óssea ou leite materno (Foto: UEG)

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) lançou nesta quarta-feira (17/09), o Edital do vestibular para o Curso de Medicina da Unidade Universitária de Itumbiara. O processo seletivo oferece 30 vagas, e as inscrições podem ser realizadas a partir desta quinta-feira (18/09) e vão até 20 de outubro, exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br/medicina.

A taxa é de R$ 180, com possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico do governo federal e para doadores de sangue, medula óssea ou leite materno. A solicitação de isenção pode ser feita de 18 a 24 de setembro.

As provas serão aplicadas em 23 de novembro, nas cidades de Anápolis, Goiânia e Itumbiara. O vestibular terá fase única, composta por provas objetivas, de redação e discursiva específica. O resultado final será divulgado em 20 de janeiro de 2026.

O processo seletivo reserva vagas pelo sistema de cotas para candidatos da rede pública, negros, indígenas e pessoas com deficiência, além de duas vagas suplementares para candidatos quilombolas.

Estrutura e parcerias da UEG

O Curso de Medicina da UEG nasceu com o objetivo de ampliar a formação em saúde no estado. A primeira turma começou em 2019 e formou profissionais em 2024, reforçando a relevância do curso para a região.

Desde a implantação, a universidade investiu fortemente na estrutura acadêmica e prática. Foram realizadas contratações de docentes especializados, técnicos de laboratório e profissionais de apoio. A UnU Itumbiara recebeu obras de ampliação de salas e laboratórios, aquisição de simuladores modernos, equipamentos especializados e mobiliário adequado ao ensino médico.

O curso também conta com parcerias consolidadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios com hospitais e unidades de saúde municipais, estaduais e privadas, assegurando um internato médico qualificado e uma formação voltada às demandas reais da sociedade.

“A Universidade Estadual de Goiás tem investido de forma contínua na qualidade da formação em saúde. O curso de Medicina em Itumbiara já apresenta resultados concretos e este vestibular reforça o compromisso da universidade em ampliar o acesso, promover a inclusão e fortalecer a formação de profissionais comprometidos com a sociedade”, destaca o reitor da UEG, prof. Antonio Cruvinel.

Serviço:

Vestibular de Medicina UEG 2026/1
Período de inscrições: 18 de setembro a 20 de outubro
Taxa de inscrição: R$ 180
Prazo para solicitar isenção da taxa: 18 a 24 de setembro
Provas: 23 de novembro (Anápolis, Goiânia e Itumbiara)
Resultado final: 20 de janeiro de 2026
Site: www.vestibular.ueg.br

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Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

SP: cesta básica tem queda puxada por melhora no valor de proteínas

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A variação da cesta básica para o paulistano, na comparação entre julho e agosto deste ano, apresentou recuo de 2,21%, mantendo a tendência de queda observada desde maio deste ano, segundo apuração do Procon-SP e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na análise de 12 meses o valor da cesta básica para o paulistano teve aumento de 2,27%.

Puxaram a queda recente alguns dos produtos que tiveram maior destaque na alta da cesta entre abril de 2024 e 2025, como as carnes de primeira e de segunda, os ovos e o frango, além da batata e da cebola. Por grupo, as variações observadas entre julho e agosto foram de -2,56% para itens de alimentação, de -2,12% para itens de limpeza e de +1,47% para itens de higiene pessoal.

Em agosto, as maiores quedas foram da batata (-20,73%, derrubando o índice em 0,33%), da cebola (-16%), do alho (-9,49%), dos ovos brancos (-6,59%) e do pão de forma (-4,44%), os quatro itens com queda pouco significativa para o índice como um todo. A queda para as carnes de primeira foi de -3,60%, com impacto de 0,51% de recuo para o valor da cesta, e das carnes de segunda sem osso de -2,80%, com impacto de 0,22% no índice. O frango resfriado inteiro variou -3,36%, influenciando o valor total com um recuo de 0,21%, enquanto o queijo mussarela fatiado diminuiu em -4,22%, com impacto de 0,17% na queda do índice. 

Os aumentos mais sentidos no mês passado foram em itens de higiene, com o creme dental subindo 3,42% e tendo impacto de 0,07% e o absorvente subindo 2,25% e tendo impacto de 0,03%. A variação do leite em pó Integral (1,33%), do presunto fatiado (1,34%) e do biscoito maisena (1,43%) impactaram 0,02%, cada um, no índice. 

Variação em 12 meses

Na comparação de valores entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o paulistano ainda paga mais pela cesta, que custava R$ 1.267,12 e custa hoje R$ 1.295,86. O maior preço registrado recentemente, em abril de 2025, foi de R$ 1.369,81. A variação nas proteínas de origem animal foi a mais importante, em termos de impacto, no período, com aumento na comparação anual de 24,40% para as carnes de segunda sem osso e de 20,21% para as carnes de primeira. O único item que teve aumento maior foi o café em pó (500g), com aumento de 72,58% para o paulistano.

Outras proteínas também tiveram aumento sensível, como a linguiça fresca, que aumentou 13,73%, o frango resfriado Inteiro (7,69%), a salsicha avulsa (5,52%), o presunto fatiado (4,85%) e os ovos brancos (2,41%). Única proteína medida a apresentar queda, o queijo mussarela fatiado variou -3,95%. As quedas mais importantes no período foram da batata (-55,64%), da cebola (-50,65%), do arroz (-28,21%) e do feijão carioquinha (-14,81%).

A melhora se deu para o mês de agosto em comparação com julho. Em relação aos últimos 12 meses, os preços ainda estão em alta.

A variação da cesta básica para o paulistano, na comparação entre julho e agosto deste ano, apresentou recuo de 2,21%, mantendo a tendência de queda observada desde maio deste ano, segundo apuração do Procon-SP e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Na análise de 12 meses o valor da cesta básica para o paulistano teve aumento de 2,27%.

Puxaram a queda recente alguns dos produtos que tiveram maior destaque na alta da cesta entre abril de 2024 e 2025, como as carnes de primeira e de segunda, os ovos e o frango, além da batata e da cebola. Por grupo as variações observadas entre julho e agosto foram de -2,56% para itens de alimentação, de -2,12% para itens de Limpeza e de +1,47% para itens de higiene pessoal.

Em agosto as maiores quedas foram da batata (-20,73%, derrubando o índice em 0,33%), da cebola (-16%), do alho (-9,49%), dos ovos brancos (-6,59%) e do pão de forma (-4,44%), os quatro itens com queda pouco significativa para o índice como um todo. A queda para as Carnes de Primeira foi de -3,60%, com impacto de 0,51% de recuo para o valor da cesta, e das carnes de segunda sem osso de -2,80%, com impacto de 0,22% no índice. O frango resfriado Inteiro variou -3,36%, influenciando o valor total com um recuo de 0,21%, enquanto o queijo mussarela fatiado diminuiu em -4,22%, com impacto de 0,17% na queda do índice. 

Os aumentos mais sentidos no mês passado foram em itens de higiene, com o creme dental subindo 3,42% e tendo impacto de 0,07% e o sbsorvente subindo 2,25% e tendo impacto de 0,03%. A variação do leite em pó integral (1,33%), do presunto fatiado (1,34%) e do biscoito maisena (1,43%) impactaram 0,02% cada no índice

Variação em 12 meses 

Na comparação de valores entre agosto de 2024 e agosto de 2025 o paulistano ainda paga mais pela cesta, que custava R$ 1.267,12 e custa hoje R$ 1.295,86. O maior preço registrado recentemente, em abril de 2025, foi de R$ 1.369,81. A variação nas proteínas de origem animal foi a mais importante, em termos de impacto, no período, com aumento na comparação anual de 24,40% para as carnes de segunda sem osso e de 20,21% para as carnes de primeira. O único item que teve aumento maior foi o café em pó (500g), com aumento de 72,58% para o paulistano.

Outras proteínas também tiveram aumento sensível, como a linguiça fresca, que aumentou 13,73%, o frango resfriado Inteiro (7,69%), a salsicha avulsa (5,52%), o presunto fatiado (4,85%) e os ovos brancos (2,41%). Única proteína medida a apresentar queda, o queijo mussarela fatiado variou -3,95%. As quedas mais importantes no período foram da batata (-55,64%), da cebola (-50,65%), do arroz (-28,21%) e do feijão carioquinha (-14,81%).

Fonte: Agência Brasil

Tebet: PEC da Blindagem é risco à democracia e não interessa ao país

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, criticou nesta quarta-feira (17) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, na forma como foi aprovada pela Câmara na noite de terça (16). 

“Esta pauta da Pec da Blindagem não atende ao interesse do povo brasileiro”, afirmou a ministra, que defendeu a votação de propostas “que são do interesse do povo brasileiro”, entre as quais citou a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 

A Pec da Blindagem foi aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara, na terça à noite. O texto original previa que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia da maioria absoluta do Senado ou da Câmara, em votação secreta. Durante a madrugada desta quarta (17), entretanto, foi derrubado o voto secreto nas sessões para autorizar processos criminais contra senadores e deputados.  

O termo “secreto” foi derrubado por falta de quórum durante a votação de um destaque. Foram 296 votos a favor, mas o mínimo necessário para manter a regra era de 308 votos.

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Tebet classificou como “um risco à democracia como a conhecemos” a tentativa de alguns parlamentares de votar novamente, ainda nesta quarta,  o mesmo destaque no texto, sob a alegação de que os deputados estavam dormindo quando o tema foi a votação.

“O voto secreto foi derrotado legitimamente pelos parlamentares que foram contra essa peça”, afirmou.

Ela disse esperar que os deputados repensem a estratégia e não “rasguem” o Regimento Interno e a Constituição, recolocando um tema já derrotado em nova votação. 

A ministra disse esperar que a Pec da Blindagem seja rejeitada pelo Senado.

“O Brasil precisa de um sistema bicameral exatamente para isso, quando uma Casa falha, tem a outra para revisitar e dizer ‘à luz da Constituição, da lei e da moralidade pública, isso não pode passar, porque isso afronta diretamente o povo brasileiro’”, destacou Tebet. 

As falas foram proferidas durante um seminário sobre risco fiscal judicial, organizado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU). 

 

Fonte: Agência Brasil