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Congresso aumenta punição a crimes sexuais online contra crianças

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O Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei (PL) 3066/2025 que aumenta a punição a crimes de violência sexual digital contra crianças e adolescentes. O projeto já havia passado pela Câmara e segue para sanção presidencial.

O projeto amplia a autorização de infiltração policial no meio virtual e prevê aumento de pena nos crimes contra criança e adolescente praticados nos meios digitais.

O texto também aumenta a pena do aliciamento quando houver uso de inteligência artificial (IA), deepfake, perfis falsos, promessa de vantagem ou aproveitamento de relação de confiança.

“As estatísticas indicam que as penas atualmente previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente não têm sido suficientes para prevenir os delitos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, especialmente vulneráveis no ambiente digital”, afirmou o relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), sem seu parecer.

Ele ainda citou dados da Organização Não-Governamental (ONG) Safernet Brasil sobre denúncias, informações que respaldam seu relatório. “Entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil, representando um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024,” conforme dados da Safernet Brasil.

Penas

Para os crimes de produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem ou registro de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, assim como a sua venda ou exposição, a pena passa de 4 a 8 anos de reclusão e multa para 4 a 10 anos de reclusão e multa.

A pena é aumentada em um terço se a venda ou exposição ocorrer por meio da internet e das redes sociais.

Além destas medidas, o PL aumenta a punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga material de violência sexual contra criança ou adolescente. A pena nestes casos passa de 3 a 6 anos de reclusão e multa para 4 a 10 anos de reclusão e multa.

A pena atual para quem adquire, possui ou armazena esse tipo de material é 1 a 4 anos de reclusão e multa. O projeto aumenta essa punição para 3 a 6 anos de reclusão e multa.

Inteligência artificial

O uso de inteligência artificial na prática dos crimes aumenta as penas de um terço a dois terços. Esse aumento de penas também é aplicado no uso de deepfake (quando a tecnologia simula de forma realista o rosto e a voz de uma pessoa), perfis falsos, jogos online e redes sociais para aliciamento de crianças e adolescentes.

Quando uma pessoa se aproveita de uma relação de convivência pessoal, autoridade, cuidado ou convivência familiar para praticar violência contra a criança ou adolescente, a pena também aumenta de um terço a dois terços.

Proteção

Além da repressão penal, o projeto contém medidas de proteção às vítimas. O texto prevê que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual terão direito a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral.

*Com informações da Agência Senado.

 

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 45 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.028 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 02 – 10 – 11 – 25 – 51 – 56

  • 61 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 29.711,79 cada
  • 4.012 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 744,64 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio em caso de calúnia contra Lula 

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta terça-feira (7) a Polícia Federal (PF) colher o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso em que ele é investigado por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela decisão, o senador tem dez dias de prazo para prestar o depoimento. O ministro seguiu parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou o procedimento de “especial relevância” para esclarecer o caso.

No mês passado, a PF afirmou, em relatório enviado ao Supremo, haver “indícios concretos” de que Flávio praticou calúnia contra Lula em decorrência de postagens feitas na rede social X em 3 de janeiro.

Nas publicações, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. Uma das postagens, por exemplo, faz uma associação entre Lula e Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela.

Relator do processo, Moraes autorizou, em abril, a abertura de um inquérito para apurar a falsa imputação de crime a Lula por Flávio.

“ACOLHO a manifestação da Procuradoria-Geral da República e DETERMINO O RETORNO DOS AUTOS à Polícia Federal para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de 10 (dez) dias”, escreveu Moraes na decisão desta terça.

Instado a se manifestar, Gonet disse ao Supremo que somente decidiria sobre a apresentação ou não de denúncia contra Flávio após o depoimento do senador.

Fonte: Agência Brasil

Férias escolares de 2027 terão novas datas por causa da Copa Feminina

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A lei que estabelece medidas para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 prevê que as férias escolares coincidam com o período da competição e autoriza a decretação de feriados nacionais em dias de jogos da seleção brasileira. A regra vale para escolas das redes públicas e privadas.

O Brasil será o anfitrião do evento, que ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. É a primeira vez que um país da América do Sul sedia a competição. 

Feriados 

A legislação autoriza o governo federal a declarar feriados nacionais nos dias em que houver jogo da seleção brasileira de futebol.

Além disso, as unidades federativas e as cidades que sediarão os jogos também “poderão declarar feriado ou ponto facultativo os dias em que ocorrerem em seu território”. 

Estão previstas partidas em Belo Horizonte (Estádio Mineirão), em Brasília (Estádio Nacional), em Fortaleza (Arena Castelão), em Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), no Recife (Arena de Pernambuco), no Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), em Salvador (Arena Fonte Nova) e em São Paulo (Arena Itaquera).

A Copa do Mundo terá a participação de 32 seleções (16 a menos do que no torneio masculino), distribuídas em oito grupos para a primeira fase. Ao todo, há programação de 64 jogos. O Brasil, como sede do torneio, está automaticamente classificado para participar. A última edição ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia e a Espanha conquistou o título.


Fonte: Agência Brasil

Suíça bate Colômbia nos pênaltis e avança às quartas após 72 anos

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Após um hiato de 72 anos, a Suíça voltará a disputar as quartas de final da Copa do Mundo. Na noite desta terça-feira (7), a equipe europeia eliminou a Colômbia por 4 a 3 na cobrança de pênaltis, após empate sem gols – tanto no tempo normal quanto na prorrogação – no Estádio Vancouver Place, no Canadá. Os suíços despediçaram apenas o pênalti cobrado pelo zagueiro Manuelo Akanji, que bateu por cima do travessão. Do lado colombiano, o chute de Davison Sánchez explodiu no travessão e depois o goleiro Gregor Kobel defendeu a batida de Cucho Hernandez.

Em sua 13ª participação em Mundiais, esta é a quarta vez que os suíços se classificam às quartas de final, até então o melhor desempenho deles no torneio. As primeiras vezes que carimbaram a vaga foram em 1934, 1938 e 1954. Na edição passada (Catar 2022), a seleção europeia parou nas oitavas.

Na próxima fase, a Suíça medirá forças com a atual campeã Argentina, que hoje derrotou o Egito por 3 a 2. A partida será no próximo sábado (11), às 22h (horário de Brasília), no Estádio Kansas City, nos Estados Unidos.

A Suíça entrou em campo com uma defesa bem armada e, principalmente, fechada no círculo central do campo. Mesmo com dificuldades de encontrar espaço a partir da linha intermediária, os sul-americanos controlavam melhor a troca de passes e chegavam a avançar até o meio do campo ofensivo, mas ou paravam na defesa suíça ou finalizavam mal. A melhor chance da Tricolor foi aos 20 minutos quando Luis Díaz tocou na entrada da grande área para Puerta arriscar um chute cruzado certeiro, mas o goleiro Kobel fez ótima defesa e evitou.

Após a pausa para hidratação, pela primeira vez, os suíços ofereceram perigo ao gol de Vargas. Aos 29 minutos, Rieder se valeu de vacilo de Muñoz na defesa, invadiu a área e desferiu um forte chute cruzado, que o goleiro colombiano espalmou para fora. Dois minutos depois, Ndoye quase abre o placar para os europeus, em outro chute cruzado, mas Vargas, atento, agarrou a bola. Nos 10 minutos finais, os colombianos até pressionaram, mas não converteram finalizações em gols.

Após o intervalo, os suíços se lançaram ao ataque e tiveram duas ótimas chances de inaugurar o marcador. Aos 2 minutos, Ndoye disparou pela esquerda com a bola até cruzar rasteiro para Sow chutar, mas o camisa 15 pegou mal e isolou a bola. Quatro minutos depois, em cobrança de falta da entrada da área, Rieder bateu bem, mas a bola passou por fora do gol, rente à trave direita de Vargas.

Os colombianos não recuaram e tiveram a melhor oportunidade aos 14 minutos, com Luis Díaz. O camisa 7 cruzou pela esquerda, mas a bola bateu na defesa e voltou para o próprio atacante que ajeitou e chutou de canhota, direto para as mãos de Koebel. Três minutos depois, foi a vez de Luis Suárez aproveitar bobeira de Xhaka na entrada da área e chutar forte, sem marcação, mas o camisa 25 bateu para fora. O jogo passou a ficar truncado, com excesso de faltas, jogadas mal articuladas e finalizações pouco efetivas, e terminou em 0 a 0. Foi a primeira partida do mata-mata que terminou em empate sem gols.

Prorrogação

Os colombianos aceleraram a busca pelo gol da classificação. Aos 2 minutos, em cobrança de falta, Quintero manda para a área, mas a zaga da Suíça afasta e a bola sobra para Sánchez. O camisa 25 tenta um voleio, mas a bola vai por cima do travessão.   Aos 8 minutos, Lucumi aproveita bola levantada em escanteio pela esquerda para cabecear certeiro, a bola vai no travessão. No minuto seguinte, foi a vez de Richard Ríos arriscar um chute da intermediária, mas a bola saiu à esquerda do gol suíço. Aos 10 minutos, Campaz desferiu uma bomba de fora da área, mas Kobe defendeu de manchete. Antes do fim, a Suíça ameaçou o gol de Vargas com um chute perigoso de Ambdouni dentro da área, que Vargas espalmou para fora.

No segundo tempo, com o desgaste das equipes, o ritmo de jogo  diminuiu muito. A melhor chance foi da Colômbia, aos 9 minutos. O meio-campista recebe ótimo passe de Muñoz na pequena área e, cara a cara com o goleiro Kobel, chuta por cima do gol.

Pênaltis

Quintero chutou forte no meio do gol e converteu a primeira cobrança para a Colômbia. Em seguida, Xhaca, capitão da Suíça, bateu no canto direito de Vargas, que ainda encostou na bola antes de ela entrar. Tudo igual. Foi aí, que Sánches desperdiçou a segunda cobrança dos colombianos, ao mandar uma bomba no travessão. Na sequência, o atacante Amdouni deslocou o goleiro, chutando no canto esquerdo. Depois foi a vez de Campaz desferir um chute rasteiro que passou por baixo de Kobel e entrou.

A Suíça desperdiçou a terceira cobrança, quando Akanji chutou por cima do travessão. O placar voltou a ficara empatado, agora em 3 a 3. No entanto, na cobrança seguinte de Cucho Hernández, brilhou a estrela do goleiro Kobel que defendeu do lado direito do gol. Em seguida, o atacante Itten converteu para os suíçoscom um chute forte no meio do gol. Os colombianos também marcaram mais um com Luis Díaz, que deslocou o goleiro ao chutar para a esquerda. Por fim, o suíço Vargas (meio-campista) chutou forte no canto direito e garantiu a vitória por 4 a 3, que selou a vaga da Suíça nas quartas de final.



Fonte: Agência Brasil

OMS: Europa pode enfrentar “semanas mais mortais” com onda de calor

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (7) que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais” nos próximos dias, com a formação de mais uma intensa onda de calor sobre o Atlântico.

A previsão é de que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha cheguem a 43 graus Celsius nos próximos dias.

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, participou ontem (6) de teleconferência de emergência com representantes de 41 países da região, da Comissão Europeia e de grupos da sociedade civil para discutir as lições aprendidas com a recente onda de calor e os preparativos para a próxima.

Em comunicado, ele afirmou que os países com planos de ação para a saúde em condições de calor responderam mais rapidamente e protegeram melhor suas populações durante aumento das temperaturas em junho.

Kluge observou, no entanto, que menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS tinha um plano desse tipo em vigor.

Especialistas afirmaram que a onda de calor de 20 a 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa, causando interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde.

O calor extremo foi quase certamente causado pelas mudanças climáticas, segundo os cientistas.

França, Holanda e Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais, com as autoridades alertando que os números são preliminares e podem aumentar.

As temperaturas chegaram a 40 graus Celsius em algumas regiões da Europa durante a onda de calor.

Kluge disse que os moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados ainda não estavam sendo atendidos de maneira consistente em toda a Europa.

“O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor chegue e construir o tipo de sistema de saúde que não apenas responda ao calor extremo, mas esteja preparado para ele”, declarou.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Brasil vê avanço com EUA, mas mantém etanol fora da negociação

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Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o ministro avaliou que houve avanços em um tema considerado estratégico pelo governo.

“Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto”, afirmou.

Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas.

Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretende manter as negociações restritas à questão tarifária.

“A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos”, disse.

Etanol excluído

O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo Márcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou.

Ele destacou ainda que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse.

Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. “O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo”, declarou.

Setor apoia

Durante a audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reforçaram a posição defendida pelo governo brasileiro.

As entidades argumentaram que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional de etanol de milho, que reduziu a necessidade de compras externas.

Na avaliação do setor, Brasil e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais de etanol, deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, em vez de ampliar disputas comerciais bilaterais.

O que é a Seção 301

As negociações ocorrem paralelamente à investigação aberta pelo USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O instrumento permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países consideradas desleais ou prejudiciais às empresas dos EUA. Ao fim do processo, Washington pode aplicar medidas como sobretaxas sobre produtos importados ou outras restrições comerciais.

No caso brasileiro, a investigação questiona políticas relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, compras governamentais e outros temas. Antes da decisão final, o governo americano realiza uma consulta pública com empresas e entidades interessadas.

Fonte: Agência Brasil

Defensores pedem regras mais rígidas para publicidade das bets 

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A onipresença da publicidade das plataformas digitais de apostas esportivas e jogos de azar online, as bets, preocupa defensores públicos que lidam com casos de superendividamento e de acesso à saúde entre a população de baixa renda.

O tema foi debatido nesta terça-feira (7) em reunião conjunta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e da Comissão de Assuntos Sociais do Senado. 

“Os anúncios das apostas estão em todos os lugares: na televisão, em qualquer horário, sem nenhuma preocupação do público que está assistindo ou não, nos campos de futebol, nas placas publicitárias e especialmente no celular”, disse a defensora pública Luciana Peles da Cunha, que coordena o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ).

Além da superexposição das pessoas à publicidade, preocupa a defensora o conteúdo das propagandas que disseminam ideias paradoxais. 

“A publicidade massiva quer convencer o cidadão que jogo é uma oportunidade de ganhar renda extra. Eu nunca vi perder dinheiro como opção de renda.”

Jogos de azar

Luciana Peles da Cunha salienta que os anúncios tentam incutir que as bets são “entretenimento inofensivo”. 

“Mas a regra é muito clara: a banca sempre ganha. Se o nome da coisa é jogo, o sobrenome é de azar”, diz.   

A defensora defende que as plataformas digitais de jogos sofram as mesmas restrições da publicidade do cigarro – proibida desde 2000.

O defensor Público no Estado de São Paulo Marcelo Dayrell Vivas, que é coordenador da Comissão de Saúde da Associação Nacional das Defensoras Públicas e Defensores Públicos (Anadep), concorda. “É uma medida que a gente vê como essencial.”

O defensor acrescenta que o apelo massivo das bets aumentou expressivamente a procura pelos serviços da defensoria pública e a necessidade de atendimento à saúde mental. Dayrell Vivas avalia que o Estado ainda não está preparado para atender as demandas criadas a partir do início da operação das bets no Brasil em 2018.

“Nos Caps [Centros de Atendimento Psicossocial] é preciso criar um grupo diferente e especializado para tratar desse tema. Nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] é preciso dispor de horário específico para isso. Não adianta ter um grupo de dependências e colocar o usuário de crack, o usuário de álcool e o jogador crônico juntos.”

A observação também vale para o acolhimento e cuidado de quem possa ter tentado suicídio por causa de endividamento (em razão do vício em jogos) e da sua família. “A pessoa que tentou praticar o suicídio terá internação. Mas que rede de saúde é essa que depois da alta vai receber e dar continuidade ao tratamento?”, pergunta.

Atividade capilarizada

A economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, identifica que o hábito de apostar em plataformas digitais está “capilarizado dentro da realidade das famílias”. Para ela, a forte disseminação das bets “dificulta combater essa atividade tão nociva à saúde financeira e psicológica das famílias.”

A economista espera que em eventual adoção de medidas restritivas contra as bets e a publicidade dos jogos de azar, os consumidores e a sociedade civil sejam chamados para o debate.

A legalização das bets no Brasil ocorreu no segundo semestre de 2018 com a aprovação da Medida Provisória das Loterias (MP 846/2018), que foi convertida na Lei 13.756/2018. A regulamentação ocorreu cinco anos depois com a sanção da Lei nº 14.790 no final de dezembro de 2023. As regras e exigências operacionais passaram a valer oficialmente para as empresas a partir de janeiro de 2025.

O gasto dos brasileiros com as plataformas eletrônicas de janeiro de 2023 a março de 2026 foi superior a R$ 30 bilhões por mês, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a entidade, as apostas comprometeram a disponibilidade de renda para manter o pagamento em dia das dívidas e podem ter levado 270 mil famílias à situação de “inadimplência severa” – incapacidade de pagar marcada por atrasos de 90 dias ou mais.

A inadimplência do consumidor causada pelas bets retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista. O montante equivale ao volume de vendas nos períodos de Natal de 2024 e 2025.

Fonte: Agência Brasil

Defesa de Bolsonaro esclarece armas não encontradas pelo Exército

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecimentos sobre duas armas que não foram localizadas pelo Exército.

Ontem (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Segundo a corporação, uma pistola Glock e uma espingarda não foram localizadas. A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

Segundo os advogados, a espingarda está em uma empresa importadora de materiais bélicos, sediada em Caxias do Sul (RS).

De acordo com a defesa, a arma é um presente recebido pelo ex-presidente, mas não foi retirada do estabelecimento.

Sobre a segunda arma, a defesa disse que a pistola Glock é a mesma que foi apreendida com o segurança do ex-presidente e está acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal. 

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão. 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. Ele se recupera de uma pneumonia bacteriana.

 

Fonte: Agência Brasil

Conheça opções do Brasil para a próxima Copa; meio-campo é o foco

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A Copa do Mundo de 2030 é logo ali. Passada a sexta queda seguida e a pior campanha desde o Mundial de 1990, na Itália, o futebol brasileiro volta as atenções para os próximos quatro anos. E o principal: quem pode chegar lá?

Na entrevista coletiva que concedeu nos Estados Unidos após o revés, por 2 a 1, para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti admitiu a necessidade de renovação. Em especial, no meio-campo.

O setor passou longe de ser unanimidade na Copa. Apesar de gol na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston, pelos 16 avos de final, Casemiro foi alvo de reclamações da torcida durante o torneio. Aos 34 anos, o volante terá 38 no próximo Mundial. Para a Copa deste ano, o jogador de linha mais velho entre os convocados de Ancelotti foi o lateral Alex Sandro, de 35 anos.

Substituto imediato de Casemiro, Fabinho faz 33 anos em outubro. Ou seja, estará próximo dos 37 no momento da Copa de 2030. O único dos nomes chamados por Ancelotti para o meio-campo no atual Mundial que terá menos de 30 anos na próxima edição é Danilo Santos, que estará com 29. O volante, que seria o substituto natural do contundido meia Lucas Paquetá, foi preterido pelo atacante Gabriel Martinelli no jogo contra a Noruega.

“É evidente que, no meio-campo, acho que tem que sair jogadores de nível, jovens. Temos jovens no futebol brasileiro que podem estar na seleção no futuro”, disse Ancelotti, no último domingo (5).

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026
Brazil's Danilo Santos looks dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup REUTERS/Carlos Barria
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026
Brazil's Danilo Santos looks dejected after the match as Brazil are eliminated from the World Cup REUTERS/Carlos Barria

Danilo Santos após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. Foto: Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Opções para o meio-campo

Entre nomes já convocados pelo italiano, o mais precoce é Andrey Santos, do Chelsea (Inglaterra). Ex-Vasco, o jogador de 22 anos terá 26 em 2030 e fez parte da pré-lista da Copa.

Outro de pouca idade é o também o volante de 24 anos André, do Wolverhampton (Inglaterra). Campeão da Libertadores pelo Fluminense, em 2023, ele foi nome cotado no início do último ciclo até para ser titular em 2026, mas foi perdendo espaço em meio à má fase de seu clube, rebaixado à segunda divisão inglesa.

No clube europeu também atua o meia João Gomes, de 25 anos, ex-Flamengo e mais um da pré-lista.

Não se pode esquecer ainda de Lucas Beraldo, do Paris Saint-Germain (França). Apesar de aparecer como zagueiro no São Paulo, o jovem de 22 anos tem sido utilizado como volante pelo técnico Luís Enrique.

Da nova geração que ainda não teve chance na Amarelinha principal, alguns nomes já são fundamentais para seus times no Campeonato Brasileiro. São os casos do volante de 21 anos Bruno Bidon, do Corinthians; do também volante de 24 anos Martinelli, do Fluminense; e do meia de 21 anos Gabriel Bontempo, do Santos.

Renovação nas laterais

Além do meio-campo, as duas laterais receberam críticas ao longo do ciclo de 2026. Prova disso é que, depois do corte de Wesley, que seria o titular pelo lado direito na Copa, Ancelotti preferiu chamar Éderson, um volante, em vez de outro atleta da posição.

Na estreia, contra Marrocos (empate por 1 a 1, em Nova Jersey), o treinador escalou Ibañez, um zagueiro. No segundo tempo, veio Danilo, que não é titular absoluto no Flamengo nem tem atuado pela lateral, posição em que jogou regulamente até 2018, quando passou para a zaga no Manchester City (Inglaterra).

Wesley, da Roma (Itália), deve seguir na seleção brasileira para o novo ciclo. O ex-Flamengo completa 23 anos em setembro e é com quem Ancelotti contava para ser titular na Copa, já que não teria o contundido Éder Militão, do Real Madrid (Espanha). A ideia do técnico era utilizar Militão, com quem já trabalhou, na lateral direita. Em 2030, o defensor terá 32 anos.

Outro que o técnico italiano chegou a chamar para o lado direito foi Vanderson, do Mônaco (França). O ex-lateral do Grêmio, porém, teve que ser cortado dos amistosos contra Coreia do Sul e Japão, em outubro de 2025, por lesão. Ele terá 29 anos na próxima Copa, um a mais que Vitinho, do Botafogo, que o substituiu na ocasião.

Yan Couto, do Borussia Dortmund (Alemanha), também ocupou o lugar de Vanderson em corte anterior do lateral, em 2023. Revelado no Coritiba, o jogador de 24 anos estará com 28 no Mundial de 2030. Já Arthur, do Bayer Leverkusen (Alemanha), tem 23 anos e chegou a ser chamado pelo então técnico interino Ramon Menezes, na primeira convocação do ciclo para 2026.

Na esquerda, como Alex Sandro e Douglas Santos terão idade avançada (39 e 36, respectivamente) no Mundial que vem, a renovação deve ser mais radical. Da pré-lista, os destaques são Kaiki Bruno, do Como (Itália), e Luciano Juba, do Bahia. O primeiro, de 23 anos, estreou pela seleção brasileira no amistoso contra a Croácia, em março, e é três anos mais novo que o segundo, de 26 anos, ainda sem jogos pelo Brasil.

Cuiabano, emprestado ao Vasco pelo Nottingham Forest (Inglaterra), tem os mesmos 23 anos de Kaiki Bruno. Já Abner Vinícius, do Lyon (França), os mesmos 26 de Luciano Juba. Souza, negociado pelo Santos com o Tottenham, é mais novo (20 anos), mas ainda precisa se firmar na Inglaterra.

Futuro da camisa 1

Após duas Copas com o mesmo trio de goleiros, a expectativa é que o Brasil tenha caras novas para 2030. Se Weverton (38 anos) tende a ceder espaço à nova geração,  Alisson (33) e Ederson (32), pelo menos a princípio, devem integrar as próximas listas. O arqueiro do Liverpool (Inglaterra) é o mais caro da posição entre os brasileiros, conforme o site especializado Transfermarkt, avaliado em 15 milhões de euros (cerca de R$ 88,5 milhões).

Cotado para ser a terceira opção do gol brasileiro em 2026, Bento caiu de produção na reta final do ciclo e foi superado por Weverton. Aos 27 anos, o goleiro do Al-Nassr (Arábia Saudita), revelado no Athletico-PR, terá 31 em 2030 e deve retornar à seleção canarinho no futuro.

Outro que pode ganhar nova oportunidade é Hugo Souza, do Corinthians. O goleiro ─ que tem a mesma idade de Bento ─ dividiu opiniões em sua estreia pelo Brasil, no amistoso contra o Japão, em outubro de 2025.

Mais um com 27 anos, Carlos Miguel, do Palmeiras, ainda não recebeu chances com a Amarelinha, mas tem possibilidade de integrar o novo ciclo.

Segundo goleiro mais valioso do Brasil aos olhos do mercado internacional, Luiz Júnior, do Villarreal (Espanha), disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Mirassol, em 2019, mas estreou profissionalmente apenas em Portugal, no Paços de Ferreira. Aos 25 anos, é regularmente o titular do time espanhol.

Luiz Júnior tem a mesma idade e valor de mercado ─ 12 milhões de euros (cerca de R$ 70,8 milhões) ─ que Gabriel Brazão, do Santos desde a Série B de 2024, após a lesão do então titular João Paulo. E foi naquela competição, transmitida à época pela TV Brasil, que também despontou Pedro Morisco, do Coritiba, com 22 anos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Com foco no meio, saiba quem pode defender o Brasil na próxima Copa.
Foto: Reinaldo Campos/Santos FC
Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Com foco no meio, saiba quem pode defender o Brasil na próxima Copa.
Foto: Reinaldo Campos/Santos FC

O que vem pela frente

O Brasil, por enquanto, não sabe como será o processo de classificação para a Copa. Embora Portugal, Espanha e Marrocos sejam as sedes, três dos jogos da competição serão realizadas em Argentina, Paraguai e Uruguai, um em cada país. Uma ode ao centenário do evento, realizado pela primeira vez em 1930, em território uruguaio.

Com isso, as três nações do continente estão garantidas no próximo Mundial, bem como os anfitriões originais. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ainda não anunciou se o formato das eliminatórias será o mesmo, com os países não classificados se enfrentando em dois turnos e brigando por três vagas diretas e uma na repescagem ─ ou se haverá novidades.

A primeira data-Fifa (período destinado às partidas entre seleções) após a Copa do Mundo será entre os dias 21 de setembro e 6 de outubro. O Brasil tem dois amistosos contra a Austrália, ambos na casa do adversário. O primeiro na cidade de Townsville, em 25 de setembro, no Queensland Country Bank Stadium. Quatro dias depois, o jogo será no Suncorp Stadium, em Brisbane.

Fonte: Agência Brasil