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Solenidade na CLDF celebra o dia nacional do cirurgião-dentista

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Para comemorar o dia do cirurgião-dentista, celebrado em 3 de outubro, a Câmara Legislativa do DF realizou, nesta segunda-feira (29), uma solenidade que reuniu profissionais, representantes da classe e membros do Poder Executivo no Plenário da Casa.

Para o autor da iniciativa, deputado Jorge Vianna (PSD), a solenidade busca, além reconhecer o cirurgião-dentista como essencial para a promoção e manutenção da saúde, cobrar mais valorização dos profissionais, tanto da rede pública quanto provada.

“A saúde bucal é parte fundamental e indissociável de qualquer abordagem que considere o bem-estar, a autoestima e a saúde integral das pessoas, hoje é um dia não apenas para celebrar a profissão, mas também para refletir sobre sua importância”, destacou.
 

A vice-governadora, Celina Leão (Foto: ​​Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

A vice-governadora do DF, Celina Leão (Progressistas), mencionou iniciativas do GDF em fomento ao atendimento odontológico. Segundo informou, há dois processos licitatórios em tramitação para a contratação de robôs que auxiliam na realização de operações cirúrgicas odontológicas. Ela afirmou também que o governo estuda ampliar o Hospital de Santa Maria e implantar um bloco específico para o atendimento odontológico.

“A gente não faz saúde sem dentista. Já temos os melhores profissionais do Brasil, agora o foco é investir em modernização de equipamentos e estrutura”, afirmou Celina.

Erika Maurienn, representante do Instituto de Gestão Estratégica – IGES/DF, destacou que a instituição tem incentivado a qualificação e a produção científica dos profissionais de odontologia no DF. Ela contou que o IGES recebe cerca de 150 estagiários de odontologia por mês, e que tem 4 programas de residência em operação. “Queremos formar e transformar os profissionais, inovando e trazendo uma assistência cada vez melhor”, afirmou.

Para o coordenador-geral de saúde bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan, promover ações que garantam a qualidade da saúde bucal em um país com dimensões continentais como o Brasil representam um grande desafio para a pasta. No entanto, ele elencou dados que reforçam o empenho do Governo Federal no atendimento à saúde bucal.

“O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que colocou em sua constituição o direito à saúde bucal em todas as idades. Desde implantes a aparelhos ortodônticos, tudo é garantido à população. Hoje temos mais de 33 mil equipes de saúde bucal na atenção primária e mais de 4 mil municípios recebendo recursos para prótese dentária”, declarou.
 

(Foto: ​​Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

Na mesma linha, a gerente de serviços de odontologia da SES/DF, Daniela Marques, defendeu que os investimentos em estrutura e novas tecnologias aos profissionais são essenciais para que o poder público consiga prestar um bom atendimento à população. 

“Inovação não é um luxo, é uma ferramenta para garantir o atendimento digno, rápido e eficiente. Hoje, os 637 cirurgiões dentistas e os 553 técnicos em saúde bucal da SES/DF contam com recursos que proporcionam mais eficiência e conforto tanto para o profissional quanto para os pacientes”, avalia.

Nomeações

Na galeria do plenário, diversas faixas estendidas cobravam a nomeação dos cirurgiões-dentistas aprovados no concurso da SES/DF de 2022. Para o presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Samir Najjar, o DF tem a “marca vergonhosa de ser o pior estado em atendimento de odontologia no país”. Ele argumenta que a Capital Federal tem apenas cerca de 600 dentistas vinculados à Secretaria de Saúde para atender à população de quase 3 milhões de habitantes do DF e mais 1,5 milhões no entorno.
 

Samir Najjar, presidente do Conselho Federal de Odontologia (Foto: ​​Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

O presidente da autarquia cobrou urgência do GDF nas nomeações. “Temos toda a estrutura e não tem mão-de-obra. Temos os recursos e os concursados, falta só a boa vontade de nomear”, clamou.

Najjar defendeu ainda mais rigor com relação à abertura de novos cursos superiores da área. Segundo ele, o crescimento desenfreado das faculdades de odontologia está associado à queda da qualidade do ensino. Prova disso seria o resultado de um exame voluntário de proficiência realizado pelo CFO ente recém-formados: 60% dos profissionais obtiveram nota inferior a 4. “Precisamos cuidar da qualidade do ensino”, avalia.

Outra luta da categoria é a fixação do piso salarial, que está em trâmite na Câmara dos Deputados. O projeto de lei estabelece o piso salarial nacional de R$ 10.991,19 para médicos e cirurgiões-dentistas. O valor corresponde a uma jornada mínima de 20 horas semanais (ou 4 horas por dia) e será reajustado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
 

Wendel Teixeira, presidente do Sindicato dos Odontólogos do DF (Foto: ​​Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

O presidente do Sindicato dos Odontólogos do DF (SODF) reforçou o pedido de nomeação dos aprovados e afirmou que a atuação dos profissionais é essencial para a saúde integral da população, prevenindo doenças, aliviando dores e devolvendo qualidade de vida e autoestima.

Vianna afirmou que está empenhado em articular junto ao governo a nomeação dos cirurgiões dentistas aprovados. A íntegra da cerimônia pode ser acessada no YouTube da CLDF.
 

 

 

Fonte: Agência CLDF

É falso que novo cadastro vai aumentar imposto de aluguel, diz governo

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Depois que passaram a circular pelas redes sociais conteúdos com desinformação sobre cobrança de impostos sobre alugueis de imóveis, inclusive a de que filhos adultos que moram com os pais seriam taxados, o governo divulgou um esclarecimento contra as chamadas fake news.

As mensagens falsas apontam que um novo cadastro, conhecido como CPF dos imóveis, seria uma forma de o governo identificar quem aluga imóveis e usaria a base de dados para aumentar impostos.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, a informação não é correta. A reforma tributária, promulgada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2023, prevê a criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), o chamado CPF dos imóveis.

O cadastro, de acordo com a nota, não gera interferência alguma sobre os preços dos aluguéis, seja para proprietário ou inquilinos. A função do cadastro é um inventário dos imóveis, alimentado com dados dos municípios e cartórios.

“A finalidade do CIB é dotar o Brasil de um cadastro imobiliário único, gerando segurança jurídica para os proprietários, adquirentes e vendedores, relacionado às operações com imóveis no âmbito do imposto sobre valor agregado – IVA dual, a partir de 2027 apenas”, descreve nota da Secom.

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Simplificação e isenção

O Imposto Sobre Valor Agregado (IVA dual) é uma simplificação feita pela reforma tributária. Os tributos federais, estaduais e municipais (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS) passam a ser convertidos no imposto sobre valor agregado, formado apenas pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estadual e municipal.

Em publicação nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aponta, inclusive, que o CIB pode contribuir para a redução de imposto cobrado. 

 “O cadastro federal é justamente para diminuir o imposto, não para aumentar, exatamente o contrário do que estão propagando”, garante.

Haddad explica que, se uma empresa tem um condomínio e aluga os apartamentos para famílias que pagam até R$ 600 de aluguel, essas empresas, que hoje pagam tributo, vão deixar de pagar.

“A reforma tributária quer que a construção civil se volte para a produção de moradia acessível para os trabalhadores brasileiros. Então vai na contramão do que estão divulgando”, afirma.

O ministro acrescenta que, se o aluguel supera R$ 600, mas a família inquilina está incluída no Cadastro Único (conjunto de informações sobre as famílias em situação de pobreza e porta de entrada para programas sociais, como o Bolsa Família), “esta família vai receber o cashback [devolução], vai receber uma parte desse imposto de volta na sua conta corrente”.

Desta forma, reforça a nota do governo, “o CIB nada mais faz que consolidar os milhares de cadastros imobiliários fiscais existentes em cada município brasileiro e cartórios de imóveis, em uma única base de dados, permitido a implementação da redução das alíquotas e o cashback para pessoas de baixa renda. Ou seja, ele foi criado para facilitar a vida das pessoas e permitir vantagens para o setor e para a população de baixa renda”.

Sobre a informação de que filhos adultos que moram com os pais seriam cobrado, o governo diz que “não há nada nesse sentido; essa hipótese não existe, é fake new sem qualquer fundamento ou lógica”.

A Receita Federal também emitiu nota, na qual desmente qualquer cobrança nesse sentido e orienta: “não caia em fake news, desconfie de quem mente para você sem fundamento ou razão aparente, a não ser causar medo e desinformação”.

Como funciona a cobrança de impostos

A reforma tributária não aumenta a tributação sobre aluguéis. Tanto que o texto aprovado pelo Congresso estabelece uma redução de alíquota de 70% nas locações, percentual além do necessário para manutenção da carga tributária do setor.

Além disso, as locações de até três imóveis, em valor inferior a R$ 240 mil anuais (R$ 20 mil mensais), não terão em regra tributação para as pessoas físicas.

Somente as operações de pessoas físicas com mais de três imóveis e em valor maior estarão sujeitas ao IVA dual, além das pessoas jurídicas.

>> Entenda as principais mudanças da reforma tributária 

A reforma tributária também não tem relação com aumento de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCDM), que incide sobre heranças.

Esses dois tributos não estão na esfera federal, ou seja, estão fora da competência do governo federal. O IPTU é decidido elas prefeituras; e o ITCDM, pelos estados.

“O IPTU, minha gente, é um imposto municipal. Quem aumenta, diminui e isenta é o prefeito, não tem nada a ver com o governo federal”, publicou Haddad.



Fonte: Agência Brasil

Lula abre conferência e sanciona ampliação da licença-maternidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (29), a lei que amplia a licença-maternidade e o salário-maternidade quando mãe ou bebê ficarem internados por mais de duas semanas por complicações após o parto. Assim, o afastamento se estenderá por 120 dias após a alta, descontando-se o tempo de repouso anterior ao parto, caso haja.

O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e também a Lei de Benefícios da Previdência Social para que o salário-maternidade seja pago durante o período de internação e por mais 120 dias após a alta, também descontando-se o tempo de recebimento do benefício anterior ao parto, se for o caso.

Hoje, a prorrogação de ambos os benefícios já é amparada por jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula participou da abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada até quarta-feira (1º/10), em Brasília, com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”.

De acordo com o governo, a conferência marca a retomada da “principal instância de participação social voltada à promoção da igualdade de gênero no Brasil”. A última edição do evento ocorreu em 2016, no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Para Lula, não existe democracia sem ouvir as mulheres, e ações contínuas são necessárias para que seus direitos não retrocedam.

“Essa conferência é também um grito contra o silêncio. Um grito pela liberdade das mulheres falarem o que quiserem, quando quiserem e onde quiserem. Não há democracia plena sem a voz das mulheres. De todas as mulheres, pretas, brancas, indígenas, do campo e da cidade, trabalhadoras, domésticas, empresárias, profissionais liberais, que trabalham fora ou se dedicam a cuidar da família”, afirmou.

“O golpe contra a presidenta Dilma Rousseff serviu não apenas para derrubar a primeira mulher a governar esse país, foi também a tentativa de calar milhões de vozes femininas, porque o autoritarismo não apenas odeia, ele também teme as mulheres. Estruturas de proteção foram desmontadas, discurso preconceituosos e violentos e carregado de ódio ecoaram do mais alto escalão da República e fizeram das mulheres um dos seus alvos preferidos”, acrescentou Lula.

Ações

O presidente destacou algumas ações desenvolvidas ao longo dos últimos anos, entre elas o plano de igualdade salarial, que, segundo Lula, “é briga antiga” dos movimentos femininos organizados. De acordo com ele, ainda há muita luta pela frente para que a lei seja efetivamente implementada.

“Entre a gente aprovar uma lei, entre a gente regulamentar, e as mulheres começarem a receber o salário igual, ainda vai ter muita briga, vai ter muito processo, vai ter muita Justiça, porque é difícil você fazer as pessoas mudarem de hábito quando se trata de colocar um pouquinho de dindin na mão do povo trabalhador”, disse Lula.

Durante o evento, o presidente ainda sancionou a lei que institui a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e com Mães, na semana de 15 de agosto, data em que se comemora o Dia da Gestante. O objetivo é divulgar informações e direitos relacionados à saúde da mulher com ênfase nos primeiros mil dias – da gestação até o segundo ano de vida da criança – de forma a estimular o desenvolvimento integral da primeira infância.

A Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres reúne cerca de 4 mil participantes de todas as regiões do país.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que as propostas construídas durante o encontro, que foi precedido de etapas preparatórias, servirão de base para a atualização do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

“O futuro é uma semente que já germina nas nossas mãos. Cada palavra, cada proposta e cada gesto vivido nesta conferência regarão esta semente. O que construiremos juntas nestes dias será raiz firme e tronco vigoroso para garantir dignidade, direitos e igualdade para todas nós. Serão também asas abertas e fortes que nos conduzirão à esperança da manhã tão desejada, liberdade, justiça e de plenitude para todas as mulheres, sem nenhuma violência”, disse.

Os debates centrais abordarão o enfrentamento às desigualdades sociais, econômicas e raciais; fortalecimento da participação política das mulheres; enfrentamento à violência de gênero; as políticas de cuidado e autonomia econômica; e a articulação intersetorial entre governo e sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

Inaugurado! Usuários passam a contar com novo Terminal Praça da Bíblia

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Usuários do transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana contam, a partir desta segunda-feira (29/09), com um novo Terminal Praça da Bíblia. O espaço recebeu um aporte de R$ 29 milhões do Governo de Goiás e foi totalmente reconstruído.

“Agora é um terminal moderno, tecnológico e seguro”, afirmou o governador Ronaldo Caiado, durante a solenidade de inauguração.

Terminal Praça da Bíblia

A estrutura teve a área coberta ampliada em 60%, possui iluminação de LED, sistema de informação aos usuários e totens eletrônicos, equipamentos de sonorização, além de padrões de acessibilidade. O local conta também com um sistema de monitoramento eletrônico equipado com 73 câmeras de alta definição e tecnologia de inteligência artificial que possibilita o reconhecimento facial.

Caiado destacou que o novo terminal faz parte do pacote de reestruturação da Nova RMTC, executado sem cobrar nada a mais do passageiro.

“Você tem uma tarifa de R$ 4,30 desde 2019. Mesmo com todas as crises que enfrentamos – fiscal, Covid –, nunca alteramos um centavo no preço para o passageiro”.

Os terminais Dergo, Praça A, Senador Canedo e Padre Pelágio também passam por obras e serão entregues neste ano.

O vice-governador Daniel Vilela frisou que o avanço é fruto de um modelo inovador de gestão, em que o Estado e as prefeituras são parceiros.

“O governador teve a coragem de ser um parceiro dos municípios, do povo goiano e dos usuários do transporte”, destacou. “Esse sistema tem ficado excelente, diferenciado. É respeito ao cidadão, respeito às pessoas”, acrescentou o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.

Novo terminal praça da bíblia
Estrutura teve a área coberta ampliada em 60%, possui iluminação de LED, sistema de informação aos usuários e totens eletrônicos, equipamentos de sonorização, além de padrões de acessibilidade (Foto: Wesley Costa)

Entrega de ônibus

Na mesma ocasião, o governo estadual entregou 90 ônibus a diesel com a tecnologia padrão Euro VI, menos poluente, além de um veículo biarticulado elétrico modelo Eletra, que será integrado à frota do BRT Leste-Oeste (Eixo Anhanguera). Essas novidades, de acordo com o governador, dão a Goiás destaque nacional na adoção de tecnologias limpas no transporte.

“Goiás foi o primeiro estado a avançar em ônibus elétricos e padrão Euro VI, ou seja, os que menos poluem no mundo. Estamos dando um passo à frente”, afirmou Caiado.

Ele garantiu a renovação de 100% da frota até o final de 2026, com prioridade para a aquisição de veículos movidos por combustíveis limpos. “Vamos chegar a 1,5 mil novos ônibus até 2026”, emendou.

As melhorias físicas devem ser acompanhadas de mais eficiência na operação.

“Nós oferecemos, além dos ônibus novos, com ar-condicionado e sistema de Wi-Fi, um cuidado para evitar aglomerações grandes, porque foi feito um estudo para medir exatamente a quantidade de ônibus necessários para que a população tenha conforto nos horários de pico”, afirmou o secretário-geral do Governo, Adriano da Rocha Lima.

Segurança

O reforço da segurança no transporte coletivo, por sua vez, ganha forma com o Programa Viagem Segura, que conta com mais de 3 mil câmeras instaladas em todo o sistema e conectadas à Secretaria de Segurança Pública. Também até o final de 2026, serão 6 mil equipamentos. A ferramenta permitirá uma ação mais efetiva da Polícia Militar e trará maior tranquilidade a toda a população.

Conforto

Todo investimento visa melhorar a vida do cidadão que passa pelo Terminal Praça da Bíblia, que atende 42 linhas de ônibus e recebe cerca de 65 mil passageiros por dia.

“Está muito bonito e eu estou me sentindo bem confortável. Está bem limpinho, cheiroso, arrumado e espero que continue assim”, afirmou Natália Ramos Feitosa Souza, pensionista, 56 anos. “Que o povo tenha consciência de preservar, porque é nosso, então nós temos que cuidar”, completou a usuária do transporte coletivo.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Brasil é referência na alimentação escolar, diz especialista

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“O Brasil não gosta de se auto elogiar”. É assim que Daniel Balaban, diretor do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, começa a responder perguntas sobre a política brasileira de alimentação nas escolas.

Apesar dessa espécie de modéstia nacional, as Nações Unidas reconhecem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) como um “dos maiores e melhores projetos de alimentação escolar do mundo”, disse Balaban. 

Oficialmente, o projeto completou 70 anos. Mas, para o representante da ONU, ele ganhou destaque a partir de 2009. Foi quando entrou em vigor a lei que definiu os parâmetros do tipo de comida que deveria estar nas escolas, tirando espaço dos biscoitos açucarados para colocar refeições completas no lugar.

Foi também em 2009 que Fernando Luiz Venâncio deu uma guinada na carreira. O colega que cuidava da cozinha da empresa onde trabalhava saiu de férias e Fernando, até então metalúrgico, se ofereceu para ficar no lugar. Nunca mais saiu de perto das panelas.

Hoje, ele chefia a equipe responsável pelas três refeições servidas todos os dias para os mais de 400 estudantes da Escola Johnson, em Fortaleza, no Ceará. Uma escola de ensino médio em tempo integral. 

No cardápio há pratos como baião de dois, carne picadinha, farofa de ovo e o aclamado creme de galinha.

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Peito de galinha

“O creme de galinha não posso trocar por nada”, diz Fernando. Feito com peito de galinha desfiado e caldo de legumes, o prato não passa perto de ingredientes como creme de leite.  “Não pode. A gente não usa isso, não usa queijo, nada disso”, diz Fernando.

A restrição não é aleatória. A comida tem que atender todos os estudantes, incluindo os que têm restrições alimentares. “A gente não pode fazer uma comida para dez e outra para 400. Tem que fazer para todo mundo, todos devem comer, tem que gostar e sem passar mal”, avalia. 

Mas não é o Fernando quem define o que entra no cardápio. “A nutricionista passa para a gente e a gente tem que trabalhar em cima do cardápio”, enfatiza.  A presença de nutricionistas no espaço escolar é uma das exigências de uma lei de 2009 que transformou merenda em refeição. Os cardápios precisam atender às necessidades nutricionais, estar conectados à cultura local, priorizar alimentos preparados na própria escola, restringir ao máximo de 15% a presença de ultraprocessados e privilegiar alimentos da agricultura familiar, com no mínimo 30% de alimentos com essa origem. 

Do campo para a escola

“De tudo o que eu produzo, 30% vão para a merenda escolar”, afirma Marli Oliveira, agricultora familiar. No sítio de 6,5 hectares, em Ocara, no Ceará, ela cria galinhas caipiras, porcos, ovinos e abelhas. Mel, ovos e carnes que não vão para o Pnae, ficam nas vendinhas do município. Mas a venda garantida para as escolas “faz diferença na vida do agricultor, principalmente nos pequenos municípios, já que a renda é praticamente da agricultura”, explica Marli. 

Um levantamento do Observatório da Alimentação Escolar (OAE) traduziu em números o que é fazer a “diferença”. O estudo mostra que, para cada R$ 1 que o Pnae investe na agricultura e na pecuária familiar, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresce R$ 1,52 na agricultura e R$ 1,66 na pecuária. 


Brasília (DF), 29/09/2025 – Marli Oliveira, agricultora familiar que fornece ovos, mel e carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará 
 Como o Brasil virou referência na alimentação escolar .
Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 29/09/2025 – Marli Oliveira, agricultora familiar que fornece ovos, mel e carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará 
 Como o Brasil virou referência na alimentação escolar .
Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal

Marli Oliveira, agricultora familiar, fornece ovos, mel, carnes de galinha, porco e ovinos para o Pnae no Ceará – Foto: Marli Oliveira/Arquivo pessoal

A partir de 2026, a participação da agricultura familiar no Pnae pode chegar a pelo menos 45%.  Alteração aprovada pelo Congresso Nacional pode ser sancionada pelo presidente Lula. Luzia Márcia, que é assentada da reforma agrária e produz castanha de caju em Chorozinho, no Ceará, comemorou a mudança. Ela ainda não fornece para o Pnae. “A gente até concorreu recentemente. Infelizmente, pela questão da pontuação, a gente não passou”, assegura.

Com o aumento da demanda, ela espera conseguir abrir a porta: “o Pnae é muito importante porque o escoamento da produção é um dos maiores gargalos do agricultor hoje. Não é só produzir, mas é onde eu vou colocar minha produção?”.

Tipo exportação

Entre os dias 18 e 19 de setembro, o Brasil sediou a 2ª Cúpula da Coalização Global pela Alimentação Escolar, que reuniu representantes de mais de 90 países que se comprometeram a garantir comida de qualidade para mais de 700 milhões de estudantes até 2030. 

Foi lá que a ministra da Educação de São Tomé e Príncipe, Isabel Abreu, falou da cooperação com o Brasil. “Nossas nutricionistas foram formadas online com nutricionistas do Brasil e tivemos o apoio de uma nutricionista brasileira que ficou conosco três anos a orientando como confeccionar a refeição”, assegura Isabel. São Tomé também tem sido seguido no princípio de colocar alimentos locais dentro da escola.

Hoje, no Brasil, o Pnae atende 40 milhões de estudantes todos os dias, da creche ao EJA (Educação de Jovens e Adultos.

“O programa ajudou o Brasil a sair do Mapa da Fome da ONU,” observa Daniel Balaban. “Se você não tivesse comida na escola, você deixaria em insegurança alimentar grande parte desses 40 milhões de alunos. Para muitos, a principal refeição do dia é na escola”, enfatiza.

Desafios

No entanto, apesar dos elogios, tocar o Pnae no dia a dia é tarefa cercada de desafios. Em 2025, o orçamento do programa foi de R$ 5,5 bilhões. O repasse por dia por estudante variou de R$ 0,41 para alunos do EJA até R$ 1,37 para creches e estudantes do ensino integral. Mas, antes do último reajuste, em 2023, os valores ficaram congelados por cinco anos. 

Além do repasse federal, estados e municípios precisam complementar o valor com recursos próprios. Mas, nem sempre isso acontece. Segundo o Observatório da Alimentação Escolar, mais de 30% dos municípios das regiões Norte e Nordeste do Brasil não fazem isso. 

Em outro levantamento, o OAE ouviu nutricionistas do Brasil para saber se eles conseguem cumprir as exigências nutricionais do programa.

Praticamente a metade (47%) disse que não e apontou os problemas. Entre os mais frequentes estão a falta de estrutura para o preparo da alimentação, a resistência das famílias e dos profissionais de educação, a inflação dos alimentos, o orçamento curto e a falta de profissionais de nutrição e de cozinheiros e cozinheiras. 

Alimentação escolar

Para Albaneide Peixinho, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, esses problemas são reflexo de como os gestores públicos seguem entendendo a alimentação escolar.

“Infelizmente, a visão que a maioria dos gestores ainda tem é de que o programa se chama ‘merenda’. Ele é apenas um lanche rápido do ponto de vista do conceito da nutrição. [Eles] entendem como um programa assistencialista e acham que é um grande favor que estão fazendo”, acentua. 

Albaneide coordenou o Pnae durante 13 anos e fez parte da equipe que elaborou a lei de 2009 que está tentando enterrar essa ideia da merenda. Se contrapondo a essa noção antiga, ela lembra de outro ingrediente que diferencia o Pnae: “esse é um programa pedagógico de promoção à saúde. A formação de hábitos saudáveis é tão importante quanto a oferta das refeições que contribuem para a melhoria do ensino-aprendizagem”. E finaliza: “apesar de entender que o Pnae é uma referência mundial, porque está na Constituição, algo que muitos países não têm, ainda há muito a avançar”. 

* A repórter viajou a convite do MEC

Fonte: Agência Brasil

CLDF vai debater investimentos do Novo PAC no DF
nesta quarta-feira

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Comissão Geral, de autoria da bancada do PT e requerida pelo líder deputado Chico Vigilante, vai debater investimentos de R$ 13 bilhões no DF

A Câmara Legislativa do DF realiza nesta quarta-feira (1º de outubro), às 15h, comissão geral para discutir em plenário os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no DF. O debate, de autoria da bancada do PT e requerida pelo líder deputado Chico Vigilante, contará com a participação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, que irá detalhar a previsão de R$ 10,9 bilhões até o fim de 2026.

Outros R$ 2,1 bilhões estão projetados para o período pós-2026, o que totaliza R$ 13 bilhões em ações estruturantes para o DF. O investimento irá financiar um conjunto de 109 empreendimentos estratégicos, que abrangem áreas como energia sustentável, infraestrutura, educação e mobilidade.

Na justificativa do requerimento, o deputado Chico Vigiante afirma que o debate é de grande relevância para alinhar as prioridades do DF com a agenda nacional de desenvolvimento. “Debater com o ministro Rui Costa, peça-chave no Governo Federal, nos permite alinhar expectativas e buscar novas frentes de investimento que resultem em mais qualidade de vida para a população local”, afirma.
Entre as iniciativas previstas no DF, estão a construção de usinas fotovoltaicas, ações de descarbonização, compra de equipamentos para o Instituto Federal de Brasília, construção de creches e manutenção de rodovias.

O balanço parcial do Novo PAC indica o avanço dos trabalhos no DF: 40% dos investimentos previstos até 2026 já foram aplicados. A previsão é que as entregas acelerem com as próximas etapa, além de novos repasses do orçamento do Governo Federal ao DF para obras de infraestrutura.

Atualmente, o Novo PAC no DF mantém 54 obras em fase de execução, além de 11 processos em licitação e/ou leilão e 30 projetos em fase preparatória, que incluem estudos, projetos de engenharia e licenciamento ambiental. Dos empreendimentos previstos no cronograma de investimentos, 14 obras já foram concluídas e entregues à população em 2024.

SERVIÇO:

 

Comissão Geral: Novo PAC no DF
Data: 01/10 | 15:00

Local: Plenário da Câmara Legislativa do DF
Inscrição: http://bit.ly/4mF2zVq 


* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Chico Vigilante 


Fonte: Agência CLDF

Alunos de Cepi de Anápolis são premiados pela criação de smartwatch sustentável

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Alunos de Cepi de Anápolis são premiados pela criação de smartwatch que apoia colegas neurodivergentes
Ana Gabrielly Pereira, Pedro Augusto Yoshihara e Anna Beatriz Souza desenvolveram Sentipulso, smartwatch pensado para auxiliar estudantes neurodivergentes no controle emocional dentro do ambiente escolar. Iniciativa conquistou prêmio em Porto Alegre (Fotos: Seduc-GO)

Por meio da criatividade, empatia e tecnologia, estudantes do Cepi Dr. Mauá Cavalcante Sávio, em Anápolis, transformaram um desafio real em inovação premiada. Os alunos Ana Gabrielly Pereira, Pedro Augusto Yoshihara e Anna Beatriz Souza desenvolveram o Sentipulso, um smartwatch pensado para auxiliar estudantes neurodivergentes no controle emocional dentro do ambiente escolar.

O projeto nasceu do curso técnico em marketing do programa Profissionaliza Goiás, uma parceria entre a Seduc Goiás e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Anápolis, sob a supervisão dos professores Késia Cruz e Túlio Vadeley Silva.

O Sentipulso conquistou 1º lugar na categoria Referência, área de Engenharias, na 9ª Mostra de Ciência, Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Cultura (Moscitec), realizada em Porto Alegre (RS). Além do troféu e das medalhas, os jovens receberam credenciais para participar de uma feira internacional e ficaram entre os nove projetos finalistas do Desafio Learning Sectors.

Apoio a colegas neurodivergentes

O relógio também identifica estados emocionais e, por meio de alertas visuais e vibração, ajuda na autorregulação dos estudantes. Tudo isso com uma pegada sustentável: sucata eletrônica, placas solares reaproveitadas de calculadoras antigas e componentes acessíveis, como o Arduino Uno, foram usados na construção do protótipo.

Estudantes da rede estadual de Goiás criam smartwatch sustentável para apoiar colegas neurodivergentesEstudantes da rede estadual de Goiás criam smartwatch sustentável para apoiar colegas neurodivergentes
Com criatividade, empatia e tecnologia sustentável , estudantes do Cepi Dr. Mauá Cavalcante Sávio, em Anápolis, transformaram desafio real em inovação premiada (Foto: Seduc)

Protagonismo estudantil

A professora Késia Cruz relatou que o projeto ajudou os estudantes a desenvolverem ainda mais o olhar de sensibilidade em ajudar o próximo.

“Os alunos aprendem resolvendo problemas reais, conectando teoria e prática. No Sentipulso, eles planejaram, testaram, ouviram o público-alvo e aprimoraram a solução. O protagonismo é deles”, pontuou.

A estudante Ana Gabrielly expressou sua felicidade em conseguir ver o projeto se destacando nacionalmente e podendo ser colocado em prática.

“O Sentipulso nasceu do encontro entre sustentabilidade, afeto e inteligência artificial. Foi mais do que tecnologia, buscamos conectar vidas e abrir caminhos para que a escola seja um espaço sempre humano e acessível”, destacou.

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Educação anuncia vencedores para estampar capas dos cadernos

Secretaria de Estado da Educação (Seduc) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,83% para 4,81% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,29% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,7%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, puxada pela redução na conta de energia elétrica, a inflação oficial ficou negativa, ou seja, deflação de 0,11%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, este mês.

A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano foi mantida em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58.

 

Fonte: Agência Brasil

Fachin toma posse na presidência do STF nesta segunda-feira

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O ministro Edson Fachin toma posse nesta segunda-feira (26), às 16h, no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. 

O novo presidente vai suceder Luís Roberto Barroso, que completará o mandato de dois anos à frente da Corte. 

A eleição de Fachin para o cargo ocorreu no mês passado e foi feita de maneira simbólica. 

Atualmente, o ministro é o vice-presidente, e, pelo critério de antiguidade, deve assumir o cargo. Conforme o regimento interno, o tribunal deve ser comandado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.  

Posse

Foram convidados para a posse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades. 

Fachin dispensou a tradicional festa de posse, que é bancada por associações de magistrados e oferecida a todos os ministros que chegam ao STF ou assumem a presidência. 

Pautas

Por ter perfil pessoal mais contido, Fachin deve evitar declarações polêmicas na imprensa e embates com políticos. De acordo com pessoas próximas ao ministro, o novo presidente deve se destacar pela condução de julgamentos com grande impacto social. 

Na próxima quarta-feira (1º), quando será realizada a primeira sessão sob o comando de Fachin, a Corte vai iniciar o julgamento sobre o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativos, a chamada “uberização”. 

Perfil

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. 

Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião naquele ano.

Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Também foi ministro da Justiça no governo Temer.

Fonte: Agência Brasil

Pé-de-Meia: pagamento da 7ª parcela começa nesta segunda-feira

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O Ministério da Educação (MEC) inicia, nesta segunda-feira (29), o pagamento da sétima parcela aos participantes do programa Pé-de-Meia de 2025.

Os beneficiados pelo programa federal são os estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular e da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), inscritos no Cadastro Nacional de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Nesta etapa, a Caixa Econômica Federal – responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC – informa que, ao todo, cerca de 3,4 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício até a próxima segunda-feira (6).

Os nascidos nos meses de janeiro e fevereiro são os primeiros a receber o valor de R$ 200 correspondente ao incentivo-frequência às aulas. Para ter direito ao benefício, eles devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrem até o dia 6 de outubro, conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

  • nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 29 de setembro
  • nascidos em março e abril, em 30 de setembro
  • nascidos em maio e junho, em de 1º outubro
  • nascidos em julho e agosto, em 2 de outubro
  • nascidos em setembro e outubro recebem em de 3 outubro
  • nascidos em novembro e dezembro, em 6 de outubro

Depósitos

As parcelas da chamada poupança do ensino médio de 2025 são depositadas em uma conta poupança da Caixa Econômica Federal, aberta automaticamente em nome dos estudantes.

Se o estudante tiver 18 anos ou mais, a conta já estará desbloqueada para movimentação imediata do valor recebido pelo incentivo à frequência escolar. O banco público avisa que é possível solicitar de forma gratuita o cartão Pé-de-Meia no aplicativo Caixa Tem, o que permite o uso dos recursos financeiros em compras e pagamentos.

Se o participante desejar, o valor também pode ser sacado nos terminais de autoatendimento, mesmo sem o cartão, apenas com o uso da identificação biométrica previamente cadastrada.

No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. O consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante do MEC informações escolares, regras do programa e status de pagamentos (rejeitados ou aprovados).

As informações relativas ao pagamento também podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem ou no aplicativo Benefícios Sociais.

Incentivos

A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivo financeiro-educacional:

  • incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;
  • incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.
  • incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
  • incentivo-Enem: paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

Desta forma, a soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do 3º ano do ensino médio.

Pé-de-Meia

Criado em 2024, o programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino.

Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa.

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição. Todo aluno que se encaixa nos critérios do programa é incluído automaticamente na iniciativa do governo federal.

Fonte: Agência Brasil