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Com vetos, Lula sanciona limite para inelegibilidade por Ficha Limpa

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que reduz o prazo de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa (Lei 134/2010). Agora, os políticos condenados à inelegibilidade ficam proibidos de disputar eleições por, no máximo, 8 anos a contar da condenação. A nova Lei ainda limita a 12 anos o prazo máximo que políticos poderão ficar sem disputar eleição nos casos de condenações em múltiplos processos.

O projeto ainda veda a possibilidade de mais de uma condenação por inelegibilidade no caso de ações ajuizadas por fatos relacionados. O prazo de 8 anos passará a ser contado a partir:

  • da decisão que decretar a perda do mandato;
  • da eleição na qual ocorreu prática abusiva;
  • da condenação por órgão colegiado; ou
  • da renúncia ao cargo eletivo.

Na prática, os novos prazos reduzem o tempo de perda dos direitos políticos.

Atualmente, no caso de delitos eleitorais de menor gravidade ou de improbidade administrativa, a inelegibilidade dura por todo o mandato e por mais 8 anos após o término do mandato no qual o político foi condenado, o que pode se estender por mais de 15 anos.

Os crimes previstos na Lei da Ficha Limpa impactados pela mudança são:

  • contra a economia popular, a fé pública e o patrimônio público;
  • contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;
  • contra o meio ambiente e a saúde pública;
  • eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; e
  • de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública.

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Para crimes mais graves e os crimes contra a administração pública, segue valendo a regra atual. Nela, o prazo de inelegibilidade de 8 anos começa a partir do final do cumprimento da pena.

Entre esses crimes estão o de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual; e praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando.

Vetos

Lula vetou dispositivos do projeto que permitiam retroagir com a regra para políticos já condenados pela Lei da Ficha Limpa, reduzindo o prazo de inelegibilidade hoje vigente. O Palácio do Planalto justificou que essa mudança afrontaria o princípio da segurança jurídica ao relativizar a coisa julgada.

Segundo o Executivo, a mudança permitiria que decisões judiciais transitadas em julgado fossem “esvaziadas” pela nova legislação. O governo ainda citou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1199 de Repercussão Geral, com efeitos sobre todo o poder Judiciário.

“Entre os princípios da retroatividade benéfica e da moralidade administrativa, a Corte conferiu primazia a este último, reafirmando a regra da irretroatividade”, afirmou a presidência. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitaram os vetos realizados pelo presidente Lula.

Além disso, para o governo, as mudanças vetadas afrontariam o princípio da segurança jurídica.

“O respeito à coisa julgada é indispensável à segurança jurídica e à estabilidade institucional, e não deve ser relativizado por norma infraconstitucional, sob pena de se incorrer em inconstitucionalidade”, informou o Planalto.

Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar as mudanças feitas pelo Executivo.

Entenda

O projeto foi aprovado na Câmara e no Senado sob o argumento de que a inelegibilidade não poderia ser por um tempo excessivamente longo e que dependesse apenas da decisão do magistrado responsável pelo caso.

Até então, o prazo de inelegibilidade variava de acordo com o processo no Judiciário e poderia se estender por mais de 15 anos. Porém, a nova regra que unifica o prazo em oito anos de inelegibilidade se aplica para delitos eleitorais de menor gravidade ou de improbidade administrativa.

Fonte: Agência Brasil

Anac orienta passageiros que perderam voos no Santos Dumont

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) orienta os passageiros que tiveram seus voos afetados no Aeroporto Santos Dumont, nesta terça-feira (30), que verifiquem a situação com a companhia aérea responsável pela viagem. Os casos de atrasos, cancelamentos e interrupção do serviço devem ser comunicados imediatamente pelas empresas, que devem manter o passageiro informado a cada 30 minutos quanto à previsão de partida dos voos atrasados. 

Devido a um derramamento de óleo numa das pistas do Santos Dumont na noite de segunda-feira (29), nenhum voo decolou e pousou no aeroporto, a partir das 6h, quando o aeroporto começa a operar.

A nota da Anac esclarece que a empresa aérea deve oferecer assistência material gratuitamente, de acordo com o tempo de espera no aeroporto, contado a partir do momento em que houve o atraso, o cancelamento ou a interrupção. 

Para atrasos superiores a 4 horas, cancelamentos e interrupção do serviço, a empresa deve oferecer, para escolha do passageiro, as opções de reacomodação em outro voo; reembolso integral; e execução do serviço por outra modalidade de transporte, ônibus, por exemplo. 

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A Anac ressalta que a reacomodação é gratuita e deve ocorrer em voo próprio ou de outra empresa aérea, na primeira oportunidade, ou seja, em um novo voo cuja data e horário sejam mais próximos do voo atrasado, cancelado ou interrompido. Se essa alternativa não for conveniente para o passageiro, ele pode optar por um outro voo, em data e horário de sua conveniência, porém somente da própria empresa aérea e dentro do prazo de validade restante da passagem. 

A assistência material, aplicável somente a passageiros no Brasil, deve ser oferecida nos casos de atraso, cancelamento, interrupção de voo e preterição de passageiro (negativa de embarque), independentemente do motivo e sempre que o passageiro se encontrar no aeroporto. Ela é aplicável tanto para os passageiros aguardando no terminal quanto aos que estejam a bordo da aeronave, com portas abertas. 

A assistência deve ser oferecida, ainda, nas situações em que o passageiro teve seu voo alterado com antecedência pela empresa aérea (alteração de malha aérea), mas não recebeu nenhum aviso a respeito, tomando conhecimento dessa alteração somente quando já estiver no aeroporto para embarque. 

A assistência deve ser oferecida gratuitamente pela empresa aérea, de acordo com o tempo de espera no aeroporto, contado a partir do momento em que houve o problema com o voo, conforme regras a seguir: 

  • A partir de 1 hora: direito à comunicação (internet, telefone etc.); 
  • A partir de 2 horas: direito à alimentação (voucher, refeição, lanche etc.); 
  • A partir de 4 horas: direito a serviço de hospedagem (somente em caso de pernoite no aeroporto) e transporte de ida e volta ao local da hospedagem.

Se o passageiro estiver no local de seu domicílio, a empresa pode oferecer apenas o transporte para sua residência e de sua casa para o aeroporto. 

O Passageiro com Necessidade de Assistência Especial (Pnae) e seus acompanhantes sempre terão direito à hospedagem, independentemente da exigência de pernoite no aeroporto. 

A empresa poderá suspender a prestação da assistência material para proceder ao embarque imediato. 

As orientações seguem as disposições da Resolução nº 400 da Anac, que versa sobre as condições do transporte aéreo.

Infraero

Em nota, a Infraero informou que a retomada dos voos no Aeroporto Santos Dumont está condicionada à completa remoção do produto, já que a pista precisa atender aos mais altos padrões de segurança. Após a conclusão do serviço, será realizada vistoria e medição do coeficiente de atrito do pavimento para liberação da pista. 

A Infraero não fez uma previsão de quando o Santos Dumont será aberto para as operações de pouso e decolagem.

Até o momento, 80 voos de chegada e 82 voos de partida foram cancelados. Outros 14 voos foram desviados para o Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão.

Fonte: Agência Brasil

Ex-mesatenista Hugo Hoyama recebe alta após fazer cirurgia no coração

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O ex-mesatenista Hugo Hoyama anunciou, nesta terça-feira (30), que está em casa após realizar uma cirurgia no coração no dia 22 de setembro. Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, Hugo sofreu um infarto agudo do miocárdio.

“Muito obrigado a todos que me enviaram mensagens, desejaram força e estiveram ao meu lado nesse período. Cada palavra fez diferença. Já estou em casa! Agradeço, primeiramente, a Deus. À minha família, que esteve comigo em todos os momentos. Vocês são a razão da minha existência”, declarou Hugo Hoyama em mensagem publicada em seu perfil nas redes sociais.
 

No dia 22 de setembro, o ex-mesatenista foi submetido a uma cirurgia de revascularização, procedimento que abre novos caminhos, por meio de enxertos, para o sangue circular ao redor de artérias bloqueadas ou estreitadas.

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Hugo Hoyama é o segundo maior medalhista de ouro do Brasil em Jogos Pan-Americanos e recordista do tênis de mesa brasileiro na competição. São 15 idas ao pódio, sendo dez no topo. Além disso, participou de oito Olimpíadas, entre 1992 (Barcelona, na Espanha) e 2021 (Tóquio, no Japão), sendo seis como atleta e duas – uma delas, a do Rio de Janeiro, em 2016 – como técnico da seleção feminina da modalidade.



Fonte: Agência Brasil

Distritais denunciam superfaturamento em app para compras de escolas

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O presidente da Comissão de Educação da Casa, Gabriel Magno

Criado para dar mais transparência e economicidade às compras de escolas com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), o aplicativo do Cartão Pdaf resultou em superfaturamento de preços, segundo denúncia do distrital Gabriel Magno (PT). Presidente da Comissão de Educação da Casa, ele subiu à tribuna nesta terça-feira (30) para relatar uma série de reclamações de diretores de unidades escolares do DF. Na ocasião,  anunciou que enviará representação ao Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios para suspender imediatamente a aplicação.

No sistema informatizado administrado pelo Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia e a Secretaria de Educação listam fornecedores de produtos e serviços já cadastrados e credenciados, em preço definido por meio de tabela única.

“É assustador, realmente, como os preços aumentaram. E tirou a competitividade dos comerciantes locais próximos às escolas”, corroborou o parlamentar Pastor Daniel de Castro (PP). Ele também afirmou que, na semana passada, recebeu um cidadão cujas empresas faliram por dificuldades em concorrer nas atuais condições.

Para Magno, o problema não reside na ideia em si, já que “funciona há vários anos” o Cartão PDDE do governo federal, um cartão de débito para uso em território nacional no âmbito do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Mas levantou suspeitas acerca do sistema distrital, operacionalizado pelo aplicativo. “É um esquemão que está por trás do aplicativo do Pdaf. Porque tem alguém ganhando dinheiro público com isso, verba que deveria estar indo para as escolas”, criticou.

Em setembro deste ano, a Câmara Legislativa sediou uma audiência pública para debater o assunto, por iniciativa da deputada Paula Belmonte (Cidadania).

Fonte: Agência CLDF

PF vê possível ligação de ameaças a Dino e milícias digitais

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A Polícia Federal (PF) afirmou nesta terça-feira (30) que as recentes ameaças virtuais contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), podem ter ligação com a investigação sobre a atuação de milícias digitais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A conclusão consta em uma manifestação enviada pela PF ao Supremo, após Dino solicitar investigação de ameaças recebidas pelas redes sociais.

No dia 10 de setembro, o ministro do STF disse que passou a ser alvo de “ameaças graves” contra sua vida e integridade física após proferir voto pela condenação de Bolsonaro e mais sete réus pela trama golpista.

Ao analisar o caso, a delegada responsável pela investigação entendeu que as ameaças podem estar relacionadas com o inquérito que apura as milícias digitais e pediu que o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, analise a eventual ligação entre os dois casos. 

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Até o momento, a checagem preliminar da PF já encontrou 50 perfis que realizaram as ameaças.

“Sendo assim, submeto a Vossa Excelência a apreciação acerca de eventual conexão dos fatos acima narrados com aqueles apurados no INQ n° 4.874/DF, no âmbito do qual são investigadas condutas praticadas por integrantes de milícias digitais voltadas à coação de ministros integrantes da Suprema Corte”, afirmou a PF.

A corporação também pediu que seja aberta uma investigação específica para tratar das ameaças contra Flávio Dino e que as plataformas que operam as redes sociais forneçam dados dos perfis que realizaram as postagens. 

Em outro caso ocorrido recentemente, a PF indiciou uma mulher que tentou agredir o ministro durante voo entre São Luís e Brasília. A acusada, que não teve o nome divulgado oficialmente, vai responder pelos crimes de injúria e incitação do crime. 

Fonte: Agência Brasil

Estado lança Goiás Alerta e Solidário

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Gracinha Caiado reforça prevenção a desastres com o Goiás Alerta e Solidário
Gracinha Caiado lança nova edição do Goiás Alerta e Solidário 2025/2026 com investimentos estadual de mais de R$ 73 milhões em prevenção aos impactos do período chuvoso (Foto: André Saddi e Diego Canedo )

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, apresentou nesta terça-feira (30/9) a nova edição da Operação Goiás Alerta e Solidário. A iniciativa inclui ações preventivas, de monitoramento e de socorro imediato para a população que venha a ser atingida por desastres provocados por chuvas, integrando ações de diversas secretarias e órgãos do governo para proteger os cidadãos de municípios considerados de alto risco.

“O tempo pode nos pegar de surpresa. Por isso, antecipamos o Goiás Alerta e Solidário. As chuvas podem chegar a qualquer momento. O período mais grave é, sim, o final do ano, mas precisamos que a estrutura esteja disponível o quanto antes para agir com rapidez e solidariedade. Essa operação é mais do que um protocolo técnico. Ela carrega em si um compromisso humano de salvar vidas e promover dignidade”, ressaltou Gracinha.

Goiás Alerta e Solidário

Entre as medidas previstas estão o mapeamento de áreas de risco, a instalação de postos da Defesa Civil em 14 municípios estratégicos, o envio de alertas via SMS para a população, a instalação de 280 pluviômetros digitais em 100% dos municípios para monitoramento das chuvas em tempo real, além da distribuição de cestas básicas, colchões, filtros de barro, fraldas e cadeiras higiênicas, imunização preventiva, bem como manutenção de rodovias e vias municipais.

O mapeamento também contará com a parceria da Equatorial, para garantir atendimento emergencial da concessionária de energia nos locais mais afetados. Todas as ações são coordenadas pelo Gabinete de Políticas Sociais, por meio do Goiás Social.

Criado a partir do modelo da antiga Operação Nordeste Solidário, o Goiás Alerta e Solidário tem como objetivo atuar na prevenção e no combate aos danos causados por fortes chuvas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do estado.

Para a temporada 2025/2026, a previsão indica chuvas acima da média nos meses de janeiro e fevereiro, reforçando a importância de uma atuação antecipada e estruturada.

“Já vimos de perto o que significa para uma família perder tudo em questão de horas e sentir o medo de não saber como recomeçar a vida, a incerteza de como dormir e alimentar seus filhos. Foi assim que percebemos que não podíamos agir apenas de maneira emergencial, e sim, investir em uma política sólida e preventiva de proteção do povo goiano”, ressaltou a primeira-dama.

Previsão do tempo

Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), no primeiro mês de 2026, 54 municípios poderão ter chuvas no nível de atenção, entre 500 e 1.000 milímetros. Já em fevereiro, o número sobe, passando para 157 municípios. Em contrapartida, em outubro, 50 municípios estão sob observação devido à estiagem.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), coronel Washington Vaz Júnior, ressaltou os resultados dos investimentos em prevenção a desastres climáticos.

“Em 2021 e 2022, quando tivemos as fortes chuvas no Nordeste goiano, foram quase R$ 100 milhões injetados de forma emergencial. Hoje, antecipando o trabalho contra desastres, investimos R$ 30 milhões, porque as estruturas de cuidado ficam permanentemente. São pontes, asfalto, moradias que geram economia e deixam as regiões, antes mais afetadas, agora mais preparadas”, salientou.

Equipamentos

O Corpo de Bombeiros Militar ainda receberá 10 caminhões do tipo Auto Bomba Tanque Florestal, equipamentos de proteção individual e respiratória, drones e Starlinks móveis, totalizando mais de R$ 22 milhões em recursos do Fundo Protege. Para toda a operação, a perspectiva de investimento do Governo de Goiás será de mais de R$ 73 milhões.

“O Goiás Alerta e Solidário é a prova que nosso estado está preparado não apenas para reagir, para proteger e cuidar do povo goiano antes que tragédia aconteça. Nós, da linha de frente, sempre ficamos muito emocionados. Tocamos a operação com a razão, mas também com o coração, porque estamos falando de salvar vidas”, afirmou o comandante de Operações de Defesa Civil do CBMGO, coronel Pedro Carlos Borges de Lira.

Na edição 2024/2025, a Operação Goiás Alerta e Solidário atendeu mais de 80 municípios, com a distribuição de 37.772 donativos a 20.130 famílias. No mesmo período, 11 municípios decretaram situação de emergência ou calamidade pública durante o período chuvoso.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Contas públicas têm déficit de R$ 17,3 bilhões em agosto

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As contas públicas fecharam o mês de agosto com saldo negativo, com déficit em todas as esferas de governo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 17,255 bilhões no mês passado.

Entretanto, houve redução no déficit do mês em relação a agosto de 2024, quando as contas fecharam com R$ 21,425 bilhões negativos. Nessa comparação interanual houve crescimento das receitas em ritmo maior que as despesas.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (30) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado de 2025, o setor público consolidado registra resultado negativo de R$ 61,792 bilhões. Nos oito primeiros meses do ano passado, esse acumulado chegava a um déficit de R$ 86,222 bilhões.

Em 12 meses – encerrados em agosto – as contas acumulam resultado negativo de R$ 23,123 bilhões, o que corresponde a 0,19% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

Esferas de governo

Em agosto último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 15,934 bilhões ante resultado negativo de R$ 22,329 bilhões em agosto de 2024. O montante difere do resultado divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 15,6 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Contribuindo para aumentar o déficit das contas públicas, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram déficit de R$ 1,314 bilhão em agosto passado contra resultado positivo de R$ 435 milhões no mesmo mês de 2024.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – também contribuíram para o aumento do déficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 6 milhões em agosto. No mesmo mês de 2024, houve superávit de R$ 469 milhões.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 74,261 bilhões no mês passado, um aumento de pouco mais de R$ 5 bilhões em relação aos R$ 68,955 bilhões registrados em agosto de 2024. De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, especialmente negativas, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês.

Mas, no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a melhora da conta de juros em junho. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em agosto de 2025, as operações de swap tiveram ganhos de R$ 19,9 bilhões, reduzindo a conta de juros. Sem esses resultados, a conta de juros teria um aumento de R$ 23,5 bilhões na comparação interanual, em razão da alta taxa básica de juros, a Selic, e do próprio crescimento da dívida no período.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – subiu levemente na comparação interanual. No mês de agosto, o déficit nominal ficou em R$ 91,516 bilhões contra o resultado negativo de R$ 90,381 bilhões em igual mês de 2024.

Em 12 meses encerrados em agosto, o setor público acumula déficit R$ 969,627 bilhões, ou 7,81% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,969 trilhões em agosto, o que corresponde a 64,2% do PIB. No mês anterior, julho, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 63,6% (R$ 7,851 trilhões).

O crescimento se deve ao déficit nominal do mês, aos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 3,1% em agosto. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.

No mês de agosto deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,619 trilhões ou 77,5%, com pequeno aumento em relação ao mês anterior – R$ 9,555 trilhões ou 77,5% do PIB. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Fonte: Agência Brasil

Presidente de associação é preso em CPMI do INSS por suposta mentira

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O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso na madrugada desta quarta-feira (30) sob acusação de falso testemunho, após mais de nove horas de depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos ilegais de beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Logo em seguida, ainda durante essa madrugada, ele foi solto na delegacia da Polícia Legislativa do Senado. Segundo a assessoria de imprensa do Senado, a liberação foi às 4h da manhã, após pagamento de R$ 5 mil de fiança.

Carlos Roberto Ferreira Lopes foi convocado à CPMI na condição de testemunha, o que o obrigava a dizer a verdade. Depois de pedidos de parlamentares que o acusavam de mentir em seu depoimento, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou a prisão do depoente.

“Ele mentiu deliberadamente à CPMI. Ele tentou de todas as maneiras nos convencer de que se tratava de uma operação perfeitamente legal e correta. Não é. Nós sabemos muito bem que isso é lavagem de dinheiro, dinheiro dos aposentados”, disse o senador.

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Contradições

O senador Carlos Viana justificou o pedido de prisão do presidente da Conafer afirmando que ele omitiu informações e que teria entrado em contradição ao falar do aumento da arrecadação da Conafer, do ganho patrimonial dele próprio, e sobre sócios da empresa.

Durante o depoimento, Carlos Roberto Ferreira Lopes negou participação em fraudes nos descontos dos associados da Conafer. Ele sustentou que a organização não é de fechada e se colocou a disposição da Comissão para prestar maiores informações.

“Tanto eu, quanto a confederação, nos colocamos à total disposição, integralmente, para entrega de documentos e prestação de esclarecimentos assim que requerido”, disse antes de ser detido pela CPMI.

A Conafer está entre as entidades com maior volume de descontos nas mensalidades de aposentados, segundo investigação da Polícia Federal. Entre 2019 e 2024, a arrecadação da entidade com descontos associativos teria crescido de R$ 6,6 milhões para mais de R$ 40 milhões, ao ano.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa de Carlos Lopes e enviou pedido de informação à assessoria da Conafer, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

 


Brasília - 29/09/2025 - Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para tomar depoimentos do Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília - 29/09/2025 - Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para tomar depoimentos do Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Segunda prisão

Esta é a segunda prisão que ocorre na CPMI do INSS. A primeira foi do empresário Rubens Oliveira Costa, também acusado de mentir na Comissão. Costa é apontado como sócio do empresário Antônio Carlos Antunes, conhecido como Careca do INSS e investigado como suposto operador do esquema de corrupção. Ele afirma que só prestou serviços legais às associações e nega a acusação.

Assim como na prisão desta madrugada, Rubens foi solto horas depois de ter sua detenção determinada pelo presidente da CPMI.

*Matéria atualizada às 14h09 para acréscimo de informações sobre a soltura de Carlos Roberto Ferreira Lopes.

Fonte: Agência Brasil

Vigilância Sanitária de SP emite alerta sobre contaminação por metanol

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O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Centro de Vigilância Sanitária Sanitária (CVS). em São Paulo, emitiram um alerta nesta terça-feira (30), para profissionais de saúde, sobre os riscos da ingestão de metanol. Nas últimas semanas, dez casos de contaminação de bebidas alcoólicas contaminadas foram registrados, com três mortes.

Conforme o alerta, o metanol em bebidas alcoólicas clandestinas ou adulteradas, por ser muito tóxico, pode levar à cegueira permanente e a óbitos.

Os órgãos de vigilância reforçaram que os sintomas de contaminação costumam aparecer entre seis e 24 horas após a ingestão e incluem “sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica.

“Nos casos mais graves, pode haver cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico”, diz o comunicado.

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária, “todo caso suspeito deve ser imediatamente registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), por e-mail, para viabilizar as investigações epidemiológicas e evitar novos casos de intoxicação.”

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Além disso, para apoiar os profissionais de saúde no manejo e discussão dos casos, o CVE disponibilizou os Centros de Assistência Toxicológica (Ciatox).

Para tanto, os contatos estão disponíveis no portal da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Intoxicação é emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

Fonte: Agência Brasil

PF vai investigar origem do metanol que provocou intoxicações em SP

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (30) que solicitou à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou a intoxicação de pelo menos 10 pessoas no estado de São Paulo, após consumo de bebida adulterada.

Desde o início de setembro três pessoas morreram por contaminação pelo metanol.

“No momento, as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo, mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo. Portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado, isso atrai a competência da Polícia Federal”, explicou o ministro, durante coletiva de imprensa.

Segundo Lewandowski, a pasta também determinou à Secretária Nacional do Consumidor (Senacom) a abertura de inquérito administrativo para acompanhar as ocorrências e verificar, do ponto de vista do direito do consumidor, quais as providências a serem adotar.

“A adulteração de produtos constitui crime comum, capitulado no Código Penal no artigo 272. E também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui crime, de acordo com o Código do Consumidor”, destacou o ministro.

“Tomamos as providências cabíveis. Providências, eu diria, enérgicas, para não só identificarmos a origem e podermos coarctar [restringir] a distribuição desses produtos que são claramente intoxicantes para a população. Também estamos em íntima cooperação com o Ministério da Saúde”, concluiu Lewandowski.

>> Clique aqui e leia mais sobre os recentes casos de intoxicação por metanol.

Balanço

De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.

Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.

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Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

Fonte: Agência Brasil