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No STF, plataformas negam vínculo; trabalhadores alegam precarização

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento sobre a validade do vínculo de emprego entre motoristas e os aplicativos.  A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho.

Os ministros ouviram nesta quarta-feira (1°) as primeiras sustentações das partes envolvidas no julgamento. Outras sustentações estão previstas para amanhã. A data da votação da questão ainda será definida pela Corte. 

São julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

Plataformas

Durante a sessão, o Rappi se manifestou por meio do advogado Márcio Eurico Vitral Amaro. O defensor sustentou que a empresa é uma plataforma digital, que faz a “união digital” entre quem quer vender um serviço e quem quer comprar.

Além disso, o advogado disse que as entregas são feitas pelos entregadores autônomos, e não pela empresa.

“Não há relação de emprego no caso. Não há os pressupostos legais de uma relação de emprego. Não há o elemento que define o vínculo de emprego, a subordinação”, afirmou.

A advogada Ana Carolina Caputo Bastos disse que a Uber é uma empresa de tecnologia e faz uma “intermediação tecnológica” com os motoristas, que são responsáveis pelas corridas.

Segundo a representante da plataforma, o reconhecimento do vínculo poderia reduzir o ganho dos motoristas.

“Se nos for imposto um modelo estranho ao modelo de negócio, reduziríamos 52% desses postos de trabalho. Aumentaríamos 34% no preço médio das viagens, e reduziríamos 30,7% na massa de renda desses motoristas”, afirmou.

Trabalhadores 

Representante da Associação dos Trabalhadores por Aplicativo Motociclistas do Distrito Federal Entorno (Atam-DF),  Gustavo Ramos destacou que a modalidade de trabalho é precarizada e disse que não pode ser criada uma “casta” de trabalhadores sem direitos.

“Os grandes casos de acidentes são de motoristas de aplicativos. Isso fica às custas do SUS. Apenas 1% desses trabalhadores recolhe INSS. Nós temos a precarização da remuneração. No Brasil, se chega a cobrar uma taxa de 60% dos motoristas de aplicativos, e as custas do veículo ficam totalmente com o trabalhador”, afirmou.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também se manifestou durante o julgamento e defendeu que os trabalhadores devem ter direitos básicos assegurados. 

Messias defendeu a regulamentação pelo Congresso de um piso salarial para a categoria, limites de horas de conexão nas plataformas, recolhimento de contribuições previdenciárias, seguro de vida, garantia de representação sindical, além de espaços de descanso. 

“É necessária a garantia de proteção contratual e social aos prestadores de serviço por aplicativos, sem deixar de se preservar o ambiente de inovação tecnológica e de oportunidades de trabalho e renda”, afirmou. 

A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão. 

Fonte: Agência Brasil

Brasileiro: Palmeiras vence Vasco em casa para assumir vice-liderança

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O Palmeiras contou com o faro de gol apurado da dupla formada por Flaco López e por Vitor Roque para derrotar o Vasco por 3 a 0, na noite desta quarta-feira (1) no Allianz Parque, para assumir a vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Graças aos três pontos somados dentro da casa, o Verdão chegou aos 52 pontos, dois a mais do que o Cruzeiro, que mede forças com o líder Flamengo (que tem 54 pontos) a partir das 20h30 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (2) no estádio do Maracanã. Já o Cruzmaltino permaneceu com 30 pontos após o revés, ocupando a 12ª colocação.

Mais uma vez o time comandado pelo técnico Abel Ferreira contou com uma grande atuação da dupla de ataque formada por Flaco López e por Vitor Roque para sair com a vitória. Quem começou brilhando foi o argentino, que, logo aos 5 minutos, aproveitou bola que sobrou para bater colocado para superar o goleiro Léo Jardim.

Aos 17 minutos, Flaco López voltou a ser decisivo, ao aproveitar bola levantada por Piquerez para ampliar. Cinco minutos depois o argentino brilhou com um belo lançamento em profundidade para Vitor Roque, que se livrou da marcação de Paulo Henrique para bater na saída de Léo Jardim para dar números finais ao marcador.

Outros resultados:

Mirassol 1 x 1 Bragantino
Sport 2 x 2 Fluminense
Internacional 1 x 1 Corinthians
Botafogo 2 x 1 Bahia
Santos 1 x 1 Grêmio



Fonte: Agência Brasil

Dez brasileiros estão entre capturados na flotilha de ajuda a Gaza

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Pelo menos 10 brasileiros e um argentino residente no Brasil estão entre as pessoas capturadas nesta quarta-feira (1) por Israel, informa a Global Sumud Flotilla. O grupo, que integra a flotilha, reúne cerca de 50 embarcações que tentam furar o bloqueio a Gaza levando ajuda humanitária: alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos. 

O ativista brasileiro Thiago Ávila, e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) estavam a bordo da flotilha humanitária interceptada por Israel a caminho de Gaza nesta quarta-feira (1º).

Na lista dos brasileiros estão:

  • Ariadne Catarina Cardoso Teles
  • Magno De Carvalho Costa 
  • Luizianne De Oliveira Lins
  • Gabrielle Da Silva Tolotti
  • Bruno Sperb Rocha
  • Mariana Conti Takahashi
  • Thiago de Ávila e Silva Oliveira
  • Lucas Farias Gusmão
  • Mohamad Sami El Kadri
  • Lisiane Proença Severo
  • Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil)

 


Ativista brasileiro Thiago Ávila é capturado por Israel em Flotilha a caminho de Gaza
Ativista brasileiro Thiago Ávila é capturado por Israel em Flotilha a caminho de Gaza

A delegação brasileira que participa da Flotilha é formada por 17 integrantes. Ao todo, mais de 500 pessoas, de diferentes nacionalidades, se uniram ao protesto que se identifica como uma ação pacífica e não violenta contra o genocídio em Gaza.

Até as 20h30 dessa quarta-feira, pelo menos 178 integrantes tinham sido capturados pelas forças israelenses. Entre elas, a ambientalista Greta Thunberg, segundo a flotilha.

Em nota, a Anistia Internacional no Brasil diz que a captura das embarcações é ilegal.

“Nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais. A missão da flotilha é pacífica, humanitária e legal.”  A nota também cobra dos países que seja garantida a passagem segura da flotilha até a chegada a Gaza para a entrega dos itens de ajuda humanitária.

Em São Paulo, ativistas, amigos, familiares dos brasileiros detidos começaram nesta noite uma vigília no Al Janiah, famosa casa de shows da cidade, fundada por refugiados palestinos.  Eles também cobram apoio do governo para que os brasileiros sejam mantidos em segurança e pedem o rompimento das relações comerciais com Israel.

Interceptação

Mais cedo, a flotilha internacional informou, em postagens nas redes sociais, que estava sofrendo agressões das forças israelenses. Uma transmissão de vídeo ao vivo de um dos barcos da flotilha mostrou passageiros com coletes salva-vidas sentados no convés, segundo informações da agência Reuters.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que sua Marinha entrou em contato com a flotilha para avisar que ela estava se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio legal, pedindo que eles mudassem o curso.

A flotilha diz, em mensagens nas redes sociais, que as embarcações foram interceptadas “ilegalmente em águas internacionais”. 

“Transmissões ao vivo e comunicações foram cortadas. A situação dos integrantes e da tripulação continua sem informação. Isto é um ataque ilegal a uma ação humanitária e não armada. Estamos em contato com autoridades e instituições internacionais para solicitar a segurança e liberação dos membros”, diz. 

Na rede X, o ministério israelense afirmou que os barcos da flotilha foram “abordados com segurança” e que os passageiros “estão sendo transferidos para um porto israelense”, conforme a Reuters. 

Essa é a mais recente tentativa marítima de romper o bloqueio israelense a Gaza, onde maior parte do território foi reduzida a um terreno baldio após quase dois anos de guerra.

A flotilha esperava chegar a Gaza na manhã da quinta-feira, se não fosse interceptada.

Fonte: Agência Brasil

Governo lança consulta sobre fim da exigência de autoescola para CNH

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O Ministério dos Transportes abre, a partir desta quinta-feira (2), uma consulta pública que pretende modificar as regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A proposta, segundo a pasta, prevê que o candidato possa escolher diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios, como condição para a emissão da CNH.

A ideia é retirar a obrigatoriedade de contratação de autoescolas por parte dos candidatos, que poderão escolher contratar instrutores autônomos credenciados.

“Hoje, os altos custos e a burocracia impedem milhões de pessoas de ter a habilitação. 20 milhões de brasileiros dirigem sem carteira, porque o modelo atual é excludente, caro e demorado demais”, afirmou o ministro do Transportes, Renan Filho, em uma postagem nas redes sociais para divulgar a iniciativa.

“Com a nova proposta, o cidadão terá mais liberdade para escolher como se preparar para as provas do Detran, de forma mais personalizada e acessível. O objetivo do governo é democratizar o acesso à CNH, ampliar a inclusão e tornar o trânsito mais seguro no país”, acrescentou.

A expectativa do governo é que a flexibilização na formação de novos motoristas reduza o custo da CNH, que atualmente pode ultrapassar R$ 3,2 mil, segundo o Ministério dos Transportes.

A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, e depois seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Durante esse período, qualquer cidadão poderá enviar sugestões e contribuições.

Mudanças

Entre as mudanças propostas, está justamente o fim da exigência de carga horária mínima de 20 horas-aula práticas. O candidato poderá escolher como fará sua preparação, contratando um centro de formação de condutores ou um instrutor autônomo.

Os instrutores deverão ser credenciados pelos Departamentos de Trânsito (Detrans) dos estados. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) permitirá a formação desses profissionais por cursos digitais.

A projeção do governo federal é que o custo para obtenção da CNH poderá cair em até 80%, resultado da ampliação das formas de oferta da formação teórica, inclusive contando com formatos digitais, e a dispensa da carga horária mínima nas aulas práticas.

Fonte: Agência Brasil

Brasília: conferencistas exigem políticas para todas as "mulheridades"

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A canção Maria, Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, foi cantada em coro pelas quase 4 mil credenciadas na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), em Brasília, nesta quarta-feira (1º), último dia da mobilização nacional. Juntas, elas homenagearam a força e a resiliência das mulheres brasileiras.

Com o tema Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas, a 5ª CNPM debateu questões como o enfrentamento às desigualdades sociais, econômicas e raciais; fortalecimento das mulheres em espaços de poder e decisão; combate a todos os tipos de violência de gênero, políticas de cuidado.

Multifacetadas

Pelos corredores do evento, o novo conceito de “mulheridades” foi amplamente difundido para informar e destacar a pluralidade e a diversidade de identidades das mulheres que vivem no Brasil e suas experiências.

Mulheres negras, com deficiência, LBTs [lésbicas, bissexuais e transgêneras], indígenas, quilombolas, de povos e comunidades tradicionais, jovens, idosas, mães atípicas, mulheres das cidades, do campo e das águas, ciganas, migrantes e refugiadas enviaram suas representações. Uma a uma encarregada de lutar por direitos e de dar visibilidade às suas causas.

De Jundiaí (SP), Mayara Alice Zambon pediu respeito a toda diversidade, a toda a ‘mulheridade’. Ela se descreve como mulher cis, pansexual. Mayara acredita no feminismo interseccional, abordagem que reconhece diferentes eixos de opressão que se interligam, como raça, sexualidade, deficiência e classe econômica. “Mulheres são mulheres em sua totalidade. Ninguém nasce [mulher]. Se torna uma”, parafraseando a escritora e feminista francesa, Simone de Beauvoir.


Brasília (DF), 01/10/2025 – Dalvilene Cardoso, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/10/2025 – Dalvilene Cardoso, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Já a enfermeira Dalvilene Cardoso, que integra o coletivo de mulheres com deficiência de São Luís do Maranhão, considera-se uma “mulher de fibra”. O punho dela levanta pelo fim da escala de trabalho 6×1, da violência de gênero, e pela valorização de profissão dentro da política de cuidados da sociedade.

“Viva as mulheres. Quero menos violência, não anistia [aos golpistas], mais democracia, mais respeito e, claro, mais educação. Somente por meio da educação nos tornaremos mulheres decididas e determinadas”, entende Dalvilene.

Em uma roda de mulheres cadeirantes, na entrada do prédio da conferência, a produtora cultural de São José do Rio Preto (SP), Vanessa Cornélio, se agiganta contra o capacitismo, que é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência (PCD), baseado erroneamente na crença de que são inferiores e incapazes.

“Precisamos de políticas educacionais que atinjam a população para desmistificar e tirar a imagem e o rótulo pejorativo e pesado de uma dependência. E ainda que as pessoas nos reconheçam para além da deficiência visível.”

Vanessa completa com o modo que é vista em sociedade. “Muitas vezes, somos tratadas com infantilização, não reconhecem o nosso potencial. É um leão por dia, todos os dias. Temos que nos colocar e explicar quem somos”, lastima.


Brasília (DF), 01/10/2025 – Magna Caibé durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/10/2025 – Magna Caibé durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A indígena Magna Caibé viajou 1,5 quilômetros (km) de Euclides da Cunha (BA) até a capital federal para trazer as demandas dos povos originários da Bahia. Ao relatar violências que as indígenas sofrem, Magna não admite que a violência masculina seja encarada como um fenômeno cultural e do patriarcado, onde os homens supostamente deteriam a autoridade e o poder sobre as mulheres.

“A violência não é cultural. Nossa cultura é a nossa ancestralidade, são nossas tradições.  A mulher indígena não está acostumada a ser violentada. Eu vim aqui para falar “não” à cultura de violência das mulheres indígenas.”

A professora Maria Elisângela Santos, de Aracaju, quer uma sociedade justa e igualitária, frente à discriminação e ao racismo. “As mulheres negras querem nessa conferência que todos estejam colocados em uma linha tênue, onde nenhuma mulher tenha mais e outras menos. A mesma saúde que é dada a uma mulher não-negra, deve ser dada a outra mulher negra, a uma mulher trans, independentemente da sua raça e da sua religião.”


Brasília (DF), 01/10/2025 – Maria Elisâgela dos Santos na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/10/2025 – Maria Elisâgela dos Santos na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A conferencista ainda questiona o fato de que a média salarial de uma mulher negra pode ser cerca de 50% menor que a de um homem branco.

“As mulheres negras se encontram abaixo da pirâmide salarial. Brigo por um espaço mais justo, porque nós trabalhamos igualmente aos demais, cuidamos de casa, da família, na maioria das vezes somos mães-solos. Por enquanto, sororidade, está sendo somente uma palavra bonita.”

A estudante de direito Ana Eva dos Santos, de 24 anos, reconhece que sofre com a transfobia diariamente, mas diz que conta com o apoio materno. Ana Eva é voluntária do projeto solidário Associação Gold, casa de acolhimento de pessoas LGBTQIA+, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

“A conferência é um espaço de diálogo democrático para discutir políticas públicas e espaço de escuta para o Estado entender nossas demandas, enquanto pessoas trans, em situação de rua, dentro das diversas interseccionalidades: de pessoas negras, com deficiências e com as nossas mulheridades.”

Iyá Nifá Ifálere, sacerdotisa de umbanda, religião que escolheu há 35, trouxe com orgulho na mala as mesmas vestes que usa no terreiro de Cuiabá. No Distrito Federal, ela circula na conferência para marca posição e exigir respeito às mães de axé, que ela diz serem invisibilizadas.


Brasília (DF), 01/10/2025 – Iyánifá Ifálere, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 01/10/2025 – Iyánifá Ifálere, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

“Tentaram nos calar. Sofremos muito, principalmente pelas nossas vestes, não somos aceitas perante a sociedade, tudo isso precisa ser desmistificado. Porque essa é a minha identidade, eu sou uma mulher de axé, eu carrego meu Axé e sem ele não sou ninguém.”

A secretária municipal da Mulher de Tutóia (MA), Cristiana Rocha Diniz, relata que mesmo tendo implantado o programa Patrulha Maria da Penha, de segurança pública, o município não tem recursos públicos para proteger as mulheres vítimas de violência.

“Vejo nas localidades que a secretaria da mulher em si, só tem o nome. Não temos verbas para quebrar essa violência. A mulher do interior sofre violência e não há um transporte para socorrê-la. Existe muita política, sim. Mas cadê as capacitações para os gestores? Cadê o material que precisamos para trabalhar? Nós não temos”, indigna-se.

E mesmo diante de tantas divergências de pontos de vista e debates calorosos, Francine Gagliotti veio de São Paulo representar os interesses das milhares de mulheres que não puderam se deslocar até Brasília para participar da mobilização nacional.

“Espero que as políticas sejam aprovadas para que cheguem às mulheres que não tem possibilidade de estar aqui. Tudo tem que chegar para todas as mulheres do país, principalmente aquela que só sobrevive, só trabalha 8 e até 12 horas por dia. A gente tá aqui para defender também essas mulheres.”

Voz coletiva

“Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca, Maria, Maria, mistura a dor e a alegria.” Essa espécie de hino atemporal representou o anseio coletivo dos segmentos sociais, os movimentos feministas, gestoras públicas, acadêmicas, organizações de mulheres e outros setores da sociedade civil.

No fim, várias frentes comprometidas com a mesmas pautas; igualdade e equidade de gênero; enfrentamento à violência, discriminação e racismo; universalidade e acesso às políticas públicas; participação ativa das mulheres em todas as fases das políticas públicas.

As demandas trazidas dos diversos territórios das etapas anteriores à conferência nacional foram analisadas durante três dias, nesta semana, em Brasília, e votadas pelas delegadas credenciadas na tarde desta quarta-feira
(1º). As propostas deliberadas vão contribuir para o fortalecimento e aprimoramento do Plano Nacional de Políticas Públicas para Mulheres, para orientar o governo federal na elaboração das políticas para todas as mais de 100 milhões de brasileiras. 

A ministra das Mulheres, Marcia Lopes, defende que a conferência nacional não se encerre, depois de tantos reencontros, pois a mobilização das mulheres por direitos e políticas públicas continuam nas comunidades das participantes que voltam a seus territórios de luta. “Apesar de concluir a 5ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres, que a gente entenda e tenha consciência que esta conferência não acaba aqui, não acaba hoje. Ela tem que continuar até o início da realização da 6ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres”.

Fonte: Agência Brasil

São Paulo registra sexta morte com suspeita de intoxicação por metanol

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O governo do estado de São Paulo informou nesta quarta-feira (1º) que seis pessoas morreram no estado por suspeita de intoxicação por metanol. Uma das mortes foi comprovadamente causada por consumo de bebida alcoólica adulterada; as outras cinco continuam em apuração.

Foram notificados 37 casos de intoxicação pela substância, sendo que em dez houve a confirmação da presença de metanol no sangue da pessoa contaminada. Vinte e sete casos ainda estão em investigação.

As autoridades sanitárias interditaram seis estabelecimentos cautelarmente no estado: quatro na capital paulista, nos bairros de Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca; um em São Bernardo do Campo; e um em Barueri.

Uma distribuidora de bebidas teve a inscrição estadual suspensa preventivamente e outras três estão com a situação sob análise para suspensão.

No total, foram apreendidas 802 garrafas de bebidas alcoólicas e 128 mil garrafas de vodca foram lacradas em Barueri. Em Americana, duas pessoas foram detidas e 17,7 objetos utilizados na falsificação de bebidas foram apreendidas.


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Fonte: Agência Brasil

Mundial sub-20: Brasil perde para Marrocos por 2 a 1 e se complica

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A seleção brasileira foi derrotada pelo placar de 2 a 1 pelo Marrocos, na noite desta quarta-feira (1) no estádio Nacional do Chile, em Santiago, em seu segundo compromisso pela Copa do Mundo de futebol masculino sub-20.

Com este resultado, o Brasil chega à última rodada da primeira fase da competição ocupando a 3ª colocação do Grupo C com apenas um ponto conquistado (graças ao empate de 2 a 2 com o México na estreia). Porém, a equipe comandada pelo técnico Ramon Menezes ainda pode sonhar com a classificação para as oitavas de final. Para isto tem que se sair bem diante da Espanha, no próximo sábado (4) a partir das 17h (horário de Brasília).

A seleção brasileira começou bem a partida, criando problemas para o goleiro Yanis Benchaouch. Porém, a equipe comandada por Ramon Menezes não conseguiu aproveitar as oportunidades criadas e viu o placar permanecer inalterado até o intervalo. Na segunda etapa o Marrocos assumiu o protagonismo e abriu o placar aos 14 minutos, com batida de voleio de Maamma após Gessime Yassine levantar na área.

O Marrocos passou a aproveitar os espaços dados pelo Brasil e, aos 30, contou com outra boa jogada de Yassine para ampliar com gol de Zabiri. Já nos acréscimos a seleção brasileira conseguiu descontar em cobrança de pênalti do zagueiro Iago, mas a reação parou por aí.



Fonte: Agência Brasil

Moraes pede monitoramento diário da tornozeleira de Cid

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1°) que sejam enviadas à Corte informações diárias sobre o monitoramento da tornozeleira eletrônica de oito acusados.

O ministro solicitou relatório com dados sobre eventuais registros de violação, falha de sinal ou descumprimento de medidas impostas contra os monitorados.

Os registros devem ser enviados pelas secretarias de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Alagoas e Rio de Janeiro. 

A decisão envolve os seguintes investigados:

  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Filipe Martins (ex-assessor de Bolsonaro);
  • Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal);
  • Fernando Collor (ex-presidente);
  • Daniel Silveira (ex-deputado);
  • Chiquinho Brazão (ex-deputado);
  • Roberto Jefferson (ex-deputado).

Nas decisões proferidas, Moraes não citou se há suspeitas de irregularidades no monitoramento das tornozeleiras.

Fonte: Agência Brasil

Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

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O Parque Olímpico da Barra da Tijuca recebeu nesta quarta-feira (1) a primeira visita técnica da Comissão de Avaliação da Panam Sports (entidade máxima do esporte olímpico nas Américas) da candidatura de Rio de Janeiro e Niterói para os Jogos Pan-americanos de 2031. A expectativa é de que a comitiva, formada por cinco integrantes, percorra as principais instalações esportivas das cinco zonas de competição previstas para os Jogos até a próxima sexta-feira (3).

O ponto de partida da visita foi no Parque Aquático Maria Lenk, onde funciona o Centro de Treinamento do COB. De lá, a comitiva seguiu para o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, Museu Olímpico do Rio, Velódromo Olímpico, Arena Carioca 1 e Arena Olímpica (Farmasi Arena).

De volta ao Centro de Treinamento do COB, a Comissão de Avaliação conheceu em detalhes o Centro de Ginástica Artística. Os representantes da Panam Sports também estiveram no Centro de Alta Performance do COB.

“É uma honra para a Panam Sports estar aqui no Rio de Janeiro e em Niterói, uma alegria enorme. A ideia desta visita é poder reconfirmar todas as propostas que Rio e Niterói apresentaram em seu dossiê de candidatura. Vamos analisar em detalhes durante esses três dias todo o planejamento, infraestrutura e a programação preparada. Agradeço às cidades por seguirem esse processo, que se decidirá no dia 10 de outubro”, declarou o presidente da Panam Sports, Neven Ilic.

“Estamos muito felizes com a visita da Panam Sports. Sabemos da capacidade das nossas cidades em entregar grandes eventos esportivos para o mundo. Temos trabalhado bastante e esta visita será muito proveitosa. Estamos confiantes. Temos um projeto de muita cooperação com os outros países das Américas, já que nossas estruturas estão praticamente prontas. Queremos deixar um legado de conhecimento para compartilhar com os outros países. Tenho certeza de que Rio e Niterói estarão prontas para dar um grande espetáculo como sempre fizemos. Agora é trabalhar até o final para conquistarmos no dia 10 o direito de sediar os Jogos Pan-americanos”, afirmou o presidente do COB, Marco La Porta.

Fonte: Agência Brasil

CLDF realiza cerimônia de posse de 11 novos servidores; Wellington Luiz vibra: "Legado"

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na tarde desta quarta-feira (1º), solenidade de posse de 11 novos servidores: nove analistas legislativos, um consultor técnico-legislativo e uma procuradora legislativa. Aprovados no último concurso público da Casa (2018/2019), eles foram nomeados entre abril e setembro deste ano.

Ao cumprimentar os servidores e seus familiares, o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), elogiou a “insistência e a luta” dos candidatos pela aprovação e posterior nomeação: “No Sindicato da Polícia, a gente dizia que a nossa vitória é proporcional à nossa luta. Vocês construíram isso, na luta do dia a dia”.

O parlamentar prosseguiu: “Foi uma trajetória longa e difícil, o orçamento é apertado e são muitas as prioridades da Casa. Assumimos a gestão da CLDF com muitos desafios, mas não tenham dúvida: nomear os servidores efetivos talvez tenha sido o mais importante para mim”. Wellington Luiz ainda arrematou: “Talvez o legado mais importante que deixo a partir da minha gestão seja a valorização do servidor público”.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

O presidente do Legislativo local aproveitou para agradecer, publicamente, o empenho da diretora de gestão de pessoas da CLDF, Edilair da Silva Sena, ao longo de todo o processo. A gestora lembrou as dificuldades enfrentadas em busca do maior número possível de nomeações e comemorou o resultado: “Nomeamos 626 novos servidores; perdemos alguns, mas quase 500 estão conosco. A Casa precisa de vocês”.

Dirigindo-se, ainda, aos empossados, a diretora de gestão de pessoas falou da “emoção” da solenidade de hoje: “Todas as solenidades de posse foram emocionantes, mas esta tem uma emoção maior, pois é a última deste concurso”.

Em nome dos novos servidores, a procuradora legislativa Zaira Cavalcanti de Albuquerque Costa falou sobre os vários sentimentos compartilhados pelos empossados. “Tem a resiliência, que foi necessária a todos nós para não desistirmos no meio do caminho; o sentimento de frustração cada vez que tivemos de negar algum convite por termos de estudar; a angústia da espera pelo gabarito e depois pela nomeação. Mas o que fica mesmo é o sentimento de orgulho por termos bancado cada uma das renúncias que foram necessárias para chegar até aqui”, disse. A servidora falou, também, da importância do apoio dos familiares e amigos: “Sem isso, não estaríamos aqui”.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Dos 11 empossados nesta tarde, a maior parte integra os quadros da Polícia Legislativa. “Essa é uma vitória para vocês e para a Câmara Legislativa. Nosso objetivo sempre foi ter uma carreira sólida; a Polícia Legislativa precisa realizar um trabalho efetivo bom e, para isso, a gente precisa de pessoal. Com a entrada de vocês, a Polícia Legislativa se transformou”, comemorou o diretor da área, Luiz Alberto Alves Ferreira.

Também presente na solenidade, o diretor de Seguridade da DF-Previcom, Bruno Macedo, cumprimentou os servidores, referindo-se ao concurso da CLDF como uma “peneira fina”, e falou sobre a instituição de previdência complementar. “A DF-Previcom tem a missão de garantir um futuro seguro e próspero para vocês. Ela completa oito anos este mês de outubro, e estamos com mais de 7 mil servidores compondo a massa de participantes. Já estamos administrando mais de R$ 170 milhões em recursos, aplicações financeiras e mercado de capitais”, apontou.

Veja mais fotos da cerimônia no Flickr da Agência CLDF de Notícias.

Fonte: Agência CLDF