Início Site Página 626

Preço da cesta básica cai em 22 capitais brasileiras em setembro

0

O preço do conjunto dos alimentos básicos caiu em setembro, na comparação com agosto, em 22 capitais brasileiras e aumentou em cinco, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.  

As principais quedas de preço da cesta em setembro ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina  (-2,63%). As capitais com elevação do valor foram Campo Grande (1,55%), Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%), e Macapá (0,03%).

São Paulo foi a capital em que o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 842,26), seguida por Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22). 

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores: Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27).

A comparação dos valores da cesta de setembro de 2025 com o mesmo mês de 2024 mostra que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 3,87%, em Belém, e 15,06%, em Recife.

No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a setembro de 2025, nas 17 capitais pesquisadas, 12 tiveram alta e cinco apresentaram queda. As maiores elevações ocorreram em Recife (4,69%), Porto Alegre (3,54%) e Salvador (3,06%). As capitais com as principais variações negativas foram Brasília (-3,15%) e Goiânia (-3%).

Com base na cesta mais cara, que em setembro foi a de São Paulo, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário para uma família viver no nono mês do ano no Brasil deveria ter sido R$ 7.075,83 ou 4,66 vezes o mínimo atual de R$ 1.518. O Dieese leva em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em setembro de 2024, o salário mínimo, deveria ter ficado em R$ 6.657,55 ou 4,71 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412.

Produtos

O preço do tomate em setembro, em comparação com agosto, diminuiu em 26 capitais das 27 pesquisadas, com quedas que vão de 47,61%, em Palmas, e 3,32%, em Campo Grande. A alta ocorreu em Macapá (4,41%).

O preço médio do arroz agulhinha diminuiu em 25 das 27 capitais pesquisadas, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). A alta foi registrada em Vitória (1,29%). Em Palmas, o preço médio não variou.

Café e Carne bovina

Em setembro, o valor médio do quilo da carne bovina de primeira aumentou em 16 capitais e diminuiu em 11. As maiores elevações ocorreram em Vitória (4,57%), Aracaju (2,32%) e Belém (1,59%). Já as variações negativas mais importantes foram registradas em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%). 

“A oferta limitada, principalmente pela estiagem, explica a alta de preços. Ao mesmo tempo, a baixa demanda pressionou os valores para baixo em algumas cidades”, destacou o Dieese.

Já o preço do café em pó diminuiu em 14 capitais e aumentou em 13. As quedas mais expressivas foram registradas no Rio de Janeiro (-2,92%) e em Natal (-2,48%). Já as maiores altas ocorreram em São Luís (5,10%) e em Campo Grande (4,32%). 

“O preço internacional do café aumentou, impulsionado pela alta do mercado [norte] americano e pela oferta limitada no mundo, devido a algumas quebras de produção. Mas, internamente, os altos valores praticados nos supermercados inibiram a demanda, reduzindo as cotações médias em algumas capitais”, afirmou o Dieese.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova retirada da MP do IOF da pauta; texto caduca

0

A Câmara dos Deputados aprovou pedido de retirada da pauta de votação a Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou. 

Foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida. 

O relator da MP, Carlos Zarattini (PT-SP), argumentou ainda que atendeu a praticamente todos os pedidos dos parlamentares.

“Trabalhamos nesses 120 dias para garantir a aprovação da MP. Avançamos em alguns pontos, atendemos muitas reivindicações, fizemos um texto que teria todas as condições de ser aprovado nessa Casa e de ser sancionado pelo presidente da República, um texto de consenso”, disse.

MP do IOF 

A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets como forma de aumentar a arrecadação. A ideia era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio. 

A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões.

Os recursos irão para o Orçamento como forma de cumprimento da meta de superávit. A proposta de Orçamento de 2026 tem meta de superávit de R$ 34,3 bilhões. 

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que houve quebra do acordo com a retirada da MP da pauta de votação.

“Consideramos o que está acontecendo aqui hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Da parte do relator, houve toda a paciência para discutir um acordo de mérito, mas o que ficou claro para a gente é que aqui ficou claro a vontade de impor uma derrota politica para o Brasil, não para o presidente Lula”, afirmou Lindbergh durante coletiva no final da tarde no Salão Verde da Câmara.

Segundo o líder do PT, o movimento teria sido encabeçado pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antonio Rueda, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que querem antecipar o debate eleitoral do próximo ano.

A líder da federação Rede-PSOL na Câmara, Talíria Petrone (PSOL-RJ), também acusou os políticos de tentarem derrubar a medida provisória para antecipar o debate eleitoral para presidente.

“Ao pensarem que atacam o governo do presidente Lula, eles atacam o conjunto do povo brasileiro. A gente viu a população nas ruas exigindo um Congresso que se voltasse para o povo e vimos nas últimas semanas pautas contra o povo brasileiro, como a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Blindagem”, ponderou.

O oposicionista Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a proposta tinha a definição de MP da mentira.

“Na origem dela era para substituir o aumento de IOF, que foi derrubado nessa Casa no Congresso Nacional, e que o governo recorreu e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal foi restabelecido”, disse o deputado, ao afirmar que o imposto arrecada R$ 30 bilhões por ano. 

Com a não aprovação da MP, o governo deve fazer um novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares. A perda na arrecadação estimada é de R$ 35 bilhões em 2026.

Fonte: Agência Brasil

Bombeiros descartam explosão antes de desabamento em restaurante em SP

0

O Corpo de Bombeiros descartou que o desabamento ocorrido no restaurante Jamile, na região central de São Paulo, e que provocou a morte de uma pessoa, tenha ocorrido após uma explosão de gás, como havia sido inicialmente divulgado. No entanto, as causas do acidente ainda serão investigadas.

“Quando chegamos ao local, os funcionários relataram que não teve explosão, que foi somente o mezanino que cedeu. E as pessoas que trabalhavam e que estavam embaixo desse mezanino ficaram presas ali nesses escombros, tanto entre o material do próprio mezanino, da estrutura em si, quanto de equipamentos que tinham nesse mezanino”, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Maycon Cristo, em entrevista a jornalistas no local. 

Segundo ele, não foram observados cheiro e nem barulho de vazamento de gás durante a ocorrência.

Ainda de acordo com o porta-voz da corporação, os funcionários também informaram que o restaurante ainda não estava aberto ao público no momento em que o acidente ocorreu. 

“Os funcionários que conversaram com a gente disseram que ele abre sempre ao meio-dia, porém ainda não tinha clientes sendo atendidos”.

Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas após o desabamento. Segundo o Corpo de Bombeiros, seis dessas vítimas acabaram ficando presas entre os escombros: uma delas morreu após uma parada cardiorrespiratória e outras cinco foram socorridas com ferimentos. Outras duas vítimas foram socorridas com abalo psicológico. 

O acidente aconteceu na Rua 13 de Maio, na famosa rua que concentra diversas cantinas italianas na região do Bixiga, em São Paulo, por volta das 12h20.

O estabelecimento Jamile tem seu cardápio assinado e criado pelo chef e jurado do programa Masterchef Brasil Henrique Fogaça, que negou ser proprietário do restaurante. 

“É importante esclarecer que Henrique Fogaça não possui qualquer participação societária ou vínculo de propriedade com o restaurante Jamile, como erroneamente vem sendo dito em alguns canais de comunicação. Sua atuação se restringe à criação e assinatura do cardápio da casa, sem envolvimento na gestão administrativa ou operacional do estabelecimento”, diz a nota encaminhada pela assessoria do chef.

Por meio de nota, Fogaça lamentou o acidente e disse manifestar sua solidariedade integral às vítimas e a seus familiares, “reafirmando que sua principal preocupação neste momento é o bem-estar de todos os envolvidos e o acompanhamento da assistência necessária”.

Também por meio de nota, o restaurante manifestou “solidariedade e profundo respeito aos nossos colaboradores e seus familiares”.

“Estamos inteiramente comprometidos em oferecer todo o suporte necessário neste momento, prestando assistência e acolhimento a todos os envolvidos. Estamos colaborando com os órgãos públicos competentes para esclarecimentos dos fatos”, escreveu o restaurante.

Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza Bolsonaro a receber barbeiro em casa

0

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro receber a visita de um barbeiro em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar. O atendimento deverá ser realizado na próxima sexta-feira (10), entre as 9h e as 18h.

Bolsonaro será atendido por Charlinston Borges Fernandes, barbeiro pessoal do ex-presidente.

Moraes também ressaltou na decisão que o veículo utilizado pelo barbeiro deverá ser inspecionado pelos agentes da Polícia Penal do Distrito Federal que monitoram a residência do ex-presidente.

Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação de Alexandre de Moraes.

A medida cautelar foi definida no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro foram investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky.

No mês passado, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Agência Brasil

Comissão discute mobilidade urbana no PDOT

0

Em reunião técnica da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) nesta quarta-feira (08), especialistas em urbanismo, representantes da sociedade civil e do GDF discutiram os impactos da revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) 2025 sobre a mobilidade urbana. O encontro evidenciou avanços no texto da minuta com relação ao plano anterior, mas também revelou preocupações com a efetividade das diretrizes e a participação popular no processo.

O presidente da comissão, deputado Max Maciel (Psol), avalia que a mobilidade urbana não pode ser tratada como um tema setorial, mas sim como elemento central do ordenamento territorial. “A forma como as pessoas se deslocam define onde moram, estudam e trabalham. Influenciam no tempo de cuidado e determinam aceso a oportunidades”, destacou.

Para o parlamentar, a minuta PDOT trouxe avanços importantes, como a mobilidade ativa, a integração entre modais e o transporte de cargas como parte do sistema urbano. No entanto, ele argumenta que a ausência de cronogramas, metas vinculantes e estrutura administrativa que garantam a implementação das diretrizes pode impedir que as políticas previstas no projeto sejam efetivadas.

Maciel pontuou ainda que a revisão do PDOT deve ser discutida em conjunto com a construção do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU), uma vez que são planos cujo escopo está interligado.

“Planejar o território sem alinhar o uso e a ocupação do solo às infraestruturas de transporte é condenar a cidade ao modo fragmentado, caro e desigual. A ausência dessa integração já nos trouxe consequências visíveis, como expansão urbana em área sem transporte, calçada, iluminação e equipamentos públicos, como no caso do Itapoã Parque e do Crixás: um fracasso de planejamento urbano”, defendeu.

 

Mobilidade ativa

Representando o coletivo Panã Arquitetura Social, a arquiteta Ludmila Correia argumenta que o próximo PDOT precisa deixar mais explícitos quais serão os instrumentos que garantirão que as políticas nele previstas serão implementadas. Além disso, ela avalia que também não estão claros os prazos e a origem dos recursos necessários para a realização de suas diretrizes.

Para a especialista, há três postos-chave relacionados à mobilidade no plano que merecem atenção especial do poder público: a gestão de uso do solo, pois é fundamental a implementação de planos de mobilidades locais, com pessoas para acompanhar sua execução; o investimento em mobilidade ativa, que incentiva modos de deslocamento que utilizam a força humana como principal meio de locomoção, promovendo saúde, sustentabilidade e inclusão no espaço urbano; e a menor dependência do automóvel. “Precisamos estabelecer uma gestão participativa que avalie esses pontos”, destacou.

André Tavares, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), também pontuou que a participação social precisa ser mais bem trabalhada, pois as discussões no âmbito do PDOT ainda estariam muito restritas aos técnicos. “Faltam espaços coletivos permanentes de debate”, pontuou.

Um dos pontos discutidos foram os planos de mobilidade locais, instrumentos que adaptam as diretrizes do PDOT à realidade de cada região administrativa. Conforme o texto, eles permitem planejar deslocamentos, infraestrutura e acessibilidade com base nas demandas locais. Devem ser elaborados com participação popular e articulados com o uso do solo. Seu objetivo é garantir mobilidade eficiente, segura e inclusiva no cotidiano dos cidadãos.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

Especialistas defendem a importância de que esses planos sejam tirados do papel logo que o PDOT entrar em vigor para melhorar os aspectos de mobilidade nas regiões administrativas como um todo.

Ricardo Meira, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF (CAU-DF), defendeu o uso de dados reais de deslocamento e densidade para orientar políticas públicas. Ele também destacou a necessidade de regularização fundiária como política de inclusão e de valorização da escala humana por meio da mobilidade ativa.

“Um plano diretor que não integra transportes, uso do solo e densidade urbana corre o risco de planejar o mapa, mas não planeja a vida das pessoas”, destacou.

O secretário de transporte e mobilidade urbana do DF, Zeno Gonçalves, diz concordar com a necessidade de se repensar a lógica do uso do veículo individual e que os planos de mobilidade locais podem ser excelentes instrumentos.

Sobre o PDTU, ele avalia que houve pouco avanço com relação à edição de 2012 até agora, e que a razão disso está no fato de gestões anteriores não terem colocado em prática o que está estabelecido no projeto. “Creio que nem 50% do que estava previsto foi feito. O reflexo disso é o que vivemos hoje. Muita coisa está sendo feita agora”, afirmou.

Participantes da reunião deram sugestões de emendas ao PDOT e entregaram documentos com propostas de adequação da minuta. Após as emendas, a expectativa é que o plano seja aprovado pela CLDF ainda este ano. A audiência pública pode ser assistida na íntegra pelo YouTube da CLDF.

Fonte: Agência CLDF

Bicampeão de judô nos JUBs mira vaga na Olimpíada de Los Angeles

0

Medalha de bronze no Grand Prix da Áustria, prata do Grand Slam de Baku (Azerbaijão) e agora bicampeão brasileiro universitário na categoria médio (até 90 quilos)..Estrela dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) de Natal, o judoca Marcelo Gomes Fronckowiak sabe que vive um bom momento, mas que está apenas no inicio de uma longa caminhada. Atual número 8 no ranking mundial e esperança do Brasil para os Jogos Olímpicos de Los Angeles Estados Unidos), o atleta enxerga 2025 como um ano promissor.

“Eu poderia dizer que esse ano foi um ano de aprendizado. O judô, o esporte em geral, tem altos e baixos. Eu estava lembrando que, há pouco tempo, eu peguei meu celular e não estava nem entre os 100 do ranking. Hoje eu sou oitavo do ranking mundial. É uma caminhada longa até Los Angeles, faltam três anos ainda. É trabalhar muito, manter os pés no chão e tentar fazer o melhor”, pontua o universitário.

Marcelo tem um longo caminho até os Jogos Olímpicos de Los Angeles. O que não deve ser um problema para quem tem uma jornada ainda maior. Ele fugiu de casa por problemas familiares e foi acolhido por projetos sociais de São Paulo. 

“Hoje sou atleta do Flamengo, amo o judô. Estou perto de me formar em Gestão Financeira pela Universidade da Amazônia (Umama-PA). Quando eu deixar de ser atleta, quero trabalhar com o judô. O esporte me deu tudo. Posso dizer que o judô foi o maior ippon que eu apliquei na vida.

* O repórter Maurício Costa viajou a Natal à convite da Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU).



Fonte: Agência Brasil

Dayse Amarilio convida parlamentares para prestação de contas do Iges/DF nesta sexta (10) 

0

Na sessão da Câmara Legislativa desta quarta-feira (8), a presidente da Comissão de Saúde (CSA) da Câmara Legislativa, deputada Dayse Amarilio (PSB), aproveitou seu tempo de fala em plenário para convidar os parlamentares e demais interessados para acompanharem a prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges/DF), nesta sexta-feira (10), a partir das 9h30, na sala de reuniões Pedro de Souza Duarte.

Na audiência pública, representantes do Iges irão apresentar o relatório de atividades referente ao primeiro quadrimestre de 2025. “Temos acompanhado e feito nosso trabalho de fiscalização. Infelizmente, há problemas na prestação dos serviços”, afirmou a deputada.

Amarilio destacou a recente situação de devolução dos servidores da Saúde que estavam cedidos ao Iges/DF e se mostrou preocupada com a possibilidade de descontinuidade dos serviços e atendimentos. Por fim, a distrital defendeu que a Saúde tem de ser “prioridade”.

Denise Caputo – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Eduardo Pedrosa defende valorização de policiais penais 

0

“Precisamos ter compromisso com os policiais penais”, pregou o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) em seu pronunciamento de hoje (8), na sessão da Câmara Legislativa. O distrital informou que a categoria realizou assembleia mais cedo e argumentou: “As forças de segurança estão conseguindo reajuste e avanço em suas pautas, e não podemos deixar a Polícia Penal para trás”.

Pedrosa pediu ao governador Ibaneis Rocha para “olhar com atenção” para esses profissionais. “Temos de valorizá-los; hoje estão se sentindo preteridos”, concluiu.

Denise Caputo – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

“Precisamos ser tratados como trabalhadores, não como bandidos”, pedem ambulantes na CLDF

0

A violência na fiscalização de ambulantes foi uma das principais reclamações apresentadas em audiência pública nesta quarta-feira (8), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos (CDDHCLP), deputado Fábio Felix (PSOL), reuniu trabalhadores e autoridades públicas para discutir o comércio ambulante e o uso do espaço público.

“Eu vim pedir para nos tratarem como trabalhadores e não como bandidos. A violência que a gente sofre desde a privatização é enorme”, denunciou a ambulante Claudiane Silva. Ela trabalhava na Rodoviária do Plano Piloto há 12 anos, mas foi impedida de continuar no local após a concessão à iniciativa privada, ocorrida em junho de 2025.

“Eu já levei spray de pimenta e companheiros meus já foram presos. Por quê? A gente estava trabalhando. Nós não estamos pedindo nada de graça para o governo; a gente só está pedindo o direito de trabalhar”, afirmou a vendedora. Ela contou que mais de 200 ambulantes trabalhavam na Rodoviária antes da privatização.

 

A ambulante Claudiane Silva. Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

O coordenador da unidade de fiscalização e operações especiais do DF Legal, Francisco de Oliveira, informou que está em andamento um processo administrativo disciplinar sobre o tema. “Nós estamos apurando essas denúncias de truculência dos auditores. Todos aqueles que cometeram erros vão pagar pelos erros”, disse.

Ele também vai determinar que os auditores cheguem antes do apoio policial, para dar orientações aos vendedores. “Vou orientar a todos que façam esse contato inicial com o ambulante, com todo o respeito, com toda a dignidade”, reforçou. O coordenador ressaltou que o papel do DF Legal é “garantir aos regularizados o pleno exercício do trabalho”.

Obstáculos com licenças para eventos

Além da violência, os vendedores falaram sobre problemas com licenças para trabalhar em eventos no DF. Eles criticaram o baixo número de autorizações concedidas pelo governo e o posicionamento inadequado dos ambulantes, colocados em espaços distantes do fluxo de pessoas. “A gente fica há quilômetros de distância do evento”, relatou Jaciara de Sousa, representante da Associação Solidária em Defesa dos Ambulantes (ASDEVAB). Ela também pediu abordagens mais humanas na fiscalização e a notificação dos itens que estão sendo apreendidos.

 

Representante de associação dos ambulantes, Jaciara de Sousa. Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Os vendedores também levantaram a possibilidade de estarem presentes dentro dos espaços internos de eventos com aporte de verba pública. Outra demanda foi a atualização da norma que regulamenta serviços ambulantes no DF (Lei 6.190/2018). “Essa lei está defasada. Nós precisamos mudar ela para ontem”, solicitou a ambulante Silvana Peixoto.

Encaminhamentos

O deputado Fábio Felix se comprometeu a levar as demandas registradas na audiência para reunião com o secretário-executivo das Cidades, Takane do Nascimento. As licenças para eventos são fornecidas pela Secretaria de Governo do DF (Segov), por meio da Secretaria Executiva das Cidades (Secid). O parlamentar considerou como “inaceitável” a “falta de proposta do governo e da concessionária Catedral para a situação dos ambulantes da Rodoviária do Plano Piloto”.

Felix também pretende reforçar as investigações do Ministério Público do DF: “Nós vamos voltar ao Ministério Público do DF para adicionar elementos no dossiê que nós temos de violação de direitos humanos e abusos cometidos pelas instituições públicas contra os trabalhadores”. O deputado lembrou que já existem procedimentos administrativos em curso acerca desses casos.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos também falou sobre a lei dos ambulantes. “Eu vou pedir para a nossa equipe jurídica estudar uma proposta de atualização da legislação, inclusive incluindo um capítulo a respeito da dignidade dos trabalhadores”, disse o deputado. Além disso, o parlamentar falou sobre possíveis mudanças em legislações para garantir a participação de ambulantes em grandes eventos com fomento público.

A Câmara Legislativa já está analisando uma alteração na lei dos ambulantes. De autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), o projeto de lei 476/2023 exige o registro das mercadorias apreendidas (com fotografias ou vídeos) bem como o adequado armazenamento, entre outras medidas protetivas.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) destacou a necessidade de capacitar os servidores que atuam na fiscalização e de responsabilizar aqueles que infrinjam direitos. “Nós precisamos tentar construir uma legislação para responsabilizar os agentes públicos que atuam com uma postura abusiva contra as pessoas”, defendeu.

O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), enviou a assessora Maria Neide Barreto como representante na audiência. Ela colocou o gabinete à disposição dos trabalhadores e fez a leitura de uma nota do deputado: “A regularização do comércio ambulante não é apenas uma questão administrativa, é uma questão de cidadania. É preciso construir soluções que dialoguem com a realidade desses trabalhadores, assegurando-lhes segurança jurídica, dignidade e oportunidades reais de desenvolvimento”.

A audiência completa pode ser assistida no YouTube da TV Câmara Distrital.
 

 

Fonte: Agência CLDF

“Chaminés de fada” em Goiás podem entrar para o Mapa do Turismo

0
Goiás Turismo fará visita técnica à região das “chaminés de fada”, em Campos Belos
Poucas regiões do mundo exibem estruturas grandes como as descobertas em Goiás, que chegam até a três metros de altura (Foto: Lucas Ninno)

Parece cenário de filme de ficção científica, mas está em Goiás o primeiro conglomerado brasileiro geológico conhecido como “chaminés de fada”, estruturas em que uma torre sustenta rochas arredondadas na ponta.

Muito comuns na Turquia, essas formações foram descobertas recentemente em uma fazenda no município de Campos Belos, no Nordeste goiano, por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Técnicos da Goiás Turismo visitam a região, nesta quinta-feira (9/10), para colher mais informações e documentar a paisagem. Eles se reunirão também com o proprietário do local, empresários e integrantes da prefeitura para discutir a entrada do município no Mapa do Turismo Brasileiro.

Chaminés de fada

“O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já fez uma avaliação preliminar para que a área se torne uma unidade de conservação. Esse passo é importante para que preservemos as formações rochosas. O turismo precisa ser sustentável. Venho discutindo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semad) projeto para desenvolver a região, que fica próxima à Terra Ronca”, pontua o presidente da Goiás Turismo, Roberto Naves.

O turismólogo Luciano Guimarães, que integra a equipe que vai a Campos Belos, lembra que o local ainda não está aberto ao público.

“Por enquanto, é um recurso natural, não um produto turístico”, diferencia. “É preciso investir em acessibilidade, sinalização, hospedagem, alimentação e guias capacitados. Só com essa estrutura é que o atrativo pode ser comercializado”, informa.

Formações raras

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, a geóloga Joana Paula Sanchez explicou que poucas regiões do mundo exibem estruturas grandes como as descobertas em Goiás, que chegam até a três metros de altura.

“Elas precisam de um contexto muito específico para existir, tamanhos assim são bastante raros, ainda mais espalhados por uma área grande”, disse.

O processo que forma as chaminés de fada, também conhecidas como “demoiselles” (moças, em francês), é chamado de erosão diferencial. “Precisa existir uma rocha mais dura depositada sobre outra mais frágil, que erode facilmente”, detalhou a geóloga.

Demoiselles ou chaminés de fada foram descobertas em Campos Belos. População apelidou o local de “Vale de Marte”

As “chaminés de fada” mais conhecidas do mundo estão na Capadócia, na Turquia, mas essas formações geológicas também ocorrem nos Alpes franceses, nos desertos de Utah, nos Estados Unidos, e em pequenas áreas do Canadá, da Itália e de Taiwan.

Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás