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Flotilha: brasileiros relatam torturas causadas por forças israelenses

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Ativistas brasileiros que participaram da Flotilha da Liberdade – grupo de embarcações que transportava ajuda humanitária para os palestinos na Faixa de Gaza – denunciaram, nesta quinta-feira (9), que sofreram privações e tortura após serem capturados pelas forças israelenses.

“Nós chegamos no porto arrastados pelo exército israelense e tivemos que ficar por mais de uma hora de quatro pés, como diz aqui no Brasil, com a cabeça no chão, esperando todos os outros barcos chegarem. E a gente não podia fazer movimento algum”, disse a ativista e deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), ao chegar ao Brasil.

“Isso é tortura”, completou.

“Se fazem isso conosco, quando tinha o mundo inteiro olhando para essa Flotilha, você imagina o que que não sofrem diariamente os palestinos que estão presos”, acrescentou Lins.

Os 13 ativistas brasileiros que participaram da Flotilha desembarcaram nesta quinta-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Após sete dias de prisão em Israel, o grupo foi deportado para a Jordânia, fez uma escala em Doha, no Catar, e seguiu para o Brasil. 

O ativista Thiago de Ávila ressaltou que os participantes da Flotilha foram privados de medicamentos e sujeitos a interrogatórios coercitivos.  

“[Houve] a tentativa de humilhação, a violência física contra várias pessoas, os interrogatórios coercitivos, até a tentativa de privação de sono, a negação de utilizar o banheiro ou até de se alimentar e beber água em alguns momentos, até a negação de medicamentos a pessoas com doenças crônicas, como diabéticos, que ficaram três dias sem acesso à insulina. Mas isso não é nada comparado com o que os palestinos passam naquele mesmo espaço”.


São Paulo (SP), 09/10/2025 - O ativista Thiago Ávila fala na chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 09/10/2025 - O ativista Thiago Ávila fala na chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Vitória

Ávila destacou que a ação da Flotilha, composta por mais de 40 embarcações, permitiu que os pescadores palestinos de Gaza conseguissem pescar quando as forças de Israel se deslocaram para capturar os ativistas em águas internacionais.  

“A gente ficou super feliz quando saiu da prisão e descobriu que, no dia que a gente foi interceptado por conta da mobilização militar que Israel fez contra nós, para cometer mais um crime de guerra em águas internacionais, o povo palestino em Gaza pode pescar”, disse.

Tiago Ávila comemorou ainda o acordo entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo. “E agora, quando a gente chega em casa, ouve que a mobilização popular, não apenas nos barcos, obviamente, mas nas ruas, nos boicotes, parando as fábricas de armas, pressionando os governos do mundo inteiro, levaram a condição de que, dois anos depois da escalada do genocídio, não tem bombas hoje caindo sobre o povo palestino em Gaza. Não tem nada mais importante que isso nesse momento. E essa é uma vitória! Não, nossa. Essa é uma vitória do povo palestino”.


São Paulo (SP), 09/10/2025 - Chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 09/10/2025 - Chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A ativista e presidenta do PSOL-RS, Gabrielle Tolotti, que também participou da Flotilha, destacou a sensação de alívio que o acordo de paz anunciado trouxe aos palestinos.

“Pela memória das centenas de milhares de pessoas mortas na Palestina, pela memória dos 250 jornalistas mortos cobrindo o genocídio, não minimizem o que é um cessar-fogo”.

Tolotti seguiu: “ontem, em Gaza, as pessoas conseguiram dormir sabendo que, talvez, elas não fossem morrer. Isso é muito importante. Aqui no Brasil, a comunidade palestina, que tem muitos familiares lá, conseguiu dormir sabendo que uma bomba não ia explodir a cabeça dos parentes lá. Esse acordo foi arrancado. O estado sionista tinha o plano de dizimar toda a população palestina”.

Fonte: Agência Brasil

Censo mostra renda menor de indígenas e nas regiões Norte e Nordeste

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Cerca de 41% da população indígena do Brasil vive com menos de um 1/4 de salário mínimo per capita por mês, segundo dados do módulo sobre Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proporção é maior que a da população brasileira em geral, que foi de 13,3% naquele ano. 

A pesquisa identificou ainda que a proporção foi maior que a média nacional entre as pessoas pretas e pardas, e menor entre as brancas e amarelas.

Em números, a renda domiciliar per capita média do Brasil foi de R$ 1.638 em 2022, diminuindo para cerca de R$ 1.070 nas Regiões Norte e Nordeste, subindo para cerca de R$1900 no Sudeste e Centro-Oeste, e alcançando a maior cifra no Sul: R$ 2.058. 

O valor calculado pelo IBGE se refere aos rendimentos obtidos de todas as fontes, incluindo salário, pensões, benefícios sociais e aluguéis, entre outros, recebidos e divididos por todos os moradores do domicílio.

Regiões 

O Censo identificou que 61% da população tinha renda domiciliar de até 1 salário mínimo e também identificou diferenças regionais nessa proporção. O Sul foi a única região em que a maioria da população tinha renda per capita superior a 1 salário. Já no Sudeste e do Centro-Oeste, essa proporção ficou na casa dos 46%. Por outro lado, no Norte e no Nordeste, mais de 76% e de 79% dos domicílios tinham renda per capita inferior a essa quantia, respectivamente.

Entre as unidades federativas, a maior renda foi identificada no Distrito Federal, com R$ 2.999, e a menor no Maranhão, com R$ 900. O estado nordestino também se destaca por ter cinco municípios na lista dos dez com menores rendas. Os outros ficam em Roraima, Pará, Pernambuco e Amazonas. São eles:

  • 1) Uiramutã (RR) – R$ 289
  • 2) Bagre (PA) – R$ 359
  • 3) Manari (PE) – R$ 359
  • 4) Belágua (MA) – R$ 388
  • 5) Cachoeira Grande (MA) – R$ 389
  • 6) São Paulo de Olivença (AM) – R$ 397
  • 7) Primeira Cruz (MA) – R$ 414
  • 8) Humberto de Campos (MA) – R$ 416
  • 9) Marajá do Sena (MA) – R$ 426
  • 10) Tonantins (AM) – R$ 432

Já as cidades com as maiores rendas per capita domiciliares são:

  • 1) Nova Lima (MG) – R$ 4.300
  • 2) São Caetano do Sul (SP) – R$ 3.885
  • 3) Florianópolis (SC) – R$ 3.636
  • 4) Balneário Camboriú (SC) – R$ 3.584
  • 5) Niterói (RJ) – R$ 3.577
  • 6) Santana de Parnaíba (SP) – R$ 3.465
  • 7) Marema (SC) – R$ 3.440
  • 8) Vitória (ES) – R$ 3.352
  • 9) Petrolândia (SC) – R$ 3.308
  • 10) Tunápolis (SC) – R$ 3.288

Desigualdade de renda

O Censo também calculou o coeficiente de Gini, principal indicador de desigualdade de renda, que ficou em 0,542 em 2022, o que configura alta desigualdade. O indicador vai de 0 a 1, e quanto menor o valor, mais igualitária é a renda. Entre as regiões brasileiras, a única abaixo de 0,5 foi a região Sul.

Fonte: Agência Brasil

Lula faz apelo para Congresso aprovar MP que compensa perdas com IOF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta quarta-feira (8) a resistência da oposição à votação da Medida Provisória 1303/25, que estabelece as novas regras de tributação de investimentos para compensar a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

O texto, que avançou por uma diferença de apenas um voto na comissão mista que analisou a matéria, está agora na pauta do plenário da Câmara dos Deputados e precisa ser votado e aprovado também pelo Senado, ainda nesta noite, para não perder validade, que expira exatamente nesta quarta.  

“Essa medida é muito importante, porque ela dá um passo adiante para fazer com que os ricos paguem [imposto]. Então, se um trabalhador recebe o seu salário no final do mês e ele paga 27% do imposto de renda, vocês, jornalistas, pagam 27% do imposto de renda, não é normal que os banqueiros não queiram pagar nem 18%, querem pagar menos que os outros. É uma coisa absurda você saber que aqueles que ganham mais dinheiro são mais sovinas na hora de pagar as contas para o povo do que o povo pobre. Mas eu espero que o Congresso dê uma demonstração de maturidade”, afirmou Lula em entrevista a jornalistas após um evento no Palácio do Planalto.

Acordo em xeque

Considerada essencial para o equilíbrio fiscal de 2026, a MP prevê a tributação de fundos de investimento e regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros. Originalmente, a expectativa era que o texto elevasse a arrecadação do governo em R$ 20,8 bilhões e reduzisse outras despesas em mais de R$ 10 bilhões. 

No entanto, para avançar na comissão especial, o relator da medida, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) costurou um acordo com diferentes bancadas para excluir a tributação de bets e aplicações em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD). A versão original da MP previa a taxação da receita bruta das bets regularizadas com alíquota entre 12% e 18%. Já as aplicações de LCI, LCA e LCD teria alíquota de 5%.

No caso dos fundos de investimento imobiliário (FII) e dos fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro), o relator também reviu trechos da proposta para aproximar as regras do modelo atual. Foi mantida, por exemplo, a isenção sobre ganhos de capital e rendimentos relacionados a imóveis, enquanto as aplicações financeiras continuam sujeitas à tributação.

A proposta do governo de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as chamadas Fintechs foi mantida.  O aumento do tributo iguala as startups financeiras a bancos. Com isso, empresas do setor que hoje pagam alíquota de 9% passarão para a faixa de 15%.

Durante a votação, o relator também acolheu sugestão do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para fixar em 18% a alíquota do Imposto de Renda tanto sobre aplicações financeiras quanto sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Inicialmente, o governo propunha unificar a alíquota das aplicações financeiras em 17,5%, em substituição ao modelo progressivo atual, que varia de 15% a 22,5%. Para o JCP, a proposta original previa uma alíquota de 20%.

‘Pobreza de espírito’

Para Lula, a decisão de deixar a votação da MP para o último dia foi uma escolha do Congresso. Para ele, não faz sentido associar a resistência à votação do texto à disputa eleitoral de 2026.  

“Quem define o prazo de votação não é o presidente da República, é o Congresso Nacional. Então, veja, está votando no prazo que eles decidiram votar. Se alguém quer misturar isso com eleição, eu sinceramente só posso dizer que é uma pobreza de espírito extraordinária. Qualquer um pode dizer que a proposta é dele. Qualquer deputado pode se vangloriar que ele foi o que votou favorável”, comentou.

Responsável pela articulação política do governo, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), disse que a Câmara tem responsabilidade com o Brasil e que o governo está conversando com os deputados. Para a ministra, porém, se a MP perder a validade o ônus poderá recair sobre os parlamentares que impedirem a votação.

“Então, vamos esperar o que vai acontecer hoje para que a gente aprove e realmente possa endereçar esse recurso para o orçamento de 2026 e sustentar os programas sociais que a gente está desenvolvendo com o presidente Lula. Agora, se não aprovar, isso vai ficar um ônus a quem tá fazendo o movimento contra o Brasil. Fica claro quem está defendendo o povo e quem está defendendo o andar de cima. Porque ali nós temos a tributação do setor financeiro do Brasil, de quem ganha muito dinheiro, ainda assim as alíquotas são baixas”, argumentou a ministra.

“A média das alíquotas de tarifação desses setores tem sido de 18% na proposta que o governo fez, inclusive na tentativa de acordo. Quando você tem trabalhadores, o povo brasileiro que paga 27,5% de imposto de renda, não é justo isso. Não é justo o país ter uma tributação desse tipo na maioria do povo e setores que lucram muito, ganham muito dinheiro, quererem pagar pouco”, insistiu Gleisi.

Impacto em emendas

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares poderão ser contingenciados se a MP que substitui a alta do IOF não for aprovada. Isso porque o governo deixará de contar com a arrecadação prevista e terá que suspender recursos de outras fontes.

“Imagino que o contingenciamento, caso não tenha MP, venha de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões, só de emendas”, disse ele a jornalistas no Planalto.

Randolfe afirmou que a mobilização contra a MP na Câmara é temor de que Lula possa ser reeleito em 2026. Por isso, esses setores decidiram “sabotar” as contas públicas.

Fonte: Agência Brasil

São Paulo confirma três novos casos de intoxicação por metanol

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O governo paulista confirmou nesta quinta-feira (9) três novos casos de intoxicação por metanol no estado, elevando para 23 os positivos. Outros 148 casos ainda são investigados e 152 foram descartados.

O estado já contabilizou cinco mortes pelo consumo da substância em bebidas destiladas e investiga outras seis.

A Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) do estado divulgou um novo protocolo de detecção de metanol e para falsificação em bebidas, para aumentar a velocidade das análises. As equipes de perícia precisarão de menos garrafas analisadas de um estabelecimento para determinar a segurança do lote, ou conjunto que as equipes de policiamento ostensivo e órgãos técnicos fiscalizarem.

Essa medida já começou a surtir efeito hoje, com cerca de 600 volumes interditados para comercialização em dois estabelecimentos na região do ABC e a apreensão de algumas dezenas de garrafas que serão periciadas nos mesmos locais. As garrafas interditadas não são retiradas da responsabilidade do comerciante, que deve guardá-las até sua liberação ou até que seja constatada fraude.

Após a apreensão, as garrafas passarão direto para o Núcleo de Documentoscopia, que verifica lacres, selos, embalagens e rótulos, que deve encaminhar os volumes em menos de um dia para o Núcleo de Química. Neste departamento, a análise pode ser feita em garrafas fechadas, identificando presença de metanol e outros produtos contaminantes. 

Esse passo a passo foi validado em 30 casos, o que permite uma avaliação inicial em tempo célere. Casos suspeitos são confirmados com a análise do líquido, que permite saber a quantidade de cada elemento presente. 

“Também são realizados outros exames para saber se a bebida é falsificada, porque pode ser que não tenha metanol, mas ela seja fruto de uma falsificação”, explicou a perita Karin Kawakami, da Assistente Técnica da SPTC.

Canal de denúncia

Na cidade de São Paulo, começou a funcionar hoje um caminho rápido no SP156, serviço que concentra os mecanismos de relacionamento com o cidadão, para receber denúncias e pedidos de informação em casos suspeitos de metanol em bebidas alcoólicas. 

“A medida tem o objetivo de agilizar o atendimento à população e fortalecer o combate à venda e consumo de produtos adulterados, diante do aumento recente de notificações de intoxicação na cidade”, explica a nota do município.

O atendimento pode ser feito pelo portal sp156.prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone, discando 156, e será direcionado para registrar a queixa ou tirar dúvidas. 

A cidade concentra a maior quantidade de mortes por metanol em bebidas no país, com três casos até o momento.

Fonte: Agência Brasil

Justiça suspende prorrogação antecipada da concessão da Enel em SP

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A Justiça Federal suspendeu o processo de prorrogação antecipada da concessão entre a União e a Enel em São Paulo.

A Enel é a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica na capital paulista. 

A Prefeitura de São Paulo entrou com a ação para impedir a prorrogação antecipada do contrato pela concessionária após sucessivos episódios de falhas no fornecimento de energia e deficiências no atendimento à população. 

“Defiro parcialmente a tutela de urgência requerida pelo Município de São Paulo para determinar a suspensão imediata do processo administrativo de prorrogação antecipada do contrato de concessão da ENEL até decisão definitiva no processo que pode resultar na caducidade do contrato atual, bem como aferição do cumprimento satisfatório das medidas fiscalizatórias e sancionatórias impostas”, diz decisão do juiz federal substituto Maurilio Freitas Maia de Queiroz, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo.

Na decisão, a Justiça Federal determinou ainda que a União avalie cenários alternativos de concessão, considerando eficiência, modicidade tarifária, mantendo o equilíbrio entre qualidade, sustentabilidade financeira e preço justo ao usuário, modernização da infraestrutura e qualidade do serviço prestado.

Em nota, a concessionária disse que tem feito investimentos significativos e que cumpre rigorosamente o contrato de concessão.

“A Enel tem um compromisso de longo prazo com o país, traduzido por investimentos massivos em tecnologia, renovação de redes e contratação e formação de pessoal. A Companhia explicita sua confiança nos ritos de renovação estabelecidos pelos agentes reguladores, que dão segurança aos investimentos presentes e futuros da empresa e reforça que cumpre rigorosamente todas as cláusulas estabelecidas em seu contrato de concessão”.

Fonte: Agência Brasil

Arthur Elias convoca seleção para amistosos contra Inglaterra e Itália

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Campeã da Copa América Feminina, a seleção brasileira voltará a campo modificada para os amistosos fora de casa contra a Inglaterra e Itália, nos dias 25 e 28 de outubro, respectivamente. Nesta quinta-feira (9), o técnico Arthur Elias convocou 23 jogadoras para enfrentar duas potências do futebol europeu como preparação para a Copa do Mundo de 2027, no Brasil. A Inglaterra é bicampeã continental e vice mundial, e a Itália foi semifinalista na última edição da Europa.

“São 10 trocas [na convocação] em relação ao grupo que foi campeão recentemente na Copa América. São situações que eu entendo que são favoráveis para esse processo [de preparação] até 2027”, pontuou o treinador.

Entre as que ganharam a primeira chance na amarelinha estão a goleira Carlinha (São Paulo) e a lateral direita Isabela Chagas (PSG, ex-Cruzeiro). As demais alterações no time são retornos, como o da meio-campista Laís Estevan, que ficou fora da Copa América devido a uma lesão. No ataque, estão de volta Bia Zaneratto, Ludmila, Jeniffer e Tainá Maranhão, e na defesa as jogadoras Vitória Calhau (Cruzeiro) e Thaís Ferreira (Coirintians).

Os amistosos serão os primeiros compromissos oficiais da seleção após a conquista da Copa América. Arthur Elias ressaltou a importância de a equipe, vice-campeã olímpica, medir forças com adversárias qualificadas.

“A Inglaterra é uma seleção que a gente estudou muito bem, que com certeza vai nos testar em alto nível, tanto para conseguirmos atacar – tem uma boa defesa, bem compacta – quanto também para tomar os cuidados com a qualidade das atletas, assim como nós temos a qualidade das nossas jogadoras”, detalhou o técnico. “Contra a Itália, o interessante é que é um confronto diferente. São modelos de jogo bastante diferentes da Itália e da Inglaterra. Isso em pouco tempo é bastante rico para uma preparação onde a gente precisa, com um treino somente, colocar um outro confronto de sistemas, de características de atletas para que a gente consiga vencer os dois jogos”.

Amistosos

Brasil x Inglaterra – 25 de outubro (sábado), às 13h30 (horário de Brasília) –  Etihad Stadium,  na cidade de Manchester;

Brasil x Itália – 28 de outubro – 13h15 – Estádio Ennio Tardini, cidade de Parma.



Fonte: Agência Brasil

Ancelotti aposta no esquema 4-4-2 diante da Coreia do Sul

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Para enfrentar a Coreia do Sul, o Brasil deve voltar a apostar em um quarteto ofensivo. O confronto amistoso será disputado a partir das 8h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (10) no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, O primeiro compromisso da seleção brasileira na Data Fifa de outubro.

Na última atividade antes da partida, nesta quinta-feira (9), o técnico italiano Carlo Ancelotti voltou a armar a equipe no esquema 4-2-4 com um quarteto ofensivo formado por Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo. A única novidade em relação ao time formado na última quarta (8) foi a entrada de Bruno Guimarães no lugar de Lucas Paquetá.

O volante do Newcastle (Inglaterra) foi poupado da atividade da última quarta após o atraso do voo que o levou para Seul.

Desta forma, o Brasil deve iniciar a partida com: Bento; Vitinho, Éder Militão, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Estêvão, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Rodrygo.

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, Ancelotti afirmou que, em um contexto como o atual, no qual tem pouco tempo para trabalhar aspectos táticos com sua equipe, o diferencial é a atitude dos jogadores: “Acho que é preciso mais trabalho tático para trabalhar a estratégia de jogo. Tudo isso pode ser muito importante, mas a parte mais importante não é a estratégia, é a atitude dos jogadores no campo. Para isso, não é preciso muito tempo de preparação”.

Após medir forças com os sul-coreanos, o Brasil encarará o Japão, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.

Fonte: Agência Brasil

Documentário sobre reformas econômicas na Argentina estreia hoje

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Estreia nesta quinta-feira (9) o documentário Vai para a Argentina, Carajo! do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). A obra, gravada em agosto deste ano, tem como foco o que move a popularidade de Milei e como ela está ligada à mídia e aos setores tradicionais da economia, ainda que ele se declare um político de ruptura.

Para entender o chamado “milagre argentino”, Eduardo Moreira – que narra o filme – e sua mulher, Juliana Baroni – que dirige a produção junto ao argentino Fabián Restivo – foram para Buenos Aires e entrevistaram críticos e defensores do grupo que ocupa a Casa Rosada, assim como populares do centro financeiro aos bairros de periferia.

De lá, os três mostram os custos do arrocho fiscal e os cortes abruptos no financiamento das pastas de Cultura, Direitos Humanos, Educação, Ciência e Assistência Social. 

“A gente mostra o que encontrou. Acho que as pessoas gostam muito dessa linguagem crua mesmo, isso aproxima porque é verdadeiro. Mesmo quem não é da mesma corrente ideológica enxerga, porque tem fatos, tem argumentos, então acho que isso aproxima”, conta Baroni à Agência Brasil.

Para reforçar essa proposta de proximidade, as imagens em terras portenhas foram feitas com celulares, aproveitando a ausência de financiamento externo. “Nossa falta de recurso virou estética. Isso aproxima as pessoas, porque elas se sentem viajando com a gente”, completa.

Além das imagens captadas na Argentina, o trabalho inclui artes criadas por inteligência artificial e vídeos publicados em redes sociais resgatando discursos de Milei e também protestos contra o presidente. Nas ruas, inclusive, a equipe encontrou e registrou protestos contra a condução econômica de Milei, o que já não é algo raro de se ver, pois ocorre em toda quarta-feira.

No maior destes protestos, organizado anualmente junto ao coletivo das Mães da Praça de Maio, Restivo estima que participaram, este ano, 800 mil pessoas.

Em todas estas manifestações, as reclamações convergem: são sempre contra os cortes nos equipamentos de assistência pública para os mais necessitados, contra os cortes nas aposentadorias e pela liberação de verbas para as universidades públicas e órgãos de fomento e gestão. Todos atingidos pela motosserra, um dos símbolos de Milei.

“Acho que é o que eles têm de melhor, esse poder de mobilização, e é uma coisa que a gente precisa retomar. A gente já foi um país que se mobilizou mais em outros momentos. E está na hora de a gente voltar a ganhar força, a ganhar voz nas ruas. Seria um excelente exemplo mostrar o que os argentinos fazem, que é cultural para eles e poderia ser cultural para a gente também”, acrescenta Baroni.

O filme se concentra bastante na pujança dos protestos e na força dos movimentos sociais locais, além de buscar a história política argentina desde Perón, nos anos 1940, para contar a origem de Milei.

Propaganda cerceada

Em uma primeira sessão do filme, em São Paulo, na última terça-feira (7), Moreira explicou a dificuldade que enfrentam para divulgar o lançamento do filme. Plataformas como Facebook e Youtube têm derrubado os anúncios do ICL que citam de forma crítica o presidente, tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina. Em um teste, fizeram um anúncio sem palavras críticas, até positivo à figura de Milei. Este foi o único que não foi derrubado. 

Giácomo Oliveira, diretor de marketing do ICL, que confirmou que seguiram a dinâmica de vídeos de divulgação que já aplicaram em mais de 50 eventos do instituto, com campanhas de 21 dias de divulgação.

“Nunca enfrentamos, como nesse filme da Argentina, tanta dificuldade para conseguir rodar as campanhas como está acontecendo agora. É inédito”, explicou.

A solução para escapar do bloqueio foi divulgar dentro das redes de colaboradores e público que já acompanha o ICL, e Giácomo estima que terão ao menos 50 mil pessoas acompanhando a estreia. 

O documentário está disponível, de forma gratuita, no canal oficial do ICL no Youtube.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões para indústria naval na Bahia

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A retomada de investimentos da Petrobras na indústria naval na Bahia prevê a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore nos próximos anos, que serão fabricadas no estaleiro Enseada, em Maragogipe, município do Recôncavo Baiano, a cerca de 130 quilômetros de Salvador.

Os detalhes foram anunciados nesta quinta-feira (9), em evento na região que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de ministros e centenas de trabalhadores do estaleiro.

“Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira, mas os caras que deixaram um estaleiro dessa magnitude parado deveriam ser presos por causarem prejuízos à população brasileira”, afirmou Lula durante o anúncio do investimento bilionária para retomar o projeto.

Pela manhã, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Lula participou da inauguração da nova fábrica de veículos elétricos e híbridos da chinesa BYD, na antiga fábrica da Ford, fechada em 2021.

As seis embarcações são do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel, em inglês), especializadas em atividades de controle de vazamentos em alto-mar, e serão construídas pela empresa navegação CMM Offshore Brasil, para depois serem repassadas para uso da Petrobras.

O investimento total é estimado em R$ 2,58 bilhões, com previsão de quatro anos para construção e 12 anos de operação para cada contrato. Apenas nessa construção, mais de 5,4 mil empregos, entre diretos e indiretos, serão gerados. Os contratos também exigem 40% de conteúdo local nos componentes usados na fabricação dos barcos.

“Só para lembrar vocês, nós ficamos 8 anos sem que a Petrobras fizesse uma única demanda à indústria naval brasileira. O que nós estamos retomando, portanto, não tem preço”, destacou Magda Chambriard.

Segundo a presidente da Petrobras, a companhia já avançou na contratação de 44 de 48 embarcações planejadas para fabricação no Brasil, em diferentes estaleiros do país. Os barcos, segundo ela, têm porte médio a grande, acima de 1 mil metros quadrados de área livre. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME), a renovação da frota naval no Brasil deve gerar 44 mil empregos e R$ 23 bilhões em investimentos.

De acordo com a estatal, as embarcações que serão construídas na Bahia serão equipadas com um sistema de propulsão híbrida, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel e biodiesel, além da possibilidade de conversão futura para etanol, capazes de reduzir em até 25% de emissões de dióxido de carbônico (CO2), o principal gás causador do efeito estufa.

Durante o evento, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou investimento de R$ 611,7 milhões para a construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades no setor naval e aquaviário. Desse total, R$ 550,5 milhões serão recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

O financiamento, de acordo com a pasta, tem potencial de gerar mais de 2 mil empregos diretos. Até o momento, foram construídas quatro embarcações e outras três estão em fabricação.

O Fundo da Marinha Mercante, mantido pelo governo federal, financia a renovação da frota e a reparação de embarcações.

“Aqui, no Estaleiro Enseada, renascem quase 7 mil empregos diretos de qualidade. Salários dignos para melhorar a vida das famílias. Mais de 90% dos postos de trabalho estão sendo ocupados por gente daqui, do Recôncavo Baiano. Mão de obra local, benefício local”, celebrou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Fábrica de fertilizantes

A Petrobras também anunciou a retomada e operação das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (Fafen-BA e Fafen-SE), cujas atividades devem começar em janeiro. As plantas vão produzir amônia, ureia perolada e ARLA-32, utilizando contrato que ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias, na Bahia.

Na Fafen Bahia, o investimento previsto para a retomada da unidade é R$ 38 milhões e a estimativa é de que sejam gerados 750 empregos diretos. Os mesmos valores de investimento e empregos estão previstos para a planta sergipana.

As duas fábricas, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), outra fábrica nacional de fertilizantes da Petrobras, instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a produção de fertilizantes consumida pelo setor agrícola brasileiro. Uma nova fábrica em construção no Mato Grosso deve elevar a produção nacional para 35% de toda a demanda nos próximos anos, assegurou a presidente da Petrobras. 

Ainda na Bahia, o governo estadual e a Petrobras assinaram um protocolo de intenções para que a estatal possa utilizar o canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu (BA) para o acostamento de plataformas de petróleo. No local, essas plataformas serão descomissionadas parcialmente e, no futuro, poderão ser reconstruídas no mesmo local, gerando novos empregos.

O protocolo também prevê a disponibilização de parte do canteiro para que estado da Bahia utilize a área como apoio à construção da Ponte Salvador-Itaparica.

Fonte: Agência Brasil

Lula defende que fintechs “paguem o imposto devido a esse país"

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (9), que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, “paguem o imposto devido a esse país”. Lula comentou sobre a decisão da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a votação da medida provisória (MP) que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que sofreu críticas do mercado financeiro e de parlamentares.

O governo, agora, deve procurar outras alternativas para aumentar a arrecadação e cumprir a meta fiscal, corte gastos também devem ser feitos. Lula está com agenda de viagens até o início da semana que vem e, segundo ele, no retorno, vai reunir sua equipe para avaliar os cenários possíveis.

“Eu volto na quarta-feira [15] para Brasília, aí sim, eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que tem fintech hoje maior do que banco, que elas paguem o imposto devido a esse país”, disse Lula em entrevista à Rádio Piatã, da Bahia. Hoje, o presidente cumpre agenda no estado.

As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Segundo Lula, hoje, há Fintechs maiores do que alguns bancos e que não pagam impostos proporcionais ao tamanho do negócio. 

A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, apresentada pela oposição, o texto caducou.

A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets (empresas de apostas eletrônicas) como forma de aumentar a arrecadação. A ideia, por exemplo, era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio.

A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões. O texto também previa corte de R$ 4,28 bilhões de gastos obrigatórios.

“Nós estávamos propondo uma [taxação] de 18%, foi negociado para as [bets] pagar apenas 12%, ainda assim eles não quiseram e se recusaram pagar. É engraçado que o povo trabalhador paga 27,5% de imposto renda do seu salário e os ricos não querem pagar 12%, não querem pagar 18%”, disse Lula.

O presidente reafirmou que não foi uma derrota do governo, foi uma derrota imposta ao povo brasileiro.

“Derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres. Foi isso que aconteceu ontem no Congresso Nacional”, disse.

Antes da votação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida.

 

Fonte: Agência Brasil