Início Site Página 610

Ministério estabelece normas para uso de informações criminais no país

0

O Ministério da Justiça e Segurança Pública instituiu, por meio de duas portarias ministeriais publicadas nesta segunda-feira (5), o Sistema Nacional de Informações Criminais (Sinic) e o Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas em Procedimentos Criminais.

Assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, a Portaria 1123/2026 estabelece que o caberá ao Snic integrar em uma única base nacional de informações os registros de pessoas condenadas por integrar organizações ou facções criminosas, bem como por violência sexual contra crianças e adolescentes; estupro e racismo, além das que tenham restrições de acesso a arenas esportivas (estádios e ginásios).

Com a entrada em vigor da portaria, o Sinic passa a ser a única fonte para a emissão da Certidão Nacional Criminal e da Folha de Antecedentes Criminais, que, de acordo com o ministério, substituirá, progressivamente, certidões e folhas emitidas por tribunais, polícias civis e institutos de identificação das Unidades da Federação.

Já a Portaria 1122/2026 define que a finalidade do Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas em Procedimentos Criminais será subsidiar e padronizar os procedimentos investigativos a cargo das polícias judiciárias (PF; Polícias Civis e Força Nacional de Segurança Pública, em ações de auxílio às demais forças).

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o objetivo do protocolo é “promover maior confiabilidade, segurança jurídica e respeito aos direitos fundamentais no uso do reconhecimento de pessoas como meio de prova, padronizando os procedimentos técnicos e operacionais de reconhecimento de pessoas – o que tende a reduzir o risco de condenações injustas.

A adesão voluntária e integral ao protocolo será considerada um critério técnico para a priorização do repasse de recursos federais do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), destinados a ações de polícia judiciária relacionadas ao reconhecimento de pessoas.

* Com informações da ASCOM MJSP

Fonte: Agência Brasil

Calderano e Bruna Takahashi abrem temporada 2026 nesta quinta no Catar

0

A temporada 2026 do circuito mundial de tênis começa nesta quinta-feira (8) para os brasileiros Hugo Calderano e Bruna Takahashi. Eles estreiam na chave de simples do WTT Champions Doha 2026, que reune os 64 melhores atletas do mundo (masculino e feminino). Número 3 do mundo, Calderano terá pela frente o alemão Dimitrij Ovtcharov, atual vice-campeão olímpico e 29º no ranking mundial. O início do embate está previsto para às 11h30 (horário de Brasília), no Lusail Sports Arena, na capital do Catar. Na sequência, às 12h05, Takahashi (19ª no ranking) estreará contra a chinesa Chen Yi, oitava melhor do mundo. As partidas terão transmissão ao vivo (on streaming) no canal Table Tennis, da Federação Internacional, no YouTube.

Calderano busca um título inédito na competição, que contará com nove dos 10 mesatenistas mais bem colocados da atualidade, como o chinês Lin Shidong (2°), o japonês Tomokazu Harimoto (4º) e o sueco Truls Moregard (5º). O carioca de 29 anos inicia 2026 após uma temporada histórica no ano passado. Em abril, o brasileiro subiu da quinta para a terceira posição no ranking, após conquistar a Copa do Mundo em Macau, na China, país com mais estrelas na modalidade. Um mês depois, ele foi vice-campeão mundial em Doha – até então, somente asiáticos e europeus haviam chegado à final.

O WTT Champions vai até o próximo domingo (11), apenas com disputas de simples. Os jogos são eliminatórios, em melhor de cinco sets até as oitavas de final. A partir das quartas, as disputas serão decididas em melhor de sete parciais.



Fonte: Agência Brasil

Tempestade Goretti: nevascas cancelam centenas de voos na Europa

0

A Europa atravessa uma onda de mau tempo, essencialmente com neve e muito vento, no momento em que a tempestade Goretti atinge, nesta quarta-feira (6), a costa atlântica do continente.

Na Holanda, a nevasca levou ao cancelamento de 800 voos programados para hoje no Aeroporto Schiphol, em Amsterdã. É o sexto dia consecutivo de interrupções em um dos aeroportos mais movimentados da Europa.

Mais de mil pessoas passaram a noite em Schiphol, que informou ter colocado camas nas instalações e oferecido um pequeno almoço aos viajantes obrigados a dormir no aeroporto.

O tráfego ferroviário também está severamente afetado. A empresa ferroviária nacional holandesa, a NS, aconselha os passageiros a adiarem suas viagens, a menos que sejam absolutamente necessárias.

As autoridades da Holanda pediram à população para trabalhar de casa (homeoffice), se possível. Por volta das 5h desta quarta-feira (horário de Brasília), as estradas do país registravam mais de 700 quilômetros de congestionamentos.

De acordo com a agência de notícias holandesa ANP, já nevou durante mais tempo este ano em De Bilt, onde são realizados estudos meteorológicos, do que nos quatro anos anteriores juntos.

Em Bruxelas, dezenas de voos foram cancelados. O descongelamento das pistas e das asas das aeronaves também está causando atrasos.

Além disso, há registro de comboios belgas parados na fronteira holandesa.

França 

Um forte nevasca caiu nesta madrugada também em Paris, com os aeroportos da capital francesa cancelando centenas de voos. Os serviços de ônibus da capital francesa foram suspensos nesta quarta-feira devido à neve.

O território francês está sob aviso laranja devido às baixas temperaturas. A agência meteorológica francesa Meteo France alertou que as nevascas deverão estender-se pelo Norte do país ainda nesta quarta-feira.

As autoridades proibiram a circulação de caminhões e ônibus escolares em cerca de um terço dos departamentos administrativos, a maioria na região norte.

A autoridade de aviação civil francesa pediu às companhias aéreas que reduzissem 40% dos voos no principal aeroporto internacional de Paris, o Roissy-Charles de Gaulle, e 25% por cento dos voos no aeroporto de Orly.

Para quinta e sexta-feira prevê-se que o sul do Reino Unido seja a região mais afetada da Europa. O britânico Met Office explicou que os alertas de gelo vão permanecer na Escócia, mas serão suspensos no final desta manhã na maior parte da Inglaterra e do País de Gales.


Fonte: Agência Brasil

Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

0

Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

Projeções

O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

Resiliência

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).

No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).

Fonte: Agência Brasil

Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS

0

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades de associações nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação determina ainda busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento.

A mudança, promovida na Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), veda o desconto mesmo com a autorização expressa do beneficiário, atribuindo a obrigação de ressarcimento de desconto indevido a associação ou a instituição financeira em até 30 dias. A exceção é para autorização prévia, pessoal e específica, com autenticação por biometria, com reconhecimento facial ou impressão digital e assinatura eletrônica.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e também disciplina o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas pelos crimes relativos ao descontos indevidos nos benefícios do INSS.

O debate que resultou com a mudança na legislação teve início após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto, em abril de 2025.

A investigação tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS em todo o Brasil. Desde então, todos os acordos de cooperação técnica que permitiam mensalidades associativas diretamente nos benefícios foram suspensos. Uma força-tarefa foi iniciada para a devolução dos valores aos pensionistas lesados.

De acordo com o último balanço do INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2.835.784.151,87 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários. O valor corresponde a 4.160.369 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.

Mais de 72,5 milhões de consultas sobre descontos indevidos foram registradas no aplicativo Meu INSS, das quais 38,7 milhões constataram a inexistência do desconto. Ainda há mais de 6,3 milhões de pedidos de contestações em aberto. Já foram reconhecidos 131.715 casos de descontos indevidos.

Fonte: Agência Brasil

Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames no hospital após sofrer queda

0

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital para realizar exames após sofrer uma queda nessa terça-feira (6).

Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Segundo os advogados de defesa de Bolsonaro, ele apresentou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na têmpora.

Esse quadro, argumentou a defesa, exigiria a realização de exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.

Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) faça o transporte de Bolsonaro “de maneira discreta”, e que realize o desembarque pela garagem do hospital.

Além disso, a PF ficará responsável pela vigilância do ex-presidente durante os exames. Em seguida, ele deverá voltar à Superintendência da PF.

Queda

A queda de Bolsonaro foi reportada, inicialmente, por sua esposa, Michelle, ainda na terça-feira (6). Nas redes sociais, ela afirmou que o marido não estava bem.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse.

No mesmo dia, a defesa do ex-presidente tentou a remoção dele para o hospital, mas Moraes negou. O ministro baseou sua decisão em uma avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não viu necessidade de exames no hospital.

Os advogados, então, apresentaram os pedidos específicos de exames indicados por um médico particular de Bolsonaro. Esses pedidos foram citados por Moraes na decisão proferida hoje.

Fonte: Agência Brasil

Lei altera mandatos de conselheiros e diretores escolares para três anos

0

Os mandatos dos conselheiros e diretores escolares passarão a ter a duração de três anos. A nova regra está prevista na Lei nº 7.784/2025, oriunda de projeto de autoria do deputado distrital João Cardoso (Avante), promulgada pelo presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Wellington Luiz (MDB).

Os deputados distritais derrubaram o veto do governador Ibaneis Rocha ao texto aprovado pela Câmara. A proposta altera a legislação que trata do Sistema de Ensino e a Gestão Democrática do Sistema de Ensino Público do DF. 

Com a promulgação da lei, o mandato de conselheiro escolar será de três anos, permitida a reeleição para igual período. Anteriormente, o mandato estava fixado em quatro anos. O mesmo vale para os mandatos de diretores e vice-diretores eleitos. 

Outra modificação define critérios para que pessoas concorram a essas funções. Segundo o texto, não poderão exercer mandatos de conselheiros ou diretores escolares:

  • Condenadas pela Justiça, com decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, desde a condenação até 8 anos após o cumprimento da pena;

  • Que tenham praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade;

  • Que tenham cometido crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso, Lei Maria da Penha ou Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Nova lei atualiza marco legal da AGR e fortalece regulação de serviços públicos em Goiás

0
Nova lei atualiza marco legal da AGR e fortalece regulação de serviços públicos em Goiás
Nova legislação substitui antigo normativo que orientou atuação da agência por mais de duas décadas e reposiciona instituição frente aos atuais modelos de concessão, permissão e autorização adotados no Estado (Foto: AGR)

A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) passa a atuar sob um novo marco legal que moderniza sua estrutura organizacional, amplia competências e consolida instrumentos voltados à transparência, à participação social e à eficiência na regulação, no controle e na fiscalização dos serviços públicos em Goiás.

A nova legislação substitui o antigo normativo que orientou a atuação da agência por mais de duas décadas e reposiciona a instituição frente aos atuais modelos de concessão, permissão e autorização adotados no Estado.

A revisão da legislação acompanha a evolução dos serviços públicos e dos contratos firmados entre o poder público e as empresas prestadoras. Com relações mais complexas, maior integração entre entes públicos e privados e uma sociedade cada vez mais consciente de seus direitos, a nova lei alinha a AGR às boas práticas institucionais e regulatórias adotadas no país.

Para o presidente da AGR, Wagner Oliveira Gomes, a atualização da lei representa um marco histórico para a Agência e para a regulação em Goiás.

“Após 26 anos, a Lei da AGR foi reformada e atualizada. Trata-se de um trabalho iniciado internamente em 2023, com a participação fundamental de vários colaboradores da agência, por meio de comissão e grupo de trabalho, e que também contou com contribuições e manifestações de diversos órgãos do Estado”, destacou.

Wagner Oliveira Gomes citou contribuições prestadas pelas  secretarias Geral de Governo (SGG), de Administração (Sead), da Economia, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Infraestrutura (Seinfra), da Casa Civil e Procuradoria-Geral do Estado (PGE). 

Segundo Wagner Oliveira, o processo de construção da nova legislação culminou no envio do Ofício Mensagem do Executivo e na aprovação da matéria pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

“Com a sanção do governador Ronaldo Caiado, a quem agradecemos pelo apoio e pela sensibilidade institucional, reconhecemos e agradecemos também a participação de todos os envolvidos nesse processo de construção coletiva”, completou.

Novo marco legal

Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 30 de dezembro de 2025, a nova lei está alinhada às melhores práticas regulatórias atuais e às diretrizes da Lei federal nº 13.848/2019, que orientou o reordenamento das agências reguladoras no país, além de dialogar com legislações recentes que impactam diretamente a atuação regulatória no Estado.

Além disso, a legislação atualizada alcança entidades públicas e privadas que exploram serviços públicos de competência do Estado de Goiás, delegados por concessão, permissão ou autorização, bem como os usuários desses serviços, fortalecendo o ambiente regulatório e a segurança jurídica das relações.

A lei também organiza de forma mais clara a estrutura da AGR e consolida as competências da agência na regulação, no controle e na fiscalização de serviços públicos prestados sob os regimes de concessão, permissão, autorização e parcerias público-privadas.

“Com a nova legislação, a AGR consolida seu papel estratégico na defesa do interesse público e na garantia de serviços públicos mais eficientes, transparentes e de qualidade, fortalecendo a relação entre o Estado, as empresas prestadoras e a população goiana”, afirma o presidente da AGR.

Saiba mais

Reestruturação do transporte intermunicipal marcou atuação da AGR em 2025

Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Goiás abre mais de 178 mil novas empresas em 2025

0
Imagem externa da sede da Juceg, em Goiânia.
Goiás registra mais de 178 mil novas empresas em 2025 (Fotos: Juceg)

Goiás fechou o ano de 2025 confirmando a expectativa de novo recorde no número de abertura de novas empresas. Segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), foram 178.598 novos CNPJs registrados no período, ou seja, 34.548 a mais do que o recorde anterior, registrado em 2024.

Do montante registrado no ano passado, 44.497 são empresas de pequeno, médio e grande porte. As demais 134.101 são empresas de porte Microempreendedor Individual (MEI), cujo registro é feito no Portal do Empreendedor do Governo Federal.

Sem considerar as empresas de natureza MEI, o capital social investido em Goiás injetou na economia goiana R$ 12,6 bilhões em 2025. Desse total, mais de R$ 10 bilhões são oriundos das 2.459 empresas cujo capital social declarado ultrapassa os R$ 500 mil, ou seja, empreendimentos de grande porte.

O relatório mais recente do órgão mostra que o estado concentra atualmente mais de 1,27 milhão de empresas ativas.

“Podemos observar, nesse total de empresas ativas, que a divisão entre MEI e não MEI está praticamente empatada, sendo que a natureza MEI ultrapassa a soma dos outros portes em pouco mais de 60 mil”, explica o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira.

Dos empreendimentos em atividade, pouco mais de 30% estão na capital.

Abertura de novas empresas

Os municípios que mais abriram empresas no ano de 2025 foram, por ordem:

  • Goiânia (59.195);
  • Aparecida de Goiânia (19.225);
  • Anápolis (12.418);
  • Rio Verde (6.482);
  • Valparaíso de Goiás (5.031);
  • Senador Canedo (5.005);
  • Águas Lindas (4.736);
  • Luziânia (4.393);
  • Trindade (4.101);
  • Jataí (2.894).

A atratividade de Goiás fica demonstrada ainda pela origem de empresários e sócios. Em dezembro, a Juceg registrou 11 novas empresas com participação de ao menos um estrangeiro no quadro societário.

Entre os países que aparecem no levantamento estão:

  • Colômbia;
  • Irlanda;
  • Chile;
  • Argentina;
  • Portugal;
  • Venezuela;
  • Espanha
  • Bolívia.

“Esse é um dado que divulgamos há poucos meses, mas que revelam o otimismo do empresário estrangeiro por Goiás”, considera Euclides.

Saiba mais

Inteligência Artificial reduz fila de análise em até 71% na Juceg

Juceg implementa inteligência artificial para otimizar atendimento

Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Mortes confirmadas em ataque dos EUA à Venezuela chegam a 58

0

Cinco dias após os Estados Unidos (EUA) realizarem ação militar para destituir o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do poder, as autoridades venezuelanas ainda não informaram o total de mortos, nem o número de feridos ou a extensão dos danos causados pelos ataques estadunidenses à capital, Caracas, e aos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.  

As poucas informações oficiais divulgadas até a noite dessa terça-feira (6) dão conta de que ao menos 58 pessoas morreram no último sábado (3), quando militares estadunidenses invadiram o território venezuelano, bombardearam pontos estratégicos e sequestraram Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cília Flores, que foram levados à força para um centro de detenção temporária de Nova York, nos EUA.

Além de 32 militares cubanos que integravam a segurança de Maduro, a chamada Operação Resolução Absoluta vitimou ao menos 24 homens e mulheres que serviam no Exército venezuelano e pelo menos duas civis, já identificadas.

Rosa Elena Gonzáles, 80 anos, morava perto da Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Segundo a imprensa venezuelana e agências de notícias como a EFE, ela se feriu gravemente quando sua casa foi atingida durante o ataque. Levada ao hospital, a idosa não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi enterrado na segunda-feira (5), na presença de amigos, parentes e jornalistas.

A segunda vítima civil dos bombardeios do último sábado já identificada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, 45 anos. Sua morte foi confirmada na segunda-feira pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

“Ao bombardear [a Venezuela], assassinaram uma mãe colombiana”, escreveu Petro em sua conta pessoal no X (antigo Twitter), criticando o presidente dos EUA, Donald Trump. “Sob tuas ordens internacionalmente ilegais, assassinaram  uma inocente mãe colombiana, caribenha, cheia de sonhos”.

Segundo a imprensa colombiana, a casa onde Yohana morava com a filha Ana Corina Morales ficava em uma área residencial da cidade de El Hatillo, em Miranda, e foi atingida por um míssil estadunidense lançado, provavelmente, contra torres e antenas de telecomunicações da região. Yohana, que vivia na Venezuela há mais de uma década e tinha um pequeno comércio, não resistiu aos ferimentos.

Nessa terça-feira (6), a Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) homenageou os 24 soldados venezuelanos mortos durante a ação – realizada sem o conhecimento do Congresso dos Estados Unidos e sem o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Já o Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou, nas redes sociais, mensagem ilustrada com as fotos dos 32 militares cubanos mortos.

“Nossos combatentes morreram revolucionariamente, cumprindo com um sagrado dever”, afirmou a pasta, classificando a ação dos Estados Unidos como “covarde e criminoso ato de terrorismo de Estado” contra a Venezuela.

Também nessa terça-feira, durante evento com deputados de seu partido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, sem dar mais detalhes, que muitas pessoas “do outro lado”, incluindo cubanos, morreram durante a incursão militar estadunidense, sem que houvesse nenhuma baixa entre os militares de seu país. “Foi um ataque brilhante taticamente”, comentou Trump.


Brasília (DF), 07/01/2026 – Velório de soldados venezuelanos mortos na invasão americana na Venezuela.
Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa
Brasília (DF), 07/01/2026 – Velório de soldados venezuelanos mortos na invasão americana na Venezuela.
Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa

Embarcações

Os custos humanos da ofensiva que o governo de Donald Trump vem promovendo na região, com a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas,  incluem ainda as inúmeras mortes decorrentes dos bombardeios contra pequenas embarcações que Washington alega, sem provas, estarem envolvidas com o narcotráfico.

De acordo com o jornal The New York Times, desde setembro de 2025 ao menos 115 pessoas foram sumariamente executadas a bordo de 35 embarcações bombardeadas no Mar do Caribe. O que, se confirmado, elevaria para 173 o número de mortos na ação militar dos Estados Unidos na região em menos de cinco meses.

Vídeos divulgados dos ataques às embarcações pelo próprio Departamento de Defesa dos EUA  não deixam dúvidas de que, na maioria dos casos, os tripulantes não têm oportunidade de se entregar ou de se defender. Uma das vítimas da operação naval foi o colombiano Alejandro Carranza, 42 anos, cujo barco foi bombardeado em setembro de 2025.

Segundo autoridades estadunidenses, o barco em que Carranza viajava foi atacado por estar transportando drogas para os EUA. A família de Carranza nega que ele tinha ligação com o narcotráfico, garantindo que o colombiano zarpou do departamento de La Guajira, na fronteira com a Venezuela, para pescar.

Em novembro, o presidente Gustavo Petro designou seu advogado pessoal nos Estados Unidos, Dan Kovalik, para representar a família de Carranza em uma ação judicial apresentada à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), contra os EUA. Na ocasião, Petro classificou Carranza como um pescador assassinado por um míssil disparado pelos EUA.



Fonte: Agência Brasil