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SP: Uma pessoa morre e 40 se ferem em queda de estrutura durante festa

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Uma pessoa morreu e cerca de 40 ficaram feridas com a queda de uma estrutura metálica montada no Aeropark Clube de Voo Desportivo, em Regente Feijó, no interior de São Paulo, com as fortes rajadas de vento, de aproximadamente 95 km/h, que atingiram o estado.

O local, na Rodovia Raposo Tavares, 555 (SP-270), km 555, sediava uma festa de estudantes de um curso de medicina.

Um homem de 47 anos foi atingido por um galho de uma árvore e teve traumatismo craniano. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Equipes da defesa civil de Presidente Prudente e de Regente Feijó, além do corpo de bombeiros do estadual de São Paulo atuaram no socorro de cerca de 40 vítimas, conforme informado pelas equipes que estiveram no local.

Todas foram levadas para o Hospital Regional e para a Santa Casa de Presidente Prudente. Das vítimas atendidas, três permanecem internadas, e as demais tiveram ferimentos leves e foram liberadas após o atendimento.

Por meio de suas redes sociais, a comissão de formatura que promovia o evento e a empresa Euphoria, contratada para a organizá-lo, disseram que os ventos intensos atingiram a estrutura instalada no local, resultando no acidente. Ambas expressaram pesar e disseram que estão auxiliando as vítimas e familiares desde o momento do acidente.

Fonte: Agência Brasil

Moraes determina preservação integral de provas sobre megaoperação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, em decisão publicada neste domingo (2), a preservação “rigorosa e integral” dos elementos materiais relacionados à execução da Operação Contenção, que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Foi a incursão policial mais letal da história do estado, realizada na última terça-feira (28).

A decisão abrange perícias e cadeias de custódia. Alexandre de Moraes atendeu a um pedido formulado pela Defensoria Pública da União (DPU) e também assegurou o controle e averiguação dos elementos materiais por parte Ministério Público, facultado o acesso às informações também pela própria DPU no estado do Rio de Janeiro.

A nova medida se deu nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como a ADPF das Favelas e originada em ação protocolada em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

O ministro destacou que a determinação segue o que foi fixado pelo Plenário do STF no julgamento do mérito da ação, segundo o qual devem ser preservados os vestígios de crimes e assegurada a independência técnica das perícias em investigações de crimes contra a vida. O governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, deverá ser intimado ainda neste domingo para garantir o cumprimento da decisão.

Em abril deste ano, STF definiu diversas medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro. Após a finalização do julgamento da ADPF nº 635, diversos órgãos, incluindo a Defensoria Pública de União e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ficaram responsáveis pelo monitoramento do cumprimento da decisão.

Na última semana, a discussão sobre a ADPF das Favelas voltou à tona com a deflagração da Operação Contenção, em uma tentativa de frear o avanço territorial da facção Comando Vermelho na cidade. Na ocasião, o governador Claudio Castro voltou a criticar a decisão do Supremo e chamou a ADPF de “maldita”.

Moraes marcou para a próxima segunda-feira (3) uma reunião com o governador do Rio de Janeiro e outras autoridades, para tratar da Operação Contenção. Durante o encontro, o governador deve apresentar os 18 esclarecimentos solicitados pelo ministro sobre a operação.

Audiência pública

O ministro Alexandre de Moraes ainda designou audiência conjunta para a próxima quarta-feira (5), às 10h, na sala da Primeira Turma do STF, com a participação de diversos órgãos e entidades, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; Instituto Anjos da Liberdade; Associação Direitos Humanos em Rede – Conectas Direitos Humanos; Associação Redes de Desenvolvimento da Maré – Redes da Maré; Educação e Cidadania de Afrodescendentes Carentes – Educafro; Justiça Global; Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência; Coletivo Fala Akari; Coletivo Papo Reto; Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial; Movimento Negro Unificado (MNU); Centro pela Justiça e o Direito Internacional – CEJIL; Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ; entre outros.

Em outro ponto da decisão deste domingo, o ministro indeferiu pedidos de diversas entidades para participar como amicus curiae e os requerimentos de participação nas audiências a serem realizadas no dia 3 de novembro de 2025.

Fonte: Agência Brasil

Parapan de Jovens: Brasil vai ao pódio 10 vezes no tênis de mesa

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O Brasil ganhou no sábado (01) as primeiras medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de Santiago 2025. No tênis de mesa, quatro brasileiros subiram ao lugar mais alto do pódio e conquistaram o ouro, dois ficaram com a prata, e quatro ganharam o bronze. Duas finais foram entre brasileiros.

A competição, para atletas de 14 a 23 anos, segue até 9 de novembro em duas regiões do Chile: na metropolitana de Santiago e em O’Higgins, ao sul da capital.

Na disputa da classe 2 até a 5, o catarinense Maycon Oliveira ganhou do também catarinense Arthur Costa, por 3 sets a 2, com parciais de 10/12, 11/3, 11/6, 8/11 e 11/3.

Na classe 9, Lucas Fonseca Segregio fez 3 x 2 em João Pedro Ribeiro Possas (11/9, 4/11, 7/11, 11/8 e 11/8) e ficou com o bronze.

Duas brasileiras conquistaram o ouro: na classe 7 (andantes), a goiana Lethicia Lacerda, que venceu a venezuelana Maria Victoria Azuaje por 3 sets a 0 (11/4, 11/3 e 11/2); e, na classe 8 (andantes), a carioca Sophia Kelmer, que fez 3 sets a 2 na chilena Joseline Yevenes, com parciais de 7/11, 11/9, 11/5, 11/13 e 11/6.

O paulista Jean Carlos de Souza Mashki, da classe 8, foi o último brasileiro a jogar. Diante do costarriquenho Steven Roman Chinchilla, ele também venceu por 3 sets a 2, com parciais de 7/11, 11/4, 11/8, 7/11 e 11/8. Já o mineiro Lucas Fonseca conquistou a medalha de prata, sendo derrotado pelo argentino Ethan Skiarsk por 3 sets a 0, com parciais de 11/8, 11/7 e 11/4.

Tênis em cadeira de rodas

Foram três participações brasileiras no tênis em cadeira de rodas no dia, com três vitórias. A mineira Vitória Miranda venceu a peruana Kate Valentina Valenzuela Rivera por 2 sets a 0, com um duplo 6/0.

Na chave de simples, o mineiro Lucas Daniel Dutra superou o peruano Angel Jesus Gonzales Aguilar, por 2 sets a 0 (6/2 e 6/0). Mais tarde, ele voltou à quadra ao lado de Luiz Calixto, também de Minas Gerais, nas duplas, e venceu os argentinos Ian Davidson e Joaquin Nicolas Lezama, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/0.

Vitórias no goalball

Pela segunda rodada do torneio de goalball, a seleção feminina venceu o Canadá por 5 a 3 e manteve os 100% de aproveitamento na competição – já havia vencido a Argentina.

A seleção masculina também levou a melhor sobre os canadenses: 8 a 3. Este foi o primeiro triunfo da equipe, que empatou com os argentinos na estreia.

Derrota no basquete

O Brasil também entrou em quadra contra o Canadá no basquete em cadeira de rodas 5×5. Estreando na competição, os brasileiros foram derrotados por 76 a 34.

Neste domingo, a equipe volta a entrar em quadra, desta vez contra a Argentina, que também foi derrotada na estreia – 65 a 62 para a Colômbia.

Confira os resultados

Tênis em cadeira de rodas

Lucas Daniel Dutra 2 x 0 (6/2 e 6/0) Angel Jesus Gonzales Aguilar (PER) (tênis em CR)

Vitória Miranda 2 x 0 (6/0 e 6/0) Kate Valentina Valenzuela Rivera (PER) (tênis em CR)

Luiz Calixto e Lucas Daniel Dutra 2 x 0 (6/1 e 6/0) Ian Davidson e Joaquin Nicolas Lezama (ARG)

Goalball

Brasil 5 x 3 Canadá (Seleção Feminina)

Brasil 8 x 3 Canadá (Seleção Masculina)

Basquete em cadeira de rodas 5×5

Brasil 34 x 76 Canadá

Tênis de mesa ─ finais

Classe 7

Lethicia Lacerda 3 x 0 Maria Victoria Celis Azuaje (VEN) (11/4, 11/3 e 11/2)

Classe 2-5

Maycon Antônio de Oliveira 3 x 2 Arthur Costa Branco (10/12, 11/3, 11/6, 8/11 e 11/3)

Classe 8-10

Sophia Kelmer 3 x 2 Joseline Yevenes (CHL) (7/11, 11/9, 11/5, 11/13 e 11/6)

Classe 8

Jean Carlos de Souza Mashki 3 x 2 Steven Roman Chinchilla (CRC) (7/11, 11/4, 11/8, 7/11 e 11/8)

Classe 9

Eithan Skliarsky (ARG) 3 x 0 Lucas Fonseca Segregio (11/8, 11/7 e 11/4)

Tênis de mesa ─ brasileiros nas semifinais

Classe 1-3

Belen Ignacia Fuentes Parada (CHI) 3 x 2 Nicole dos Santos (11/5, 11/4, 7/11, 9/11 e 11/3)

Classe 4-5

Ana Beatriz de Moraes 0 x 3 América Citlalli Alvarez (MEX) (12/14, 7/11 e 7/11)

Classe 8-10

Karina Becker 0 x 3 Joseline Yevenes (CHI) (9/11, 17/19 e 10/12)

Classe 9

Lucas Fonseca Segregio 3 x 2 João Pedro Ribeiro Possas (11/9, 4/11, 7/11, 11/8 e 11/8)

Fonte: Agência Brasil

Ataque a trem em Cambridge deixa nove pessoas em estado grave

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Várias pessoas foram esfaqueadas na noite de sábado (1º), num trem em Cambridge, no Reino Unido. Ficaram feridos dez passageiros, sendo que nove foram hospitalizados em estado grave. A polícia deteve dois suspeitos, ambos britânicos, e investiga as circunstâncias do ataque. Não há, contudo, indícios de que tenha sido um atentado terrorista.

“Dez pessoas foram levadas ao hospital, sendo que nove delas sofreram ferimentos graves”, disse o comunicado da Polícia de Transportes Britânica. Acrescentou que “este incidente foi declarado grave e a Polícia Antiterrorista apoia a nossa investigação, enquanto trabalhamos para estabelecer todas as circunstâncias e motivações do incidente”.

Numa entrevista neste domingo (2) a Polícia de Transporte Britânica anunciou de que não há indícios de que se trate de um ataque terrorista. As autoridades consideram que ainda é cedo, apesar disso, para determinar as causas do incidente.

As autoridades indicam também que há dois detidos sob suspeita de homicídio. Eles são britânicos.

Causas

As causas das agressões ainda estão sendo investigadas, num trabalho que conta com a participação da Polícia Contraterrorista, mas o ministro da Defesa, John Healey, disse que tudo indica que foi um incidente isolado.

O primeiro-ministro inglês, Keir Starmer, reagiu e considerou o ataque “profundamente preocupante”.

O comboio de alta velocidade tinha como destino Londres e o alerta foi dado pelos passageiros. Quem testemunhou o ataque descreve cenas de pânico e confusão.

A polícia e os serviços de emergência foram mobilizados para a estação de Huntingdon, na região de Cambrigde, onde o comboio parou.

A Polícia de Transportes Britânica disse que “várias pessoas” foram esfaqueadas no comboio de Doncaster para Londres King’s Cross, quando este se dirigia para Huntingdon. Ela não forneceu um motivo para o ataque. Duas pessoas foram presas na estação, que fica a cerca de 120 quilómetros ao norte de Londres. Os nomes dos detidos ainda não foram anunciados.

*Proibida a reprodução deste conteúdo

Fonte: Agência Brasil

Especialistas criticam retórica de governadores sobre combate ao crime

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Conflitos não são administrados apenas com tiros de fuzil, mas também com discursos políticos. Em paralelo às operações policiais nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, governadores alinhados ao chefe da administração fluminense, Cláudio Castro, criaram o “Consórcio da Paz”, projeto de integração para combater o crime organizado no país.

O sociólogo Ignacio Cano, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), critica o termo. Para ele, trata-se de uma estratégia discursiva que inverte o significado real da operação que deixou 121 mortos.


Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

“Os governadores erraram no nome. Deveria se chamar Consórcio da Morte, porque é isso que eles estão propondo. Certamente não é a paz”, diz Cano. “Retoricamente, não vai pegar bem e, cada vez que usarem o termo, vão ser lembrados da quantidade de mortes que os seus governos produzem. A maioria dos governadores de direita estão promovendo a letalidade policial”.

Sete governadores integram o “Consórcio da Paz”. Além de Castro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Eduardo Riedel (Progressistas), do Mato Grosso do Sul; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.

“Narcoterrorismo”

Sociólogos, cientistas políticos e especialistas em segurança pública ouvidos pela Agência Brasil analisaram o vocabulário adotado pelas autoridades nos últimos discursos. E apontaram para os usos políticos e simbólicos dos termos relacionados à operação mais letal já registrada no Brasil.

Entre as palavras recorrentes, está “narcoterrorismo”. Ele foi usado por Castro, Tarcísio e Zema para se referir às facções criminosas, principalmente as maiores que tem Rio de Janeiro e São Paulo como centros de poder.

“Isso é mais uma bobagem que atrapalha a polícia, a segurança pública, a sociedade e o próprio governo. Da mesma forma como usam ‘narcomilícia’ e outras categorias mais antigas como ‘Estado paralelo’. Isso, na verdade, oculta incompetências, incapacidades e oportunismos políticos”, diz Jacqueline Muniz, antropóloga e cientista política, professora do departamento de segurança pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Quando você diz que está diante de um narcoterrorismo, você está dizendo que precisa de mais poder, mais dinheiro, mais orçamento e que não precisa dar satisfação do que vai fazer”, complementa.


Rio de Janeiro - Operação policial após ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Operação policial após ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Para Ignacio Cano, o termo é errado também do ponto de vista conceitual. “Terrorismo normalmente é associado a objetivos políticos. É o uso indiscriminado da violência contra civis para perseguir esses objetivos. Um narcoterrorista não teria nenhuma motivação política. O objetivo é o mesmo de todo criminoso, que é o lucro. O termo é uma contradição em si mesmo”, explica o sociólogo.

No Brasil, a Lei n° 13.260, de 2016, define que: “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

Facções de tráfico de drogas são classificadas pela legislação brasileira como organizações criminosas. E é dessa forma que o governo federal, especialmente o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, tem se posicionado.

Um grupo de deputados está tentando mudar isso por meio do Projeto de Lei 724/25, que amplia o conceito de terrorismo para incluir o tráfico de drogas ilícitas. O projeto é de autoria do deputado Coronel Meira (PL-PE) e foi aprovado há algumas semanas na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de ser votado pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Pressão internacional

Esse entendimento tem recebido pressão internacional de políticos de direita. Os governos de Javier Milei, na Argentina, e Santiago Peña, no Paraguai, classificaram recentemente as organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. Os Estados Unidos sugeriram que o Brasil fizesse o mesmo em visita da comitiva norte-americana ao país em maio deste ano.

Os especialistas em segurança pública entendem que a pressão de governadores no Brasil pelo uso de “narcoterrorista” é uma forma de alinhamento político com essas forças externas. Dessa forma, o debate é transferido do campo policial para o geopolítico. Para eles, o termo, se adotado no país, fragilizaria a democracia e aumentaria o risco de interferências internacionais.


Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2024 – O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2024 – O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Uma forma de os Estados Unidos intervirem de forma mais efetiva no nosso território é justamente apelar para o que os norte-americanos temem historicamente, principalmente depois do 11 de setembro, que é a questão do terrorismo”, diz Jonas Pacheco, coordenador de pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança.

“É um discurso que trata de uma questão de dominação da América Latina. Os países que têm grupos classificados como terroristas claramente não são alinhados ideologicamente com o governo Trump”, complementa.

“O terrorismo é usado pelo presidente dos Estados Unidos para cometer execuções sumárias na costa da Venezuela e da Colômbia. Termo foi adotado pelos governos de El Salvador e Equador também. São tentativas de evadir qualquer limite legal. Leis terroristas alongam prazos de prisão provisória e diminuem garantias processuais. Mas, importante destacar, nenhuma lei antiterrorista autoriza execução sumária de pessoas”, diz Ignacio Cano.

“Guerra às drogas”

Outra categoria semântica muito comum entre as autoridades estaduais é o de “guerra”. As polícias militares estariam diante de conflitos semelhantes aos sofridos em outras realidades do Leste Europeu, África e Oriente Médio.

Os cientistas políticos e sociólogos são categoricamente contrários à terminologia, por uma série de consequências simbólicas e materiais que ela produz.

“Quando você pauta o debate na ideia de guerra, você valida ações que barbarizam todo um território. Quem é o inimigo nessa guerra? É o traficante que está na Faria Lima lavando o dinheiro? Não, é o traficante que está na favela. É o pobre e o preto que moram em territórios de extrema vulnerabilização e precarização”, diz Jonas Pacheco.

“Segurança pública é para gerar segurança, não é para matar. Uso da força deve respeitar as devidas normativas legais. Não é um fim em si mesmo. O fim é gerar segurança. O pacto social prevê que o Estado deve garantir a preservação da vida”, complementa.

“Sempre bom lembrar que, se a sociedade autoriza a polícia a agir sem controles e parâmetros legais, sem fiscalização do Ministério Público, todos nós estamos em risco. Se as pessoas acham que só os moradores do Alemão e da Penha vão sofrer as consequências, estão muito enganadas”, diz Ignacio Cano.

“O objetivo é trazer a guerra para dentro das cidades. E nada melhor do que uma guerra contra o crime. Mas não se trata de combater crime nenhum. Se trata de produzir repressão e espetáculo. Se queremos resolver, temos que mudar também essa linguagem”, analisa Jacqueline Muniz.

“Estamos falando de um projeto autoritário onde a insegurança se torna política pública. Quanto maior a insegurança, melhor para essas autoridades, porque nós somos fidelizados pelo medo. Diante da ameaça, todos nós podemos abrir mão das garantias individuais e coletivas em favor de quem possa nos proteger e, depois, nos tiranizar”, complementa.

Fonte: Agência Brasil

“LULA, A CULPA É SUA”

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Tudo começou com um teatro.
Um homem de fala rouca, vestido de operário, posando de herói dos pobres.
Luiz Inácio Lula da Silva… o messias do engano.
Usou o sofrimento de um povo honesto como trampolim para o poder.
Se vendeu como solução, quando na verdade era o problema disfarçado de esperança.
LULA, A CULPA É SUA.

Fez o país acreditar que a pobreza era uma bandeira — e não uma ferida.
Fez o trabalhador achar que esmola era conquista.
Fez o povo se ajoelhar diante do Estado, como se liberdade fosse favor.
Enquanto isso… montava o maior esquema de corrupção da história do Brasil.
LULA, A CULPA É SUA.

Você, Lula, não libertou o povo… escravizou!
Criou uma geração de dependentes, anestesiados por bolsas e promessas.
Trocou o suor do trabalho por um cartão de dependência.
Fez do Brasil um curral eleitoral.
LULA, A CULPA É SUA.

E o mundo assistiu.
O “metalúrgico” virou milionário, o “povo” continuou na miséria.
Você enganou uma nação inteira com o sorriso de um mentiroso profissional.
LULA, A CULPA É SUA.

Mas não bastou roubar o país.
Você foi além.
Se aliou ao que há de pior na face da Terra: Irã, Cuba, Venezuela, Hamas.
Estendeu a mão a ditadores e terroristas enquanto cuspia nos aliados da liberdade.
Defendeu criminosos, vitimizou traficantes, disse que eles são “vítimas do consumidor de drogas”.
LULA, A CULPA É SUA.

Colocou no STF e no STJ seus amigos, seus advogados, seus cabos eleitorais.
Transformou o Judiciário num bunker de proteção pessoal.
Corrompeu a justiça, aparelhou o Estado, e prostituiu as instituições.
LULA, A CULPA É SUA.

O Brasil sangra.
A economia afunda.
A criminalidade domina.
E você… sorri.
Um bilionário que finge ser pobre, de camisa vermelha e chapéu Panamá…
ao lado de uma socióloga que mal sabe falar português, desfilando com roupas milionárias,
encantada com a vida nababesca do poder.
Vocês zombam da miséria que criaram.
LULA, A CULPA É SUA.

O povo espera a picanha…
mas recebe o osso.
E você ainda tem a audácia de se dizer “companheiro dos pobres”.
Não, Lula. Você nunca foi um deles.
Você usou o povo.
Mentiu pra ele.
E o traiu.
LULA, A CULPA É SUA.

Você discursou até no caixão da sua esposa, teatralizando a dor pra colher aplausos.
Falso, covarde e mitômano.
Acredita que pode enganar a todos pra sempre…
mas há um tribunal do qual você não escapa: o de Deus.
O Judiciário da Terra, você corrompeu.
Mas no Céu, a regra é outra.
LULA, A CULPA É SUA.

Dilma foi o fantoche, você o ventríloquo.
O Brasil, que um dia foi o país do futuro, virou o país do fracasso.
A vergonha mundial.
Um laboratório de imbecis coletivos que acreditaram no ladrão vestido de salvador.
LULA, A CULPA É SUA.

Hoje, a verdade ecoa nas ruas, nas redes e nas almas cansadas dos brasileiros de bem.
O Brasil não precisa de um pai.
Precisa de vergonha, de honra, de justiça.
E acima de tudo… precisa se libertar do mito da mentira.

 

Minas é campeão do Troféu José Finkel de natação

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O Minas Tênis Clube faturou o Troféu José Finkel 2025. A confirmação da conquista veio nesse sábado (1º) no Paineiras do Morumby, em São Paulo. Para chegar ao título, o Minas somou, ao longo dos cinco dias de competição, 2.449 pontos.

O Pinheiros terminou na segunda colocação com 2.027 pontos. A Unisanta completou o pódio com 1.353 pontos. Dessa forma, o clube mineiro fecha a temporada das principais competições da modalidade no país com 100% de aproveitamento, porque havia conquistado também o Troféu Maria Lenk, no primeiro semestre. O Campeonato Brasileiro Júnior e o Brasileiro Sênior também ficaram com o clube de Belo Horizonte. O título do José Finkel volta ao Minas após quatro anos.

Como foi a conquista

Durante cinco dias de disputas, o time mineiro comandado – por Sérgio Marques – subiu mais vezes no pódio, conquistando 38 medalhas – sendo dez de ouro, 18 de prata e dez de bronze, resultado do desempenho coletivo e da força do grupo em todas as provas.

Os melhores índices técnicos foram para a dupla campeã dos 400m livre: Agostina Hein, do Pinheiros, com 04:07.43, e Eduardo Moraes, do Minas Tênis Clube, com 03:48.08.

Os prêmios de atletas mais eficientes, que somaram mais pontos para os seus respectivos clubes, foram para Guilherme Costa, que conquistou 145 pontos para o Sesc, e Agostina Hein, do Pinheiros, que somou 206 pontos para o seu clube.

Fonte: Agência Brasil

Brasil derrota Argentina e é campeão do Torneio Quatro Nações

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O Brasil é campeão do Torneio Quatro Nações de Handebol masculino. Jogando em Buenos Aires, nesse sábado (1º), a equipe verde e amarela fez 31 a 23 nos donos da casa, a Argentina. O torneio amistoso foi preparatório para o Campeonato Sul-Centro-Americano, em janeiro de 2026.

O time do técnico Marcus Tatá fechou o torneio com 100% de aproveitamento (quatro vitórias em quatro jogos).

Antes da decisão, o Brasil havia vencido México (46 a 19), Argentina (30 a 29) e Chile (38 a 28).

 

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e pagará R$ 41 milhões dia 4

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2935 da Mega-Sena, realizado nesse sábado (1º). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 41 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram:  09 – 18 – 28 – 34 – 38 – 57.

45 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 48.378,50 cada

Além disso, 3.341 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.074,08 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (1ª), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Fonte: Agência Brasil

Movimentos sociais no Maranhão fazem ato contra violência policial

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Movimentos sociais do Maranhão realizam hoje (31) um protesto contra a violência policial no país. A manifestação integra um conjunto de ações do Ato Nacional Contra a Violência Policial e toma como exemplo a Operação Contenção, realizada na terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão e que deixou um total de 121 mortos, incluindo 4 policiais. A operação foi a mais letal já realizada no Rio de Janeiro. Em São Luís, a concentração começa às 16h, na Praça Deodoro.

Encontro é convocado pelas Frente Negra Revolucionária, Movimento Correnteza Maranhão e a União Popular Maranhão. Os movimentos apontam que algumas das vítimas apresentaram sinais de execução.

“Pelo menos 74 corpos foram recuperados pelos próprios moradores nas ruas e na mata que circundam os bairros. Além destas pessoas, outras dezenas ficaram feridas, incluindo um mototaxista, uma mulher que estava na academia e uma pessoa em situação de rua. Isso é, na prática, a continuação de uma política de extermínio contra nossa população periférica que vive em clima de guerra”, diz a convocatória.

Os movimentos criticaram ainda a postura do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro que afirmou ter sido um sucesso a operação, que foi criticada por diversas organizações, a exemplo da Anistia Internacional, que classificou a ação como “desastrosa”

Na quarta-feira (29), moradores dos Complexos do Alemão e da Penha fizeram um protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro. Eles acusaram o governador Claudio Castro de ter liderado “uma carnificina na operação policial”. 

A Operação Contenção cumpriu 20 dos 100 mandados de prisão que motivaram a ação. Além disso, ao menos outras 15 pessoas que eram alvos dessas ordens judiciais foram mortas durante a ação. 

Principal alvo, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, segue foragido. Ele é considerado o principal chefe do Comando Vermelho que não está preso.

Ao todo, foram feitas 113 prisões. Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, as demais prisões foram feitas em flagrante e todas as prisões foram mantidas após audiência de custódia.

Até o momento, o Instituto Médico Legal  (IML) do Rio de Janeiro já identificou 100 dos 121 mortos na operação. Todos os corpos passaram pela necropsia, que é o exame detalhado que revela a causa e as circunstâncias da morte, mas os laudos só devem ser divulgados em um prazo de 10 a 15 dias úteis.

Dos 117 civis mortos, 89 já foram liberados pelo instituto para a retirada pelos familiares. Entretanto, familiares que aguardavam a liberação dos corpos ontem (30), reclamaram da demora no processo de perícia e da falta de informações.

 

Fonte: Agência Brasil