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TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts de desinformação sobre urnas

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retire de suas redes sociais postagens com desinformação sobre as urnas eletrônicas. A decisão foi assinada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta quarta-feira (2). 

O ministro atendeu ao pedido de retirada feito pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, após perfis de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro replicarem uma postagem que relaciona indevidamente a empresa venezuelana Starmatic com as urnas eletrônicas brasileiras.

A desinformação circula desde 2020 e já foi diversas vezes desmentida pela Justiça Eleitoral. A Starmatic não forneceu urnas para o Brasil.

Na decisão, Kassio deu prazo de 24 horas para Eduardo retirar os posts e proibiu o ex-deputado de fazer novas postagens de desinformação contra as urnas eletrônicas.

“A permanência do conteúdo impugnado, às vésperas do início da propaganda eleitoral, é apta a consolidar no eleitorado percepção de insegurança quanto ao sistema eletrônico de votação, fundada em alegação já conclusivamente afastada por esta Justiça Especializada, o que recomenda a atuação cautelar imediata”, decidiu o ministro.

Em junho deste ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, na ação sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

No ano passado, ele deixou o Brasil, foi morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

CLDF homenageia idealizadores e participantes do projeto “Sou Afro, Sou Beleza Afro Brasil”

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Além do Brasil, colaboradores do grupo participaram de exposições no Museu Africano de Madrid e no Museu Centro Cívico Cazoña, na Cantábria, entre outros

Na noite da última terça-feira (1/9), os colaboradores, participantes e idealizadores do projeto “Sou Afro, Sou Beleza Afro Brasil”, foram homenageados em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A iniciativa, de Eduardo Pedrosa (União), reconheceu o trabalho realizado pelo projeto de inclusão, pelo segundo ano consecutivo. 

Sou Afro, sou Beleza Afro Brasil, parte de uma iniciativa inclusiva, que integra pessoas negras e pessoas com deficiência (PCDs) nas áreas da arte, moda, cinema e teatro, exercendo papel fundamental para o fortalecimento da identidade, da autoestima e da representatividade de grupos historicamente marginalizados. A ação tem como premissa sustentabilidade por meio de ações que impulsionam a economia afro-brasileira. 

Confira mais imagens da sessão no Flickr da CLDF

“Sou Afro é resultado de uma rede de colaboradores, modelos, produtores, estilistas, fotógrafos, profissionais de diferentes áreas, que emprestam seu tempo, seu talento e sua energia para manter vivo esse propósito”, detalhou Pedrosa, durante o discurso. 

Para além do solo brasileiro, artes do projeto “Beleza Afro”, integrantes do grupo compuseram exposições no Museu Africano de Madrid e no Museu Centro Cívico Cazoña, na Cantábria. “A nossa missão é curar e transformar. Somos mais de 300 colaboradores. Isso aqui é só um pedacinho do Brasil dentro do Distrito Federal; estamos (exposições) em mais de cinco países pela Europa”, discursou a presidente do Instituto Sou Afro, Geise Madeira. Ela ainda enumerou projetos desenvolvidos pelo instituto como cromossomo do amor; cria mulher; espalhando amor; e Brasil mais plural. 

Confira a sessão solene na íntegra:

 

 

Fonte: Agência CLDF

CLDF homenageia os 54 anos do Hospital Universitário de Brasília

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Integrado à UnB e à rede do SUS, HUB consolidou-se como um dos pilares da saúde pública e do ensino superior no Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) fará, nesta quinta-feira (3), às 9h30, sessão solene em homenagem ao aniversário de fundação do Hospital Universitário de Brasília (HUB). O evento, de autoria do deputado Jorge Vianna (Democrata), celebra a trajetória da instituição, que completou 54 anos de existência no último 15 de agosto.

Integrado à Universidade de Brasília (UnB) e à rede do Sistema Único de Saúde (SUS), o HUB consolidou-se como um dos pilares da saúde pública e do ensino superior no Distrito Federal. O hospital é amplamente reconhecido como referência em procedimentos de média e alta complexidade, assegurando um atendimento humanizado e de excelência a milhares de cidadãos da região.

Além de sua imprescindível atuação na assistência direta à população, o hospital universitário desempenha papel estratégico na educação e na ciência. A instituição funciona como o principal campo de prática para a formação de novos profissionais de saúde, além de fomentar ativamente a pesquisa científica e a inovação tecnológica.

Para o deputado Jorge Vianna, prestar essa homenagem é um legítimo ato de reconhecimento público a todos os colaboradores que fazem parte do dia a dia da instituição. “Esta homenagem é um justo tributo a todos os profissionais e estudantes que constroem a história da instituição”, justificou o parlamentar no requerimento para realização da solenidade. O evento será transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

EUA atacam Irã, que revida contra bases estadunidenses

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O Irã e seus vizinhos árabes voltaram a mergulhar na guerra nesta quarta-feira (2) em meio ao maior confronto armado entre Teerã e Washington desde julho, com as forças norte-americanas atacando a costa sul do Irã e o Irã disparando contra bases estadunidenses em toda a região.

Os Estados Unidos ameaçaram com ataques ainda mais devastadores. O Irã acusou Washington de atingir uma festa de casamento, matando cinco pessoas e ferindo dezenas.

As bolsas asiáticas e europeias caíram após os novos ataques aéreos dos EUA, que empurraram os preços do petróleo de volta a níveis não vistos desde julho, agravando o impacto econômico de uma onda global de vendas de títulos, já que o abalo no abastecimento de energia alimenta a inflação em todo o mundo.

Na terça-feira (1°), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou ter atacado as defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de radar, recursos marítimos, recursos de colocação de minas e instalações de comunicação.

A mídia iraniana noticiou ataques a vários alvos próximos ao Estreito de Ormuz — a estreita via navegável onde Teerã tem ameaçado petroleiros que tentam passar sem sua permissão.

O Irã respondeu atacando o que afirmou serem alvos dos EUA no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque, e declarou que seu objetivo agora é expulsar as forças estadunidenses da vasta rede de bases militares que elas mantêm há décadas em todo o Oriente Médio.

“A maldade norte-americana na região será recebida com respostas mais pesadas, mais generalizadas e devastadoras, e qualquer país que cooperar com o agressivo exército dos EUA deve aceitar as consequências perigosas”, afirmou o comando militar do Irã.

As Forças Armadas da Jordânia informaram ter enfrentado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e três caíram em áreas remotas. A Guarda Revolucionária disse ter matado um grande número de militares estadunidenses na Jordânia, mas autoridades dos EUA disseram à Reuters que não houve vítimas, de acordo com avaliações iniciais.

No Kuwait, o Irã afirmou ter realizado um ataque com mísseis e drones contra a vasta Base Aérea Ali Al Salem dos EUA e ter tido como alvo a residência de um comandante dos EUA.

O corpo de bombeiros do Kuwait informou que as equipes extinguiram, na madrugada desta quarta-feira, um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone iraniano, o que causou danos, mas não resultou em vítimas.

O Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Golfo, afirmou que “considera a República Islâmica do Irã totalmente responsável, do ponto de vista legal, por esses ataques e suas repercussões e consequências”.

O Barein, que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, declarou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que suas forças terrestres realizaram ataques combinados com mísseis e drones contra bases estadunidenses em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter matado vários militares norte-americanos no local. Nem o Iraque nem os EUA confirmaram o ataque.

O Irã também disse que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto eram conduzidos pelo Estreito de Ormuz por agentes dos EUA por um canal que Teerã diz ter fechado.

Festa de casamento

O Irã registrou pelo menos 12 mortes na noite dos ataques dos EUA, com cinco pessoas — incluindo uma criança de quatro anos — que teriam sido mortas enquanto comemoravam um casamento em uma casa em Sirik, uma cidade na costa do Estreito de Ormuz.

A mídia iraniana informou que até 68 pessoas ficaram feridas no local e divulgou imagens de várias crianças feridas no hospital. Autoridades iranianas compararam o incidente a um ataque a uma escola para meninas que matou 160 pessoas na primeira noite da guerra.

A Reuters não conseguiu verificar o incidente de forma independente, e autoridades norte-americanas não se pronunciaram sobre o assunto.

Um vídeo filmado pela Agência de Notícias da Ásia Ocidental do Irã no suposto local mostrava escombros espalhados pelos cômodos e pelo pátio de uma residência. Um par de sandálias femininas de tiras estava abandonado sobre um tapete encharcado de sangue.

“Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, identificado como o pai da noiva.

A troca de disparos foi a mais grave desde julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu abruptamente duas semanas de intensos bombardeios contra o Irã após alertas de seus altos comandantes militares de que estavam esgotando munições e ficando sem alvos significativos.

*Reportagem adicional de Parisa Hafezi e Jana Choukeir em Dubai, Idrees Ali e Daphne Psaledakis em Washington, e Yasmine Ghania e Muhammad Al Gebaly no Cairo

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Fonte: Agência Brasil

Produção industrial interrompe 2 meses de queda e sobe 0,2% em julho

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A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% na passagem de junho para julho. O resultado interrompe dois meses seguidos de queda. Dessa forma, o setor acumula alta de 1,1% ao longo de 2026 e soma expansão de 0,6% nos últimos 12 meses.

Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, a variação positiva acumulada em 12 meses (0,6%) representa “ligeira perda de ritmo” em comparação ao acumulado até junho de 2026 (0,7%).

Veja o comportamento da indústria brasileira ao longo do ano, na comparação entre meses imediatamente seguidos:

Janeiro: 2,1%

Fevereiro: 1,0%

Março: 0,1%

Abril: 1,2%

Maio: -1,0%

Junho: -1,6%

Julho: 0,2%

O desempenho de julho deixa a indústria 2,1% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15% abaixo do nível mais alto já registrado, alcançado em maio de 2001.

Influências

A pesquisa revela que três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram avanço de junho para julho:

bens de consumo duráveis: 3,2%

bens de capital: 2,4%

bens de consumo semi e não duráveis: 0,5%

bens intermediários: -0,2%

Das atividades monitoradas pelo IBGE, 13 das 25 tiveram alta entre os meses:

equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%

produtos alimentícios: 1%

coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%

outros equipamentos de transporte: 11,2%

produtos do fumo: 11,1%

máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%

confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%

Pelo lado negativo, a maior pressão de baixa veio da indústria extrativa, que recuou 1%.

O IBGE acrescenta que outras contribuições negativas relevantes ficaram como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo na passagem de junho para julho. Esse é o segundo maior indicador do ano, perdendo apenas para março (80,6%). 

Fonte: Agência Brasil

Relator da CCJ rejeita emendas da oposição que buscavam manter 6×1

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As emendas da oposição para manter a possibilidade da jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) foram rejeitadas pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6×1. Ao todo, Aziz rejeitou todas as 36 emendas à proposta.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) iniciou a análise da PEC 221 de 2019 na manhã desta quarta-feira (2) após quatro meses da chegada da proposta ao Senado. No final de maio, a Câmara aprovou o texto com apenas 22 votos contrários de 513 deputados.

Entre as emendas rejeitadas que mantinham a escala 6×1, estão as dos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Vanderlan Cardoso (PSD – GO),  Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Laércio Oliveira (PP/SE) e as do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

O relator Omar Aziz argumentou que não poderia acolher essas emendas porque elas permitem jornadas acima das 40 horas semanais.

“São emendas que, com todo o respeito aos colegas e amigos senadores e senadoras, eu não tenho como acatar porque descaracterizam completamente aquilo que é o objetivo, [reduzir] de 44 para 40 horas, sem perder nenhuma remuneração e mantendo dois dias semanais com a família – vou insistir em ‘com a família’ porque é o objetivo maior”, disse.

Emendas que aumentavam a regra de transição da PEC, de 14 meses para até quatro anos, também foram rejeitadas pelo relator da proposta. Também foram rejeitadas as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas.  

Além de acabar com a escala 6×1, ao determinar o descanso remunerado de dois dias por semana sem redução salarial, a PEC também reduz a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas com uma regra de transição de 14 meses.  

Se aprovada na CCJ, a PEC pode seguir para análise do plenário. Lideranças do governo defendem encerrar a análise da proposta no Senado ainda hoje.

Acordos coletivos

O senador Izalci Lucas defendeu, em uma das emendas, a previsão de escalas diferenciadas que poderiam ter jornadas acima do previsto na PEC a serem negociadas entre patrões e trabalhadores.

“A negociação coletiva se apresenta como o instrumento mais adequado para disciplinar a matéria, pois permite que trabalhadores e empregadores discutam soluções ajustadas à realidade concreta de cada categoria”, escreve o senador do Distrito Federal (DF).

Argumento semelhante foi usado pelo senador Oriovisto Guimarães, que destacou que a “negociação coletiva se apresenta como o instrumento mais adequado para disciplinar a matéria”.

O senador Rogério Marinho, líder da oposição na Casa, apresentou emenda para permitir jornadas por hora trabalhada, mantendo a possibilidade da escala 6×1.

“Rigidez da imposição de uma escala única com redução compulsória e linear da duração máxima do trabalho, sem o correspondente aumento da produtividade nacional, representa um risco iminente de desencadear um ciclo persistente de inflação e desemprego”, escreveu Marinho.

O relator da PEC do fim da 6×1, senador Omar Aziz, destacou que o Brasil não vai “quebrar” com a redução da jornada, como não quebrou em 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para as atuais 44 horas semanais.

Aziz ainda criticou a proposta de regime por hora trabalhada e destacou que, na relação patrão e trabalhador, os empregados são o lado mais frágil que a PEC pretende proteger.

“Se propõe alinhar o país ao movimento internacional de convergência ao módulo de 40 horas. Na América Latina, a Colômbia, o Chile e o México adotaram, nos últimos anos, cronogramas de redução da duração semanal do trabalho”, disse.

O relator lembrou que o Brasil, em 1988, esteve à frente ao reduzir a jornada para 44 horas. “Hoje [o Brasil] figura entre os países que mantêm patamar superior ao padrão consagrado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há décadas, há mais de 30 anos”, concluiu Omas Aziz.

 

Fonte: Agência Brasil

Ministro André Mendonça admite encontro com Vorcaro "uma única vez"

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça divulgou nota, na manhã desta quarta-feira (2), na qual se posiciona em relação a notícias divulgadas na imprensa sobre encontro que manteve com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O gabinete do magistrado distribuiu nota, após reportagem do portal ICL.

A matéria foi publicada um dia depois de o ministro tirar o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre os contatos entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça, que é relator das investigações do caso Master, afirma que recebeu “uma única vez” o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraudes financeiras. 

De acordo com o ministro, isso ocorreu em março de 2025, “por iniciativa do próprio empresário”, diz a nota. Mendonça afirma ainda que se limitou a ouvi-lo. 

No mesmo mês, o ministro disse que atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro.

Na nota, Mendonça alega que o assunto tratado no encontro foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco Master. 

O ministro do Supremo enfatiza que foi contrário à posição defendida pelo ex-banqueiro:

“Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos”, diz a nota. 

A reportagem do ICL trouxe mensagens e áudios que revelam uma articulação para reunir Vorcaro e Mendonça. Em um dos contatos, o advogado que articulou esse encontro diz ao banqueiro que estava “trabalhando” para ele e que iria levar o ministro a uma alfaiataria. E mandou uma foto junto com Mendonça.

Segundo a reportagem, em outro áudio, o advogado diz que Mendonça queria receber Daniel Vorcaro e que já sabia da situação do Master.

Nesta segunda-feira (1º) foram divulgados trechos de conversas extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master. 

 

*Matéria ampliada às 12h16 

Fonte: Agência Brasil

“Sem projeto de gestão, o mandato é ineficiente”, alerta o economista Luiz Carlos Belém

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Em entrevista exclusiva, ex-integrante da equipe de Paulo Guedes critica o populismo no governo Lula 3 e defende a educação empreendedora como pilar para as propostas do plano econômico da oposição nas eleições de 2026.

POR REDAÇÃO

Brasília

Diante do cenário político e financeiro atual do Brasil, as eleições de 2026 impõem desafios complexos tanto para os postulantes ao Executivo quanto para as vagas do Legislativo. Em entrevista exclusiva, o economista Luiz Carlos Belém — com trajetória marcada pela atuação no Ministério do Turismo e pela colaboração na equipe de Paulo Guedes no governo Bolsonaro — analisa as causas da instabilidade econômica do país, tece críticas à condução do governo Lula 3 e aponta os caminhos para o crescimento sustentável.

Para Belém, o eleitorado amadureceu e passou a exigir viabilidade técnica nas promessas eleitorais. Ele defende que o empreendedorismo e a limitação do assistencialismo estatal são o único mapa viável para tirar a população da pobreza.

Entrevista com Luiz Carlos Belém

Como o senhor avalia a atual situação econômica do país sob a gestão do governo Lula 3?

Luiz Carlos Belém: A área econômica no Brasil, fortemente afetada pela irresponsabilidade da atual gestão, trouxe diversos problemas à nossa sociedade. O grande erro foi a falta de planejamento e um populismo obsessivo. Além disso, houve falha técnica ao não colocar pessoas verdadeiramente experientes do setor em cargos essenciais, a começar pelo Ministério da Economia. A gestão pública não aceita improviso. O resultado dessa combinação é o fracasso econômico que sentimos na rotina dos brasileiros.

O senhor percebe uma mudança na postura dos candidatos para as eleições deste ano?

Belém: Sim, e essa é uma mudança muito bem-vinda. Hoje, a cobrança atinge todos os cargos: desde candidatos a deputado estadual, federal e senador, até governadores e a Presidência da República. Todos precisam apresentar um projeto de gestão estruturado. Até mesmo os candidatos a deputado federal estão visivelmente preocupados em como viabilizar economicamente suas propostas. O eleitor não aceita mais o populismo abusivo nas campanhas e promessas que sabidamente não serão cumpridas. Para que um mandato seja eficiente, as promessas de campanha precisam gerar um retorno real para a vida da população.

Pilares do Projeto de Gestão (Segundo Luiz Carlos Belém)

Viabilidade Técnica: Propostas orçamentárias fundamentadas e sem voluntarismo.

Foco no Empreendedorismo: Estímulo à iniciativa privada como motor de renda.

Responsabilidade Fiscal: Indicação clara da origem dos recursos públicos.

Educação Empreendedora: Capacitação para a autonomia social e geração de empregos.

Qual é o papel do Estado no desenvolvimento econômico, na sua visão?

Belém: A melhor ferramenta para a melhoria da sociedade é o investimento no empreendedorismo. O Estado não pode suprir todas as necessidades do cidadão — essa é uma ilusão perigosa. O papel do Estado é garantir as necessidades básicas. A economia precisa ter liberdade para gerar oportunidades e empregos, garantindo melhores salários e reduzindo as diferenças sociais de forma orgânica.

O senhor tem colaborado na elaboração das diretrizes econômicas da oposição. De que forma esses conceitos se aplicam à candidatura de Flávio Bolsonaro?

Belém: Dentro dos projetos em que tenho participado, enfatizo que a educação empreendedora, a motivação e a geração de oportunidades devem ser o alicerce do plano econômico do governo Flávio Bolsonaro. O objetivo central precisa ser tirar a população da miséria por meio da dignidade. Os países desenvolvidos são aqueles onde as pessoas têm oportunidades de trabalhar e produzir, e não aqueles em que a população fica dependente de incentivos governamentais como se fossem esmolas. O Brasil precisa resgatar essa autonomia.

A cara do novo parlamentar: Dra. Raíssa aposta em eficiência e propõe inclusão do Bolsa Família no mercado de trabalho

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1PORTO SEGURO — O perfil do representante político no Brasil passa por uma transformação em busca de respostas mais concretas para os desafios socioeconômicos do país. Um exemplo desse movimento é a trajetória da médica Dra. Raíssa. Após ganhar projeção nacional durante os debates sobre protocolos de atendimento no combate à Covid-19 e disputar uma vaga ao Senado pela Bahia no último pleito, ela agora concorre ao cargo de deputada federal pelo estado.

Com foco em resultados e governança, a candidata estrutura seu futuro gabinete com uma abordagem voltada para a alta performance, contando com equipes especializadas nas áreas jurídica e econômica. A proposta central é afastar a prática do acúmulo de projetos sem tramitação ou impacto real no Congresso Nacional, priorizando a assertividade das ações legislativas.

Trabalho formal e proteção social

Dra. Raíssa apresentou as bases de uma de suas principais propostas prioritárias para a Câmara dos Deputados: a integração dos beneficiários de programas sociais ao mercado de trabalho formal.

Atualmente, o Brasil vivencia um cenário antagônico no mercado de trabalho:

* Beneficiários de programas sociais: Mais de 38 milhões de pessoas dependem do Bolsa Família no país, sendo mais de 2 milhões na Bahia.

* Demanda por mão de obra: Diversos setores econômicos enfrentam déficit contínuo de trabalhadores para preencher postos abertos.

A contradição é visível em polos turísticos e comerciais do estado, como Porto Seguro. Hotéis, pousadas e o setor de serviços locais frequentemente relatam dificuldades no preenchimento de vagas, enquanto uma parcela significativa da população local permanece à margem do emprego formal por receio de perder a renda mínima do benefício social.

Reformulação e perspectiva de renda

A proposta elaborada pela pré-candidata busca criar um mecanismo legal flexível, permitindo que a pessoa que recebe o Bolsa Família possa assinar a carteira de trabalho sem o cancelamento automático e imediato do auxílio. O objetivo é estabelecer uma transição gradual e segura para o trabalhador.

“É preciso encontrar mecanismos concretos para reintegrar esses milhões de brasileiros ao ambiente produtivo, garantindo dignidade, carteira assinada e perspectiva de evolução social, sem desamparar as famílias durante essa fase de transição”, destaca a médica.

A formulação do projeto exige ajustes na estrutura da legislação do Bolsa Família para assegurar estabilidade fiscal e jurídica, mantendo a proteção social necessária e, ao mesmo tempo, suprindo as demandas das empresas por mão de obra.

PIB brasileiro tem 5º maior crescimento no segundo trimestre

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O crescimento de 0,5% da economia brasileira na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026 coloca o país como dono da quinta maior alta do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) nessa comparação entre trimestres imediatamente seguidos, à frente de países como Estados Unidos e China.

O ranqueamento foi divulgado pela agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão ligado às Nações Unidas.

O ranking leva em consideração 50 países que já divulgaram o resultado do PIB do segundo trimestre. O topo é ocupado pela Irlanda, com expansão de 1%.

Além de figurar na quinta posição, o Brasil apresenta desempenho superior à média dos países (0,2%), dos países da Zona do Euro (0,1%) e do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

De acordo com boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a variação positiva do PIB no segundo trimestre veio acima das expectativas de mercado, que acreditava em alta de 0,4%. 

Confira os 20 países mais bem colocados no ranking de crescimento de PIB no segundo trimestre:

Irlanda: 1%

Indonésia: 0,9%

Angola: 0,7%

Malásia: 0,6%

Brasil: 0,5%

Eslovênia: 0,4%

Lituânia: 0,4%

Suécia: 0,4%

Estados Unidos: 0,4%

Sérvia: 0,4%

Suíça: 0,4%

Singapura: 0,3%

México: 0,3%

Tunísia: 0,3%

Taiwan: 0,3%

Colômbia: 0,3%

Turquia: 0,3%

Polônia: 0,2%

China: 0,2%

Canadá: 0,2%

Maiores economias

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

A Austin Rating compara também os países por tamanho do PIB. O Brasil era a 11ª maior economia em 2025. Em 2026, subiu para a décima posição. A projeção é que ultrapasse a Rússia e alcance o nono lugar em 2027.

Veja o tamanho das 15 maiores economias do mundo

1º Estados Unidos: US$ 32,38 tri

2º China: US$ 20,85 tri

3º Alemanha: US$ 5,45 tri

4º Japão: US$ 4,38 tri

5º Reino Unido: US$ 4,26 tri

6º Índia: US$ 4,15 tri

7º França: US$ 3,60 tri

8º Itália: US$ 2,74 tri

9º Rússia: US$ 2,66 tri

10º Brasil: US$ 2,64 tri

11º Canadá: US$ 2,51 tri

12º Austrália: US$ 2,12 tri

13º México: US$ 2,12 tri

14º Espanha: US$ 2,09 tri

15º Coreia: US$ 1,93 tri

A melhor posição já alcançada pelo Brasil foi sétima maior economia, de 2011 a 2014.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil