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Com equipe completa, Ancelotti comanda atividade em Londres

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O técnico italiano Carlo Ancelotti comandou, nesta terça-feira (11), o primeiro treino com todos os convocados para os amistosos contra o Senegal e a Tunísia. A atividade realizada no Centro de Treinamento do Arsenal (Inglaterra), em Londres, contou com a participação dos quatro atletas que atuam no futebol brasileiro: Vitor Roque, do Palmeiras, Fabricio Bruno, do Cruzeiro, Alex Sandro e Danilo, do Flamengo.

Na primeira atividade na capital inglesa, realizada na última segunda (10), apenas 14 jogadores foram a campo, com outros oito permanecendo na academia.

Um dos jogadores que participou dos dois treinos foi o atacante Matheus Cunha. Em entrevista divulgada pela assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o jogador do Manchester United (Inglaterra) afirmou que os jogadores que estão na seleção querem alcançar uma vitória que deixe a torcida satisfeita.

“Independentemente do adversário, queremos demonstrar o que é o Brasil. Queremos ganhar e mostrar que vocês [torcida] estão bem representados por quem veste essa camisa. Queremos mostrar que o que está sendo construído é muito sólido, firme e tem uma representatividade muito grande”, declarou o atacante.

Já o lateral Caio Henrique, do Monaco (França), destacou a importância de a seleção brasileira disputar amistosos com diferentes escolas do futebol mundial: “Vamos enfrentar a escola africana, duas equipes do continente africano. Na outra Data Fifa, enfrentamos a escola asiática e países que estarão na Copa. Isso é importante para que possamos estudar esses adversários. Ainda não sabemos como será o grupo da Copa do Mundo. Serão grandes testes para nós, e temos tudo para fazer dois grandes jogos”.

A Data Fifa de novembro marca o final dos compromissos da seleção brasileira no ano de 2025. O Brasil enfrenta o Senegal no próximo sábado (15), a partir das 13h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres, e encara a Tunísia, na próxima terça-feira (18), a partir das 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille (França).



Fonte: Agência Brasil

Lula assina medida que altera regras para vales-alimentação e refeição

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (11) o decreto que moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A medida atualiza regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição, com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.

As mudanças beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.

Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e deve completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Entre as novidades, o decreto estabelece limites para taxas cobradas pelas operadoras: a taxa máxima dos estabelecimentos (MDR) será de 3,6%, e a tarifa de intercâmbio terá teto de 2%. Também reduz o prazo de repasse dos valores aos estabelecimentos para até 15 dias corridos, e determina que, em até 360 dias, qualquer cartão do programa funcione em qualquer maquininha de pagamento — medida que garante interoperabilidade entre bandeiras.

>> Perguntas e respostas sobre novas regras

Os sistemas de pagamento com mais de 500 mil trabalhadores deverão ser abertos em até 180 dias, o que amplia a concorrência e reduz a concentração de mercado. O decreto também proíbe práticas abusivas, como descontos, benefícios indiretos e vantagens financeiras que não estejam relacionadas à alimentação.

De acordo com o MTE, as mudanças fortalecem a fiscalização e evitam distorções contratuais, promovendo um ambiente mais justo e previsível. O Comitê Gestor Interministerial do PAT será responsável por definir parâmetros técnicos e disciplinar as regras do sistema.

Para os trabalhadores, o novo decreto garante manutenção integral do benefício e uso exclusivo para alimentação. Para os estabelecimentos, amplia a rede de aceitação e melhora o fluxo de recebimentos. Já as empresas beneficiárias terão mais segurança jurídica e previsibilidade de custos.

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Principais mudanças

Limites máximos para as taxas cobradas pelas operadoras:

A taxa cobrada dos estabelecimentos (MDR) não poderá ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio terá teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional. As empresas terão 90 dias para se adequar a essas regras.

– Interoperabilidade plena entre bandeiras:

Em até 360 dias, qualquer cartão do programa deverá funcionar em qualquer maquininha de pagamento, com a implantação da interoperabilidade plena entre bandeiras. Essa medida amplia a liberdade de escolha de empresas, trabalhadores e estabelecimentos.

Redução do prazo de repasse financeiro:

O repasse aos estabelecimentos deverá ocorrer em até 15 dias corridos após a transação — norma que entra em vigor em até 90 dias.  Atualmente, restaurantes e similares recebem os valores 30 dias após as transações.

Abertura dos arranjos de pagamento:

Sistemas com mais de 500 mil trabalhadores deverão ser abertos em até 180 dias, de maneira que quaisquer facilitadoras que observarem as regras da bandeira poderão participar do arranjo. Isso amplia a concorrência e reduz a concentração de mercado, uma vez que, no arranjo fechado, as funções de instituidor, emissor e credenciador podem ser exercidas pela mesma empresa.

Regras de proteção:

Proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação. Essas regras têm vigência imediata, assim como a obrigação das empresas beneficiárias de orientar os trabalhadores e cumprir todas as normas do programa.

Fonte: Agência Brasil

Haddad: texto de Derrite trava investigações de máfia de combustíveis

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O parecer do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao projeto de lei conhecido como PL Antifacção pode comprometer investigações em andamento sobre a atuação do crime organizado no setor de combustíveis, disse nesta terça-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, o texto enfraquece a atuação da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) no combate a organizações criminosas.

“Estão abrindo o caminho para a consolidação do crime organizado no país, com o enfraquecimento da Receita Federal e da Polícia Federal. É um contrassenso. Agora que começamos a combater o andar de cima do crime organizado, vamos fazer uma lei protegendo esse mesmo andar de cima? Qual o sentido disso?”, afirmou Haddad.

De acordo com o ministro, o relatório apresentado por Derrite não foi discutido com o governo federal e causou “incômodo” em órgãos de controle. Ao dizer que tinha acabado de receber a informação de que as investigações da Receita seriam inviabilizadas, Haddad classificou o texto como “muito grave” e disse que a aprovação da proposta colocaria em risco operações em curso, como a Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas ligados à máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro.

“Recebi a informação de que toda a operação contra a máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro ficaria comprometida se o relatório do Derrite for aprovado”, declarou. Segundo o ministro, um dos principais problemas é que o texto de Derrite exige trânsito em julgado (condenação judicial definitiva) para investigações de rotina do Fisco.

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Reação do governo

O Palácio do Planalto montou uma articulação para reagir ao parecer. Além de Haddad, participam da interlocução política o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lewandowski já havia considerado “inconstitucional” o trecho do relatório que prevê aviso prévio da PF antes de investigações. O governo avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o texto seja aprovado na forma atual.

Discussão na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informou que o projeto não será votado nesta terça-feira. Segundo ele, ainda não há consenso sobre o conteúdo do relatório, e novas versões devem ser apresentadas até o fim do dia.

“A costura do texto tem que ser muito bem feita. O relator está dialogando, e até o final do dia poderemos ter uma proposta mais apurada”, disse Motta.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Executivo busca consenso com o relator. “Meu papel é buscar entendimento nessas horas de tensionamento. Vamos negociar com o relator até amanhã, e, se for necessário, a noite toda”, declarou.

A relatoria de Derrite, que também é secretário de Segurança Pública do governo de São Paulo, foi criticada por integrantes do governo. A ministra Gleisi Hoffmann questionou a escolha, enquanto o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), defendeu a indicação feita por seu partido.

Pontos de divergência

O governo critica trechos do relatório que alteram a Lei Antiterrorismo, reduzem o alcance de medidas de confisco de bens e limitam a atuação da Polícia Federal em casos envolvendo facções criminosas. Há também preocupação com dispositivos que, segundo integrantes do Executivo, poderiam abrir brechas para a criminalização de movimentos sociais.

Derrite teria feito ajustes em parte desses pontos, mas as mudanças foram consideradas insuficientes pela PF e por representantes do governo.

José Guimarães disse acreditar que é possível alcançar um acordo. “Assim como votamos o projeto do Imposto de Renda com unanimidade, queremos avançar para construir o mesmo nível de consenso nessa matéria, que interessa a toda a sociedade brasileira”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Programa contra racismo estrutural é aprovado pela CLDF

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O projeto de lei é de autoria da deputada Doutora Jane

Na semana que antecede o Dia da Consciência Negra, a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei nº 2.002/2025, de autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), que institui o Programa de Letramento Racial do Distrito Federal. “É uma possibilidade de levar a órgãos públicos, escolas públicas e privadas, ao comércio e outros setores, informações que ajudem a combater o racismo estrutural”, afirmou a parlamentar.

Entre outras medidas, o programa abrangerá a capacitação contínua de servidores públicos, empregados e colaboradores sobre temas como equidade racial, discriminação e direitos humanos. “O racismo existe e tem de acabar. Não podemos continuar a ser um país que classifica as pessoas pela cor da pele. Por isso, precisamos levar o debate a todos os espaços”, completou a distrital.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Governo autoriza nomeação de 855 aprovados na 1ª edição do CNU

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, nesta terça-feira (11), a nomeação de 855 candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), de 2024.

As nomeações são para o cargo de auditor-fiscal do trabalho, nível superior, para o quadro de pessoal da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A autorização está publicada no Diário Oficial da União, na Portaria 9.969/2025, assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Próximos passos

Com a publicação da portaria, os próximos passos são a nomeação pelo Ministério do Trabalho e Emprego e a posse dos novos auditores.

A pasta deverá verificar os documentos e a obediência dos requisitos pelos aprovados, de forma a garantir a nomeação somente daqueles que cumprirem todas as exigências.

As nomeações dependem da existência de vagas na data da posse e da comprovação de adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A medida assegura que o reforço no quadro de pessoal seja compatível com a sustentabilidade, ou “saúde fiscal” do Estado, o que significa que o governo federal só pode nomear novos servidores se tiver orçamento para pagar os salários.

Os 855 auditores-fiscais do trabalho vão atuar para garantir o cumprimento da legislação trabalhista, a proteção dos direitos dos trabalhadores e a promoção de condições dignas de trabalho em todo o país.

As inspeções do Ministério do Trabalho e Emprego envolvem ações de combate ao trabalho escravo, ao trabalho infantil e às irregularidades trabalhistas, além de fortalecer a política de segurança e saúde no trabalho.

Nomeações

O governo federal, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, já fez autorizações diversas de aprovados na primeira edição do chamado Enem dos Concursos.

Entre as autorizações de nomeações há vagas para os cargos de analistas em tecnologia da informação, analistas de infraestrutura, analista técnico de políticas sociais (ATPS), analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas.

CNU 1

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) ofertou 6.640 vagas, em 21 órgãos públicos federais.​​ As vagas foram divididas em oito blocos temáticos, com oportunidades para candidatos de nível médio e superior.

A inovação deste modelo de processo seletivo foi que uma única inscrição valeu para o candidato concorrer a mais de um cargo, desde que dentro do mesmo eixo temático. 

Os candidatos puderam classificar as vagas de interesse por ordem de preferência no momento da inscrição, com definição de prioridade em uma possível chamada.

As provas foram aplicadas simultaneamente em 228 cidades de todo o Brasil, em agosto de 2024. 

Fonte: Agência Brasil

Fux participa de primeira sessão na Segunda Turma do STF

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), estreou nesta terça-feira (11) na Segunda Turma da Corte.

A sessão marcou a primeira participação do ministro no colegiado após deixar a Primeira Turma, responsável pelo julgamento dos processos da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. 

Ao chegar ao colegiado, Fux foi homenageado pelos demais colegas e recebeu elogios do presidente da turma, ministro Gilmar Mendes, com que já teve diversos atritos pessoais. 

Mendes destacou a trajetória de Fux e lembrou que o colegiado foi responsável por várias decisões, como as que reconheceram abusos cometidos por Sergio Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato.

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Segundo o ministro, o novo colega será herdeiro de “responsabilidade históricas” para manter democracia constitucional brasileira.

“Ao acumular todos esses precedentes, este colegiado inequivocamente aderiu à tradição de Cortes Constitucionais que, confrontadas com momentos de excepcionalidade, escolheram a preservação dos princípios fundamentais sobre a conveniência pragmática”, disse Gilmar.

Antes de sair da Primeira Turma, Fux votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal da trama golpista e pediu vista da ação que tornou Moro réu pelo crime de calúnia contra Gilmar Mendes.

Após receber os cumprimentos de boas-vindas, Fux destacou a importância da aplicação dos precedentes nos julgamentos para preservar a segurança jurídica, mas não descartou que poderá apresentar divergências durante as sessões.

“Quero dizer a todos que é um grande prazer, uma grande honra pertencer à Segunda Turma e ressaltar que vim para agregar, malgrado possamos ter, não discórdias, mas dissensos”, afirmou.

A Segunda Turma é composta pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. 

Fonte: Agência Brasil

Deputados distritais e servidores da CLDF terão curso sobre direitos da pessoa idosa

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O presidente da CLDF, Wellington Luiz , é um dos autores da proposta

Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (11), a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o Projeto de Resolução nº 56/2025, de autoria dos deputados Chico Vigilante (PT) e Wellington Luiz (MDB). A proposta estabelece diretrizes para a formação e capacitação de servidores e parlamentares da Casa em relação aos direitos da pessoa idosa.

O projeto tem como objetivo principal promover o conhecimento sobre os direitos garantidos à população idosa, além de fomentar políticas públicas que assegurem sua dignidade, inclusão e bem-estar. A iniciativa surge em resposta ao crescente envelhecimento da população do Distrito Federal, que, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e do Censo Demográfico de 2022, já representa 11,84% dos habitantes do DF — aproximadamente 356 mil pessoas com 60 anos ou mais.

 

Deputado Chico Vigilante, coautor do projeto. Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

Entre as ações previstas estão a realização de programas de formação continuada, cursos, workshops com especialistas, campanhas de sensibilização, eventos e palestras. O projeto também incentiva a participação ativa dos idosos em atividades cívicas e culturais, promovendo a interação entre gerações e valorizando a experiência dos mais velhos.

A implementação das ações será coordenada pela Escola do Legislativo (Elegis), que deverá elaborar um plano de ação com cronograma e responsáveis definidos. A efetividade das medidas será avaliada anualmente, permitindo ajustes e melhorias nas estratégias de capacitação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares destacam que a capacitação dos servidores e deputados é essencial para garantir que os direitos previstos no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) sejam efetivamente aplicados. A proposta também se alinha ao artigo 230 da Constituição Federal, que atribui à família, à sociedade e ao Estado o dever de garantir uma vida digna aos idosos.

“Este projeto é um passo importante para que a Câmara Legislativa esteja preparada para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional e para assegurar a plena efetivação dos direitos da pessoa idosa”, afirmou o deputado Wellington Luiz.

Fonte: Agência CLDF

Período chuvoso pede mais atenção contra a dengue

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eXAME DA DENGUE
Até a semana epidemiológica 45, que compreende de 2 a 8 de novembro, foram confirmados 88.716 casos de dengue em Goiás este ano (Foto: SES)

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, alerta para a importância de manter os cuidados contra a dengue, especialmente com a chegada do período chuvoso, quando aumenta o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), até a semana epidemiológica 45, que compreende de 2 a 8 de novembro, foram confirmados 88.716 casos de dengue em Goiás em 2025 — redução constante em relação aos anos anteriores.

Dengue

Na unidade do Governo de Goiás gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), também houve queda nas notificações. Foram 253 casos em 2025, contra 373 no mesmo período de 2024, o que representa redução de aproximadamente 32,2%. Em todo ano de 2024, a unidade hospitalar, que atende casos de maior gravidade da doença, notificou 408.

Os registros do hospital mostram que, neste ano, 63 casos foram de dengue sem sinais de alarme (clássica), 143 com sinais de alarme, 8 graves e 39 descartados. Em 2024, os números haviam sido maiores em todas as categorias.

Apesar da redução, a infectologista pediátrica Roberta Rassi faz um alerta.

“Os números caíram, mas isso não significa que devemos relaxar. A chegada das chuvas cria condições ideais para o mosquito se multiplicar. Mesmo durante a seca tivemos casos, então é fundamental manter as medidas preventivas o ano todo”, reforça.

A médica lembra que o controle do vetor Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus — é o principal método de prevenção dessas arboviroses urbanas.

“Eliminar criadouros e impedir a proliferação do mosquito continua sendo a forma mais eficaz de evitar novas infecções”, destaca.

Prevenção

Segundo Roberta Rassi, o controle da dengue é multifatorial, resultado da maior conscientização da população e também das condições climáticas mais secas registradas nos últimos meses.

“Mas é justamente agora, com o início do período chuvoso, que o cuidado precisa ser redobrado”, enfatiza.

Entre as principais medidas de prevenção, a infectologista destaca:

  • Eliminar criadouros do mosquito, evitando água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas e recipientes;
  • Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre bem tampados;
  • Descartar corretamente o lixo e evitar o acúmulo de entulho;
  • Limpar calhas, ralos e bandejas de ar-condicionado com frequência;
  • Usar repelentes e instalar telas em portas e janelas para impedir a entrada do mosquito.

“São ações simples, mas que fazem toda a diferença na redução dos casos e na proteção das famílias”, reforça a médica.

A infectologista também destaca que a vacina contra a dengue é uma ferramenta importante na prevenção das formas graves da doença.

“Estudos mostram que a vacinação reduz em até 85% os casos de internação hospitalar. No SUS, ela está disponível para o público de 6 a 16 anos, mas pode ser encontrada na rede privada para pessoas de 4 a 59 anos”, explica.

Sintomas e atenções

Os principais sintomas da dengue incluem febre, cefaleia, dor no corpo, náuseas, vômitos e manchas na pele. Crianças e idosos podem apresentar sinais inespecíficos, e qualquer suspeita deve ser avaliada por um profissional de saúde.

“O tratamento é basicamente feito com hidratação e medicamentos para controle dos sintomas. Casos mais graves exigem acompanhamento hospitalar e hidratação endovenosa”, orienta.

A médica ressalta ainda que anti-inflamatórios e medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) são contraindicados, pois aumentam o risco de sangramentos. O vírus da dengue pertence à família Flaviviridae e tem quatro sorotipos diferentes (DENV-1 a DENV-4).

A infecção por um deles gera imunidade apenas para aquele tipo, o que significa que uma pessoa pode contrair dengue mais de uma vez.

“Manter a atenção é essencial. A dengue é uma doença que pode ser prevenida com atitudes simples, mas exige responsabilidade coletiva”, ressalta Roberta Rassi.

Secretaria da Saúde – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Em audiência pública, ativistas e autoridades defendem políticas para a juventude negra

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Em parceria com movimentos sociais, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou uma audiência pública para debater a realidade da juventude negra no DF. O evento aconteceu nesta terça-feira (11), por iniciativa do deputado Gabriel Magno (PT) em conjunto com a Uneafro, o Movimento Negro Unificado do DF (MNU/DF), o projeto Jovens Defensores Populares, entre outras organizações.

Os participantes abordaram os desafios enfrentados pelos jovens negros, como a violência policial; a evasão escolar e o desestímulo à formação em nível superior; a precarização e “uberização” do trabalho; a militarização das escolas, com o cerceamento da identidade racial dos estudantes (como a exigência de retirada de dread e black power dos cabelos); a infraestrutura precária nas periferias; a dificuldade de acesso a espaços de poder e de tomada de decisões, entre outros aspectos permeados pela temática racial.

A audiência reforçou a importância de políticas públicas que promovam a igualdade de oportunidades e a melhoria das condições de vida da população negra. A produtora cultural do Instituto Drag, Ruth Venceremos, ressaltou que “o Distrito Federal expressa profundas desigualdades raciais e territoriais. A cor da pele e o CEP ainda definem o destino da nossa juventude no DF”.

Ela citou vários dados que revelam o contexto atual: “O risco de homicídio para pessoas negras é 2,7 vezes maior que para não-negras. Setenta e três por cento das mortes de jovens entre 19 e 29 anos são de pessoas negras. Apenas 7,8% dos nossos jovens concluem o ensino superior”.

Para Ruth, essa realidade exige resposta do Estado e não de “solidariedade social”. “O que nós precisamos é uma política de Estado que faça um enfrentamento ao racismo estrutural, que crie políticas públicas para que a nossa juventude consiga ter trabalho, ter moradia, ter as condições para continuar vivendo, ter oportunidade”, afirmou.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da CLDF, deputado Gabriel Magno, defendeu três eixos de ações estatais para os jovens negros: o acesso à educação, sem militarização das instituições de ensino; o combate à letalidade de pessoas negras em ações de segurança pública; e a promoção de justiça climática.

“As desigualdades climáticas têm muito a ver com racismo ambiental. Nós vivemos isso no DF, basta ver quais são os locais mais impactados com alagamentos nas chuvas. É fundamental pensar nas políticas de infraestrutura e de saneamento nos territórios que são mais vulneráveis e concentram a maioria da população negra”, analisou Magno.

O parlamentar enfatizou que o Distrito Federal é uma das unidades da federação mais desiguais do país e que o orçamento local deveria ser direcionado para a redução dessas desigualdades, no lugar de renúncias fiscais para empresários.

Segundo o deputado, as renúncias aumentaram progressivamente desde 2019 e vão chegar a R$ 10 bilhões no próximo ano. “É quase o orçamento inteiro da educação”, comparou Gabriel Magno, defendendo o remanejamento do valor para setores como transporte público, obras de infraestrutura, programas de moradia, iluminação, educação e saúde.

O deputado distrital Max Maciel (PSOL) reforçou que as dificuldades no acesso à educação e ao emprego não são questões individuais. “Muita gente vai atribuir a culpa ao indivíduo — porque ele não quer, não se esforçou, não foi atrás — mas a realidade é que nós ainda temos um Estado cruel com a sua juventude negra e periférica. Um Estado ainda hostil para essa parcela da sociedade, a qual atribui a culpa e a penalização, não um projeto garantidor de direitos”, refletiu o parlamentar.

 

Amanda Rodrigues. Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

A estudante Amanda Rodrigues, coordenadora-geral do grêmio estudantil Jovens Ativistas, do Centro Educacional Gisno, disse que “a violência que acontece nas periferias, feita por policiais, está sendo levada para dentro das escolas públicas, nos privando da liberdade de expressão, de mostrar a nossa cultura e a nossa história”.

Amanda considera que somente será possível mudar a realidade da população negra com “projetos antirracistas e, principalmente, com educação de qualidade, valorizando o trabalho de professores, incentivando os jovens a continuar os estudos e com estruturas e espaços seguros para as nossas vivências”.

Uma das políticas apresentadas durante a audiência foi o projeto Jovens Defensores Populares, proveniente de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Secretaria Nacional de Juventude e a Secretaria de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O objetivo desse projeto é construir lideranças jovens para atuar nos seus territórios, para que eles sejam agentes de transformação e de identificação inclusive das violações dos seus direitos”, explicou o coordenador do Jovens Defensores no DF e integrante da Uneafro, Gabriel Sales.

Ele falou sobre a mudança de paradigma no orçamento público. “O dinheiro que saiu para financiar esse projeto veio do Fundo Nacional de Segurança Pública, o mesmo que compra as munições que matam corpos negros, que matam a juventude negra. No Distrito Federal, com esse mesmo dinheiro, estamos financiando a formação de 120 jovens”, analisou.

 

Gabriel Sales. Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

Gabriel Sales também ressaltou a importância da audiência pública. “Construir uma audiência pública sobre o Novembro Negro e a realidade das juventudes negras do Distrito Federal não é algo simbólico. Ela faz parte de uma afirmação da nossa memória, da nossa luta, da nossa existência e da nossa resistência”, afirmou. O evento completo está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Veja mais fotos no Flickr da Agência CLDF.

Fonte: Agência CLDF

Brasil faz 1º treino para esteia nos playoffs da Billie Jean King Cup

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A seleção brasileira feminina de tênis iniciou nesta terça-feira (11) em Hobart (Austrália) a preparação técnica para a estreia nos playoffs da Billie Jean King Cup (BJKC), maior torneio feminino entre nações. O Brasil enfrentará Portugal no próximo sábado (15) e no dia seguinte a anfitriã Austrália, no Domain Tennis Centre. Das cinco convocadas, quatro participaram do treino de hoje: Luisa Stefani – vice-campeã de duplas do WTA Finals, no último domingo (9 ) – Laura Pigossi, Ana Candiotto  e Ingrid Martins.

O quinteto conta ainda com Nauhany Silva (Naná), de apenas 15 anos. Ela se se juntará à equipe na quarta (12), pois competiu semana passada no Billie Jean King Cup Júnior, em Santiago (Chile).

“Tivemos um dia extremamente positivo, mesmo com as interrupções por conta das chuvas, conseguimos criar essa adaptação que é sempre importante. As quadras estão ótimas. Tem um pouco de vento aqui em Hobart, mas nada que já não esperávamos. Vamos com tudo”, disse Luiz Peniza, técnico da seleção.

O Brasil está no Grupo E dos playoffs.  Em cada dia da disputa haverá duas partidas de simples e uma de duplas – sempre em melhor de três sets. Quem vencer se classifica aos qualifiers de 2026.  

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Em abril, a seleção foi superada nos qualifiers para as finais da BJKC 2025. Na ocasião, a equipe contava com Beatriz Haddad Maia e Ingrid Martins, ausentes na atual convocação. O Brasil nunca avançou às finais da BJKC na história da competição, criada em 1963 pela Federação Internacional de Tênis (ITF). Em 1995 o torneio passou a se chamar Fed Cup e em 2020 foi renomeado para BJKC, em homenagem à Billie Jean King, 39 vezes campeã de Grand Slam (simples e duplas) e defensora da igualdade social.

Jogos do Grupo E

14 /11 (sexta) – Austrália x Portugal – 22h (horário de Brasília)

15/11 (sábado)  – Brasil x Portugal – 22h

16/11 (domingo) – Brasil x Austrália – 22h



Fonte: Agência Brasil