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Lula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, nesta quinta-feira (13), seus ministros que já foram governadores para tratar dos projetos sobre segurança pública em tramitação na Câmara dos Deputados. Lula pediu empenho desses ministros na articulação política para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo em abril, e do projeto de lei (PL) Antifacção, encaminhado no final de outubro.

“Os ministros, claro, foram governadores, têm relação com os deputados das suas bancadas, conversam. Então, acho que isso também nos ajuda muito na articulação lá dentro do Congresso”, disse a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, após a reunião com Lula.

De acordo com a ministra, a intenção da reunião era ouvir a experiência de cada um deles sobre o tema e sobre a tramitação dos projetos.

“Foi uma reunião muito interessante e produtiva porque os nossos ministros ex-governadores reiteraram a importância da aprovação desses marcos legais”, acrescentou a ministra.

Entre os pontos principais da PEC da Segurança Pública, o governo defende a integração das forças federais com as estaduais e municipais para “combater efetivamente” o crime organizado. “Isso dá condições de integrar o trabalho das forças de segurança desde o planejamento à ação”, disse Gleisi.

Sobre o último relatório do PL Antifacção, apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a ministra afirmou que ainda há questões que preocupam o governo, como a apreensão de bens apenas após o trânsito em julgado do processo e a tipificação penal. Segundo ela, o texto precisa deixar claro o tipo penal de facção criminosa – que é um conceito mais complexo de domínio territorial e econômico – diferente de organização criminosa.

Em meio a esse cenário de divergências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, adiou para a próxima terça-feira (18), como pauta única, a discussão e votação do texto.

Para Gleisi, o governo tem um “acúmulo grande de discussão dessa matéria” e está preparado para fazer a defesa do projeto em plenário.

“O governo se dedicou por seis meses para elaborar esse projeto, esse projeto não nasceu em dois dias. Foi um projeto discutido com especialistas, com a universidade, com autoridades da área de segurança dos estados. Enfim, foi um projeto bastante robusto e bastante estudado. Então nós temos condições de fazer esse debate”, afirmou.

Os ministros que participaram da reunião foram Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente); Rui Costa (Casa Civil); Renan Filho (Transportes); Camilo Santana (Educação); Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome); e Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional).

Também estiveram presentes a ministra Gleisi e os ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad.

 

Fonte: Agência Brasil

Contraventor e ex-PM vão a julgamento pela morte de Alcebíades Garcia

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão, em segunda instância, para que o contraventor Bernardo Bello e seu comparsa, o ex-policial Wagner Dantas Alegre sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelo homicídio do também contraventor Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid.

Ele foi assassinado na porta de casa, quando retornava de madrugada dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no carnaval de fevereiro de 2004.

Alcebíades era irmão do contraventor Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, assassinado em 1999. Ele era uma figura de destaque no jogo do bicho no Rio de Janeiro e sua morte gerou uma disputa com mortes entre os herdeiros da família. 

Bernardo Bello foi casado com uma das filhas de Maninho, Tamara Garcia, com quem tem um filho e começou no jogo do bicho após a morte de Maninho e do pai dele, Waldemir Paes Garcia, conhecido como seu Miro, que foi presidente da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Ele morreu pouco tempo após a morte de Maninho, por problemas de saúde.

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Wagner Dantas Alegre é ex-policial militar e matador de aluguel. Ele se uniu a Fernando Bello e foi o responsável pela morte de Bid, de acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital. Atualmente ele está foragido. Fernando Bello também está foragido da Justiça e ainda não foi localizado.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou os pedidos formulados pelas defesas de Bernardo Bello e Wagner Alegre.

Após sustentação oral apresentada por procuradora de Justiça integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, os desembargadores rejeitaram, por unanimidade, o recurso dos réus.

Segundo o MPRJ, o homicídio de Bid foi cometido em um contexto de intensa e sangrenta disputa pelos pontos de exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro.

A denúncia descreve que Bernardo Bello ordenou e coordenou as ações para o assassinato do rival, Alcebíades Garcia, enquanto Wagner Alegre, segurança de Bello, foi o autor dos disparos.

O atentado ocorreu em pleno carnaval, na madrugada de 25 de fevereiro de 2020, quando Alcebíades voltava da Marquês de Sapucaí.

Ainda de acordo com o MPRJ, o crime contou com a participação de seguranças de Bid, também denunciados, que forneceram informações essenciais para concretizar o homicídio.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Ex-assessor de Moraes vira réu no Supremo

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (13), em Brasília, tornar réu o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação penal.

O ex-assessor foi investigado pela Polícia Federal pelo vazamento de conversas com outros funcionários do gabinete do ministro. 

Segundo Tagliaferro, as conversas revelariam supostas ilegalidades que teriam sido cometidas quando Moraes ocupou o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022. O ministro sempre negou qualquer irregularidade. 

Tagliaferro foi contratado pelo próprio ministro para trabalhar na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), seção que funcionou no TSE durante as eleições presidenciais.

Em 2023, o ex-assessor foi demitido pelo ministro após ser acusado de violência doméstica. 

Julgamento

Além de Alexandre de Moraes, relator do caso, os ministros Cristiano Zanin, Flavio Dino e Cármen Lúcia votaram para tornar o acusado réu. 

No entendimento de Moraes, Tagliaferro divulgou informações sigilosas, por meio de entrevistas à imprensa, e repassou diálogos mantidos com servidores do TSE sobre processos que estavam em andamento no tribunal.

Sobre o fato de julgar seu ex-assessor, o ministro rejeitou se declarar impedido para analisar o processo.

“Não há qualquer elemento concreto que demonstre interesse pessoal deste relator no desfecho da causa, tampouco situação que se enquadre nas hipóteses legais de impedimento. A mera vinculação institucional ou hierárquica entre o órgão presidido e servidores investigados não caracteriza interesse direto ou indireto no feito, sendo insuficiente para afastar a competência regularmente estabelecida”, afirmou.

Tagliaferro tem dupla cidadania e está na Itália. Ele é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. 

Fonte: Agência Brasil

Em setembro, Goiás cria 5.737 novas vagas de emprego

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Goiás cria 5.737 novas vagas com carteira assinada em setembro
Goiás tem 79.717 empregos com carteira assinada de janeiro a setembro, consolidando a liderança no Centro-Oeste (Foto: Secom)

Goiás gerou 5.737 novas vagas formais de trabalho em setembro de 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (12/11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Com esse resultado, o estado alcança um saldo acumulado de 79.717 empregos com carteira assinada de janeiro a setembro, consolidando a liderança na geração de empregos no Centro-Oeste, à frente de Mato Grosso (58.183), Distrito Federal (38.382) e Mato Grosso do Sul (30.869).

Carteira assinada

O setor de serviços foi o destaque do mês, responsável pela criação de 2.749 vagas, seguido do comércio, com 1.716, e da indústria, com 1.558 novos postos de trabalho. Juntos, esses três segmentos somaram 6.023 vagas geradas em setembro.

Apesar do desempenho positivo, o saldo geral foi impactado pela agropecuária, que registrou queda de 820 vagas, e pela construção civil, que apresentou crescimento mais moderado, com 535 novos postos.

“O resultado demonstra que a indústria, o comércio e os serviços são verdadeiros pilares da economia goiana, sustentando a geração de emprego e renda e garantindo um ambiente econômico sólido para o nosso estado”, destacou o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, ao comentar a divulgação dos dados Novo Caged.

Brasil

No Brasil, o saldo também foi positivo: 213 mil novas vagas foram criadas em setembro, resultado de 2.292.492 admissões e 2.079.490 desligamentos. No acumulado do ano, o país totaliza 1.716.600 empregos formais criados de janeiro a setembro de 2025.

Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Aluguel Social abre 4.560 novas vagas em 16 municípios

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Inscrições vão até 12 de dezembro de 2025 (Fotos: Agehab}
Inscrições vão até 12 de dezembro de 2025 (Fotos: Agehab}

O Governo de Goiás abriu inscrições do Programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social em 16 municípios goianos. São oferecidas 4.560 vagas. As inscrições seguem abertas até 12 de dezembro de 2025.

O programa é executado por meio do Goiás Social e da Agência Goiana de Habitação (Agehab). Os municípios contemplados são:

  • Alexânia;
  • Alôandia;
  • Alto Paraíso de Goiás;
  • Aparecida de Goiânia;
  • Araçu;
  • Caldazinha;
  • Edéia;
  • Flores de Goiás;
  • Goiânia;
  • Morrinhos;
  • Nerópolis;
  • Novo Gama;
  • Posse;
  • Santa Bárbara de Goiás;
  • São João D’Aliança;
  • Teresina de Goiás

Em Goiânia e Aparecida de Goiânia, serão concedidos mil benefícios em cada cidade, reforçando o compromisso do Governo de Goiás em atender famílias nas regiões com maior demanda habitacional.

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, reforça que o programa é uma resposta do Governo de Goiás às famílias que enfrentam dificuldades para manter o pagamento do aluguel.

“A despesa com o aluguel consome a maior parte da renda familiar. Com esse auxílio, as famílias têm a chance de investir em outras necessidades, como alimentação e remédios”, destaca Gracinha.

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, lembra que o benefício é no valor de R$ 350 mensais, por até 18 meses.

“As inscrições podem ser feitas por meio do aplicativo Aluguel Social ou diretamente no site da Agehab. Além disso, os candidatos sem acesso à internet podem contar com apoio em unidades do Vapt-Vupt e pontos de atendimento das prefeituras nos próprios municípios”, informa Baldy.

Os principais critérios para se inscrever são: Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, residência no município há pelo menos três anos, não possuir imóvel próprio e renda familiar de até meio salário por pessoa.

Além disso, é necessário atender a pelo menos um dos critérios específicos, como superendividamento, moradia improvisada, gasto excessivo com aluguel, ser idoso, pessoa com deficiência, ou família chefiada por apenas um dos pais.

Mais informações podem ser obtidas pelo site goias.gov.br/agehab, pelos telefones (62) 3096-5000 (WhatsApp Marilar), (62) 3096-5005 ou (62) 3096-5050, ou presencialmente na sede da Agehab, em Goiânia, das 8h às 18h.

Serviço

Abertura de inscrições do Aluguel Social em 16 municípios goianos

Período de inscrição: Até 12 de dezembro de 2025

Onde: Aplicativo Aluguel Social ou no site da Agehab (www.goias.gov.br/agehab)

Saiba mais

Governo entrega 81 casas a custo zero em Joviânia e Carmo do Rio Verde

Fonte: Portal Goiás

Fies 2025: Inep convoca lista de espera de vagas remanescentes

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O Ministério da Educação (MEC) começa a convocar nesta quinta-feira (13) os candidatos da lista de espera das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2025. O período de convocação vai até às 23h59 do dia 28 de novembro (horário de Brasília).

O Fies é o programa federal que concede financiamento a estudantes de baixa renda de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas.

Os candidatos da lista de espera deverão acompanhar o resultado de eventual pré-seleção por meio do site Fies Seleção. Para acessá-lo, o estudante deve fazer o login único pela plataforma Gov.br

Os candidatos inscritos deverão obrigatoriamente ter condições de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao segundo semestre de 2025 no curso/turno/local de oferta/IES para o qual se inscreverem.

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Documentação comprobatória

O estudante pré-selecionado a uma das vagas remanescentes do processo seletivo do Fies deverá comprovar as informações declaradas no momento da inscrição à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior em que foi pré-selecionado.

O prazo para este procedimento é de dois dias úteis, contados a partir do dia da pré-seleção.

De acordo com o edital que contém as regras do Processo Seletivo nº 21/2025, a entrega dos documentos comprobatórios pode ser feita por meio físico ou digital, nos horários definidos pela instituição.

Próximos passos

Se a documentação for aprovada, o próximo passo é a validação das informações em um agente financeiro em até dez dias, contados a partir do terceiro dia após a validação da inscrição pela comissão da faculdade.

Somente após a aprovação do banco poderá ser formalizada a contratação do financiamento.

Se o candidato pré-selecionado não apresentar todos os documentos ou não seguir as etapas exigidas dentro do prazo estabelecido, ele perde a vaga. Essa vaga perdida é imediatamente transferida para o próximo candidato classificado na lista de espera.

Complementação

O candidato que se inscreveu para vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) deverá comprovar sua situação com laudo médico atestando a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença (CID).

Caso a comissão da faculdade privada identifique erros ou inconsistências referentes às informações prestadas, a instituição de ensino superior poderá exigir a apresentação de documentação complementar.

Fies Social

Metade das vagas é reservada ao Fies Social, ocupada por candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 759,00 em 2025), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Esse candidato pré-selecionado à vaga do Fies Social está dispensado da comprovação de renda familiar. No entanto, ele deve comparecer à comissão da faculdade privada para validar as demais informações.

Fonte: Agência Brasil

Vendas no comércio caem 0,3% em setembro; quinta queda em seis meses

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As vendas no comércio recuaram 0,3% na passagem de agosto para setembro. O resultado é o quinto negativo em um período de seis meses. Em agosto, o setor chegou a crescer 0,1%, mas de abril a julho, apresentou quatro quedas seguidas.

No acumulado de 12 meses, o setor acumula crescimento de 2,1%, a menor desde janeiro de 2024. Desde abril, quando o crescimento anual alcançou 3,4%, o desempenho do comércio tem mostrado trajetória decrescente.

Os dados estão na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O analista do IBGE Cristiano Santos afirma que o setor se situa em um patamar 1,1% abaixo de março de 2025, ponto mais alto da série iniciada no ano 2000.

“Setembro é um resultado que retoma aquela trajetória negativa que estava acontecendo.”

Segundo Santos, a inflação e a base de comparação alta de março são fatores que explicam o comércio “andar de lado” nos últimos meses.

Em relação a setembro de 2024 houve expansão de 0,8%. No terceiro trimestre, há recuo de 0,4% ante o segundo trimestre.

A pesquisa coloca o comércio brasileiro em um patamar 8,9% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

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Setores

Na passagem de agosto para setembro, seis dos oito setores pesquisados pelo IBGE apresentaram queda:

  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,6%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -1,2%
  • Combustíveis e lubrificantes: -0,9%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -0,9%
  • Móveis e Eletrodomésticos: -0,5%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%

Ao comentar a retração na venda de livros, jornais, revistas e papelaria, Cristiano Santos aponta que a atividade registra trajetória de queda persistente, “sobretudo pela migração de parte de seu portfólio de produtos para outras atividades, como no caso do livro físico”.

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador cresceu 0,2% de agosto para setembro e marca alta de 0,7% no acumulado de 12 meses.

Pesquisas conjunturais

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE.

Nos últimos dias o instituto revelou que o país apresentou que a indústria recuou 0,4% de agosto para setembro e cresce 1,5% em 12 meses.

Os serviços cresceram 0,6% na passagem mensal, somando oito meses seguidos de alta. Em 12 meses, o setor que mais emprega no país avança 3,1%. 

Fonte: Agência Brasil

Parlamentares e servidores da CLDF serão capacitados em direitos da pessoa idosa

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Entre as ações previstas estão a realização de programas de formação continuada, cursos, workshops com especialistas, campanhas de sensibilização, eventos e palestras

Foi publicada no Diário da Câmara Legislativa desta quinta-feira (13) a Resolução 361/2025, de autoria dos deputados Chico Vigilante (PT) e Wellington Luiz (MDB), que proposta estabelece diretrizes para a formação e capacitação de servidores e parlamentares da Casa em relação aos direitos da pessoa idosa.

O projeto tem como objetivo principal promover o conhecimento sobre os direitos garantidos à população idosa, além de fomentar políticas públicas que assegurem sua dignidade, inclusão e bem-estar. A iniciativa surge em resposta ao crescente envelhecimento da população do Distrito Federal, que, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e do Censo Demográfico de 2022, já representa 11,84% dos habitantes do DF — aproximadamente 356 mil pessoas com 60 anos ou mais.

Entre as ações previstas estão a realização de programas de formação continuada, cursos, workshops com especialistas, campanhas de sensibilização, eventos e palestras. Resolução também incentiva a participação ativa dos idosos em atividades cívicas e culturais, promovendo a interação entre gerações e valorizando a experiência dos mais velhos.
 

Deputado Chico Vigilante (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

“A interação entre servidores, parlamentares e a comunidade idosa é essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas”, argumenta o procurador de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (PRO 60+), deputado Chico Vigilante (PT). 

A implementação das ações será coordenada pela Escola do Legislativo (Elegis), que deverá elaborar um plano de ação com cronograma e responsáveis definidos. A efetividade das medidas será avaliada anualmente, permitindo ajustes e melhorias nas estratégias de capacitação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares destacam que a capacitação dos servidores e deputados é essencial para garantir que os direitos previstos no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) sejam efetivamente aplicados. A proposta também se alinha ao artigo 230 da Constituição Federal, que atribui à família, à sociedade e ao Estado o dever de garantir uma vida digna aos idosos.
 

O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

“Este projeto é um passo importante para que a Câmara Legislativa esteja preparada para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional e para assegurar a plena efetivação dos direitos da pessoa idosa”, afirmou o deputado Wellington Luiz.

Fonte: Agência CLDF

Líder da bancada ruralista quer incluir ações do MST no PL Antifacção

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O líder da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Lupion (Republicanos-PR), apresentou emenda ao projeto de lei (PL) Antifacção para incluir no texto indivíduos ou grupos que realizam ocupação de terras, o que pode alcançar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos sociais.

O artigo primeiro da emenda apresentada nesta quarta-feira (12) proíbe que o poder público ofereça proteção ou apoio, ou qualquer benefício, a grupos, organizações ou movimentos sociais “envolvidos na prática de crimes contra propriedades privadas ou públicas, rurais ou urbanas, especialmente esbulho possessório, ocupação ilegal e depredação patrimonial”.  

Ao justificar a medida, o líder da bancada ruralista diz que o objetivo é aumentar a proteção da propriedade, especialmente a rural.

“Trata-se de medida salutar para combater o crime no meio rural, o qual tem como norte a violação à propriedade privada e a vida dos produtores rurais”, justificou.

A emenda proíbe que o programa de proteção a testemunhas para defensores de direitos humanos seja acionado para quem participa de ocupação de terras.

“Não poderá ser reconhecido como movimento social, ou defensor de direitos humanos, a pessoa ou grupo que empregue esbulho possessório ou qualquer tipo de ocupação como instrumento de pressão política”, diz o texto. O esbulho é quando um proprietário perde a posse do imóvel.

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A emenda é assinada também pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e pelo líder do Republicanos, Gilberto Abramo (Republicanos-MG). 

O PL deve ser apreciado nesta quarta-feira no Plenário da Câmara, podendo o relator Guilherme Derrite (PP-SP) acatar, ou não, a emenda apresentada pelo deputado Lupion. 

Confira as informações do Repórter Brasil, da TV Brasil, sobre o assunto:

MST

O advogado Diego Vedovatto, do setor de direitos humanos do MST, explicou que essa é mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais, associando-os a facções criminosas.

“Movimentos sociais são organizações legítimas que visam a reivindicação de algum direito constitucional, de alguma política pública, seja a reforma agrária, o direito à moradia ou demarcação dos territórios indígenas. De forma alguma podem ser comparadas com facções que promovem o tráfico, a violência e a grilagem de terras”, argumenta o doutorando em direito pela Universidade de Brasília (UnB).

Vedovatto avalia que, se aprovada, essa emenda alcançaria todos os movimentos sociais do país devido ao seu texto genérico e abrangente. Ele também argumenta que o MST faz ocupações de terras como forma de denúncia e de chamar atenção do poder público. 

“É uma forma  de denúncia e sempre de forma pacífica. Não há violência contra a pessoa. O que há, muitas vezes, é o corte de uma cerca, que não causa prejuízo. Eventuais depredações. Problemas contra o patrimônio ou contra pessoas devem ser identificadas as pessoas e responsabilizadas”, acrescenta Diego Vedovatto.

O MST fundamenta as ocupações de terra com objetivo de realizar a reforma agrária com base no Artigo 184 da Constituição Federal, que diz: “compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”.

O movimento diz que ocupa terras improdutivas para que o Estado atue no cumprimento da Constituição.

Por outro lado, organizações de proprietários de terras acusam o movimento de crimes contra o patrimônio e buscam aprovar, no Parlamento, projetos para inibir novas ocupações.  

Fonte: Agência Brasil

PF prende Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS

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A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto. A prisão se deu em nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Stefanutto foi exonerado do cargo em abril, logo após a Operação Sem Desconto revelar as fraudes contra aposentados e pensionistas.

A operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão em 15 unidades da federação.

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Os cumprimentos atingem os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal.

Outro lado

Em nota, a defesa de Alessandro Stefanutto informou que, até o momento, não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão de seu cliente.

“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota ao manifestar confiança de que comprovará a inocência do ex-presidente do instituto.

* Colaborou Camila Boehm

** Matéria atualizada às 10h22 com acréscimo do posicionamento da defesa de Stefanutto.

Fonte: Agência Brasil