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Marta é indicada ao prêmio de gol mais bonito da temporada da Fifa

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A brasileira Marta foi indicada nesta quinta-feira (17) ao prêmio de gol mais bonito da temporada no futebol feminino do Fifa The Best. Desta forma, a Rainha do futebol tentar conquistar novamente a distinção, que garantiu no final de 2024 e que leva o seu próprio nome.

Marta disputa o prêmio graças a um golaço que marcou na vitória de 3 a 2 do Orlando Pride sobre o Kansas City Current pela NWSL (Liga Nacional de Futebol Feminino) no dia 17 de novembro de 2024. Aos 37 minutos do segundo tempo, a brasileira dominou a bola no meio de campo e avançou em velocidade até a área adversária, onde deu um corte seco para se livrar de duas marcadoras antes de driblar a goleira e bater para o fundo do gol vazio.

Também concorrem ao Prêmio Marta a norte-americana Jordyn Bugg, a espanhola Mariona Caldentey, a inglesa Ashley Cheatley, a australiana Kyra Cooney-Cross, a norte-coreana Jon Ryong-jong, a holandesa Vivianne Miedema, a argentina Kishi Núñez, a mexicana Lizbeth Ovalle, a norte-americana Ally Sentnor e a jamaicana Khadija Shaw.

Prêmio Puskás

Também nesta quinta a Fifa anunciou os candidatos ao Prêmio Puskás, a versão masculina do Prêmio Marta. E o Brasil é representado por dois jogadores. O primeiro é o atacante mineiro Alerrandro, que concorre graças a um golaço de bicicleta que marcou em partida entre Vitória e Cruzeiro pela última edição do Campeonato Brasileiro.

O segundo é o meia-atacante Lucas Ribeiro, que, defendendo o Mamelodi Sundowns (África do Sul), fez um belo tento sobre o Borussia Dortmund (Alemanha) pela Copa do Mundo de Clubes da Fifa.

Os outros candidatos ao Prêmio Puskás são o italiano Alessandro Deiola, o argentino Pedro de la Veja, o argentino Santiago Montiel, o egípcio Amr Nasser, o mexicano Carlos Orrantía, o inglês Declan Rice, o indonésio Rizky Ridho, o francês Kévin Rodrigues e o espanhol Lamine Yamal.



Fonte: Agência Brasil

Consórcio Acquavias vence leilão de balsas em São Paulo

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A empresa maranhense Internacional Marítima Limitada arrematou hoje (13), por meio do consórcio Aquavias SP, a concessão de 14 linhas de transporte aquaviário no estado de São Paulo.

A vitória, superando outras três empresas em leilão público, ocorreu com proposta de desconto de 12,60% na contraprestação pública, superando outros três concorrentes.

Foram licitadas três linhas na Região Metropolitana de São Paulo, três no Vale do Paraíba e oito no litoral paulista, entre elas a balsa Santos-Guarujá.

Os serviços atendem, em média, 40 mil passageiros por dia, 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano. São previstos investimentos de R$ 2,5 bilhões direcionados à modernização dos terminais e  substituição de embarcações, que passarão a ser elétricas. 

Tempo

O modelo de Parceria Público-Privada adotado prevê prazo contratual de 20 anos. Entre as rotas contempladas estão São Sebastião–Ilhabela, Santos–Vicente de Carvalho, Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá, Cananéia–Continente, Cananéia–Ilha Comprida, Cananéia–Ariri, Iguape–Juréia, Bororé–Grajaú, Taquacetuba–Bororé, João Basso–Taquacetuba, Porto Paraitinga, Porto Varginha e Porto Natividade da Serra.

A assinatura definitiva do contrato está prevista para o primeiro semestre de 2026. O grupo vencedor já opera duas linhas de transporte marítimo no Maranhão, além de embarcações de apoio portuário e rebocadores, e faz parte do grupo Cantanhede, conglomerado regional de empresas ligadas à construção civil.

Em seu discurso após o leilão, o governador Tarcísio de Freitas (foto) comentou a dificuldade do projeto pela ausência de experiências prévias de concessões de transporte marítimo de passageiros no estado.

Ele destacou ainda a licitação do novo Centro Administrativo do governo estadual, com valor previsto de R$ 5 bilhões, que ocorrerá em 15 dias. O projeto reconfigura o centro de São Paulo ao levar secretarias e a própria sede do governo para a região. 

Fonte: Agência Brasil

Governo mantém críticas após 4ª versão do PL Antifacção de Derrite

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Os embates entre governo e oposição em torno do PL Antifacção permanecem mesmo após a apresentação de uma quarta versão do texto pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira, critica a atuação do relator, que é secretário de Segurança Pública de São Paulo e se licenciou do cargo apenas para a assumir o projeto na Câmara.

Mesmo com as mudanças feitas desde a primeira versão do relatório, que foi criticada pelo governo, por especialistas e órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, Marivaldo destaca que ainda há pontos problemáticos na proposta de Derrite, renomeada como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado Ultraviolento no Brasil.

Um dos principais problemas, na avaliação de Marivaldo, é que a proposta não seria eficaz em sufocar, financeiramente, as organizações criminosas.

“A ideia [do texto apresentado pelo governo] é você punir com muito mais rigor quem comanda essas organizações. Se você ataca exclusivamente a base e vai embora, no dia seguinte tem fila para ocupar esse espaço. É importante que a gente foque no coração dessas organizações. E o coração delas é o bolso”, defende.

O PL Antifacção foi enviado pelo governo federal à Câmara após a operação no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos, entre eles, quatro policiais. O objetivo era endurecer penas, aprimorar os mecanismos de investigação e asfixiar economicamente essas organizações, além de integrar as forças de segurança no combate a esses grupos.

O secretário afirma que Derrite não buscou o governo para dialogar e, em vez de usar o texto enviado como base para propor alterações, apresentou um relatório completamente diferente.

“Ele [Derrite] não veio para resolver o problema da segurança pública, veio com o intuito exclusivo de fazer disputa política, nem que para isso fosse necessário instaurar o caos.”

Ele chama a atenção ainda para o fato de que o texto, da forma como está, reduz o financiamento da Polícia Federal e abre brecha para que outros grupos, como manifestantes em um protesto, possam ser enquadrados como organização criminosa.

“Tem muita coisa dentro desse parecer que é, ao mesmo tempo, muito mal feito e muito perverso”, criticou.

Derrite tem defendido que a sua versão do PL busca enfrentar a impunidade por meio do endurecimento das penas e nega que seu relatório diminua a atuação da Polícia Federal. Segundo ele, as críticas são “falsas narrativas” criadas para prejudicar seu trabalho.

Ele também nega que o parecer limite a atuação do Ministério Público.  “Meu parecer reforça o poder de investigação do MP e das polícias. De toda forma, eu posso transformar a crítica em sugestão e aprimorar o texto para que não restem dúvidas ou interpretações equivocadas. Minha intenção sempre foi o de aprimorar as instituições.”

O PL Antifacção tinha previsão de ser votado esta semana, mas tanto o Executivo quanto governadores pediram mais tempo para analisar o projeto. Com isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu adiar a votação para próxima terça-feira (18).

Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o secretário de assuntos legislativos.


Brasília 13/11/2025 - Secretário Nacional de Assuntos Legislativos do MJSP, Marivaldo Pereira, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Brasília 13/11/2025 - Secretário Nacional de Assuntos Legislativos do MJSP, Marivaldo Pereira, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

Agência Brasil: O relator Guilherme Derrite mudou o texto três vezes e já é o quarto parecer. Qual o principal – ou principais – problemas que continuam no texto mais recente?

Marivaldo Pereira: Tem um problema estrutural. Existe hoje um sistema de combate a organizações criminosas que passa pelo Código Penal, pelo Código de Processo Penal, pela Lei de Combate a Organizações Criminosas, pela Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Drogas.

Ou seja, tem um conjunto normativo que estrutura o combate a organizações criminosas. Quando você vai mexer uma peça dentro desse sistema, você precisa ver o que acontece com as outras peças do jogo. Porque, senão, você corre o risco de desmontar toda a estrutura atualmente existente.

O relator criou uma nova norma de combate a organizações criminosas sem olhar para o conjunto do sistema. Se a proposta for aprovada do jeito que está, vamos assistir a um verdadeiro caos jurídico porque há uma série de normas conflitantes que vão abrir uma oportunidade para que os investigados comecem a questionar qual é a norma efetivamente aplicada.

Isso vai ter impacto direto no atraso das investigações e no atraso das ações penais em andamento. Infelizmente, o relator, de forma açodada e talvez até por falta de familiaridade com o tema, optou por construir uma norma autônoma que pode trazer o caos nesse sistema, prejudicando o trabalho da Polícia Federal, das Polícias Civis, dos promotores e do próprio Poder Judiciário. Esse é o ponto central grave que tem ali.

Agência Brasil: O novo parecer do relator mantém o problema de não diferenciar os tipos de organização criminosa, entre mais e menos perigosas, assim como entre líderes e não líderes desses grupos?

Marivaldo Pereira: Nosso texto é estruturado de uma forma que você preserva a lei de organizações criminosas e cria um tipo específico para aquelas organizações que promovem domínios de território e que atuam dentro e fora do sistema prisional, dando uma preocupação maior com o tipo específico de organização criminosa.

E mais, a nossa norma tem um foco central no topo dessas organizações. A ideia é você punir com muito mais rigor quem comanda essas organizações. Se você ataca exclusivamente a base dessas organizações criminosas e vai embora, no dia seguinte tem fila para ocupar esse espaço.

Mas, mais importante que isso, é que a gente foque no coração dessas organizações, e o coração delas é o bolso.

Por isso a Operação Carbono Oculto foi tão importante. Nunca antes a maior organização que atua no estado de São Paulo tomou um desfalque tão grande quanto o aplicado pela Operação Carbono Oculto, que deveria servir como referência para o relator.

Agência Brasil: Quais os riscos para a Polícia Federal, e para outras políticas de segurança do ministério, com a proposta do relator de repartir bens apreendidos das facções com os fundos estaduais?

Marivaldo Pereira: Mandamos uma proposta com o objetivo de descapitalizar o crime. O relator apresentou uma proposta que descapitaliza os fundos de segurança do governo federal.

A gente tem o Funapol [Fundo para Aparelhamento da Polícia Federal], o Funad [Fundo Nacional Antidrogas], o Fundo Nacional de Segurança Pública [FNSP] e o Fundo Nacional de Políticas Penitenciárias [Funpen]. Tirando o Funpen, que fica ligado ao sistema penitenciário, todo o resto contribui com a Polícia Federal (PF).

O FNSP repassa mais recursos para a PF do que o Funapol. Ele incluiu o Funapol a pretexto de tentar preservar a PF, mas ele não consegue atingir esse objetivo. Claro, ele não é obrigado a saber disso. Daí a importância de que, antes de preparar o relatório, ele buscasse um diálogo, para não sair simplesmente descartando a proposta do Poder Executivo e construindo algo totalmente novo, tirado da cabeça dele.

A proposta do jeito que está descapitaliza os fundos do governo federal e vai prejudicar diretamente as operações da PF.

Agência Brasil: O governo vem reclamando da exclusão do dispositivo que previa o perdimento de bens das facções caso o suspeito não comprovasse a origem lícita dele. O relator incluiu, já no 2º parecer, o capítulo “Da Ação Civil de Perdimento de Bens”. Isso resolveu o problema?

Marivaldo Pereira: Não resolveu. Nós propusemos um mecanismo sério e desburocratizado para que, naquelas situações em que a ação penal não consiga chegar ao fim, que a ação possa seguir para avançar o patrimônio.

Um exemplo: o líder de uma facção criminosa que está sendo investigado por inúmeros crimes e ele morre no meio do processo. O que a gente quer? Que esse processo possa prosseguir para expropriar os bens obtidos durante a vida de crime que ele praticou.

O que o relator está propondo é que, primeiro, se condena, e depois você entra com uma ação civil para tentar reivindicar esses bens. Ou seja, você passa de 20 a 30 anos para condenar, depois você passa mais 20 a 30 anos para tentar trazer esses bens.

Evidentemente, o que ele está propondo acaba favorecendo as organizações criminosas, porque nós só vamos vencer a luta contra as organizações criminosas se nós conseguimos entrar no patrimônio dessas organizações.

Agência Brasil: Por que o relator alterou tão drasticamente o projeto enviado pelo Executivo?

Marivaldo Pereira: Porque o relator foi mandado para Brasília pelo governador Tarcísio [de Freitas, de São Paulo] com o intuito de fazer disputa política. Ele não veio para resolver o problema da segurança pública, veio com o intuito exclusivo de fazer disputa política, nem que para isso fosse necessário instaurar o caos.

A proposta de equiparar organizações criminosas a organizações terroristas vem na esteira do discurso bolsonarista que reivindica uma violação da nossa soberania pelo governo norte-americano. Isso é muito grave.

Mas junto com isso veio a proposta de afastar a Polícia Federal de investigações extremamente importantes. O primeiro relatório constitui a maior afronta da história à Polícia Federal que a gente já viu no regime democrático. Nunca antes alguém teve a ousadia de propor que a PF fosse proibida de investigar organizações criminosas ou que essa atuação ficasse subordinada ao crivo político dos governadores.

É importante que a sociedade fique muito atenta porque tem gente muito preocupada com o trabalho da PF e essas pessoas podem atuar no plenário na próxima terça e tentar criar alguma barreira para que as investigações não avancem.

Coincidentemente, isso ocorre logo depois da operação Carbono Oculto e dos desdobramentos que vêm surgindo dessa operação.

Agência Brasil: A relatoria do PL Antifacção foi marcada por certa pressa. Como foi o processo de negociação legislativa do governo com o relator e com o presidente da Câmara, Hugo Motta?

Marivaldo Pereira: Não houve diálogo em nenhum dos relatórios publicados até o presente momento. E o que a gente tem alertado é que, para evitar o caos jurídico com a aprovação desse projeto, o relator faria muito bem se voltasse à proposta do Poder Executivo e, a partir dali, colocasse as suas sugestões de alteração.

Geralmente, o que acontece é que quando a gente manda um projeto de lei sobre qualquer tema, quem assume a relatoria procura o poder Executivo. Nesse caso, ele foi nomeado e minutos depois apresentou um parecer e foi para a imprensa para polarizar politicamente com o Executivo. Foi isso que ele fez.

Ocorre que, o que o relator está tentando fazer, é uma disputa de visões sobre segurança pública. Ele quer contrapor uma visão ultrapassada e politizada de segurança pública, que é a que ele defende e os governadores que se reuniram no Rio de Janeiro logo após aquele massacre defendem, com uma visão moderna e avançada de segurança pública, que é a que a gente defende a partir das operações da Polícia Federal. É o que a gente gostaria que se tornasse rotina em todo o país, porque é assim que a gente vai vencer o crime organizado.

Se nós focarmos no patrimônio do crime organizado, não tem dinheiro para comprar droga, não tem dinheiro para comprar arma, não tem dinheiro para contratar pessoas para carregar aqueles fuzis. Nosso foco tem que ser no patrimônio dessas organizações. O nosso foco tem que ser trabalhar com inteligência, planejamento, integração e investimento.

Essa é uma visão moderna de segurança pública. A visão atrasada é aquela que foi verbalizada naquela reunião lá no Rio de Janeiro, uma visão que não se incomoda com a vida da população, que pode morrer durante os confrontos. Uma visão que é indiferente ao sofrimento dos agentes de segurança pública que morrem nessas operações.

Agência Brasil: O substituto do relator abre brecha para prisão de manifestantes ou repressão de protestos populares que poderiam ser igualados às penas para membros de facções?

Marivaldo Pereira: Vamos supor que um grupo de estudantes ocupa uma escola e um governador desses de extrema-direita manda a polícia para realizar a reintegração de posse.

Se as mães desses alunos fizeram um círculo em torno da escola para impedir a ação da polícia, elas vão poder ser enquadradas nesse dispositivo [Parágrafo 3º do Artigo 2º do PL] com pena de 12 a 30 anos.

Isso pode ser usado para reprimir qualquer tipo de resistência. Se mães desesperadas pedirem para não matem seu filho, vão entrar aqui mesmo não sendo de organização criminosa. Tem muita coisa dentro desse parecer que é, ao mesmo tempo, muito mal feito e muito perverso.

Fonte: Agência Brasil

PF diz que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil mensais de propina

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A Polícia Federal (PF) apontou que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebia R$ 250 mil mensais em propina no esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas.

A conclusão está no relatório de investigação que baseou nesta quinta-feira (13) a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF).

Stefanutto foi preso por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Segundo a PF, o ex-presidente tinha influência na Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e recebia propina utilizando empresas de fachada, como uma pizzaria, uma imobiliária e um escritório de advocacia.

De acordo com os investigadores, ele foi citado na investigação com o codinome “Italiano”. A apuração apontou que grande parte dos pagamentos foram realizados entre junho de 2023 e setembro de 2024.

“Ficou claro que, em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes, utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores. O valor mensal de sua propina aumentou significativamente para R$ 250 mil após assumir a presidência do INSS. Seus pagamentos provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer”, diz a PF. 

Para os investigadores, Stefanutto exerceu “papel de facilitador” do esquema e citou que, antes de se tornar presidente do INSS, ele foi procurador do órgão.

“Stefanutto agiu de forma decisiva em duas frentes: primeiro, facilitando juridicamente a celebração do ACT da Conafer em 2017; e, em segundo, blindando o esquema em sua função como presidente do INSS, o que resultou no aumento da propina mensal para R$ 250 mil”, concluiu a PF.

Segundo os investigadores, o pagamento de propina foi necessário para manter as fraudes de descontos não autorizados.

“O pagamento de valores indevidos aos altos gestores do INSS era necessário porque, sem o apoio deles, seria impossível continuar com uma fraude de tamanha magnitude, que envolvia mais de 600 mil vítimas e gerava milhares de reclamações judiciais e administrativas”, completou o relatório. 

Outro lado

Em nota, a defesa de Alessandro Stefanutto informou que não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão. 

“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota. 

A Conafer disse que está disposta a cooperar com as autoridades para elucidação dos fatos e defendeu a presunção de inocência de integrantes da confederação, que também foram alvo da nova fase da operação.

“Nós reafirmamos, com veemência, o princípio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocência. Todos os citados nela têm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto não houver decisão judicial condenatória definitiva. A Conafer confia nas instituições e, ao mesmo tempo, exige que sejam respeitados os direitos fundamentais dos investigados”, declarou a entidade. 

Fonte: Agência Brasil

STF diz que recreio integra jornada de professores

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (13), em Brasília, que o intervalo de recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares.

Pelo entendimento dos ministros, a regra é que o recreio faz parte da jornada. Contudo, os empregadores poderão comprovar na Justiça do Trabalho casos em que os profissionais se dedicam exclusivamente a atividades pessoais durante o intervalo e não fazem atendimentos aos alunos ou outras tarefas.

Antes da decisão, o recreio deveria ser computado obrigatoriamente, sem exceções, como parte da jornada de trabalho, ou seja, tempo à disposição do empregador.

A partir de agora, no caso de uma eventual disputa judicial, o tempo à disposição deve ser comprovado em cada caso concreto.

Constitucionalidade

O STF julgou a constitucionalidade de decisões da justiça trabalhista que reconheceram que o período de recreio sempre faz parte da jornada de trabalho dos profissionais. 

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades (Abrafi). A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a questão. 

Discordância

A votação do caso foi iniciada na sessão de ontem (12), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, discordou do entendimento de que o período de recreio deve ser computado obrigatoriamente. 

Na sessão de hoje, o Supremo finalizou o julgamento e o entendimento do relator foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

O presidente do STF, Edson Fachin, que tinha votado sobre a questão, foi o único vencido. Para ele, os intervalos devem ser computados como tempo à disposição das escolas. 

Em março do ano passado, Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam do tema para aguardar o posicionamento final do STF sobre a questão. Com o fim do julgamento, os processos vão ser retomados e deverão seguir o novo entendimento da Corte. 

Fonte: Agência Brasil

CLDF concede medalha do Mérito Legislativo ao empresário André Brandão

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A iniciativa da homenagem foi do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz

Ex-administrador do Guará, o empresário André Brandão Peres foi agraciado nesta quinta-feira (12) com a medalha da Ordem Mérito Legislativo do Distrito Federal, honraria concedida pela Câmara Legislativa, que reconhece personalidades, civis ou militares, nacionais ou estrangeiras, por serviços prestados ao Distrito Federal. A iniciativa da homenagem foi do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB).

Durante a entrega da medalha, o parlamentar destacou a importância do homenageado para o setor produtivo do Distrito Federal. Por sua vez, André Brandão, que foi condecorado no grau de Comendador, além de agradecer a honraria, colocou-se à disposição para “ajudar o DF no que for necessário”. Brandão, que é empresário do setor da construção civil e ocupou cargos na CLDF e órgãos do GDF, esteve acompanhado de familiares.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Mérito Legislativo

A Ordem do Mérito Legislativo do Distrito Federal, instituída pelo Decreto nº 8/1991, possui seis graus: Grande Colar, Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.  As insígnias de cada grau são concedidas mediante proposta do Conselho da Ordem, dirigido pelo presidente da Câmara Legislativa – que é o grão-mestre e o chanceler da Ordem – e formado pelos membros da Mesa Diretora da Casa.

Fonte: Agência CLDF

Arthur Elias convocação seleção para últimos amistoso do ano na Europa

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A seleção brasileira feminina de futebol foi convocada nesta quinta-feira (13) para os dois últimos amistosos do ano: contra a Noruega em 28 de novembro e contra Portugal em 2 de dezembro, ambos na Europa. O técnico Arthur Elias elencou 24 jogadoras para os jogos que servem de preparação para a Copa do Mundo de 2027, no Brasil. Entre as novidades em relação à última convocação, estão os retornos das atacantes Gabi Zanotti e Gabi Portilho, das meias Brena e Yayá, da zaqueira Fê Palermo e das goleiras Thaís e Lelê.

“São dois adversários fortes, que a gente ainda não jogou, desde que eu assumi a seleção. É uma oportunidade de enfrentar duas seleções europeias, nem sempre a gente tem calendário para isso”, pontuou o treinador durante o anúncio das convocadas na sede da CBF no Rio de Janeiro.

Em outubro, a Amarelinha somou duas vitórias importantes em amistosos fora de casa, o primeiro contra a Inglaterra (2 a 1) e depois contra a Itália. No confronto contra as italianas, Laís Estevam (Palmeiras) machucou o joelho e segue em recuperação. Outras duas ausências na atual convocação são as jogadoras Kerolin (Manchester City) e Gio Garbelini (Atlético de Madrid), ambas também por lesões.

Desde que conquistou a Copa América, a seleção feminina já soma oito jogos sem perder. Arthur Elias avalia como positivo o retrospecto da equipe.

“Desde que assumi [setembro de 2023] foram 20 adversários diferentes, a seleção venceu as 20 equipes que enfrentou, com desvantagem apenas contra a seleção americana. São dois confrontos importantes para estender esse leque até 2027, ano de Copa do Mundo feminina, com adversários que foram muito bem na última Data Fifa. Portugal venceu os Estados Unidos e a Noruega venceu o Japão. É mais uma oportunidade de evoluir a seleção e encerrar bem esse ano”, concluiu.

Amistosos

Brasil x Noruega – 28/11 (uma sexta), às 15h (horário de Brasília), no Estádio Municipal de La Linea (Espanha);

Brasil x Portugal –  02/12 (terça), Às 16h45, no Estádio Municipal de Aveiro (Portugal).



Fonte: Agência Brasil

Câmara discute recomposição de gratificação para servidores federais cedidos à secretaria de Saúde

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A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quinta-feira foi transformada em comissão geral para debater sobre a recomposição de uma gratificação paga a servidores federais cedidos à secretaria de Saúde do GDF, conhecida como Parcela Autônoma de Integração ao Sistema Único de Saúde do DF (PaSUS). O debate foi sugerido pelo deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF.

Ricardo Vale destacou que a PaSUS se encontra com valores defasados, e pediu que o governo olhe com mais atenção para o problema. Segundo ele, os servidores federais cedidos para a secretaria de Saúde vêm enfrentando dificuldades para serem remunerados dignamente.

O distrital informou que, antes de marcar o debate sobre o tema, conversou com a vice-governadora Celina Leão e ela se mostrou solidária ao tema e prometeu fazer o que for possível junto à secretaria de Economia e ao governador Ibaneis Rocha. “Essa luta não se trata de disputa política ou ideológica, mas de fazer justiça a trabalhadores que merecem e que são muito importantes para o Distrito Federal. Conversei com vários deputados e o que posso garantir é que, se depender desta Casa, nós vamos recompor esta gratificação”, disse.

 

Deputado Ricardo Vale. Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF​​​​​​

Vale entregou o texto de uma minuta de projeto que concede o reajuste para os representantes do GDF participantes do debate, uma vez que a proposta tem que ser apresentada pelo Executivo. O texto é de autoria de vários deputados, com a participação dos sindicatos.

O presidente da Câmara, deputado Wellington Luiz (MDB), afirmou que o que acontece com a categoria é uma grande injustiça, que precisa ser reparada. “É papel nosso, da Câmara Legislativa, e do Executivo, resolvermos isso. Não vamos descansar enquanto não repararmos este prejuízo que foi dado a vocês”, assinalou ele.

 

Deputado Wellington Luiz. Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Carlos Henrique Bessa Ferreira, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindisep – DF), lembrou que recomposição chegou a ser aprovada pela Câmara há alguns anos, mas a Justiça derrubou a medida alegando vício de origem, porque o projeto era de iniciativa do ex-deputado Agaciel Maia. Desde então, a categoria vem lutando para que o governador encaminhe um projeto fazendo a recomposição da PaSUS. “A situação dos servidores é calamitosa, pois muitos fizeram empréstimos com base nos valores recebidos antes da derrubada dos valores atualizados da gratificação e agora não conseguem pagar”, completou, acrescentando que os servidores cedidos atuam em diversas frentes da saúde pública local, especialmente nas ações de combate à dengue.

O secretário executivo de gestão administrativa da Secretaria de Saúde, Valmir Lemos de Oliveira, afirmou que o fato de um projeto ser inconstitucional “não quer dizer que ele seja injusto, muitas vezes basta traçar um novo caminho”. O secretário disse que é possível uma alternativa “para estes quase 500 trabalhadores”. “Estamos aqui para ajudar a resolver esta questão. E nos colocamos à disposição para ajudar no que for necessário e fazer os ajustes necessários no texto do projeto”, finalizou.

O deputado federal Reginaldo Veras (PV – DF) disse que a valorização destes trabalhadores é muito importante para o DF, pois eles trabalham no combate das endemias. Lembrou ainda que entrou na luta pela recomposição da PaSUS em 2017, quando exercia mandato de deputado distrital, e desde então assumiu o compromisso de jamais abandonar a categoria.

O assessor especial da vice-governadoria do GDF, Ricardo Grossi, garantiu o comprometimento da vice-governadora Celina Leão com a causa. De acordo com ele, o Governo fará o possível para que as demandas sejam atendidas.

 

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

Já o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no DF (Sindiprev – DF), César Henrique Melchiades Leite, frisou que estes servidores estão há 40 anos convivendo com a população do DF, “visitando desde as casas mais abastadas até o barraco mais simples”. Ele ressaltou a importância do SUS “como o melhor sistema do mundo, assim como os servidores também são os melhores”. Para o diretor, a recomposição tem que ser urgente para garantir que esteja prevista no próximo Orçamento e seja paga antes do período eleitoral.

Também participaram do debate a diretora do Sindiprev – DF, Antônia Ferreira, e Valéria Menezes de Oliveira, representante técnica da subsecretaria de gestão de pessoas da secretaria de Saúde.

Veja mais fotos do evento no Flickr da Agência CLDF.

Fonte: Agência CLDF

UFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis

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Terminam nesta sexta-feira (14) as inscrições para ingresso na graduação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 2026 para pessoas transexuais e travestis. Estão sendo ofertadas vagas nos 66 cursos da instituição.

Para concorrer é preciso ter concluído o ensino médio e apresentar uma autodeclaração informando sua identidade de gênero – se se considera uma pessoa transexual, transgênero, travesti ou não-binária. Os candidatos ainda precisam enviar um memorial descritivo, documento em que resumem sua trajetória de afirmação de gênero. 

Os interessados devem preencher um formulário online no site da UFSCar e indicar qual nota deve ser considerada, entre as edições de 2021 a 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aquela em que apresentaram melhor desempenho.

A verificação das autodeclarações será feita pela Comissão Institucional de Verificação da Autodeclaração Trans (Civat), sob responsabilidade da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade). A UFSCar garante a participação no processo da comunidade trans e de pessoas com atuação nas políticas de diversidade.

Todas as informações sobre a seleção, incluindo requisitos, etapas e prioridades de convocação, constam do edital do processo seletivo, disponível no Portal do Ingresso da UFSCar. 

As convocações e demais etapas do processo serão publicadas no endereço ingresso.ufscar.br. Dúvidas e solicitações de esclarecimentos devem ser encaminhadas à Central de Atendimento ao Ingresso na Graduação.

Fonte: Agência Brasil

Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde

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A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Esse resultado representa recuo de 3,7% em comparação a este ano, que marca um recorde. 

As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, todos os meses, apresenta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Essa é a primeira edição a trazer dados para 2026.

Para este ano, a estimativa do IBGE é de uma safra de 345,6 milhões de toneladas, a maior já observada no país, sendo 18,1% mais volumosa que a de 2024.

Ao comentar a passagem de um ano com colheita recorde para outro com recuo na safra, o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, aponta a influência de fatores climáticos.

“Em 2025, a gente teve um clima que favoreceu muito o desenvolvimento das lavouras, a gente tem recorde de produção para várias culturas, como soja, milho, sorgo [cereal], algodão”, disse.

“Para 2026, a gente está no início de safra ainda, então a gente trabalha muitas vezes com médias ainda de rendimentos de anos anteriores, por isso também essa queda um pouco da produção e, provavelmente, o clima não será assim tão favorável”, completa.

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Guedes descreve que 2026 será o ano sob a influência do fenômeno La Niña, com resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.

Apesar de menor volume de produção, o IBGE aponta que a área a ser colhida deve ser maior em 2026. São estimados 81,5 milhões de hectares, quase o tamanho do Mato Grosso, expansão de 1,1% na comparação com 2025.

Culturas agrícolas

O levantamento do IBGE investiga 16 produtos: algodão (caroço de algodão), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale (originário do cruzamento entre trigo e centeio), canola e gergelim. Os dois últimos aparecem pela primeira vez na pesquisa.

Na comparação dos prognósticos de 2025 e 2026, a agricultura brasileira deve ter redução principalmente nas seguintes culturas:

  •  milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas)
  •  sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas)
  •  arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas)
  •  algodão (-4,8% ou -466,9 mil toneladas)
  •  trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas),
  •  feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas)
  •  amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas)

Ao comentar a queda da produção de milho, o pesquisador do IBGE avalia que não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente.

“Além disso, ainda pairam muitas dúvidas quanto à janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de verão encontram-se ainda em desenvolvimento no campo”, explica Guedes.

Influência dos preços

De acordo com o analista, preços mais baixos do algodão, arroz e feijão levam produtores a diminuir as áreas plantadas.

No caso do algodão, ele explica que 3 anos de safra crescente derrubaram o valor da colheita.

“Manteve a oferta alta e diminuiu os preços, então as margens estão apertadas para os produtores e a tendência é de redução na área de plantio”, disse.

Na agricultura, os produtores podem escolher qual produto plantar, baseados em informações de rentabilidade.

O feijão deve ver a safra (3 milhões de toneladas) reduzir 1,3%. “Mas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro”, ressalva o IBGE.

Soja

No sentido oposto, o IBGE estima crescimento na safra da soja, que deve expandir 1,1% e chegar a 167,7 milhões de toneladas. O país é o maior produtor e maior exportador global da oleaginosa.

“A área plantada deve crescer 0,3%; e a produtividade, 0,8%, muito em função da possível recuperação da safra gaúcha, muito prejudicada em 2025. Chuvas escassas e irregulares têm trazido preocupação aos produtores do Centro-Oeste”, explica o IBGE.

O IBGE divulgou também que a capacidade de armazenagem agrícola no país cresceu 1,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com o segundo semestre de 2024, chegando a 231,1 milhões de toneladas.

Capacidade dos métodos de armazenamento:

  •  silos: 123,2 milhões de toneladas (53,3% da capacidade útil total do país);
  •  armazéns graneleiros e granelizados: 84,2 milhões de toneladas (36,4%);
  •  armazéns convencionais, estruturais e infláveis: 23,8 milhões de toneladas (10,3%).

Em 30 de junho deste ano o Brasil tinha estoque total de 79,4 milhões de toneladas. Mais da metade era soja (48,8 milhões de toneladas), seguida pelo milho (18,1 milhões), arroz (6,1 milhões), trigo (2,4 milhões) e café (600 mil).

A capacidade de armazenagem e gerenciamento de estoque são utilizados na agricultura com forma de buscar maior rentabilidade para o agricultor, permitindo a escolha do melhor momento para a venda da produção no mercado.

Conab

Também nesta quinta-feira, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, divulgou que a safra 2025/2026 deve ser de 354,8 milhões de toneladas de grãos. 

Fonte: Agência Brasil