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Reação ao racismo contra jogadores negros na Copa vai além do futebol

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Vídeos nas redes sociais mostram a seleção francesa de futebol treinando em clima de descontração antes de enfrentar a Espanha, em uma das semifinais da Copa do Mundo 2026. A disputa ocorrerá nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos, e definirá um dos finalistas do mundial.

Fora de campo, entretanto, jogadores e autoridades dos dois países se unem com seriedade para repudiar declarações racistas contra “Les Blues”, apelido da seleção francesa de futebol.

O time e jogadores têm sido alvo de comentários discriminatórios ao longo do torneio. No domingo (11), veio à tona artigo do ex-primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, no poder entre 2011 e 2018, afirmando que a França tem um “plantel de altíssimo nível”, mas sem franceses. Ele fazia referência depreciativa à presença de jogadores descendentes de imigrantes, oriundos, principalmente, de antigas colônias na África, o que reflete a diversidade étnica da sociedade francesa.

O comentário de Rajoy foi rebatido tanto por jogadores espanhóis, como Pau Cubarsí e Borja Iglesias, quanto pelo atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Em sua conta em rede social, Sanchéz disse que a afirmação do antecessor era uma vergonha e declarou: “que vença o melhor e que perca o racismo”.

O diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, organização da sociedade civil brasileira, Marcelo Carvalho, disse que os comentários refletem o pensamento de grupos sociais alinhados à extrema-direita.

“O momento político do Brasil e do mundo, com ascensão da extrema-direita, faz com que as pessoas se sintam mais confiantes para expressar o racismo”, avaliou Carvalho, que também acredita que a sensação de anonimato das pessoas na internet contribui para os ataques. “Elas acreditam que não serão encontradas”.

Aumento de ataques racistas

Durante esta Copa, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) revelou ter identificado aumento expressivo de ataques racistas. Na primeira fase, foram 89 mil publicações abusivas nas redes, número 13 vezes maior do que na Copa de 2022, sendo 11% de caráter racial, mais do que o identificado na Copa de 2022.

Acompanhando os casos no torneio, Carvalho ressalta que a própria Fifa tem adotado medidas para controlar os atos. Desde o início da competição, lembra o especialista, dois jogadores ─ um do Paraguai e outro do Equador ─ foram expulsos graças ao Protocolo Vini Jr. de combate ao racismo. Eles taparam a boca com as mãos ao discutirem dentro de campo, o que foi proibido para impedir a ocultação de provas.

“Antes, era a palavra de um contra a de outro, e a vítima saía prejudicada”, disse.

Agora, além do apoio dos jogadores, há o das federações e de autoridades, o que, na visão do especialista, “é um movimento que transforma tanto o futebol como a sociedade”.

“Vimos inúmeros atletas sofrendo racismo depois do Vini, mas que não se calaram, denunciaram, porque o Vinícius mostrou um caminho, tanto ele, quanto o [Kylian] Mbappé, que sempre se posicionou”, citou. “Quando a Federação Francesa de Futebol e o governo francês saem em defesa do Mbappé, estão saindo em defesa de todas as pessoas negras e isso está muito além do futebol”, completou o diretor.

Antes de Rajoy atacar a seleção francesa de futebol, a senadora paraguaia Celeste Amarilla dirigiu pesados insultos racistas a Mbappé, logo após a derrota do Paraguai para o time europeu.

Ela foi rebatida pelo próprio Mbappé, que disse que a política é indigna da posição de representante dos paraguaios no parlamento. O jogador recebeu apoio tanto da Federação Francesa de Futebol quanto das autoridades de seu país.

“As declarações racistas feitas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé são absolutamente desprezíveis e inaceitáveis”, disse a federação, que acionou a Procuradoria francesa.

O órgão abriu um inquérito por injúria agravada e incitação ao ódio e à violência. “Como alguém pode proferir tais palavras? Essas declarações são criminosas e repreensíveis”, completou a federação.

 “Não estamos mais deixando os casos ‘passarem batido'”, finalizou o diretor do Observatório.

Fonte: Agência Brasil

Agressores estão obrigados a indenizar vítimas de violência doméstica

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Ressarcimento pode ser solicitado durante medida protetiva de urgência, ação de divórcio, separação judicial, anulação de casamento, ou em ação autônoma

As vítimas de violência doméstica no Distrito Federal têm direito a ressarcimento por danos materiais e imateriais. E quem deve pagar a conta é o próprio agressor. É o que diz a Lei 7892/2026, de autoria do deputado Hermeto (MDB), promulgada pela Câmara Legislativa.

A nova lei assegura que o companheiro arque com despesas decorrentes da violência, como tratamento médico, psicológico e odontológico, medicamentos, fisioterapia, além de danos à propriedade, lucros cessantes e até pensão alimentícia, em casos de incapacidade para o trabalho.

O texto também prevê indenização por danos morais, cujo valor será definido pela Justiça com base na gravidade da agressão, no sofrimento da vítima e na condição econômica do agressor. O ressarcimento pode ser solicitado durante  medida protetiva de urgência, ação de divórcio, separação judicial, anulação de casamento, ou em ação autônoma. A proposta ainda estabelece que o juiz deverá decidir sobre o pedido em até 30 dias.

Hermeto explica que a lei reforça a proteção às vítimas e responsabiliza os agressores de forma mais ampla. “Não basta punir o agressor criminalmente. É preciso garantir que ele responda também pelos prejuízos que causou, devolvendo à vítima condições de reconstruir sua vida com dignidade”, afirma o parlamentar.

Segundo o deputado, a norma tem caráter pedagógico. “Quando o agressor é responsabilizado financeiramente, há um efeito direto no combate à impunidade e na prevenção de novos casos de violência doméstica”, completou. Hermeto destaca ainda que a nova legislação está em consonância com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que prevê a necessidade de garantir a proteção integral da mulher em situação de violência doméstica e familiar.

Fonte: Agência CLDF

Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia

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A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de covid-19. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 2,3 pontos em relação a junho, passando de 46,7 para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com o resultado, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Trata-se da segunda maior sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

Pessimismo prolongado

Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode impactar diretamente a atividade industrial.

Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a persistência do pessimismo tende a reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho.

“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirmou Azevedo em nota.

Expectativas menores

Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho.

O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que o ambiente de negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022. Com isso, o otimismo em relação às próprias empresas perdeu força, enquanto a percepção sobre a economia brasileira tornou-se ainda mais negativa.

Cenário externo

De acordo com a CNI, a deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional.

Entre os fatores apontados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que elevaram a percepção de risco entre os empresários.

“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou Marcelo Azevedo.

Como funciona

O Icei varia de zero a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários industriais, enquanto índices acima desse patamar sinalizam confiança.

Para a edição de julho, a CNI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho, sendo 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte.

 

Fonte: Agência Brasil

Palmeiras conquista Ladies Cup antes da volta do Brasileiro Feminino

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 Em meio à contagem regressiva para o reinício do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, teve clube festejando título no último fim de semana. Na noite de domingo (12), o Palmeiras conquistou a sexta edição da Ladies Cup, torneio amistoso que reúne equipes do país e do exterior. Na final, as Palestrinas venceram o Flamengo por 3 a 1 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

O triunfo alviverde teve como destaque a meia argentina Lorena Benítez, com dois gols. A lateral Fe Palermo também balançou as redes. Do lado rubro-negro, a meia Mariana descontou, de pênalti.

O Palmeiras é o primeiro bicampeão da Ladies Cup. Em 2025, quando o torneio foi sediado no Canindé, em São Paulo, o Verdão levantou o troféu ao superar o Grêmio por 4 a 2 na final. O Flamengo venceu a segunda edição da competição amistosa, em 2022.

As duas equipes ainda têm compromissos por outros torneios antes de voltarem as atenções para o Brasileirão Feminino. Neste sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), o Palmeiras enfrenta o São Paulo, na Arena Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Na próxima segunda-feira (20), às 19h, o Flamengo encara o 3B da Amazônia no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Três dias depois, em 24 de julho, uma sexta-feira, as Meninas da Gávea voltam a campo pelo Brasileirão, outra vez no Luso-Brasileiro, para medir forças com o Grêmio, às 18h. No dia 25, um sábado, as Palestrinas duelam com o Mixto no Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Os jogos valem pela 13ª rodada da competição. O torneio foi interrompido devido à Copa do Mundo masculina, em Estados Unidos, México e Canadá.

Alviverdes e rubro-negras estão separadas por cinco pontos. O Palmeiras é o vice-líder, com 27 pontos, enquanto o Flamengo está em quinto, com 22. Os dois estão na zona de classificação às quartas de final, que reúne os oito times mais bem colocados.



Fonte: Agência Brasil

Homem é morto durante ação do serviço de imigração dos EUA no Maine

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Um homem cuja identidade não foi confirmada foi morto a tiros, na manhã desta segunda-feira (13), na cidade de Biddeford, no Maine, nos Estados Unidos. Segundo autoridades locais, o homem foi baleado durante uma ação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, do inglês).

Em nota, a governadora democrata Janet Mills classificou o episódio como um “tiroteio fatal”. Segundo ela, policiais e representantes de órgãos federais e estaduais se deslocaram imediatamente para o local e estão apurando a ocorrência.

O presidente da Câmara dos Representantes do Maine, o também democrata Ryan Fecteau, usou as redes sociais para assegurar que o caso abalou toda a comunidade. “Estamos com o coração partido por alguém ter perdido a vida”, escreveu Fecteau, cobrando esclarecimentos das autoridades responsáveis pela operação que culminou com o tiroteio e um óbito.

“Merecemos respostas sobre por que a força letal foi usada e por que uma operação estava sendo realizada em nossas ruas”, acrescentou Fecteau, destacando que os imigrantes são “particularmente afetados por essa violência”.

Segundo sites de notícias locais, o homem morto é um colombiano de cerca de 25 anos cujo veículo, aparentemente, foi abordado por agentes de imigração.

O caso ocorre menos de uma semana após um agente do ICE matar, também a tiros, um motorista mexicano identificado como Lorenzo Salgado Araujo, durante uma abordagem, em Houston, no Texas.

A morte da última terça-feira (7) já tinha reacendido os protestos e críticas ao uso da violência estatal desmedida contra imigrantes. A desta manhã suscitou uma nova onda de protestos que, segundo o site Portland Press Herald, do Maine, vem aumentando ao longo das últimas horas.

A senadora republicana Susan Collins usou as redes sociais para pedir uma investigação imparcial dos fatos. “O tiroteio exige uma investigação completa e imparcial do que aconteceu. Pelo que entendo, a polícia de Biddeford garantiu a segurança do local e o FBI está investigando”, escreveu a senadora.

Eleita por Biddeford, a deputada democrata Chellie Pingree afirmou estar “profundamente perturbada e indignada”. Depois, em um segundo vídeo divulgado nas redes sociais, se somou aos que cobram “uma investigação completa e independente”.

“Ainda há muitas incógnitas, mas deixem-me ser clara: agentes federais de fiscalização de imigração não deveriam usar força letal contra ninguém em nossas comunidades — independentemente de seu status migratório ou das circunstâncias que cercam a ‘atividade de fiscalização direcionada’. Ponto final”, escreveu Chellie.

Fonte: Agência Brasil

Bolsa cai 1,2%, e dólar sobe para R$ 5,13 com tensão global

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A escalada das tensões no Oriente Médio pressionou os mercados financeiros nesta segunda-feira (13). A bolsa caiu mais de 1%, o dólar voltou a subir frente ao real e o petróleo subiu quase 10% diante do temor de interrupções no abastecimento global após novos desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

Principais números:

  •     Ibovespa: 175.739 pontos (-1,2%);
  •     Dólar comercial: R$ 5,131 (+0,46%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 83,30 (+9,59%).

Principal índice da B3, o Ibovespa operava perto da estabilidade no início do pregão, mas passou a registrar perdas ao longo do dia, acompanhando o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.

O avanço do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, as mais negociadas, que ajudaram a reduzir as perdas do índice. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da estatal subiram 3,44%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) avançaram 2,55%.

As ações de outras empresas petrolíferas também subiram. A alta, porém, foi insuficiente para compensar as quedas das ações de outros setores, como bancos, empresas ligadas ao consumo e mineradoras, que puxaram o Ibovespa para baixo e fizeram o índice cair 1,2%, para os 175.739 pontos.

O mercado reagiu ao aumento das preocupações com um possível impacto da alta do petróleo sobre a inflação global e, consequentemente, sobre a trajetória dos juros nas principais economias.

Dólar

O dólar acompanhou o movimento de fortalecimento em relação a divisas de países emergentes e encerrou o dia cotado a R$ 5,131, alta de R$ 0,023 (0,46%).

Ao longo da sessão, a moeda chegou à máxima de R$ 5,142 após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento das medidas contra o Irã e a intenção de ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz, com a taxação em 20% da carga que passar pelo local.

No mercado doméstico, os investidores também acompanharam a divulgação do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com investidores, que manteve em R$ 5,20 a projeção para o dólar no fim deste ano e preservou a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14% ao ano.

Petróleo

O petróleo liderou os movimentos do mercado internacional em meio ao agravamento da crise geopolítica.

O barril do tipo Brent, referência global, fechou em alta de 9,59%, a US$ 83,30 por barril. O barril WTI, do Texas, avançou 9,42%, encerrando o dia a US$ 78,14.

A valorização foi impulsionada pelas ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Em resposta às medidas anunciadas por Trump, o governo do Irã prometeu reagir. Também foram registrados novos ataques entre forças do Iêmen, da Arábia Saudita e explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas.

O cenário reforçou os temores de restrições na oferta global de petróleo e aumentou a expectativa de maior volatilidade nos mercados internacionais nas próximas semanas.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

TJSP absolve empresário Thiago Brennand de acusação de estupro

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A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) absolveu o empresário Thiago Brennand em um segundo processo, no qual havia sido condenado em primeira instância por forçar a prática de atos sexuais e ameaçar a vítima. A tese da defesa é que os atos foram consensuais e a outra parte, uma estudante de medicina, tinha condições de responder por seus atos.

No processo, de dezembro de 2022, Brennand foi acusado de conduzir a mulher para um hotel enquanto ela estava fora de si, forçando atos sexuais durante a madrugada e o dia seguinte. Na acusação em primeira instância, a promotoria assumiu ainda acusação dela de que um motorista ou segurança estava armado na porta do quarto de hotel, onde ela ficou, e que o ato foi gravado sem sua anuência. Inicialmente, o empresário havia sido condenado a oito anos de prisão e ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais.

Atuam na defesa de Brennand os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver. O processo tramita em segredo de Justiça. Segundo a assessoria do TJSP limitou-se a informar que a 2ª Câmara de Direito Criminal do TJSP absolveu o réu no processo em que respondia na 30ª Vara Criminal.

Brennand segue preso em regime fechado, uma vez que foi condenado em outros processos. 

Fonte: Agência Brasil

Invictas, seleções do Brasil jogam oitavas do Mundial de vôlei sentado

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As seleções masculina e feminina de vôlei sentado, que disputam o Campeonato Mundial da modalidade em Hanghzou (China), voltam a quadra na madrugada desta terça-feira (14), pelas oitavas de final dos respectivos torneios.

Entre os homens, que buscam um título inédito, o desafio brasileiro será contra o Japão, a partir das 2h30 (horário de Brasília). Já às 3h, as mulheres do Brasil, atuais campeãs, encaram com a Hungria para seguirem na disputa pelo bi.

As duas equipes estão invictas. A equipe masculina encerrou a participação na primeira fase ao vencer a Croácia por 3 sets a 0 (25/20, 25/21 e 25/14) nas primeiras horas desta segunda-feira (13). A equipe feminina, também na última madrugada, derrotou a França pelo mesmo placar, mas com parciais de 25/12, 25/9 e 25/5.

O Mundial reúne 16 seleções em cada naipe, divididas em quatro chaves de quatro times cada, que jogam entre si. A etapa de grupos serve para definir os confrontos das oitavas de final, pois todos os participantes avançam às oitavas de final.

No masculino, o Brasil foi o primeiro do Grupo C, com três vitórias, seguido por Cazaquistão (dois triunfos), Iraque (um) e Croácia (zero). O Japão, rival das oitavas, ficou em último lugar do Grupo D, passando em branco nas partidas contra Estados Unidos, Ucrânia e Alemanha.

Na disputa feminina, as brasileiras não perderam nenhum set e também atingiram 100% de aproveitamento na liderança do Grupo D, com a Itália em segundo (duas vitórias), a Tailândia em terceiro (uma) e a França em último. As húngaras, adversárias das atuais campeãs, foram as lanternas do Grupo C, sem triunfos sobre Canadá, Japão e Eslovênia.

Fonte: Agência Brasil

Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas

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O confronto entre Argentina e Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), vale uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o duelo entre as duas nações separadas por milhares de quilômetros e pelo Oceano Atlântico carrega um peso histórico que remonta a várias décadas. Ele começa nas quatro linhas, passeia por um confronto bélico e volta aos gramados, com uma galeria de momentos emblemáticos em Mundiais. Até por isso, os dois lados sabem que uma vitória na semifinal terá um sabor extra.

São cinco confrontos entre os dois países na história dos Mundiais. Cada um deles ajuda a entender a incomum rivalidade entre nações tão distantes geograficamente. No primeiro, em 1962, no Chile, a Inglaterra bateu a Argentina por 3 a 1, resultado que acabou por eliminar os sul-americanos ainda na fase de grupos daquela Copa. A Inglaterra avançou junto com a Hungria e parou nas quartas de final diante do Brasil, que viria a conquistar o bicampeonato.

Quatro anos depois, a Copa foi realizada em território inglês e os dois países se encontraram nas quartas de final. A partida, além de acirrar os ânimos entre as duas seleções, acarretou uma das mudanças mais importantes da modalidade em todos os tempos. Naquele duelo, vencido por 1 a 0 pelos donos da casa, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso de campo pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que se sentiu intimidado pela forma como o jogador se dirigiu a ele fazendo reclamações. Rattín, por coincidência, faleceu no último sábado (11), aos 89 anos. Ele foi homenageado pela seleção argentina com uma faixa de luto no braço direito durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação às semifinais em 2026.

Sem conseguir entender a ordem do árbitro por conta da barreira linguística, Rattín se recusou a sair de campo, uma confusão que só foi resolvida com a intervenção da polícia. O episódio colaborou para a criação dos cartões amarelo e vermelho, para comunicar de forma mais clara as decisões arbitrais em campo. Eles foram adotados pela primeira vez na Copa seguinte, de 1970, no México. Em 1966, a Inglaterra avançou até o título, o único do país até hoje.

No meio desta rivalidade futebolística, um episódio ocorrido em 1982 colocou os povos inglês e argentino em lados opostos no campo de batalha. A Guerra das Malvinas, que aconteceu entre abril e junho daquele ano, foi o conflito pelo domínio das Ilhas Malvinas, localizadas no Oceano Atlântico próximas à costa argentina. O território havia sido tomado pelos ingleses em 1833 e, em meio à ditadura da Argentina, foi reivindicado como pertencente ao país. A Guerra foi vencida pelos ingleses e acabou com 904 mortos, a maioria deles (649) argentinos.


An Argentinian army soldier stands guard at an air base in Puerto Argentino during the Falkland War (Guerra de Las Malvinas) between Argentina and Britain, May 1982. Some 1,000 people died during the war that began with Argentina's invasion of the disputed islands on April 2, 1982, and ended with their expulsion by British forces on June 14, 1982.  REUTERS/Eduardo Farre  (FALKLANDS ISLANDS)
An Argentinian army soldier stands guard at an air base in Puerto Argentino during the Falkland War (Guerra de Las Malvinas) between Argentina and Britain, May 1982. Some 1,000 people died during the war that began with Argentina's invasion of the disputed islands on April 2, 1982, and ended with their expulsion by British forces on June 14, 1982.  REUTERS/Eduardo Farre  (FALKLANDS ISLANDS)

A Guerra das Malvinas ocorreu entre abril e junho de 1982,  durante a ditadura militar argentina, na época sob comando do general Leopoldo Galtieri, e o governo a primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher. O conflito resultou em 904 mortes, a maioria delas (649) do lado argentino – Reuters/Eduardo Farre/Arquivo/Proibida reprodução

Quis o destino que na Copa seguinte os dois países se enfrentassem numa partida que acabou se tornando um dos maiores jogos, senão o maior, da história da competição. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 com dois gols antológicos do craque Diego Maradona, por motivos diferentes. No primeiro, o famoso gol da “Mão de Deus”, o camisa 10 argentino subiu para uma dividida com o goleiro Peter Shilton e usou a mão esquerda para marcar, sem que a arbitragem percebesse. O gol foi validado e, pouco depois, Maradona assinou uma obra-prima, driblando metade do time inglês até parar no gol, marcando um golaço. Numa votação realizada pela Fifa em 2002 para escolher o melhor gol das Copas, Maradona venceu com sobras. Aquela partida se tornou o grande marco da trajetória argentina, que acabou bicampeã do mundo. 

Os dois países voltaram a se encarar na Copa de 1998, na França. Nas oitavas de final, um jogo cheio de ingredientes classificou a Argentina à fase seguinte. As equipes empataram por 2 a 2 no tempo normal e os argentinos venceram nos pênaltis. O segundo gol inglês na partida, marcado pelo atacante Michael Owen, ficou em segundo lugar na mesma votação que coroou o lance de Maradona como o gol mais bonito das Copas até 2002. Além disso, os hermanos jogaram boa parte do duelo com um atleta a mais depois da expulsão do astro inglês David Beckham, que se envolveu em uma confusão com Diego SimeonEm um momento em que o jogo estava parado. Beckham – então uma estrela em ascensão no Manchester United – foi visto como o culpado pela eliminação inglesa. A Argentina parou no jogo seguinte, diante da Holanda, nas quartas.


FILE PHOTO: Football - 1986 FIFA World Cup - Quarter Final - England v  Argentina - Azteca Stadium, Mexico City - 22/6/86   Diego Maradona scores for Argentina.  Mandatory Credit: Action Images / Juha Tamminen/File Photo
FILE PHOTO: Football - 1986 FIFA World Cup - Quarter Final - England v  Argentina - Azteca Stadium, Mexico City - 22/6/86   Diego Maradona scores for Argentina.  Mandatory Credit: Action Images / Juha Tamminen/File Photo

Segundo gol de Maradona na vitória por 2 a 1 da Argentina sobre a Inglaterra no Mundial de 1986, no México, foi eleito o melhor gol das Copas, em uma votação realizada em 2002 – Reuters/Juha Tamminen//file photo/proibida reprodução

Quatro anos depois, Inglaterra e Argentina novamente tiveram um encontro na fase de grupos da Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul. Em mais um desdobramento digno de roteiro cinematográfico, o confronto foi vencido pela Inglaterra por 1 a 0, com um gol de pênalti convertido justamente por Beckham. Assim como em 1962, a Inglaterra passou de fase e a Argentina foi eliminada, um desfecho surpreendente para uma seleção tida como favorita ao título. A Inglaterra foi até as quartas e perdeu para o Brasil, que conquistou o penta.

Aquele foi o último duelo entre as seleções em Copas. O derradeiro confronto propriamente dito foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. A partir daí, é possível perceber que o craque Lionel Messi, ainda um jovem de 18 anos na ocasião, nunca enfrentou os ingleses em toda a carreira pela seleção. É a única das seleções campeãs mundiais que nunca cruzou o caminho dele. No entanto, cinco titulares da Argentina nesta Copa atuam em clubes da Inglaterra: o goleiro Emiliano Martínez defende o Aston Villa; os zagueiros Lisandro Martínez (Manchester United) e Cuti Romero (Tottenham) também jogam por lá;  por fim, os meio-campistas Enzo Fernández (Chelsea) e Alexis Mac Allister (Liverpool) são jogadores de destaque na Premier League, considerada a melhor liga nacional do futebol mundial.



Fonte: Agência Brasil

Brasil envia ajuda humanitária a Cuba em meio ao cerco dos EUA

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O governo brasileiro decidiu enviar 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária para Cuba. O país caribenho tem sofrido com o endurecimento do bloqueio econômico e energético promovido pelos Estados Unidos (EUA), o que têm contribuído para piorar os dados socioeconômicos da ilha.

Nesta segunda-feira (16), foram enviadas 16 toneladas de leite em pó em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Santiago de Cuba. O segundo voo deve deixar Porto Alegre, nesta terça-feira (14), com mais 32 toneladas do alimento.

O Palácio do Planalto informou que o objetivo é “contribuir para o enfrentamento da grave situação de desabastecimento vivida pelo país”. A operação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os dois aviões da FAB devem chegar a Cuba na quarta-feira (15).

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) informou, em nota, que o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba, em 2025, em resposta aos impactos provocados pelo Furacão Melissa.

“Novas doações de alimentos e medicamentos estão em avaliação pelo governo brasileiro”, informou a Secom, em comunicado.

Bloqueio econômico asfixia Cuba

O bloqueio econômico contra Cuba, que já dura quase 70 anos, foi endurecido pela atual administração da Casa Branca no final de 2025, a partir das restrições navais impostas à Venezuela, que, até então, era a principal fornecedora de petróleo à ilha caribenha.

Em janeiro de 2026, os EUA aumentaram o bloqueio ao ameaçar com sanções quem vender petróleo para Cuba. A nova medida levou o país a ficar três meses sem receber petróleo.

Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA aumentou a pressão contra Cuba com novas sanções aos setores de turismo, mineração de ouro e contra a estatal do petróleo.

As medidas da Casa Branca têm contribuído para o aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana consultados pela Agência Brasil, este é o pior momento do país.

Fonte: Agência Brasil