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Enviado dos EUA diz que acordo de paz na Ucrânia está próximo

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O enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Ucrânia, disse que um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia está “muito próximo” e depende da resolução de apenas duas questões importantes, mas o Moscou afirmou que é preciso haver mudanças radicais em algumas das propostas dos EUA.

Trump, que deseja ser lembrado como um presidente “pacificador”, afirma que acabar com o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial tem sido, até agora, o objetivo de política externa mais importante de sua presidência.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 após oito anos de luta entre separatistas apoiados pela Rússia e tropas ucranianas em Donbas, que é composto pelas regiões de Donetsk e Luhansk.

O enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, que deve deixar o cargo em janeiro, afirmou ao Fórum de Defesa Nacional Reagan que os esforços para resolver o conflito estavam nos “últimos 10 metros”, que, segundo ele, sempre foram os mais difíceis.

Usina nuclear

As duas principais questões pendentes, segundo Kellogg, estão no território – principalmente o futuro de Donbas – e também da usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que está sob controle russo.

“Se conseguirmos resolver essas duas questões, acho que o restante das coisas funcionará muito bem”, opinou Kellogg, na Biblioteca e Museu Presidencial Ronald Reagan, em Simi Valley, Califórnia. “Estamos quase lá. Estamos muito, muito perto”, acrescentou.

Depois que o presidente Vladimir Putin manteve quatro horas de conversas no Kremlin na semana passada com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, o principal assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, revelou que foram discutidos “problemas territoriais”.

Essa é a abreviação do Kremlin para as reivindicações russas sobre Donbas, embora a Ucrânia ainda controle pelo menos 5 mil km² da área. Quase todos os países reconhecem Donbas como parte da Ucrânia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a entrega do restante de Donetsk seria ilegal sem um referendo e daria à Rússia uma plataforma para lançar ataques mais profundos na Ucrânia no futuro.

Ushakov foi citado pela mídia russa nesse domingo (7) como tendo dito que os Estados Unidos teriam que “fazer mudanças sérias e radicais em seus documentos” sobre a Ucrânia. Ele não esclareceu quais mudanças Moscou queria que Washington fizesse.

Zelenskiy disse, no sábado, que havia tido uma longa e “subestancial” conversa telefônica com Witkoff e Kushner. O Kremlin afirmou que espera que Kushner esteja fazendo o trabalho principal na elaboração de um possível acordo.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,40 com reunião do Copom e mercado externo

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Influenciado pelo exterior e pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro teve um dia de recuperação. O dólar aproximou-se de R$ 5,40. A bolsa de valores fechou praticamente estável, superando os 159 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,404, com queda de R$ 0,064 (-1,17%). A cotação iniciou o dia em alta, mas inverteu o movimento ainda durante a manhã. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,39.

Mesmo com a forte queda desta quinta, a moeda estadunidense acumula alta de 1,29% em dezembro. Em 2025, a divisa cai 12,56%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. Após subir 0,48% às 13h52, o índice Ibovespa, da B3, perdeu força nas horas finais de negociação e fechou o dia aos 159.189 pontos, com alta de apenas 0,07%. Ações de mineradoras impediram a queda da bolsa.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado. No Brasil, o tom duro do comunicado da reunião do Copom, que não informou se o Banco Central (BC) pretende começar a cortar os juros em janeiro, estimulou a entrada de dólares.

Entre os fatores internacionais, os investidores aproveitaram a diferença entre a Taxa Selic, mantida em 15% ao ano, e os juros básicos dos Estados Unidos, reduzidos em 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central do país), para 3,5% a 3,75% ao ano.

Taxas mais altas no Brasil e mais baixas em economias avançadas estimulam a migração de capitais para o mercado brasileiro, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

*com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Bois exportados vivos: ONGs denunciam precariedade e riscos ambientais

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Há três semanas, o navio Spiridon II foi autorizado a desembarcar quase três mil vacas na Líbia, depois de meses à deriva. O destino inicial era a Turquia, que se recusou a receber a embarcação por falhas sanitárias e de identificação dos animais. Foram relatadas carcaças empilhadas no convés, mau cheiro de fezes e urina, escassez de água e alimento.

Esse é o exemplo mais recente de problemas que envolvem o comércio de animais vivos, segundo a Mercy for Animals. A organização sem fins lucrativos participou nesta quinta-feira (11) de audiência pública sobre o tema, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“O ambiente artificial do navio, a agitação do mar, as temperaturas elevadas e a superlotação, entre outros fatores, causam estresse físico e psicológico nos animais. Isso deprime seu sistema imunológico e favorece o desenvolvimento de doenças, principalmente infecciosas”, denuncia George Sturaro, diretor de relações governamentais e políticas públicas da Mercy For Animals no Brasil.

“As condições precárias de higiene no interior dos navios e a ausência de assistência médico-veterinária adequada agravam a situação”, complementa.

Sturaro também aponta para os riscos ambientais desse tipo de comércio. Um deles é o risco maior de naufrágios, já que a maior parte das embarcações é muito antiga e não foi projetada para transportar os animais. Também há o problema da poluição.

“Fezes e urina caem dos caminhões abarrotados de animais ao longo do caminho até o porto, impregnando com forte mau-cheiro o ar dos municípios onde ocorrem os embarques”, diz o diretor da ONG.

“Essa poluição do ar tem consequências graves não apenas para a saúde pública, mas também para a economia local, pois perturba o comércio, o turismo e os afazeres diários das pessoas. Por esse motivo, os municípios de Santos e Belém deixaram o circuito de exportação de animais vivos.”

Audiência pública

A audiência pública em Brasília foi requerida pela deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) e também teve a participação do Grupo de Trabalho Animal da Frente Parlamentar Ambientalista, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, da Gaia Libertas, da Agência de Notícias de Direitos Animais e do Movimento Nacional Não Exporte Vidas.

Dados do Comex Stat – portal ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – indicam que o Brasil é o maior exportador de animais vivos do mundo. Em novembro de 2025, o país bateu o próprio recorde com 952 mil bois embarcados durante todo o ano. Se a média mensal for mantida, deve ultrapassar a marca de um milhão ao fim de dezembro.

Dois projetos de lei no Congresso Nacional se debruçam sobre o tema e focam na tributação como forma de desestímulo à exportação dos animais. O Projeto de Lei Complementar 23/2024, da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) pretende alterar a Lei Kandir (LC 87/96), para vetar isenções de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na exportação de animais vivos. O Projeto de Lei 786/2024, do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), dispõe sobre a incidência do imposto de exportação sobre as operações relativas a animais vivos.

No Executivo, a direção de Proteção Animal do Ministério do Meio Ambiente tem feito manifestações técnicas contra a exportação e participado de ações no Judiciário em defesa dos direitos dos animais.

A diretora Vanessa Negrini cita um dos obstáculos recentes promovidos por uma emenda da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao Projeto de Lei 347/2003, que trata da proteção à fauna silvestre.

“A redação dessa emenda cria ameaças de retrocesso à legislação. É proposta a criação de um regime jurídico de exceção, que fragiliza a tutela penal de proteção dos animais. Ao excluir as atividades produtivas da incidência protetiva da lei dos crime ambientais, essa emenda indica que práticas agropecuárias causadoras de dor e sofrimento evitável sejam reinterpretadas como atos regulares”, alerta Negrini.

Mudança global

Segundo a Mercy for Animals, o fim da exportação de animais vivos por mar é uma tendência global, que ganhou força nos últimos anos. Em 2018, a Índia proibiu a atividade. A Nova Zelândia e o Reino Unido fizeram o mesmo em 2021 e 2024, respectivamente. Em 2022, Alemanha e Luxemburgo proibiram a exportação de animais vivos para países localizados fora da União Europeia.

Em 2024, a Austrália, historicamente o principal fornecedor de animais vivos para o mercado internacional, anunciou o fim da prática para ovinos. Na Argentina e no Equador, tramitam projetos de lei que visam proibir a exportação de animais vivos. Um projeto será apresentado também no Uruguai, país que já suspendeu a exportação de animais vivos em 2025 devido a impactos negativos sobre a economia.

“O Brasil está na contramão da tendência global. Mesmo da perspectiva econômica, a exportação de animais vivos não faz sentido, pois exporta empregos e transfere para o exterior as atividades das cadeias produtivas da carne e do couro que mais agregam valor. Isso impacta negativamente na geração de renda e na captação de impostos”, diz George Sturaro.

O estudo Análise dos Impactos Socioeconômicos da Proibição da Exportação de Bovinos Vivos no Brasil revela que a transição para a exportação de carne processada geraria valor agregado adicional de até R$1,9 bilhão, com expansão do emprego formal entre até 7.200 postos de trabalho e crescimento da arrecadação tributária em até R$ 610 milhões.

O estudo é de autoria dos pesquisadores Maira Luiza Spanholi, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UEMG), e Carlos Eduardo Frickmann Young, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Além de reduzir a oferta e aumentar o preço da matéria prima no mercado doméstico, a exportação de bois vivos prejudica as exportações de carne bovina refrigerada quando ambas têm por destino o mesmo país importador, o que é bastante comum”, diz George Sturaro.

“É importante destacar que, se o Brasil proibir a exportação de animais vivos, nenhum país conseguirá a médio prazo ocupar o seu lugar, dado o volume das exportações brasileiras. Nesse cenário, o mais provável é que os importadores incrementem suas compras de carne refrigerada”, afirma.

 

*A matéria foi alterada às 18h24 para correção do local de chegada da embarcação, no primeiro parágrafo 

Fonte: Agência Brasil

Prêmio de R$ 44 milhões da Mega-Sena será sorteado neste sábado

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As seis dezenas do concurso 2.951 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 44 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Mendes pede retomada virtual do julgamento do marco temporal

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (12) ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação de uma sessão virtual para retomar o julgamento do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Mendes solicitou que o julgamento virtual seja iniciado na próxima segunda-feira (15), às 11h.

Ontem (11), a Corte finalizou a fase de sustentações das partes envolvidas nos quatro processos que são julgados presencialmente. A previsão era de que a fase de votação presencial dos ministros ficaria para 2026. A partir do próximo dia 20 de dezembro, a Corte vai entrar no período de recesso e retomará os trabalhos em fevereiro do ano que vem.

“Considerando o término das sustentações orais ocorrida em 11.12.2025, solicito à presidência a convocação de sessão virtual extraordinária do plenário”, despachou Mendes.

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 

Em paralelo ao julgamento do Supremo,  o Senado aprovou nesta semana a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Fonte: Agência Brasil

Preso torcedor vascaíno que iria tumultuar semifinal da Copa do Brasil

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Policiais civis da delegacia do Tanque, em Jacarepaguá, conseguiram acabar, nessa terça-feira (9), com um esquema criminoso que planejava promover tumultos e confrontos violentos entre torcedores cariocas rivais, na partida de amanhã (11), entre Vasco e Fluminense, válida pela semifinal do Copa do Brasil, no Estádio do Maracanã.

Um grupo da Torcida Jovem do Vasco estava se organizando para provocar tumulto e agressões durante a semifinal do campeonato. O torcedor Henrique Douglas de Moura foi preso em uma residência no bairro do Anil, zona sudoeste do Rio, onde foi apreendido material que seria utilizado para praticar a violência contra tricolores, que poderia resultar em confronto direto entre os integrantes das duas torcidas.

A ação da polícia civil ocorreu após informações do Setor de Inteligência da delegacia indicarem que integrantes da torcida organizada vascaína tinham armazenado porretes, cabos, pregos e morteiros para utilizar durante o confronto. O objetivo era promover tumulto, intimidar rivais e até impedir o acesso da torcida adversária ao estádio.

Na residência no bairro do Anil, os policias apreenderam o material, além de roupas e artefatos ligados a torcidas organizadas carioca e paulista.

Henrique confessou que o arsenal seria usado para promover a confusão e agressão e foi autuado em flagrante por tentativa de promover tumulto, praticar ou incitar a violência.

Fonte: Agência Brasil

Sabalenka diz não ser justo que mulheres enfrentem atletas trans

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A tenista número um do mundo, Aryna Sabalenka, se manifestou sobre a participação de atletas transgêneros no esporte feminino, dizendo que seria injusto para as mulheres enfrentarem “homens biológicos” no tênis profissional.

Atualmente, a Política de Participação de Gênero do WTA Tour permite a participação de mulheres transgênero se elas declararem seu gênero como feminino por um período mínimo de quatro anos, tiverem níveis reduzidos de testosterona e concordarem com os procedimentos de teste.

Essas condições podem ser alteradas pelo Gerente Médico da WTA, caso a caso.

Perguntada sobre atletas transgêneros em uma entrevista com Piers Morgan divulgada na terça-feira (9), Sabalenka, quatro vezes campeã de Grand Slam, disse: “Essa é uma pergunta complicada. Não tenho nada contra.”

“Mas sinto que eles ainda têm uma grande vantagem sobre as mulheres e acho que não é justo para as mulheres enfrentarem basicamente homens biológicos”, acrescentou a bielorrussa, que estava no programa para promover seu confronto “batalha dos sexos” com Nick Kyrgios em 28 de dezembro.

“Não é justo. A mulher vem trabalhando a vida inteira para chegar ao seu limite e depois tem que enfrentar um homem, que é biologicamente muito mais forte, então, para mim, não concordo com esse tipo de coisa no esporte.”

A WTA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por email.

Ex-finalista de Wimbledon, Kyrgios disse que concordava com Sabalenka, acrescentando: “Acho que ela acertou em cheio”.

Não há exemplos de jogadores transgêneros competindo no tênis profissional nos últimos anos.

A tenista transgênero Renée Richards competiu no circuito profissional feminino de 1977 a 1981, antes de ser treinadora da grande tenista e defensora dos direitos dos homossexuais Martina Navratilova.

Navratilova, 18 vezes campeã do Grand Slam de simples, tem sido uma crítica aberta da inclusão de atletas transgêneros no esporte feminino.

Outras, como Billie Jean King, 12 vezes campeã de Grand Slam de simples e vencedora da “batalha dos sexos” original em 1973, consideram a exclusão de transgêneros como discriminação.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Honduras retoma contagem de votos em meio a ingerência de Trump

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O Conselho Nacional Eleitoral de Honduras (CNE) retomou, nesta segunda-feira (8), a contagem manual de votos da eleição presidencial do país após 3 dias com o processo suspenso em meio à interferência do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que tem apoiado abertamente o candidato que lidera a corrida presidencial por uma margem de apenas 19 mil votos.  

“Após a realização das ações técnicas necessárias [acompanhadas de uma auditoria externa], os dados estão sendo atualizados na divulgação dos resultados”, informou a presidente do CNE, Ana Paula Hall.

Após o conselho ter suspendido a contagem dos votos, Trump sugeriu, sem apresentar provas, que o órgão eleitoral de Honduras estaria tentando alterar os resultados e ameaçou em uma rede social afirmando que “se conseguirem [alterar o resultado], haverá consequências terríveis!”.

Neste domingo (7), o partido que governa Honduras, o Libre, da presidente Xiomara Castro, de esquerda, pediu a anulação total do pleito, realizado no dia 30 de novembro, devido a ingerência de Trump.  

“Condenamos a ingerência e coação do presidente dos EUA, Donald Trump, nas eleições de Honduras. Condenamos o indulto do narcotraficante Juan Orlando Hernández outorgado pelo presidente Trump no marco do processo eleitoral hondurenho”, diz o comunicado do partido governista.

Indulto

Em meio à campanha eleitoral hondurenha, o presidente Donald Trump anunciou o indulto ao ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, condenado em tribunal de Nova York, em 2024, a 45 anos de prisão por narcotráfico, sendo acusado de facilitar a importação de toneladas de cocaína para os Estados Unidos.

Hernández é do Partido Nacional, a mesma legenda do candidato de Trump,  Nasry Tito Asfura. Com 67 anos de idade, Asfura é ex-prefeito de Tegucigalpa, capital do país. O Partido Nacional já elegeu 13 presidentes no país centro-americano.  

O partido governista Libre acusa Trump e a “oligarquia aliada” de enviar milhões de mensagens por redes sociais para os hondurenhos dizendo que, aqueles que não votassem no candidato de Trump, não receberiam as remessas enviadas por trabalhadores hondurenhos que vivem nos EUA.

Contagem de votos

O sistema de contagem de votos em Honduras é feito manualmente por cédulas de papel. Com cerca de 88% das urnas apuradas, o CNE dá 40,2% dos votos para o candidato apoiado por Donald Trump, Nasry Tito Asfura. 

Em segundo lugar, está o candidato considerado de centro-direita Salvador Nasralla, do Partido Liberal, com 39,51% dos votos. A diferença entre o primeiro e segundo colocado é de apenas cerca de 19 mil votos.

Em terceiro lugar, vem a candidata governista do partido Libre, Rixi Moncada, com 19,28% dos votos, considerada de esquerda. 

Não há segundo turno em Honduras, vencendo aquele que tiver mais votos na primeira e única rodada de votação.

Quintal

O professor de relações internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB) Gustavo Menon avalia que a ingerência de Trump na eleição hondurenha reflete o reposicionamento dos EUA na América Latina para tentar limitar a influência chinesa na região.  

“Os EUA entendem essa região como de sua histórica influência. E o posicionamento de Trump é para conter o avanço chinês na América Central e, mais do que isso, ter candidatos completamente alinhados à sua política externa, aos valores conservadores, que são parte desse projeto da Casa Branca”, explica.

O professor Menon acrescentou que o candidato Asfura, apoiado por Trump, tem uma agenda mais próxima à da atual administração da Casa Branca, principalmente no tema da imigração.

“A ala mais radicalizada do Partido Republicano [dos EUA] tem sinergia com a atuação do Partido Nacional em Honduras, já que, do ponto de vista da atuação do Partido Liberal [do candidato Nasralla], a gente tem iniciativas liberalizantes que podem convergir com interesses chineses”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Beneficiários com NIS final 3 recebem Auxílio Gás nesta sexta-feira

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Beneficiários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3 recebem nesta sexta-feira (12) o Auxílio Gás de dezembro no valor de R$ 110.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 4,4 milhões de famílias este mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

O valor é pago a cada dois meses e segue o calendário do Bolsa Família, com pagamentos até 23 de dezembro para beneficiários com NIS final 0.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Gás do povo

Em setembro, o governo federal lançou o programa Gás do Povo  que vai gradualmente substituir o Auxílio Gás.

Em vez do benefício em dinheiro, as famílias vão retirar a recarga do botijão de gás em revendedoras credenciadas.

O novo programa pretende triplicar o número de favorecidos, alcançando cerca de 15 milhões de famílias. No fim de novembro, o Gás do Povo começou a ser distribuído a um milhão de famílias nas seguintes capitais: Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Teresina.

Fonte: Agência Brasil

Sociedade civil pede ao Senado rigor na análise do PL da Dosimetria

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O Pacto pela Democracia, coalizão que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil comprometidas com a defesa do Estado Democrático de Direito, encaminhou nesta quinta-feira (11) uma carta ao Senado Federal criticando a tramitação do chamado Projeto da Dosimetria (PL 2.162/2023). O documento alerta para os riscos políticos e institucionais que a proposta representa para a democracia brasileira e solicita que o Senado exerça sua função de proteção à Constituição. 

No texto dirigido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e às senadoras e senadores, o Pacto pela Democracia afirma que a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados ocorreu em um cenário de “grave restrição ao debate público”, com tramitação acelerada e falta de transparência no processo legislativo. Segundo o grupo, a votação realizada na madrugada do dia 10 de dezembro dificultou o controle democrático e o acompanhamento pelas instituições e pela sociedade. 

“Parlamentares e sociedade civil foram submetidos a uma votação às cegas, sem acesso adequado aos detalhes técnicos e jurídicos de alterações significativas em legislações estruturantes, como o Código Penal Brasileiro e a Lei de Execução Penal”, afirma a coalizão.

A carta ressalta que, ao contrário do que defendem os proponentes da proposta, o PL não promove pacificação nacional, mas representa uma “capitulação do Parlamento” diante de indivíduos envolvidos em atentados contra a ordem constitucional, como os registrados em 8 de janeiro de 2023. O Pacto argumenta que a verdadeira pacificação deve ser construída por meio da responsabilização, e não pela concessão de “anistia improvisada”

“O Brasil vive hoje, pela primeira vez, um processo robusto de responsabilização das tentativas de desestabilização democrática, incluindo os seus mentores intelectuais. Esse esforço tem sido reconhecido internacionalmente como referência de resistência ao avanço autocrático”, afirmam as organizações, na carta. 

“Interromper esse caminho significa abrir mão de romper com décadas de impunidade, enfraquecer políticas de memória e verdade e comprometer a construção de uma democracia mais forte. Todos perderemos”, completam.

O documento também destaca que o Senado tem a oportunidade de restabelecer padrões de transparência, permitir debate qualificado, ouvir especialistas e movimentos sociais e proteger o Estado Democrático de Direito ao analisar com rigor a proposta. Para os signatários, a anistia pode comprometer a construção histórica de responsabilização de ataques autoritários e fragilizar instituições democráticas brasileiras. 

“Diante da chegada do projeto ao Senado Federal, confiamos na responsabilidade histórica desta Casa. É no Senado que o Parlamento pode rejeitar a capitulação, proteger a Constituição e reafirmar que o Estado Democrático de Direito não se curva à conveniência”, diz a carta. 

Entre as organizações que subscrevem a carta estão entidades de direitos humanos, grupos de advocacia, coletivos civis e redes de justiça social. 

Ontem (10), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para apreciação na próxima semana. O relator será o senador Esperidião Amim (PP-SC), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil