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Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de CPI do Master

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar a ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Na decisão, Toffoli pediu que o caso seja redistribuído para outro membro da Corte.

Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

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Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. 

Na decisão proferida hoje, Toffoli disse que os ministros da Corte reconheceram, durante reunião realizada no mês passado, que não há quaisquer hipótese de impedimento ou suspeição contra ele nos processos sobre as investigações que envolvem o Banco Master.

Contudo, no caso concreto, o ministro decidiu se afastar do processo que trata da abertura da CPI.

“Todavia, nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, decidiu.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

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*Matéria atualizada às 17h53 para acréscimo de informações

Fonte: Agência Brasil

Enviado à Alego projeto de revisão salarial para servidores

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Governo de Goiás envia à Alego projeto de revisão salarial para servidores
Proposta prevê recomposição salarial de 4,26%, percentual correspondente ao IPCA de 2025, com vigência a partir de 1º de maio. Objetivo é recompor perdas inflacionárias e preservar poder de compra do funcionalismo público goiano (Foto: Secom-GO)

O Governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) um projeto de lei que concede a revisão geral anual (RGA) dos vencimentos, subsídios e proventos dos servidores civis e militares do Poder Executivo estadual.

A proposta prevê recomposição salarial de 4,26%, percentual correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, com vigência a partir de 1º de maio. O objetivo é recompor as perdas inflacionárias e preservar o poder de compra do funcionalismo público.

A revisão se aplica aos servidores efetivos ativos e inativos, comissionados, aos empregados públicos e aos pensionistas vinculados ao Executivo estadual, além das pensões especiais concedidas a anistiados políticos.

O percentual será incorporado às tabelas de vencimento, subsídio e proventos, conforme previsto na legislação estadual que regula a revisão geral anual.

O secretário de Estado da Administração, Alan Tavares, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do governo com os servidores públicos e garante a preservação do poder de compra.

“A recomposição salarial é uma forma de reconhecer a importância dos servidores e garantir a preservação do poder de compra diante das perdas inflacionárias. O Governo de Goiás atua com responsabilidade fiscal, mas também com o compromisso de valorizar quem trabalha diariamente para entregar serviços de qualidade à população”, afirmou.

Projeto de revisão salarial para servidores

O projeto também prevê a atualização dos parâmetros do programa de auxílio-alimentação nos órgãos e entidades do Executivo estadual. Com a aplicação do mesmo índice de 4,26%, o limite de renda para recebimento do benefício passará de R$ 6.399,01 para R$ 6.671,61, ampliando a faixa de servidores que poderão continuar sendo contemplados.

A medida cumpre dispositivos da Constituição Federal e da Constituição do Estado, além de observar as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta agora será analisada pelos deputados estaduais na Alego e integra a política do Executivo de valorização do servidor público e fortalecimento da gestão pública em Goiás.

Secretaria da Administração (Sead) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Crédito e emprego explicam vendas no comércio em patamar recorde

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A oferta de crédito à pessoa física e o patamar historicamente baixo do desemprego são fatores que explicam o recorde nas vendas do comércio varejista, mesmo em um ambiente de juros altos.

A análise é do gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, Cristiano Santos, a partir dos dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Em janeiro, o volume de vendas cresceu 0,4% na comparação com dezembro, resultado que deixou o setor no patamar mais alto já registrado, igualando o nível de novembro de 2025.

O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve o mesmo desempenho e cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro, totalizando o maior patamar de vendas já registrado pela pesquisa do IBGE.

A atividade é considerada o principal termômetro do comércio, com peso de 55,2% no total do varejo.

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Recordes no mercado de trabalho

Ao comentar os resultados, o gerente da pesquisa destacou o impulso à economia proporcionado pelo mercado de trabalho. Santos citou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), também do IBGE, que mostram crescimento de 2,9% da massa salarial em janeiro, em comparação ao mês anterior.

Com patamar recorde de R$ 370,3 bilhões, a massa salarial é o total de rendimentos recebidos pelo conjunto de trabalhadores.

Além disso, a taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro é a menor já apurada. O número de pessoas ocupadas, 102,7 milhões, também é recorde para o período.

Crédito em expansão

O analista do IBGE chamou atenção também para o estímulo proporcionado pelo crédito. Em janeiro, a oferta à pessoa física cresceu 1,6% na comparação com dezembro. 

A expansão acontece a despeito de a taxa básica de juros, a Selic, estar em 15% ao ano (a.a.), o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25%.

“O crédito continua em crescimento. Tende a sustentar uma expansão do comércio ou uma manutenção em um patamar alto”, disse. “A taxa de juros não teve como resultado uma queda no crédito da pessoa física”, constata o pesquisador.

Ele pondera que os empréstimos para a aquisição de veículos recuaram 6,2% no período, mas faz a ressalva de que o “principal elemento do crédito para o comércio é o crédito da pessoa física”.

Explicação dos juros altos

A taxa Selic em nível elevado é uma resposta do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) à inflação, que passou praticamente todo o ano de 2025 fora da meta de 3% a.a., com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos no acumulado de 12 meses.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

 


Edifício-Sede do Banco Central em Brasília
Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

Concorrência

Na avaliação da professora de economia da faculdade Ibmec-RJ, Gecilda Esteves, o fato de o crédito à pessoa física manter a expansão, nadando contra a corrente da Selic alta, é explicado pela concorrência entre instituições financeiras e maior bancarização da economia.

Ela aponta a proliferação das chamadas fintechs, empresas que utilizam tecnologia avançada para oferecer serviços financeiros digitais.

“Com o surgimento das fintechs, esse processo de digitalização bancária, a gente tem mais bancos e, portanto, mais capacidade de oferta de recursos”, disse à Agência Brasil.

“Obviamente, com mais oportunidades de oferta, a tendência é que haja uma melhor distribuição desses recursos”, completou.

Na avaliação da economista, a criação de fintechs e a expansão de instituições financeiras que concedem crédito favorece a inclusão bancária.

“Aumenta a possibilidade de mais pessoas terem acesso a instituições financeiras e, com isso, mais acesso, mais recurso circulante, maior é também a possibilidade de elas terem interesse em obter crédito”, afirma.

Outro elemento que contribui para o barateamento do crédito, acrescenta, é o Open Finance (sistema financeiro aberto, em tradução livre do inglês), sistema em que os clientes permitem que a instituição financeira tenha acesso a informações pessoais referentes a outros bancos. 

“Open Finance traz para as instituições financeiras uma capacidade melhor de analisar riscos e, com isso, identificar se aquele potencial cliente é um cliente que gera mais risco de inadimplência ou não pelo seu histórico bancário”, detalha.

Fonte: Agência Brasil

CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Master

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (11), mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima e “A Turma” do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“A Turma” é o nome do grupo de comunicação de Vorcaro usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro, e que esteve no centro da decisão de prisão do dono do Master.

A comissão ainda quebrou os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, aliado de Vorcaro que atentou contra a própria vida após ser preso pela Polícia Federal (PF) na semana passada. A CPI ainda pediu informações sobre o caso de Sicário ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

O cunhado do dono do Banco Master, Fabiano Campos Zettel, foi convocado pela CPI após aprovação de requerimentos apresentados por senadores.

“Investigações no âmbito da Operação Carbono Oculto apontam que Fabiano Zettel possui conexões financeiras diretas com a Reag Investimentos e o Banco Master, instituições identificadas como braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima”, justificou o senador Humberto Costa (PT-PE).

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Banco Central

A CPI aprovou a convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central (BC) Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Bellini Santana, ambos afastados dos cargos.

Ao pedir a convocação dos funcionários do BC, senador Humberto Costa disse que relatório da PF indica que eles teriam atuado como consultores informais de Daniel Vorcaro.

“Facilitando a operação de compra do então Banco Máxima (posteriormente renomeado como Banco Master) e divulgando informações sigilosas para o banqueiro, a fim de municiá-lo a respeito das operações realizadas pelo Banco Central”, justificou Costa.

A comissão ainda quebrou os sigilos da empresa Varajo Consultoria, ligado a Vorcaro, e que teria sigo responsável por proposta de pagamento a servidor do BC. O chefe da companhia, Leonardo Augusto Furtado Palhares, também foi convocado pela CPI.

Faria Lima

Foram alvos de quebras de sigilos bancários, fiscal e telefônico empresários e investigados por associação com a lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima, onde se concentram as empresas do mercado financeiro na capital paulista.

Uma série de requerimentos foi aprovada com quebra de sigilos de investigados apontados pela Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que desvendou esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

Um dos que teve os sigilos quebrados foi Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e considerado responsável pela gestão de distribuidoras de combustíveis que lavariam dinheiro para a organização criminosa paulista.

“O esquema, que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizava uma vasta rede de postos de combustíveis e fundos de investimento para ocultar a origem ilícita dos recursos, demonstrando uma atuação sofisticada no mercado financeiro, com epicentro na Avenida Faria Lima, em São Paulo”, argumentou o senador Humberto Costa.

Outro investigado que teve os sigilos quebrados foi Mohamad Hussein Mourad, considerado um dos principais operadores do esquema de lavagem de dinheiro do PCC, e que teria conexões com o Banco Master.

Outro empresário ligado ao esquema desvendado pela Carbono Oculto, e que teve os sigilos quebrados pela CPI, é Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e Danilo Berndt Trent, tido como “sócio oculto” da Precisa. A empresa já figurou em investigação de esquema de corrupção de compra de vacinas no período da pandemia.

“As empresas de Francisco Maximiano foram utilizadas como veículos para a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e para a realização de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro e o patrimônio público”, completou Humberto.

“A Turma”

Outro foco da CPI nesta quarta-feira foram os envolvidos no grupo “A Turma”, usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, que teria liderado um esquema de fraudes no mercado financeiro que podem chegar a cerca de R$ 50 bilhões.

O grupo chegou a discutir simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram Vorcaro. 

A CPI aprovou a convocação de Ana Cláudia Queiroz de Paiva que participaria dos pagamentos para custear as atividades do grupo “A Turma”.

A comissão ainda aprovou as quebras dos sigilos de Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF que foi preso preventivamente como um dos principais operadores do grupo.

A CPI quebrou os sigilos de outras empresas ligadas ao Master, como a King Participações Imobiliárias, e a King Motors Locação de veículo, além da quebra de sigilo de empresas do dono de avião usado para dar carona a aliados de Vorcaro. A comissão ainda pediu a lista dos passageiros beneficiários.

“Informações divulgadas pela imprensa e indícios colhidos no âmbito da Operação Compliance Zero sugerem que altas autoridades da República teriam se utilizado de aeronaves particulares”, justificou o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

A comissão ainda convidou para depoimento o empresário Vladimir Timerman, que vinha denunciando, por anos, as fraudes no Master.

 

Fonte: Agência Brasil

Rompimento de reservatório da Sabesp provoca uma morte em Mairiporã

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Uma pessoa morreu e sete ficaram feridas após um reservatório de água da Sabesp, empresa de saneamento de São Paulo, ter se rompido na manhã desta quarta-feira (11) na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo. A estrutura no bairro Capoavinha ainda estava em construção.

Segundo a Sabesp, a vítima era um homem de 45 anos, colaborador da empresa que havia sido contratado para executar a obra. Em nota, a Sabesp lamentou a morte do colaborador e manifestou solidariedade aos moradores de Mairiporã que foram impactados pelo acidente.

De acordo com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, o rompimento da estrutura ocorreu por volta das 10h57 e prejudicou pelo menos três residências e dez veículos que foram atingidos por uma grande quantidade de água.

“Desde os primeiros momentos após a ocorrência, a Sabesp mobilizou equipes operacionais, de assistência social e de atendimento emergencial para prestar todo o apoio necessário à família do colaborador, às pessoas feridas e às famílias atingidas na região. A diretoria da companhia acompanha diretamente a situação e determinou prioridade total ao atendimento das vítimas e dos moradores afetados”, informou a Sabesp.

A companhia também informou que iniciou uma investigação interna sobre as causas do acidente e que vai “ressarcir todos os prejuízos causados pela ocorrência”.

O governo de São Paulo também lamentou a morte do colaborador da Sabesp e disse que está “focado em cuidar de todos e garantir prioridade neste momento para o atendimento às pessoas atingidas e ressarcimento dos prejuízos, tanto para os afetados quanto para o município”.

Segundo a nota do governo paulista, o diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), Daniel Narzetti, acompanha o caso junto a técnicos da agência. 

A Arsesp, que é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento, informou que vai iniciar imediatamente “os procedimentos para apurar as causas técnicas do acidente e as circunstâncias que envolveram a realização de testes no local”.

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Segundo acidente com morte

Esta é a segunda vez, em menos de um ano, que ocorre um acidente com morte relacionado à Sabesp, companhia que foi privatizada em julho de 2024.

Em setembro do ano passado, uma mulher morreu em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, após uma tubulação da Sabesp cair em sua casa. A Sabesp estava executando uma obra numa adutora para abastecer um reservatório de água.

Enquanto estava no sofá da sala de sua casa, Clelia dos Santos Pimentel, de 79 anos, foi esmagada por um tubo que soltou-se devido ao excesso de peso no momento do içamento da estrutura.

 

Fonte: Agência Brasil

Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa sedia solenidade sobre doenças raras

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Presidente da frente parlamentar sobre doenças raras, Eduardo Pedrosa aponta que o debate é vital para efetivar direitos e mapear necessidades

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediará, na próxima sexta-feira (13), solenidade em alusão ao Dia Mundial de Doenças Raras. A iniciativa é do deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), presidente da frente parlamentar que atua na defesa e no acompanhamento das políticas voltadas às pessoas com doenças raras. O evento ocorre no Plenário da Casa às 14h30.

O evento reunirá pacientes, familiares, profissionais de saúde, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil para discutir os desafios enfrentados no diagnóstico, no tratamento e no acesso a serviços essenciais no Distrito Federal.

O parlamentar destaca que eventos como esse são fundamentais para ampliar a conscientização sobre os direitos e as necessidades das pessoas com doenças raras. Segundo Pedrosa, o debate público precisa ser fortalecido para a construção de políticas mais eficazes.

“O propósito da solenidade é dar visibilidade para a causa ao conscientizar a população, autoridades de saúde pública e profissionais sobre as doenças raras e as dificuldades dos pacientes para ter acesso à atenção e cuidado”, afirmou. 

A data foi criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) com o objetivo de conscientizar a população mundial sobre a existência e a importância da divulgação de informações sobre as mais de 7 mil patologias raras que existem no mundo. O evento será aberto ao público e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube da CLDF. 

Serviço:

Solenidade em alusão ao Dia Mundial de Doenças Raras
Data: Sexta-feira, 13 de março
Horário: 14h30
Local: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Realização: Deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Doenças Raras
Acesso: Evento aberto ao público

Fonte: Agência CLDF

Dólar fecha estável após agência liberar estoques de petróleo

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A decisão dos países ricos de liberar uma parte das reservas de petróleo amenizou as tensões no mercado financeiro. O dólar, que iniciou o dia em alta, fechou estável. A bolsa de valores subiu pela terceira vez seguida e recuperou parte das perdas desde o início da guerra no Irã.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (11) vendido a R$ 5,159, com alta de apenas 0,04%. A cotação chegou a R$ 5,18 por volta das 10h, refletindo o ataque a cargueiros no Estreito de Ormuz, mas arrefeceu após a Agência Internacional de Energia (AIE) concordar em liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas dos países-membros.

Na mínima do dia, por volta das 12h40, a cotação chegou a R$ 5,14. Após uma aceleração durante a tarde, fechou próxima da estabilidade. A moeda estadunidense cai 1,61% na semana. Em março, a divisa sobe apenas 0,49%.

A notícia também ajudou as bolsas. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 183.969 pontos, com alta de 0,28%. O indicador alternou altas e baixas ao longo da sessão, mas sustentou os ganhos perto do fim das negociações, puxado por ações de petroleiras.

Os papéis da Petrobras, empresa com maior peso no Ibovespa, puxaram a alta da bolsa brasileira. As ações ordinárias (com voto em assembleia de acionistas) subiram 4,89%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 4,36%.

Após a forte queda na terça-feira (10), o petróleo subiu nesta quarta. O barril do Tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 93,02, com alta de 6%. A cotação chegou a subir 11%, após os ataques aos cargueiros no Estreito de Ormuz, mas desacelerou após o anúncio da AIE.

Também nesta quarta, os países do G7, grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, concordaram em analisar uma possível escolta a navios no Golfo Pérsico. Os presidentes e primeiros-ministros do grupo emitiram uma declaração conjunta após uma reunião convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

CPI do Crime: fundador da empresa Reag nega vínculo com PCC

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O fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, negou que a gestora de fundos financeiros esteve associada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário compareceu à sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, nesta quarta-feira (11).

“Não temos nenhuma ligação [com o PCC], como o nosso advogado acabou de colocar. No procedimento da Carbono Oculto [da Polícia Federal (PF)], em 15 mil páginas, não existe nenhuma menção à associação com o PCC ou com o crime organizado”, comentou Mansur.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), questionou então porque a empresa foi alvo das operações da PF. Mansur preferiu não opinar. “Aí é uma opinião pessoal, eu acho que vou permanecer calado”, respondeu.

Além da Carbono Oculto, a empresa de gestão de ativos Reag é investigada na Compliance Zero, que apura as fraudes do Banco Master, e na operação Quasar, que investiga lavagem de dinheiro para facções criminosas. 

Em janeiro deste ano, a Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central (BC) por supostos vínculos com as fraudes do Banco Master estimadas em até R$ 50 bilhões. 

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A Reag, que administrava 700 fundos que somavam R$ 300 bilhões, teria contribuído com o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro, sendo suspeita de criar empresas de fachada.

Inicialmente, o empresário fundador da Reag, João Carlos Mansur, informou que ficaria em silêncio, direito garantido a investigados para não se autoincriminar. Porém, ele resolveu fazer pequenos comentários após apelos do presidente da CPI.

Segundo Mansur, a Reag sempre foi auditada por empresas internacionais. O ex-presidente da companhia disse ainda que ela mantinha todas as estruturas de governança de uma empresa de capital aberto, que precisa ter os dados divulgados ao público.

“Acho que a gente acabou sendo penalizado por ser grande e independente. Nosso mercado penaliza o independente”, disse o investigado, que admitiu que o Banco Master era um dos clientes da companhia.  

“Não éramos, nunca fomos empresa de fachada, não temos investidores ocultos. É um partnership, ou seja, vários sócios, várias pessoas”, completou o empresário do mercado financeiro.

Ainda nesta quarta-feira, a CPI aprovou mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Confira as informações sobre o depoimento em reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Carbono Oculto

A oitiva do fundador e ex-presidente da Reag Investimentos foi fruto do requerimento de convocação apresentado pelo presidente da Comissão, Fabiano Contarato.

“Dos 350 alvos da operação [Carbono Oculto], 42 têm escritórios na Avenida Faria Lima, o que demonstra que o crime organizado possui verdadeira indústria de lavagem de dinheiro no coração do sistema financeiro nacional”, justificou o senador capixaba.

Contarato acrescentou que os fundos da Reag teriam sido utilizados para movimentar cerca de R$ 250 milhões do PCC, e que o BC informou que a companhia teria ocultado os beneficiários de R$ 11 bilhões desviados do mercado financeiro nacional.

“O depoimento de Mansur é indispensável para esclarecer os mecanismos de controle e conformidade adotados pela gestora diante do crescimento exponencial de seus ativos sob gestão, que saltaram de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões em cinco anos”, escreveu o parlamentar.

Relator da CPI

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), lamentou que o investigado se recusou a responder perguntas da comissão, se limitando a fazer pequenos comentários sobre a Reag como empresa.

“São vários questionamentos que não são, a priori, autoincriminatórios, a não ser que a gente compreenda que absolutamente toda a atividade exercida por vossa excelência, ao longo da carreira, seja criminosa”, provocou o relator.

Fonte: Agência Brasil

Polícia de SP investiga denúncia de estupro coletivo em escola

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A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo de um estudante de 12 anos em uma escola estadual na zona norte da capital paulista. O crime teria ocorrido dentro de um dos banheiros da unidade, envolvendo alunos da idade da vítima e outros mais velhos. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como ato infracional – estupro de vulnerável no 46º DP e encaminhado para o 74º DP, responsável pela área da escola. 

A vítima e outros estudantes envolvidos devem prestar depoimento nos próximos dias. 

A secretaria estadual de educação, responsável pela unidade onde ocorreu o crime, disse que realiza apuração própria, inclusive sobre a conduta da gestão.

A pasta acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes, além de enviar equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, para a unidade. Essa equipe acompanha e faz o acolhimento dos estudantes e professores, em ações coletivas.

 

Fonte: Agência Brasil