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Secretário executivo é nomeado ministro interino da Justiça

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, para chefiar a pasta interinamente. A indicação foi publicada nessa sexta-feira (9) no Diário Oficial da União

Ele substitui temporariamente o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que entregou, na quinta-feira (8), uma carta com pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Lewandowski assumiu a pasta em fevereiro de 2024 e alegou que questões pessoais e familiares o levaram a tomar a decisão.

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu Lewandowski na carta.

Interino

O ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto já foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em 2014, teve o nome aprovado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar o cargo de secretário-geral da Corte. 

Almeida Neto exerceu por oito anos o cargo de diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). No âmbito acadêmico, foi professor e cursou pós-doutorado e doutorado em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Agência Brasil

Maioria planeja reaproveitar material escolar na volta às aulas

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Oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar os materiais do ano passado. A estimativa é resultado de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, levantou dados sobre como as famílias brasileiras estão se organizando para a volta às aulas de 2026.

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, avalia que “a parte otimista das conclusões obtidas é que esse movimento mostra mais planejamento do que desespero”.

“As famílias estão ficando mais ‘profissionais’ em lidar com orçamento curto”, afirma.

Impacto financeiro 

A pesquisa aponta que a busca por economia se tornou uma estratégia central das famílias diante dos custos associados ao início do ano escolar. Ainda assim, esse custo gera desgastes financeiros. Entre as categorias mais citadas estão material escolar (89%), uniforme (73%) e livros didáticos (69%). 

Cerca de 88% dos brasileiros que vão às compras afirmam que os gastos afetam o orçamento familiar, percepção que é mais acentuada em famílias de menor renda.

Para 52% das classes D e E, o impacto é considerado muito grande. Entre as classes A e B, esse percentual cai para 32%. 

Além disso, 84% dos entrevistados afirmam que os preços dos materiais escolares influenciam decisões em outras áreas, como lazer, alimentação ou contas do mês.

E quando se deparam com preços acima do esperado, dois em cada três brasileiros optam por substituir o item por uma marca mais barata.

As lojas físicas continuam sendo o principal canal de compra para 45% dos brasileiros. Outros 39% afirmam que pretendem combinar compras em lojas físicas e online. Uma parcela de 16% planeja adquirir a maior parte do material exclusivamente pela internet, o que indica um comportamento de consumo cada vez mais híbrido.

Tendências de compra


Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscilla Pires e o seu filho Gabriel. Foto: Priscilla Pires/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscilla Pires e o seu filho Gabriel. Foto: Priscilla Pires/Arquivo Pessoal

Para a consultora de vendas Priscilla Pires, de 40 anos, mãe do Gabriel, de 13, a organização para as compras começa ainda em dezembro, separando parte do pagamento do 13° e completando com parcelas no cartão de crédito. A moradora do Rio de Janeiro conta que o objetivo é equilibrar qualidade, orçamento e as vontades da criança, reaproveitando o que estiver funcional. 

“Eu sempre procuro uma loja que sei ter bom preço e acabo comprando todo o material no mesmo lugar por conveniência. Não procuro muito nem vou em várias lojas”, conta Priscilla, que confirma que os gastos afetam bastante o planejamento financeiro. 

“Principalmente os livros, que são itens essenciais. O material, podemos ajustar de acordo com o orçamento e necessidade, mas os livros não nos dão essa escolha. Sem dúvida, o material didático é a parte mais cara”, completa. 


Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscila Alves e o seu filho Carlos. Foto: Priscila Alves/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 09/01/2026 - Brasileiros vão reaproveitar material escolar na volta às aulas 2026. Priscila Alves e o seu filho Carlos. Foto: Priscila Alves/Arquivo Pessoal

Já a professora Priscila Alves, de 40 anos, prefere se adiantar e, antes do fim do ano, entra em contato com a escola do filho Carlos, de 5 anos, para pedir a lista de materiais da próxima volta às aulas. Lápis de cor, mochila, lancheira e estojo são alguns dos materiais que ela reaproveita, e o que precisa repor é todo comprado ainda em dezembro, visitando diversas lojas para garantir a economia. 

“Quando vira o ano vêm os ajustes e tudo fica mais caro, então acaba que eu consigo ainda fazer essa jogada de comprar o material escolar do meu filho ali no ano anterior. As pessoas falam ‘ah, você é maluca, o natal é a prioridade’, mas aí eu agora eu vejo as mães, os pais, todo mundo reclamando que as coisas estão muito mais caras. Então é dessa forma que eu trabalho, né?”, disse. 

Buscando garantir o equilíbrio nas contas, para além do trabalho como professora, Priscila Alves conta com outros recursos, como aulas particulares, e pequenos serviços que consegue fazer de casa. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia 

Fonte: Agência Brasil

Ação de Trump nas Américas favorece Putin na Ucrânia, diz historiador

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A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos (EUA) e as ameaças de Donald Trump contra Colômbia, Groenlândia e México favorecem o avanço militar da Rússia contra a Ucrânia, avalia o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva.

“Os EUA estão muito ocupados com aquilo que o Marco Rubio [secretário do Departamento de Estado dos EUA] chamou, infelizmente, de hemisfério ‘deles’. Então, é possível que isso dê uma autorização tática para a Rússia liquidar de vez o problema ucraniano”, disse.

A Ucrânia sofreu, na última noite, um amplo ataque russo com drones e com o míssil hipersônico Oreshnik, que pode chegar a dez vezes a velocidade do som e não pode ser detectado. Está é a segunda vez que Moscou usa essa arma na Ucrânia.

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o mundo vem inaugurando uma nova ordem mundial onde “é cada um por si” nas relações internacionais.


Casa Branca
Casa Branca

“Trump se empoderou com o que fez na Venezuela. É muito provável que ele passe a agir em outros territórios, como a Groenlândia. Ele disse também que pode mandar expedições terrestres contra o México. Se o Trump está resolvendo o que ele acha ser o ‘quintal’ dos EUA, então o ‘quintal’ da Rússia também tem que ser organizado”, destacou Silva. 

No final do ano passado, os EUA publicaram documento com a estratégia de segurança nacional reafirmando a “proeminência” de Washington no Hemisfério Ocidental, que engloba as Américas do Sul, Central e do Norte, o que foi interpretado como um recado à China e outros adversários da Casa Branca.

Europa encurralada

O analista militar e de geopolítica Robinson Farinazzo, oficial da reserva da Marinha do Brasil, disse à Agência Brasil que as ambições de Trump com a Groenlândia colocam a Europa em uma posição ainda mais delicada.

“O Trump querendo a Groenlândia, de um lado, e os russos atacando do outro. Com uma arma sofisticada dessa [míssil Oreshnik], eu acho que alguns líderes europeus vão ter que pensar duas vezes quais vão ser as próximas decisões. O grande perdedor, lógico, é a Ucrânia. Mas o segundo maior perdedor nessa guerra é a Europa”, comentou Farinazzo.

O militar brasileiro acrescenta que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não tem equipamentos para interceptar o míssil hipersônico da Rússia. Ao mesmo tempo, a aliança militar estaria em risco com as ameaças do Trump à Groenlândia. 

“A Europa não pode brigar em duas frentes. Se o Trump tomar a Groenlândia à revelia da Europa, acabou a Otan. Além disso, a Otan está dividida porque a Turquia tem ambições no Oriente Médio que contrariam as políticas de muitas lideranças da organização”, acrescentou Farinazzo.

Para o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva, o ataque com míssil hipersônico foi um aviso de Putin para a Europa, que tem dificultado um acordo para a guerra na Ucrânia e que estaria por trás do ataque a uma das residências de Putin.


Ukrainian President Volodymyr Zelensky delivers a speech to the nation at the presidential palace.
Ukrainian President Volodymyr Zelensky delivers a speech to the nation at the presidential palace.

“A Ucrânia não teria meios de atingir Novgorod [cidade russa], muito menos a residência do Putin ou a base de Murmansk da aviação russa. Isso tudo é feito com assessores militares, principalmente britânicos. E é uma forma de a Europa dizer que está na guerra e que o Trump não pode negociar sozinho com o Putin”, comentou.

Na avaliação do professor da UFRJ, os EUA não devem mais tentar barrar o avanço militar da Rússia na Ucrânia.

“Por outro lado, eles vão tentar deter a Rússia em relação aos Brics ou por meio de retaliações à compra de petróleo russo, como fizeram com a Índia, mas não por causa da Ucrânia, mas para tirar a Rússia do mercado de petróleo”, disse.

Campo de batalha

O professor fluminense acrescenta que a Ucrânia vem se fragilizando a cada dia no campo de batalha, apesar das ações espetaculares que realiza para tentar mostrar que ainda teria “cartas” na manga para usar.

“Entre 20% e 25% do território ucraniano está ocupado pelas tropas russas. A Rússia avançou muito. O mais importante foi que a Rússia tomou o chamado Corredor de Odessa, que é a saída de grãos da Ucrânia, o pulmão da Ucrânia”, disse.

O especialista destaca que as vitórias da Rússia não costumam ser noticiadas. “Há um verdadeiro bloqueio de notícias em relação a isso. Em grande parte, porque essas agências de notícias são americanas, francesas e alemãs. Então eles não noticiam isso”, completou.

O analista militar Robinson Farinazzo pondera que a Rússia vai continuar investindo no campo de batalha porque não confia nos negociadores europeus e norte-americanos, apesar de avaliar que Moscou não consegue uma ação definitiva e rápida para neutralizar Kiev completamente.

“O objetivo russo é neutralizar completamente o exército ucraniano, mas a Rússia não pode fazer avanços rápidos em profundidade, ou em amplitude, porque ela vai sofrer muitas baixas. Os sistemas defensivos ucranianos são bons, então eles apelam para uma guerra de desgaste. Essa guerra ainda pode durar muito tempo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

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Os cerca de 35 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem conferir a data de pagamento das aposentadorias, dos auxílios e das pensões em 2026. A autarquia divulgou, em dezembro, o calendário de depósitos para todo o próximo ano.

Os depósitos seguirão a sequência de anos anteriores, com um calendário para quem recebe um salário mínimo e outro para quem ganha mais de um salário. Para cada categoria, as datas de pagamento serão determinadas pelo número final do cartão, sem considerar o dígito verificador (que vem depois do traço).

A aposentadoria, a pensão ou o auxílio de janeiro serão depositados de 26 de janeiro a 6 de fevereiro para quem ganha um salário mínimo. Segurados com renda superior a esse valor receberão de 2 a 6 de fevereiro.

Consulta aos valores

Os segurados do INSS podem consultar o valor a receber do benefício por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site meu.inss.gov.br.

Também é possível verificar por telefone, ligando na central 135. O usuário deve ligar de segunda-feira a sábado das 7h às 22h, informando o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmando os dados cadastrais.

Os reajustes do salário mínimo e dos benefícios acima do mínimo entraram em vigor em janeiro. No entanto, o valor reajustado só será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, após a conclusão da folha de pagamentos do INSS.

 

>> Confira o calendário de pagamento dos benefícios do INSS em 2026:

– Quem ganha um salário mínimo:

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– Quem recebe mais de um salário mínimo:

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Fonte: Ministério da Previdência Social

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 13,5 milhões neste sábado

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As seis dezenas do concurso 2.958 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 13,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Trump e Petro vão se reunir na Casa Branca em fevereiro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se reunir com o presidente colombiano na Casa Branca no início do próximo mês, disse o líder norte-americano nesta sexta-feira, na esteira de conversa telefônica entre os dois líderes após ameaças de Trump ao país latino-americano.

“Tenho certeza de que funcionará muito bem para a Colômbia e para os Estados Unidos, mas é preciso impedir que a cocaína e outras drogas entrem nos EUA”, escreveu Trump em uma postagem em rede social, acrescentando que a reunião com o presidente Gustavo Petro deve ocorrer na primeira semana de fevereiro.

* É proibida a reprodução deste conteúdo

Fonte: Agência Brasil

Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil

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Aprovado nesta sexta-feira (9), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O pacto, negociado por mais de 25 anos, é considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.

De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.

Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.

Multilateralismo

Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um cenário global marcado por disputas comerciais e enfraquecimento de instituições internacionais.

“Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, ressaltou.

Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões. “Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, destacou.

Fonte: Agência Brasil

CNU 2025: prazo para recurso sobre avaliação de título começa hoje

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Começou nesta sexta-feira (9) o prazo para os candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) apresentarem recurso para revisão da avaliação de títulos. O resultado provisório da etapa que analisa a formação acadêmica foi divulgado na noite de quinta-feira (8) e poderá ser contestado até segunda-feira (12).

Para apresentar os recursos é necessário acessar a área do candidato, com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha no portal único de serviços digitais do governo federal, o gov.br. Em seguida, o candidato deve acessar o menu “interposição de recursos”.

Deficiência

Entre os dias 9 e 12, também será realizada a reaplicação do procedimento de caracterização de deficiência, destinada a candidatos que concorrem às vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD).

No cronograma oficial do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o procedimento ocorreu nos dias 13 e 14 de dezembro de 2025, mas falhas na plataforma de teleatendimento resultaram em nova convocação de alguns candidatos.

No dia 15 de janeiro serão divulgados os resultados preliminares da caracterização da deficiência e da avaliação das autodeclarações das pessoas candidatas às vagas reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Recursos sobre o resultado dessa etapa poderão ser apresentados entre os dias 16 e 19 de janeiro.

Recurso

A divulgação da nota preliminar da prova discursiva e a disponibilização do espelho de correção estão previstas para 23 de janeiro, com prazo para apresentação de recurso entre os dias 26 e 27 do mesmo mês. E a classificação final está prevista para o dia 20 de fevereiro.

Nesta edição, o CPNU2 tem o objetivo de preencher 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. De acordo com o MGI, 2.480 candidatos serão chamados para ocupar as vagas imediatamente após a homologação do resultado final e 1.172 vagas serão preenchidas em um curto prazo​.

Fonte: Agência Brasil

Lula agradece a Sánchez por apoio sobre acordo com UE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta sexta-feira (9) por telefone com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na conversa, Lula agradeceu o empenho de Sánchez na aprovação do acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu e reiterou a expectativa de que o acordo gere benefícios concretos para quem vive nos dois blocos.

“Reiterei a expectativa de que o acordo gere benefícios concretos para as pessoas nos dois blocos. Destaquei, ainda, que a aprovação é um sinal muito positivo em defesa do multilateralismo e de regras comerciais previsíveis e estáveis para as duas regiões”, disse Lula em uma rede social.

Venezuela

Os dois líderes trataram ainda da situação da Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

“Sobre a situação na Venezuela, ressaltamos a importância da declaração conjunta que divulgamos com os líderes de Chile, Colômbia, México e Uruguai, que rejeita a divisão do mundo em zonas de influências e o uso da força nas relações internacionais, sem amparo na Carta da ONU. Também saudamos o anúncio da liberação de presos venezuelanos e estrangeiros, dentre eles quatro espanhóis, feito ontem em Caracas pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela”, continuou o presidente.

No domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Eles manifestaram, ainda, grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump. 

Durante a conversa entre os líderes brasileiro e espanhol, Sánchez ainda concordou com Lula sobre a importância de organizar nos próximos meses, na Espanha, uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos”, dando sequência às reuniões realizadas em Santiago e Nova York. 

Fonte: Agência Brasil

Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

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Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.

Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

Confira os principais pontos do acordo:

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>>Setores beneficiados:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos;
  • Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

  • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • Importações crescerem acima de limites definidos;
  • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Cláusulas ambientais são vinculantes;
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
  • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

  • Serviços financeiros;
  • Telecomunicações;
  • Transporte;
  • Serviços empresariais.

9. Compras públicas

  • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

  • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

  • Capítulo específico para PMEs;
  • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

  • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
  • Maior integração a cadeias globais de valor;
  • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

  • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
  • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
  • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
  • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

Fonte: Agência Brasil