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IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025

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O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas. 

Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

Recorde

Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. 

Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). 

Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

Previsão para 2026

O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.

Fonte: Agência Brasil

Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, diz Alckmin

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção por parte dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve afetar o Brasil.

“Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

“A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, completou, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Alckmin lembrou que não houve, por parte do governo Trump, nenhum tipo de ordem executiva que imponha, de fato, a sanção ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”. 

“A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, disse. “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”, completou.

O ministro disse ainda que o Brasil não tem litígio com ninguém.

“No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”.

Alckmin classificou o atual cenário geopolítico como um momento difícil para o mundo e um momento de o Brasil ser mais ouvido.

“Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”.

*Colaborou Alex Rodrigues

Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal faz operação contra roubo de computadores da Caixa

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A Polícia Federal (PF) realiza em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Mão II. O objetivo é investigar e reprimir o furto e a recepção de computadores de agências da Caixa Econômica Federal.

Segundo comunicado da PF, a ação de criminosos causou prejuízo de R$ 1,5 milhão à instituição por meio do roubo e da venda de equipamentos.

Esta já é a segunda fase desta operação. Com isso, a PF aprofunda as investigações, ao mesmo tempo em que busca capturar outros integrantes da organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 100 crianças já foram mortas em Gaza desde 'cessar-fogo'

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Os bombardeiros de Israel e tiroteios na Faixa de Gaza já mataram mais de 100 crianças, desde o início de outubro do ano passado, quando foi assinada a suposta trégua entre Israel e o Hamas.

“[O número representa] aproximadamente um menino ou menina mortos todos os dias. Durante um ‘cessar-fogo'”, informou o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder, em vídeo publicado nesta terça-feira (13).

O ‘cessar-fogo’ na região foi assinado entre o governo de Tel Aviv e o Hamas no dia 9 de outubro, com a intermediação dos Estados Unidos (EUA).

“Desde o cessar-fogo, o Unicef registrou relatos de pelo menos 60 meninos e 40 meninas mortos na Faixa de Gaza. O número de 100 reflete apenas os incidentes em que havia detalhes suficientes para serem registrados, portanto, o número real de crianças palestinas mortas provavelmente é maior. Centenas de crianças ficaram feridas”, acrescentou Elder.

Falando diretamente de Gaza, o porta-voz do Unicef aparece ao lado do menino Abid Al Rahman, de 9 anos, atingido por estilhaços de bomba em Khan Younis, no Sul do território palestino.

“Eu estava colhendo lenha e plásticos quando um míssil caiu perto de mim e um estilhaço grosso voou direto para o meu olho. Agora não consigo mais enxergar com meu olho”, disse Abid, que ainda tem o fragmento do metal alojado no rosto.

Restrições

O Unicef também denuncia que a região segue sob severas restrições de acesso a suprimentos médicos, gás de cozinha, combustível e peças para concerto de sistemas de água e esgoto.

Por outro lado, a organização da ONU reconhece que foram registrados progressos para população durante o cessar-fogo, com expansão dos serviços de saúde, incluindo imunização, e reparos em encanamentos de água e estações e redes de esgoto, “tudo graças a engenhosidade palestina, e não à entrada de peças de reposição permitidas”.

“E na área da nutrição, adicionamos mais de 70 centros de distribuição de alimentos em Gaza. A fome diminuiu”, avaliou o porta-voz do Unicef.

Por outro lado, as Forças Armdas de Israel afirmam que grupos palestinos estariam violando o cessar-fogo, o que levaria a respostas dos militares. 

Já o Hamas acusa Israel de seguir com a política de genocídio do povo palestino, principalmente por meio do bloqueio de entrada de ajuda humanitária.

Organizações humanitárias

No final de dezembro, o parlamento de Israel aprovou uma lei para proibir a atuação de 37 organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, incluindo a Médicos Sem Fronteiras (MSF). O motivo seria o fato de essas organizações se negarem a passar dados de funcionários palestinos ao governo de Benjamin Netanyahu. 

A organização Médicos Sem Fronteiras afirma que isso viola a privacidade dos funcionários e os coloca em risco.

“O MSF tem preocupações legítimas em relação à exigência, para o registro, de que sejam compartilhadas informações pessoais de nossa equipe palestina com as autoridades israelenses, agravadas pelo fato de 15 colegas de MSF terem sido mortos pelas forças israelenses”, disse a organização, em comunicado.

Israel ainda determinou, no mês passado, o corte de água, eletricidade e energia e comunicações das instalações dessas organizações que incluem ainda a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA).

A medida levou o secretário-geral da ONU, António Guterrres, a alertar o governo de Netanyahu de que a ONU poderá levar Israel à Corte Internacional de Justiça (CIJ) devido a essas ações.

A UNRWA já havia sido proibida de atuar nos territórios ocupados por Israel em outubro de 2024. O governo israelense alega que a agência empregaria militantes do Hamas, mas não forneceu provas a uma investigação independe criada para apurar as acusações.

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, condenou as novas medidas israelenses, afirmando que elas “fazem parte de um padrão preocupante de desrespeito ao direito internacional humanitário e de crescentes entraves às operações de ajuda”.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, acusou a ONU de tentar “intimidar” Israel com ameaças de levar o país para os tribunais internacionais.

“Em vez de abordar a questão grave do envolvimento de funcionários da UNRWA em terrorismo, [a ONU] está tentando encobrir crimes cometidos pela UNRWA, que atua como subsidiária do Hamas”.

 

Fonte: Agência Brasil

Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

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Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96%. Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização.

A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil.

O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o governo Donald Trump suspendeu, por tempo indeterminado, vistos de imigração para 75 países, inclusive o Brasil.

Imediatamente após a notícia, a cotação subiu para R$ 5,42. Desacelerou durante a tarde, mas permaneceu acima de R$ 5,40. Apesar da alta desta quarta-feira, a moeda estadunidense acumula queda de 1,6% em 2026.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

SP: passageiros de ônibus da capital podem pagar bilhete via Bluetooth

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Os passageiros de ônibus da capital paulista passaram a contar com mais uma forma de pagamento da tarifa nos coletivos. Para utilizar a nova modalidade, o usuário deve baixar o aplicativo Cittamobi e manter o bluetooth do smartphone ativado. A validação da passagem ocorre por aproximação do celular, com o aplicativo aberto, diretamente no equipamento validador, instalado em 2,2 mil ônibus que operam em 296 linhas. 

Os ônibus que aceitam a nova modalidade estão identificados com um adesivo na parte externa da porta de embarque. Pelo aplicativo, será possível a compra de passagens avulsas ou pacotes de viagens (diário, semanal e mensal) com pagamento via Pix. No entanto, essa forma de pagamento não dá direito à integração entre ônibus e veículos de transporte sobre trilhos.

“A implementação da tecnologia nas linhas de ônibus propõe ainda reduzir o tempo de embarque, evitar a necessidade de manuseio de dinheiro em espécie e proporcionar maior conveniência tanto para os passageiros quanto para os operadores do transporte”, destacou a prefeitura, em nota.A lista completa das linhas que contam com o novo sistema pode ser encontrada no site da SPTrans.

 

Fonte: Agência Brasil

EUA suspendem vistos de imigração para Brasil e outros 74 países

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Os Estados Unidos (EUA) suspenderam a concessão de vistos para imigrantes de 75 países, o que incluiria o Brasil, além de Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Nigéria, Tailândia, entre outros. O governo de Donald Trump não cita mudanças nos vistos para turismo.

“O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano”, diz comunicado oficial.

Ainda segundo o Departamento de Estado, a medida visa impedir que prováveis imigrantes se tornem “um encargo público para os EUA ao chegarem ao país”.

A decisão do Departamento de Estados dos EUA ocorre em meio à crise em torno do estado de Minnesota, onde a polícia anti-imigração ICE assassinou a estadunidense Renee Nicole Good, gerando uma onda com mais de mil protestos em todo o país.  

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem atacado imigrantes do estado, governado por democratas, acusando-os de fraudarem sistemas de benefícios sociais.

Lista de países

A Casa Branca ainda não divulgou a lista completa dos países, mas a TV Fox News disse que ela inclui o Brasil. Procurado, o Itamaraty não comentou a informação. A Agência Brasil procurou ainda a Embaixada dos EUA em Brasília e aguarda retorno.

A notícia da Fox News foi compartilhada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, dando tom oficial à informação da mídia estadunidense. A emissora disse que a pausa na emissão de vistos é por tempo indeterminado e deve valer a partir do dia 21 de janeiro.

A Fox News diz ter tido acesso a um memorando do Departamento de Estado dos EUA que orienta funcionários de embaixadas a recusarem vistos enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. O memorando ainda sugere que candidatos idosos ou com sobrepeso possam ter os pedidos para entrar nos EUA negados.

O objetivo seria o de evitar que pessoas “propensas a se tornarem um encargo público” entrem nos EUA. A lista ainda inclui países como Iraque, Egito, Haiti, Eritréia e Iêmen.

“A orientação instrui os funcionários consulares a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, levando em consideração uma ampla gama de fatores, incluindo saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo”, diz a reportagem da Fox News.

Protestos contra política anti-imigração

A nova decisão que restringe a entrada de imigrantes de 75 países ocorre após uma onda de mil protestos contra a política imigratória de Trump que resultou no assassinato de Renee Nicole Good.

A Casa Branca tem acusado comunidades de imigrantes do estado onde o ICE assassinou Renee de supostamente fraudarem programas sociais. Nesta terça-feira, Trump atacou a comunidade de imigrantes da Somália de Minnesota.  

“Minnesota foi invadida por fraudadores somalis que roubam dos contribuintes americanos e se aproveitam da nossa generosidade. Instruí o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, a SEGUIR O DINHEIRO e acabar com esse abuso de uma vez por todas, primeiro em Minnesota e depois em todo o país!”, disse Trump nesta terça-feira.

O governador do estado, Tim Waltz, diz que as ações de Trump em relação ao estado se trata de retaliação política porque o estado votou contra ele três vezes.

Fonte: Agência Brasil

Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

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A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.

De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.

De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.

O que diz a instrução normativa

A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.

As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários.

Segundo a Receita, a medida é fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.

Reforma do IR

No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.

Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.

Como se proteger de golpes

A Receita Federal alerta que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável para a aplicação de golpes. Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas, solicitar pagamentos indevidos ou obter dados pessoais.

Para o órgão, esse tipo de prática é perigosa porque amplia o alcance do crime e coloca a população em risco.

A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.

Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix e a impostos devem ser tratadas como tentativas de golpe.

Fonte: Agência Brasil

Morre Arlindo de Souza, conhecido como "Popeye Brasileiro"

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Aos 55 anos, morreu o olindense Arlindo de Souza, conhecido como Popeye Brasileiro. Arlindo ficou conhecido nacionalmente após aparecer em programas de televisão com músculos avantajados dos braços, resultado da aplicação de óleo mineral. Com físico exagerado, ele passou a ser comparado ao famoso marinheiro de desenho animado.

A causa da morte de Arlindo não foi informada. 

Arlindo morava em Águas Compridas, bairro de Olinda, e morreu na madrugada de terça-feira (13), no Hospital Otávio de Freitas, em Tejipió, na zona oeste do Recife. Ele estava internado desde dezembro. O sepultamento de Arlindo foi marcado para a tarde desta quarta-feira (13), no Cemitério de Águas Compridas.

Pedreiro, Arlindo modificou o corpo com a aplicação de óleo mineral e álcool, prática condenada por médicos. O caso de Arlindo chamou atenção para o uso de anabolizantes e outras substâncias para aumentar a massa muscular. Entre outros problemas, o uso de esteroides é associado a sérios riscos para a saúde renal, como aumento da pressão arterial, danos celulares e até mesmo a morte.

O médico cardiologista e presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP), Anis Mitri, alerta que o uso de hormônios anabolizantes, sintéticos ou não, traz inúmeros efeitos colaterais, principalmente quando usados em altas doses.

“Quando a pessoa usa o hormônio para fazer musculação, ela acaba sentindo que tem mais disposição, ela acaba sentindo que tem mais recuperação muscular mais fácil, ela consegue levantar mais peso. E isso acaba criando uma tendência da pessoa sempre querer usar. Só que o uso dele, tanto curto quanto prolongado, gera efeitos colaterais que você não consegue controlar”, disse à Agência Brasil.

Entre os efeitos estão a dependência, a criação de coágulos no sangue que podem levar a um acidente vascular cerebral (AVC), derrame, infarto. Além disso, ele cita efeitos oncológicos, que podem predispor a pessoa a ter mais tipos de câncer, a exemplo do câncer de próstata, câncer de mama e de tireoide.

“Você não consegue controlar qual é a dose segura. Também existem os efeitos psíquicos e psicológicos, em que a pessoa fica mais nervosa, mais agressiva. Além dos efeitos simples, que é a queda de cabelo, pruridão e vermelhidão de pele, aumento da pressão arterial. Isso tudo faz com que os hormônios sejam perigosos”, afirmou.

“Ele [Arlindo] também acrescentava essa questão do óleo mineral dentro da musculatura. Isso pode levar a gangrena, apodrecimento dos músculos e trombose também”, concluiu.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) também alerta que o uso, sem acompanhamento médico, de testosterona – comumente chamada de anabolizante – pode ser perigoso e causar danos irreparáveis no corpo humano. O uso da substância tornou-se um problema de saúde pública e os casos de complicações são cada vez mais frequentes.

A entidade cita como efeitos o aumento de acne, queda de cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranoia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis.

Em razão dos riscos, em abril de 2023, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo. A decisão foi tomada em razão da inexistência de comprovação científica suficiente que sustente o benefício e a segurança do paciente.


Fonte: Agência Brasil

Benin oferece cidadania aos descendentes da diáspora africana

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Isaline Attelly, natural da ilha caribenha da Martinica, morava no Benin há quase um ano antes de saber que a ligação de sua família com o país da África Ocidental era muito mais antiga.

Os registros genealógicos confirmaram que sua bisavó materna nasceu no que hoje é o Benin e, no auge da escravidão transatlântica, foi traficada para o outro lado do Oceano Atlântico.

A descoberta no ano passado levou Attelly, uma criadora de conteúdo de 28 anos, a se inscrever em um novo programa que oferece cidadania beninense a pessoas de ascendência africana.

O programa My Afro Origins (Minhas Origens Afro) é uma parte importante do plano do presidente Patrice Talon para aumentar o perfil de seu país, inclusive entre turistas em potencial, destacando seu papel proeminente no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.

“Para mim, é uma fonte de orgulho. Parece que minha jornada completou o círculo”, disse Attelly à agência de notícias Reuters após sua cerimônia de naturalização. “Estou orgulhosa e muito feliz por poder representar meus ancestrais”, revelou.

Naturalização

As primeiras cerimônias de naturalização coincidiram com a revelação de projetos destinados a dar vida a essa história, incluindo uma nova Porta sem Retorno em Ouidah, um ponto de partida comum para o tráfico transatlântico de escravos, e uma réplica de um navio do Século 18 que transportava pessoas escravizadas com esculturas dentro representando quase 300 cativos. Ambos ainda estão em construção.

O governo também planeja inaugurar este ano um novo Museu Internacional da Memória e da Escravidão na antiga residência de Francisco Felix de Souza, um importante traficante de pessoas escravizadas nos séculos 18 e 19.

Talon, que sobreviveu a uma tentativa de golpe no mês passado e deve encerrar seu mandato de dez anos após uma eleição presidencial em abril, recrutou estrelas para divulgar sua visão. O cineasta Spike Lee e sua esposa Tonya Lee Lewis foram nomeados no ano passado embaixadores do programa para a comunidade afro-americana.

“Nossos irmãos e irmãs em Benin estão nos dizendo: voltem para casa, recebam-nos em casa, voltem para a terra natal. Voltem (para) onde estão suas raízes”, disse Lee ao canal de televisão France 24 no ano passado.

Cidadania

Em julho de 2025, a estrela norte-americana de R&B Ciara tornou-se uma das primeiras beneficiárias da cidadania beninense. Ela se apresentou na semana passada em um show em Ouidah como parte de um festival anual dedicado ao vodu, tocando sucessos como Level Up durante um show que durou até as três da manhã.

Seu marido, o quarterback de futebol norte-americano Russell Wilson, compareceu e disse que esperava se tornar um cidadão “muito em breve”.

Fonte: Agência Brasil