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CCJ aprova admissibilidade de propostas que acabam com escala 6×1

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois irão a plenário.

A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.

A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. 

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais.

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC.

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Quando a PEC for a plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos de votação.

 

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

Fonte: Agência Brasil

Chuvas em Belém: governo federal reconhece situação de emergência

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O governo federal reconheceu situação de emergência em Belém (PA), após as fortes chuvas registradas no final de semana que alagaram diversos bairros da cidade. De acordo com a prefeitura, cerca de 42 mil pessoas foram afetadas pelos alagamentos, considerados os mais intensos dos últimos 10 anos.  

A portaria, publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União, também reconhece situação de emergência em Ananideua, município localizado na região metropolitana de Belém. A partir do reconhecimento, as duas cidades podem solicitar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) recursos para ações de defesa civil. 

Foram mais de 150 milímetros (mm) de chuva em menos de 24 horas, volume classificado como extremo. Rios transbordaram e vários bairros ficaram alagados. Muitas famílias perderam móveis e tiveram as casas inundadas.  

Uma força tarefa foi mobilizada pelas forças locais com ações emergenciais como a  distribuição de cestas básicas e kits de higiene. As equipes de assistência social também trabalham cadastrando as famílias atingidas para a liberação de benefícios. Outro foco da operação é a prevenção de novos alagamentos, com a desobstrução do Canal do Mata Fome, onde um lixão irregular bloqueava o escoamento da água.  

Confira mais detalhes sobre as chuvas na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Apoio imediato 

Além do reconhecimento da situação de emergência, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao MIDR, foi enviada ao Pará. De acordo com o ministério, técnicos ajudam as prefeituras e as defesas civis locais nos processos necessários no pós-desastre, como a elaboração de planos de trabalho. 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff. 

A próxima fase, aponta o secretário, é a elaboração dos planos para restabelecimento.  

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.  

*com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Mendonça pede vista e suspende julgamento contra Eduardo Bolsonaro

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é acusado de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento começou na sexta-feira (17). Até o momento, o placar está 4 votos a 0 pela condenação do ex-parlamentar.

Além de Alexandre de Moraes, relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A data para retomada do julgamento ainda não foi definida.

O processo foi movido pela deputada contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Moraes votou pela condenação e aplicou pena um ano de prisão em regime aberto. O ministro entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada.

“A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou. 

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

MEC Livros: biblioteca digital já tem mais de meio milhão de usuários

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Mais de 566 mil pessoas já se cadastraram na plataforma literária disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC), o MEC Livros. Cerca de 263 mil obras já foram alugadas desde o lançamento, no dia 6 de abril. . 

O aplicativo disponibiliza mais de oito mil títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br. 

“A iniciativa contribui para preservar o patrimônio literário, ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à literatura, incentiva o hábito de leitura, promove a integração de novas tecnologias na educação e apoia as práticas pedagógicas”, diz o MEC. 

Os cinco livros mais lidos na plataforma são, nesta ordem: 

  • Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; 
  • A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli; 
  • Sem Despedidas, de Han Kang; 
  • A Vegetariana, da mesma autora e 
  • Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling.

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Como acessar 

Para ler os livros disponíveis, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.

Na primeira página, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. 

Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”. Após clicar nesse botão, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Os livros devem ser devolvidos em 14 dias, quando o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. 

Segundo o MEC, estão sendo implementadas melhorias para permitir a devolução a qualquer tempo, além da possibilidade de habilitar essa função a partir de 90% da leitura, ampliando a autonomia do usuário na gestão dos empréstimos.

Fonte: Agência Brasil

Dia Internacional da Mulher foi celebrado com sessão solene na CLDF

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu, na última sexta-feira (17), sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, reunindo parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil no plenário da Casa. De iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), o evento pautou a valorização feminina, a preservação de valores familiares e a necessidade de avanços em políticas públicas de saúde e segurança.

O parlamentar abriu os pronunciamentos enfatizando que a celebração extrapola o calendário protocolar ao afirmar que “hoje não celebramos apenas uma data ou uma pauta, celebramos a essência de algo que sustenta a própria estrutura da sociedade: o papel insubstituível da mulher”.

Durante seu discurso, Daniel de Castro reforçou seu compromisso legislativo, citando a criação do Código de Defesa da Mulher, um compilado de 72 artigos que reúnem leis de proteção ao público feminino no Distrito Federal. O deputado defendeu a união entre os pilares da fé e da gestão pública para o fortalecimento da célula familiar, destacando que “não há sociedade forte sem famílias estruturadas e não há famílias estruturadas sem a presença firme, amorosa e orientadora da mulher”.

Ele também destacou a urgência de erradicar a violência de gênero, pontuando que o DF não precisa apenas reduzir índices, mas sim “zerar as taxas de feminicídio”.

 

Foto: Divulgação

A mesa de honra contou com a presença da Pastora Glaísa de Castro, que trouxe uma reflexão sobre a influência feminina em posições estratégicas. Em sua fala, ela conclamou as mulheres a ocuparem seus espaços com propósito. “Nós precisamos nos deixar ser usadas por Deus para a gente ser influência, para levantar a bandeira da ordem, levantar a bandeira da verdade, levantar a bandeira da justiça, dos princípios da família”, afirmou. A presidente do PP Mulher, Natália Reis, incentivou a participação feminina nos espaços de decisão. “Chegar num espaço de poder como este não é fácil. Só nós sabemos o que já enfrentamos para poder chegar aqui”, relatou.

A identidade e a força da mulher foram temas centrais nas falas da Bispa Glória, vice-presidente do GCI Mulher, e da Pastora Dorca Campos. Para a Bispa Glória, “mulher é força, mulher é coragem, mulher é fidelidade uma para com a outra”. Já a Pastora Dorca lembrou que “todas as mulheres são mulheres de Deus”. O papel educativo foi representado por Daniela Souza dos Santos Freitas, coordenadora regional de ensino de Taguatinga, que classificou a atuação feminina na área como um “pilar verdadeiro dentro de toda uma construção na sociedade”.

 

Saúde feminina

O evento também abriu espaço para a discussão técnica sobre prevenção oncológica, com palestra do médico Hugo Gonçalo Guedes, que alertou sobre a incidência de cânceres de mama, colo uterino e colorretal em mulheres. O especialista ressaltou que o autocuidado é um direito e um dever político, argumentando que “cuidar das mulheres é cuidar de uma sociedade inteira porque a mulher é quem cuida dos filhos, dos maridos, dos pais, dos sogros e muitas vezes de todo mundo, menos de si mesma”.

A solenidade foi acompanhada por dezenas de convidados nas galerias do plenário. A íntegra da sessão está disponível no canal da TV Câmara Distrital no Youtube. 

 

 

Fonte: Agência CLDF

João Fonseca encara ex-top 3 Cilic na estreia do Masters 1000 de Madri

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O tenista carioca João Fonseca, número 31 do mundo, conheceu nesta quarta-feira (22) quem irá enfrentar na estreia do Masters 1000 de Madri. O adversário será o ex-top 3 Marin Cilic, atualmente na 51ª posição no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Cilic, de 37 anos, avançou nesta quarta ao derrotar na primeira rodada o belga o Zizou Bergs (44º) por 2 sets a 1.  Único brasileiro na chave de simples em Madri, Fonseca entra em quadra na sexta (24), ainda sem horário definido. O torneio em quadra de saibro é preparatório para Roland Garros (França), sgundo Grand Slam do ano.

Pela primeira vez na carreira, o carioca de 19 anos competirá  como cabeça de chave de um torneio Masters 1000, daí a estreia apenas na segunda rodada. Isso se tornou possível após as desistências do espanhol Carlos Alacaraz, vice-líder do ranking, e do sérvio Novak Dkokovic (4º). Fonseca será o cabeça de chave 27 no torneio que reúne 96 tenistas.

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Nesta quarta (22), Fonseca teve a presença confirmada no ATP 500 de Hamburgo, entre os dias 16 e 23 de maio, também disputado no saibro. Na listas de 32 inscritos estão o anfitrião Alexander Zverev (3º) – algoz de Fonseca nas quartas do Masters de Monte Carlo –, o canadense Felix Auger-Aliassime (5º), o norte-americano Ben Shelton (6º) e o italiano Flavio Cobolli (13º), campeão do torneio no ano passado.



Fonte: Agência Brasil

CLDF celebra aniversário de Brasília com homenagem à juventude da capital

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Em comemoração ao aniversário de Brasília, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene nesta quarta-feira (22). O evento foi tanto uma celebração dos 66 anos da capital quanto um reconhecimento aos jovens brasilienses, com a entrega de moções de louvor a estudantes do ensino médio que se destacaram em suas escolas e comunidades.

A cerimônia foi  iniciativa da segunda vice-presidente da CLDF, deputada Paula Belmonte (PSDB). Ela contou que tinha apenas dois anos de idade quando veio para Brasília com a família, nos anos 70. “Nós chegamos aqui com a cara, a coragem e a vontade. E nós queremos mostrar para os jovens que ainda estamos construindo a capital do nosso país. Ainda temos muito a melhorar”, disse a deputada.

 

Foto: Felipe Ando / Agência CLDF

 

Esse novo ciclo de “construção” da cidade também foi destacado pelo ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli. “A juventude não quer mais trabalhar na construção civil. A juventude quer trabalhar com tecnologia, com inovação. Precisamos pegar o exemplo de Juscelino Kubitschek e levar Brasília para frente, fazer a nossa parte”, incentivou.

A sessão solene foi prestigiada por familiares do presidente fundador de Brasília, entre eles o bisneto de Juscelino, André Kubitschek. “Brasília nasceu da vontade política de brasileiros que sonharam com um novo Brasil”, definiu André. Ele explicou que a construção da capital buscou criar um eixo de desenvolvimento, promovendo a integração nacional e a ocupação efetiva do território brasileiro.

Também esteve presente o pai de André, o empresário Paulo Octávio. Com orgulho, ele se identificou como “candango”, um dos pioneiros da cidade. “Cheguei em 1962, estudei no [colégio] Caseb, comi muita poeira, não tinha essa grama toda”, lembrou. Ele pediu uma atitude de amor e responsabilidade por Brasília. “Brasília precisa do amor de cada um de nós. E de responsabilidade. Não adianta jogar a responsabilidade somente no governador e nos deputados. Cada um de nós é responsável pelo futuro dessa cidade”, aconselhou.

A solenidade completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.  E a cobertura fotográfica pode ser acessada no banco de imagens da Agência CLDF (clique aqui).
 

O evento teve participação da banda do Colégio Cívico-Militar Centro Educacional 308 do Recanto das Emas. (Foto: Felipe Ando/Agência CLDF)

 

Fonte: Agência CLDF

Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal

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O governo brasileiro trabalha para diminuir o tempo de voo entre o país e a capital do Senegal, Dacar, na Costa Oeste da África. A medida beneficiaria o comércio e o turismo entre as duas nações e também vizinhos.

Atualmente, não há voos diretos para brasileiros e senegaleses e, algumas vezes, é preciso ir para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes de desembarcar em Dacar, aumentando consideravelmente o tempo de deslocamento.

Outra opção são hubs (pontos de distribuição de voos) em aeroportos europeus ou em cidades africanas mais afastadas da América do Sul.

Em uma linha reta, 2,9 mil quilômetros (km) separam Natal, no Rio Grande do Norte, do Senegal. Já a distância da capital potiguar para Lisboa é quase o dobro. Para Dubai, quase quatro vezes mais longe.

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A informação de que o Brasil quer diminuir a duração do voo para o Senegal foi dada à Agência Brasil pela embaixadora do país sul-americano no Senegal, Daniella Xavier.

“Temos que continuar a trabalhar nesse sentido, pois não é lógico que tenhamos que ir à Europa para vencer menos de 3 mil km! Imaginem a redução dos tempos de voo e nos custos também em benefício dos demais países da África Ocidental, da América Latina e do Caribe”, disse.

A embaixadora participou do Fórum Internacional de Dacar sobre a Paz e Segurança na África, sediado na cidade de quase 4 milhões de habitantes na segunda (20) e na terça-feira (21).

Interromper círculo vicioso


Brasília (DF), 22/04/2026 - Embaixadora do Brasil no Senegal, Daniella Xavier Cesar. 
Foto: Itamaraty/Divulgação
Brasília (DF), 22/04/2026 - Embaixadora do Brasil no Senegal, Daniella Xavier Cesar. 
Foto: Itamaraty/Divulgação

Embaixadora Daniella Xavier Cesar prevê crescimento no comércio entre Brasil e Senegal. Itamaraty/Divulgação. Foto: Itamaraty/Divulgação

Para a diplomata, é preciso romper um círculo vicioso: “o comércio e o turismo não têm escala por falta de conexões; e as conexões não se fazem por falta de escala”.

Daniella Xavier informou que se reuniu recentemente com o ministro das Infraestruturas e dos Transportes de Senegal, Yankhoba Diémé, e com a direção da companhia aérea estatal senegalesa Air Senegal.

A embaixadora disse ser preciso fomentar entendimentos entre empresas brasileiras – no país, todas privadas – e a Air Senegal ou até mesmo de países africanos, como Marrocos, Etiópia e Turquia, para que desenvolvam cooperação de codeshare, quando uma empresa vende passagens para os voos da outra e vice-versa.

Laços históricos

Ao ressaltar o que classifica como “excelente relação” entre os dois países, Daniella Xavier lembrou que o Senegal, que se tornou independente da França no início da década de 1960, têm laços históricos e profundos com o Brasil, sendo a raiz disso o tráfico de escravizados.

Fica no Senegal a Ilha de Gorée, ponto importante de tráfico de negros para as Américas. 

A embaixada brasileira foi aberta em Dacar em 1961. Dois anos depois, houve a reciprocidade. A representação diplomática do Senegal em Brasília é a única do país africano na América do Sul.

Comércio

Em 2025, o comércio entre Brasil e Senegal, país de quase 19 milhões de habitantes, alcançou US$ 386,1 milhões, com saldo de US$ 370,8 milhões para o Brasil, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A interpretação desses números é que vendemos muito mais do que importamos.

“O Senegal ainda exporta pouco para o Brasil. Poderia, por exemplo, investir na exportação de amendoim e derivados das flores do nenúfar [lírios-d’água], como produtos gourmet, assim como tecidos, produtos artesanais, entre outros”, avalia a embaixadora.

Ela disse à Agência Brasil que o comércio entre os países tem tendência de aumento e que trabalha para expandir investimentos. No ano passado, uma missão levou 50 empresários brasileiros ao Senegal.

Indústria genética agrícola

Um investimento, cita ela, foi o anúncio, em outubro do ano passado, da criação da primeira indústria de genética agrícola no Senegal, com objetivo e produzir 30 milhões de ovos e 400 mil aves reprodutoras. O investimento inicial será de US$ 20 milhões.

A iniciativa é da empresa brasileira West Aves em parcerias com os africanos. A estimativa é a criação de 300 empregos diretos e 1 mil indiretos, além de transferência de tecnologia para o Senegal.

“Caso bem sucedido, o projeto poderá permitir a autossuficiência total do país na produção de aves e a redução de 20% de seus custos para o consumidor final”, sustenta.

Há ainda entendimentos que tratam de o Brasil levar para o Senegal tecnologias na área da agropecuária, programa de merenda escolar e defesa.

Multilateralismo

Para a representante brasileira, a relação entre os países ganhou dinamismo. “Diante de um cenário internacional conturbado, é preciso ampliar a coordenação política entre países que coincidem em grande parte em suas posições multilaterais e encontrar alternativas comercias”, conclui.

Quando se fala de interesses multilaterais, um dos exemplos concretos é a defesa de reformas em organismos internacionais. Uma delas no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), pleito antigo do Brasil e de africanos.

Atualmente, apenas cinco países têm presença permanente no conselho e poder de veto (Rússia, Estados Unidos, China, Reiuno Unido e França), nenhum deles da América do Sul ou da África. Entre as funções do CS estão a imposição de sanções internacionais e permitir intervenção militar.

>>Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

Visão de Senegal

Também presente no Fórum Internacional de Dacar sobre a Paz e Segurança na África, a embaixadora do Senegal no Brasil, Marie Gnama Bassene, enfatizou que o seu país assume um papel importante na construção da confiança, no fortalecimento da cooperação e na prevenção de conflitos por meio do diálogo, “com o objetivo de promover e defender a paz em sua região e em nível continental”.

 


Brasília (DF), 22/04/2026 - Embaixadora do Senegal no Brasil, Marie Gnama Bassene (e). 
Foto: Embaixada do Senegal/Divulgação
Brasília (DF), 22/04/2026 - Embaixadora do Senegal no Brasil, Marie Gnama Bassene (e). 
Foto: Embaixada do Senegal/Divulgação

Brasília (DF), 22/04/2026 – Embaixadora do Senegal no Brasil, Marie Gnama Bassene, definiu as relações entre Brasil e Senegal como “forte, estável e duradoura”. Foto:Embaixada do Senegal/Divulgação

Ao contextualizar que o Senegal tem “longa tradição de contribuições eficazes” para as operações de paz da ONU e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), que reúne 12 países, Marie Gnama Bassene associou o país africano a uma tradição do Brasil.

“Ao observar a situação do Brasil e suas relações com seus vizinhos na América do Sul, não posso deixar de perceber muitas semelhanças com o Senegal”, disse à Agência Brasil.

“Nossos dois países compartilham o mesmo compromisso com o multilateralismo, a diplomacia, a paz e a segurança, bem como a prevenção e a resolução pacífica de conflitos por meio do diálogo e da consulta”, completou.

De 2026 a 2030 o Senegal irá presidir a Comissão da Cedeao, braço executivo da comunidade. O país é também um dos integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança com mais de 20 países, a maioria africanos, voltada para a manutenção da parte Sul do Oceano Atlântico livre de guerras e de disputas geopolíticas.

Há menos de duas semanas, o Brasil assumiu a liderança do grupo, em um evento no Rio de Janeiro. 

A senegalesa chama a parceria entre a terra natal e o Brasil como “forte, estável e duradoura, marcada por quase 65 anos de relações diplomáticas, com visões convergentes sobre a maioria das questões internacionais”.

Brasil e a paz na África

Apesar de o fórum ter a África no nome, o encontro foi aberto para países de fora do continente. Estiveram presentes chefes de Estado, ministros e diplomatas de 38 países, sendo 18 dos 54 africanos.

>> Entenda como a África quer superar o terrorismo 

 


Brasília (DF), 22/04/2026 - Ministro da integração Africana Cheikh Niang.
Foto: Governo Senegal/Divulgação
Brasília (DF), 22/04/2026 - Ministro da integração Africana Cheikh Niang.
Foto: Governo Senegal/Divulgação

Brasília (DF), 22/04/2026 – Ministro da Integração Africana Cheikh Niang. Foto: Governo Senegal/Divulgação

Ao conceder entrevista no fim do evento, o ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, Cheikh Niang, foi indagada pela Agência Brasil se o país sul-americano, com profunda herança africana, pode contribuir de alguma forma para a segurança e a paz no continente.

“Acho que o simples fato de participar de uma discussão, apresentar ideias e fazer propostas já é útil”, respondeu.

“Portanto, desse ponto de vista, a participação não só é desejada, como também é, para nós, de grande utilidade para a qualidade do trabalho que realizamos”, completou o ministro.

*Repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Estrangeiro.

Fonte: Agência Brasil

Giro Distrital destaca debate sobre ampliação da gratuidade no transporte público no DF

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Já está no ar a mais recente edição do Giro Distrital, programa jornalístico da TV Câmara Distrital. Aqui você fica por dentro das atividades do Legislativo local e dos principais acontecimentos da esfera política de Brasília.

Confira os destaques desta edição:

– Resumo da semana na CLDF;
– Educação rural: falta de vagas nas escolas do campo pauta debate na Câmara Legislativa;
– Tarifa Zero Estudantil: projetos em tramitação na CLDF propõem ampliar gratuidade no transporte público;
– Toque da arte: CLDF recebe exposição com obras voltadas para pessoas com deficiência visual;
– Mulheres Incríveis: CLDF é palco de troca de experiências de mulheres com histórias inspiradoras;
– Edição 200 do Giro Distrital: semanal de notícias da TV Câmara Distrital completa 200 edições.

 

 

O Giro Distrital é um programa da TV Câmara Distrital, com transmissão todo domingo, às 12h, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, com reprises ao longo da semana.

Fonte: Agência CLDF

Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões

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Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22), a proposta de aumento de capital da instituição estatal, cujo principal acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 53,7% das ações.  

A proposta aprovada durante a Assembleia Geral Extraordinária desta manhã prevê que o banco emita ações ordinárias e preferenciais até o limite de R$ 8,81 bilhões. Cada ação será emitida por R$ 5,36 no mercado, para subscrição privada.

A expectativa dos dirigentes do BRB é que, com a emissão de ações, o capital social do banco passe dos atuais R$ 2,344 bilhões para, no mínimo, R$ 2,88 bilhões. Já o máximo previsto chegaria a R$ 11,16 bilhões.

Ainda de acordo com o BRB, o aumento de capital visa a assegurar níveis adequados de capitalização do banco; ampliar a capacidade de crescimento das operações da companhia e reforçar sua estrutura de capital, fortalecendo seus indicadores prudenciais e patrimoniais.

Para viabilizar a proposta, os acionistas autorizaram o Conselho de Administração do banco a tomar todas as providências necessárias ao aumento de capital.

Também foram homologadas na assembleia as nomeações do atual presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e de Joaquim Lima de Oliveira e de Sergio Iunes Brito para o Conselho de Administração.

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Crise institucional

Criado em 1964, o BRB enfrenta uma crise institucional sem precedentes em sua história. Ao deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, a Polícia Federal expôs um esquema de fraudes financeiras, tornando público que o BRB teve um prejuízo bilionário ao adquirir créditos do Banco Master.

O controlador do Master, Daniel Vorcaro está preso desde o início de março deste ano, e os desdobramentos da investigação resultaram no afastamento e na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC). O ex-executivo é suspeito de envolvimento em crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Na segunda-feira (20), o BRB anunciou que assinou um memorando de entendimento com a empresa gestora de fundos de investimentos Quadra Capital para se desfazer de ativos comprados do Banco Master.

A gestora se comprometeu a pagar, à vista, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões pelos créditos que o BRB adquiriu do Master, e mais R$ 11 bilhões ou R$ 12 bilhões, a depender dos resultados alcançados na cobrança destes títulos. 

A operação de cobrança dos créditos será feita por um fundo de investimento para a gestão e monetização dos ativos, do qual o BRB e a Quadra terão ações. A negociação ainda precisa ser analisada pelo Banco Central (BC). 

“Obviamente, o fundo de investimento a ser estruturado vai ter que performar. A Quadra só fará os pagamentos das parcelas restantes se o fundo obtiver retorno. Ou seja, se ela conseguir receber, dos devedores, ao menos parte considerável dos créditos que o BRB comprou do Master”, disse o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, à Agência Brasil. 

Com larga experiência no setor financeiro, Bergo acredita que, se aprovado, o acordo entre BRB e a Quadra pode “atenuar” a crise do banco público, mas não resolverá a situação.

“É um negócio que possibilita ao BRB respirar um pouco, por aparelhos, mas serão necessárias outras ações. E, por isso, ele está pedindo [mais de R$ 6 bilhões] de empréstimo ao Fundo Garantidor de Créditos [FGC] e sinalizando a intenção de implementar uma administração austera, com uma possível mudança da estratégia de negócios”, finalizou Bergo.

Fonte: Agência Brasil