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Aneel aprova R$ 5,5 bi para reduzir conta de luz em 22 distribuidoras

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Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.

O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.

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De onde vem

Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.

Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.

Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.

Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Como funcionará

A Aneel aprovou a metodologia de distribuição desses recursos entre as distribuidoras beneficiadas.

O critério busca equilibrar os efeitos dos descontos entre as concessionárias, levando em consideração o tamanho de cada mercado e os custos de energia em cada região.

Inicialmente, o governo estimava arrecadar até R$ 7,9 bilhões com a antecipação do UBP. No entanto, nem todas as geradoras aderiram ao acordo. Das 34 empresas elegíveis, 24 aceitaram antecipar os pagamentos, reduzindo a previsão final para cerca de R$ 5,5 bilhões.

O pagamento pelas hidrelétricas está previsto para julho. Depois disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informará à Aneel o valor efetivamente arrecadado.

Só então a agência definirá os percentuais preliminares de desconto nas contas de luz.

Percentuais previstos

A Aneel trabalha atualmente com três cenários possíveis de desconto médio nas tarifas:

• arrecadação de R$ 4,5 bilhões: redução média de 5,81%;

• arrecadação de R$ 5 bilhões: redução média de 5,16%;

• arrecadação de R$ 5,5 bilhões: redução média de 4,51%.

Segundo a agência, o percentual efetivo aplicado a cada distribuidora dependerá dos processos de reajuste tarifário ao longo do próximo ano.

Quem será beneficiado

A medida alcança consumidores atendidos por distribuidoras localizadas:

•  nas regiões Norte e Nordeste

•  no Mato Grosso

•  em partes de Minas Gerais

•  em partes do Espírito Santo

A política beneficia consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia.

Desconto antecipado

Algumas distribuidoras começaram a utilizar parte desses recursos antes mesmo da arrecadação definitiva. As concessionárias da Neoenergia na Bahia e da Equatorial no Amapá pediram a antecipação dos valores durante seus processos tarifários.

A Amazonas Energia também recebeu R$ 735 milhões da repactuação. Segundo a Aneel, o reajuste médio aprovado para os consumidores da distribuidora ficou em 6,58%. Sem esse aporte financeiro, a alta chegaria a 23,15%.

Outras empresas ainda aguardam a liberação dos recursos para aplicar os novos descontos tarifários. Entre elas estão Enel Ceará, Roraima Energia, Energisa Rondônia e Energisa Acre.

Objetivo da medida

A Aneel afirma que a política busca reduzir o peso da conta de luz em regiões que possuem custos operacionais maiores e menor número de consumidores em comparação com outras partes do país.

Essas localidades costumam depender mais de geração térmica e de sistemas isolados, o que encarece a produção e a distribuição de energia elétrica.

Segundo a agência, o efeito dos descontos será incorporado gradualmente aos reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras ao longo de 2026.

 

Fonte: Agência Brasil

Flávio Bolsonaro sugere pagamento por hora em alternativa à escala 6×1

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta alternativa aos projetos que visam extinguir a jornada de trabalho no modelo 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). O parlamentar defende a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir o pagamento por hora trabalhada, cabendo ao próprio empregado definir seu período de atuação.

Flávio discutiu a “sugestão”, conforme ele mesmo a classificou, com outros integrantes do PL, durante uma reunião em Brasília, nesta terça-feira (19). Após o encontro, o senador disse a jornalistas que a ideia é ajustar a legislação, levando em conta as mudanças decorrentes dos avanços tecnológicos e preservando os direitos trabalhistas.

“Foi passada para nossa bancada essa sugestão, essa alternativa, que seria o trabalho remunerado pelas horas de trabalho, com a garantia de todos os direitos trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de Garantia [do Tempo de Serviço – FGTS], férias. Obviamente, proporcionais às horas de trabalho”, explicou o senador.

A manifestação ocorre em meio à tramitação de matérias sobre o tema no Legislativo. Em abril, o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência constitucional pelo fim da escala 6×1.

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O texto do Executivo propõe a redução do limite da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Dessa forma, os empregados passariam a trabalhar, no máximo, cinco dias na semana. A proposta conta com o apoio de entidades sindicais e órgãos de representação de classe, mas tem a objeção de entidades patronais, além de dividir especialistas.

Uma pesquisa recente da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário.

Para Flávio Bolsonaro, a proposta do governo federal é inoportuna e eleitoreira. “Tenta vender para a população uma solução fácil que não vai resolver [os problemas de produtividade, empregabilidade e de qualidade de vida]. Vai gerar desemprego em massa, aumento do custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar.”

De acordo com o senador, o pagamento correspondente às horas trabalhadas permitiria aos empregados “escolherem” o quanto querem trabalhar. “Se quiserem, vão trabalhar mais. E,se não puderem trabalhar tanto, se precisarem de mais flexibilidade, isso também estará atendido por esta legislação”, argumentou Flávio, destacando que, a seu ver, a proposta beneficia principalmente as mulheres.

“Vinte e três por cento delas não conseguem, não podem trabalhar por causa desta jornada endurecida, por não terem onde deixar seus filhos. Com esta mudança legislativa, a mulher que tem filhos vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas; deixar seu filho com alguém e voltar para casa para ficar com o filho. Portanto, vai ter oportunidade de trabalho”, disse Flávio, que se negou a responder a perguntas dos jornalistas.

A sugestão do senador vai na contramão do entendimento do governo federal, que considera o fim da escala 6×1 prioritário por, entre outros motivos, promover a equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho e aliviar parte da sobrecarga assumida pelas mulheres, sujeitas à dupla jornada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Quando consideradas somente as mulheres pretas e pardas, o trabalho doméstico não remunerado é 1,6 hora a mais por semana, se comparado ao de mulheres brancas.

Para a secretária nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, o fim da jornada 6×1 pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa.

“O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres. Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado”, afirmou a secretária à Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Na Mesa com Datena recebe nesta terça o ministro das Comunicações

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A TV Brasil exibe nesta terça-feira (19), às 21h, uma nova edição do Na Mesa com Datena, programa semanal de entrevistas comandado por José Luiz Datena. A atração recebe o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, para uma conversa sobre os avanços da TV Digital, com destaque para a TV 3.0, que já está em fase de testes no país, além do uso das telecomunicações no apoio a políticas públicas nas áreas de saúde e educação.

Com mais de 26 anos de experiência profissional no setor de telecomunicações, Frederico de Siqueira Filho assumiu o Ministério das Comunicações em abril de 2025, após deixar o cargo de presidente da Telebras. Em entrevista ao programa, ele defende as ações da pasta voltadas à população, principalmente as novidades relacionadas à TV 3.0.

“O Brasil pode ser o grande protagonista da evolução da TV Digital no mundo. A expectativa é aproximar a população dos canais de TV e dos serviços públicos. Com isso, estamos ampliando cada vez mais a democracia por meio da televisão”, explica.

Considerada a “televisão do futuro”, a TV 3.0 é uma evolução da atual TV Digital. O modelo integrará serviços de internet (broadband) à tradicional transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação.

Atualmente, a TV 3.0 está em fase de testes sob o comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com uma estação em funcionamento na Torre de TV, em Brasília.

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Durante o bate-papo, o ministro das Comunicações diz que a tecnologia brasileira “não deixa a desejar em nenhum lugar do mundo”.

“Estamos à frente em temas como a radiodifusão, os estudos sobre o serviço 6G e o processo de expansão da telefonia móvel para as regiões mais distantes do país”, destaca.

Frederico de Siqueira Filho também reforça o compromisso do Ministério das Comunicações com outras áreas do governo federal. “Nos colocamos à disposição dos demais ministérios para auxiliar nas operações de infraestrutura e nas necessidades de aperfeiçoamento tecnológico. Estamos preocupados em melhorar a estrutura interna desses serviços”, afirma.

Sobre o programa

Na Mesa com Datena marca a chegada de José Luiz Datena à programação da TV Brasil. Com mais de 50 anos de carreira, duas vezes vencedor do Prêmio Vladimir Herzog e passagens pelas maiores emissoras do país, o apresentador conduz entrevistas que se destacam pela escuta atenta e pelo protagonismo reservado ao convidado. Há quase dois meses no ar, o programa já recebeu convidados como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-jogador de futebol e apresentador Craque Neto, políticos e outras personalidades nacionais.

A atração integra a estratégia da EBC de fortalecer o jornalismo em seus veículos, aprofundar debates sobre temas de interesse público, reforçando o papel da comunicação pública como espaço de informação segura, acessível e plural.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

Fonte: Agência Brasil

Caso Master: Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB

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O advogado Eugênio Aragão informou nesta terça-feira (19) que deixou a defesa do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, um dos investigados no caso do Banco Master

A saída ocorre no momento em que Costa negocia a assinatura de um acordo de delação premiada com investigadores da Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele está preso no presídio da Papuda, em Brasília. 

Em nota à imprensa, Aragão declarou que “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”.

O advogado não informou o fato concreto que o levou a deixar a defesa do ex-presidente.

“Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”, afirmou.

No dia 16 de abril, Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. 

De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. Ele nega as acusações. 

Fonte: Agência Brasil

É preciso desaprender para conviver com a IA, explica Silvio Meira 

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No começo dos anos de 1990, um grupo de artistas incomodados com o marasmo cultural em Pernambuco escreveu o manifesto Caranguejos com Cérebro. Nascia oficialmente o manguebeat, movimento que misturou maracatu, reggae, hip hop e tecnologia.

Nesse caldeirão, um grupo de professores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE) resolveu criar um centro de inovação tecnológica para tentar reter os cérebros de estudantes e profissionais de várias áreas de conhecimento. 

Então surgiu, em 1996, o Centro de Estudos Avançados do Recife (CESAR). A organização foi uma espécie de semente do que viria a ser o Porto Digital, hoje um dos principais polos de inovação tecnológica do país, que concentra quase 500 empresas de tecnologia na região do Recife Antigo.

O engenheiro e escritor Silvio Meira estava entre os fundadores do CESAR e, agora, 30 anos depois, ele volta ao Conselho de Administração da instituição. 

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Nas comemorações de aniversário do CESAR, ele explicou a decisão. “Com a inteligência artificial, uma invenção que só encontra precedentes na criação dos tipos móveis, por Gutenberg, em 1450, o CESAR tem que voltar às origens”. 

Foi nessa busca das raízes no mangue que Silvio Meira falou à Agência Brasil sobre os avanços da inteligência artificial e o papel das pessoas na condução dessa transição. 

Agência Brasil: Você tem repetido que a inteligência artificial é o novo grande desafio da humanidade. Por quê? 
Silvio Meira: A inteligência artificial mexe com a capacidade cognitiva e repetitiva dos seres humanos. A gente tem três inteligências: uma é inteligência informacional, a nossa capacidade de captar, processar, armazenar, recuperar, usar a informação para tomar a decisão em ação. A gente tem a capacidade de socialização, como a gente se articula com outras entidades para resolver problemas. E a gente tem a capacidade autônoma, o meu poder de decisão. Eu podia não ter decidido não vir para cá agora, mas decidi vir. 

O que IA faz? A IA “imita a inteligência” informacional dos humanos. Tudo que eu e vocês fazemos que é cognitivo, exige uma formação, mas é repetitivo, a IA pode fazer e faz melhor do que o humano numa escala estratosfericamente mais elevada e mais barata. Esse é o tamanho do problema.

Agência Brasil: Dá um exemplo?
Meira: Vamos pegar um clínico geral padrão: você chega, ele nem olha pra você e pede 76 exames. Aí você faz os exames, volta, de novo, ele nem olha pra você e passa 22 remédios. Esse cara é uma IA dele mesmo. Se o que ele faz é pedir exames, analisar exames e casar exames com bula de remédios e passar remédios, ele pode ser automatizado.

As inteligências artificiais já dão conta, por exemplo, de escrita de código, que é algo extremamente complexo para a vasta maioria dos mortais não treinados. Elas dão conta da escrita de 95% do código que os humanos escrevem e escrevem tão bem ou melhor do que eles. Ponto final. 

Agência Brasil: O que sobra para quem é humano?
Meira: Qual é o meu papel? É definir se o código deve ser escrito ou não. Definir que código escrever, como escrever, para quem escrever o código. Validar se o código foi escrito como deveria, se tem ou não tem problemas de funcionalidade (ele faz o que deveria fazer?). Ver se o código tem problemas de segurança. 

O meu trabalho ficou muito mais complexo. Antes, o que eu fazia? Eu me sentava e escrevia. Agora, eu entrego para uma máquina, ela me entrega o código pronto e eu tenho que validar tudo isso.

Agência Brasil: Se é tão eficiente, porque é preciso validar?
Meira: Eu simplesmente não posso confiar porque ela é uma máquina probabilística e ela tem a probabilidade de dar errado. Digamos que a IA tem 50 possibilidades diferentes de escrever um mesmo código, mas três delas estão erradas e, por alguma razão, ela escolhe um desses caminhos errados. O código parece que funciona, tá todo lindinho, todo coerente, mas ele está errado. 

Agência Brasil: A gente tem feito essa discussão com a atenção que precisa? 
Meira: Essa é a discussão de todos os dias aqui no CESAR, no Centro Informático da UFPE, nas empresas do Porto Digital. Só para você ter uma ideia, o primeiro evento do Porto Digital sobre o impacto da IA nos negócios de tecnologia foi em 2018. Não foi em 2023. 

Agência Brasil: Como a IA está sendo usada na prática no Porto Digital? 
Meira: Nas empresas que são spin-off [empresas independentes criadas a partir de uma empresa-mãe ou de um centro de pesquisa] do CESAR, é simplesmente proibido você trabalhar sozinho. Você tem que ter um agente inteligente que você construiu, que trabalhe com você. Eu tô falando do RH, do atendimento, do marketing, de tudo. Veja, não é que é incentivado. É proibido.

Agência Brasil: É proibido trabalhar sem IA? 
Meira: Sim! Porque tudo que você fizer, que você repetir, você tem que criar um agente para fazer. Para você parar de repetir coisas, porque é mais barato fazer com a IA. Não é só mais barato, é mais rápido.

Quando o cliente quer uma resposta da gente, você pode estar pegando seu filho na escola, no banheiro, você pode estar onde você estiver. Mas se você pega o que você faz, que é repetitivo, e codifica e coloca um agente inteligente para fazer, o cliente fala com esse agente e tem seu problema resolvido.

Agência Brasil: Quando a IA solucionar todos os problemas, as pessoas vão ficar sem trabalho?
Meira: A gente tem que desaprender as coisas. Não dá para seguir fazendo as mesmas coisas, independentemente das mudanças. Vamos imaginar que a gente estivesse em 1898. Estava surgindo a indústria automotiva, mas o mercado ainda era de cavalos, carroças e carruagens.

Em 1903, nos EUA, foram vendidos 11 mil automóveis e 2,5 milhões de carroças. Dez anos depois, 1913, foram vendidos 3,6 milhões de carros e quase nenhuma carroça. Quem tinha carroça estava mantendo a sua, mas quem não tinha queria comprar um carro, não uma carroça. 

O que acontece com a inteligência artificial? Uma empresa do Porto Digital, em um trabalho de tecnologia e design que demandava um time de dez pessoas e seis meses para ser feito, agora dá para fazer em um mês com um time de quatro pessoas. Você divide o tempo por 6 e a equipe por 2,5. Um aumento de produtividade de 15 vezes. Não é 15%. É 15 vezes. O que vai acontecer com as empresas que não conseguirem fazer isso? Não vão conseguir competir. É tão simples quanto isso. 

Agência Brasil: E não é justamente isso que vai acabar com as vagas de trabalho? 
Meira: Inteligência artificial não é exatamente inteligente, é imitação. São algoritmos imitando a nossa capacidade cognitiva repetitiva. Tudo que é cognitivo e repetitivo será ou já foi ou está sendo impactado agora pela inteligência artificial.

Em algumas áreas, isso é 95% do trabalho humano. Em outras áreas, muito menos afetadas, 10%. Em três anos, vai ser 100%. Mas não necessariamente substituindo humanos. 

Talvez aumentando a capacidade de humanos de resolver problemas mais complexos mais rapidamente. Talvez articulando mais humanos dentro do mesmo ambiente para resolver problemas que um humano não consegue resolver sozinho.


19/05/2026 - Silvio Meira: “a gente precisa desaprender”
Um dos fundadores de polo tecnológico no Recife fala sobre impactos da IA. Foto: CIn-UFPE/Divulgação
19/05/2026 - Silvio Meira: “a gente precisa desaprender”
Um dos fundadores de polo tecnológico no Recife fala sobre impactos da IA. Foto: CIn-UFPE/Divulgação

Agência Brasil: No livro A Próxima Democracia, você defende transparência radical e política em plataformas [digitais]. Não é uma ideia meio contraditória? Porque se a plataforma controla, via algoritmo, o que eu vejo, o que eu gosto, o que eu compro e como eu voto, como falar em transparência radical?
Meira: A China criou uma camada de regulação nas plataformas dizendo que você pode discutir qualquer coisa desde que você queira resolver. Isso é uma coisa que a gente não sabe no Brasil, mas na China o dissenso é permitido desde que ele seja feito para criar consensos, desde que ele seja feito para resolver problemas. O que não é permitido é agressividade bruta, nua e crua só para destruir, só para atacar.

É o princípio de funcionamento da sociedade chinesa. Lá, as plataformas têm uma camada de software que é de Estado. Se você quer rodar uma plataforma na China, tem uma camada de estrutura, de serviços e de regulação.

A China tem uma regulação de videogames que até 12 anos de idade não pode jogar online. Fim. De 12 a 15 anos você pode jogar “X” horas por dia, de 15 a 18 anos você pode jogar tantas horas. E se as notas na escola começarem a cair muito, você é proibido de jogar. 

Agência Brasil: Isso não é censura? 
Meira: Não. Isso é consenso. Por que eu devia ter o direito de atacar você? A noção de censura e de liberdade ocidental levada ao extremo é burra. Nas democracias, os radicais, os candidatos a ditadores e autocratas querem ter o direito de destruir a democracia. Como assim!? Você não tem esse direito.

É bom a gente entender a semântica das palavras e das expressões. Eu não tenho o direito de destruir do nada, de graça, a reputação e a vida das pessoas online? Eu não tenho esse direito. E tentar fazer isso, mesmo que eu não consiga, deve ser tratado pelo sistema regulatório da sociedade, que é o sistema judicial.

Agência Brasil: Estabelecer limites. É isso a regulação? 
Meira: O que eu fiz com meus filhos quando eles queriam jogar? Qual é a moedinha que tem que colocar no videogame? Cada 20 páginas lidas de um livro longo dava uma hora de videogame. E tinha arguição: “Qual o papel de Capitu nesse capítulo que você leu?”

“Ah porque Capitu não sei o quê…” Não sabe? Tá inventando? Pênalti. Não pode jogar hoje e para não tentar enganar de novo, não pode jogar amanhã mesmo que leia. “Ah, eu não gosto de ler Dom Casmurro”. “E eu também não gosto de trabalhar”. 

Agência Brasil: A gente tem eleições neste ano, sem essa regulação e com inteligência artificial a mil por hora. O que a gente tem pela frente?
Meira: A gente tem incompetência. Nos últimos dois mandatos e nesse, inclusive. Porque deveria ter havido um esforço para regular plataformas e não houve. Por incompetência de gente que estava nos lugares para fazer e não fez.

Agora vamos enfrentar as consequências. Ter um espaço que é um faroeste. Menos faroeste que nos EUA, porque a lei de proteção de dados estabelece proteções muito maiores do que a vasta maioria dos países. 

Mas a gente tem que fazer o mea culpa e o dever de casa. Deveríamos ter regulado e não criamos espaço político para discutir a regulação. Isso não cai do céu, tem que ser discutido com a sociedade, com a participação das plataformas, inclusive. 

Agência Brasil: Os lobbies dificultam essa regulação?
Meira: O lobby, de vários lados, impediu que a gente fizesse essa regulação, mas só em parte. Nos mandatos anteriores, inclusive este, houve leniência do Executivo. Toda vez que houve alguma lei de regulação no mundo a articulação foi do executivo.

Porque as forças de mercado, pela própria natureza, não querem nenhuma regulação. Então, o Congresso, de sua iniciativa, e por causa dos lobbies no Congresso, não vai criar uma iniciativa de regulação, a menos que ele tenha algum tipo de interesse.

 

* A repórter viajou a convite do CESAR Beat

Fonte: Agência Brasil

Confiante no hexa, Neymar projeta última Copa do Mundo da carreira

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A expectativa maior da relação de 26 escolhidos por Carlo Ancelotti para representar o Brasil na Copa do Mundo era se Neymar estaria nela ou não. O atacante não conteve a emoção ao ter o nome anunciado pelo treinador para o quarto e último Mundial da carreira, em evento organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (18).

Neymar divulgou, nesta terça-feira (19), em seu canal no YouTube, um vídeo com bastidores de como acompanhou a convocação, junto de amigos e familiares, na mansão em que mora em Santos (SP). Após a confirmação de que estaria na Copa, o camisa 10 se emocionou com a esposa, Bruna Biancardi. Depois, abraçou o fisioterapeuta Rafael Martini e o preparador físico Ricardo Rosa, profissionais com quem trabalha desde a primeira vez que atuou pelo Santos, há mais de uma década.

“Eu que tenho que te agradecer”, disse o atacante, aos prantos, abraçado a Rosa.

Outro que acompanhou e celebrou a convocação ao lado de Neymar foi o também atacante Gabriel Barbosa. Eles atuam juntos no Santos desde o início do ano.

“Eu te amo. Você merece. Não é por nome [a convocação]. Você merece”, ressaltou Gabigol ao camisa 10, a quem tem como maior ídolo.

Em seguida, Neymar realizou uma chamada de vídeo, pelo celular, com Raphinha, atacante do Barcelona (Espanha) e que também foi convocado por Ancelotti.

“Sabe o carinho que tenho por você [Raphinha]. Vai dar tudo certo. Vamos ganhar essa p****” – celebrou o jogador do Santos.

Aos 34 anos, Neymar é o maior artilheiro da seleção brasileira masculina em jogos considerados oficiais, com 79 gols em 125 partidas. Ele não representa o Brasil desde outubro de 2023, quando sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior e de menisco do joelho direito. A dificuldade em ter uma sequência de jogos no ciclo deixou a presença na Copa de 2026 – que será disputada em Estados Unidos, México e Canadá – em xeque.

“Que alívio. Conseguimos. É difícil não se emocionar. Tudo que a gente passou, que eles [amigos e familiares] me viram passar. Conseguir disputar mais uma Copa é incrível. É um choro de muita felicidade. Quero agradecer a cada brasileiro que torceu e apoiou. É muito legal ver esse carinho do torcedor. Agora, somos todos um só. Mais uma Copa para disputar. Daremos a vida para trazer essa Copa ao Brasil. Estou muito feliz mesmo. Espero fechar com chave de ouro”, concluiu o camisa 10.

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Fé na caminhada

Neymar não foi o único escolhido de Ancelotti a manifestar, nas redes sociais, alegria com a presença na Copa. O goleiro Weverton celebrou a convocação em vídeo publicado pelo Grêmio, em que é recebido no clube com festa por funcionários e companheiros.

“Muito grato a Deus pela oportunidade. É uma honra representar meu país, a seleção brasileira e, agora, também, as cores do Grêmio em uma Copa. Espero honrar e representar da melhor forma possível. Quem sabe, buscar o tão sonhado hexa”, declarou o goleiro, que também esteve no Mundial de 2022, no Catar.

O zagueiro Marquinhos, presente nas edições de 2018 (Rússia) e 2022, festejou a convocação para a terceira Copa da carreira ao lado da esposa, Carol Cabrino, e dos dois filhos. Em vídeo publicado pela companheira no Instagram, o capitão do Paris Saint-Germain (França), mesmo confiante, admitiu nervosismo durante a divulgação da lista.

“Ali na hora [da convocação] dá uma ansiedade, por mais que tenha participado dos jogos e do ciclo todo. Quando você vê o nome lá, é mais uma oportunidade de viver esse momento em busca do tão sonhado título”, disse Marquinhos.

Dos 26 nomes chamados por Ancelotti, 11 disputarão o Mundial pela primeira vez. Nas manifestações, eles ressaltaram a jornada até a convocação. O zagueiro Ibañez, do Ah-Ahli (Arábia Saudita) e o atacante Matheus Cunha, do Manchester United (Inglaterra) recordaram que, há quatro anos, viveram a frustração de ficarem fora da lista definitiva.

“Esse é definitivamente o significado de sonho realizado. Em 2020, eu disse isso abertamente. Em 2022, fiquei no quase, mas em 2026 a história vai ser outra. É com muita gratidão que olho pra trás e sinto orgulho da caminhada até aqui. Sei que fiz muito para estar dentro deste seleto grupo. E é uma honra enorme”, escreveu Ibañez, ex-Fluminense e Roma (Itália).

“Foi tão difícil em 2022 e eu nem entendia. Hoje sou tão realizado com tudo que o Senhor me deu que não sei como te agradecer por todos os momentos de aprendizado e crescimento. Vou realizar meu maior sonho”, comemorou Matheus Cunha, que é formado no Coritiba.

Demais manifestações dos convocados

Alisson, goleiro do Liverpool (Inglaterra): “Que grande honra poder representar meu país! Um privilégio, acompanhado de uma imensa responsabilidade de vestir essa camisa! Lutaremos com todas as nossas forças para buscar a nossa tão sonhada sexta estrela!”

Gabriel Magalhães, zagueiro do Arsenal (Inglaterra): “Um momento marcante na minha carreira e mais um sonho realizado pela graça de Deus! Nada disso seria possível sem fé, sem minha família e sem todos que sempre acreditaram em mim. Muito honrado em representar o Brasil em uma Copa do Mundo!”

Bremer, zagueiro da Juventus (Itália): “O trabalho duro sempre compensa. Obrigado Brasil. Vou para a minha segunda Copa do Mundo com toda a determinação, energia e com o objetivo de deixa-los orgulhosos. Vamos juntos nessa caminhada”.

Wesley, lateral da Roma: “Ciente da responsabilidade que carrego em representar o meu país. Um sonho de menino, acaba de se tornar realidade”

Douglas Santos, lateral do Zenit (Rússia): “Difícil colocar em palavras. Olho para trás e lembro de toda caminhada, de todo passo, toda luta e muita dedicação. Representar o Brasil sempre foi meu maior sonho. Ter vivido o ouro olímpico em 2016 foi inesquecível, mas agora, receber a convocação para a Copa é ainda mais especial”.

Lucas Paquetá, meia do Flamengo: “Um orgulho imenso representar meu país na minha segunda Copa do Mundo! Obrigado a todos que fizeram parte desse processo”.

Bruno Guimarães, meia do Newcastle United (Inglaterra): “Estar presente em mais uma Copa do Mundo é a possibilidade de olhar pra trás e ter a certeza que tudo valeu a pena. Lembrando de cada partida que ia com meu pai e minha mãe nas quadras do Rio de Janeiro. […] Eu sou feliz e grato por ter vivido cada momento. Faria tudo de novo. Da mesma maneira”.

Danilo, volante do Botafogo: “Daqueles dias que ficarão para sempre na memória. Ser convocado para representar o Brasil em uma Copa do Mundo é a realização de um sonho de criança e motivo de muito orgulho em minha vida. Sou grato por cada momento da jornada e por todos que acreditaram em mim”.

Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid (Espanha): “Aquele menino que jogava descalço em São Gonçalo chegou de novo. Copa do Mundo é o auge da carreira de qualquer jogador e vou pra minha segunda. […] Somos o Brasil e vamos dar a vida pra trazer a alegria para nosso país. Que a história seja diferente! Confiem no nosso grupo!”.

Luiz Henrique, atacante do Zenit: “Quando olho pra trás, vejo aquele menino do Vale do Carangola, em Petrópolis, no interior do Rio de Janeiro, correndo atrás de uma bola sem imaginar o tamanho do caminho que ainda teria pela frente. Vejo as dificuldades, os dias longe de casa, os momentos de dúvidas, os sacrifícios da minha família e tudo que precisei enfrentar para continuar acreditando”.

Igor Thiago, atacante do Brentford (Inglaterra): “Quando era criança, parecia distante esse sonho. Um menino do interior de Goiás (Cidade Ocidental), sonhador e guerreiro. Hoje, esse sonho se torna realidade. Meu povo brasileiro, que orgulho poder representar nosso país nesse momento tão especial”.



Fonte: Agência Brasil

Feirão de Empregos abre 730 vagas no comércio e eventos

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Feirão de Empregos oferece 730 vagas no comércio e eventos
Não é necessário levar currículo, a equipe da Central Mais Empregos assessora o candidato na elaboração do documento (Foto: Divulgação)

Estado promove, nesta quarta e quinta-feira (20 e 21 de maio), mais uma edição do Feirão de Empregos, com 730 vagas nos segmentos de comércio e eventos. As oportunidades têm remuneração de até R$ 4 mil, além de benefícios como bônus salarial por desempenho e alimentação fornecida pela empresa.

O evento reúne diversas empresas em um mesmo espaço, facilitando o acesso do trabalhador às entrevistas presenciais. Após uma triagem inicial, os candidatos são encaminhados diretamente para os processos seletivos, com possibilidade de contratação imediata.

Vagas

Entre as funções disponíveis estão: coordenador de eventos, recepcionista, motorista entregador (CNH B), atendente de restaurante, auxiliar de limpeza, auxiliar de cozinha, lavador de pratos, confeiteiro, entre outras. Há vagas para profissionais com ou sem experiência.

Participam desta edição as lojas Novo Mundo, Hotel Transamérica Orion e Carrefour, no dia 20, e Grupo Fit, Bretas e Employer RH, no dia 21. Não é necessário levar currículo, a equipe da Central Mais Empregos assessora o candidato na elaboração do documento.

O atendimento será realizado das 8h às 17h, na Central Mais Empregos, que fica na Avenida Araguaia, esquina com a Rua 15, Centro. O candidato deve levar comprovante de endereço e um documento pessoal com foto.

Serviço:

Feirão de Empregos no Comércio e em Eventos
Data: 20 e 21 de maio
Horário: 8h às 17h
Local: Central Mais Empregos – Avenida Araguaia, esquina com a Rua 15, Centro. Goiânia

Fonte: Portal Goiás

Prazo para declaração anual do MEI termina em 31 de maio

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Termina no próximo dia 31 de maio o  prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor.  

Quem precisa declarar? 

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

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Multa 

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso. 

Como fazer a declaração 

A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025. Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). 

Fonte: Agência Brasil

Lula sinaliza apoio a setores para redução da jornada 6×1

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a redução da jornada de trabalho será feita de forma colaborativa, com o governo federal atento às demandas específicas de cada setor econômico, de forma a beneficiar a sociedade como um todo.

A declaração foi feita após Lula ter recebido, em São Paulo, uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic).

“Não se escondam de fazer qualquer proposta para nós. A construção civil é imprescindível para o futuro deste país. Em qualquer momento histórico, ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o presidente.

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Especificidades de cada categoria

Na sequência, Lula disse que o governo estará atento às reivindicações relacionadas à redução da escala 6 por 1, que possibilitará, aos trabalhadores brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas resultarem no benefício que nós queremos para a sociedade brasileira”, disse ele, na tentativa de transmitir segurança aos empresários do setor.

“Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos”, acrescentou.

Dirigindo-se aos empresários da construção civil, Lula disse que precisa deles para gerar empregos, bem como para construir casas e tocar obras de infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma mão de duas vias. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”.

 

Fonte: Agência Brasil

Consignados: INSS passa a exigir biometria facial a partir desta terça

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Novas exigências de segurança para empréstimos consignados de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a valer a partir desta terça-feira (19). Aposentados e pensionistas que solicitarem esse tipo de crédito terão que validar a operação por biometria facial, pelo aplicativo ou site Meu INSS.

Os empréstimos consignados são valores descontados diretamente do benefício. A “anuência biométrica” está prevista na Lei nº 15.327/2026, que teve o objetivo de aumentar a segurança dos cidadãos. A nova lei proíbe a contratação de consignado por telefone ou por procuração de terceiros.

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Veja o que muda

1) A partir de agora, o beneficiário, quando solicitar o consignado, receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status “pendente de confirmação”. 

2) A pessoa terá até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado.

3) Os beneficiários poderão ter mais tempo para pagar os empréstimos. O prazo aumentou de 96 meses para o limite de 108 parcelas (9 anos). 

4) Depois de acertado o crédito, a pessoa pode começar a pagar depois de até três meses.

Confira o passo a passo para obter o empréstimo consignado.

Fonte: Agência Brasil