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Incêndio não atinge pista do Velódromo Olímpico no Rio

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A avaliação preliminar da equipe técnica da prefeitura do Rio e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve qualquer impacto à pista do Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste, atingido por um incêndio na madrugada desta quarta-feira (8).

O Rio Museu Olímpico, que fica no local, está praticamente preservado. Instalado em uma área de aproximadamente 1,7 mil metros quadrados, o espaço homenageia os Jogos de 2016 e reúne acervo de cerca de 1 mil peças, distribuídas em 13 áreas temáticas, com cerca de 80 experiências interativas e atividades.

O prefeito Eduardo Cavaliere explicou que uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi atingida e será reformada. “O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro. Os engenheiros da prefeitura já estão avaliando os eventuais danos, mas a estrutura do Velódromo está preservada, e a pista está intacta.”

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado. Ainda há alguns focos, e as equipes continuam trabalhando.

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Além do museu, o Velódromo Olímpico é um equipamento ativo, com funcionamento contínuo e oferta regular de atividades esportivas e culturais gratuitas para a população.

Segundo a prefeitura, mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades no local. Ao todo, o espaço atende aproximadamente 4.280 pessoas, a partir dos seis anos de idade, distribuídas em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.

O Velódromo também mantém convênios com entidades esportivas de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio de Janeiro, permitindo que atletas das seleções utilizem o espaço para treinamentos.

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Fonte: Agência Brasil

STF inicia julgamento sobre eleições para mandato-tampão no Rio

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou há pouco o julgamento que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas. A sessão é transmitida pela TV Justiça.

A Corte julga ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

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A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde então, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.

Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 

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Fonte: Agência Brasil

Profissionais da educação pública do Rio fazem paralisação na quinta

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Professores e funcionários administrativos das redes municipal e estadual de educação do Rio de Janeiro marcaram para esta quinta-feira (9) uma paralisação de 24 horas. Os profissionais reclamam das perdas salariais dos últimos anos e cobram reajuste.

Profissionais da rede municipal da capital marcaram assembleia para as 14h na Cinelândia, seguida de ato público.

A categoria diz que seria necessário recompor em 24,07% as perdas salariais desde 2019. O cálculo leva em conta o estudo do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Além do reajuste, as principais reivindicações são:

  • Fim da minutagem (mais horas-aula trabalhadas sem a devida remuneração)
  • Pagamento para todos do Acordo de Resultados 2024 (14º salário)
  • Pagamento, em cumprimento da lei, do piso nacional no vencimento inicial da carreira das Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs)
  • Descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia
  • Reajuste do Vale Refeição
  • Fim da prioridade aos profissionais terceirizados nas remoções na rede municipal

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Estado

Profissionais da rede estadual farão uma assembleia às 10h no Clube de Engenharia – Edifício Edison Passos, Avenida Rio Branco, nº 124, no Centro do Rio de Janeiro. Na sequência, está previsto um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No caso da categoria, o cálculo do Sepe-Dieese é de que o reajuste necessário sobre os salários de janeiro de 2026 teria de ser cerca de 56%.

Além disso, os profissionais cobram:

  • Cumprimento do acordo de recomposição feito entre a Alerj e o governo Castro, no final de 2021 — 26,5% como reposição das perdas de 2017 a 2021, divididas em três parcelas. Apenas a primeira parcela foi paga
  • Implementação do Piso Nacional do Magistério

Fonte: Agência Brasil

Comissão de Segurança aprova projetos de lei para prevenir violência nas escolas

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A Comissão de Segurança (CS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na tarde desta quarta-feira (8), cinco projetos de lei que estabelecem novos marcos regulatórios para a segurança e a convivência no ambiente escolar. A reunião extraordinária da comissão contou com a presença e votos favoráveis, relacionados aos projetos, dos deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos). As propostas aprovadas detalham desde a organização administrativa de unidades de ensino até protocolos rígidos de intervenção em casos de violência. 

 

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

O PL 1739/2025, de autoria do deputado Roosevelt (PL), estabelece as diretrizes para o modelo de escolas cívico-militares em gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública. O texto define que a Secretaria de Educação cuidará da parte pedagógica, enquanto militares da reserva atuarão na gestão disciplinar e em atividades extracurriculares de formação ética e cívica. A proposta também oficializa o “Hino dos Colégios Cívico-Militares” e institui o dia 5 de setembro como data comemorativa do modelo. 

 

Andressa Anholete/ Agência CLDF

Dois projetos apresentados pelo deputado Iolando (MDB) focam na infraestrutura de proteção às escolas do DF. O PL 1828/2025 institui normas gerais de segurança, prevendo a criação de planos locais de segurança escolar, mediação de conflitos e maior presença preventiva da Polícia Militar nas unidades escolares. Já o PL 297/2023 foca no combate direto a ataques às escolas. A medida obriga a implantação de um aplicativo de “Botão de Alerta” nos celulares de professores e gestores. Quando acionado, o sistema desloca imediatamente equipes da PM e do SAMU para a unidade escolar. O projeto também proíbe o uso de armas de fogo por vigilantes dentro das escolas e exige a contratação de psicólogos para suporte emocional e prevenção de burnout.

 

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

Para enfrentar a escalada de agressões contra profissionais da educação, a comissão aprovou o PL 1176/2024, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP). O texto obriga a chefia imediata a acionar a Polícia Militar, em até três horas, após qualquer agressão física contra servidores da Secretaria de Educação. Além do registro da ocorrência e acompanhamento ao IML, o projeto assegura ao professor ameaçado o direito de solicitar troca de turno ou de unidade escolar para garantir sua integridade física.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

De autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), o PL 602/2023 proíbe a execução de músicas que façam apologia ao crime, ao uso de drogas ou que contenham conteúdo sexual e linguajar obsceno em eventos escolares. O descumprimento pode gerar punições administrativas para gestores públicos e multas de R$ 1 mil a R$ 5 mil para instituições privadas, com os valores revertidos para programas de proteção à infância.

Todos os projetos aprovados pela Comissão de Segurança seguem tramitando nas comissões temáticas da Casa antes de serem levados para votação em plenário. 

Fonte: Agência CLDF

Concurso Público: CAS aprova isenção do pagamento de inscrição para mulheres em situação de vulnerabilidade

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa aprovou projeto de lei, nesta terça-feira (8), que garante isenção do pagamento da taxa de inscrição em concursos públicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O PL 1920/2025, de autoria do deputado João Cardoso (PL), assegura o benefício em concursos promovidos pela administração pública direta e indireta, incluindo autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista sob controle do GDF.

 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

O objetivo, segundo o parlamentar, é ampliar o acesso de mulheres em condições socioeconômicas desfavoráveis aos cargos e empregos públicos, reduzindo barreiras financeiras que dificultam a participação em certames. O texto aprovado, considera “em situação de vulnerabilidade” as mulheres chefes de família monoparental com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, chefes de família monoparental desempregadas ou inseridas no mercado informal, além das egressas do sistema prisional.

Para ter direito à isenção, a candidata deverá declarar sua condição no ato da inscrição e apresentar documentação comprobatória, conforme critérios a serem definidos nos editais. O projeto determina ainda que os editais dos concursos públicos promovidos no DF deverão conter cláusula expressa informando sobre o direito à isenção e as orientações para sua solicitação. A medida poderá ser acumulada com outras formas de isenção já previstas na legislação, como critérios socioeconômicos e políticas afirmativas específicas.

Para os integrantes da CAS, a proposta contribui para a promoção da igualdade material, ao enfrentar desigualdades estruturais que impactam de forma desproporcional as mulheres em situação de vulnerabilidade. “A taxa pode representar obstáculos concretos de mobilidade social. A isenção proposta amplia o acesso e a oportunidade de trabalho e renda para as mulheres, favorece acesso delas ao serviço público”, afirmou o relator Max Maciel (PSOL), ao comentar o merito da matéria.

O autor da lei, por sua vez, justifica que o PL 1920/2025 respeita a competência legislativa do Distrito Federal e reafirma seu compromisso com a justiça social, a inclusão e a igualdade de gênero.

Espécies invasoras

A CAS aprovou ainda o Projeto de Lei nº 1148/2024, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), que estabelece regras para o controle, manejo e erradicação de espécies exóticas invasoras no Distrito Federal. A proposta cria um marco legal para prevenir impactos ambientais, econômicos e à saúde pública decorrentes da introdução e proliferação dessas espécies.

O texto define conceitos como espécies nativas, exóticas, introduzidas e invasoras, além de disciplinar ações de prevenção, controle e monitoramento. O projeto também incentiva parcerias com universidades, centros de pesquisa e organizações ambientais para aprimorar o monitoramento e as ações de manejo. Segundo Rogério Morro da Cruz, a iniciativa fortalece “a proteção da biodiversidade no DF e cria instrumentos concretos para enfrentar um dos principais fatores de degradação ambiental”. 
 
Conhecimento

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Também foi aprovado nesta terça o PL 995/2024, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), que “institui o Programa Distrital de instalação da Praça do Escritor em cada região administrativa no Distrito Federal”. 

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

PL 1508/2025, de autoria do Deputado Pepa (PP), igualmente aprovado, cria o “Programa Jovem Cientista do Distrito Federal, com o objetivo de incentivar a formação e o desenvolvimento de jovens talentos na área de ciência, tecnologia e inovação”.

Fonte: Agência CLDF

CAS aprova projeto que cria pontos de apoio para motofretistas e mototaxistas no DF

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O Projeto de Lei nº 229/2023, que prevê a criação de pontos de apoio para motofretistas e mototaxistas nas regiões administrativas do DF, avançou na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (8).O projeto estabelece a implantação dos Pontos do Mototransportador, espaços destinados a oferecer melhores condições de trabalho à categoria.

O texto destaca que os locais deverão contar com estrutura mínima de conforto e apoio, como sanitários, chuveiros, vestiários, internet sem fio, área para refeições, tomadas para carregamento de celulares e espaço de descanso. A proposta busca reduzir o desgaste físico e emocional dos profissionais e contribuir para a segurança no trânsito.

“A qualidade de vida dos mototaxistas está relacionada ao cotidiano desses profissionais, que é marcado pelo desgaste físico, ritmos intensos, sobrecarga de trabalho, modificação ou alteração dos horários de trabalho, violência urbana, riscos de acidentes, estresse, cansaço, desgaste físico e emocional”, pontuou o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), autor do projeto, ao justificar a necessidade dos pontos de acolhimento.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

A comissão também aprovou o Projeto de Lei nº 1142/2024, de autoria do deputado Roosevelt (PL), que estende a Gratificação de Atendimento ao Público (GAP) aos servidores do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) que exercem atividades com contato direto e permanente com a população. A iniciativa visa valorizar os servidores e aprimorar a qualidade do atendimento prestado ao cidadão.

Para o parlamentar, a medida “busca valorizar o atendimento ao público no DER/DF, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e para a motivação dos servidores”.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A CAS também deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 1246/2024, do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), que trata da prestação dos serviços de conservação, manutenção e pintura das faixas de pedestres pelas administrações regionais. A proposta pretende dar mais agilidade à sinalização horizontal, reforçando a segurança viária e permitindo atuação complementar aos órgãos de trânsito do DF.

Roriz Neto destaca que a proposta busca “possibilitar que as Administrações Regionais atuem, de forma subsidiária e complementar, na manutenção e pintura das faixas, auxiliando o Detran e o DER, e atendendo às necessidades da população”.

Outra matéria que avançou foi o Projeto de Lei nº 356/2023, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz, que institui o Programa de Prevenção e Promoção à Saúde do Caminhoneiro no Distrito Federal. A proposta prevê a oferta de serviços básicos de saúde e ações itinerantes nas rodovias, com foco na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida dos profissionais da estrada.

“Infelizmente, problemas de manutenção na frota, estradas esburacadas, jornadas exaustivas, baixos salários, riscos de assaltos e acidentes, alimentação inadequada são problemas comuns enfrentados pelos caminhoneiros em todo o país”, comentou o autor da proposta.

As quatro matérias foram aprovadas com votos favoráveis dos deputados Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (PSD) e Martins Machado (Republicanos) e seguem agora para análise nas demais comissões da Casa antes de serem apreciadas em plenário.

Fonte: Agência CLDF

Proposta proíbe escala 6×1 em serviços terceirizados contratados pelo GDF

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (08), o Projeto de Lei nº 1429/2024, de autoria do deputado distrital Fábio Felix (PSOL), que estabelece novas regras para a jornada de trabalho nos contratos firmados pelo poder público para fornecimento de mão de obra ou de serviços.

O projeto proíbe, nos contratos firmados pelo Governo do Distrito Federal, a adoção de escalas de trabalho com apenas um dia de repouso semanal, como a escala 6×1. Pelo texto aprovado, os contratos deverão prever jornada máxima de 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso semanal remunerado, sendo pelo menos um deles aos sábados ou domingos.

Além disso, a proposta torna obrigatória a inclusão, nos editais e contratos, de cláusulas que comprovem a adoção da jornada reduzida, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho ou norma interna da empresa contratada. As empresas também deverão apresentar relatórios semestrais de conformidade, com informações sobre a jornada de seus empregados.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Na justificativa do projeto, Fábio Felix argumenta que a iniciativa busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao poder público, combatendo modelos de jornada considerados desgastantes e prejudiciais à saúde física e mental.

Segundo o parlamentar, a proposta alinha o Distrito Federal a tendências internacionais que apontam para semanas de trabalho mais equilibradas e maior valorização do descanso. “A escala de trabalho 6×1 dificulta a realização de atividades pessoais, compromete o tempo de lazer e restringe as oportunidades de convívio familiar e social”, avalia.

O relator da matéria na CAS, deputado Max Maciel (PSOL), destaca que o modelo de escala 6 x 1 “compromete a qualidade de vida, uma vez que reduz substancialmente o tempo para o lazer, o autocuidado e, sobretudo, o convívio familiar e social — pilares essenciais para o bem-estar físico, emocional e psicológico do ser humano”.

A proposta avançou na comissão com três votos favoráveis, dos deputados Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (PSD) e Martins Machado (Republicanos). O texto segue agora para análise nas demais comissões da Casa antes de ser apreciado em plenário.

 

Fonte: Agência CLDF

Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

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O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel. 

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

“Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

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Israel ataca Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

“[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.

Fonte: Agência Brasil

Produção de veículos em março registrou melhor resultado desde 2019

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O desempenho do setor automotivo em março superou as expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo balanço da associação, divulgado nesta quarta-feira (8), este foi o melhor mês para a produção de veículos desde outubro de 2019 e também o melhor mês de março desde 2018, com 264,1 mil unidades produzidas entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Isso representou uma alta de 35,6% sobre março de 2025 e de 27,6% sobre fevereiro.

“Tivemos um excelente número de produção no mês de março, o melhor resultado em um mês desde outubro de 2019, pré-pandemia. Esse foi um dado que nos chamou bastante a atenção”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante entrevista à imprensa.

No acumulado do ano, a produção somou 634,7 mil unidades, um incremento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do bom resultado, Calvet acentuou que o setor se mantém em alerta, principalmente pela conjuntura externa e os conflitos no Oriente Médio que podem continuar pressionando o preço do petróleo.

Quanto aos emplacamentos, este foi o melhor mês de março desde 2013, com 269,5 milhões de autoveículos comercializados. Este também foi, segundo a Anfavea, o melhor resultado para um mês desde dezembro de 2014.

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Na comparação com março do ano passado, houve aumento de 37,8% nos emplacamentos. No entanto, a Anfavea ressalta que neste ano o mês de março teve mais dias úteis que no ano passado, quando teve o carnaval. Já em relação a fevereiro, o aumento foi de 45,5%.

Considerando-se as vendas do primeiro trimestre deste ano, o crescimento alcançou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com 625,2 mil veículos emplacados.

“O desempenho surpreende, mas ainda não é tempo de comemorarmos. Março surpreende, mas são os próximos meses que vão definir como vamos lidar com o restante do ano”, disse Calvet.

Caminhões

Um dos destaques do mês foi o segmento de caminhões, com 8,8 mil unidades emplacadas, 31,9% a mais que fevereiro, mas 6,2% inferior a março de 2025. Isso se deveu, de acordo com a associação, ao lançamento do programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos.

“No segmento de caminhões, tivemos agora um suspiro. Não foi ainda um respiro profundo, mas um pequeno suspiro”, disse o presidente da entidade. “Ainda é um cenário ruim, mas é menos pior, embora ainda seja de bastante preocupação”, ressaltou.

Exportações e importações

As exportações atingiram 40,4 mil unidades em março deste ano, o que representou um crescimento de 21,1% sobre fevereiro e de 1,1% em relação a março de 2025.

Já as importações somaram 47,3 mil unidades, incremento de 40% em relação a fevereiro e 25,7% ante março do ano passado.

Crescimento

Mesmo com as incertezas provocadas principalmente pela guerra no Oriente Médio, a Anfavea manteve suas projeções de crescimento neste ano.

Segundo a entidade, a expectativa é que de 2026 feche com alta de 3,7% na produção de veículos – o que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano.

Fonte: Agência Brasil

Campos Neto falta à CPI do Crime Organizado pela terceira vez

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O ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, nesta quarta-feira (8).

Convocado na condição de testemunha qualificada, por seu conhecimento técnico, Neto faltou ao depoimento após seus advogados comunicarem ao colegiado que a obrigatoriedade de sua presença violaria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta é a terceira tentativa frustrada da comissão de ouvir o economista, que presidiu o BC entre 2019 e 2024. Segundo o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), Neto foi, inicialmente convidado, depois, convocado, por ter condições de contribuir, de forma relevante, para os trabalhos da CPI, criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil.

A primeira tentativa da CPI de ouvir Neto ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou a convocação em convite, tornando facultativa a participação do ex-presidente do BC na reunião.

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O colegiado insistiu no convite para que Neto participasse da reunião de 31 de março. Diante da recusa do economista, o colegiado aprovou, na mesma data, a convocação de Neto para a reunião de hoje – na qual os parlamentares estão ouvindo o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A convocação, pela CPI, torna obrigatória a presença de qualquer pessoa. Os membros da comissão agora avaliam as medidas a serem tomadas em curto espaço de tempo, pois o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, mantendo como limite o dia 14.
 

Fonte: Agência Brasil