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Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

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A eficiência da Costa do Marfim fez a diferença na Filadélfia. Neste domingo (14), os Elefantes – apelido da seleção africana – derrotaram o Equador por 1 a 0 na partida que concluiu a primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo.

O Equador, que parou duas vezes no travessão, ficam zerados na tabela. Os marfinenses, que também acertaram o poste superior, somam os mesmos três pontos da Alemanha, que lidera o Grupo E pelo saldo de gols. Mais cedo neste domingo, os germânicos atropelaram Curaçao por 7 a 1 nem Houston.

Equador finaliza mal

A equipe equatoriana foi a campo com três nomes do futebol brasileiro entre os titulares: o volante Alan Franco e os atacantes Alan Minda (ambos do Atlético-MG) e Gonzalo Plata (Flamengo). O lateral Angelo Preciado, outro do Galo, entrou na segunda etapa, no lugar de Franco. Já o centroavante Enner Valencia, atualmente no Pachuca (México) e de passagem pelo Internacional, iniciou jogando.

E foi de Valencia a primeira boa chance do jogo. Aos dez minutos, ele recebeu cruzamento rasteiro do lateral Piero Hincapié pela esquerda e ficou livre, na marca do pênalti após um escorregão do zagueiro Emmanuel Agbadou. O artilheiro, porém, pegou mal na bola e chutou por cima do gol.

A Costa do Marfim até chegava à área equatoriana, mas sem concluir as jogadas. Os Elefantes assustaram somente aos 16 minutos, com Bazoumana Touré. O atacante recebeu do meia Franck Kessié pela esquerda e finalizou de primeira, cruzado. O arremate, rasteiro, saiu rente à trave com um desvio do goleiro Hernan Galindez, mas a arbitragem deu tiro de meta.

O Equador, impondo velocidade e empurrado pela torcida, maioria dos cerca de 68 mil presentes no estádio, foi mais perigoso, mas faltou eficiência. O time sul-americano chegou a mandar duas bolas no travessão em um intervalo de seis minutos.

A primeira aos 23, em tentativa de longe do atacante John Yeboah. Aos 29, Minda conseguiu infiltrar pela esquerda após troca de passes na entrada da área e chutou na saída do goleiro Yahia Fofana, mas a batida subiu demais e a bola parou no poste superior.

Diallo sai do banco e decide

O ritmo intenso da partida na Filadélfia prosseguiu no segundo tempo. Com menos de um minuto, Valencia tabelou com Plata, recebeu de volta na área e chutou quase da linha de fundo, acertando o pé da trave.

A Costa do Marfim, porém, voltou melhor do intervalo. Destaque dos Elefantes na primeira etapa, o jovem Yan Diomandé, de 19 anos, escapou de Hincapé pela direita e cruzou para o também atacante Elye Wahi, que concluiu de primeira. Aos sete minutos, foi a vez da equipe africana parar no travessão.

Com a entrada do atacante Amad Diallo no lugar de Touré, aos 11, Diomandé passou para o lado esquerdo e infernizou Alan Franco. Na primeira oportunidade, escapou do jogador do Atlético-MG, ganhou a dividida do volante Moisés Caicedo na área e finalizou com muito perigo, por cima do gol.

A resposta equatoriana veio aos 22 minutos, em chute forte de Plata da entrada da área, a 119 quilômetros por hora, que Fofana defendeu no reflexo. Os sul-americanos, porém, já não conseguiam chegar com a mesma frequência ao campo de ataque.

O crescimento do time marfinense na etapa final acabou recompensado aos 44 minutos. O zagueiro Wilfried Singo avançou com liberdade desde a defesa, chegou à área do Equador e rolou para Diallo, de primeira, acertar o cantinho da meta de Galindez e decidir a vitória dos Elefantes.

A segunda rodada da chave será disputada no próximo sábado (20). A Costa do Marfim vai até o Canadá enfrentar os alemães às 17h, no Toronto Field. Os sul-americanos continuam nos Estados Unidos para encararem Curaçao em Kansas City, às 21h.

Fonte: Agência Brasil

Dois helicópteros se chocam e deixam seis mortos no Rio

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Pelo menos seis pessoas morreram na manhã deste domingo (14) após a colisão no ar de dois helicópteros que caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Os mortos são tripulantes das aeronaves.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59. Cerca de 45 militares do Recreio dos Bandeirantes, com o apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram deslocados para o local. 

Segundo os bombeiros, os helicópteros caíram no estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos. 

 


Rio d Janeiro (RJ), 14/06/2026 - Bombeios no local da queda de helicóptero. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio d Janeiro (RJ), 14/06/2026 - Bombeios no local da queda de helicóptero. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

Raphinha, Vini Jr. e Douglas Santos se destacam nos números da estreia

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As estatísticas dos jogadores do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, no último sábado (13), na estreia da Copa do Mundo, destacam três atletas: o lateral-esquerdo Douglas Santos e os atacantes Raphinha e Vinícius Júnior. Os números constam no banco de dados da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Entre os 16 brasileiros que estiveram em campo, Raphinha foi quem mais se movimentou. O atacante do Barcelona (Espanha) percorreu 11,65 quilômetros (km) na partida. Pouco menos que os 11,68 km do jovem volante Ayyoub Bouaddi, do Marrocos, atleta que mais correu durante os 90 minutos.

Raphinha foi, ainda, o brasileiro que mais conseguiu arrancadas (80) e que mais pressionou os jogadores marroquinos, com 47 ações de desarme ou redução de espaço do ataque adversário. Menos, porém, que o também atacante Ismael Saibari, autor do gol africano no Estádio MetLife, que realizou 67 movimentos de caráter defensivo enquanto esteve em campo.

Outra estatística em que Raphinha se sobressaiu entre os brasileiros foi a das recepções de bola entre as linhas defensiva e de meio-campo (17). Ele foi o jogador do Brasil mais acionado na intermediária de ataque. O camisa 11 conseguiu gerar seis cruzamentos, mas foi, também, quem mais cometeu erros forçados (cinco).

Vini Jr.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Vinicius Junior reacts IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Brazil's Vinicius Junior reacts IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

Autor do gol de empate, Vinícius Júnior foi o jogador do Brasil que mais apareceu para o jogo. Ninguém da equipe verde e amarela pediu mais bolas do que ele durante a partida: 61. Apenas o marroquino Bouaddi (69) foi mais participativo que o atacante do Real Madrid (Espanha), eleito o melhor da partida.

Há mais um dado em que Bouaddi se destacou que evidencia as dificuldades do Brasil no jogo de sábado. O volante de apenas 18 anos foi o jogador de Marrocos que mais distribuiu passes: 67. No time canarinho, o jogador com mais toques na bola (84) foi um zagueiro, Gabriel Magalhães.

Douglas Santos, por sua vez, chamou atenção como o brasileiro que mais buscou jogadas de penetração pelos lados do campo. Foram 22 tentativas, sendo 18 realizadas com êxito.

O flanco esquerdo, por onde atua o lateral do Zenit (Rússia), foi justamente o mais acionado pelo ataque contra o Marrocos. Segundo os números da Fifa, a seleção de Carlo Ancelotti fez 27 penetrações por ali e somente 18 pela direita.

O desequilíbrio se explica com a opção do zagueiro Ibañez para iniciar a partida na lateral direita, levando o Brasil a atacar quase exclusivamente pela esquerda. Com a entrada de Danilo na vaga de Ibañez depois do intervalo, a equipe canarinho passou a mesclar as ações ofensivas.

Haiti é o próximo adversário

A seleção brasileira retorna ao Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, nesta segunda-feira (15). A primeira atividade depois da estreia na Copa do Mundo inicia às 18h (horário de Brasília). De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a imprensa poderá acompanhar os 15 minutos iniciais dos trabalhos em campo.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C. A liderança da chave é da Escócia, que derrotou os haitianos por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston, no último sábado.

Fonte: Agência Brasil

Brasil no Mundo debate geopolítica do futebol e Copa do Mundo de 2026

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A TV Brasil exibe neste domingo (14), às 19h30, uma edição inédita do Brasil no Mundo, que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. O programa vai debater a geopolítica do futebol e como a Copa do Mundo de 2026 está inserida nesse contexto.

Neste episódio, Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o cientista político Carlos Eduardo Martins.

Além disso, o Brasil no Mundo desta semana debate os temas que estarão em pauta na reunião do G7, na próxima semana, e atualiza a situação da guerra entre Irã e Israel, dos protestos na Bolívia e das eleições no Peru e na Colômbia.

O convidado do programa semanal da TV Brasil é graduado em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestre em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Carlos Eduardo Martins também é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na TV Globo por 26 anos, como correspondente em Nova Iorque, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasil no Mundo – Domingo, dia 14/6, às 19h30, na TV Brasil

Brasil no Mundo – Madrugada de domingo, dia 14/6, para segunda, dia 15/6, às 2h, na TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Lula sanciona lei do Marco Legal do Transporte Público Coletivo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. O objetivo do texto é modernizar a política desse tipo de transporte no país, com a diversificação do financiamento e a melhoria da regulação e da operação dos transportes públicos urbanos.

Um dos avanços estruturais do novo marco é a ruptura com o modelo predominante no Brasil, no qual o financiamento do transporte coletivo recaía quase exclusivamente sobre a tarifa paga pelo usuário. A Lei nº 15.432/2026 foi publicada, neste domingo (14), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

A medida abre caminho para a discussão da tarifa zero e autoriza o uso de novas fontes de custeio para subsidiar as tarifas, como publicidade, exploração comercial de espaços e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide Combustíveis).

A Cide é um tributo federal cobrado na importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus derivados. Criada por uma lei de 2001, tem seus recursos destinados à infraestrutura de transportes, projetos ambientais e subsídios ao preço de combustíveis.

O texto foi aprovado em maio pelo Congresso Nacional e também trata do fortalecimento da integração física e tarifária dos sistemas de transporte, da ampliação da transparência na gestão pública, da transição para fontes renováveis de energia e da criação de mecanismos nacionais para compartilhamento de dados e monitoramento da qualidade dos serviços.

Outro ponto de destaque é a definição de parâmetros mínimos de qualidade para os sistemas de transporte público, incluindo critérios como regularidade, pontualidade, acessibilidade, segurança, conforto e satisfação dos passageiros. O texto também prevê que a remuneração das operadoras possa ser vinculada ao desempenho e à qualidade do serviço prestado.

Vetos

Em comunicado, a Presidência de República informou que os vetos presidenciais ao Marco Legal do Transporte Público Coletivo tiveram como objetivo preservar a sustentabilidade fiscal e evitar impactos sobre políticas de gratuidade já existentes.

Foram retirados trechos que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos do orçamento público, além de dispositivos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras.

“A avaliação foi de que essas exigências poderiam gerar despesas sem previsão de recursos e colocar em risco benefícios já concedidos à população”, diz o comunicado, ao acrescentar que os vetos não impedem a concessão de subsídios para financiar gratuidades e descontos tarifários.

“O que foi retirado foi a obrigatoriedade desse custeio e o prazo para adequação, medidas que poderiam inviabilizar o modelo atualmente adotado por diversos entes federativos e gerar instabilidade no sistema”, reforçou a Presidência.

Também foram vetados dispositivos relacionados às competências dos entes federativos, como a obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais e a previsão de subsídios federais para tarifas de transporte local. A justificativa foi preservar a autonomia de estados e municípios, evitar novas despesas obrigatórias para a União e garantir segurança jurídica na gestão dos sistemas de transporte.

Outros vetos se aplicam à criação de novas estruturas administrativas, regras de indenização a concessionárias e a vinculação obrigatória de 60% dos recursos da Cide Combustíveis para áreas urbanas. Segundo o governo, as medidas buscam evitar aumento de gastos permanentes, reduzir riscos fiscais para o poder público e preservar a flexibilidade do orçamento para atender às diferentes necessidades e prioridades do país.

Fonte: Agência Brasil

Manifestantes protestam na Paulista contra exportação de animais vivos

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Entidades e ativistas da causa animal protestaram neste domingo (14), em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a exportação de animais vivos.

O ato é parte de um movimento nacional contrário à prática e busca chamar a atenção para os impactos ambientais, sanitários e econômicos associados ao transporte de animais vivos.

De acordo com os ativistas, o transporte de carga viva submete os animais a riscos elevados de acidentes e coloca em risco a saúde e o bem-estar deles, por conta do confinamento prolongado e da superlotação.

Ativista do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, Patrícia Aguiar, defendeu que animais não sejam transportados ainda vivos para que sua carne seja consumida em outros países.

“A gente não quer acabar com o agronegócio. O que a gente quer acabar é com essa crueldade que acontece com os animais. Nas exportações, os animais passam por maus-tratos intrínsecos, desde a saída das fazendas até o final deles, que é no Oriente Médio, com o abate. O que a gente quer é acabar com as exportações dos animais vivos. Quer exportar? Exporte carne congelada”, ressaltou.

Em entrevista à Agência Brasil durante o ato, a ativista afirmou que, durante essas viagens, os animais são submetidos a muitos tipos de violência, sendo obrigados a viver em espaços apertados e em meio às próprias fezes e urinas, além de serem expostos a quantidades elevadas de amônia.

“Nas exportações, eles já vão em caminhões fechados por cinco ou seis dias na estrada. Eles vão em pé, com o piso escorregadio, porque, ali, eles defecam e urinam. Muitos chegam com as patas quebradas já no porto e são obrigados a embarcar no navio com essas patas quebradas”, contou.

Outro problema seria a superlotação. Segundo ela, os navios são antigos e chegam a embarcar até 24 mil bois.

“A exportação de animais vivos, além de ser cruel, é totalmente antiética e inconstitucional, porque fere o artigo da Constituição sobre tratamento aos animais. Além disso, ela é anti-ambiental, por conta dos riscos de acidentes, como a gente já teve aqui no Brasil, em 2015, no Pará, quando um navio naufragou com 5 mil bois”.

Segundo a ativista, atualmente, cinco projetos de lei estão tramitando no Congresso Nacional buscando proibir ou aumentar a taxação de exportação e importação de animais vivos.

“Hoje, nós temos cinco projetos de lei que estão parados. O que está mais à frente é um que está no Senado, o Projeto de Lei 3093/2021, que pede totalmente o fim da exportação de animais vivos”.

Fonte: Agência Brasil

Alemanha repete 7×1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

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No duelo entre uma seleção tetracampeã e outra estreante em Copas do Mundo, deu a lógica ─ e um placar de recordação amarga ao Brasil. A Alemanha goleou Curaçao por 7 a 1 no NRG Stadium, em Houston.

A partida abriu o Grupo E do Mundial, que é sediado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Costa do Marfim e Equador completam a chave.

O jogo deste domingo (14) opôs uma das maiores disparidades de posições no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) desta Copa. Os alemães ocupam o décimo lugar, enquanto os caribenhos estão na 82ª colocação. A diferença de 72 postos é inferior, somente, aos confrontos entre Bélgica e Nova Zelândia (76) e Brasil e Haiti (77).

Além de marcar a estreia de Curaçao, o duelo colocou Dick Advocaat na história do maior evento do futebol. O holandês, de 78 anos, que comanda a seleção caribenha, tornou-se o técnico mais velho a trabalhar em um Mundial. Do lado germânico, estava justamente o técnico mais jovem desta edição: Julian Nagelsmann, de 38 anos

As seleções voltam a campo no sábado que vem (20). Às 17h (horário de Brasília), a Alemanha vai ao Canadá enfrentar a Costa do Marfim, no Toronto Field. Curaçao, por sua vez, permanece nos Estados Unidos e joga contra o Equador, às 21h, no Arrowhead Stadium, em Kansas City.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Kai Havertz scores their seventh goal REUTERS/Annegret Hilse     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Kai Havertz scores their seventh goal REUTERS/Annegret Hilse     TPX IMAGES OF THE DAY

Gol aos cinco minutos

A pressão exercida pelos alemães desde o primeiro pontapé se transformou em gol logo aos cinco minutos. Após tabelar com Florian Wirtz na entrada da área pela direita, o também meia Nmecha chutou cruzado, no canto do goleiro. Eloy Room sequer conseguiu esboçar reação para defender.

Quem esperava ver Curaçao fragilizado após sair atrás tão cedo se surpreendeu. A seleção caribenha conseguiu conter a ofensiva alemã e sair para o jogo em velocidade. Aos 20 minutos, veio a recompensa. Em contra-ataque pela esquerda, o volante Livano Comenencia pegou a sobra de uma finalização travada do atacante Juergen Locadia na área e mandou de primeira. A bola ainda desviou no lateral Joshua Kimmich e saiu do alcance do goleiro Manuel Neuer. O primeiro gol da história do país em uma Copa.

A pausa para hidratação, cinco minutos após o empate, ajudou a Alemanha a retomar o equilíbrio e controle sobre o duelo. Curaçao resistiu até os 37 minutos, quando o lateral Nathaniel Brown cobrou escanteio pela direita e o zagueiro Nico Schlotterbeck, de cabeça, recolocou os europeus em vantagem. Nos acréscimos, Nmecha foi derrubado na área pelo zagueiro Riechedly Bazoer. O atacante Kai Havertz bateu e fez o terceiro.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Jamal Musiala celebrates scoring their fourth goal with Felix Nmecha IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Jamal Musiala celebrates scoring their fourth goal with Felix Nmecha IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker

Mais quatro no segundo tempo

A discrepância técnica entre as equipes seguiu evidente na volta do intervalo. No primeiro minuto da segunda etapa, Kimmich lançou Jamal Musiala, na área, às costas da zaga pela direita. O meia chutou rasteiro e cruzado e marcou o quarto dos alemães.

Aos 22, Comenencia cortou o passe de Wirtz na entrada da área, mas a bola sobrou com Deniz Undav. O atacante, que tinha acabado de entrar no lugar de Musiala, ajeitou para Brown bater de primeira e fazer o quinto. Dez minutos depois, na sequência de uma boa troca de passes, Havertz cruzou pela esquerda, Kimmich dominou e rolou para Undav mandar para as redes.

Ainda deu tempo para, aos 42 minutos, Havertz ser lançado por Undav, superar dois marcadores de Curaçao na velocidade e tocar na saída de Room. Alemanha 7 a 1.

Fonte: Agência Brasil

Prefeito de Nova York exalta Sócrates e mobilização social no futebol

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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, defendeu neste fim de semana o futebol como espaço de mobilização social e exaltou o ex-jogador brasileiro Sócrates e a Democracia Corinthiana, movimento contra ditadura militar no Brasil que envolveu membros do clube paulista.

Mamdani publicou vídeo nas redes sociais, no último sábado (13), antes do jogo Brasil e Marrocos, pela Copa do Mundo nos Estados Unidos.

“O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores e, por 90 minutos, não só nos permitiu esquecer nossos problemas, como também encontrar maneiras de superá-los. Que jogo lindo”, ressaltou o prefeito.

“Enquanto nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos criando e comemorando algo muito maior do que gols marcados e desarmes realizados. Estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas, em todo o mundo, tantas delas pobres e esquecidas, um senso de pertencimento, uma conexão com o próximo, um sentimento de solidariedade”, disse Mamdani.

Democracia Corinthiana

A Democracia Corinthiana foi um movimento que fez história no futebol brasileiro e visava a maior participação dos jogadores e demais empregados nas decisões do clube. Por voto, eles ganharam o direito de escolher coisas como horário dos treinos e detalhes da concentração. Em 1982, Waldemar Pires foi eleito presidente do Corinthians e passou a fazer esse diálogo com os jogadores do elenco profissional.

Entre esses atletas, estavam Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon, lideranças politizadas que ganharam espaço como vozes do grupo. A influência da equipe não se restringiu ao futebol e, naquele período, o Corinthians estampou em suas camisas frases de cunho político como “Diretas Já”, em uma época em que movimentos sociais se articulavam para lutar pela volta da democracia ao país.

A Democracia Corinthiana durou alguns anos e começou a perder força em 1984, quando Casagrande foi para o São Paulo e Sócrates se transferiu para a Fiorentina. No período, o time venceu o Campeonato Paulista três vezes (1982, 1983 e 1988) e, em 1990, venceria o Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história.

No vídeo, o prefeito Zohran Mamdani, lembrou da atuação de Sócrates como meio-campo brasileiro nas décadas de 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, quando foi capitão da equipe.

“Foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que todo brasileiro comum sonhava: democracia. Eles iniciaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corintiana. Independentemente de ser o craque do ataque ou o funcionário da lavanderia, todos tinham o mesmo voto”, exaltou.

“E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderava os jogadores em campo, vestindo jaquetas com os dizeres ‘Quero votar no meu presidente’”, lembrou Mamdani.

O Brasil estreou contra o Marrocos na Copa do Mundo, no sábado, em jogo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, cidade que é uma das sedes do campeonato junto com Nova York. A partida pelo Grupo C terminou em empate, em 1 a 1.

O democrata Zohran Mamdani, de 34 anos, tomou posse em janeiro deste ano como prefeito de umas das cidades mais importantes dos Estados Unidos. Ele é o primeiro muçulmano a comandar a cidade e o mais jovem a ocupar o posto desde 1892.

O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes, se considera socialista, é crítico ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump e é favorável à causa palestina.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula para R$ 16 milhões; veja números sorteados

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A Caixa realizou na manhã deste domingo (14) o sorteio do concurso 3018 da Mega-Sena, na capital paulista. A data foi alterada de sábado para domingo excepcionamenlte, por causa da estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026. 

Os números sorteados do concurso foram 05 – 06 – 17 – 27 – 57 – 58.

O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas da Mega-Sena, que estava acumulado, é de R$ 11,3 milhões.

Segundo a Caixa, não houve ganhadores para esse sorteio.O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para o dia 16 de junho e a expectativa é de que o prêmio pague R$ 16 milhões. 

Trinta apostas acertaram cinco números e vão receber R$ 49,9 mil. Outras 3.082 apostas tiveram quatro acertos e vão receber R$ 801,69. 

*Matéria atualizada às 12h17.

Fonte: Agência Brasil

"Estudante deve errar, idealizar e construir", diz professora premiada

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Professora em uma escola pública municipal paulistana, Débora Garofalo começou, em 2015, um projeto de robótica com sucata para alunos do ensino fundamental. O trabalho rendeu diversos prêmios e deixou a profissional entre os dez melhores colocados do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação, em 2019. Ela foi a primeira brasileira e primeira sul-americana a ser finalista na premiação.

Dez anos depois do início do projeto, Débora foi reconhecida como a professora mais influente do mundo, em nova categoria da premiação. Convidada para a edição 2026, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a educadora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento por sua trajetória docente que extrapola o cotidiano escolar. Na última quinta-feira (11), a professora voltou a ser homenageada, com o Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em cerimônia na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. 

Além dos resultados como redução da evasão escolar e do trabalho infantil na escola, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, o projeto de ensino de robótica com sucata ganhou escala e se tornou política pública estadual, sob orientação de Débora.

Em entrevista à Agência Brasil, Débora Garofalo contou sobre a origem do projeto, os obstáculos e as conquistas decorrentes desse trabalho. Ela compartilhou também sua visão sobre o uso de tecnologia no processo de aprendizagem de crianças e jovens, e como isso não depende necessariamente de telas.

Veja os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como você começou o projeto de robótica na escola pública em que trabalhava?

Débora Garofalo: O projeto de robótica com sucata nasceu no ano de 2015, na EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental] Almirante Ary Parreiras, que é uma escola concentrada entre quatro grandes favelas da cidade de São Paulo, com alto índice de violência, alto índice de tráfico de drogas. Ali, também enxerguei a oportunidade de sair da minha zona de conforto, como uma professora de língua portuguesa, para me candidatar a uma vaga de tecnologia e inovação que tinha surgido.

Eu fui com esse olhar, de ressignificar aquele território educativo, trabalhando com programação e robótica. A partir disso, fiz uma avaliação com a escola inteira e me surpreendi, porque 70% dos estudantes relataram que o lixo era um problema na vida deles, que impedia essas crianças de chegar à escola e trazia doenças como dengue e leptospirose. Diante daquele cenário, eu falei: “Bom, eu só tenho dois caminhos. Ou vou me lamentar ou eu vou pegar esse lixo como objeto de conhecimento. Eu preferi a segunda opção, mesmo sabendo que ia dar muito trabalho.

O primeiro protótipo que nós fizemos virou uma febre na escola. Era um carrinho [feito] com o lixo que a gente retirou da rua, utilizando uma bexiga e a lei da física, a Terceira Lei de Newton. No dia seguinte, uma colega bateu assim no meu ombro e falou: “Débora, eu não sei o que você fez com as crianças ontem, mas ali fora tem um monte de criança com tampinha, com rolinho, com bexiga, falando que quer ter aula com a professora de robótica”. Eu soube que tinha encontrado um caminho, só precisava ser lapidado.

 


Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal
Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal

Agência Brasil: Como vocês alcançaram o envolvimento dos responsáveis e da comunidade?

Débora Garofalo: A gente fazia uma feira de tecnologias, que era uma forma de integrar a comunidade. Nossa última feira, que foi em 2019, tinha mais de 500 pessoas. Para as crianças, foi o máximo. Tinha desde pipoqueira feita com latinha a protótipos incríveis, como filtro de água e sensor para avisar aos moradores que o córrego ia transbordar. Foram coisas fantásticas. Então, as crianças começaram a criar uma cultura diferenciada.

Em três anos e meio de trabalho, a gente saltou no Ideb da escola, nos anos finais, de 4,2 para 5,2, que era a média do país na época. Nós retiramos mais de uma tonelada de lixo das ruas e transformamos em diferentes protótipos. Reduzimos a evasão escolar em 93%, olhando para as crianças com potencial de risco e trazendo para a escola, para que elas ficassem comigo o dia inteiro, ajudando as outras crianças a desenvolverem seus projetos. E, para isso, elas recebiam alimentação e um certificado de voluntariado. 

Nós reduzimos o trabalho infantil, que, para mim, era um ponto essencial, em 95%. Comecei também a fazer um trabalho, trazendo o setor público, trazendo o juiz para dentro da escola, para conscientizar os familiares da importância de não haver esse tipo de situação. Então, foi um trabalho que impactou realmente toda aquela comunidade.

Agência Brasil: Como o projeto se tornou política pública em São Paulo?

Débora Garofalo: Eu aceitei o convite para ir para a Secretaria Estadual de Educação para tornar esse trabalho currículo do Estado de São Paulo e implementar para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. Foi um desafio muito grande, porque eu não queria que os professores recolhessem o lixo nas ruas como eu, mas eu queria que eles trabalhassem com essa questão do material por entender o poder da criatividade, e a importância disso para o processo de ensino-aprendizagem.

Só que, estando ali no estado, a gente entendeu que dava para fazer muito mais coisas. Começamos a criar uma prática que chamamos de Expo Movimento Inova, que reuniu os estudantes de todo o estado. Ali, percebemos que o currículo precisava ter a cara dos estudantes, para que a rede tivesse esse pertencimento.

Criamos uma outra política pública integrada a isso, que é o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista. Eram escolas ociosas, com grande risco de fechar por questões demográficas. Transformamos em centros de inovação, para que as crianças também tivessem um local onde elas pudessem pensar coisas diferentes, produzir os seus projetos. Em 2022, eu deixei o estado com 18 dessas unidades, mais uma carreta móvel que circulava pelo estado de São Paulo e um currículo de tecnologia e inovação que foi pioneiro, antes da BNCC [Base Nacional Comum Curricular] da Computação.

Então, eu fui para o Rio de Janeiro, porque eles criaram um projeto muito parecido, mas que faltava estruturar, que são GETs [Ginásios Educacionais Tecnológicos]. Fiquei dois anos e nós lançamos 300 escolas vocacionadas ao uso de tecnologia e inovação. Depois disso, eu comecei a apoiar, através de formação docente e de consultoria, outros estados e municípios.

Agência Brasil: E ainda veio uma surpresa do Global Teacher Prize este ano?

Débora Garofalo: Eu estava em casa bem quietinha este ano, porque para mim eu já atingi o meu máximo, sabe? Agora, é só continuar a trabalhar, continuar essa militância. Aí, eu recebi uma ligação de madrugada, em um sábado. A pessoa insistiu, 3h da manhã, e eu atendi. Eram os organizadores do prêmio, falando que eu tinha que ir para Dubai. Falei: “Não. Não vou. Não tem nada comprado, este ano não fui convidada”. Disseram: “A gente já comprou a passagem para você, você pega o avião agora uma hora da tarde. Você vai ter um reconhecimento”.

Quando cheguei lá e me deram a programação do prêmio, eu já imaginava. Eles fizeram um jantar muito bonito para reconhecer os professores. No final, começaram a falar do meu trabalho, veio uma luz na minha cabeça, todo mundo olhando para mim. Imagina um auditório, um jantar de 1 mil pessoas, e todo mundo olhando para você. Eles fizeram um júri internacional, era uma categoria nova, o Global Teacher Influencer. Então, eu estava sendo reconhecida pelo impacto do meu trabalho fora da sala de aula, por ter causado todo esse impacto como política pública, e eu fui a primeira a receber esse prêmio. Eu desabei.

Eu estava no mesmo lugar de 2019, mesmo hotel. Eu vou confessar para você que eu estava com a mesma roupa. Passou um filme na minha cabeça, sabe? Naquele momento, eu me senti muito feliz, porque eu não estava ali sozinha. Eu estava com todos os professores brasileiros, com todos os estudantes que diariamente lutam. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Quais os obstáculos para que as escolas utilizem a tecnologia em favor da educação?

Débora Garofalo: Estamos num momento especial no nosso país, em que temos um documento norteador, que é a BNCC e agora a BNCC da Computação. Esse documento foi aprovado em 2022, nós estamos em 2026, com a obrigatoriedade de fazer este ano, e os professores não sabem como fazer. Por quê? Se a gente olha os dados, as secretarias não têm suporte técnico, não têm recursos, não têm infraestrutura, não têm equipe técnica, não têm como fazer formação. Temos que evoluir nesses quesitos.

Por outro lado, a tecnologia chega muito rápido na sala de aula. Esses meninos que estão nascendo, já nascem conectados. O que falta? Trazer esse aporte na educação para a gente falar de criticidade, de ética, de responsabilidade. Não dá mais para deixar a tecnologia do lado de fora da sala de aula, é impossível.

Para mim, só proibir celular na sala de aula é um tiro no pé. A gente proibiu o celular porque era muito mais fácil, mas isso não vai resolver o problema da educação. O que resolveria? Trazer uma educação midiática para dentro da sala de aula, ou seja, formar professores para isso e os professores poderem então formar os estudantes para essa concepção.

A tecnologia por si só não resolve o problema, porque ela precisa vir acompanhada de resoluções de problemas, de amabilidade. O estudante precisa passar por erro, por processo de frustração, e é isso que a educação 5.0 vai falar, que a gente precisa humanizar esse processo, trabalhar essas habilidades e competências socioemocionais.

Agência Brasil: O uso de tecnologia na escola não está necessariamente atrelado ao uso de telas em sala de aula, é isso?

Débora Garofalo: Eu queria desmistificar. Vou te dar exemplos práticos: São Paulo tem um tablet para cada estudante. Resolveu o problema da educação e melhorou os índices de aprendizagem? Não. Por quê? Porque isso não está atrelado à questão da intencionalidade pedagógica. A crítica que eu faço não é sobre a questão de ter ou não infraestrutura. Eu vou sempre brigar, até como gestora pública, para que a gente tenha infraestrutura. O ponto que eu quero chegar é a intencionalidade que vai chegar na ponta.

Muitas coisas você faz por atitude. Eu comecei a trabalhar com os meus estudantes, eu não tinha conhecimento, eu queria trabalhar programação, robótica, sem ter um kit específico. Onde eu encontrei a solução? No próprio problema que eles trouxeram. O lixo foi uma solução e abriu portas para que a gente pudesse trabalhar de maneira diferenciada. O que a gente precisa muitas vezes é olhar para o lado e entender que o simples funciona.

Agência Brasil: Você lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna. Como foi o processo de construção desse almanaque?

Débora Garofalo: O livro foi uma grande alegria, porque muitos professores perguntavam: “como eu aplico o seu projeto em sala de aula?” A ideia foi criar um livro muito “mão na massa”, mas que trouxesse também a questão da leitura e da literatura, para que o estudante pudesse percorrer momentos da história [da ciência].

O livro é uma forma de democratizar um pouco mais esse acesso para meninos e meninas, e entender que eles podem transformar um copo, por exemplo, em um abajur. Essa é a proposta, [mostrar] que a criança pode desmontar um brinquedo e utilizar as peças para criar um robô.

A gente passou muito tempo com uma educação tradicional passiva. E a gente sabe que a aprendizagem, para ser efetiva, ela precisa ser ativa. Para isso, o estudante tem que errar, tem que idealizar, tem que construir, tem que testar, tem que colaborar. Por isso, é tão importante uma educação mão na massa.

O livro traz várias reflexões de como pegar os problemas e transformar em soluções. Deu tão certo, que a gente lançou o primeiro livro Robótica com Sucata e foi um sucesso. Saiu o segundo livro e, vou dar um spoiler, no segundo semestre chega o terceiro.

Fonte: Agência Brasil