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Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (11)

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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (11) inclui sabatinas e entrevistas em veículos de comunicação, gravações para programas de televisão e participação em atos de campanha. 

Também estão previstas visitas a empresas, bairros e eventos, além de motociata, panfletagem e roda de conversa sobre arte e cultura.

Wilson Grassi (Democrata) 
Apresenta palestra no evento Semana da Administração, na Universidade Anhanguera – Unidade Itaquera (SP).

Augusto Cury (Avante)
Participa de sabatina do SBT em Osasco (SP) e grava participação no programa Domingo Espetacular, da Record, em São Paulo (SP).

Edmilson Costa (PCB)
Em Santos (SP), concede entrevistas ao podcast da Associação Nacional dos Trabalhadores Portuários (ANTP) e para a TV Band Litoral. 

Flávio Bolsonaro (PL) 
Em Manaus (AM), visita as instalações da fábrica da Honda e participa de motociata pelas ruas da cidade até o anfiteatro do complexo turístico da Ponta Negra. 

Hertz Dias (PSTU)
Em Jaboatão dos Guararapes (PE), concede entrevista para a rádio Projeção FM e participa de panfletagem na feira do centro. À noite, participa de roda de conversa sobre arte e cultura no mezanino do edifício Ambassador, no bairro Boa Vista, em Recife. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Participa do ato Brasil pronto pra mais, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre (RS). 

Renan Santos (Missão) 
Em São Paulo (SP), participa de sabatina do UOL e Folha de S.Paulo, concede entrevista para o programa Manhattan Connection e grava participação no programa Domingo Espetacular, da Record. À noite, visita a Bienal do Livro. 

Romeu Zema (Novo)
Visita o bairro Vila Velha, em Fortaleza (CE).

O candidato Ronaldo Caiado  (PSD) foi internado no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, na manhã dessa quinta-feira (10), para tomar medicação intravenosa. De acordo com informações passadas hoje pela assessoria, Caiado foi diagnosticado com pneumonia.

Os candidatos Clariana Barão (DC)Rui Costa Pimenta (PCO) Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

*Matéria alterada às 9h06 para atualizar informação sobre diagnóstico de Caiado.

Fonte: Agência Brasil

Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a participação do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em supostos crimes no financiamento ao filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Flávio foi incluído em 22 de julho na investigação que apura o repasse para custear a produção do filme de R$ 61 milhões pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A suspeita é que a quantia foi disponibilizada a pedido do senador. 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é alvo da investigação. Ele é apontado como possível beneficiário de parte do dinheiro. 

O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal (PF) e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro”, diz o pedido da PF. 

A existência de inquérito tendo Flávio como alvo direto veio à tona após Mendonça levantar o sigilo, na noite desta quinta-feira (10), de 15 procedimentos de investigação derivados da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro e seu grupo. 

Apesar da autorização para a abertura da investigação ter se tornado público, o teor do inquérito em si foi mantido sob sigilo por Mendonça, assim como toda a apuração envolvendo o Master e o filme Dark Horse. 

Mendonça tirou o segredo de Justiça dos documentos a pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que na noite de ontem requereu a publicidade da investigação do Master, “ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”.

Na última quarta-feira (11), Mendonça homologou a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, apontado como responsável por fazer repasses em dinheiro vivo relacionados ao filme Dark Horse. 

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-09/mendonca-homologa-delacao-sobre-financiamento-do-filme-sobre-bolsonaro

A ligação entre Flávio e Vorcaro veio à tona depois da publicação pelo portal The Intercept Brasil de áudios em que o senador aparece pedindo a Vorcaro recursos para a produção de Dark Horse. 

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do parlamentar. Desde que os áudios foram publicados, Flávio Bolsonaro não nega a autenticidade da gravação, afirmando não haver nada de errado em buscar recursos privados para financiar o filme sobre seu pai. 

Fonte: Agência Brasil

Flamengo supera Del Valle na altitude pelas quartas da Libertadores

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O Flamengo sofreu nos 2.850 metros de altitude de Quito, capital equatoriana, mas superou o Independiente del Valle por 2 a 0 no Estádio Olímpico Atahualpa, no primeiro duelo do confronto pelas quartas de final da Libertadores. A partida da noite de quinta-feira (10) foi transmitida pela Rádio Nacional.

As equipes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (17), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. O Rubro-Negro pode até perder por um gol no Rio de Janeiro que, ainda assim, vai às semifinais. O Del Valle tem de ganhar por dois gols de saldo para forçar os pênaltis ou a partir de três gols para se classificar no tempo normal.

Quem avançar, terá como adversário o ganhador do confronto entre Corinthians e Estudiantes. Na última quarta-feira (9), em La Plata, os times ficaram no 1 a 1 no Estádio Jorge Luis Hirschi – o volante Alexis Castro marcou para os argentinos e o atacante Kaio César igualou para o Timão.

A partida de volta será quarta-feira que vem (16), às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo. Em caso de nova igualdade, o classificado será definido nas penalidades. O triunfo simples é suficiente para qualquer lado.

A bola pune – e o Rubro-Negro agradece

Ao fazer valer o fator altitude, o Del Valle pressionou desde o início e sufocou o Flamengo no primeiro tempo. Segundo o site Sofascore, site especializado em estatísticas esportivas, foram dez finalizações do time do Equador – ainda que somente uma em direção a meta de Agustín Rossi – contra nenhuma dos brasileiros. Os donos da casa controlaram 68% de posse de bola e desgastaram os jogadores rubro-negros.

A grande oportunidade dos anfitriões veio aos 19 minutos. Após cruzamento do meia Arón Rodríguez pela direita, o atacante Carlos González chutou de primeira, quase da marca do pênalti, acertando o pé da trave esquerda do time carioca.

O cenário se manteve na etapa final, com a diferença que os equatorianos, afobados, já não conseguiam exercer a mesma pressão. O Flamengo, que assustou pela primeira vez em cabeçada do zagueiro Léo Ortiz aos 12 minutos, enfim balançou as redes três minutos depois.

Em contra-ataque pelo meio, o volante Jorginho conduziu a bola até a intermediária e abriu na esquerda com Samuel Lino, às costas do lateral Dakyol Romero. Ele cruzou rasteiro e o também atacante Bruno Henrique, de primeira, concluiu para as redes.

O Del Valle se lançou de vez ao ataque. Aos 21, o lateral Ayrton Lucas salvou o Rubro-Negro duas vezes dentro da área. Primeiro, ao salvar quase em cima da linha, a bola alçada pelo atacante Emerson Pata, depois ao bloquear a finalização do volante Jordy Alcivar na sobra do bate-rebate.

E se a bola realmente pune, como um dia profetizou o experiente e vitorioso treinador Muricy Ramalho, a tese se fez presente em Quito. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio pela direita, o lateral Emerson Royal cruzou e o zagueiro Léo Pereira, de cabeça, marcou o segundo do Flamengo.

Com o time da casa abatido, a equipe carioca assumiu, definitivamente, o controle da partida, sem mais sofrimento até o apito final.

Fonte: Agência Brasil

Transpetro prorroga prazo de inscrição em concurso para 21 de setembro

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A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, informou que o prazo para inscrição no concurso público da companhia, que terminaria na próxima terça-feira (15), foi prorrogado para 21 de setembro.

A data da prova também foi alterada, de 29 de novembro para 6 de dezembro, um domingo. O novo cronograma foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10). A companhia não informou o motivo dos adiamentos.

Vagas e salários

O processo seletivo, organizado pela Fundação Cesgranrio, oferece 281 vagas imediatas e 3.890 para cadastro de reserva.

O salário inicial varia de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde.

As oportunidades são para cargos de níveis médio, técnico e superior, distribuídos em quatro editais específicos: quadro de mar (oficiais), quadro de mar (suboficiais e guarnição), quadro de terra (nível médio) e quadro de terra (nível superior).

As inscrições são feitas pelo site da Fundação Cesgranrio, organizadora do concurso.

Os editais também podem ser conferidos nesse endereço. Os dois editais do quadro de mar terão 180 vagas imediatas; e de terra, 101.

Os locais de trabalho no quadro de terra se distribuem entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as oportunidades têm abrangência nacional.

As provas serão aplicadas em todas as capitais, independentemente do polo de trabalho escolhido pelo candidato.

Reserva de vagas

Estão reservadas 30% das vagas para pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). Para pessoas com deficiência (PCD), a Transpetro destinou 10% das vagas e do cadastro reserva.

A taxa de inscrição varia de R$ 81,50 (cargos de mar como auxiliar de saúde, cozinheiro, moços e condutores e carreiras de terra de nível médio/técnico) a R$ 117 (cargos de mar para oficiais e carreiras de terra de nível superior).

Os editais preveem isenção do valor para candidatos que sejam de família de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou que sejam doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

O concurso tem validade de um ano e meio e pode ser prorrogado por igual período.

A Transpetro é a maior empresa de logística multimodal de petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis do país. A companhia tem cerca de 5,7 mil empregados.

Fonte: Agência Brasil

Educação é prioridade para moradores de favelas do Rio nas eleições

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No estado do Rio de Janeiro, 12,8 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas em outubro. Desses, 2,1 milhões vivem em uma das 1.724 favelas fluminenses, segundo o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que essas áreas, apesar de antigas, ainda enfrentam maiores dificuldades de urbanização e de acesso a serviços e políticas públicas, o que evidencia a desigualdade na presença do Estado nesses territórios.

Na cidade do Rio, por exemplo, 1,3 milhão de pessoas moram em uma das 813 favelas, áreas com menos casas ligadas à rede de esgoto e água e menor cobertura da coleta de lixo, embora não sejam regiões homogêneas, como explica a professora de serviço social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Eblin Farage. Uma das principais estudiosas do tema, ela coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Favelas e Espaços Populares (NEPFE).

Com a proximidade da troca de governantes, moradores de favela cariocas revelam à Agência Brasil demandas prioritárias para as comunidades, como melhorias na mobilidade, educação, cultura, lazer, saúde e participação social. A segurança, uma preocupação na visão deles, reflete a ausência de ações nessas áreas, embora a violência e as operações policiais sejam um problema permanente.

Letícia Vitória Guimarães, de 16 anos, é moradora do Complexo do Alemão, na zona norte. Envolvida em uma série de iniciativas comunitárias, como os coletivos Criar, de jovens, e o Mulheres em Ação, ela irá às urnas pela primeira vez em outubro.
 


Rio de Janeiro (RJ), 31/08/2026 – A ativista e pesquisadora Letícia Vitória Silva Guimarães posa para fotografia no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/08/2026 – A ativista e pesquisadora Letícia Vitória Silva Guimarães posa para fotografia no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ativista e pesquisadora Letícia Vitória Guimarães é moradora do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Para escolher em quem votar, a jovem revela que considera perfis “envolvidos com as pautas negras, com os direitos humanos e com a população”. Na visão dela, o candidato ou candidata também precisa saber dialogar.

“Muitas vezes, [governantes] chegam com respostas prontas, sem saber o que queremos, como achamos melhor, então, precisa [ser alguém] disposto a ouvir”, frisou Letícia, que integra ainda o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, além de ser bolsista de um programa para jovens talentos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A jovem também elenca como prioridade propostas para mobilidade. O acesso à cidade, frisa, é um desafio para moradores de áreas periféricas. “Hoje você não tem um ônibus que saia do Alemão ou de qualquer favela [da zona norte] para zona sul. Eu sou jovem, ir à praia é uma demanda real, de direito ao lazer”, disse, afirmando que a falta de linhas de ônibus também dificulta o acesso a empregos.

Trabalho

Programas como o Jovem Aprendiz não cobrem os custos com viagens de dois, até três ônibus, e a alimentação de quem passa o dia fora, afirma. “Os valores [de repasse] são baixos, hoje, R$ 20 não pagam nem uma quentinha”, criticou Letícia, sobre a política que busca inserir jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho.

Da maior favela do Brasil, a Rocinha, com 72 mil habitantes, a jornalista Isabelle Rodrigues Trindade, de 26 anos, se preocupa com a ausência de oportunidades profissionais. Ela gostaria de trabalhar na área, mas não encontra vagas. Formada há dois anos na PUC-RIO, ela já trabalhou no portal de notícias da Rocinha, o Fala Roça, mas agora atua como agente cultural, em um bairro próximo.

Segundo a jovem, os moradores de favelas também estão de olho nas propostas para emprego e renda, sendo o fim da escala 6×1 uma prioridade.

“É muito difícil conciliar trabalho, família e estudo com essa rotina, principalmente, por causa dos grandes deslocamentos, caso das pessoas que moram em favelas”, analisou. O regime de trabalho, avalia, também retira da juventude tempo de qualificação e de lazer.


Rio de Janeiro (RJ), 03/09/2026 - A jornalista Isabelle Trindade fala sobre a proposta dos candidatos para as periferias do Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/09/2026 - A jornalista Isabelle Trindade fala sobre a proposta dos candidatos para as periferias do Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A jornalista Isabelle Trindade fala sobre as propostas dos candidatos para as periferias do Rio de Janeiro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Educação

A oferta de mais cursos técnicos e profissionalizantes, além de projetos esportivos, vai definir o voto de João*, um jovem de 26 anos que vive de bicos, é pai de duas meninas e mora em uma grande favela da zona norte. “Aqui, o curso começa, a gente até inicia, mas acaba antes de a gente concluir “, criticou, ao falar sobre iniciativas encerradas antes de formarem as turmas. “Eu ainda queria estudar, mesmo sendo difícil [trabalhar e estudar]. Falar um português melhor e ter uma vida melhor”, pontuou.

O jovem também cobra propostas para as crianças com deficiência e autismo e cita a necessidade de creches preparadas com mais mediadores nas salas. “Muitas famílias passam por dificuldade diárias, dentro da favela, onde as condições de vida já são mais precárias, mas que não encontram respostas do Poder Público.”
 


Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2026 – Retrato da educadora popular e estudante universitária de História Sara Sant'anna, na Uerj. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2026 – Retrato da educadora popular e estudante universitária de História Sara Sant'anna, na Uerj. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desigualdades na cidade do Rio preocupam a educadora popular e estudante de história na Uerj Sara Sant’anna – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudante de história na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Sara Sant’anna, de 24 anos, também está preocupada com as desigualdades na cidade. Cria da Favela do Rodo, na zona oeste, ela cobra a instalação de centros culturais na região, além de polos de educação superior.

“Campo Grande é um dos maiores bairros do Brasil e a oferta de cursos superiores públicos aqui é limitada. A faculdade mais perto é longe, em Seropédica, a uma hora”, disse a educadora. Sara é também diretora da Casa Frutos, dedicada a cursinhos de pré-vestibular em Bangu, na zona oeste.

Enfrentamento ao racismo e saúde

Outra preocupação de moradores de favela é com ações que enfrentem o racismo. Na cidade do Rio, segundo o IBGE, a maior parte de moradores das favelas cariocas é formada por negros, sendo 21% pessoas pretas e 49%, pardas. Os brancos, maioria em outras áreas da cidade, são um em cada três moradores das comunidades.

No Morro da Providência, uma das primeiras favelas do país, projetos sociais da organização Galeria Providência evidenciam como o racismo se tornou uma barreira na conquista de melhores condições de vida, a começar pela saúde, uma prioridade local.

“Um debate que avança, em meio a uma população afetada pelo baixo nível educacional e pelas fake news [que confundem e desinformam], é o da saúde”, contou o pesquisador e fundador da organização, Hugo Oliveira. “Quando colocamos em dúvida um atendimento ruim no hospital, por exemplo, de violência obstétrica contra mulheres negras, o território consegue ter uma dimensão do problema”, avalia.
 


Pesquisador e gestor cultural Hugo Oliveira, Dr. em Comunicação, cria do Morro da Providência. Foto: Hugo Oliveira/Arquivo Pessoal
Pesquisador e gestor cultural Hugo Oliveira, Dr. em Comunicação, cria do Morro da Providência. Foto: Hugo Oliveira/Arquivo Pessoal

Pesquisador e gestor cultural Hugo Oliveira defende maior articulação entre moradores da favela e Poder Público – Foto: Hugo Oliveira/Arquivo Pessoal

O gestor cultural usa outros exemplos para puxar o diálogo sobre racismo nas favelas: as abordagens policiais, que se traduzem mais em violência contra jovens negros do que brancos, e o racismo ambiental, que se reflete no acesso a moradias mais precárias ou vulneráveis a eventos climáticos extremos que em outras áreas da cidade.

“Esses assuntos vêm sendo colocados de forma superficial nas campanhas”, analisou o gestor. “Mas são vitais, mexem com toda a estrutura, se eu moro em um espaço saudável, isso é um fator de saúde física, emocional e até espiritual”, avaliou o doutor em comunicação pela UFRJ.

Para Oliveira, as eleições são um momento de olhar para lideranças locais, comprometidas com os territórios. “A tua cabeça pensa onde o teu pé pisa. Ninguém sabe melhor dos nossos territórios do que nós mesmos”, afirmou.

“Hoje a favela tem intelectuais, orgânicos ou acadêmicos, que produzem saberes, conhecimento, e é preciso promover a articulação entre eles o Poder Público, principalmente, o Executivo”, recomendou, sobre o governo do estado.

Segurança

Em época de eleições, as favelas são disputadas por diferentes grupos políticos, no Rio de Janeiro. Mas nem todos candidatos conseguem se apresentar aos moradores. É preciso negociar com criminosos para fazer campanhas no local, e as eleições esbarram em um problema permanente, a presença do crime organizado.

Nascido na Cidade de Deus (comunidade da zona oeste imortalizada no filme homônimo de Fernando Meirelles e Kátia Lund), Bruno Rafael Castilho Alves, de 46 anos, se mudou recentemente para o centro da capital fluminense. Além da proximidade com o emprego, ele cita a violência como um fator determinante, embora continue frequentando a comunidade, onde mantém, há cerca de 20 anos, um projeto social de aulas de muay thai. Nele, usa o hip-hop para conscientizar os alunos mais jovens.

Na visão de Bruno, muitos candidatos não estão preocupados em atender às demandas de educação, saúde ou esporte nas áreas periféricas, que seriam “medidas eficientes” para enfrentar a criminalidade. Ao contrário, ele aponta para discursos que exaltam a morte e o confronto.

“Vemos muito candidato falar em ‘dar tiro na cabecinha do jovem’, mas a população, principalmente periférica, não apoia”, criticou.


Rio de Janeiro (RJ), 08/09/2026 - O produtor cultural Bruno Rafael fala sobre as propostas dos candidatos nas eleições de 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 08/09/2026 - O produtor cultural Bruno Rafael fala sobre as propostas dos candidatos nas eleições de 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O produtor cultural Bruno Rafael critica discursos de candidatos que exaltam o confronto como forma de combater a criminalidade – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para o educador e os demais entrevistados, políticas públicas para a juventude aliadas ao enfrentamento da atuação financeira do crime deveriam ser prioridade.

“A população demanda combate de forma inteligente, sem ceifar a vida de ninguém”, acrescentou Sara, da Favela do Rodo. Ela acrescentou que, nestas eleições, muitas propostas das campanhas estão centradas em aumento de policiamento, de encarceramento e redução da idade penal, o que preocupa, diante dos relatos de abuso e violência policial. “Eu, infelizmente, já tive a casa arrombada várias vezes e vi policiais apontarem uma arma para a cabeça do meu pai”, contou a estudante.

No Rio de Janeiro, especificamente, organizações e movimentos sociais foram ao Supremo Tribunal Federal solicitar que operações em favelas tenham mais planejamento e sejam realizadas com menos impacto nas comunidades. Em geral, escolas e serviços públicos fecham por causa dos tiros disparados durante os confrontos.

Portanto, para os jovens, a segurança passa por melhorias na qualidade de vida de quem vive nas favelas, imprensados entre a violência policial e o controle do crime organizado, que gere setores econômicos como internet, transporte, venda de água envasada e a própria segurança de moradores e comerciantes.

“A periferia está cansada de incursão”, afirmou Bruno Rafael. “O medo de morar na comunidade é por causa das operações [policiais], da bala, que não é perdida, é achada em inocentes. Não tem como achar normal uma operação às 8h da manhã, com crianças indo para a escolas e gente indo trabalhar”, criticou. “A comunidade quer uma ocupação com responsabilidade, a bala mata pessoas como eu”, emendou.

O morador de favela, avalia Bruno, apesar de diferente, em termos sociais e econômicos, busca propostas que vão desde urbanização a políticas de saúde, esporte, cultura e educação para seus filhos. “Isso que a gente quer”, listou.

Levar em conta a especificidade de cada favela na cidade ou no estado do Rio deveria ser uma prioridade dos governos, avalia a professora Eblin Farage, que estuda a presença do Estado nesses espaços. “Há uma diversidade de cotidiano, de condição histórica e de sujeitos que não permite homogeneização”, explicou.

Ela não se surpreende com a avaliação dos entrevistados, de colocar a segurança pública como uma proposta secundária para as favelas.

“Não há, na história do Rio de Janeiro, uma política de segurança pública bem-sucedida, que seja referência para essas pessoas”, avaliou. “Para eles [moradores], a segurança são as operações, o caveirão, a violência armada e isso não interessa, não os protege.”

Por outro lado, Eblin Farage analisa que os moradores têm referências de políticas habitacionais, de mobilidade urbana e educação recentes, das quais se lembram.

Cada eleição, ponderou, é uma janela para pactuação de compromissos entre candidatos e comunidades. No entanto, diante das falhas dos governos em cumprir os combinados, Eblin Farage explica que os eleitores de favelas têm apostado mais na relação com o Legislativo, ou seja, em deputados estaduais, federais e senadores, com quem o diálogo e as relações tendem a ser mais próximos.

Ela alerta, porém, para relações clientelistas, como o assédio de projetos sociais geridos e mantidos por políticos, em favelas, que ano a ano se apresentam como alternativa diante da ausência do Poder Público. Nesse tipo de atuação de organizações sociais, a pesquisadora vê fragmentação da mobilização por direitos.

“[Durante as eleições], ONGs de políticos desempenham um papel nefasto, reeditam o clientelismo, o curral eleitoral, promovem a extrema direita, fomentam relação nebulosa com grupos armados locais, sobretudo, a milícia, e não contribuem para a formação dos sujeitos, a defesa dos direitos humanos.”

Contribuir para organizar e mobilizar moradores na defesa de políticas públicas, inclusive em época de eleições, politizando o cotidiano da favela e o senso comum deveria ser o principal papel dessas organizações nos territórios, concluiu Eblin Farage.

*Nome fictício a pedido do entrevistado.

Fonte: Agência Brasil

Para AGU, decisão de Fachin restaura ordem pública e administrativa

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A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, de suspender a decisão monocrática de André Mendonça para afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi considerada acertada pela Advocacia-Geral da União (AGU). 

Após o afastamento de Andrei Rodrigues, a AGU entrou com pedido liminar para suspender a decisão de Mendonça

Para a AGU, a decisão de Fachin restaura a ordem pública e administrativa e reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal

“Com isso, também são restabelecidas as condições necessárias ao regular funcionamento das atividades da Polícia Federal, instituição essencial à segurança pública e ao Estado Democrático de Direito”, diz a nota. 

A AGU diz também que a decisão do ministro Edson Fachin contribui para restaurar a institucionalidade do STF e fortalecer a confiança da sociedade no Poder Judiciário.

“A medida também milita em favor da harmonia entre os Poderes da República, ao reafirmar e respeitar as competências que a Constituição Federal atribui a cada um deles. Em última análise, contribui para a preservação da paz social e da estabilidade institucional”, diz a AGU. 

Nesta quarta-feira (9), Edson Fachin suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Fachin também suspendeu a decisão de Flávio Dino que reintegrou os dois dirigentes da PF aos cargos.

Independência da PF

Também nesta quarta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota reforçando a confiança nas instituições republicanas e na Polícia Federal. Segundo o MJ, a PF continuará cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso. 

“Todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções”. 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçou que nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso pela Polícia Federal. 

“Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas”, diz a nota do MJ.

Em vídeo nas redes sociais, o ministro Wellington Lima reforçou a continuidade das atividades da PF. 

“Tenho certeza absoluta de que daremos continuidade à regularidade plena das atividades da Polícia Federal, de todas as suas operações, de toda a sua gestão”, disse o ministro. 

Confira mais informações sobre a crise no STF no Repórter Brasil, da TV Brasil

Matéria ampliada às 18h33

Fonte: Agência Brasil

Caixa entra em greve nacional; BB tem paralisação parcial

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Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.

As mobilizações ocorrem após meses de negociações entre bancos e representantes dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para a categoria bancária em todo o país.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. O reajuste também incide sobre benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.

No caso da Caixa, os bancários cobram pontos negociados nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos com o banco. No BB, parte dos sindicatos aprovou o CCT, mas cerca de 60 entidades o rejeitaram.

Greve na Caixa

Na Caixa, os empregados rejeitaram a proposta de renovação do ACT e decidiram pela greve nacional.

Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico negociados desde junho.

A Caixa retomou as negociações com representantes dos funcionários e marcou uma nova rodada para esta quinta-feira (10). A orientação das entidades sindicais, porém, é manter a paralisação até que eventuais avanços sejam submetidos novamente às assembleias.

Em nota, a Caixa afirmou que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, houve 13 rodadas de negociação em mais de dois meses, que resultaram na assinatura da nova CCT. Os bancários da Caixa, no entanto, cobram pontos específicos do ACT com a instituição financeira.

Entre os temas negociados, estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege a segurança e a saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho abusivas; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.

Paralisação no BB

No Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. A paralisação ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria.

Entre as localidades que não aprovaram o CCT, estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram a convenção, que já foi assinada.

O BB informou que participa da mesa geral de negociação da Fenaban e também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões próprias dos funcionários da instituição.

Em nota, o banco afirmou que “para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país”.

O que prevê o acordo

A nova CCT tem vigência até 31 de agosto de 2028 e abrange cerca de 414 mil bancários de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos integram a convenção, assinada por 245 entidades sindicais.

Além da reposição integral do INPC e do aumento real de 0,6%, o acordo estabelece reajustes para salários, PLR, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá.

A convenção também inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho. Foram previstas ainda regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos empregados.

Outro ponto é a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional, além de melhorias na indenização destinada a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.

Atendimento aos clientes

Durante a paralisação, Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a priorizar os canais digitais e os serviços de autoatendimento.

A Caixa informou que continuam disponíveis o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem e outros aplicativos da instituição. Os clientes também podem usar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico da Caixa está disponível pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, permanecem disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp. Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.

A paralisação das agências não suspende, por si só, o pagamento de benefícios. Serviços que possam ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto atendimentos que dependam de uma agência podem ser afetados pela adesão dos funcionários à greve.

 


Fonte: Agência Brasil

Confira como foi a quinta-feira (10) dos candidatos a presidente

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A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (10) incluiu entrevistas a rádios e podcasts, sabatinas, palestras e panfletagem. 

>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias participou de panfletagem no restaurante da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife. 

Ele defendeu mais investimentos para universidades públicas e o fim da restrição ao aporte de recursos previsto no arcabouço fiscal.

“Não existe projeto de desenvolvimento para o Brasil sem investimento pesado em educação, ciência e tecnologia. As universidades públicas são responsáveis por grande parte da pesquisa produzida no país, mas seguem sofrendo com falta de recursos, infraestrutura precária, redução de bolsas e dificuldades para garantir a permanência estudantil”, disse.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda pública de campanha.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou do evento Diálogo com Presidenciáveis na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo. 

Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema cumpriu agenda de campanha no Ceará. Ele participou de entrevista para a rádio O Povo CBN, em Juazeiro do Norte (CE).

Zema visitou o Santuário do Padre Cícero, também em Juazeiro do Norte, e o projeto Ecos da Esperança, em Crato (CE).

O candidato almoçou no Instituto Primeira Infância, em Fortaleza, e visitou o Mercado Central da cidade onde conversou com eleitores.

Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado cancelou os compromissos de campanha. Ele foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar uma faringite aguda.

O candidato iria visitar a cidade de Vinhedo, no interior paulista e, à noite, participaria de sabatina em um canal no Youtube.

Rui Costa Pimenta (PCO) 
O candidato Rui Costa Pimenta participou de uma live sobre análise internacional, na qual alertou para o avanço da extrema-direita na Alemanha, a crise em Cuba e criticou a atuação dos Estados Unidos na Venezuela.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

Wilson Grassi (Democrata) 
O candidato Wilson Grassi teve reunião com a equipe de planejamento de campanha e, à noite, concedeu entrevista ao Kritikê Podcast.

Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury participou de evento na sede da Genial Investimentos, na capital paulista, onde se reuniu com representantes e especialistas do mercado financeiro.

Ele defendeu gestão pública eficiente e equilíbrio das contas públicas. 

“Um país que deseja crescer precisa transmitir confiança, segurança e previsibilidade. O setor produtivo precisa encontrar um ambiente em que seja possível investir, gerar empregos e planejar o futuro”.

Clariana Barão (DC)
A candidata Clariana Barão não teve eventos de campanha.

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa esteve em sabatina com a imprensa e com representantes dos trabalhadores de Santos (SP).

Ele reafirmou a necessidade de “mudanças profundas” na área social e trabalhista, como a redução da jornada de trabalho para 30 horas sem redução de salário e o fim da escala 6×1.

Edmilson Costa defendeu ainda a formalização para todos os trabalhadores das plataformas digitais e um piso salarial.

Flávio Bolsonaro (PL) 
O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Roraima. Em Boa Vista, participou de uma motocarreata e de um comício na Praça do Centro Cívico.

Flávio Bolsonaro disse que, caso eleito, vai dar continuidade a projetos como o linhão de Tucuruí, que conectou Roraima com o sistema elétrico nacional. 

“Agora, ao invés de ter muros que separem Roraima do Amazonas ou de outros países, nós vamos ter pontes, estradas e conectividade no estado de Roraima para que ele se desenvolva ainda mais”, disse.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaboraram Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.


Fonte: Agência Brasil

Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

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Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados. Além disso, houve um aumento de 216% nos requerimentos de nova habilitação em comparação com 2025. Se no ano passado foram 2,3 milhões de pedidos, este ano foram 7,3 milhões.

O aumento no número de solicitações e de novos condutores ocorreu a partir da implantação das novas regras para obtenção da carteira de motorista. A plataforma da CNH do Brasil reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em apenas um ambiente.

Entre as mulheres, o número de entradas no processo de habilitação cresceu 18%. Passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026 – acréscimo de pouco mais de 190 mil. A Região Nordeste registrou o maior indicador processos iniciados, com 54,7%. A segunda região com maior aumento foi o Norte, com 31,9%.

Segundo o Ministério dos Transportes, houve economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. Entra nesse cálculo a redução dos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.

Mudanças

O programa reduziu os custos de emissão ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido de maneira digital e gratuita. A quantidade mínima de aulas práticas reduziu de 20 horas para duas horas.

A possibilidade de contratação de instrutores autônomos passou a integrar a formação prática. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total, enquanto os centros de formação responderam por 86,8%.

Fonte: Agência Brasil

Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada

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Um projeto de R$ 1 milhão destinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) não foi executado conforme previsto, segundo informações reunidas pela Polícia Federal (PF) e que fundamentaram a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. Autorizada por decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ação policial cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Além de Frias, que foi alvo de busca e apreensão em sua residência e teve equipamentos eletrônicos apreendidos, a produtora Karina Gama, do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, também foi alvo dos mandados. Ela é presidente do ICB, entidade beneficiária de duas duas emendas do deputado que totalizavam R$ 2 milhões.

Segundo a decisão de Dino, cujo sigilo foi retirado pelo ministro do STF, um dos projetos financiados por essas emendas de Frias não foi devidamente executado. Trata-se da iniciativa Jovem Empreendedor, no valor de R$ 1 milhão, que previa capacitar 250 multiplicadores e atender 2.250 estudantes, na região de Pirassununga, interior de São Paulo, mas a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que essas metas não foram cumpridas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) posteriormente rejeitou a prestação de contas por frustração do objeto pactuado.

A investigação também encontrou falhas na execução do projeto Lutando pela Vida, financiado por outra emenda de Mario Frias, também no valor de R$ 1 milhão. Embora a CGU tenha identificado indícios de realização de atividades esportivas, o órgão considerou insuficiente a comprovação da execução integral do projeto, que previa atender 500 beneficiários, além de apontar problemas na comprovação da entrega de materiais e da prestação de serviços pagos.

Cadeia de transferências

A investigação da PF identificou uma cadeia de transferências entre empresas ligadas ao instituto e a produtora do filme, mas não conclui, até o momento, que os valores transferidos à produtora tenham origem direta nas emendas. De acordo com a apuração, no início de 2025, um total de R$ 700 mil de recursos recebidos pelo ICB a partir dessas emendas de Frias foi repassado a empresas ligadas ao grupo de Heric Dias, um dos empresários alvos da operação desta quinta. Foram R$ 400 mil à Dinâmica Editora e R$ 300 mil ao Instituto Super Poder Educacional, no âmbito do projeto Jovem Empreendedor.

Posteriormente, no fim dde 2025, no contexto das filmagens de Dark Horse, outra empresa do mesmo grupo de Heric Dias, a NTT Brasil, transferiu R$ 750 mil à Go Up Entertainment, produtora do filme. A PF investiga se os recursos públicos circularam por essa cadeia até chegar à produção do filme.

Outras suspeitas

A investigação identificou uma transferência de R$ 645,4 mil feita por Mario Frias, com recursos de sua própria conta, à Go Up Entertainment durante o período de produção do filme. A PF questionou a compatibilidade dos repasses com os rendimentos declarados pelo deputado. O salário de parlamentar é de R$ 44.008,52 mensais.

Ao longo de novembro do ano passado, a Go Up movimentou cerca de R$ 19 milhões. Parte dessas despesas ocorreu durante as filmagens, com R$ 906,8 mil para o Hotel Unique, R$ 653,2 mil para alimentação, além de pagamentos a produtoras audiovisuais. As informações constam na decisão de 150 páginas que teve o sigilo levantado por Flávio Dino.

A investigação também analisou emendas que totalizam R$ 1,15 milhão destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) à Academia Nacional de Cultura (ANC), outra entidade presidida por Karina Gama. Segundo a decisão, porém, as emendas não tiveram execução financeira.

Posição do deputado

Em vídeo postado nas redes sociais, o deputado Mario Frias se defendeu das acusações.

“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital, para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente. Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no Portal da Transparência”, afirmou.

O parlamentar se queixou de não ter tido acesso à investigação. “Como é que pode-se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal, no mesmo dia em que sua porta é arrombada”, afirmou. Frias confirmou que os agentes apreenderam aparelhos de telefone e computador.

O deputado ainda disse que emenda não é recurso que passa pela mão do parlamentar e criticou a operação. “Ela [emenda] vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, apontou. Ele não respondeu sobre a transferência de R$ 645 mil da própria conta para a produção do filme.

Na decisão que autorizou a Operação Make Up, o ministro Flávio Dino também proibiu Frias de deixar o país e de se comunicar com outros investigados no inquérito.

A reportagem não conseguiu obter a posição da produtora Karina Gama nem do empresário Heric Dias.

Fonte: Agência Brasil