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Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo

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Motoristas de aplicativo de São Paulo fizeram na manhã desta terça-feira (14) um ato para protestar contra pontos do Projeto de Lei 152/2025 que regulamenta os serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros e de coleta e entrega. 

Os motoristas circularam por avenidas importantes da cidade em direção à Praça Charles Miller, no Pacaembu.

A primeira votação da proposta, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), estava prevista para esta terça-feira, mas foi retirada da pauta a pedido do então líder do governo, José Guimarães (PT-CE), na noite de segunda-feira (13).

Entre os principais pontos do projeto estão o não reconhecimento de vínculo CLT, classificando os profissionais como autônomos; o piso mínimo de corrida de R$ 8,50 e formas de cálculo por tempo de serviço; contribuição reduzida para a previdência de 5% para motoristas e 20% para plataformas; definição das empresas como intermediadoras de tecnologia e não transportadoras; e transferência de disputas trabalhistas da Justiça do Trabalho para a comum.

“A união de todos os motoristas tanto de carro quanto de moto é muito importante para barrarmos esse relatório que tanto prejudica todos os trabalhadores por aplicativo”, afirmou um dos coordenadores do movimento, o motorista Thiago Luz. 

“Nossa intenção é sair em carreata para chamar a atenção até que essa proposta seja retirada”, defendeu.

Júnior Freitas, que representa os entregadores de aplicativo, ressaltou que a categoria é totalmente contra o PL. 

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São Paulo (SP), 14/04/2026 - Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 14/04/2026 - Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Infelizmente, o Congresso não atendeu nenhum dos pedidos que fizemos. O projeto de lei apresentado precariza o trabalhador, tanto os entregadores quanto os motoristas, e serve apenas para escravizar o trabalhador”, criticou. 

“Às vezes dá a impressão que esse PL foi tirado dos gabinetes das empresas de aplicativos, porque não tem nada dos trabalhadores ali”, afirmou.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou que identifica pontos no substitutivo ao projeto em discussão que necessitam de aprimoramento. Entre eles, a imposição de uma taxa mínima no delivery e a limitação na taxa de serviço das plataformas. 

“Essas medidas podem afetar o equilíbrio entre oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços”, alerta a entidade.

Para a associação, a competência da Justiça do Trabalho para analisar relações envolvendo trabalhadores autônomos representa uma inovação no direito brasileiro, o que pode gerar insegurança jurídica tanto para as plataformas quanto para os próprios trabalhadores.

A Amobitec, no entanto, diz que reconhece os avanços presentes no novo relatório e reafirma sua disposição de contribuir para a construção de uma regulamentação equilibrada para os trabalhadores por aplicativos no Brasil.

“A Amobitec defende, desde a publicação de sua Carta de Princípios, em 2022, uma regulamentação que assegure a viabilidade econômica das plataformas, a proteção social dos trabalhadores autônomos e a democratização dos serviços. A Associação reitera seu compromisso de participar ativamente do debate e de colaborar para soluções que sejam positivas para todos os brasileiros”.

Fonte: Agência Brasil

Toffoli diz que relatório da CPI é "aventureiro" e para obter votos

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (14) que o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, que propôs o indiciamento dele e de outros integrantes da Corte, tem objetivo de “obter votos”. 

Durante a abertura da sessão da Segunda Turma, Toffoli chamou o relatório de “excrescência” e disse que o indiciamento de ministros pode configurar abuso de poder.

“Não posso deixar de dizer das oportunas palavras em relação a essa situação de excrescência de um relatório completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual, e com um único e nítido sentido de obter votos. Isso é abuso de poder, pode levar à inelegibilidade”, comentou.

Toffoli também defendeu a atuação da Justiça Eleitoral para cassar quem “abusa do poder para obter votos”. 

“Quando surge um relatório aventureiro como esse, é uma tentativa de obter um voto conspurcado, porque ele é antidemocrático, é um voto corrupto. Essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível”, completou.

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Relatório

Nesta terça-feira (14), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o relatório final dos trabalhos da comissão. Além de Toffoli, o parlamentar propôs o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela suposta ligação com o Caso Master.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

Fonte: Agência Brasil

CLDF aprova normas para a transferência de outorgas de táxi no DF

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O Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) apreciou, nesta terça-feira (14), o projeto de lei nº 2119/2026, que disciplina a cessão de direitos de outorgas de táxi no DF. A proposta, de autoria do deputado Pepa (PP), foi aprovada em dois turnos e redação final e agora segue para a sanção da governadora Celina Leão.  

O texto altera a Lei nº 5.323/2014, que trata da prestação do serviço de táxi no DF, para adequá-la à legislação federal e permitir a transferência dos direitos de exploração do serviço. “Sem regulamentação distrital específica, a Administração Pública encontra-se, juridicamente, impedida de processar pedidos de cessão, sucessão causa mortis ou indicação de terceiros”, argumentou Pepa ao apresentar a proposição.  

 

Foto: Carlos Gandra / Agência CLDF

Segundo o PL, o titular de outorga poderá transferir seus direitos a terceiros, os quais assumirão os mesmos termos e condições da outorga original, pelo prazo remanescente. Para efetivar a transferência, o cessionário deverá apresentar requerimento formal ao órgão gestor do sistema de transporte do DF, além de comprovar o atendimento a requisitos como: regularidade do veículo (vistoria, licenciamento e padronização); inexistência de ociosidade da outorga, entre outros.  

A proposição prevê, também, a possibilidade de sucessão da outorga em decorrência do falecimento do titular, permitindo que cônjuge, companheiro ou filhos requeiram a cessão da autorização para si ou indiquem um terceiro habilitado. Nos dois casos, a requisição deve ocorrer no prazo de até um ano, contado da data do óbito.  

Ao projeto inicial, foi apresentada – e acatada –uma emenda, do próprio autor do projeto de lei. O objetivo foi suprimir dois requisitos para a cessão da outorga: regularidade fiscal, previdenciária e administrativa, e inexistência de impedimento judicial ou administrativo para a exploração do serviço.  

Pepa justifica que a emenda supressiva tem como intuito “reduzir a burocracia excessiva e eliminar exigências redundantes”, simplificando o processo de transferência da autorização.  

Fonte: Agência CLDF

EBC e Esporte iniciam articulação para Copa do Mundo Feminina 2027

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Nesta terça-feira (14), ocorreu o primeiro encontro voltado à construção da estratégia de comunicação da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no Brasil. A reunião foi articulada pela Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (Secopa27), do Ministério do Esporte.

A iniciativa marca o início de uma agenda contínua de alinhamento entre órgãos do governo do Brasil e parceiros institucionais.

“É um momento fundamental para pensarmos a comunicação estratégica da Copa, tendo como centro o legado social, o desenvolvimento do esporte e as oportunidades que vamos construir até a realização do torneio, tanto no Brasil quanto internacionalmente”, afirmou a secretária Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (Secopa27), Juliana Agatte.


Brasília, (DF), 14/04/2026 - Secretária Juliana Agatte e a presidente da EBC, Antônia Pellegrino participam do primeiro encontro voltado à construção da estratégia de comunicação da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no Brasil. A reunião foi articulada pela Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (SECOPA27), do Ministério do Esporte. A iniciativa marca o início de uma agenda contínua de alinhamento entre órgãos do governo do Brasil e parceiros institucionais. Foto: Ronaldo Caldas/MESP
Brasília, (DF), 14/04/2026 - Secretária Juliana Agatte e a presidente da EBC, Antônia Pellegrino participam do primeiro encontro voltado à construção da estratégia de comunicação da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no Brasil. A reunião foi articulada pela Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 (SECOPA27), do Ministério do Esporte. A iniciativa marca o início de uma agenda contínua de alinhamento entre órgãos do governo do Brasil e parceiros institucionais. Foto: Ronaldo Caldas/MESP

O encontro reforçou que a abordagem comunicacional do torneio será guiada por uma visão ampliada, que ultrapassa a dimensão esportiva. A proposta é valorizar impactos duradouros, como inclusão, igualdade de gênero e fortalecimento do futebol feminino.

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A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antônia Pellegrino, destacou o papel da comunicação pública nesse processo, com ênfase na ampliação da visibilidade da modalidade e na promoção de iniciativas com impacto social.

“Entre as nossas prioridades da EBC estão ampliar a presença do futebol feminino nas transmissões públicas, fortalecer parcerias com entidades do setor esportivo e também desenvolver campanhas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, utilizando o esporte como uma ferramenta de mobilização social”, afirmou Pellegrino.

Antonia Pellegrino relatou as experiências recentes da empresa em ações de conscientização, que podem servir de referência para iniciativas futuras ligadas ao torneio.

A TV Brasil, emissora pública da EBC, tornou-se a “tela do futebol feminino” por transmitir há três anos consecutivos as principais competições nacionais da modalidade, incluindo Séries A1, A2, A3 e categorias de base. É o maior pacote de transmissões do futebol feminino da TV aberta desde 2024.

Em 2025, houve um aumento de 25% da audiência dos jogos, mostrando que a aposta da TV pública no futebol feminino é também uma forma de popularização do esporte.

Em março, a EBC em parceria com a Petrobras lançou o Prêmio TV Brasil Petrobras para Elas, premiação que nasce com o propósito de ser o principal reconhecimento anual do futebol feminino brasileiro, unindo excelência esportiva, fortalecimento institucional e compromisso social. Também foi lançada no mesmo dia a campanha Feminicídio Nunca Mais, com foco na conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas. Participam da campanha, ex-atletas como Raí.

Integração

Participaram do encontro desta terça-feira a Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo Feminina 2027 (Secopa27), do Ministério do Esporte; a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR); a Empresa Brasil de Comunicação (EBC); a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A atuação conjunta é considerada estratégica para alinhar narrativas, fortalecer a imagem do Brasil no exterior e engajar a população.

Outro ponto definido foi a realização de encontros semanais para criar um espaço permanente de coordenação entre as instituições responsáveis pela preparação do país para o campeonato.

* Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Esporte

Fonte: Agência Brasil

Reforço na segurança em comunidades terapêuticas é aprovado na Comissão de Fiscalização

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De autoria da deputada Doutora Jane (Republicados), o Projeto de Lei 1906/2025 foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa. A proposição, denominada Lei Liberte-se, institui normas rigorosas de segurança, prevenção a incêndios e fiscalização obrigatória em comunidades terapêuticas, clínicas e casas de recuperação de dependentes químicos no DF

Doutora Jane explica que o projeto nasceu como resposta a uma tragédia que vitimou cinco pessoas, em agosto de 2025, no Paranoá. De acordo com o texto, nenhuma instituição poderá funcionar sem alvará, licença sanitária, autorização do Corpo de Bombeiros Militar do DF e licença da Secretaria DF Legal. A proposta também torna obrigatória a adoção de medidas como plano de prevenção e combate a incêndios, rotas de fuga sinalizadas, extintores em condições adequadas, além da proibição de trancas externas em dormitórios que impeçam a saída dos internos.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A fiscalização passará a ocorrer com periodicidade mínima semestral, realizada por órgãos como Corpo de Bombeiros Militar do DF, Vigilância Sanitária, DF Legal e Secretaria de Justiça e Cidadania. Os responsáveis pelas instituições deverão manter a documentação exposta em local visível e promover, anualmente, capacitação dos colaboradores em emergência, combate a incêndios e primeiros socorros. O descumprimento das normas poderá resultar em advertência, multas que variam de R$ 10 mil a R$ 200 mil e até interdição imediata, em casos de risco iminente à vida.

Segundo a deputada Doutora Jane, a Lei Liberte-se transforma a dor em ação concreta. “Essa legislação é um compromisso com a vida, com a dignidade humana e com uma recuperação responsável. Nenhuma família deve perder um ente querido por negligência e falta de fiscalização”, afirmou.

População de Rua 

A Comissão de Fiscalização aprovou ainda o Projeto de Lei 1215/2024. De autoria do deputado Fábio Félix (Psol), o PL institui o relatório temático “Orçamento PopRUA”, instrumento anual de fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária voltada à população vulnerável, que será elaborado pelo órgão central de planejamento do Poder Executivo e enviado à Câmara Legislativa até o final de maio do ano subsequente ao exercício analisado.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF 

O texto prevê que o relatório deverá detalhar os valores absolutos e relativos de execução orçamentária, além de indicar as despesas exclusivas e não exclusivas que beneficiem direta ou indiretamente a população em situação de rua. Entre as entidades que poderão participar da análise do relatório estão a Defensoria Pública do DF, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e organizações da sociedade civil.

Os projetos seguem em tramitação nas demais comissões da Casa até passarem por votação em Plenário. 

Fonte: Agência CLDF

Comissão aprova gratificação e adicional de qualificação para carreiras típicas de Estado

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A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei 2.982/2022, de autoria do deputado João Cardoso (PL), que institui a Gratificação de Habilitação para Carreiras Típicas de Estado (GHCTE) e o Adicional de Qualificação para Carreiras Típicas de Estado (AQCTE). A proposta, de acordo com o distrital, representa um avanço na valorização profissional dos servidores responsáveis por funções estratégicas da administração pública.

O texto beneficia integrantes das carreiras de Auditoria de Controle Interno, Auditoria Tributária, Auditoria de Atividades Urbanas, além de Procuradores do Distrito Federal e Procuradores vinculados à Lei Complementar nº 914/2016. A GHCTE cria uma gratificação vinculada à formação acadêmica, com percentuais calculados sobre o vencimento básico, variando conforme a titulação apresentada.

Os percentuais vão de 15% para segunda graduação até 40% para doutorado, incluindo especialização e mestrado, desde que os cursos sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação. O projeto também permite a equiparação de múltiplas especializações aos percentuais de títulos mais elevados, respeitado o limite máximo.

Além disso, o projeto institui o AQCTE, destinado a valorizar cursos de capacitação, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional. O adicional varia de 2% a 4%, conforme a carga horária dos cursos realizados, incentivando a qualificação continuada dos servidores. As gratificações passam a integrar a base previdenciária, refletindo nos proventos de aposentadoria e pensões, inclusive para servidores já aposentados, desde que os títulos tenham sido obtidos antes da inativação.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Segundo o deputado João Cardoso, a medida reforça o compromisso com um serviço público mais eficiente. “Valorizar a qualificação dos servidores é investir na melhoria dos serviços prestados à população”, afirmou.

Doações de órgãos públicos 

Os integrantes da CFGTC aprovaram ainda o Projeto de Lei nº 1.693/2025 de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), que dispõe sobre a doação de bens móveis públicos no âmbito do DF. A proposta determina que o processo será realizado sem chamamento público somente entre órgãos ou entidades da Administração Pública distrital, direta ou indireta.

 

Foto: Rinaldo Morelli / Agência CLDF

Belmonte explica que “não há legislação distrital específica que regulamente de forma clara e transparente as hipóteses de doação de bens móveis públicos, o que abre margem para interpretações equivocadas, práticas ineficientes e eventuais desvios de finalidade”, inclusive com doações a outros entes federativos “em detrimento de ser disponibilizado no próprio âmbito distrital”.

Também foi aprovado  o Projeto de Lei 2.221/2026, de autoria do Poder Executivo, que institui o Sistema Fiscaliza Cidadão no âmbito do aplicativo e-GDF, que cria instrumento de incentivo à participação social no combate aos atos lesivos à limpeza pública. 

As propostas seguem em tramitação na Casa até serem apreciadas em Plenário. 

Fonte: Agência CLDF

Comissão aprova cancelamento de alvará de estabelecimentos que falsificarem bebida

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Estabelecimentos que falsificarem ou adulterarem bebidas no Distrito Federal terão seus alvarás de licenciamento sanitário cancelados. É o que determina o Projeto de Lei 1967/2025, de autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa.

A proposta estabelece que a adulteração, corrupção ou falsificação de bebidas, tornando-as nocivas à saúde, passa a ser considerada infração sanitária grave, sujeita ao cancelamento do alvará sanitário do estabelecimento. A penalidade também se aplica a locais que vendam, exponham à venda, importem, mantenham em depósito ou distribuam bebidas falsificadas ou adulteradas. De acordo com o texto aprovado, a fiscalização ficará a cargo dos órgãos de vigilância sanitária do DF.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Na justificativa do projeto, o Joaquim Roriz Neto destaca a “crescente preocupação com a circulação de bebidas alcoólicas falsificadas, especialmente aquelas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica”. Segundo o deputado, o objetivo da iniciativa é fortalecer a proteção à saúde pública e dar uma resposta mais rigorosa a práticas que colocam em risco a vida da população. “O cancelamento do alvará atinge diretamente a atividade econômica do infrator e possui caráter preventivo e dissuasório”, observa o distrital.

Distribuidoras

Durante a votação da matéria, a deputada Paula Belmonte (PSDB) pediu que o Governo do Distrito Federal aumente a fiscalização nas distribuidoras de bebidas, principalmente no que se refere à idade dos frequentadores e ao horário de funcionamento. “A fiscalização tem que ser eficiente, pois a bebida é uma droga liberada, mas que gera outras consequências, como o aumento do feminicídio e o aliciamento de crianças, por exemplo. É preciso cuidado com a saúde mental e moral da nossa sociedade”, afirmou. Já o deputado Pepa (PP) destacou que o governo vem atuando no controle do horário de funcionamento das distribuidoras.

Bets

A Comissão de Fiscalização aprovou ainda, nesta terça-feira, o Projeto de Lei nº 1911/2025, de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos), que dispõe sobre a proibição de publicidade e propaganda de plataformas eletrônicas de apostas (bets) e jogos de azar em contratos de publicidade celebrados pela administração pública direta e indireta do Distrito Federal.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Para a deputada Paula Belmonte, as bets têm causado muitos problemas às famílias. “Pessoas se endividam, pais perdem tudo e há casos de suicídio. Sou a favor da liberdade econômica, mas os poderes públicos não podem atrelar sua imagem às bets”, enfatizou a parlamentar.

Os projetos seguem em tramitação para posterior votação no Plenário da Casa. 

Fonte: Agência CLDF

CFGTC aprova projeto que cria banco de dados de equipamentos hospitalares no DF

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A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei nº 1.189/2024, de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos), que cria um banco de dados com informações sobre a gestão e a situação dos equipamentos hospitalares da rede pública.

Foto: Andressa Anholete / AGência CLDF

O projeto foi aprovado na forma de substitutivo apresentado pela Comissão de Saúde (CSA), que promoveu uma alteração no texto: em vez de criar uma nova estrutura administrativa, o conteúdo do projeto passou a ser incorporado à Lei nº 5.221/2013, norma que já obriga o Governo do Distrito Federal a divulgar na internet dados da rede pública de saúde.

A proposta prevê o levantamento e a atualização permanente de dados como a lista de equipamentos existentes nos hospitais, contratos de manutenção, estado de conservação, além das necessidades de substituição ou aquisição de novos aparelhos. As informações deverão ser geridas pela Secretaria de Estado de Saúde do DF e utilizadas para orientar o planejamento, a alocação de recursos e a definição de prioridades na área da saúde.

A criação deste banco de dados possibilitará um planejamento mais eficiente na distribuição de recursos e equipamentos, alinhado às necessidades reais dos hospitais. Esperamos melhorar significativamente a qualidade do atendimento à população, promovendo uma gestão mais transparente dos recursos públicos destinados à saúde”, argumentou Robério Negreiros.

A iniciativa também prevê que os gestores hospitalares tenham acesso contínuo ao sistema para inserir e atualizar dados, além de treinamento específico para garantir a qualidade das informações prestadas. A expectativa, de acordo com a justificativa do PL,  é que a iniciativa contribua para reduzir desperdícios, evitar compras desnecessárias e melhorar o atendimento à população do Distrito Federal.

Fiscalização do Fundo da Criança e do Adolescente

Na mesma reunião, a CFGTC também deu parecer favorável ao Requerimento nº 470/2023, assinado pelos deputados Fábio Felix (PSOL), Ricardo Vale (PT), Dayse Amarilio (PSB) e Max Maciel (PSOL), que solicita a instauração de procedimento de fiscalização e controle sobre a execução dos recursos do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (FDCA).

O requerimento tem como objetivo apurar a “baixa execução orçamentária do fundo”, que recebe recursos públicos e de doações privadas para financiar políticas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo o documento, a fiscalização busca assegurar o cumprimento das normas legais que vedam o contingenciamento e o desvio dos recursos do FDCA.

“Em uma série histórica, é possível observar o quanto o FDCA/DF decaiu em seu empenho, o que demonstra uma perda significativa do financiamento de ações voltadas para as políticas da infância e adolescência”, aponta o documento assinado pelos parlamentares.

As propostas foram aprovadas com votos favoráveis dos deputados Pepa (PP), Iolando (MDB) e Paula Belmonte (PSDB) e seguem a tramitação nas demais comissões até serem apreciadas em Plenário.

Fonte: Agência CLDF

Com 322 unidades, Apê a Custo Zero abre inscrições em 12 cidades a partir desta quarta

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Apê a Custo Zero Contrapartida Social – Unidade Mobiliada
Inscrições para o Programa “Apê a Custo Zero” começam no próximo dia 15 e seguem até 14 de maio (Foto: Agehab)

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) abre processo seletivo para a modalidade Apê a Custo Zero Contrapartida Social – Unidade Mobiliada, do programa estadual Pra Ter Onde Morar, em 12 municípios.

As inscrições começam nesta quarta-feira (15/04) e seguem até 14 de maio. Ao todo, serão entregues 322 apartamentos, já com toda a mobília incluída, distribuídos pelos seguintes municípios:

  • Águas Lindas de Goiás (143 unidades habitacionais);
  • Anápolis (19);
  • Cidade Ocidental (15);
  • Goianésia (13);
  • Goiânia (4);
  • Luziânia (5);
  • Novo Gama (12);
  • Paraúna (1);
  • Porangatu (15);
  • Santo Antônio do Descoberto (9);
  • Terezópolis de Goiás (1);
  • Valparaíso de Goiás (85).

De acordo com o presidente da Agehab, Juliano Mendes, as inscrições deverão ser feitas pelo site goias.gov.br/agehab, de forma totalmente gratuita, ou nos pontos de atendimento disponibilizados nos municípios.

“Para participar da seleção, o interessado precisa anexar todos os documentos exigidos no edital no momento da inscrição. Após essa etapa, os inscritos participarão de um processo de hierarquização, no qual terão prioridade aqueles que atenderem ao maior número de critérios”, explica Juliano.

Ele destaca que as moradias serão doadas aos beneficiários, sem qualquer custo ou pagamento por parte das famílias, totalmente mobiliadas.

Quem pode se inscrever

Serão entregues 322 apartamentos, já com toda a mobília incluída (Foto: Agehab)

Pode se inscrever quem tem renda bruta familiar mensal de um e meio a três salários mínimos comprovada com documentação; não ser proprietário cessionário ou promitente comprador de imóvel residencial; não ter recebido, em qualquer momento, imóvel de programa habitacional de interesse social de ente municipal, estadual, distrital ou federal.

Precisa também ser maior de 18 anos ou emancipado; comprovar vínculo contínuo e ininterrupto dos últimos três anos com o município onde o benefício será concedido; possuir inscrição ativa e atualizada, no ato da inscrição, no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) no município para o qual pleiteia o benefício.

Além disso, é necessário residir no município para o qual pleiteia o benefício e comprovar domicílio eleitoral no município onde reside.

A Agehab esclarece ainda que a hierarquização acontecerá para aqueles que atenderem ao maior número de critérios, conforme aponta o edital.

Serviço

Inscrições do programa “Apê a Custo Zero” Contrapartida Social – Unidade Mobiliada
Municípios: Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Cidade Ocidental, Goianésia, Goiânia, Luziânia, Novo Gama, Paraúna, Porangatu, Santo Antônio do Descoberto, Terezópolis de Goiás e Valparaíso de Goiás
Prazo: 15 de abril a 14 de maio de 2026
Edital completo e inscrições: www.goias.gov.br/agehab

Fonte: Portal Goiás

Distribuidoras deverão informar margem de lucro semanalmente à ANP

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O governo informou, nesta terça-feira (14), medidas adicionais que serão tomadas para conter a alta dos preços dos combustíveis, em razão do agravamento mais recente do conflito no Oriente Médio que tem afetado o mercado de petróleo em todo o mundo. 

De acordo com os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e Orçamento, além da Secretaria Nacional do Consumidor, serão publicados três decretos para regulamentar a subvenção ao diesel e ao GLP, o gás de cozinha. 

O primeiro está voltado às distribuidoras beneficiadas pelos subsídios, que deverão informar, semanalmente, sua margem de lucro à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Outra medida diz respeito a procedimentos e prazos que terão de ser cumpridos pelos estados que aderirem a proposta do governo de subsídio ao diesel. 

Na avaliação do governo, as medidas adotadas até o momento já tiveram um impacto positivo.

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O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.  

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, salientou a importância das medidas para impedir que distribuidores comercializem combustíveis subsidiados sem apresentar as margens de lucro semanalmente à ANP. 

“A população será fiscal nesse momento”, disse  Silveira. 

O Secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, destacou que 8.226 postos de combustíveis foram fiscalizados nas operações recentes e 378 investigações foram abertas contra distribuidoras. 

“Quem aumentou preços apesar dos recursos públicos, já está sendo monitorado. Dessa forma, evitaremos abusos”, afirmou. 

O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os governadores para dar uma resposta à crise.  

“Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda. O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron. 

Os decretos serão publicados na quarta-feira (14) no Diário Oficial da União e irão estabelecer prazo de adesão dos estados às medidas, que será até 24 de abril. 

GLP 

O terceiro decreto visa amenizar os efeitos do aumento de custo do GLP para a população. Os cálculos do governo indicam um impacto previsto de R$ 300 milhões na cadeia de produção. As medidas farão o remanejamento orçamentário necessário para mitigar os efeitos desse impacto na cadeia.

*texto alterado às 14h10

Fonte: Agência Brasil