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Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa para a carceragem do 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha.

A transferência ocorre no momento em que a defesa de Costa negocia a assinatura de um acordo de delação premiada com investigadores da Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Antes da decisão, o ex-presidente estava custodiado no presídio da Papuda, que está localizado no mesmo complexo penitenciário.

A Papudinha possui regime mais brando de prisão e tem instalações com quartos sem grades, cozinha e banheiros comunitários, além de área aberta para banho de sol.

O local é destinado a presos especiais, como policiais militares, advogados e juízes, e também já abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Relembre

No dia 16 de abril, Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. 

De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis.

A defesa nega as acusações.

Fonte: Agência Brasil

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses

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O mercado financeiro teve um dia de euforia nesta sexta-feira (8). O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, e a bolsa recuperou parte das perdas da véspera.

Os mercados reagiram a dados do mercado de trabalho estadunidense e à redução dos temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,894, em baixa de R$ 0,029 (-0,60%). Esse é menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024.

No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 10,84% frente ao real.

O movimento foi impulsionado pela divulgação das estatísticas de emprego dos Estados Unidos, que mostrou criação de empregos acima do esperado e reduziu temores de desaceleração econômica e inflação mais forte no país.

Além disso, investidores acompanharam sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio após declarações do presidente Donald Trump.

Bolsa avança

O Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos, com apoio de ações de bancos e mineradoras.

Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o principal índice da B3 acumulou queda de 1,71% na semana. No ano, porém, ainda apresenta valorização de 14,26%.

O ambiente externo mais favorável também ajudou a sustentar o pregão brasileiro. Em Wall Street, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,84%, refletindo o alívio com os dados econômicos dos EUA e a percepção de menor risco de recessão na maior economia do mundo.

Petróleo sobe

Mesmo com a diminuição das tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo fecharam em alta, embora tenham desacelerado perto do fim das negociações.

O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, avançou 1,23%, a US$ 101,29. O barril WTI, do Texas, subiu 0,64%, para US$ 95,42.

Mesmo com a alta desta sexta, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%.

Os investidores continuam monitorando os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito.  Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira e renovou o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.

* com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Fábrica de produção de linha chilena é fechada no Rio

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Dois homens foram presos e uma fábrica ilegal de produção de linha chilena em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, fechada por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil. A linha chilena é proibida em lei estadual de novembro de 2017, por provocar ferimentos graves e até a morte de vários motociclistas. A linha atinge o motociclista normalmente na altura do pescoço e pode levar à morte.

O texto da lei proíbe a comercialização, o uso, porte e a posse da substância constituída de vidro moído e cola, conhecida como cerol, que serve para uma pipa cortar a outra, uma brincadeira tradicional. “A medida proíbe também a linha encerada, preparada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, conhecida como linha chilena, e de qualquer produto utilizado na prática de soltar pipa que tenha elementos cortantes”.

A operação dessa quinta-feira (7) ocorreu com base no cruzamento de dados e troca de informações de inteligência. A Polícia Civil descobriu a existência de uma fábrica clandestina bem estruturada de linha chilena, que abastecia diversos estados do Brasil. Os agentes flagraram grande quantidade de material ilícito, como linha chilena e utensílios utilizados na produção.

A Polícia Civil ressalta a alta periculosidade da linha chilena, que é feita com materiais cortantes e altamente resistentes, capazes de provocar ferimentos severos, mutilações e até mortes. Além disso, o uso desse material coloca em perigo a rede elétrica e animais, ampliando os danos causados pela prática.

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Números

As denúncias de uso e comercialização de linha chilena e cerol no Rio de Janeiro dispararam, com 1.203 casos em 2025, mais que o dobro dos 561 registrados em 2024. Nos três primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas 110 denúncias. Motociclistas são as principais vítimas, com casos de morte. Em abril deste ano, o motociclista Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu após ter o pescoço cortado por linha chilena em Cascadura, bairro da zona norte do Rio.


Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro entra com revisão criminal no STF para anular condenação

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de revisão criminal para anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista.

De acordo com os advogados, a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.

“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente

Recurso

No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.

Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também foi suscitada.

No mérito, a defesa afirma que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.  

“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.


Fonte: Agência Brasil

USP: alunos mantêm ocupação de reitoria e pedem reabertura de diálogo

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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram nesta sexta-feira (8) a ocupação da reitoria da instituição, reivindicando a reabertura de diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado. De acordo com os alunos, a negociação em curso foi encerrada unilateralmente pela reitoria nesta semana, sem que diversas reivindicações dos estudantes fossem atendidas.

Os estudantes estão no local desde quinta-feira (7). Entre as principais demandas estão o aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

“O estopim para a ocupação é a extrema precarização das condições de inclusão e permanência enfrentadas na universidade”,  diz texto divulgado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP. 

De acordo com eles, o Conjunto Residencial da USP (CRUSP) apresenta uma “situação insalubre” marcada pela falta de água e pela proliferação de mofo nos apartamentos. 

“Além disso, a insegurança alimentar agravou a revolta, com problemas diários nos bandejões, que incluem desde o fornecimento de comida estragada até refeições contendo larvas”, acrescenta o documento.

Segundo o estudante do curso de Jornalismo e membro do DCE, Guilherme Farpa, na semana passada o reitor ofereceu um aumento de R$27 no PAPFE, valor considerado insuficiente pelos alunos.

“Ele apresentou uma proposta extremamente insuficiente de um aumento de R$ 27 no auxílio permanente, para quem recebe o valor integral, e de R$ 5, para quem recebe o valor parcial”, disse. 

De acordo com Farpa, atualmente o valor integral é de R$ 885, e o parcial, R$ 320. Segundo ele, são quantias “insuficientes para poder conseguir sobreviver na região do Butantã e nas outras regiões onde ficam os campi da USP”. 

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Os estudantes argumentam ainda que a USP tem um orçamento de cerca de R$ 9 bilhões para 2026 e que, em março, aprovou uma bonificação para os professores de R$ 240 milhões. “Fica essa dúvida: se há esses R$ 240 milhões de reais para aprovar a gratificação dos professores, por que não haveria para as outras questões também?”, questiona.

De acordo com os estudantes, a ocupação só será encerrada quando a reitoria aceitar reabrir as conversas.

“Tudo que nós queremos é ser ouvidos. O estudante vive a universidade em um âmbito muito diferente dos professores e da reitoria. Eles não pegam a fila de uma hora e meia do bandejão, eles não comem no bandejão cheio de larvas, não pegam o quarteirão de fila para pegar o ônibus circular. Eles não têm noção dessa realidade”, afirma o estudante do curso de Ciências Moleculares e membro do DCE, Felipe, que não quis informar o sobrenome.

Outro lado

Procurada, a reitoria da USP disse, em nota, que lamentava profundamente “a escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”.

A reitoria afirmou ainda que adotou medidas cabíveis, “acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais”. 

Antes da ocupação da reitoria, no último dia 5, a reitoria divulgou texto que mencionava avanços nas negociações.

“O bem-estar da comunidade acadêmica é prioridade da gestão. Nesse sentido, a reitoria da Universidade de São Paulo realizou reuniões, a partir do dia 14 de abril, em diálogo com representantes dos estudantes, com duração total de cerca de 20 horas. Diversos avanços foram alcançados em benefício de estudantes de todos os campi”, afirmou. 

Fonte: Agência Brasil

Tecnologia e Inteligência Artificial aproximam eleitor e político com plataforma inovadora

Em um cenário político cada vez mais conectado e dinâmico, a tecnologia surge como protagonista na construção de uma relação mais próxima entre representantes e eleitores. Pensando nessa necessidade, a Zion Technologies, empresa especializada em inteligência artificial e parceira do grupo da Sieg — uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil — acaba de lançar uma plataforma inovadora chamada Meu Gabinete Virtual.

A proposta da ferramenta é clara: otimizar a relação entre eleitor e político, criando uma conexão real, contínua e em tempo real. A iniciativa nasceu após estudos realizados pela própria Zion identificarem um problema recorrente no ambiente político brasileiro: o afastamento entre parlamentares e eleitores após ou até mesmo durante o processo eleitoral.

Segundo especialistas da empresa, esse distanciamento gera desmotivação no eleitorado, reduz o engajamento político e enfraquece a construção de comunidades alinhadas em torno de ideias e projetos. Diante desse cenário, a Zion desenvolveu uma solução tecnológica capaz de transformar a comunicação política em uma experiência permanente e estratégica.

A plataforma Meu Gabinete Virtual permite que o eleitor tenha acesso ao parlamentar 24 horas por dia, oferecendo informações em tempo real, suporte direto, comunicação integrada e até oportunidades de emprego e serviços. A proposta é criar um verdadeiro ambiente digital de relacionamento político, onde o cidadão deixa de ser apenas um número e passa a participar ativamente do mandato.

Do outro lado, o político também ganha uma poderosa ferramenta de gestão e inteligência estratégica. A plataforma entrega dados organizados sobre o eleitorado, comportamento de público, interesses regionais, pesquisas, enquetes e conexões em tempo real, permitindo que o parlamentar compreenda melhor o universo ao qual está inserido e estruture campanhas e mandatos de forma mais assertiva.

A Zion afirma ser a primeira empresa no Brasil a desenvolver uma ferramenta completa, eficiente e eficaz capaz de inserir o eleitor dentro do mandato do político de maneira prática e contínua. Um diferencial considerado qualitativo e quantitativo em um mercado que, segundo a empresa, ainda carece de soluções tecnológicas verdadeiramente estruturadas para o setor político.

Nos últimos anos, diversas empresas passaram a utilizar inteligência artificial para oferecer soluções voltadas ao meio político, prometendo estratégias rápidas para ganho eleitoral. Porém, para a Zion, resultados concretos só podem ser alcançados por empresas com experiência consolidada no mercado corporativo e com ferramentas desenvolvidas especificamente para esse segmento.

O CEO da Zion Technologies, George Marcel, destacou que o Meu Gabinete Virtual é atualmente o primeiro e único aplicativo do Brasil e do mundo patenteado pelo INPI com esse nível de integração política e tecnológica. Segundo ele, a plataforma já vem sendo utilizada por alguns políticos e tem apresentado resultados expressivos.

Entre os nomes que já utilizam a ferramenta está a deputada estadual por São Paulo, Edna Macedo, apontada pela empresa como um dos principais exemplos de sucesso na utilização da plataforma para aproximação com o eleitorado e fortalecimento da comunicação com sua base política.

A empresa destaca que pesquisa o comportamento desse mercado há vários anos e já possui políticos utilizando a plataforma Meu Gabinete Virtual, relatando satisfação com os resultados alcançados até o momento

Além disso, a Zion também disponibiliza aos seus clientes uma plataforma integrada de planejamento de campanhas, permitindo ao político uma visão panorâmica, estratégica e real dos dados coletados

Para os desenvolvedores do projeto, a inteligência artificial vai muito além da simples coleta de informações. “Na inteligência artificial, não basta apenas ter os dados. O mais importante é garantir a veracidade dessas informações e saber como utilizá-las estrategicamente”, destaca a empresa.

Com essa proposta, a Zion acredita que o Meu Gabinete Virtual pode representar um novo modelo de relacionamento político no Brasil, utilizando tecnologia, inteligência artificial e comunicação em tempo real para fortalecer mandatos e aproximar eleitores de seus representantes.

Reconhecidas por Lei da Copa, pioneiras seguem formando novas gerações

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Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva constrói o futuro do futebol brasileiro com a mesma garra que demonstrou em cerca de 20 anos de carreira nos gramados. Quando pendurou as chuteiras, passou a trabalhar nas categorias de base do futsal do Juventus, tradicional clube paulistano. Entre os nomes que ajudou a revelar, inicialmente, no salão, estão o volante Nonato (Fluminense) e o meia Rodrigo Nestor (Bahia).

Atualmente Marcinha – como a ex-jogadora é conhecida – coordena equipes de futsal, com crianças de sete a 10 anos, na Sociedade Esportiva e Recreativa de Caieiras (SP), cidade onde nasceu há 63 anos. Uma dessas crianças já foi Matheus Bidu, hoje lateral-esquerdo do Corinthians. Os times são predominantemente masculinos. Mas no sub-7, uma garota joga em meio aos meninos.

“Na minha época, isso não podia”, recordou a ex-jogadora, à Agência Brasil.

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Márcia Honório fez parte da primeira seleção brasileira de mulheres, que foi terceira colocada no Torneio Experimental da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em 1988, na China. O evento reuniu 12 países e serviu de base para criação da edição inaugural da Copa do Mundo Feminina, três anos depois, no mesmo local.

“Eu vivi o começo de tudo, quando não tínhamos nada, além da vontade. Eu falo para eles [crianças] que, hoje, existe estrutura, visibilidade, mas o que faz um campeão ainda é o mesmo que a gente tinha lá atrás. É coração, é respeito pela história, é a disciplina de querer sempre ser o melhor”, disse Marcinha.
 


Márcia Honório, ex-jogadora seleção feminina 1988, Matheus Bidu
Márcia Honório, ex-jogadora seleção feminina 1988, Matheus Bidu

Pioneiras como ela, que enfrentaram falta de apoio e visibilidade pelo sonho de viverem do futebol, podem conquistar um reparo histórico quase três décadas depois. O Projeto de Lei 1315/2026, que estabelece a Lei Geral da Copa de 2027, a ser disputada no Brasil, prevê o pagamento de R$ 500 mil às atletas das gerações de 1988 e de 1991.

A Iniciativa é inspirada em medida adotada na ocasião do Mundial masculino de 2014, quando 51 campeões das edições de 1958, 1962 e 1970 – ou seus sucessores legais, no caso de falecidos – foram reconhecidos.

“Trata-se de resgatar uma dignidade que foi negada por décadas. É prova de que aquela luta em campo finalmente foi reconhecida para a história oficial do nosso país. Lógico, vai ajudar bastante muita gente, mas acho que o reconhecimento é muito importante não só na parte financeira”, destacou Márcia Honório.

Assim como a ex-meio-campista, Rosilane Camargo Motta segue ligada ao esporte. Fanta, apelido da lateral-esquerda presente no Torneio de 1988 e em  três Copas do Mundo (1991, 1995 e 1999), dá aulas de futebol para meninas no Parque Oeste, Rio de Janeiro. Alimenta sonhos que, hoje, são mais factíveis que nos 20 anos dedicados por ela aos gramados, representando clubes como Santos, Vasco e Radar, este último o principal time feminino do país nos anos 1980.

“[Ensino] vivência, disciplina, persistência e amadurecimento dentro da nossa modalidade, que já foi proibida um dia”, contou Fanta, à Agência Brasil, fazendo menção ao período entre 1941 e 1979, em que a prática do futebol foi vetada às mulheres, devido ao Decreto-Lei 3199, do governo Getúlio Vargas.


Fanta (terceira da esquerda para a direita) - ex-jogadora da seleção feminina de futebol de 1988
Fanta (terceira da esquerda para a direita) - ex-jogadora da seleção feminina de futebol de 1988

“[O reconhecimento às pioneiras] É justo e positivo. Acredito que a luta nunca foi em vão. Acredito também que a reparação é um legado deixado para nova geração”, completou a ex-lateral-esquerda, de 60 anos, que também consegue um dinheiro extra como churrasqueira.

Fanta trabalha, ainda, em uma das Vilas Olímpicas do projeto Rio: Capital do Futebol Feminino, de fomento à modalidade por meio de aulas gratuitas, ao lado da ex-zagueira Marisa, outra pioneira, capitã da seleção de 1988. A iniciativa tem como base a Copa do Mundo do ano que vem. A realização do Mundial em solo brasileiro, aliás, é aguardada com expectativa pelas pioneiras.

“A importância é que só de ser no Brasil é uma grande vitória. O resto [impacto da Copa no futebol feminino], unidos pela modalidade, teremos que descobrir juntos”, projetou Fanta.

“Que a Copa venha melhorar o profissionalismo dos clubes, federações. Que invistam na base para colher frutos. Que a gente mude a preparação das marcas, mostrando que investir na mulher e na mulher atleta é necessário. E ver estádios lotados. Espero que o Brasil mostre ao mundo que sabemos organizar um evento digno do futebol feminino. Temos muito a fazer ainda, mas acho que melhoramos bastante desde a nossa época”, concluiu Márcia Honório.

Fonte: Agência Brasil

Emenda "comprada" por dono do Master colocaria FGC em risco

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A 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (7), evidenciou os riscos para o sistema financeiro de se elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como propôs o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da operação.

O presidente do Partido Progressista (PP) apresentou, em agosto de 2024, uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). 

O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do FGC dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Segundo a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e entregue a Nogueira para que apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria. 

Em troca, o senador recebia, do banqueiro, entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de desfrutar de vantagens como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e de despesas em restaurantes. 

Segundo a PF, Vorcaro teria dito a interlocutores que a emenda “saiu exatamente como mandei”.

A emenda do senador Ciro Nogueira foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por inconstitucionalidade e inadequação técnica. 

“A Emenda nº 11 é inoportuna, ao contrariar o modelo bem-sucedido na prática nacional e internacional e ao engessar no texto constitucional matéria regulatória de natureza essencialmente dinâmica e que requer a disciplina em disposições legais mais flexíveis”, avaliou o relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM), ao rejeitar a proposta

Proteção

Criado em 1995 para administrar os mecanismos de proteção do sistema financeiro, prevenir crises bancárias sistêmicas e proteger os clientes e investidores, o FGC é uma entidade privada que, em tese, permitiria ao Estado deixar de socorrer instituições financeiras em dificuldades.

Mantido por contribuições mensais das instituições associadas, o fundo garante o pagamento de até R$ 250 mil a cada pessoa ou empresa que tenha valores depositados em instituições financeiras alvo de processos de intervenção ou liquidação executados pelo Banco Central. E cobre contas corrente e poupança; CDB e RDB; LCI; LCD; LCA; LH; LC; conta salário e operações compromissadas.

O FGC encerrou 2025 com R$ 123,2 bilhões em caixa. Desse montante, a entidade teve que separar R$ 40,6 bilhões para restituir os clientes do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank) cujos investimentos não superavam o teto de R$ 250 mil. 

Depois, com as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno, o impacto total nas reservas do fundo alcançou R$ 57,4 bilhões, o equivalente a quase metade (46,6%) do total disponível.

Picareta

Na avaliação do economista William Baghdassarian, professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), se aprovada, a proposta de quadruplicar o limite de cobertura do FGC resultaria no encarecimento das tarifas bancárias e na possível alta dos juros de empréstimos, já que as instituições financeiras precisariam dar mais dinheiro para o fundo.

“Estaríamos deslocando parte do lucro dos bancos, de seus acionistas, para o fundo. Como um banco nunca fica no prejuízo, o efeito esperado seria um aumento das tarifas bancárias e, eventualmente, das taxas de juros, como compensação”, explicou Baghdassarian à Agência Brasil, prevendo um “efeito dominó” que afetaria todo o sistema financeiro.

O economista também destacou o “risco moral” da proposta. Segundo ele, R$ 1 milhão de garantia incentivaria instituições a oferecerem lucros implausíveis sob a falsa sensação de segurança total.

“O FGC existe justamente para socorrer correntistas de bancos que se comportem mal, seja por incompetência, seja por atos ilícitos”, explicou Baghdassarian. 

“Mas também pode estimular as instituições a prometerem uma rentabilidade muito alta, minimizando os riscos do investimento com o argumento de que, até este limite, o dinheiro está protegido. É um incentivo a um comportamento picareta”, disse.

Pé na jaca

O economista Cesar Bergo, professor da Universidade de Brasília (UnB), concorda com a avaliação de que a elevação do limite de garantia ameaçaria a sobrevivência do FGC. 

Segundo ele, até a primeira fase da Operação Compliance Zero tornar público as irregularidades praticadas pelo Master e outras instituições, como o Banco de Brasília (BRB), e fundos de pensão, ninguém imaginava que, mesmo com o teto atual, alguém poderia causar um prejuízo de R$ 50 bilhões ao FGC.

“A aprovação do novo limite poderia ter colocado todo o sistema em colapso, pois deixaria o fundo sem margem de manobra para responder a qualquer outro problema no mercado financeiro”, alerta Bergo.

Para o professor, o limite de R$ 250 mil funcionou como uma barreira frente à agressividade do Master, que mesmo oferecendo taxas de retorno superiores à oferecida pelos concorrentes, enfrentava dificuldades para captar recursos justamente por não oferecer garantias a grandes investidores. 

Bergo estima que, caso a emenda do senador Ciro Nogueira fosse aprovada, o prejuízo causado pelo Master teria sido, no mínimo, R$ 15 bilhões superior ao registrado.

“Não tenho dúvidas de que, se a emenda fosse aprovada, o pessoal [do mercado] começaria a propagandear que os investimentos até R$ 1 milhão estariam seguros, garantidos, atraindo mais e maiores investimentos”, acrescentou Bergo.

Para ele, havia uma distorção na emenda parlamentar: o uso de recursos coletivos para proteger investidores de alta renda que, por definição, conhecem os riscos do mercado.

“A regra é que, quanto maior o risco, maior o retorno. E quem tem R$ 1 milhão para aplicar, conhece os riscos. Então, não há dúvidas de que, se aumentassem o limite para R$ 1 milhão, as pessoas iam meter o pé na jaca, ignorar os riscos e colocar seu dinheiro, esperando um bom retorno”, avalia.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do senador Ciro Nogueira, mas não recebeu nenhuma resposta às críticas dos especialistas, e está aberta a manifestações. 

Repúdio

Na quinta-feira, após policiais federais realizarem buscas e apreensões em endereços residenciais e comerciais associados ao parlamentar, seus advogados divulgaram nota em que afirmam que Nogueira contribuirá com a Justiça para esclarecer que não participou de qualquer atividade ilícita.

Ainda segundo a defesa, Nogueira repudiou “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas”, destacando que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve.”

Fonte: Agência Brasil

OITO ANOS DE EXCELÊNCIA: MARCOS DO VAL CONSOLIDA TRAJETÓRIA DE DESTAQUE NO RANKING DOS POLÍTICOS

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Desde que assumiu o mandato no Senado Federal, em fevereiro de 2019, o senador Marcos Do Val (Avante-ES) nunca deixou de figurar entre os parlamentares mais bem avaliados do país pela plataforma independente Ranking dos Políticos. Em 2026, pelo oitavo ano consecutivo, vem despontando como o melhor senador capixaba pela plataforma, que classifica todos os 594 membros do Congresso Nacional com base em votações, presença em sessões, gastos com verbas parlamentares e proposições legislativas.

Já nos primeiros anos de mandato, Do Val conquistou posição de destaque pela atuação no combate à corrupção, aos privilégios e ao desperdício público, pela presença nas sessões, pela economia de verbas e pela ausência de processos judiciais. O reconhecimento chegou também em nível nacional: em 2020 e 2021, o senador alcançou o segundo lugar entre os melhores do país, além de ser eleito o primeiro colocado no Espírito Santo, impulsionado pela relatoria do pacote anticrime e pela defesa de melhorias para a segurança pública.

Um dos pilares desse desempenho é o uso criterioso das verbas parlamentares. Do Val manteve um gabinete enxuto e economizou mais de R$ 4,5 milhões da cota parlamentar ao longo do mandato. Na destinação de emendas orçamentárias, adotou postura igualmente transparente: comunica o Ministério Público Estadual sobre cada recurso destinado aos 78 municípios capixabas e mantém atualizado o site www.senadortransparente.com.br, onde qualquer cidadão pode verificar para onde e com qual finalidade os valores foram encaminhados.

No plenário e nas comissões, o senador Marcos Do Val se distingue pelo engajamento em pautas como o combate à corrupção e a valorização da segurança pública. Avaliado de forma objetiva e apartidária ao longo de oito anos consecutivos, ele consolida-se como um dos parlamentares mais consistentes do Espírito Santo na história recente do Congresso Nacional.

"Ninguém respeita lambe-botas", diz Lula sobre reunião com Trump

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar, nesta sexta-feira (8), sobre o encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira. Durante evento em que anunciou a renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados, Lula afirmou ter dito ao norte-americano que aceita debater qualquer assunto de interesse de ambos os países.

“Foi com essa franqueza que eu fui dizer ao presidente Trump. Quer discutir big techs? Vamos discutir as big techs. Quer discutir as suas plataformas? vamos discutir. Quer discutir crime organizado? Nossa Polícia Federal está preparada para combater o crime organizado aqui e lá fora. Não tem veto para discutir”, afirmou.

Lula ainda afirmou que os dois líderes têm idade avançada e não têm tempo a perder.

“Ainda disse para o presidente Trump: ‘somos dois homens de 80 anos de idade. E dois homens de 80 anos de idade não brincam em serviço, a natureza é implacável, teoricamente nós temos menos tempo pela frente. Por isso, nós temos que saber o que queremos fazer’. É dessa forma que a gente vai ganhando a respeitabilidade. Ninguém respeita quem não se respeita, ninguém respeita lambe-botas”, afirmou.

Lula reafirmou também a determinação dada para que equipes dos dois governos fechem em 30 dias uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e sobre uma investigação comercial aberta pelos EUA contra o Brasil desde o ano passado.

O presidente reforçou ainda a posição do Brasil de estar aberto a negócios com todos os países, desde que garantida a soberania brasileira.

“Nós não temos veto aos EUA, não temos veto à China, não temos veto à Rússia, não temos à França, não temos veto ao México, não temos veto à Alemanha. Quem quiser fazer negócio com o Brasil, que venha. Estaremos de braços abertos para comprar e para vender, estaremos de braços abertos para fazer transferência de tecnologia e receber tecnologia nova”, disse.

Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu “muitos tópicos” com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou Lula de “um presidente muito dinâmico”

Fonte: Agência Brasil