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TV Brasil exibe nesta sexta jogo Unimed Campinas X Sampaio Basquete

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A TV Brasil transmite nesta sexta-feira (31), às 20h45, o jogo 3 da final da Liga de Basquete Feminino (LBF) 2026 entre Unimed Campinas e Sampaio Basquete.

Após vencer o segundo confronto por 70 a 52 no último domingo e abrir 2 a 0 no playoff, a equipe maranhense entra em quadra a uma vitória de conquistar o tetracampeonato. 

Desta vez o duelo muda de endereço e a equipe paulista joga com o apoio de sua torcida no Tênis Clube de Campinas, no interior de São Paulo, precisando da vitória a todo custo para se manter viva na competição e evitar o encerramento da série.

Já o Sampaio Basquete busca um triunfo fora de casa para fechar o confronto e comemorar o tetracampeonato da competição. 

Entenda os playoffs da LBF       

A fase reúne as oito melhores equipes da temporada regular, que avançaram para as quartas de final. O caminho até a taça funciona da seguinte forma:       

  • Quartas de Final: disputadas em séries de melhor de três jogos;
  • Semifinais: seguem a mesma estrutura de melhor de três;
  • Fase Final: temporada é decidida em melhor de cinco partidas.

A tela do esporte feminino        

As transmissões da LBF integram a estratégia da EBC, gestora da TV Brasil, de valorizar o esporte feminino no país, ampliar o acesso das pessoas às competições e promover a aproximação entre o público do canal e a modalidade.        

Além dos duelos da LBF, a emissora também já está exibindo as partidas do Brasileirão Feminino de Futebol da Série A1. Durante o ano, além da elite da modalidade, a TV Brasil mostra as fases decisivas das Séries A2 e A3, a partir das semifinais, e traz para a tela as emoções dos confrontos finais das categorias de base com a disputa pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.        

As competições ganham visibilidade ainda maior por meio da parceria com os canais que fazem parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e retransmitem a programação da TV Brasil em seus estados.

Em 2025, a emissora também compartilhou com o público as emoções da Conmebol Copa América de Futebol Feminino.        

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Fonte: Agência Brasil

DF terá cadastro de condenados por crime de estupro e violência contra a mulher

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Ferramenta terá informações como fotografia atualizada, detalhes da condenação, endereço, nome completo e outros dados relevantes para identificação e localização

Entrou em vigor a Lei nº 7.935/2026, que cria o “Cadastro Distrital de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro e Violência contra a Mulher”. A ferramenta deverá conter informações sobre os condenados por esses delitos, como fotografia atualizada, detalhes sobre a condenação (data, natureza do crime e pena aplicada), endereço, nome completo e outros dados relevantes para a identificação e localização dos agressores.

O acesso ao cadastro será restrito às autoridades responsáveis pela investigação, processamento e punição dos crimes, além de outros casos previstos em lei ou autorizados judicialmente.

De acordo com a autora da legislação, deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a nova ferramenta contribuirá para o monitoramento dos condenados, entre outras medidas de prevenção e combate aos crimes de estupro e violência contra a mulher.

“O cadastro poderá ser utilizado para auxiliar na identificação e localização de agressores que estejam descumprindo medidas protetivas ou que representem uma ameaça às vítimas, permitindo uma intervenção rápida e eficaz por parte das autoridades”, exemplifica a parlamentar.

Os dados também poderão subsidiar as políticas públicas. “Ao reunir dados estatísticos sobre os condenados, o cadastro permitirá uma análise mais precisa da situação da violência, possibilitando a implementação de medidas mais eficazes e direcionadas para enfrentar esse problema”, avalia Paula Belmonte.

A nova lei entrou em vigor em 27 de julho, quando foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). 

Fonte: Agência CLDF

Beneficiários com NIS de final 0 recebem Bolsa Família de julho

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A Caixa Econômica Federal conclui nesta sexta-feira (31) o pagamento da parcela de julho do Bolsa Família. Recebem hoje os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0. Neste mês, o valor médio do crédito está em R$ 679,19.

Os moradores de 175 municípios de seis estados receberam a parcela no último dia 20, independentemente do número final do NIS.

O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados:

  • Amazonas (três municípios);
  • Paraíba (31); 
  • Paraná (8);
  • Rio Grande do Norte (120); 
  • Roraima (6);
  • Sergipe (7).

>>A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

O valor mínimo corresponde a R$ 600 e há ainda o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança.

O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
 


Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil

Brasília (DF), 20/07/2026 – Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil – Arte/Agência Brasil

 

Fonte: Agência Brasil

Polícia investiga morte de três eletrocutados após ventania no Rio

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.

A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.

Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus.

“A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.

Mulher foi socorrida

O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.

Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.

“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.

Light

A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.

A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.

“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.

Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.

A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.

 


Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vendaval

O vendaval na tarde de quarta-feira (29), com rajadas que chegaram a atingir 105 quilômetros por hora (km/h), assustou a população e causou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.

 


Rio de Janeiro (RJ), 29/07/2026 - Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/07/2026 - Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na cidade do Rio, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro em Santa Teresa.

Quase 24 horas depois do início da ventania, partes de bairros seguem sem energia elétrica, com mais de 400 mil pessoas sem luz.

Fonte: Agência Brasil

Censo Escolar 2026: coleta de dados da 1ª etapa termina nesta sexta

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As escolas devem coletar os dados da primeira etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026 até esta sexta-feira (31). Nesta etapa, são informados os dados de matrículas, turmas, profissionais escolares e infraestrutura das unidades de ensino, por meio do Sistema EduCacenso.

O Censo Escolar é uma pesquisa estatística obrigatória da educação básica brasileira, feita em colaboração com as secretarias estaduais, distrital e municipais de educação, com a participação das escolas públicas e privadas.

A pesquisa coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação profissional, incluindo educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

Cronograma

Os gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal serão os responsáveis pela exportação dos dados preliminares ao Ministério da Educação, em 27 de agosto, para publicação no Diário Oficial da União.

Após essa publicação, o Sistema EducaCenso será reaberto durante 30 dias aos gestores educacionais para conferência, confirmação e eventual correção das informações declaradas.

Os resultados finais da primeira etapa e estatísticas da Educação Básica serão divulgados em 1º de fevereiro de 2027.

Nesta mesma data, começa a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Fase final

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Os dados no Censo Escolar servem para a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de base para a distribuição de recursos.

Fonte: Agência Brasil

Governo Central tem déficit de R$ 48,2 bilhões em junho

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Os gastos com saúde e Previdência fizeram o Governo Central registrar déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional.

O resultado representa aumento em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 44,2 bilhões, e é o maior déficit registrado para o mês desde 2023, em valores corrigidos pela inflação.

O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. O resultado primário considera apenas receitas e despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado chegou a R$ 144,1 bilhões, o equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB).

Como ficou

O resultado de junho foi formado por:

  • Tesouro Nacional: déficit de R$ 2,45 bilhões;
  • Previdência Social: déficit de R$ 50,47 bilhões;
  • Banco Central: déficit de R$ 155 milhões.

O maior impacto negativo continuou vindo da Previdência Social, cujas despesas superaram as receitas do sistema.

O que é déficit?

O resultado primário mede a diferença entre tudo o que o governo arrecada e tudo o que gasta, sem considerar os juros da dívida pública.

Quando as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Quando os gastos superam a arrecadação, há déficit.

Esse indicador é acompanhado de perto porque mostra a capacidade do governo de manter as contas públicas equilibradas.

Entre janeiro e junho, o Governo Central acumulou déficit de R$ 92,2 bilhões.

O resultado é superior ao déficit de R$ 11,3 bilhões observado no mesmo período de 2025.

No semestre, o saldo foi composto por:

  • Superávit do Tesouro Nacional: R$ 144,3 bilhões;
  • Déficit da Previdência Social: R$ 236,2 bilhões;
  • Déficit do Banco Central: R$ 324 milhões.

Receita cresce

Apesar do resultado negativo, a arrecadação aumentou em junho.

A receita líquida do Governo Central somou R$ 195,2 bilhões, alta de 10,3% acima da inflação sobre o mesmo mês de 2025.

Entre os principais fatores que impulsionaram a arrecadação estão:

  • aumento da arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • crescimento da receita do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • maior arrecadação do Imposto de Importação;
  • avanço das receitas obtidas com a exploração de recursos naturais, impulsionadas pelos royalties e pela comercialização de petróleo e gás da União.

No acumulado do ano, a receita líquida alcançou R$ 1,255 trilhão, crescimento real (acima da inflação) de 5,6%.

Despesas aumentam

As despesas também cresceram.

Em junho, os gastos totais chegaram a R$ 243,4 bilhões, alta real de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os principais aumentos ocorreram em:

  • benefícios previdenciários;
  • ações na área da saúde;
  • abono salarial e seguro-desemprego;
  • despesas com pessoal;
  • créditos extraordinários, incluindo medidas ligadas à política de subsídios ao diesel.

No acumulado do semestre, as despesas totalizaram R$ 1,347 trilhão, crescimento real de 12,3%, ritmo superior ao da arrecadação.

Entre as maiores altas no ano estão:

  • benefícios previdenciários (+R$ 44,8 bilhões);
  • despesas discricionárias (+R$ 41,9 bilhões);
  • precatórios e sentenças judiciais (+R$ 35,6 bilhões);
  • gastos com o funcionalismo e encargos sociais (+R$ 20,5 bilhões).

Dividendos caem

As receitas de dividendos pagos por empresas estatais diminuíram.

Em junho, o governo recebeu R$ 2,39 bilhões, abaixo dos R$ 2,75 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do ano, os dividendos somam R$ 10,47 bilhões, contra R$ 24,95 bilhões no primeiro semestre do ano passado.

Investimentos avançam

Os investimentos federais, gastos com obras públicas e compra de equipamentos, cresceram em junho.

Foram aplicados R$ 7,75 bilhões, alta real de 18% sobre o mesmo mês de 2025.

De janeiro a junho, os investimentos alcançaram R$ 49,8 bilhões, avanço real de 65,7% na comparação anual.

Meta fiscal

A meta fiscal do governo para 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. O valor desconsidera gastos com precatórios e algumas despesas com saúde, educação e defesa excluídas da meta.

A legislação estabelece uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo que o resultado fique zerado ou atinja superávit de 0,5% do PIB sem que a meta seja considerada descumprida.

Na última revisão do Orçamento, divulgada na semana passada, o governo projetou encerrar o ano com superávit de R$ 10,8 bilhões após os abatimentos permitidos por lei. Sem esses descontos, a estimativa oficial aponta para déficit de R$ 52 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Rede elétrica mais resiliente requer investimento de concessionárias

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Tornar a rede elétrica mais resiliente a fortes ventos como os que atingiram São Paulo e Rio de Janeiro nessa quarta-feira (29) é possível, mas tem um custo bastante elevado e que precisa ser arcado pelas concessionárias de energia. A avaliação é do professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). 

Fiação subterrânea e poda das árvores na época certa estão entre as medidas necessárias para que o fornecimento de energia seja menos vulnerável. 

“Tem que ter manutenção. Ou enterra ou faz manutenção. No geral, não se faz nem um, nem outro. Ou se faz pouco”, aponta o professor da Coppe/UFRJ.

Watanabe mora no Grajaú, na Zona Norte do Rio, e continuava sem energia até a tarde desta quinta-feira (30). Em sua rua, a rede elétrica é aérea, sustentada por postes, o que a deixa mais vulnerável a quedas de árvores e intempéries. Quem tem instalações subterrâneas, como os bairros mais nobres do Rio e o centro da cidade, enfrenta menos contratempos, avalia.

“Quem recebe (energia) por linha aérea tem mais problemas”, resume ele, que acrescenta que, além de os custos de instalação serem maiores para a fiação subterrânea, também é mais custosa a manutenção. 

O professor do programa de pós-graduação em engenharia elétrica estima que o custo de cabos subterrâneos equivale a sete ou dez vezes o da linha aérea, com a vantagem de ter maior qualidade. E a responsabilidade por esses custos é das concessionárias de energia, afirma ele.

“Seria bom se houvesse um pouco mais de atividade do lado das concessionárias. Se ficar parado, como a gente anda, vai ser ainda pior”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Planos de contingência

Na avaliação de Leandro Torres, especialista em desastres e professor da Escola Politécnica da UFRJ, o risco de falta de energia, por si só, não é motivo para substituir toda a rede aérea por subterrânea. 

“É uma decisão estética, urbanística. Mas não pesa muito no caso de falta de luz”.

Torres destaca que fazer uma estrutura subterrânea requer um investimento elevado que pode ser, inclusive, economicamente inviável. Além disso, ele avalia que os cabos subterrâneos, apesar de terem proteção contra o vento, constituem problema no caso de inundações e furtos.

Segundo Leandro Torres, o que ocorreu ontem no Rio foi um evento de emergência, para o qual as instituições precisam estar preparadas com planos de contingência, que evidenciem tudo que possa afetar suas operações e serviços de alguma maneira.

“Ou seja, fazer uma listagem dessas ameaças. Isso abrange eventos de diferentes naturezas, como vendaval, inundação, ataque cibernético, que podem afetar a operação de uma organização qualquer”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O segundo passo desse plano de contingência é entender quais são as eventuais causas que poderiam dar origem a essas ameaças. Ou seja, os pontos fracos na operação, que poderiam ser uma brecha para que esses problemas ocorram. Uma análise de risco prioriza os pontos que demandam mais atenção.

Em seguida, o que se busca são medidas que possam evitar, dentro do possível, essas falhas, ou reduzir muito a probabilidade de elas acontecerem.

Torres deixou claro que instituições de diferentes naturezas, desde uma escola até empresas de telecomunicações e concessionárias de energia elétrica, precisam se organizar para fazer frente a esse tipo de cenário climático.

Para ele, as concessionárias de energia elétrica devem direcionar atenção e esforços para um possível aumento drástico de eventos relacionados ao clima, principalmente este ano, com a previsão de um El Niño especialmente forte.

“Elas devem analisar, por hipótese, se acontecer um tornado aqui, o que eu faria? Se acontecer uma inundação até um metro ou dois metros de lâmina, o que deveria ser feito? E se for uma onda de calor extremo?”.

Leandro Torres insistiu que a empresa não pode esperar que aconteça um evento negativo para agir, e isso demanda recursos previamente alocados e pessoal treinado para os procedimentos emergenciais. Depende de uma estrutura de planejamento de comunicação interno e externo com clientes, inclusive para a preservação dos serviços que eles estão recebendo.

 


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sem previsão de retorno

A empresária Ana Paula Brito mora em Vila Isabel, Zona Norte da capital fluminense, e, desde ontem, às 17h, está sem luz em seu imóvel. Ela afirma que já abriu vários protocolos na Light e a resposta é que os técnicos estão trabalhando no local e não há previsão de quando a luz voltará.

“Estamos preocupados, porque a geladeira já está descongelando, os alimentos estão vencendo [a validade] e não tem nenhuma previsão. É um transtorno muito grande ficar sem energia”.

>> Saiba como pedir ressarcimento por prejuízos com a falta de energia

Rico Vilarouca é designer e trabalha em casa, bem como sua esposa. Moradores de Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, ele espera até agora o retorno da energia elétrica e da internet residencial, situação que se repete quando chove forte e venta no bairro.

Os ventos fortes que assolaram o estado nessa quarta-feira deixaram uma coisa bem clara para a família de Rico Vilarouca: “A gente não está preparado para esse volume de vento na cidade”, lamentou.

A Light e a Enel, concessionárias que atuam no Rio de Janeiro, na região metropolitana e no interior do estado, têm divulgado desde o vendaval que estão com equipes mobilizadas para normalizar o fornecimento de energia. Apesar disso, milhares de residências e estabelecimentos de diversos tipos continuavam sem energia nesta quinta-feira.

Fonte: Agência Brasil

Governo paraguaio convoca embaixador do Brasil

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O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou, nesta quinta-feira (30), que convocou o embaixador do Brasil no país, José Antonio Marcondes, para uma conversa nesta sexta-feira (31). O motivo são as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai, em um evento na semana passada.

No Paraguai, o conflito é conhecido como Guerra da Tríplice Aliança, por ter colocado Brasil, Argentina e Uruguai de um lado, e Paraguai de outro. 

Em nota, o ministério afirmou que, além da convocação de Marcondes, os ministros das Relações Exteriores do Paraguai e do Brasil, Mauro Vieira, conversaram sobre o assunto quando estiveram em Lima, no Peru.

O governo paraguaio também informou que o presidente Santiago Peña e Lula conversaram por telefone sobre o mesmo tema, considerado como “delicado”.

Declaração

A fala de Lula ocorreu em Jacareí, São Paulo, durante um evento da empresa Avibras Aeroco. Para ilustrar a importância de investimento em defesa, lembrou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870. 

“A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos Chile e Equador. A gente tem a África na nossa frente e tem uns loucos no mundo querendo fazer guerra. E a gente não pode esquecer que, embora a gente só goste de paz, seja de paz, um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. E invadiu Uruguai e Argentina. E aquela guerra que não parecia nada durou cinco anos”, declarou o presidente no evento.

A Guerra do Paraguai é descrita pelo governo do país vizinho como “um episódio sensível da história nacional”.

“A dignidade do Paraguai não se negocia. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, desde o começo temos abordado o tema no mais alto nível. A diplomacia tem seus tempos, suas formas e, acredite, a moderação do presidente da República tem sido fundamental na gestão desses prazos e formas”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rebén Lezcano.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo

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O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro.

A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.

A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.

Principais números:

•    Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
•    Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
•    Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
•    Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Câmbio recua

O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.

O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.

O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.

Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.

Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.

Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa dispara

O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.

O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.

O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:

•    Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
•    S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
•    Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.

No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.

As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.

Petróleo cai

Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.

O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.

Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Eleições 2026: campanha Boto Fé no Voto quer combater desinformação

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Combater a circulação de mensagens falsas durante o período eleitoral, especialmente em comunidades de fé é o objetivo da campanha nacional Boto Fé no Voto, que será lançada na noite desta quinta-feira (30), na Catedral Anglicana de Brasília.

Por meio da iniciativa, organizações ecumênicas buscam fortalecer a circulação de informações confiáveis, incentivar o voto consciente e promover o compromisso com a verdade nas eleições deste ano.


Brasília - DF - 30/07/2026 -  Campanha boto fé no voto. Foto:  Arquivo pessoal/Sônia  Mota
Brasília - DF - 30/07/2026 -  Campanha boto fé no voto. Foto:  Arquivo pessoal/Sônia  Mota

Diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) Sônia Mota – Arquivo pessoal/Sônia Mota

A campanha é um chamado a igrejas, comunidades de fé, organizações civis, educadores, comunicadores e à população para refletirem sobre o papel da informação verídica na construção de uma democracia participativa e na defesa dos direitos humanos.

A diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e integrante da campanha Sônia Mota destaca que a iniciativa, sob o tema “Eu escolho a verdade”, parte do reconhecimento de que as comunidades de fé são espaços estratégicos para a circulação de informações confiáveis e para o fortalecimento da democracia. 

“Partimos do entendimento de que fé e cidadania caminham juntas quando são vividas com responsabilidade, com compromisso, com verdade, com respeito ao próximo.”

Sônia ressalta ainda que o fenômeno da desinformação atinge toda a sociedade e que igrejas e comunidades de fé também acabam sendo afetadas. “Quando uma informação falsa circula, especialmente em ambientes onde existe confiança entre as pessoas, ela pode influenciar opiniões, provocar conflitos, reforçar preconceitos, comprometer o debate público e enfraquecer as instituições democráticas.”

Segundo ela, quem compartilha uma notícia falsa acredita que possa estar fazendo o bem, sem perceber que está contribuindo para espalhar determinado conteúdo enganoso. “A campanha quer contribuir para mudar essa realidade.”

Ações

Entre as atividades previstas estão:

  • rodas de diálogo;
  • formações;
  • produção de materiais educativos;
  • vídeos;
  • podcasts;
  • cards e conteúdos digitais.

“O objetivo é criar espaços de conversa sobre democracia, participação cidadã, ética na comunicação e enfrentamento à desinformação”, completou Sônia.

O lançamento começa às 19h, é aberto ao público e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais das organizações parceiras, como Coletivo Bereia, Coletivo Novas Narrativas, Cáritas Brasileira, Fé no Clima/Iser, Diaconia, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Conselho Nacional Igrejas Cristãs (Conic), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Misereor e a Cese.



Fonte: Agência Brasil