Um grupo de voluntários viajou mais de 500 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo, até Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para ajudar aqueles que foram impactados pelas chuvas e deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). Enquanto parte da equipe pegou a estrada, outra organiza arrecadações e logística para envio de doações.
O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou na manhã desta sexta (27) e dirigiu-se até o lugar com o maior número de mortes, o bairro Parque Jardim Burnier, na Zona Sudeste, que contabiliza 21 vítimas. Ele chegou disposto a ajudar do jeito que fosse necessário, no resgate de desaparecidos ou no trabalho de limpeza.
“Se for para cavar, vamos cavar. Se for para entrar na água, vamos entrar. Estamos aqui à disposição para ajudar todos os moradores, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”, diz Rodrigo.
Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas em Juiz de Fora – Rovena Rosa/Agência Brasil
O grupo nasceu a partir de outro contexto de calamidade pública. Em 2024, eles se reuniram às pressas para atuar no Rio Grande do Sul. Muitos não se conheciam e, da experiência, surgiu um vínculo mais duradouro.
“No Rio Grande do Sul a gente chegou quando as chuvas e as inundações ainda estavam acontecendo. Aqui, está mais delicado lidar com as famílias e as perdas que elas tiveram. A gente acaba se envolvendo e sentindo parte dessa dor coletiva”, diz Rodrigo.
A última atualização indicava 62 em mortes e 3 desaparecidos em Juiz de Fora, e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá. O número de desabrigados e desalojados estava acima de 4.200.
Um grupo de estudantes de medicina de Juiz de Fora também decidiu subir as ladeiras do Parque Jardim Burnier para ajudar os moradores. A mobilização começou na igreja do pai de um deles, que organizou arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza. Só nesta semana, foram entregues 50 kits no bairro Vitorino Braga, também afetado pelas chuvas.
Lívia André, uma das alunas do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac), conta que não conhecia a região e que ficou impactada com a realidade das pessoas que vivem ali.
“O sofrimento do próximo é nosso também. A gente não podia ficar parado em casa sem fazer nada. Dá aquela sensação de impotência. Ainda mais quando é na nossa cidade, a gente tem que se mover. Não são só números. Essas pessoas estão sofrendo com isso. Estamos aqui para oferecer ajuda em limpeza, fazer marmitas, trabalho braçal, o que eles estiverem precisando”, diz Lívia.
Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o trabalho dos voluntários em Juiz de Fora
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar o deslocamento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na próxima terça-feira (10).
O ministro atendeu ao pedido do presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para que a corporação seja responsável pelo transporte do banqueiro, que é investigado pela PF pelas fraudes que envolvem o Master e está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Pela decisão de Mendonça, a PF poderá decidir se a viagem de Belo Horizonte, onde Vorcaro reside, para Brasília será feita na aeronave da corporação ou em voo comercial. O deslocamento em jatinho particular foi proibido pelo ministro.
Após a decisão, Vorcaro decidiu que vai comparecer somente ao depoimento marcado na CAE.
Em novembro de 2025, o banqueiro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma lei municipal de Londrina, no Paraná, que proibiu a participação atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. O pedido foi protocolado na última quarta-feira (25).
A CBV alega que a norma, que entrou em vigor em 2024, interfere nos jogos das semifinais da Copa Brasil, que serão realizados, neste final da semana, no município paranaense.
A confederação afirmou ao Supremo que a proibição atinge a atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a disputar competições de vôlei no país.
Ela é atleta do Osasco São Cristóvão Saúde, que tem partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.
Ao pedir a suspensão da lei, a confederação disse que Tiffany já disputa a competição regulamente e será prejudicada pela norma.
“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV”, argumentou a entidade.
A ação é relatada pela ministra Cármen Lúcia.
Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde afirmou que Tifanny atua profissionalmente há mais de oito anos, tem conduta exemplar e cumpre rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV.
“Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe.
O Ministério da Educação (MEC) começou a pagar, nesta quinta-feira (26), duas parcelas de 2025 do Programa Pé-de-Meia. A primeira delas é referente à conclusão, em 2025, de uma das etapas do ensino médio. A outra parcela é depositada pela participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) da última edição somente aos estudantes beneficiários que concluíram etapa de ensino, em 2025.
Os depósitos são escalonados conforme o mês de nascimento dos beneficiários pelo Pé-de-Meia. Os depósitos em nome dos estudantes seguem até 5 de março.
Nesta sexta-feira (27), é a vez dos estudantes nascidos em março e abril.
Confira o calendário organizado por mês de nascimento dos estudantes que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia:
janeiro e fevereiro: receberam nesta quinta-feira (26);
março e abril: 27 de fevereiro;
maio e junho: 2 de março;
julho e agosto: 3 de março;
setembro e outubro: 4 de março;
novembro e dezembro: 5 de março.
Os valores pagos são: R$ 1 mil pela conclusão do ensino médio. E R$ 200, pela participação no Enem de 2025.
Todos os beneficiários pelo Pé-de-Meia que cumprirem os critérios e tiverem suas informações devidamente confirmadas pelas redes de ensino receberão os pagamentos garantidos.
Por isso, o MEC explica que o pagamento do incentivo de conclusão não é gerado automaticamente após o fim das aulas.
O processo de envio de informações ocorre em duas etapas: a da confirmação da aprovação dos estudantes no ano letivo e a de confirmação da conclusão.
De acordo com a pasta, o objetivo é oferecer mais segurança e qualificação para os dados desta política pública.
Cinco etapas
O governo federal explica que as parcelas do Pé-de-Meia serão depositadas em uma das cinco datas agendadas até o início de julho, caso ocorra atraso no envio dos dados dos alunos pela rede de ensino.
Se o pagamento não caiu na primeira data, o MEC orienta os estudantes a acompanharem regularmente sua situação na página Consulta Pé-de-Meia, com acesso pela conta da plataforma Gov.br. A página pode ser consultada em qualquer computador, smartphone ou tablet.
O aluno que não recebeu o depósito não precisa realizar qualquer ação imediata, apenas aguardar a atualização das informações pela rede de ensino. O prazo final para encaminhar as informações das escolas é junho.
Depósito
Para quem ainda está cursando o ensino médio em 2026, o valor depositado na conta da Caixa Econômica Federal permanece na conta até a conclusão do ensino médio.
O estudante pode optar por manter o recurso na poupança da instituição bancária ou direcioná-lo para aplicação no Tesouro Direto, por meio do aplicativo Caixa Tem.
Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia beneficia cerca de 4 milhões de estudantes por meio de um incentivo financeiro-educacional do governo federal.
A inciativa é voltada a estudantes matriculados no ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
O programa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino. O objetivo é democratizar o acesso à educação e reduzir a desigualdade social entre os jovens.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou audiência pública nesta sexta-feira (27) para debater a regulamentação da Lei nº 7.734/2025, a qual dispõe sobre medidas de combate à propagação de ideologia fascista, neofascista, nazista, neonazista e supremacista racial no DF. Participantes elogiaram a norma distrital – apontada por alguns como um “marco” – e apresentaram sugestões para o decreto regulamentar.
De autoria do deputado Rogério Morro da Cruz (PRD), a lei foi sancionada pelo governador Ibaneis Rocha em julho de 2025. Apesar de já estar em vigor, ela precisa ser regulamentada pelo Executivo para, de fato, sair do papel. “Este assunto não permite adiamento, precisamos regulamentar a lei para que funcione de verdade”, pregou o distrital.
“Quando o assunto é o nazismo ou o fascismo, muitos acham que acabou na Segunda Guerra ou que se trata de um problema distante, de outros países. O ódio não morreu em 1945, ele mudou de roupa, de endereço”, disse Morro da Cruz. O parlamentar destacou que organizações supremacistas seguem ativas em vários lugares, incluindo o Brasil: “Pesquisadores já identificaram mais de 300 células neonazistas em atividade no país, com milhares de membros e uma rede de simpatizantes que ultrapassa 200 mil pessoas”.
O parlamentar apontou preocupação especial com o segmento jovem. Ele citou casos de ataques de cunho supremacista a escolas e informou que a maioria dos autores “são meninos de 11 a 17 anos que foram capturados por comunidades extremistas na internet, com conteúdos que glorificam massacres, exaltam o nazismo e pregam o ódio contra mulheres, negros e outras pessoas consideradas diferentes”.
Para Morro da Cruz, a norma distrital representa um “avanço real” em relação à legislação federal sobre a matéria. “A lei federal trata do assunto pela via criminal, o que é necessário, mas é um caminho mais longo. A nossa cria uma via complementar à administrativa, permitindo agir com mais rapidez, fiscalizar, apreender material e aplicar sanção”, explicou. O autor do texto reforçou, novamente, a importância da regulamentação: “É preciso dizer quem fiscaliza, como fiscaliza, etc.”.
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
Em nome do Executivo, o subsecretário de Políticas e Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Juvenal Araújo Júnior (foto), frisou o compromisso da pasta com a construção do decreto regulamentar, “com seriedade, transparência, escuta social e rigor técnico”.
“Estamos falando de práticas que historicamente produziram perseguições, genocídios e violação massivas de direitos humanos. Essas formas de ódio não pertencem ao passado; por isso, a regulamentação é muito necessária”, enfatizou o gestor, para quem o regulamento precisa ser “claro, objetivo e tecnicamente consistente”.
Símbolos
A Lei nº 7.734/2025 proíbe a propagação de ideologia fascista, nazista e supremacista e detalha uma série de símbolos empregados com essa finalidade, a exemplo dos fasces/feixes (fascismo); da suástica, Schutzstaffel (SS) e da bandeira do Partido Nazista (nazismo); das túnicas da Ku Klux Klan (supremacismo racial), entre outros.
“Não se trata apenas de símbolos, mas de violência, perseguição, sofrimento e negação da dignidade humana, que é um dos fundamentos previstos na Constituição Federal, que repudia racismo e discriminação”, defendeu a presidente da Subseção de São Sebastião da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Patrícia Landers. Em sua opinião, essa lei não é apenas um ato normativo: “É um marco histórico, político e, sobretudo democrático”.
O diretor-geral da Confederação Israelista do Brasil (Conib), Sergio Napchan, argumentou: “Os símbolos associados ao nazismo exercem uma função inequívoca no ecossistema de ódio. Restringir a fabricação, comercialização e veiculação desses símbolos não é censura, é proteção da ordem constitucional, é afirmação de que o Estado não tolera a exaltação de regimes que negam a própria democracia”.
Napchan avaliou que a matéria de que trata a lei é um “tema, antes de tudo, civilizatório”: “O antissemitismo não é apenas uma questão da comunidade judaica, é um termômetro da saúde democrática de uma sociedade. Onde o antissemitismo cresce, a intolerância cresce; onde o ódio aos judeus é normalizado, outras formas de discriminação logo o acompanham”.
O chefe de Direitos Humanos da Embaixada da Alemanha, Georg Von Kalckreuth, elogiou a norma distrital e a comparou com a lei de seu país: “A finalidade é a mesma; banir, proibir esses símbolos protege o Estado de Direito”.
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
Já a Encarregada de Negócios da Embaixada de Israel, Rasha Athamni (foto), apontou que os símbolos ligados ao fascismo, ao nazismo, ao neonazismo e ao supremacismo racial nunca são neutros: “Eles afirmam uma ideia, de que alguns são superiores e que outros podem ser excluídos, perseguidos e apagados”. E concluiu: “Vivemos um momento de alta do antissemitismo no mundo e, também, no Brasil; em um momento assim, esta legislação não é uma opção, é uma necessidade moral para proteger comunidades alvo, defender a integridade da vida pública e afirmar os valores que sustentam a democracia”.
“O extremismo começa no símbolo, evolui na linguagem, normaliza-se na indiferença e termina na violência”, disse a presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB/DF, Clarita Costa Maia. Segundo ela, a Lei nº 7.734/2025 envia a seguinte mensagem: “O DF não será laboratório de ódio, não será terreno fértil para símbolos que anunciam a morte, a perseguição e a exclusão”.
Regulamentação
Clarita Maia teceu uma série de elogios à lei distrital e destacou alguns pontos para sua regulamentação; entre eles, a criação de uma comissão de combate à discriminação e ao discurso de ódio na Secretaria de Justiça e Cidadania do DF e a formação de um grupo de trabalho intersetorial de combate aos extremismos, para capacitar professores, gestores e agentes de segurança.
A advogada Patrícia Landers sugeriu a adoção de critérios objetivos para a caracterização das infrações, detalhamento dos procedimentos administrativos e implantação de um canal de denúncias específico.
Por sua vez, o diretor de Igualdade Racial da OAB/DF, Nauê Bernardo, ponderou que “as pessoas radicalizadas ou em processo de radicalização têm um linguajar próprio para comunicação, e a abrangência da norma pode ter dificuldade de alcançar isso”. Ele reforçou a importância de diálogo estreito com a população, principalmente com a comunidade escolar, além de atenção especial com as redes sociais.
Ressalva
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
O procurador de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), Nísio Edmundo Tostes Ribeiro Filho (foto), levantou reflexão sobre o uso de símbolos supremacistas na arte. “Numa instalação artística contemporânea, a suástica pode surgir projetada em paredes fragmentadas, acompanhada de depoimentos de vítimas, como recurso estético destinado a provocar repulsa moral e reflexão histórica”, exemplificou.
“Nessas hipóteses, o símbolo não é celebrado, mas denunciado. A sua presença cumpre função crítica, memorial ou pedagógica, inserida em contexto que revela inequívoca reprovação ética e histórica”, ponderou o magistrado.
Ele defendeu, então, que o regulamento da lei explicite critérios objetivos “para diferenciar o contexto histórico, artístico ou crítico do contexto apologético, considerando elementos como a intenção manifesta do autor, a mensagem global da obra, o enquadramento narrativo, a eventual contextualização explicativa e a ausência de exaltação ou estímulo à adesão ideológica”.
Evento itinerante do Estado entrega 338 cartões de benefícios sociais e leva atendimentos gratuitos ao Sudoeste goiano (Foto: Adalberto Ruchelle, Walter Folador e Carol Costa)
O governador Ronaldo Caiado, a primeira-dama Gracinha Caiado e o vice-governador Daniel Vilela foram a Jataí, nesta sexta-feira (27/02), para lançar uma nova edição do Goiás Social. Ao longo de dois dias, a iniciativa oferece uma série de serviços itinerantes e atendimentos gratuitos à população, com foco na redução de desigualdades regionais e promoção da justiça social.
“Hoje temos o maior programa social que existe, a maior rede de proteção social implantada no país. Tanto é que Goiás tem o menor percentual de pobreza ou de extrema pobreza entre todos os estados da federação. Esse é o cuidado que temos com a nossa população”, afirmou o governador durante a abertura das atividades.
Montada no estacionamento do Jatahy Shopping, a estrutura reúne todas as áreas do governo “para colher as necessidades das pessoas e resolver os problemas”, completou Caiado.
Coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado informou que o foco é dar apoio imediato à população de Jataí. “Sem as políticas sociais, a vida não se transforma”, afirmou. “E o Goiás Social olha para as famílias que vivem em vulnerabilidade. É um trabalho de combate à pobreza que dá resultados. São 600 mil pessoas que saíram da linha da extrema pobreza no estado. Hoje temos o maior índice de jovens em vulnerabilidade cursando o ensino superior. Isso é proteção, transformação, dignidade”, mencionou.
Nascido em Jataí, o vice-governador falou sobre a atenção que a gestão Caiado tem com a região Sudoeste. “É um governo que não se preocupa apenas em atender o setor produtivo. A determinação é não deixar ninguém para trás, temos de ser referência em todas as áreas. Por isso, Jataí recebe investimentos nas áreas social, de infraestrutura, de educação, dentre outros. E, na semana que vem, receberemos o projeto de reforma e ampliação do Hospital Estadual de Jataí (HEJ)”, disse Vilela.
Caiado, acompanhado da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, e do vice-governador Daniel Vilela, abre a edição do Goiás Social em Jataí (Foto: Adalberto Ruchelle, Walter Folador e Carol Costa)
Goiás Social em Jataí
O Goiás Social segue até sábado (28/02), das 8 às 12 horas. Ao longo da programação, serão entregues 338 cartões: Mães de Goiás (206), Dignidade (24), Goiás Por Elas (61), Goiás + Inclusivo (19) e Aluguel Social (28).
Também serão entregues 83 escrituras de Regularização Fundiária, donativos da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), além da emissão de vários documentos, como carteira de identidade, Passe Livre da Pessoa com Deficiência e passaporte da Pessoa Idosa.
A estudante Tatiane Siqueira Silva chegou logo cedo ao evento para garantir dois serviços ao filho, que tem 10 anos: emissão de Carteira de Identidade Nacional e da Carteira do Autista. Ela destacou a agilidade dos atendimentos. “Achei o serviço fácil e rápido. O atendimento é muito bom, todos foram prestativos”, afirmou.
Quem visitar o local tem à disposição corte de cabelo gratuito, vacinação, Carreta da Mamografia, aferição de pressão e glicose, além de atendimentos em oftalmologia com aporte do Hospital de Olhos da Universidade Federal de Goiás (Cerof-UFG) e exames de prevenção de câncer de pele e de útero.
O evento impulsiona empreendedorismo social, qualificação profissional e autonomia das famílias com inscrições para cursos realizados pelos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec) e programa Mais Empregos.
Para promover cidadania e renda no campo, também estão disponíveis informações sobre programas como: Agro é Social e Crédito Social; Aquisição de Alimentos (PAA); Aconchego Rural; Linhas de Crédito Rural; Agrocolégio Maguito Vilela.
O público infantil pode conferir as atrações da Rua do Lazer com pula-pula e multipark. O Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública são parceiros do programa e promovem orientação e serviços jurídicos, como reconhecimento de união estável, revisão de pensão alimentícia, alteração de prenome e gênero, realização gratuita de exame de DNA, entre outros.
O valor a ser sacado é limitado a R$ 6.220,e para usufruir do benefício é necessário ter saldo na conta do FGTS e não ter feito saque pelo mesmo motivo (calamidade) nos últimos 12 meses.
>> Veja passo a passo para solicitar o saque do FGTS:
Baixe o app FGTS e insira as informações de cadastro;
Acesse a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou, no menu inferior, vá em “Saques” e selecione “Solicitar saque”;
Clique em “Calamidade pública”, informe o nome do município e selecione-o na lista;
Escolha o tipo de comprovante de endereço, digite o CEP e o número da residência;
Encaminhe foto de documento de identidade e de comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;
Escolha a conta para crédito do valor (Caixa ou outro banco) e envie a solicitação.
A Caixa informou que, junto com a ONG Moradia e Cidadania, arrecadará recursos para famílias afetadas pelos temporais. As doações podem ser feitas por meio de depósito em conta ou Pix:
Chave Pix (Telefone): 31-999910733
Banco: CAIXA (104) Agência: 0620 Operação: 1292 Conta Corrente: 577578823-7
Chuvas
Subiu para 64 o número de pessoas mortas na região da Zona da Mata mineira pelo excesso de chuvas nos últimos dias, de acordo com as informações mais recentes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
As operações de busca e salvamento prosseguem ao longo de todo o dia, em várias frentes de atuação, sendo seis em Juiz de Fora e duas em Ubá, que são municípios próximos.
Convocado a depor na condição de testemunha do esquema criminoso que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Paulo Camisotti permaneceu em silêncio ao depor à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta quinta-feira (26).
Apontado como dirigente de mais de 20 empresas investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto, o empresário de 33 anos é filho e sócio do também empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025, acusado de envolvimento na fraude que lesou milhões de segurados do INSS em todo o país.
Amparado por um habeas corpus e orientado por seu advogado, Paulo Camisotti usou o direito constitucional de não responder às perguntas que o pudessem incriminar. O primeiro a questioná-lo foi o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a quem o empresário limitou-se a confirmar apenas ser presidente da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Saúde e Benefícios (ABCS) e filho de Maurício Camisotti, deixando de responder inclusive se já foi condenado em algum processo judicial.
Ao interrogar Paulo Camisotti, o relator da comissão apontou que as empresas da família Camisotti movimentaram mais de R$ 800 milhões, sendo “mais de R$ 350 milhões diretamente para eles”, tendo o pai de Paulo, Maurício Camisotti, o grande beneficiário do esquema.
“Esta família é cinco vezes mais forte do que o Careca do INSS”, afirmou Alfredo Gaspar, referindo-se a Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista apontado como um dos principais operadores da fraude contra o INSS.
“Botaram o nome do Careca do INSS [em evidência] e nós ficamos o repetindo, até porque, de fato, ele é um grande operador do esquema, mas lembrem deste nome: Camisoti. Ele [Paulo] e o pai [Maurício] montaram uma rede estruturada de serviços fictícios que arrancava dinheiro das associações que eles dominavam. Dinheiro que saía dos bolsos de aposentados e pensionistas”, denunciou o relator, assegurando que só a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) recebeu quase R$ 500 milhões em descontos associativos, por serviços não prestados.
“A Ambec retirou R$ 500 milhões de aposentados e pensionistas. E seu primeiro presidente foi Ademir Fratic Bacic, primo do senhor Paulo Camisotti, sobrinho de Maurício Camisoti. José Hermicesar Brilhante, também presidente [da Ambec], trabalhava nas empresas presididas por Paulo Camisoti. Luciene de Camargo Bernardo, era prima do pai dele. Antonio Fratic Bacic, tio de Paulo. Então, a diretoria da Ambec era toda constituída por [pessoas com] laços familiares, de sangue, ou por funcionários das empresas [da família Camisotti]”, completou Gaspar, lembrando que Antunes, o Careca do INSS, era procurador da Ambec.
“O senhor, seu pai e o resto da gangue tiraram milhões de reais do povo brasileiro”, acusou Gaspar, dirigindo-se diretamente a Paulo Camisotti.
A defesa do empresário não se manifestou sobre o conteúdo das acusações durante a audiência pública.
As fortes chuvas que atingem o estado do Rio de Janeiro desde quinta-feira (26) deixaram uma pessoa morta em Angra dos Reis, na Costa Verde.
Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes foram acionadas para uma ocorrência de deslizamento de terra em encosta, na Avenida Bom Jesus, no Parque Belém (Morro do São Lourenço). No local foi constatado um óbito.
Na manhã desta sexta-feira (27), os bombeiros também foram acionados para outro deslizamento e desabamento com colapso parcial de um prédio na Rua João Pessoa, em Cabo Frio. Nesta ocorrência, duas pessoas ficaram feridas.
Desde ontem, a corporação foi acionada para mais de 100 ocorrências relacionadas às chuvas, sendo 58 apenas na madrugada e manhã de hoje. A maioria dos chamados foram relacionados a inundações, alagamentos e deslizamentos.
Como medida preventiva, desde a tarde de quinta-feira, foram enviados 34 alertas extremos e severos para chuvas intensas, risco de inundações e deslizamentos.
Os municípios mais afetados são: Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) informa que, neste momento, é muito alto o risco hidrológico em Macaé, Rio das Ostras, Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Bom Jardim.
O alerta para chuvas é alto em Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Porciúncula, Sumidouro, Sapucaia, São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.
O risco geológico – para ocorrências como deslizamentos – é considerado muito alto em Angra dos Reis e Mangaratiba. Já para Paraty, Nova Friburgo, Bom Jardim, Resende, Três Rios, Comendador Levy Gasparian e Macaé, esse risco está classificado como alto.
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil, para as próximas horas, ainda são esperadas chuvas moderadas nas regiões da Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana e Metropolitana.
Para as demais regiões há previsão de chuvas fracas a moderadas.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (26) que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.
Ontem (25), José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli foram convocados pela comissão para prestar depoimento sobre as transações financeiras ocorridas entre a empresa Maridt Participações e um fundo investimentos ligado ao Banco Master. A empresa familiar foi dona do resort Tayayá, localizado no Paraná.
Na decisão, o ministro atendeu ao pedido feito pela defesa dos irmãos de Toffoli e afirmou eles foram tratados pela CPI na condição de investigados. Dessa forma, segundo Mendonça, eles não são obrigados a produzir provas contra si mesmos, e o depoimento deve ser facultativo.
“Há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado a não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, decidiu o ministro.
De acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, há suspeitas de que a Maridt atuou como como empresa de “fachada” para lavagem de dinheiro.
Na petição enviada ao Supremo, os advogados dos irmãos de Toffoli alegaram que a CPI não pode obrigá-los a prestar depoimento, após apontar que eles são investigados. Além disso, a defesa destacou que eles poderiam sofrer ameaças de responsabilização penal durante a oitiva.