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Jovem baleada pela PRF tem melhora progressiva e respira sem aparelhos

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A jovem Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada na cabeça por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na véspera de Natal (24), teve melhora clínica progressiva e não apresentas sinais de “sequelas permanentes irreversíveis”. Ela respira sem ajuda de aparelhos, está lúcida, consegue abrir os olhos e interagir com o ambiente e pessoas.

As informações sobre evolução do estado de saúde estão no boletim médico divulgado neste sábado (4) pela direção do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

“Nossos corações estão aliviados, sabendo que a Juliana, minha sobrinha, está saindo dessa”, disse à Agência Brasil Washington Leite, tio da jovem. “A gente teve um grande avanço e a gente está muito feliz. Muita gente positiva mandando energia boa”, completou.

Quadro de saúde

De acordo com o comunicado, Juliana passou por uma traqueostomia (procedimento cirúrgico que consiste em criar uma abertura na traqueia/garganta para que o paciente possa respirar) feita no último dia 30, “mas já começou a respirar de maneira espontânea, sendo retirada do suporte da ventilação mecânica”. Ela retorna à ventilação mecânica apenas para fisioterapia respiratória por alguns períodos.

Na quinta-feira (2) a sedação foi totalmente suspensa. “Desde então ela vem evoluindo as condições neurológicas, apresentando abertura ocular espontânea, boa interação com o ambiente e as pessoas, se mostrando lúcida, obedecendo a comando, mobilizando os quatro membros e apresentando sensibilidade preservada”, descreve o boletim médico.

Do ponto de vista neurológico, completa o boletim, “a paciente vem progredindo o nível de consciência, sem novos déficits, recuperando as funções motoras e cognitivas ainda de maneira incipiente, mas sem sinais de sequelas permanentes irreversíveis”.

O hospital informou que o processo de reabilitação psicomotora já foi iniciado e seguirá de acordo com a tolerância da paciente. Juliana Rangel continua em terapia intensiva, acompanhada pelo serviço de neurocirurgia em conjunto com equipe multidisciplinar.

Relembre o caso

Juliana foi atingida por um tiro de fuzil na noite de Natal, dentro do carro da família, na Rodovia Washington Luís (BR-040), em Duque de Caxias. Segundo o pai dela, que dirigia o carro, não havia nenhum motivo para a abordagem a tiros. Ele também foi atingido na mão esquerda e recebeu alta ainda na noite de terça-feira. O carro da família, de cinco pessoas, ficou com várias perfurações por tiro.

Investigação

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam o caso. O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, afirmou que a corporação apura todos os casos de excessos durante abordagens policiais feitas pelos seus agentes. Os dois homens e a mulher que participaram da abordagem foram afastados preventivamente de todas as atividades operacionais.

O caso aconteceu horas depois de o governo federal ter publicado um decreto para regulamentar o uso da força durante operações policiais. Conforme o texto, “o emprego de arma de fogo será medida de último recurso”.

Menina morta em 2023

Em 2023, um outro caso de carro atingido por tiros disparados por policiais rodoviários federais no Rio de Janeiro terminou com a morte da menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos. A abordagem foi no dia 7 de setembro, na Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, conhecida como Arco Metropolitano, na altura do município de Seropédica.

A denúncia do MPF detalha que o pai de Heloísa, Willian de Souza, dirigia o veículo da família e percebeu que era seguido por uma viatura. Ele ligou a seta e se dirigiu para o acostamento, mas os policiais atiraram contra o carro ainda em movimento. 

Fonte: Agência Brasil

Governo brasileiro condena bombardeios em zona humanitária de Gaza

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O Ministério das Relações Exteriores publicou na noite de sexta-feira (3) uma nota condenando os bombardeios israelenses realizados nos dias 2 e 3 na Faixa de Gaza. Ao menos 110 pessoas morreram, inclusive mulheres e crianças.

Os ataques aéreos tiveram grande impacto sobre civis, por terem atingido regiões consideradas zona humanitária segura. “Entre as vítimas fatais, ao menos 12 se encontravam em acampamento para deslocados na localidade de Al-Mawasi”, destacou a nota.

A diplomacia brasileira reforçou a obrigação de Israel de proteger a população dos territórios ocupados, de acordo com o Direito Internacional Humanitário. E fez um apelo por um acordo de paz. “O governo brasileiro reitera seu apelo por um cessar-fogo permanente e abrangente, que inclua a libertação de todos os reféns e a entrada desimpedida de ajuda humanitária em Gaza.”

A nota defende ainda o compromisso do Brasil com uma solução que viabilize a existência dos dois Estados, “um Estado palestino independente e viável, convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como sua capital”, afirma o comunicado.

A intensificação dos bombardeios das Forças de Defesa de Israel em toda a Faixa de Gaza desde a madrugada de quinta-feira (2) levou o comissário da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) Philippe Lazzarini, a afirmar nas redes sociais que “nenhuma zona humanitária é segura”. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), no norte de Gaza, alertou que as bases de sobrevivência dos palestinos estão sendo dizimadas.

De acordo com a agência das Nações Unidas, há mais de 14 mil pacientes na lista de espera necessitando de evacuação médica para o exterior que estão impedidos pela proibição de acesso das autoridades israelenses.

Fonte: Agência Brasil

João Fonseca conquista o Challenger 125 de Camberra

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João Fonseca voltou a dar provas de que 2025 será um ano especial. Dias após encerrar 2024 com a conquista do Next Gen ATP Finals, o tenista brasileiro derrotou o norte-americano Ethan Quinn por 2 sets a 0 (duplo 6/4), na madrugada deste sábado (4), para garantir o título do Challenger 125 de Camberra (Austrália).

A competição disputada em Camberra é um dos torneios preparatórios para o Australian Open, Grand Slam do qual João Fonseca participará do qualifying a partir da próxima segunda-feira (6).

No dia 22 de dezembro de 2024, o tenista brasileiro de 18 anos de idade conquistou, em Jedá (Arábia Saudita), o título do Next Gen ATP Finals, competição que desde 2017 reúne os oito melhores tenistas de até 20 anos do circuito mundial. O atleta do Brasil alcançou o feito ao derrotar o norte-americano Learnen Tien por 3 sets a 1 (parciais de 2/4, 4/3, 4/0 e 4/2).



Fonte: Agência Brasil

Há 30 anos, Biblioteca Dorina Nowill promove inclusão e acessibilidade por meio da leitura e tecnologia

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No coração de Taguatinga, a Biblioteca Pública Dorina Nowill é um exemplo do poder transformador da educação e da importância da acessibilidade para a inclusão social. Em funcionamento há 30 anos, o espaço figura como o único em todo o Distrito Federal a possuir um acervo inteiramente dedicado às necessidades de pessoas cegas, com baixa visão e de seus acompanhantes. 

“Como a única biblioteca Braille da capital do país, ela não apenas oferece acesso a um acervo especializado, mas também é um importante ponto de apoio às demais bibliotecas do DF, que contam com um acervo acessível em menor escala”

Felipe Ramón, subsecretário do Patrimônio Cultural

Por lá, mais de 5,9 mil exemplares das mais diferentes obras recheiam as prateleiras do espaço. São livros em Braille, que muitas vezes ocupam até três volumes por obra, além das publicações com letras ampliadas e livros convencionais, estes lidos por voluntários da biblioteca.  A inclusão por meio da tecnologia também se faz presente por meio do telecentro, uma sala de informática equipada com computadores adaptados com leitores de tela e duas impressoras Braille.

“A Biblioteca Pública Dorina Nowill desempenha um papel essencial na inclusão de pessoas com deficiência visual”, afirma o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), Felipe Ramón. “Como a única biblioteca Braille da capital do país, ela não apenas oferece acesso a um acervo especializado, mas também é um importante ponto de apoio às demais bibliotecas do DF, que contam com um acervo acessível em menor escala.”

Autonomia e conhecimento

Em 2024, a biblioteca registrou 8.712 visitantes – uma média de 24 leitores por dia. O Telecentro, por sua vez, contabilizou 523 usuários e 907 frequentadores cadastrados. Foram mais de 1 mil livros emprestados, além de 23 audiolivros, dez regletes (sistema de leitura e escrita tátil) e dez sorobãs (ábaco japonês portátil), refletindo a variedade dos recursos oferecidos.

Entre os visitantes assíduos do último ano, está o militar Gildo Oliveira, 57. Morador do Gama, ele se desloca quase 30 quilômetros ao menos duas vezes na semana para usufruir dos serviços e projetos do centro de leitura. 

“Eu conheci a biblioteca por meio de um amigo meu deficiente visual que frequentava aqui”, conta. “Até então, desconhecia a existência de uma biblioteca com um acervo dedicado às nossas necessidades. Foi aqui que tive o meu primeiro contato com o Braille, e, graças ao trabalho do Telecentro estou conseguindo aprender a digitar no computador.” 

Quem também teve a vida transformada pelo empenho dos servidores e voluntários que atuam no local foi a estudante Elzimary Barbosa Nunes. Aos 45 anos, ela sonha em concluir a graduação de pedagogia: “Como dona de casa e esposa, preciso ter jogo de cintura para conseguir conciliar tudo. Sem a leitura voluntária, não sei nem se faria a faculdade, porque não tenho domínio sobre tecnologia e, no meu caso particular, entendo melhor quando há alguém lendo para mim”. 

Trabalho conjunto

Atualmente, a biblioteca pública é mantida por meio de uma colaboração entre a Secec-DF, a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Administração Regional de Taguatinga. É esse trabalho conjunto que assegura apoio financeiro, técnico e administrativo para garantir o pleno funcionamento do espaço.

Clube do Livro Inclusivo, Roda Amigos da Palavra, Biblioterapia e Oficina de Crônicas fazem parte dos projetos desenvolvidos no local

“A biblioteca é motivo de grande orgulho para todos nós moradores de Taguatinga, pois é a única que oferece a inclusão de pessoas com deficiência visual através de uma literatura de livros em Braille, mas também falados e digitais, acessíveis ao nosso público”, ressalta o administrador de Taguatinga, Renato Andrade.

Projetos inclusivos

“Temos leitores de Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará, e isso é muito gratificante, um sinal de que estamos no caminho certo”

Eliane Ferreira, coordenadora da Biblioteca Dorina Nowill

Mais do que promover o acesso à leitura, a biblioteca elabora diversas iniciativas semanais e quinzenais, como o Clube do Livro Inclusivo, às segundas-feiras, e a Roda Amigos da Palavra, às quartas. Ambas incentivam a leitura e a troca de experiências entre acompanhantes, voluntários e pessoas cegas ou com baixa visão. 

Outros projetos, como a Biblioterapia e a Oficina de Crônicas, utilizam-se da literatura como ferramenta terapêutica e criativa. Visitas guiadas também permitem que estudantes explorem o acervo e os serviços oferecidos. 

A coordenadora da biblioteca, Eliane Ferreira, afirma que, com a ajuda da tecnologia, o trabalho realizado no equipamento tem chegado a deficientes visuais de outros estados.

“Muitas pessoas de outras regiões do país participam dos nossos projetos de forma inteiramente online”, aponta Eliane. “Temos leitores de Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará, e isso é muito gratificante, um sinal de que estamos no caminho certo.”

Legado

O nome da biblioteca homenageia Dorina de Gouvêa Nowill, uma pioneira na inclusão de pessoas com deficiência visual. Fundadora da Fundação Dorina Nowill para Cegos, ela dedicou sua vida a promover a acessibilidade e a educação para esse público no Brasil. 

O legado da ativista inspira quem frequenta o espaço e pretende continuar a transformar vidas por meio da literatura e da cultura. É o caso da professora Kelly Mota, que encontra no acervo literário adaptado uma oportunidade de autonomia dos seus estudantes. “É uma forma muito legal de aproximar meus alunos portadores de baixa visão ou cegueira total do conhecimento”, reforça. 

04/01/2025 - Há 30 anos, Biblioteca Dorina Nowill promove inclusão e acessibilidade por meio da leitura e tecnologia

Fonte: Agência Brasília

Ato no Rio pede volta de memorial de crianças mortas por bala perdida

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A Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, presenciou neste sábado (4) o encontro de dezenas de parentes de crianças que foram mortas por balas perdidas no estado ao longo dos últimos anos. O protesto foi convocado pela organização sem fins lucrativos Rio de Paz.

Todos seguravam cartazes com retratos de 49 vítimas. Além de ser um grito contra a violência, a manifestação serviu para cobrar da prefeitura o direito de manter um memorial numa área turística, que fica na zona sul, região mais nobre da cidade.

 No último fim de semana, a Rio de Paz foi surpreendida ao saber que a prefeitura retirou as fotos que ficavam presas em um gradil e formavam o memorial no trecho da Lagoa chamado de Curva do Calombo. Cartazes com nomes de policiais assassinados, afixados pela organização na mesma grade, não foram retirados pela administração municipal.

A dona de casa Thamires Assis segurava a foto da filha, Ester Assis, morta ao ser atingida por uma bala perdida na cabeça, enquanto voltava da escola no dia 5 de abril de 2023, em Madureira, zona norte da cidade. A menina tinha apenas nove anos. Na ocasião, havia um confronto entre traficantes.


Rio de Janeiro (RJ), 04/01/2025 - Thamires Assis, mãe de Ester, vítima de bala perdida aos 9 anos de idade, em 5 de abril de 2023 participa de  nova manifestação realizada pela ONG Rio de Paz com parentes das crianças mortas por bala perdida no Rio na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a prefeitura retirou as faixas da manifestação anterior.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/01/2025 - Thamires Assis, mãe de Ester, vítima de bala perdida aos 9 anos de idade, em 5 de abril de 2023 participa de  nova manifestação realizada pela ONG Rio de Paz com parentes das crianças mortas por bala perdida no Rio na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a prefeitura retirou as faixas da manifestação anterior.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Thamires Assis, mãe de Ester, vítima de bala perdida, protestou na Lagoa Rodrigo de Freitas – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para a mãe de Ester, manter a homenagem na Lagoa é uma forma de “pedir ajuda e justiça pelas crianças”.

“É a única forma de nós, pais, gritarmos por ajuda. Isso aqui é para mostrar para o prefeito, governador, para quem [quer que seja], que nossas crianças merecem ser respeitadas, em qualquer lugar em que elas morem”, disse Thamires à Agência Brasil.

Blusa de escola

Ser atingido por um tiro no trecho entre a escola e a casa foi também o destino de Marcus Vinicius da Silva, que tinha 14 anos, quando morreu em 2018., que tinha 14 anos.

Bruna da Silva levou para o ato a blusa de escola que o filho usava quando foi baleado. A mãe conta que o garoto foi ferido durante uma operação da Polícia Civil no conjunto de favelas da Maré, na zona norte. A família acusa a polícia pela morte de Marcus Vinicius.

Ela reforça o pedido para que o prefeito do Rio permita a existência do memorial. “Com tanta coisa para ele fazer, mudar e melhorar nesse Rio de Janeiro, que ele não venha se preocupar com o rosto dessas crianças. Por que essas crianças estão incomodando?”, desabafou.

Ação policial

A ação da polícia também é apontada como causa da morte do jovem Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, em agosto de 2023, na Cidade de Deus, comunidade na zona oeste do Rio. Quatro policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) chegaram a ser indiciados pelo assassinato durante uma troca de tiros.

A tia do rapaz, Ana Cláudia Araújo, defende que a exposição dos rostos na Lagoa é uma forma de chamar a atenção da sociedade carioca para a violência. “A gente está aqui para dar visibilidade aos nossos parentes porque a gente acha importante que esse tipo de ato aconteça. As pessoas da Zona Sul não têm noção da nossa realidade dentro das comunidades”, declarou.

Visibilidade

O fundador da Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, classificou como “falta de sensibilidade” a decisão do prefeito Eduardo Paes de remover o memorial sem qualquer comunicação prévia com a organização ou com os pais das crianças.

Costa explicou que a exposição existia na Curva do Calombo havia nove anos, mas sem retratos, apenas cartazes contendo os nomes das vítimas. Só no sábado passado (28) os nomes foram trocados pelas fotos.

Ele chamou de “quebra de simetria” a decisão de retirar apenas as fotos das crianças e manter os nomes dos policiais mortos. “Temos que chorar pela morte dos nossos policiais, mas não podemos nos esquecer de chorar também por essas crianças”, avaliou.

Para Costa, o prefeito ordenou a remoção das fotos em menos de 24 horas após sofrer algum tipo de pressão. “As imagens chegaram a pessoas que não têm interesse na vida dessas crianças, que demonstraram uma estranha preocupação com a ordem pública”, disse.

“É pior para a imagem do Rio de Janeiro [a série] de mortes de crianças por balas perdidas na nossa cidade do que as fotos das crianças mortas por bala perdida no cartão postal do Rio de Janeiro”, declarou.

O fundador da Rio de Paz explicou que a escolha de um cartão postal para fazer o memorial é uma forma de a mensagem chegar a formadores de opinião e representantes do poder público. “Estamos deliberadamente criando um baita de um constrangimento para as autoridades públicas do nosso estado. Elas precisam ser confrontadas”, opina.


Rio de Janeiro (RJ), 04/01/2025 - A ONG Rio de Paz realiza nova manifestação com parentes das crianças mortas por bala perdida no Rio na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a prefeitura retirou as faixas da manifestação anterior.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 04/01/2025 - A ONG Rio de Paz realiza nova manifestação com parentes das crianças mortas por bala perdida no Rio na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a prefeitura retirou as faixas da manifestação anterior.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pais participaram da manifestação na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a prefeitura retirou faixas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Além das fotos das 49 crianças mortas entre 2020 e 2024, a Rio de Paz expôs na Lagoa uma faixa com a frase “Morte de crianças: a face mais hedionda da guerra”. Ao fim do ato, todo o material foi recolhido pelos organizadores.

“Vamos respeitar a decisão que o prefeito tomou. Só vamos retornar as fotos para esse local se ele assim o permitir. Mas fica aqui a expressão da nossa mais profunda indignação”, afirmou Costa.

“Não há a mínima chance de essas mortes continuarem contando com o nosso silêncio”, adiantou ele, que responsabiliza o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por mortes relacionadas a operações letais em comunidades.

Prefeitura

A Agência Brasil solicitou comentários à prefeitura do Rio sobre o ato deste sábado, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem. No fim de semana passado, quando houve a remoção do material, a prefeitura informou, por meio de nota, que reconhecia a importância e a necessidade da homenagem às crianças vítimas da violência, mas que retirou o material por não ter sido consultada pelos organizadores para autorizar a montagem da exposição em um local público.

A prefeitura acrescentou que avaliava a pertinência de manter no mesmo local a homenagem aos policiais militares assassinados, “que também é justa e necessária”.

“O município tem total interesse em combater a violência, prestar justas homenagens às suas vítimas e está aberto para debater qualquer tipo de iniciativa, desde que seja previamente consultado”, finalizou o comunicado.

Além das manifestações na Lagoa Rodrigo de Freitas relacionadas às mortes de policiais e crianças, a Rio de Paz é notória por realizar atos de protestos silenciosos nas areias da praia de Copacabana, geralmente com placas, cartazes e cruzes.

 De acordo com a organização, os atos provisórios na orla são feitos sem solicitação prévia de autorização. Apenas uma manifestação teve resistência da prefeitura, quando guardas municipais removeram réplicas que simbolizavam barracos, em 2016. O protesto questionava o legado da Olimpíada, realizada na cidade naquele ano.

 A Agência Brasil procurou o governo do estado sobre a ocorrência de confrontos e balas perdidas, mas não recebeu resposta. A segurança pública é uma das atribuições dos governos estaduais.

Fonte: Agência Brasil

Gabigol é apresentado pelo Cruzeiro em um Mineirão lotado

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O atacante Gabriel Barbosa, o principal nome do pacote de reforços do Cruzeiro para a próxima temporada, foi apresentado neste sábado (4) no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, em festa que reuniu mais de 40 mil torcedores.

“Boa tarde. Primeiro quero agradecer a Deus por esse momento, agradecer ao nosso Pedrinho [o empresário Pedro Lourenço, que é o dono da SAF do Cruzeiro], porque sem ele isso não teria acontecido. Muito feliz, muito animado, e é o Cabuloso”, declarou o atacante, que nas últimas temporadas brilhou defendendo o Flamengo.

No decorrer da apresentação, Gabriel Barbosa deixou claro que chega à Raposa com muita disposição: “Quando eu tomei a decisão de assinar esse contrato, estava de coração e alma aqui dentro. O que posso prometer não são títulos, não é gol, e sim dedicação”.

Além do atacante, o Cruzeiro apresentou na festa realizada no Mineirão os meias-atacantes Dudu e Rodriguinho, o volante Christian, o meio-campista Eduardo e o lateral Fagner.



Fonte: Agência Brasil

Modernizado, sistema de limpeza de galerias pluviais do DF retira 94 mil toneladas de lixo em 10 meses

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Em dez meses de operações diárias de limpeza e desobstrução de galerias pluviais em diversas regiões do DF, já foram percorridos cerca de 780 quilômetros de rede e retiradas mais de 94,5 mil toneladas de lixo dessas estruturas, que são descartadas no aterro sanitário da capital federal. 

O trabalho é inovador, pois, ao contrário do que ocorria anteriormente, com uma abordagem superficial e manual em pontos e tubulações de difícil acesso, agora há o reforço de equipamentos modernos.

As ações envolvem 25 caminhões adaptados com sistemas de sucção e hidrojateamento de resíduos, como ultravac, pipa e recicladores, além de cinco robôs para inspeção por vídeo. Esses recursos tecnológicos adotados neste ano permitem otimizar o serviço preventivo oferecido por mais de 50 profissionais da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

“Estamos falando de celeridade, melhoria no serviço e fortalecimento de nossa atuação”

Fernando Leite, presidente da Novacap

Com um investimento de R$ 55 milhões, a ação é executada pela Novacap e pelo consórcio GNN Drenagem, que atuam diariamente em resposta às solicitações feitas pela população por meio das ouvidorias do GDF.

“Com esse sistema tecnológico a Novacap dá um importante passo na modernização de sua atuação”, explica o presidente da companhia, Fernando Leite. “Esses equipamentos são o que há de mais moderno no mundo. Estamos falando de celeridade, melhoria no serviço e fortalecimento de nossa atuação. Dessa forma, a gente qualifica ainda mais nosso trabalho junto à população de todo o DF.”

Manutenção

Além da limpeza das galerias, as operações envolvem a manutenção preventiva do sistema de drenagem. Segundo Leandro Moura, gerente de operações do GNN, o objetivo é fazer um cadastramento completo da rede de drenagem, o que permitirá à Novacap criar um programa de manutenção preventiva para evitar problemas futuros, além da tradicional manutenção corretiva.

“A operação ainda inclui vistorias para identificar possíveis ligações clandestinas de esgoto nas galerias pluviais, bem como patologias nas redes, como trincas e rachaduras que possam afetar a segurança e o tráfego nas vias públicas”, detalha Leandro.

Após a limpeza, é feita uma inspeção robotizada por vídeo para o diagnóstico de possíveis problemas nas galerias. A empresa contratada emite um relatório detalhado com o mapeamento da rede e as condições encontradas.

Satisfação popular

A ação tem gerado uma resposta positiva da população. Ana Clara Neves, 21 anos, moradora de Ceilândia, acredita que a limpeza das galerias trará mais qualidade de vida à cidade. “Quando chove, é muito difícil se locomover, então a limpeza é fundamental para evitar alagamentos”, valoriza.

Gilberto de Oliveira, 71, que também mora em Ceilândia, já percebe os benefícios: “Além do asfalto na minha rua, vejo a equipe se empenhando na limpeza, e isso tem trazido melhorias para a nossa região”. Ele acredita que quanto mais as galerias forem limpas, melhor será para toda a cidade. “A água não fica acumulada em um só lugar, ela se espalha, e isso evita alagamentos”.

Fernando Queiroz, 40, comerciante, nota as melhorias na região onde trabalha. “Agora, o trânsito ficou mais fluido durante as chuvas, e as enchentes diminuíram consideravelmente”, observa. Ele espera que a limpeza também beneficie comunidades vizinhas, como o Sol Nascente.

04/01/2025 - Modernizado, sistema de limpeza de galerias pluviais do DF retira 94 mil toneladas de lixo em 10 meses

Fonte: Agência Brasília

Convergências estão acima de divergências, diz embaixador sobre Brics

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A diversidade de interesses com a nova composição do Brics, que tem a participação de mais nove países a partir deste ano, não ameaça os interesses em comum do bloco. Pelo contrário, segundo o embaixador Eduardo Saboia, sherpa do Brasil no Brics, responsável pelas articulações entre os países. “As convergências estão acima das divergências”, disse o diplomata em entrevista à Agência Brasil.

Agora, em 2025, o Brasil assumiu pela quarta vez a presidência rotativa do Brics em meio a expansão do bloco. Neste ano, vai contar com ao menos nove novos membros (Cuba, Bolívia, Indonésia, Bielorrússia, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão). 

Criado em 2009, o Brics originalmente reunia, além do Brasil, China, Índia e Rússia. A África do Sul foi o quinto país a ingressar, em 2011, e, no ano passado, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Arábia Saudita (não oficialmente) já haviam ingressado. Na nova presidência brasileira, um objetivo é promover o desenvolvimento sustentável. 

Na agenda de prioridades, o embaixador cita a  promoção da governança inclusiva e responsável pela inteligência artificial. Outra atenção é sobre a necessidade de combate conjunto às mudanças climáticas e a necessidade de recursos. “A questão do financiamento é um consenso de que, se você quer promover a mitigação, você precisa pagar”, apontou o embaixador.

Eduardo Saboia ainda chama atenção para as ações em relação à saúde e desigualdades em um bloco com países de realidades distintas, mas que podem cooperar. Confira abaixo a entrevista

Agência Brasil – Em primeiro lugar, o senhor poderia avaliar de que forma o Brics estendido impacta o perfil do grupo?

Embaixador Eduardo Saboia – É um Brics com mais membros do que a gente estava acostumado. Essa ampliação ocorreu em 2024. Nós já tivemos um ano com cinco países membros, além dos países originais. Enfim, são países todos muito representativos do sul global. Trabalhamos muito bem durante a presidência russa e continuaremos a trabalhar muito bem com a presidência brasileira. 

O que nós teremos na presidência brasileira é que, além desses novos membros que entraram em 2024, teremos países parceiros, uma modalidade que foi aprovada recentemente. Nós vamos discutir, inclusive, de que maneira esses países serão engajados nas atividades do Brics.

Agência Brasil – Entre as prioridades da presidência brasileira está a preocupação com os avanços tecnológicos. Eu queria saber do senhor qual o papel do Brics por um regramento tanto da inteligência artificial quanto das redes sociais nesse grupo de países tão diverso?

Embaixador Eduardo Saboia – Eu acho que todos os países estão lidando com esse desafio dessa tecnologia disruptiva. É preciso que haja uma reflexão coletiva. Ela ocorre no Brasil. Temos essa discussão, inclusive, no Congresso, mas ela ocorre também no âmbito das Nações Unidas e é natural que países do tamanho dos Brics discutam a perspectiva do Sul Global, qual é a melhor governança que atende às nossas preocupações. 

As preocupações do mundo em desenvolvimento são preocupações relacionadas com a participação no avanço tecnológico, questões ligadas à desigualdade. A gente pode ter nos Brics diferenças, diferentes sistemas políticos, mas há uma grande convergência de visões, sobretudo em matéria de desenvolvimento.

Agência Brasil – Ainda em relação a uma agenda de prioridades, esse grupo tão diverso de países, como o senhor vê o desafio em relação ao combate às mudanças climáticas. Há interesses diversos também. Como o senhor pensa essa questão?

Embaixador Eduardo Saboia – Eu acho que são países em desenvolvimento que trabalham juntos já há alguns anos. As convergências estão acima das divergências. 

Qualquer solução sobre combate à mudança do clima deve envolver os países do Brics. Então, é bom que eles conversem. Haverá pontos em que eles não estarão de acordo, mas há muitos elementos de convergência. 

A questão do financiamento é um consenso (em relação ao combate às mudanças climáticas) de que, se você quer promover a mitigação, você precisa pagar. 

Os países em desenvolvimento precisam de ajuda. Há responsabilidades diferenciadas. 

Agência Brasil – Há discussões sobre uma cesta de moedas para o grupo, por exemplo a possibilidade de substituir o dólar nas transações?

Embaixador Eduardo Saboia – Ninguém está falando em cesta de moedas ou moeda do Brics. 

O que existe é um trabalho muito sério, fundamentado em estudos, acompanhado de perto pelos Ministérios das Finanças e bancos centrais de discussão sobre meios de pagamento e utilização de moedas locais. Tudo tem o objetivo de aumentar o comércio, aumentar os fluxos de investimento entre os países, gerar prosperidade, renda, emprego e desenvolvimento.

Agência Brasil – Em relação ao combate às desigualdades sociais, esse tema une esses países todos?

Embaixador Eduardo Saboia – Sim, eu acho que você tem perfis diferentes. Há países que conseguiram uma transformação incrível. 

De tirar milhões de pessoas da pobreza, inclusive o Brasil. Mas há muito a se fazer nessa área

Uma área que eu acho interessante é a saúde. Você tem determinadas doenças, tuberculose é um exemplo, que atingem com muita intensidade os países. 

São áreas em que naturalmente existe uma vocação de colaboração, pesquisas em redes de especialistas e agências de vigilância sanitária.

Agência Brasil – Sobre o tema da saúde que o senhor citou, há esforços concentrados, por exemplo, para  produção e pesquisas sobre vacina?

Embaixador Eduardo Saboia – Eu acho que esses entendimentos já acontecem entre os vários ministérios. Hoje você já tem uma agenda tão vasta do Brics que eu diria que já tem, no Ministério da Saúde, uma interlocução com as contrapartes dos Brics, que já estão trabalhando nessas áreas, na área de vacina, por exemplo.

É uma área que é muito promissora. Nós trabalharemos na nossa presidência com afinco mas ela vai continuar. É um esforço que envolve vários setores da administração pública e isso me deixa muito animado com o trabalho que a gente faz.

Fonte: Agência Brasil

Rodrigo Garro se envolve em acidente de carro com vítima fatal

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O meio-campista argentino Rodrigo Garro, do Corinthians, se envolveu em um acidente de carro que terminou com um motociclista vindo a óbito, na madrugada deste sábado (4) na localidade de General Pico, na província de La Pampa (Argentina).

Segundo nota emitida pela equipe do Parque São Jorge, após o acidente, “Garro prestou os primeiros depoimentos [à Polícia local], foi liberado e já está em sua casa”. Além disso, o Corinthians informou que “acompanha as investigações e aguardará a conclusão delas para voltar a falar sobre o caso”.

A imprensa local afirma que o carro dirigido pelo meio-campista de 27 anos de idade colidiu de frente com uma moto, cujo condutor morreu no local. Matéria publicada pelo diário esportivo “Olé” informa que, no momento do acidente, Garro estava acompanhado no carro pelo jogador Facundo Castelli, que defende o Emelec (Equador). Tanto Garro como Castelli nada sofreram.

O meio-campista argentino foi um destaques do Corinthians no ano de 2024, disputando o total de 63 jogos, nos quais marcou 13 gols e deu 14 assistências.

Fonte: Agência Brasil

Em um ano, GDF entrega mais de 10 mil carteiras de identificação da pessoa com deficiência e do autista

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O impacto da carteira de identificação da pessoa com deficiência e do autista é evidente no cotidiano de muitas famílias. Para Dominique Marie do Nascimento, mãe de Jonatã Vilanova Oliveira, de 10 anos, o documento tem facilitado atividades cotidianas desafiadoras para pessoas com autismo. “Ele tem dificuldade com a espera, então, com a carteirinha, situações estressantes se tornaram mais rápidas e, consequentemente, mais leves”, compartilhou Dominique.

Agilidade na locomoção ao estacionar ou tomar um transporte público; educação inclusiva e acesso a atividades de lazer são alguns dos exemplos de mais facilidade para a família do menino. “A gente passeia muito com ele. A carteirinha ajuda as pessoas a reconhecerem rapidamente o diagnóstico de Jonatã e a se mostrarem mais empáticas e cuidadosas”, destaca.

Agilidade na emissão

A emissão da carteirinha do filho da servidora pública foi rápida e sem burocracias. “Na verdade o que mais demorou foi o diagnóstico. Procuramos vários especialistas para saber o que causava as dificuldades na fala e no aprendizado dele”, relata a mãe. O caminho foi longo. Demorou cerca de quatro anos até o resultado de autismo moderado. “Assim que recebi o relatório, entrei com o pedido da carteirinha e consegui rapidamente”, conta Dominique.

Com um investimento superior a R$ 100 mil, o Governo do Distrito Federal (GDF) emitiu, em 2024, 18,5 mil carteiras de identificação para pessoas com deficiência e do autista, acompanhadas de cordões e porta-crachás, visando garantir o acesso a direitos e serviços. Até o momento, cerca de 10 mil documentos já foram entregues, e as demais emissões estão programadas para 2025.

A emissão é gratuita e pode ser feita de forma virtual pelo site da Secretaria da Pessoa com Deficiência ou presencialmente no Centro de Atendimento da Pessoa com Deficiência, localizado na Estação de Metrô da 112 Sul. Para obter o documento, é necessário realizar o Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPcd), com documentos atualizados como RG, CPF, laudo médico, foto 3×4, comprovante de residência e cadastro no site gov.br.

De acordo com o secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Pereira dos Santos, o banco de dados da secretaria já registra mais de 31 mil CadPcd. “A secretaria vem trabalhando muito em prol das pessoas com deficiência para que elas tenham acesso a políticas públicas efetivas de acessibilidade, inclusão e serviços. A pasta, inclusive, é um importante instrumento de informação de como chegar a esse serviço, programas que são oferecidos pelo GDF para que as pessoas adentrem”, afirma o secretário.

A política pública, por meio do esforço conjunto de vários órgãos do Executivo local, visa facilitar o acesso de pessoas com deficiência a serviços, benefícios e direitos, como de usufruir de filas preferenciais, atendimentos prioritários em programas sociais e habitacionais do governo e meia-entrada na compra de ingressos para eventos.

Inclusão

Nos últimos anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para que a capital federal seja cada vez mais acessível para as mais de 113 mil pessoas com algum tipo de deficiência que residem na capital – equivalente a 3,8% da população– segundo estudo Retratos Sociais de 2021 do Instituto de Pesquisa do Distrito Federal (IPEDF).

Uma das iniciativas foi a criação da Secretaria da Pessoa com Deficiência em 2019, no DF, segunda unidade da Federação a contar com uma pasta exclusiva que busca ampliar e garantir o cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência.

Em julho deste ano, o governo ainda lançou o projeto Carreta da Inclusão. Fruto de uma parceria entre as secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF), a iniciativa agiliza o ingresso a serviços públicos, com a entrega das carteiras de identificação, oferta de atendimentos jurídicos e sociais, suporte na busca de oportunidades de emprego e possibilidade de experiências tecnológicas inclusivas.

O primeiro ciclo do projeto, realizado entre julho e setembro, contou com 11.125 atendimentos e entregou 2.802 CIPDs. A ação teve início no Guará, onde foram prestados 1,2 mil atendimentos e retiradas 500 carteiras. Já o encerramento foi em Planaltina, onde foram registrados 1.813 atendimentos e entregues 470 documentos. Gama, Samambaia e Santa Maria foram as regiões recordistas de atendimentos, com 2.150, 2.139 e 2.048, respectivamente. O programa também passou pelo Recanto das Emas, com 1.175 atendimentos e 365 carteiras concedidas. A previsão é de que os atendimentos retornem em fevereiro do próximo ano.

“Quando levamos as ações do Estado para as comunidades e ampliamos o acesso às políticas públicas, percebemos o quanto elas são acolhidas de uma maneira diferente”, observa o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. Para ele, o projeto promove a inclusão em diferentes aspectos: “Ao facilitar o acesso às políticas públicas, ao oferecer uma arena gamer com tecnologias assistivas e ao realizar a entrega das carteiras de identificação, que são fundamentais para o usufruto de vários direitos básicos das pessoas com deficiência”.

Fonte: Agência Brasília