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Consumidor continuará sem cobrança extra na conta de luz em fevereiro

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter em fevereiro a bandeira verde, a menos onerosa, para a cobrança pelo fornecimento de energia elétrica pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Será a terceira vez consecutiva em que a tarifa mensal não sofrerá nenhum acréscimo.

A cor da bandeira decidida mês a mês reflete a variação dos custos de geração de energia aferida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda.

Nos meses chuvosos no Brasil, como novembro, dezembro e janeiro, os reservatórios das usinas hidrelétricas alcançam maior volume, o que dispensa geração de energia pelas termoelétricas, mais caras – além de poluentes por causa do uso de combustível fóssil.

O sistema de bandeiras, criado em 2015, funciona como um sinal de trânsito e informa ao consumidor a necessidade de economia de luz em razão da variação do preço para a produção de energia elétrica.

Fonte: Agência Brasil

MPF recomenda suspender divulgação dos resultados finais do CNU

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O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Fundação Cesgranrio, a banca organizadora do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), a suspensão da divulgação dos resultados finais do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2024 até que as falhas no cumprimento de regras relativas às cotas raciais previstas na legislação brasileira sejam resolvidas.

No documento, divulgado na tarde desta sexta-feira (31), o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Nicolao Dino, que assina a recomendação, afirma que o inquérito aberto para apurar o caso identificou uma série de irregularidades. “Os elementos evidenciam um cenário de grave violação à política afirmativa de cotas raciais, comprometendo sua finalidade, a igualdade de acesso ao serviço público e a higidez do certame”.

Segundo o MPF, há indícios de que a Fundação Cesgranrio não notificou adequadamente os candidatos reintegrados, comprometendo a isonomia entre os concorrentes. “Bem como de que deixou de fundamentar adequadamente as decisões de enquadramento de candidatos nas cotas de pessoas pretas e pardas”, diz a recomendação do MPF.

Esta e outras recomendações ocorrem a iminência de divulgação do resultado do CNU, prevista para a partir de terça-feira (4). 

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) respondeu que não irá se pronunciar. “Como em outros momentos do CPNU, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos não se pronuncia sobre manifestações jurídicas em andamento envolvendo o concurso.

A Fundação Cesgranrio respondeu à Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que por força contratual, todas as demandas de imprensa são concentradas com o MGI.

Demais recomendações

O MPF recomendou a suspensão da divulgação dos resultados finais do CNU até que todos os recursos administrativos sejam analisados de forma adequada e ainda, a reabertura do prazo para recursos aos candidatos.

Além disso, a recomendação inclui o acesso irrestrito aos pareceres e decisões e a garantia de tratamento isonômico para todos os candidatos (respeitando os direitos constitucionais e legais de cada um). “A Cesgranrio não disponibilizou os pareceres motivados aos candidatos não enquadrados nas cotas raciais”, diz o documento. 

De acordo com o documento, os candidatos que não foram enquadrados nas cotas de pessoas pretas e pardas, com a motivação clara das decisões de indeferimento, deverão ser reavaliados

O procurador federal Nicolao Dino ainda solicita a revisão dos procedimentos de heteroidentificação do certame.

Investigação

A investigação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão/MPF também identificou atraso na divulgação dos nomes dos avaliadores responsáveis pela heteroidentificação, prevista para 17 de outubro de 2024.

A divulgação ocorreu em 1º de novembro. Essa etapa consiste na análise dos traços físicos dos candidatos e candidatas que se autodeclaram pretos ou pardos.

A procuradoria também aponta que essa avaliação não seguiu o parâmetro estabelecido judicialmente, de que, em caso de dúvida razoável sobre a identidade racial do candidato, deve prevalecer o critério da autodeclaração.

Candidatos

A Agência Brasil conversou com candidatos autodeclarados pretos e pardos no Concurso Público Nacional Unificado. O servidor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Gustavo Amora se inscreveu para as vagas do Bloco temático 4 (de Trabalho e Saúde do Servidor).  

Ele foi aprovado nas provas objetiva e discursiva do concurso. Porém, na fase de heteroidentificação, foi classificado pela banca da Fundação Cesgranrio como “não enquadrado”. Ele entrou com recurso administrativo e, novamente, recebeu a mesma negativa. 

Gustavo recebeu com alegria a notícia das recomendações feitas pelo MPF. “Este é um começo apenas do acerto de contas que o MGI tem que fazer com a sociedade brasileira sobre esses abusos todos que foram cometidos no CNU.”

O candidato, que entrou na justiça contra a decisão da banca de heteroidentificação do Cesgranrio e perdeu na primeira instância, agora, tem esperança de que as recomendações sejam consideradas no julgamento do recurso jurídico (agravo) ajuizado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região para contestar a decisão anterior. 

Octavio Neto, de 24 anos, que foi habilitado para as cinco vagas escolhidas dentro do bloco 5 do CPNU, e, de acordo com a banca de heteroidentificação da Cesgranrio, não tem traços físicos correspondentes aos de pessoas negras, agora, atua como advogado. 

Ele ainda não judicializou o caso do CNU, pois aguarda o resultado definitivo de outro concurso em que também não foi reconhecido como candidato negro pela outra banca. “Pela minha experiência, tendo a acreditar que os recursos não são analisados, não são lidos e, se são, são realizados de maneira muito deficitária.”

A assistente social Helena Oliveira Barros, que concorreu a uma vaga no Bloco 7, afirma ter sido chocante para ela receber esse não enquadramento pela banca de heteroidentificação do certame. “É como se o chão tivesse saído dos meus pés, pois já sofri preconceitos, já vivenciei experiências dolorosas com relação a minha e nunca pensei que depois de 54 anos alguém diria que não sou preta, muito menos parda”, diz. 

Saúde Mental

A psicóloga Rosane Romão, mestra em Administração e doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), analisa a saúde mental de pessoas autodeclaradas negras de todo o Brasil, que se prepararam e se candidataram para o chamado Enem dos Concursos e que na avaliação da Comissão de Heteroidentificação não foram reconhecidas como pessoas negras.

A profissional entende que essa negativa pode trazer muitos transtornos psicológicos, psíquicos, emocionais, psicossomáticos, crises de identidade aos candidatos excluídos da cota racial do processo seletivo. “O Estado está dizendo que esse candidato, essa pessoa, não é quem ela é. Que não há veracidade no que ela se autodeclara. Isso é muito sério. No momento em que após muito estudo e dedicação, ela pode alcançar uma posição melhor, esse Estado mais uma vez a impede, agora dizendo que ela não é negra. É desolador.”
 

Fonte: Agência Brasil

SP: Dino dá prazo para partes de explicarem sobre serviços funerários

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para a prefeitura de São Paulo apresentar defesa no processo que trata dos valores cobrados pelas empresas que administram o serviço funerário do município.

O ministro é relator da ação na qual o PCdoB contesta a legalidade dos preços cobrados pelas empresas. Em novembro do ano passado, Dino determinou que sejam cobrados os valores dos serviço funerários praticados antes da concessão dos cemitérios à iniciativa privada.

Em nova decisão assinada nesta sexta-feira (31), Dino pede que as partes envolvidas se manifestem sobre uma nota técnica elaborada pelo Núcleo de Processos Estruturais Complexos (Nupec) do STF sobre a questão.

De acordo com o documento, há registros de cobranças de valores que não são corretamente aplicadas e resultam em prejuízos para a população. O levantamento levou em conta a comparação de preços praticados antes da privatização dos serviços. 

Para Flávio Dino, os contratos de concessão não estão imunes ao controle de legalidade.

“O objeto que se debate nos autos é a resposta à pergunta: A que preço? E não se cuida apenas da dimensão monetária – que pode representar o acesso ou não a um direito fundamental – mas inclusive do preço  de um sofrimento adicional, por exemplo, em face de uma cobrança escorchante ou de parâmetros obscuros que dificultam a decisão familiar”, afirmou o ministro.

Segundo levantamento do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), antes da concessão o custo do pacote mais barato de serviços funerários era de R$ 428,04. Depois da concessão das unidades à iniciativa privada, o menor valor de pacote aos clientes passou para R$ 1.494,14, segundo o Sindsep, com base em valores divulgados pelas próprias concessionárias.

A administração do serviço funerário na capital paulista foi assumida por quatro empresas. Ao todo, são 22 cemitérios públicos e um crematório. Os contratos preveem que as concessionárias são responsáveis pela operação dos serviços, gestão, manutenção, exploração, revitalização e expansão das unidades. A vigência do contrato de concessão é de 25 anos. 

Fonte: Agência Brasil

Gás natural fica mais barato a partir deste sábado

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O gás natural ficará mais barato a partir deste sábado (1º), informou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. De acordo com a executiva, o preço do gás natural terá redução média de 1% para as distribuidoras em relação ao trimestre anterior. 

Magda Chambriard destacou que o preço do produto teve redução média de 23% desde dezembro de 2022.

“Em função das regras de reajustes previstas nos contratos com as distribuidoras, haverá a partir de 1º de fevereiro uma redução média de 1% nos preços de venda da molécula de gás natural, em relação ao trimestre anterior”, disse nas redes sociais.

“Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendida às distribuidoras acumula uma redução de até 23%, incluindo os efeitos da redução de 1% em fevereiro de 2025”, acrescentou a presidente da Petrobras.

Consumidor

De acordo com a Petrobras, o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo valor de venda pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais. No caso do gás natural veicular (GNV), estão incluídos também os custos dos postos de revenda.

A companhia destacou ainda que o ajuste do dia 1º não se refere ao preço do gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel.

Fonte: Agência Brasil

SP fecha ano de 2024 com recorde em casos de estupros

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No ano passado, o estado de São Paulo registrou um novo aumento nos casos de estupros e de feminicídios, batendo recordes. O dado faz parte de balanço divulgado mensalmente pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Foram registradas 14.579 estupros entre janeiro e dezembro do ano passado, superando as 14.514 notificações de 2023, que era o maior número contabilizado no estado desde 2018, quando esse tipo de crime passou a ser investigado independentemente do desejo da vítima entrar ou não com processo contra o agressor .

Do total destas ocorrências registradas em 2024, a maioria (11.169 casos) correspondeu a estupro de vulnerável, que é o crime de violência sexual praticado contra menores de 14 anos.

Os números envolvendo estupros podem ser ainda maiores, já que historicamente há muita subnotificação envolvendo esse tipo de crime.

Feminicídios

Além do aumento de estupros, o estado de São Paulo também registrou alta nos feminicídios no ano passado. Foram 253 registros em 2024, maior número desde 2018, quando este crime passou a ser contabilizado separadamente no estado paulista.

Por nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que tem buscado combater esses crimes por meio da ampliação das políticas públicas voltadas à proteção das vítimas em todo o estado. A secretaria também afirmou que, desde o início da atual gestão, tem expandido o atendimento nos plantões policiais e investido em tecnologia para ampliar a proteção às vítimas desse tipo de crime. “São Paulo conta com 141 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e, para 2025, é prevista a inauguração de duas delegacias em Franco da Rocha e Palmital. No último ano, 473 policiais foram incorporados às DDMs para aprimorar o atendimento às vítimas”, disse a pasta.

A nota também diz o estado investe em tecnologia para ampliar a proteção. “A SSP mantém a Cabine Lilás da PM para o atendimento exclusivo às vítimas de violência doméstica e o aplicativo SP Mulher Segura, que já ultrapassou cinco mil downloads, oferece um botão de pânico às vítimas para ajuda imediata e permite o registro de boletins de ocorrência. O monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica também foi ampliado em 56,6%, reforçando a segurança das vítimas. Esses esforços refletiram no aumento das prisões em flagrante por feminicídio, que chegaram a 125 pessoas em 2024, um crescimento de 34,4% em relação ao ano anterior”, escreveu a secretaria, em nota.

Homicídios e roubos

Por outro lado, o Estado de São Paulo registrou em 2024 o menor índice de homicídios e roubos em geral da história.

Os homicídios dolosos fecharam o ano com 2.517 casos. Até então, o menor patamar havia sido em 2023, com 2.605 registros. Já os roubos em geral passaram de 228.028 ocorrências em 2023 para 193.658 no ano passado, ficando pela primeira vez na história abaixo dos 200 mil casos ao final do ano.

Os latrocínios [roubo seguido de morte], por sua vez, atingiram o segundo menor número desde 2001, informou a Secretaria de Segurança Pública. Foram 166 registros ao longo do ano, ficando atrás de 2023, que teve dois casos a menos.

Dezembro

Considerando-se apenas o mês de dezembro, foram registrados 1.096 estupros, queda em relação a dezembro de 2023, quando foram contabilizados 1.165 ocorrências.

Quanto aos homicídios dolosos, foram 238 crimes em dezembro do ano passado, redução de 11,5% na comparação a igual período do ano retrasado. O número foi o segundo menor em 24 anos na análise mensal. Os latrocínios tiveram o menor número de casos em 24 anos no estado para um mês de dezembro, passando de 19 para seis ocorrências.

Os roubos em geral, por sua vez, apresentaram queda de 12,6% no período, passando de 18.500 notificações em dezembro de 2023 para 16.163 no ano passado, menor número desde 2001.

Os furtos em geral também tiveram queda no comparativo mensal e anual no estado. O índice de furtos no ano passou de 576.278 para 555.821, queda de 3,5%. No mês, o índice retraiu de 46.685 para 45.728 ocorrências.

Fonte: Agência Brasil

Apenas 5% dos casos de desmatamento na Amazônia geraram indenizações

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Levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que analisou mais de 3,5 mil ações do Ministério Público Federal (MPF), mostrou que aumentaram as responsabilizações pelo desmatamento ilegal da Amazônia. No entanto, apenas 5% das ações movidas entre entre 2017 e 2020 resultaram em indenizações pagas. Além disso, não há garantia de que as multas quitadas sejam aplicadas no próprio bioma.

Punir os desmatadores ilegais da região e recuperar o dano que foi causado é um dos principais desafios da Justiça na área ambiental, diz o Imazon.

Para a pesquisadora do Imazon Brenda Brito, o aumento de casos julgados procedentes e que levam à responsabilização de desmatadores representa um bom resultado. “[É positivo] que os tribunais têm mantido entendimento favorável à condenação nessas ações que utilizam provas obtidas de forma remota, com imagens de satélite e uso de banco de dados. O desafio agora é obter o efetivo pagamento das indenizações e a recuperação das áreas que foram desmatadas.”

A pesquisa acompanhou o resultado de ações civis públicas (ACPs) movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) no período de 2017 a 2020, nas três primeiras fases do Programa Amazônia Protege. As ações pedem a responsabilização por desmatamento ilegal do bioma na esfera cível, na qual é possível cobrar indenizações por danos materiais e morais e determinar a recuperação da floresta.

Números

Foram analisadas 3.551 ações, que envolvem 265 mil hectares desmatados e pedidos de mais de R$ 4,6 bilhões em indenizações. Até dezembro de 2023, 2.028 ações (57% do total) tinham sentença, sendo 695 com algum tipo de responsabilização. Foram julgadas procedentes 640 ações, considerando decisões após o julgamento de recursos, quando juízes ou tribunais aceitaram pelo menos um dos pedidos de responsabilização do MPF.

As 55 ações restantes levaram a termos de ajustamento de conduta (TACs), quando os responsáveis pelo desmatamento ilegal se comprometeram a adotar medidas de reparação. O levantamento mostrou que, somadas, as condenações e os TACs correspondem a 34% das ações com sentenças.

O Imazon diz que, apesar das condenações não serem a maioria entre as decisões, o dado representa um aumento nas responsabilizações. Em estudo anterior, dos 3.551 processos analisados, apenas 650 (18%) tinham sentenças até outubro de 2020 e 51 foram procedentes – seja pelo aceite de pedido do MPF pela Justiça, seja por meio de TAC. Com isso, as responsabilizações correspondiam a 8% das sentenças.

Ainda assim, a maioria das sentenças (66%) não resultou em responsabilização. Até dezembro de 2023, foram 860 (42% dos processos) extintos, quando a Justiça entende que não há provas para uma ação; 268 (13%), julgados improcedentes, quando todos os pedidos do MPF foram negados; 137 (7%), declinados para Justiça Estadual; e 68 (3%), anulados, decisões invalidadas que aguardam nova sentenças.

O Imazon ressalta que a predominância das extinções se deu principalmente até 2020 e por causa das ações com réu incerto, inovação jurídica do Amazônia Protege, quando o MPF move processos por desmatamentos ilegais, mas sem conseguir identificar o réu. O objetivo é que a Justiça embargue a área e impeça qualquer uso econômico dela, o que poderia combater a grilagem.

Em outubro de 2020, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou entendimento favorável à continuidade de ações por réu incerto, o que tem levado ao aumento de casos procedentes desse tipo após julgamentos de recursos, apontou instituto.

Indenizações

O Imazon concluiu que o cumprimento das responsabilizações ainda é muito baixo. De acordo com a pesquisa, das 640 sentenças procedentes após julgamento de recursos e dos 55 TACs firmados, que determinaram indenizações de R$ 251,9 milhões, apenas 37 (5%) tiveram as indenizações quitadas, no total de R$ 652,3 mil.

Durante o levantamento, o instituto identificou que outros 11 TACs estavam pagando de forma parcelada as sanções correspondentes a R$ 560,7 mil. Além disso, em oito casos, o juiz determinou o bloqueio de valores devidos em contas bancárias dos réus, somando R$ 78,1 mil. Com isso, os valores já pagos e em pagamento correspondem a 0,5% do total de R$ 251,9 milhões devidos.

De acordo com o Imazon, a pesquisa identificou ainda a falta de garantia da aplicação das indenizações no próprio bioma. Ainda que o MPF tenha solicitado a destinação dos valores aos órgãos ambientais na maioria das ações, o levantamento indica que fundos públicos foram o destino majoritário das sentenças, como os fundos de Direitos Difusos e Nacional de Meio Ambiente.

“Resoluções e recomendações do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] já permitem direcionar esses valores para atividades na Amazônia, o que seria o ideal. Por exemplo, com repasses para instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos que realizem projetos de recuperação de vegetação nativa ou para o combate às queimadas. Para isso, os tribunais e o MPF precisam publicar editais de convocação para cadastro e análise de projetos”, afirma a pesquisadora Brenda.

Recomendações

O Imazon concluiu que juízes em primeira instância ainda rejeitam provas obtidas por meio remoto – imagens de satélite ou de informações de bancos de dados públicos – e que há definição variada de valores de indenização em sentenças.

Para ambos os problemas, o estudo recomenda que o CNJ intensifique a disseminação de seus protocolos, que já preveem o uso de tais provas e uma metodologia para quantificação de danos climáticos decorrentes do desmatamento e de incêndios florestais, além de realizar treinamentos nas comarcas.

Segundo o Imazon, as sentenças precisam melhorar a forma de determinação da restauração das áreas desmatadas e da fiscalização dessa obrigação. Para a fiscalização da recuperação, a sugestão da pesquisa é que o CNJ organize e disponibilize os dados georreferenciados das áreas, para permitir seu monitoramento por sensoriamento remoto por diferentes organizações.

“No caso das ações com réu incerto, a orientação da pesquisa é que o MPF, em vez de ingressar com vários processos, agrupe diversas áreas desmatadas em um só pedido para que os órgãos fundiários e ambientais promovam o embargo delas”, acrescentou o Imazon.

Fonte: Agência Brasil

João Fonseca abre confronto contra França na Copa Davis neste sábado

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O carioca João Fonseca, de 18 anos, será o primeiro atleta da equipe brasileira a estrear contra a França na primeira rodada das eliminatórias da Copa Davis, a Copa do Mundo do tênis masculino. Após sorteio nesta sexta-feira (31), ficou definido que Fonseca, recém alçado ao 99º lugar no ranking mundial, enfrentará Ugo Humbert (15º), às 10h30 (horário de Brasília) deste sábado (31), em Orleans (França), no primeiro de cinco jogos em quadras duras e cobertas. Na sequência, o paranaense Thiago Wild (76º) encara Arthur Fils (19º).

“É uma oportunidade de representar e homenagear o Brasil. Para mim, é sensacional fazer parte disso e queremos colocar o nosso tênis entre os principais do mundo, assim como no ano passado, disse Fonseca, referindo-se a volta do país à Copa Davis em 2024, após um hiato de nove anos. “A batalha está chegando. Eles têm uma equipe excelente, da mesma forma que o Brasil também. Nosso grupo é extremamente forte e unido, o que faz a diferença em competições por equipes”.

Às 10h de domingo (2), haverá confronto de duplas entre os brasileiros Rafael Matos (#38º – ranking de duplas) e Marcelo Melo (#39º) e os franceses Benjamin Bonzi (#287º) e Pierre-Hugues Herbert (#277º). Em seguida, os números 1 de cada país ficarão frente a frente: Thiago Wild duelará com Arthur Fils.

De acordo com o regulamento, se houver empate após as quatro partidas, será realizado o quinto e último jogo, também com adversários definidos: João Fonseca contra Arthur Fils.

Na última terça (28), o capitão da equipe brasileira Jaime Oncins passou a treinar todos os convocados – o quinteto nacional conta ainda com Matheus Pucinelli (#302º) – no Palais des Sports, mesmo local das partidas da Copa Davis. O treinador está ciente do favoritismo dos anfitriões.

“Nós já sabíamos das possibilidades e adversidades de jogar aqui contra a França. Então ganhamos [tempo] durante a semana para deixar a equipe pronta, independente da formação”, disse Oncins. “Se você colocar no papel, a França é favorita pelos rankings e pelo ambiente, mas eu acredito bastante no nosso tempo. É uma situação semelhante a alguns confrontos recentes que tivemos, como contra a Dinamarca”, comparou o técnico, referindo-se a vitórias contra dinamarqueses e suecos nos últimos anos.

Se avançar à fase principal,  o Brasil irá em busca do título inédito da Copa Davis. Por quatro vezes a amarelinha chegou às semifinais: 1966 e 1971 (edições realizadas no antigo sistema de acesso e descenso de equipes) e também nos anos de 1992 e 2000.

Formato

A eliminatórias da competição são divididas em duas rodadas. Caso o Brasil avance, enfrentará na sequência o vencedor de Croácia e Eslováquia, em data e horário ainda a serem divulgados.

Ao todo, as eliminatórias reúnem 26 seleções da elite do tênis mundial e apenas 13 delas avançam à fase principal da competição, que costuma ocorrer em setembro. Os 13 classificados se juntarão à Itália, campeã no ano passado. Este ano, no entanto, houve mudança no formato da disputa: a fase de grupos foi substituída pelo formato de jogos mata-mata.

As partidas fase principal – sete classificados mais a Itália, atual campeã –  serão definidas após o término das duas rodadas eliminatórias.  Os duelos serão em Bolonha (Itália).



Fonte: Agência Brasil

Deportações de brasileiros dos EUA cresceram depois de acordo de 2018

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O número de remoções de imigrantes brasileiros dos Estados Unidos (EUA) cresceu depois de acordo assinado, em 2018, entre os presidentes dois países na época, o brasileiro Michel Temer e o norte-americano Donald Trump (que estava em seu primeiro mandato). O acordo bilateral permitiu a realização de voos de repatriação de imigrantes ilegais que não tinham mais possibilidade de recursos junto à administração norte-americana.

Segundo os dados mais recentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, de 2018 a 2022, 11.300 brasileiros foram removidos do território norte-americano, 65% a mais do que foi registrado nos cinco anos anteriores (2013 a 2017), 6.800.

A repatriação de brasileiros ocorreu ao mesmo tempo em que houve uma queda nos processos de remoção de imigrantes estrangeiros de uma forma geral (ou seja, de todas as nacionalidades). De 2013 a 2017, os EUA retiraram do país 1,8 milhão de pessoas, número que caiu para 1,1 milhão no período de 2018 a 2022, ou seja, um recuo de 38%.

Os dados incluem apenas os imigrantes que foram deportados dos Estados Unidos através de uma ordem de remoção, por isso o processo é chamado de “remoção”. Outro tipo de deportação, chamada de “retorno”, cujos dados não estão informados nesta reportagem, inclui os estrangeiros que são impedidos de entrar no país nos pontos de fronteira ou que decidem deixar os EUA voluntariamente.

Voos

A Polícia Federal informou que, de 2020 a 2024, o Brasil recebeu 94 voos de repatriação, trazendo 7.637 brasileiros. “Estes números se referem a apenas voos fretados da ICE (ICE | U.S. Immigration and Customs Enforcement), usados para deportar os detidos em centros de detenção (fronteira do México)”, informa nota da Polícia Federal.

Questionada pela Agência Brasil, a PF não respondeu se os passageiros foram transportados algemados ou não.

Logo após assumir seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump determinou a realização de seus primeiros voos de repatriação, inclusive um para o Brasil, no dia 24 de janeiro.

A forma como foi realizado o voo, que trazia 88 brasileiros, recebeu críticas do governo brasileiro, uma vez que os passageiros foram transportados com algemas, nas mãos e nos pés. Além disso, a aeronave apresentou problemas no ar-condicionado.

No sábado (25), ao receber os passageiros do primeiro voo de repatriação, em Belo Horizonte, a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, disse que os países têm suas próprias políticas imigratórias, mas não podem violar os direitos das pessoas.


Estados Unidos, 25/01/2025 - Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação
Estados Unidos, 25/01/2025 - Migrantes deportados pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos embarcam em avião militar de volta ao Brasil. Foto: Casa Branca/Divulgação

“O uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”, informou o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio de nota divulgada na manhã de domingo (26).

“O governo brasileiro considera inaceitável que as condições acordadas com o governo norte-americano não sejam respeitadas. O Brasil concordou com a realização de voos de repatriação, a partir de 2018, para abreviar o tempo de permanência desses nacionais em centros de detenção norte-americanos, por imigração irregular e já sem possibilidade de recurso”.

Na segunda-feira (27), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski afirmou que as deportações precisavam respeitar os direitos fundamentais das pessoas. “Não queremos provocar o governo americano até porque a deportação está prevista em um tratado que vige há vários anos entre o Brasil e os Estados Unidos e que autoriza a deportação. Mas, obviamente, essa deportação tem que ser feita com respeito aos direitos fundamentais das pessoas, sobretudo daquelas que não são criminosas”.

Na terça-feira (28), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania anunciou que instalaria um posto de acolhimento no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, para receber os possíveis próximos voos de repatriação.

“Nossa expectativa é que a gente possa trabalhar para garantir que famílias não venham separadas, que esses passageiros [deportados] tenham boas condições de água, alimentação e inclusive de temperatura [do avião], que me parece que foi a coisa mais prejudicial no processo desse voo”, afirmou a ministra Macaé Evaristo.

Na quarta-feira, o Itamaraty anunciou a criação de um grupo de trabalho com a Embaixada dos EUA em Brasília, para trocar informações sobre os brasileiros deportados. O objetivo é estabelecer uma linha direta de comunicação entre os membros do grupo e permitir que haja acompanhamento em tempo real dos próximos voos de repatriação.

Fonte: Agência Brasil

Revalida 2025/1: candidatos podem se inscrever até hoje

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As inscrições para a primeira etapa de 2025 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) estão abertas até as 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (31), no horário de Brasília.

No momento da inscrição, o interessado deve indicar a cidade onde deseja realizar a prova, em 23 de março. A novidade desta edição é a inclusão das cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre, ampliando para 11 as regiões onde as provas objetivas e práticas serão realizadas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse que o objetivo da medida é ampliar a realização do Revalida pelo território nacional.

As capitais onde serão realizadas as provas são:

Região Centro-Oeste
Brasília
Campo Grande

Região Nordeste
Recife
Salvador

Região Norte
Porto Velho
Rio Branco

Região Sudeste
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo

Região Sul
Curitiba
Porto Alegre

Inscrições

As inscrições para esta etapa do Revalida 2025/1 devem ser feitas por meio do Sistema Revalida

A taxa de inscrição custa R$ 410 e deve ser paga em qualquer agência bancária ou casa lotérica até 5 de fevereiro pela Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) gerada na inscrição.

O participante deve informar se precisa de atendimento especializado. Nesse caso, será necessário anexar, no Sistema Revalida, a documentação legível que comprove a condição que justifique o atendimento especial. O documento deve informar o nome completo do solicitante; o diagnóstico com a descrição da condição que motivou a solicitação e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), bem como a assinatura e a identificação do profissional competente, com respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde ou de órgão competente.

A solicitação de tratamento por nome social também deve ser pedida no momento da inscrição, se identificando que quer ser reconhecido socialmente por sua identidade de gênero, independentemente do nome civil.

Entre 24 a 29 de março, os participantes devem apresentar os documentos comprobatórios de conclusão do curso: diploma, certificado ou declaração que pode ser usada para comprovar a conclusão do curso. 

Revalida

O Revalida é direcionado tanto aos estrangeiros formados em medicina fora do Brasil quanto aos brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em território nacional e, por isso, precisam revalidar o diploma no Brasil.

O exame é aplicado pelo Inep desde 2011, enquanto a revalidação é de responsabilidade de instituições de educação superior públicas que aderirem ao exame.

As provas são divididas em duas etapas, teórica e prática, que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, e medicina da família e comunidade (saúde coletiva).

As referências são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.

Fonte: Agência Brasil

Resultado final de blocos para o DF Folia 2025 é divulgado

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A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF) divulgou nesta sexta-feira (31), o resultado definitivo dos blocos de carnaval selecionados para o DF Folia 2025. Ao todo, 62 blocos divididos por categorias (novo, pequeno, médio, grande, super e mega), além de 3 territórios, foram escolhidos.

Os 62 blocos que comporão o DF Folia 2025 foram divididos, conforme o porte de público. No caso dos blocos novos, com público de até mil foliões, 10 blocos foram selecionados. Já na categoria pequeno, com público também de até mil foliões, 15 proponentes foram escolhidos. Na categoria de médio bloco, para até 5 mil foliões, 10 agremiações foram selecionadas. Na categoria de grande público, para até 15 mil foliões, 15 grupos foram escolhidos. Já na categoria de super blocos, para atender de 15 mil a 30 mil foliões, 5 foram selecionados. Para megablocos, com capacidade acima de 30 mil foliões, 7 blocos foram escolhidos.

Este ano, o Carnaval do DF ainda contará com três territórios que irão receber um público acima de 50 mil foliões. A lista do resultado final pode ser conferida no site da Secec.

O Carnaval de rua no DF tem a previsão de iniciar em 15 de fevereiro, com a etapa de pré-carnaval, e encerrará em 15 de março, na fase de pós-carnaval. Para mais detalhes acompanhe as redes oficiais da @sececdf e o perfil oficial do evento @df_folia.

*Com informações da Secec

Fonte: Agência Brasília