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Calderano supera anfitrião na estreia do Europe Smash na Suécia

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O mesatenista brasileiro Hugo Calderano estreou com vitória na chave principal do Smash Europe em Malmo (Suécia) e avançou no torneio, um dos mais importantes do circuito com pontuação de dois mil pontos no ranking. Nesta terça-feira (11), o carioca número 8 do mundo, fez valer seu favoritismo e despachou em 19 minutos o anfitrião William Bergenblock (372º) por 3 sets a 0, com parciais de 11/1, 11/7 e 11/6.

Calderano deve voltar a competir na quinta (13), em horário ainda indefinido. O adversário será o japonês Maharu Yoshimura (51º). A competição tem transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional de Tênis (World Table Tennis) no YouTube.

Antes, o carioca tem estreia nas duplas mistas ao lado da paulista Bruna Takahashi nesta quarta (12), às 13h (horário de Brasília). Vice-líder do ranking, a parceria “Calderashi” – apelido dado pela torcida – terá pela frente a dupla dos chilenos Gustavo Gomez e Daniela Ortega (34ª no ranking). Este ano a dupla Calderashi já faturou o título do WTT Singapura Smash. 

Também nesta terça (11), a parceria dos brasileiros Guilherme Teodoro e Leonardo Iizuka (332º) se classificou à segunda rodada após derrotar os taiwaneses Kuo Guan-Honge Feng Yi-Hsin por 3 sets a 1 (parciais de 13/11, 7/11, 11/9 e 11/8). A próximo desafio da dupla Amarelinha será contra os atuais vice-líderes do ranking:  Wong Chun Ting e Chan Baldwin, atletas de Taiwan. O confronto pela segunda rodada está previsto para às 9h20 desta quarta (12).

Já a dupla formada por Guilherme Teodoro com a chilena Paulina Vega tropeçaram na estreia para os norte-americanos Jishan Liang e Sally Moyland por 3 sets a 0 (11/9, 11/7 e 11/0) e deram adeus ao torneio de duplas mistas.

Outros resultados

Na última segunda (10), Bruna Takahashi (23ª no ranking)  se despediu do torneio de simples feminino ao ser superada na estreia pela alemã Sabine Winter, número 3 do mundo, por 3 sets a 2 (11/6, 9/11, 10/12, 11/7  e 5/11). 



Fonte: Agência Brasil

Produção de motos tem melhor mês de julho da história, diz Abraciclo

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A indústria brasileira de motocicletas bateu recorde e alcançou o maior volume de produção para um mês de julho de sua história.

Segundo balanço que foi divulgado hoje (11) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 190.794 motocicletas foram produzidas em julho no Polo Industrial de Manaus, representando aumento de 36% em relação a julho do ano passado e 45,8% ante junho.

Considerando-se o acumulado entre janeiro e julho deste ano, o setor também alcançou o seu melhor resultado desde 2008, com a produção de 1.254.191 motocicletas, aumento de 9,9% sobre o mesmo período do ano passado.

“O desempenho registrado em julho reforça a trajetória positiva do nosso setor ao longo de 2026 e confirma a força da indústria de motocicletas e a capacidade das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus de responder à demanda do mercado”, disse, em nota, Marcos Bento, presidente da Abraciclo.

Varejo e exportações

Além da produção, o mercado de motocicletas também registrou o melhor desempenho do varejo para um mês de julho na história e para o acumulado dos sete primeiros meses do ano. Em julho, foram licenciadas 199.236 motocicletas, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 2,6% maior que o de junho. Já no acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos somaram 1.373.580 de motocicletas, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Quanto às exportações, o crescimento foi 22,8% em relação a julho do ano passado, com um total de 3.289 unidades exportadas.

Bicicletas

O mês de julho também foi bom para o setor de bicicletas. Segundo a Abraciclo, as empresas de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus alcançaram, em julho, o melhor desempenho de produção de 2026, com 37.413 unidades fabricadas no mês, volume 16,6% superior ao registrado em julho de 2025 e 22,8% maior na comparação com junho.

Já no acumulado de janeiro a julho foram produzidas 200.571 bicicletas, volume 5,7% menor em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da retração, disse a Abraciclo, o “volume está dentro do planejamento da indústria para atender à demanda do mercado”.

 

Fonte: Agência Brasil

Governo pede a Alcolumbre que instale comissão sobre MP das Blusinhas

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O governo federal informou que vai solicitar formalmente, nesta terça-feira (11), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determine a instalação da comissão mista para analisar a medida provisória (MP) “da taxa das blusinhas”, que zerou o Imposto de Importação de 20% sobre compras de até US$ 50 feitas pela internet.

A MP 1357 de 2026, editada em maio deste ano, precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até o dia 8 de setembro, quando perde a validade.

Como o Congresso marcou sessões de “esforço concentrado” em apenas duas semanas até as eleições, sendo a última entre os dias 31 de julho e 4 de setembro, existe a preocupação de a MP perder a validade devido à falta da instalação da comissão para analisá-la.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, informou que vai pedir a Alcolumbre que instale todas as comissões mistas para análise das MPs do governo, destacando a prioridade da que zera a “taxa das blusinhas”.

“É nossa prioridade a instalação da comissão mista e trabalhar pela sua rápida aprovação, fazendo valer a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula”, comunicou em uma rede social.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do senador Davi Alcolumbre não se manifestou sobre a possível instalação, ou não, da comissão para analisar a MP da “taxa das blusinhas”.

O ministro José Guimarães acrescentou que o governo também trabalha para evitar a votação de projetos que prejudiquem “o compromisso com o equilíbrio das contas públicas”, e disse que negocia com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114 de 2026.

Esse PLP é uma das prioridades do Executivo. O projeto cria regras para renúncias de receita com o objetivo de mitigar os impactos causados pelo aumento do preço do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio.

Empresários criticam MP

A medida sofre oposição de setores empresariais, para quem a mudança favorece os concorrentes externos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP alegando que o texto viola princípios constitucionais como “proteção do mercado interno”.

“Representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”, diz comunicado da CNI publicado quando a MP foi editada.

Para o governo, a medida beneficia o consumo popular. O Ministério da Fazenda informou que a MP foi possível após a adoção de medidas para o combate ao contrabando e para maior regularização do setor de compras internacionais on-line. 


Fonte: Agência Brasil

Ministério Público de SP encaminha TAC à plataforma Discord no Brasil

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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) informou nesta terça-feira (11) que encaminhou à empresa responsável pela plataforma Discord no Brasil uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O MPSP aguarda agora a manifestação da empresa sobre a proposta apresentada.

A ação ocorre em meio à apuração de divulgação, pela plataforma, de conteúdo com violência sexual, maus-tratos a animais e estímulo à pratica de automulitação de crianças e adolescentes, e tramita sob sigilo.

“A iniciativa insere-se na atuação institucional do Ministério Público voltada à proteção de direitos coletivos e ao aperfeiçoamento de mecanismos de prevenção e enfrentamento à utilização de plataformas digitais para a prática de ilícitos, especialmente quando envolvidos, como vítimas, crianças, adolescentes, mulheres e animais”, disse o MPSP, em nota.

A apuração sobre a rede social Discord teve início após suicídio transmitido ao vivo na plataforma de uma adolescente (Lívia) de 13 anos, no último dia 22 de julho. A live na internet ocorreu por cerca de 45 minutos. Antes de ser induzida a tirar a própria vida na casa onde morava com a família em Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande, a adolescente foi coagida no ambiente virtual pelos criminosos a torturar e matar um gato, sem êxito.

O episódio desencadeou a Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça. A ação resultou na apreensão de cinco menores de idade, entre 13 e 18 anos, em cinco estados do país.

AGU

A empresa Discord entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

Segundo o órgão, representantes da companhia apresentaram a proposta ontem (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

Fonte: Agência Brasil

Crianças aprendem sobre leis e meio ambiente na Câmara Legislativa

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Nesta terça-feira (11), o Plenário da Câmara Legislativa tornou-se um espaço lúdico e acolhedor, com a presença de estudantes de 4 a 6 anos de idade. Os alunos descobriram que aqui são feitos “os combinados que valem para a cidade inteira”, participando de forma leve e divertida do projeto Infância Cidadã. Essa iniciativa da Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) visa promover educação para a cidadania desde a primeira infância.

Ao todo, cerca de 1.200 crianças vão participar do projeto, ao longo de cinco dias do mês de agosto (11, 12, 13, 14 e 25). A programação inclui oficina e espetáculo musical do grupo Camerata Caipira, além de piquenique e visita guiada à sede da Câmara Legislativa.

A primeira turma foi do Centro de Educação Infantil (CEI) 01 do Gama. Ao subir na tribuna, os pequenos alunos deram um show de fofura e consciência, deixando mensagens sobre “não jogar lixo na rua”, “cuidar da nossa floresta” e “ajudar a educação”.

Para a diretora da unidade de ensino, Angélica de Souza, o projeto se adequa à forma de aprendizagem na primeira infância. “Com a brincadeira e a interação, o conteúdo fica lúdico e elas aprendem. As crianças tiveram interação com a Câmara Legislativa, puderam falar como os deputados, foi muito interessante essa vivência”, detalha a diretora.

 

Marília Teixeira, da Elegis: conexão entre meio ambiente, preservação e aprovação de leis (Foto: Felipe Ando/CLDF)

A professora Amanda Sousa conta que o projeto começou ainda na sala de aula, com explicações adaptadas sobre a Casa  e as leis que ajudam a melhorar a nossa cidade: “Nós recebemos instruções sobre como passar o tema de forma lúdica. Ao vir para cá, os alunos internalizam mais o que já foi trabalhado na escola. São atividades que chamam atenção das crianças, elas estão aprendendo brincando”, avalia a professora do CEI 01 do Gama.

Neste ano, o tema escolhido foi “Cerradania”, conceito que conecta cidadania e preservação do Cerrado. “Nós estamos conversando com as crianças sobre a importância do cuidado com o meio ambiente, trazendo essa noção de pertencimento e mostrando que a Câmara Legislativa tem tudo a ver com essa preservação, por meio das leis, ou como estamos dialogando com elas, por meio dos combinados que valem para toda a cidade”, explica a chefe do Núcleo de Projetos Especiais da Elegis, Marília Teixeira.

Este é o segundo ano do projeto Infância Cidadã. Nesta edição, foram contemplados alunos de escolas públicas de diferentes regiões administrativas do DF, como Brazlândia, Gama e Paranoá.

Confira a cobertura fotográfica no Flickr da CLDF

Fonte: Agência CLDF

Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou, nesta terça-feira (11), 50 propostas para o setor de óleo e gás no Brasil e para transição energética.  A instituição pede o fortalecimento do papel da Petrobras, o aumento do controle estatal sobre a companhia, assim como a reestatização de refinarias e a redução de dividendos pagos aos acionistas da petroleira.  

Reunidos na FUP, os trabalhadores defendem, entre outras medidas, o retorno à obrigatoriedade da Petrobras como operadora única no regime de partilha em áreas do pré-sal brasileiro, conforme previsto originalmente na Lei nº 12.351 de 2010.

A legislação original previa que a Petrobras teria, no mínimo, 30% de cada campo, sendo a responsável por conduzir os consórcios formados com outras companhias privadas. Com a destituição da presidente Dilma Rousseff em 2016, a Lei 13.365 mudou essa regra e acabou com a obrigação da Petrobras de liderar a exploração no pré-sal.

A categoria defende ainda ampliar o controle acionário estatal sobre a Petrobras e reformar o sistema de governança da companhia para “reverter” as transformações que orientaram a empresa para “maximização” e distribuição de lucros no curto prazo, o que tende a favorecer os acionistas.

“Recomenda-se a revisão do seu Estatuto Social; adequação da sua política de remuneração aos acionistas a Lei das Sociedades Anônimas, que fixa limite a 25% do lucro líquido, para explicitar a primazia do interesse público”, diz o documento.

A Plataforma de Políticas Públicas do Setor de óleo e Gás 2027-2030: Soberania Energética e Transição Energética Justa foi desenhada em parceria com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). 

A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacou que as propostas foram elaboradas a partir do Congresso Nacional da FUP, com cerca de 400 participantes, com objetivo de influenciar o debate público em meio às eleições de 2026.

“A eleição é o momento, dentro da democracia, em que o país se volta para debater a si mesmo. É nesse momento que temos que nos colocar. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos uma visão, um projeto de país”, afirmou, em cerimônia no Congresso Nacional, em Brasília.

A FUP defende ainda que a transição energética privilegie o desenvolvimento nacional, “não pela abrupta eliminação dos fósseis”, lembrando que o setor responde por 45% da demanda interna de energia, cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB), lidera a pauta de exportações e soma mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.

“Não pode ser uma transição energética de discurso vazio e fácil. Tem de ser uma transição que considere o ser humano, o combate à pobreza energética e o meio ambiente e não trate essas coisas dissociadas”, justificou Cibele.

Distribuição justa da riqueza

O documento é estruturado em quatro eixos, sendo o primeiro Soberania Nacional e Distribuição Justa da Riqueza que defende a criação de um comitê para gestão da renda petrolífera, que seria responsável por definir os objetivos de fundos como o do Pré-sal e do Clima.

A plataforma da FUP pede ainda a criação do Fundo Estabiliza Brasil, para mitigar a volatilidade do mercado global de petróleo, e do Fundo para Transição Energética.

Uma das propostas é a criação de imposto permanente sobre exportação de petróleo cru, para favorecer o refino nacional, e um tributo sobre lucros extraordinários das empresas do setor para financiar a transição energética.

Desenvolvimento Social e Integração Produtiva

O segundo eixo prevê a criação de uma política para incentivar as indústrias nacionais ligadas ao setor de óleo e gás e a promoção da integração produtiva latino-americana.

A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, destacou que a segurança energética permite ao Estado se defender frente a ameaças externas à soberania e ao desenvolvimento do país.

“A soberania energética diz respeito também à forma como o Estado consegue se apropriar dos seus recursos energéticos. É, portanto, o conceito mais vinculado à ideia do desenvolvimento nacional”, comentou.

O Eixo 2 da plataforma propõe ainda ampliar a capacidade de refino do país e defende revogar a Lei do Novo Mercado de Gás (14.134/2021). “O modelo atual priorizou a liberalização e a desverticalização do segmento, o que resultou em fragmentação da cadeia, dificuldades na expansão da infraestrutura e aumento das tarifas”, diz o texto.

O documento critica o modelo para definição do preço do gás natural no Brasil, considerado alto na comparação internacional, “mesmo com cerca de 75% do consumo supridos por produção interna. É preciso substituir a indexação das referências internacionais por metodologia ancorada nos custos domésticos de produção”.  

Foco na Petrobras

O terceiro eixo, que foca na Petrobras, propõe a ampliação dos investimentos em exploração de óleo e gás no Brasil e no exterior, assim como a reestatização de ativos privatizados nos últimos anos, incluindo as refinarias de Mataripe (BA), Clara Camarão (RN) SIX (PR) e Ream (AM).

O documento da FUP sugere a reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás para, entre outros objetivos, “reduzir margens excessivas de lucro no segmento”, e defende fortalecer a presença da Petrobras na produção de fertilizantes.

Transição Energética Justa

O último eixo do documento defende a ampliação da participação social e sindical na formulação e implementação de políticas para transição energética. Propõe também a criação do Programa Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima.

A erradicação da pobreza energética, inserção do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos, fundamentais para indústria da transição, e o fomento à economia do hidrogênio verde estão entre as propostas da categoria para o tema.

Fonte: Agência Brasil

TSE se reúne nesta quinta em busca de consenso sobre IA nas eleições

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para a próxima quinta-feira (13) uma reunião para alinhar com os demais ministros da Corte sobre como devem ser julgados casos envolvendo o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano.

O tema será debatido a partir de um processo que aguarda julgamento no TSE, sobre o uso de imagens geradas por IA na convenção do PL, em 25 de julho, que selou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) para a Presidência da República. 

A ação foi aberta a pedido do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Antes de submeter o assunto a votação em plenário, contudo, Nunes Marques, que é relator do caso, busca um consenso entre os ministros do TSE. 

É comum que na proximidade das eleições de outubro o tribunal busque demonstrar unidade interna como forma de fortalecer os posicionamentos jurídicos. O encontro da próxima quinta, a portas fechadas, deve ocorrer logo após a sessão de julgamentos, pela manhã. 

Vídeo

O material questionado pelo PT consiste em um vídeo com a técnica chamada deepfake, em que não é possível distinguir a olho nu se as imagens e sons foram criados artificialmente. 

O vídeo em questão mostra uma versão digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio e que se encontra em prisão domiciliar, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado e impedido de fazer manifestações públicas. 

Logo na abertura do vídeo, a imagem de Bolsonaro faz o alerta: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”. 

Em seguida, a imagem sintética do ex-presidente diz: “Estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”.

Por fim, a imagem pede que os presentes “recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”

Na ação, o PT argumento que há referência direta ao cargo em disputa e pedido explícito de voto por meio de material sintético, algo que seria vedado pelas regras aprovadas pelo próprio TSE para o uso de IA nas eleições. 

Defesa

A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro negou que o vídeo possa ser considerado deepfake, uma vez que o público foi alertado que Bolsonaro não estava presente e que não se tratava de uma transmissão ou gravação autêntica do ex-presidente.

Os advogados negaram que tenha ocorrido pedido de votos na fala veiculada. 

 

Fonte: Agência Brasil

Quartas de final da Copa do Brasil terá três clássicos estaduais

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Três clássicos estaduais vão movimentar grandes torcidas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo a partir dos dias 26 e 27 de agosto, quando estão previstos os jogos de ida. Após sorteio realizado pela CBF nesta terça-feira (11) ficou definido que o Cruzeiro, maior campeão do torneio com seis títulos, enfrentará o Atlético-MG; o Internacional vai encarar o Grêmio, e o Palmeiras medirá forças com o Santos. O único duelo inter-regional será entre Vasco e Vitória – este último busca o título inédito.

Pelo chaveamento ate a decisão do título – jogo em final única – quem ganhar o clássico gaúcho disputará as semifinais contra o vencedor do embate Cruzeiro x Atlético-MG. No outro lado da chave, quem avançar da partida Vasco x Vitória enfrentará o classificado de Palmeiras x Santos.

As partidas de volta das quartas estão programadas para os dias 2 e 3 de setembro. A partir desta fase, a Copa do Brasil contará com a tecnologia do impedimento semiautomático.

Quem passar para as semifinais receberá premiação da CBF de R$ 9 milhões. A Copa do Brasil teve início em fevereiro com 126 clubes. Os classificados às quartas entraram na competição a partir da quinta fase.

Pela primeira vez na história, o torneio distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores: o campeão irá direto para a fase de grupos do torneio continental em 2027, enquanto o vice disputará a fase preliminar.

Confrontos das quartas*

Internacional x Grêmio

Cruzeiro x Atlético-MG

Vasco x Vitória

Palmeiras x Santos

*clubes em negrito serão os mandantes no jogo da volta

Títulos de cada time no torneio

Cruzeiro – 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018

Grêmio – 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016

Palmeiras – 1998, 2012, 2015 e 2020

Atlético-MG – 2014 e 2021

Internacional -1992

Santos – 2010



Fonte: Agência Brasil

Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

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Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.

O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%. 

Veja o resultado da inflação oficial em 2026:

Janeiro: 0,33%

Fevereiro: 0,70%

Março: 0,88%

Abril: 0,67%

Maio: 0,58%

Junho: 0,16%

Julho: 0,07%

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentro da meta

O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do governo: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%).

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Julho

O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Levando em consideração apenas os meses de julho, o desempenho do mês passado é o menor desde 2022 (-0,68).

O índice de difusão em julho, que mostra o quanto a inflação está espalhada no mês, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço. 

Confira como foi o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)

Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)

Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)

Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)

Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)

Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)

Educação: -0,03% (0 p.p.)

Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

(Em atualização)

Fonte: Agência Brasil

Brasileirão feminino: o que está em jogo na reta final da 1ª fase

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Restam duas rodadas para o fim da primeira fase da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Três clubes (Corinthians, São Paulo e Palmeiras) já estão classificados às quartas de final e há cinco vagas em aberto. Na parte de baixo, cinco equipes lutam contra o rebaixamento – os dois últimos caem.

A partida que encerrou a 15ª rodada, nessa segunda-feira (10), mexeu com as duas pontas da tabela. O empate por 1 a 1 entre América-MG e Flamengo na Arena Urbsan, em Betim (MG), manteve o Rubro-Negro fora do grupo dos oito primeiros colocados (o G-8), que se classificam à próxima fase, e tirou as mineiras da zona de rebaixamento (o Z-2) à Série A2 (segunda divisão). O duelo foi transmitido ao vivo pela TV Brasil.

As Meninas da Gávea estão em nono lugar, com os mesmos 24 pontos de Grêmio, Internacional e Cruzeiro, ficando atrás pelos critérios de desempate. As Spartanas subiram para a 16ª posição, com sete pontos, ultrapassando o Vitória, que entrou no Z-2, pelo saldo de gols.

O América-MG saiu na frente aos 12 minutos do primeiro tempo, com Dani Ortolan. Ex-atacante do próprio Flamengo, a camisa 9 aproveitou o recuo de bola ruim da zaga para, com liberdade, concluir na saída da goleira Vivi.

O Rubro-Negro igualou aos 18 da etapa final. Após jogada pela direita, a meia Mariana cruzou, a lateral Lorrany cortou parcialmente e a sobra ficou com a atacante Cristiane, que não desperdiçou. As cariocas ainda tiveram boas oportunidades para virar o marcador, mas pararam em grandes defesas da goleira Sandy.

Em busca das quartas

Nove times disputam as cinco vagas restantes às quartas. Considerando o número de vitórias e o saldo de gols como os dois principais critérios de desempate, o cenário é o seguinte:

4º Bahia – 27 pontos (oito vitórias)

5º Ferroviária – 27 pontos (sete vitórias)

6º Grêmio – 24 pontos (sete vitórias – saldo oito)

7º Internacional – 24 pontos (sete vitórias – saldo três)

8º Cruzeiro – 24 pontos (seis vitórias – saldo dez)

9º Flamengo – 24 pontos (seis vitórias – saldo cinco)

10º Fluminense – 22 pontos

11º Red Bull Bragantino – 20 pontos (seis vitórias)

12º Santos – 20 pontos (cinco vitórias)

As situações mais confortáveis são as de Bahia e Ferroviária, que se garantem em caso de vitória na 16ª e penúltima rodada. Sábado (15), às 17h30 (horário de Brasília), as Mulheres de Aço recebem o Corinthians na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. No mesmo dia, às 19h, as Guerreiras Grenás visitam o Internacional no Sesc Campestre, em Porto Alegre.

O Grêmio pega o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, na sexta-feira (14), às 21h, com transmissão ao vivo da TV Brasil. No dia seguinte, o Cruzeiro visita o Mixto no Dutrinha, em Cuiabá, às 18h. No domingo (16), às 11h, o Flamengo vai a campo contra o Santos na Arena Inamar, em Diadema (SP).

As Sereias da Vila torcem contra Grêmio, Inter e Cruzeiro e ainda têm de ganhar do Rubro-Negro para chegar à última rodada com chances de irem às quartas. Cenário semelhante aos de Red Bull Bragantino, que recebe o Vitória no sábado, às 17h, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), e de Fluminense, que pega o América-MG no mesmo dia, às 15h, no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Fugindo do rebaixamento

A penúltima rodada pode sacramentar, de forma antecipada, o primeiro rebaixado à Série A2 nesta edição do Brasileirão. Os ameaçados são os seguintes:

13º Atlético-MG – 13 pontos

14º Mixto – 12 pontos

15º Juventude – 10 pontos

16º América-MG – 7 pontos

17º Vitória – 7 pontos

18º Botafogo – 5 pontos

O Botafogo não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória sobre o São Paulo no domingo, às 11h, no Estádio Nilton Santos. A partida na capital fluminense também será transmitida ao vivo pela TV Brasil.

As Gloriosas vêm de nove derrotas seguidas na competição. Em caso de novo revés, a queda à Série A2 será confirmada se Vitória ou América-MG tiverem superado Red Bull Bragantino e Fluminense, respectivamente, no sábado.

O confronto entre Palmeiras e Juventude, que também jogam domingo, às 11h, na Arena Barueri, é outro que interessa à disputa na parte de baixo da tabela. O triunfo assegura a permanência das gaúchas se Vitória e América-MG não ganharem. Mas o empate já pode ser suficiente caso baianas e mineiras percam no fim de semana.

Mixto e Atlético-MG são os únicos ameaçados que podem garantir a manutenção na Série A1 ainda nesta rodada, sem depender de outros resultados. Às Tigresas, basta vencerem o Cruzeiro. Já as Vingadoras seguem na elite se não perderem do Grêmio.

De olho na melhor campanha

Para o trio que está garantido nas quartas, as rodadas finais valem a liderança da primeira fase e a vantagem do mando de campo no jogo de volta do mata-mata. O Corinthians, com 37 pontos, depende apenas de si. São dois pontos a mais que o São Paulo e cinco à frente do Palmeiras.

Se a primeira fase chegasse ao fim no atual cenário, os confrontos seriam os seguintes, com o time da esquerda fazendo a partida de volta em casa:

Corinthians (1º) x Cruzeiro (8º)

São Paulo (2º) x Internacional (7º)

Palmeiras (3º) x Grêmio (6º)

Bahia (4º) x Ferroviária (5ª)

Fonte: Agência Brasil