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Audiência pública vai discutir modernização do diagnóstico por imagem na rede de saúde do DF

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O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para modernizar o diagnóstico por imagem na rede de saúde de Brasília. Nesta segunda-feira (3), uma audiência pública vai discutir a implantação de uma Parceria Público-Privada (PPP) que terá como objetivo levar mais investimentos em tecnologia, inovação e gestão ao sistema de saúde pública do DF. A ideia é que a iniciativa permita que o setor privado seja responsável pela operação e manutenção dos serviços.

O encontro é organizado pela Secretaria de Projetos Especiais (Sepe-DF) e pela Secretaria de Saúde (SES-DF), e ocorrerá de forma virtual. A reunião terá início às 15h e poderá ser acompanhada pelo canal da Sepe no YouTube.

Durante a audiência, serão apresentados estudos técnicos que evidenciam melhorias na infraestrutura e na qualidade dos serviços de diagnóstico por imagem por meio de uma PPP. A expectativa é que a parceria reduza as filas da rede pública de saúde do DF, amplie o acesso da população aos serviços do sistema e garanta maior qualidade nos exames realizados.

“A modernização dos equipamentos, a ampliação da cobertura e a adoção de um modelo centralizado de laudos reduzirão o tempo de espera e aumentarão a eficiência operacional”

Marcos Teixeira, secretário de Projetos Especiais do DF

Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, a modernização dos serviços de diagnóstico por imagem vai impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Com isso, a saúde da população também será impactada positivamente. O objetivo é garantir que mais pessoas tenham acesso rápido e de qualidade aos serviços de saúde”, enfatiza.

O secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, reforça que a adoção de novas tecnologias e a ampliação da cobertura são estratégias essenciais para melhorar a eficiência do sistema.

“A modernização dos equipamentos, a ampliação da cobertura e a adoção de um modelo centralizado de laudos reduzirão o tempo de espera e aumentarão a eficiência operacional, garantindo maior acessibilidade e precisão nos diagnósticos para a população”, explica o secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira.

Segundo o subsecretário de Estruturação, Prospecção e Gestão de Projetos, Danilo Moura, com o crescimento da população da capital e do Entorno, a procura pelos serviços de saúde do DF é cada vez maior, o que exige aportes constantes na área. “Os investimentos propostos são essenciais para modernizar e ampliar a rede de apoio de diagnóstico por imagem da Secretaria de Saúde”, afirma.

O projeto da PPP prevê que, além da compra e modernização de equipamentos, centros de diagnósticos da rede de saúde poderão ser construídos, reformados ou expandidos.

Os serviços de diagnóstico por imagem incluem: radiologia convencional fixa, mamografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia e emissão de laudos.

Fonte: Agência Brasília

Biblioteca Nacional de Brasília lança mostra para celebrar o Dia do Quadrinho brasileiro

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Fãs de quadrinhos já têm um lugar certo para visitar no Distrito Federal nos próximos dias: a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). Desde quinta-feira (30/1), o espaço, na Esplanada dos Ministérios, recebe uma exposição que destaca a história e a importância das HQs brasileiras.

A abertura ocorreu em uma data comemorativa: 30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional, uma referência à data em que foi publicada a primeira história em quadrinhos genuinamente brasileira, As Aventuras de Nhô-Quim, de Angelo Agostini, em 1869. Quem for ao local vai encontrar originais e reproduções dos primeiros e dos mais importantes quadrinhos brasileiros, além de obras produzidas em Brasília ou com referências à capital federal, como a cópia de um exemplar de 1962 que mostra a Liga da Justiça visitando a então recém-inaugurada cidade.

“O visitante consegue ver esse início das HQs no Brasil. Muita gente deve imaginar que isso se deu nos anos 1960, 1970, sob influência dos super-heróis americanos, mas não, é uma coisa mais antiga, da época do Império ainda. E passando aqui você vai ter esse apanhado histórico, um pouco do mercado brasileiro, até chegar ao final, onde estão algumas curiosidades sobre os quadrinhos em Brasília”, apontou Daniel Portela, um dos curadores da mostra.

As peças que compõem a exposição integram a coleção da Biblioteca Nacional de Brasília, e parte delas pode até ser levada para casa pelos usuários. “A gente tem um acervo muito rico, e aqui está uma amostra dele. E a gente expõe tudo isso para o pessoal; os mais históricos para fazer a pesquisa no nosso acervo raro e os que estão em circulação a gente empresta por 30 dias”, contou a diretora da BNB, Marmenha Rosário.

O público gostou de saber mais sobre os quadrinhos nacionais. “Achei fantástico. Tem a Liga da Justiça aqui, em uma história com Brasília, e agora que eu fiquei sabendo”, exaltou o garçom Daniel da Silva. “Minha infância foi basicamente de desenhos animados e quadrinhos, então adorei a exposição; isso aqui mostra o que vem sendo feito desde os anos 1960. É muito importante”.

A mostra fica no local até o dia 28 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 14h. A entrada é gratuita.

02/02/2025 - Biblioteca Nacional de Brasília lança mostra para celebrar o Dia do Quadrinho brasileiro

Fonte: Agência Brasília

20ª edição do TeNpo abre inscrições nesta segunda

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As inscrições para a seleção de espetáculos e oficinas da 20ª Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo) terão início nesta segunda-feira (03/02) e vão até 27 de fevereiro. A mostra é promovida pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Goiás Social e com correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG), via Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE).

Os interessados podem se inscrever por meio da Plataforma Plateia Editais, acessando o link web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/chamada-publica-n-012025.

20ª edição do TeNpo

O festival será realizado de 22 a 26 de abril de 2025, em Porangatu. Serão selecionadas seis apresentações de espetáculos cênicos de artistas ou grupos goianos, com um cachê de R$ 25 mil para cada. Entre as vagas, três são destinadas a grupos do Estado de Goiás, duas apresentações do município de Porangatu e uma exclusivamente para artistas ou grupos do interior do Estado.

Artistas e grupos que já participaram da Mostra TeNpo podem se candidatar novamente, desde que o espetáculo proposto seja diferente dos selecionados nas edições de 2022, 2023 e 2024, garantindo a inovação na programação do evento.

O certame também irá selecionar três oficinas de artes cênicas para integrar a programação do festival, que será ministrada de forma presencial. As modalidades incluem:

  • Jogos Teatrais (destinada a atores/atrizes e professores/as);
  • Corpo e Objeto no Espaço Cênico (voltada para atores/atrizes e dançarinos/as);
  • Iniciação à Coreografia (para artistas e dançarinos/as).

TeNpo

Criado em 2001, o TeNpo se firmou como um importante espaço para as produções regionais e nacionais, trazendo ao Centro-Oeste um panorama enriquecedor das artes cênicas. O evento promove troca de experiências, e busca valorizar e incentivar a criação teatral, destacando a participação do município, que desempenha um papel fundamental na realização do evento. A mostra conta também com a parceria do Sesc Goiás e apoio da Prefeitura de Porangatu.

Fonte: Portal Goiás

Processo de desindustrialização está sendo revertido, diz Cappelli

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Após quase uma ano presidindo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o jornalista e especialista em administração pública Ricardo Cappelli afirma, em entrevista à Agência Brasil, que o processo de desindustrialização que o país enfrenta desde os anos 1980 está sendo revertido.

O setor industrial brasileiro, que em 1985 foi responsável por 48% do Produto Interno Bruno (PIB), viu sua participação cair para 21,1%, em 2017. Em 2022, o setor respondia por 26,3% e, em 2023, 25,5%. No acumulado de 2024, até o terceiro trimestre, o PIB gerado pela indústria teve crescimento de 3,5% em comparação ao ano anterior.

“A partir do lançamento do programa Nova Indústria Brasil, pelo presidente Lula e pelo nosso vice-presidente, ministro Geraldo Alckmin, a gente começou a ter, e a gente tem inúmeros números que comprovam isso, uma reversão nesse processo [de desindustrialização], com o anúncio, inclusive, de investimentos históricos liderados pela indústria brasileira”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O programa citado por Cappelli, o Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em janeiro de 2024, foi elaborado pelo governo federal em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). A iniciativa prevê ações até 2033 e investimentos de aproximadamente R$ 300 bilhões destinados, até 2026, a financiamentos para o setor.

Além de utilizar linhas de crédito, estabelece ações regulatórias e de propriedade intelectual, uma política de obras e compras públicas, com incentivos ao conteúdo local Também cria um arcabouço de novas estratégias para a transformação ecológica, como a regulamentação do mercado de carbono.

“É um conjunto de políticas lançadas sob o guarda-chuva do Nova Indústria Brasil, que estão revertendo um cenário da indústria brasileira e alavancando novos investimentos. Tem muita coisa para ser feita ainda? Claro que tem, não está tudo resolvido”, afirma Cappelli, que assumiu o comando da ABDI em 22 de fevereiro de 2024.

“Talvez o nosso maior desafio seja reduzir o custo de capital no Brasil, reduzir a taxa de juros. É muito difícil conseguir manter investimentos na indústria brasileira com uma taxa de juros de dois dígitos”, destaca o presidente da agência.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com o presidente da ABDI.

Agência Brasil: A gente já teve um período industrial muito mais robusto, inclusive à frente de países como a China, com um parque industrial maior, mas isso já está no passado. Após esse primeiro ano em que o senhor está à frente da ABDI já é possível ter um diagnóstico de onde o país tem errado para a indústria brasileira ter ficado para trás, quais são os principais freios nesse processo de desenvolvimento do setor produtivo brasileiro?

Ricardo Cappelli: Primeiro que esse diagnóstico que você apresenta, ele não é de todo correto. É verdade que a indústria perdeu espaço no Brasil desde a década de 1980 para cá, mas é verdade também que a partir do lançamento do programa Nova Indústria Brasil, pelo presidente Lula e pelo nosso vice-presidente ministro Geraldo Alckmin, a gente começou a ter – e a gente tem inúmeros números que comprovam isso –, uma reversão nesse processo, com o anúncio, inclusive, de investimentos históricos liderados pela indústria brasileira. E dou alguns exemplos.
A indústria automotiva viveu, no ano de 2024, o melhor ano de vendas dos últimos dez anos, com um crescimento de 15% no ano, que foi o maior crescimento da indústria automotiva no planeta. Estão anunciados, pela indústria automotiva, R$ 180 bilhões em novos investimentos até 2028. Então, isso significa o maior ciclo de investimentos da indústria automotiva da história do Brasil.
Mas não fica só na indústria automotiva. A ABI, Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, anunciou, no ano passado, que fará investimentos da ordem de R$ 130 bilhões até 2026. O Brasil, que era considerado o celeiro do mundo, passou a ser considerado o supermercado do mundo. O Brasil é o maior produtor e o maior exportador de alimentos processados, industrializados, do planeta hoje.
Podemos citar a indústria siderúrgica que anunciou novos investimentos da ordem de R$ 120 bilhões. Podemos citar a indústria da celulose, que anunciou mais de R$ 100 bilhões em investimentos.
Enfim, somados os investimentos já anunciados pela indústria, nós ultrapassamos a casa de meio trilhão de reais em novos investimentos na indústria brasileira.
Isso é fruto de uma política lançada pelo presidente Lula, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, a Nova Indústria Brasil, que voltou a disponibilizar para a indústria brasileira uma série de políticas estruturantes como, por exemplo, crédito.
Só o Plano Mais Produção, que envolve uma série de bancos públicos brasileiros, como o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa, a FINEP, a Embrapii, o BASA, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste, disponibiliza crédito para a indústria da ordem de mais de R$ 504 bilhões.
Nós temos, não só para o grande, mas também para o pequeno, para o médio empresário, o programa Brasil Mais Produtivo, que tem como meta atender, até 2026, 200 mil pequenas, médias empresas e também médias indústrias, sendo 93 mil atendimentos presenciais, com foco em aumento da produtividade e na transformação digital para ampliar a competitividade das pequenas e médias empresas e indústrias brasileiras.
A gente teve o [mecanismo, lançado pelo governo federal] Depreciação Acelerada, mais R$ 3,9 bilhões disponibilizados para que a indústria possa fazer a modernização de máquinas e equipamentos e abater esse recurso do imposto de renda devido.
Então é um conjunto de políticas lançadas sob o guarda-chuva da Nova Indústria Brasil, que está revertendo um cenário da indústria brasileira e alavancando novos investimentos.
Tem muita coisa para ser feita ainda? Claro que tem, não está tudo resolvido. Talvez o nosso maior desafio seja reduzir o custo de capital no Brasil, reduzir a taxa de juros. É muito difícil conseguir manter investimentos na indústria brasileira com uma taxa de juros de dois dígitos. É a segunda maior taxa de juros do planeta e não há, no ambiente macroeconômico brasileiro, nenhuma justificativa para que o Brasil tenha essa taxa de juros.
A taxa de juros incide diretamente sobre o desenvolvimento da indústria, porque a indústria é intensiva de capital. Ela precisa de investimentos robustos no que diz respeito a máquinas, equipamentos, à infraestrutura, e o custo do capital nesse patamar torna proibitivo financiamentos que viabilizem esses investimentos.
Então, reduzir a taxa de juros talvez seja o maior desafio para que a gente mantenha um ciclo sustentável de desenvolvimento da indústria brasileira.
 


Brasília (DF) 31/01/2025 - Fachada do prédio da sede da ABDI
Foto: Lula Lopes/ABDI
Brasília (DF) 31/01/2025 - Fachada do prédio da sede da ABDI
Foto: Lula Lopes/ABDI

Agência Brasil: Nessa área, da política monetária, o que poderia ser feito agora em um curto ou médio prazo?

Ricardo Cappelli: Primeiro eu tenho muita expectativa de que o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, consiga trazer a taxa de juros a níveis civilizatórios. Porque, com uma taxa de juros a 12,25%* ao ano, isso é um estímulo para que o capital migre da produção para a especulação, para o mercado financeiro, para o rentismo, que é dinheiro gerando dinheiro sem gerar um posto de trabalho.
O Brasil tem, veja, mais de US$ 360 bilhões de reservas. A nossa inflação ultrapassou um pouco o teto da meta, mas ela está muito longe de estar descontrolada. O ministro Fernando Haddad vem fazendo um grande trabalho garantindo o cumprimento das metas fiscais. O Brasil aprovou, depois de mais de 30 anos, uma reforma tributária histórica.
Então não há nenhum indicador, nenhuma justificativa para a gente ter a segunda maior taxa de juros do planeta. E eu tenho muita confiança de que o novo presidente do Banco Central vai reduzir a taxa de juros e trazer ela para níveis civilizatórios. O que está acontecendo hoje é absolutamente fora de padrão com a taxa de juros no Brasil.

Agência Brasil: A ABDI tem feito algumas ações em parceria com as agências reguladoras, a Agência Nacional de Mineração, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Tem muita empresa esperando licença para colocar investimentos em ação. Como está esse processo de modernização dessas agências para elas ficarem mais ágeis?

Ricardo Cappelli: Isso é estratégico para o setor produtivo brasileiro. A gente precisa reduzir o custo Brasil. E uma das coisas que eleva o custo Brasil é o gargalo regulatório existente no país. Não é razoável que uma empresa que queira fazer investimento e com isso movimentar a economia, gerando milhares de empregos, fique meses, anos, aguardando a análise de seu processo por um órgão regulador. Isso não é aceitável.
Os órgãos reguladores têm um papel muito importante, mas eles precisam dizer sim, não, ou orientar algum ajuste, no devido prazo. Tem que ser sim ou não, no prazo. O que arrebenta a economia brasileira é o talvez eterno. Processo que não é analisado e, com isso, eleva o custo das empresas e gera – o que é muito pior – incerteza no que diz respeito a novos investimentos.
O que a gente, na ABDI, vendo esse cenário, idealizou e está executando nesse momento, é o programa Destrava Brasil. A gente assinou acordos de cooperação técnica com o Ibama, com a Anvisa e com a Agência Nacional de Mineração.
As equipes, após essa assinatura, estão trabalhando e o mais avançado, nesse momento, é o trabalho com a Agência Nacional de Mineração. Essa agência possui mais de 200 mil processos na fila aguardando análise e uma carência imensa no que diz respeito a pessoal e recursos para realizar essa análise.
A gente conseguiu identificar os principais problemas e, a partir disso, nós contratamos uma empresa que está fazendo, nesse momento, a integração dos sistemas e a implantação de inteligência artificial na análise dos processos, acelerando de forma aguda o tempo de análise.
A nossa expectativa é de, até outubro desse ano, conseguir zerar cerca de 40 mil processos que podem destravar investimentos no Brasil. Em paralelo, nós fechamos uma parceria com a Fundação Dom Cabral que, junto conosco, fará um trabalho de modernização da gestão da Agência Nacional de Mineração, fazendo a revisão dos fluxos, dos processos, da modelagem e também uma análise do arcabouço regulatório da agência, porque normas vão sendo feitas ao longo dos anos e aí pode ter sobreposição, pode ter normas que já podem ter perdido sentido. É um grande choque de gestão para reduzir o tempo de análise e destravar investimentos acelerando o plano de negócio dessas empresas.

Agência Brasil: Há algumas experiências, no exterior, de aproximação da academia com o setor produtivo, inclusive com o uso de empresas estatais como laboratório. Esse é um processo que aqui no Brasil parece ter muita dificuldade de ocorrer. A gente tem como fazer isso avançar no país, há algum projeto nesse sentido?

Ricardo Cappelli: Esse talvez seja o maior desafio para o desenvolvimento da indústria no Brasil. Há experiências exitosas pelo mundo, e aí a gente pode citar a experiência da Alemanha, você tem a indústria e a universidade andando de braços dados, o que gera, proporciona, a construção de um ecossistema de inovação muito potente. Aquilo que parte da universidade, que é criado pela universidade, encontra imediatamente eco e apoio no setor produtivo, de forma que isso gera desenvolvimento para o país.
Esse é um processo ainda no Brasil. A gente vem avançando ao longo dos anos, mas eu queria aproveitar a pergunta para citar o que, para mim, hoje, é a experiência mais exitosa no que diz respeito ao casamento, universidade, educação, inovação e indústria, que é a experiência do Senai Cimatec.
O Senai da Bahia criou o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia [Cimatec], que tem, desde a qualificação profissional, desde a formação, e hoje virou uma universidade, portanto, é uma universidade que está vinculada diretamente à indústria e ao setor produtivo.
Acho que essa experiência que a Bahia está vivenciando nesse momento é uma experiência extraordinária. Eles têm um Cimatec Park, que é um parque industrial, onde estão se instalando inúmeras empresas, empresas do porte da Petrobras, da Shell, até empresas menores, isso tudo num parque industrial que está diretamente ligado a uma universidade e uma universidade que tem cursos e conteúdos vinculados diretamente às necessidades da indústria.
Eu creio que é essa experiência do Senai Cimatec da Bahia que a gente tem que espalhar pelo Brasil.

*A entrevista foi feita antes da quarta-feira (29), quando o Copom elevou a Selic para 13,25%.

Fonte: Agência Brasil

Ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso morre aos 86 anos

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O ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso, de 86 anos, morreu na madrugada deste domingo (2) em Belo Horizonte. Cardoso estava internado em um hospital da capital. A causa da morte não foi informada.

O falecimento do político foi comunicado por seu filho, o deputado federal Newton Cardoso Jr. (MDB-MG), em publicação nas redes sociais.

“Com profunda tristeza e uma imensa dor no coração, comunicado o falecimento do meu querido pai, Newton Cardoso, que nos deixou nesta madrugada do dia 2 de fevereiro, aos 86 anos”, escreveu o deputado.

Nascido em Brumado, na Bahia, “Newtão”, como era conhecido, governou o estado entre 1987 e 1991. Ele também foi prefeito de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por três mandatos, além de deputado federal.

O ex-governador foi um dos fundadores do MDB, em 1966, partido ao qual foi filiado durante toda a carreira política.

Fonte: Agência Brasil

Blocos oficiais dão a largada para o carnaval de rua do Rio de Janeiro

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O carnaval já começou nas ruas do Rio de Janeiro. Depois da abertura não oficial no mês passado, neste sábado (1º) começa a folia oficial dos desfiles autorizados pela Prefeitura que contam com o apoio dos serviços públicos.

Na abertura teve apresentação do primeiro mega bloco da temporada, o Carrossel de Emoções, que embalou a multidão ao som de clássicos do funk carioca dos anos 90. O desfile começou às 9h na Avenida Primeiro de Março, no Centro da Cidade, onde a Prefeitura vai concentrar todos os mega blocos, como são chamados aqueles que reúnem mais de 100 mil pessoas.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/02/2025 – O Bloco Carrossel de emoções abre os desfiles de carnaval dos megablocos no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 01/02/2025 – O Bloco Carrossel de emoções abre os desfiles de carnaval dos megablocos no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Mas quem não gosta de multidão, também pode se divertir neste sábado. Ainda no Centro, desfila o Fina Batucada, que tem bateria majoritariamente composta por mulheres. Já em Laranjeiras, na Zona Sul, o dia é um dos blocos mais queridos das famílias cariocas: o Gigantes da Lira, que faz a sua Sorvetada, com os tradicionais bonecos gigantes multicoloridos que encantam a criançada.

E por falar em tradição, a Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária faz o seu cortejo pela região também conhecida como Pequena África, onde nasceu o samba, a partir das 16h. No mesmo horário, começa a Folia Largo do Sapê, em Bento Ribeiro, na Zona Norte, e um pouco mais tarde, às 17h, o bloco Tá Chegando a Hora faz o seu cortejo em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste

Domingo

Outro mega bloco abre a programação deste domingo (2), o Chá da Alice, inspirado no universo fantástico de Alice no País das Maravilhas. Quem vai puxar os foliões, a partir das 8h, também na Rua Primeiro de Março, é a banda Babado Novo, com participações especiais de É o Tchan e Sambay, a primeira roda de samba voltada para o público LGBTQIA+.

Ainda no domingo, o Bloco Okê agita as ruas do Flamengo, na Zona Sul, a partir das 14h e o Bloco Carnavalesco Xodó da Piedade, faz seu cortejo a partir das 16h, no bairro da Zona Norte.

Programação

Ao todo, o carnaval de rua do Rio de Janeiro terá 482 desfiles oficiais, ao longo de 37 dias de duração. A maior parte dos blocos sai no Centro da cidade, onde serão realizados 128 cortejos, mas há programação em todas as regiões. A festa que começa neste sábado, termina só no dia 9 de março, o primeiro domingo depois do feriado de carnaval.

Este ano, estão previstos nove desfiles de mega blocos. Além dos dois que se apresentam neste fim de semana, também estão programados o estreante SeráQAbre, no próximo domingo (9); o Bloco da Gold, importado de Salvador, com o cantor Leo Santana, no dia 15 de fevereiro; Bloco da Favorita. Ainda em fevereiro, no dia 22, o tradicional Cordão da Bola Preta, como sempre no sábado de carnaval, 1º de março; Fervo da Lud, na terça-feira, 4 de março; Bloco da Anitta, em pleno Dia das Mulheres, 8 de março; e o encerramento, como de costume, será feito pelo Monobloco, no domingo, dia 9 de março.

A lista com todas as atrações do Carnaval de Rua está disponível no aplicativo para celular Blocos do Rio 2025, ou no site oficial que reúne também outras informações sobre a folia.

 

Fonte: Agência Brasil

Escavações do Drenar DF chegam aos últimos 24 metros de solo rígido

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As obras do maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF) se encaminham para a conclusão. Nesta semana, os trabalhos avançaram e, agora, os operários se dedicam à escavação dos últimos 24 metros de solo rígido, encontrado no andamento do projeto. Trata-se do último trecho a ser escavado, considerado um dos mais complexos de toda a obra.

Com um investimento de R$ 180 milhões, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes que percorrem as imediações da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), passando pelas quadras da Asa Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando as W3 e W5 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chegando à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte.

Foi no segundo lote que se descobriu, durante a etapa de escavação de um túnel de mais de três quilômetros, um solo mais rígido do que o previsto nos estudos iniciais feitos pelas equipes técnicas. Para lidar com o desafio, foi preciso trocar o processo de escavação, que era manual. Os operários passaram a usar escavadeiras e furadeiras hidráulicas – equipamentos especializados, munidos de brocas, capazes de perfurar e romper solos resistentes.

“Com isso, foi preciso reforçar os sistemas de ventilação e exaustão nos túneis para remover gases, vapores e poluentes. Os equipamentos de segurança dos operários também foram reforçados”, diz o diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço Filho. “Estamos avançando e, em breve, todas as frentes estarão concluídas.”

Concluída a escavação desse trecho, serão executados os serviços de montagem das chapas do método tunnel liner, injeção de solo-cimento, execução do concreto projetado e a conclusão dos dois poços de visita que estão na área.

Tipos de solo

Diante do desafio de realizar uma obra subterrânea como a do Drenar DF, era de se esperar a identificação de diferentes tipos de solo durante a fase de escavação dos túneis. Desde o início do projeto, a Terracap realizou estudos para se preparar para o tipo de material que seria encontrado.

Além do solo considerado muito rígido, foram identificados outros dois tipos de solo. O mais comum deles, o solo mole, esteve presente em quase todo o trecho de 7,7 quilômetros que recebe o sistema de drenagem do projeto. Outra categoria também prevista nos estudos era a de um solo pouco rígido. Nos dois casos, os técnicos chegaram à conclusão de que a escavação poderia ser manual, com uso de pá, picareta e martelete elétrico.

Fonte: Agência Brasília

Alcolumbre: “Melhor caminho para o Brasil é a pacificação”

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Ao comentar sua eleição para a presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) comemorou os 73 votos conquistados de um total de 81. “Uma das vitórias mais expressivas que o Senado já viu nos últimos anos e por que não dizer nas última décadas”.

“Todos os partidos políticos no Senado estão hoje na Mesa Diretora. Isso não é exercer a democracia, o debate, o entendimento?”, disse. “O melhor caminho para o Brasil e para a defesa dos interesses do povo brasileiro é a pacificação, a conciliação, a união nacional em favor das causas que verdadeiramente precisam ser vistas pelo Parlamento.”

Em conversa com jornalistas, Alcolumbre afirmou que a política é o único caminho para mudar a vida das pessoas. “Se tem uma coisa que continuarei defendendo, de maneira responsável, transparente e equilibrada, é a condição de um parlamentar poder viabilizar recursos para levar para os seus municípios”.

“Se não for um deputado demandado por um prefeito ou um senador demandado por um governador sobre o pedido de uma estrada, de uma ponte, de uma escola, de uma rodovia ou de uma creche, se não for essa pessoa, a partir das emendas parlamentares, destinar [verba] para esses estados e municípios, teríamos um abismo ainda maior de desigualdade.”

Independência

Na coletiva, o novo presidente do Senado disse que vai trabalhar “lado a lado, apoiando a agenda do governo, apoiando a agenda do Brasil e pedindo a independência e a autoridade de senadores que pensam diferente, que são de partidos diferentes”. “Esse é meu espírito e minha disposição”.

“Esse é meu desejo e vou lutar incansavelmente, todos os dias, para buscar a pacificação do Poder legislativo. Está demonstrado na votação: a pacificação do Poder Legislativo com os outros poderes, a harmonia e a independência assegurada na nossa Constituição.”

“Quero ser uma ponte. Infelizmente, e percebo isso, as pessoas estão destruindo as pontes. A gente está ficando sem uma ponte de diálogo para sentar numa mesa com civilidade e ouvir a opinião contrária sem ter que agredir, sem ter que ofender, sem ter que atacar”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: Iemanjá, povos indígenas e Bob Marley são destaques

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A semana entre os dias 2 e 8 de fevereiro já começa com uma data de comemoração para católicos e pessoas de religiões de matriz africana. Hoje, é celebrado o Dia de Iemanjá. A data que homenageia a “Rainha do Mar” é marcada por oferendas de flores, perfumes e outros presentes lançados ao mar em cerimônias que unem fé e cultura em alguns estados. A efeméride já foi tratada em matérias da Agência Brasil e no História Hoje, da Radioagência Nacional:

A mesma data, para o catolicismo, é o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes. Em algumas cidades, como em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (que tem a santa como padroeira do município), o dia é considerado feriado.

Saindo do sul e indo para o norte do Brasil, temos no dia 4 de fevereiro o aniversário da cidade de Macapá. A capital do Amapá, conhecida como a “capital do meio do mundo”, completa 267 anos. Em 2018, o Repórter Nacional Amazônia fez uma homenagem especial:

Datas de conscientização

Também no dia 4 de fevereiro, temos o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data visa aumentar a conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento dessa doença que é uma das principais causas de mortalidade no mundo e já foi tema da Agência Brasil e do Ciência é Tudo:

Ainda relacionado ao câncer, o Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, ressalta a relevância do exame, essencial no diagnóstico precoce do câncer de mama (o que mais mata mulheres no Brasil). A data foi lembrada pela Agência Brasil em 2023 e pelo Tarde Nacional Amazônia em 2024.

No dia 6 de fevereiro, temos o chamado Dia Internacional da Internet Segura. Em tempos de exposição cada vez mais precoce das pessoas à web, a efeméride visa chamar atenção para o uso responsável, ético e seguro da internet. Entre os temas promovidos estão a proteção de dados, privacidade, segurança online e prevenção do cyberbullying. O Repórter Brasil tratou da data em 2021:

O dia seguinte, 7 de fevereiro, é o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. Criado pela Lei Nº 11.696/2008, a data destaca a importância da luta pelos direitos das comunidades indígenas no Brasil. O Caminhos da Reportagem (em 2013) e a Agência Brasil (em 2023) já falaram sobre questão. 

Bob Marley e o satélite

No dia 6 de fevereiro, o nascimento de um dos nomes mais icônicos da música mundial completa 80 anos. Foi nesta data que nasceu Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley. Uma das principais vozes contra a desigualdade e opressão no mundo, ele fez com que o reggae e a filosofia rastafári fossem conhecidos em todo o mundo. Em 2021, o História Hoje falou da biografia dele. Já a TV Brasil falou da influência de Bob Marley em regiões do Brasil como o estado do Maranhão.

Para fechar a semana, temos os 40 anos do lançamento do Brasilsat A1, o primeiro satélite brasileiro da história. Foi em 8 de fevereiro de 1985 que a Embratel lançou o satélite, que revolucionou as telecomunicações do país, no espaço. O satélite foi essencial para a integração nacional, conectando regiões remotas a serviços de telefonia e radiodifusão e permaneceu em uso até 1995. 

Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de 2 a 8 de fevereiro de 2025

Fevereiro de 2025

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Inauguração do Museu do Tribunal de Justiça da cidade de São Paulo (30 anos)

Morte do matemático, filósofo e lógico britânico Bertrand Arthur William Russell (55 anos)

Dia de Iemanjá – também conhecida pelo sincretismo afro-brasileiro com Nossa Senhora dos Navegantes

Dia Mundial das Zonas Úmidas – as zonas úmidas são consideradas um dos ecossistemas mais produtivos do mundo e os mais ameaçados, conforme alerta da ONU

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Morte do compositor e violonista pernambucano Joaquim Francisco dos Santos, o Quincas Laranjeira (90 anos)

Dia da Navegação do Rio São Francisco

4

Morte do crítico de teatro e professor paulista Décio de Almeida Prado (25 anos)

Morte do produtor musical, cantor, compositor, dublador, músico e locutor fluminense Aloysio de Oliveira (30 anos) – figura-chave na internacionalização da música popular brasileira, Oliveira participou de toda a carreira de Carmen Miranda no exterior, com o Bando da Lua, conjunto musical que fundou em 1929, em um total de 12 pessoas

Início da Conferência de Yalta (80 anos) – também chamada de “Conferência de Ialta”, ou “Conferência da Crimeia”, é composta por um conjunto de reuniões ocorridas entre 4 e 11 de fevereiro de 1945 no Palácio de Livadia, na estação balneária de Yalta, nas margens do Mar Negro, na Crimeia. Foi a segunda das três conferências em tempo de guerra entre os líderes das principais nações aliadas, e as potências capitalistas comemoraram a vitória na reunião

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Aniversário de Macapá (AP) (267 anos)

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Dia Nacional da Mamografia

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Nascimento do cantor, guitarrista e compositor jamaicano Robert Nesta Marley, o Bob Marley (80 anos)

Nascimento da cantora e compositora estadunidense Natalie Cole (75 anos)

Dia Internacional da Internet Segura

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Morte do compositor e maestro potiguar Antônio Pedro Dantas, o Tonheca Dantas (85 anos)

Nascimento do radialista fluminense Renato Murce (125 anos) – produziu famosos programas da Rádio Nacional, como “Papel Carbono”, “Piadas do Manduca” e “Alma do Sertão”

Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas – instituído pela Lei Nº 11.696 de 12 de junho de 2008

Dia Nacional do Trabalhador Gráfico – data criada em 1923, em razão de uma greve praticada por profissionais gráficos, que reivindicavam melhores condições de trabalho e salários mais justos

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Morte do poeta fluminense, da segunda geração do Modernismo, Augusto Frederico Schmidt (60 anos)

A Embratel lançou o Brasilsat A1, o primeiro satélite brasileiro a dar ao Brasil independência nos serviços de telecomunicações via satélite (40 anos)

Fundação do primeiro cartão de crédito, o “Diners Club International”, por Frank McNamara e Ralph Schneider (75 anos)


Fonte: Agência Brasil

Banco Central: setor público registra déficit de 0,4% do PIB em 2024

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O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou, em 2024, um déficit primário de R$ 47,6 bilhões, o que representa 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), informou hoje o Banco Central (BC). O resultado representa uma melhora expressiva em relação a 2023, quando o déficit registrado foi de R$ 249,1 bilhões, o equivalente a 2,28% do PIB.

Em dezembro passado, o setor público registrou um superávit primário de R$ 15,7 bilhões no setor público consolidado, ante déficit de R$ 129,6 bilhões em dezembro de 2023. A melhora se deve, principalmente, ao fato de que, em 2023, houve o pagamento de precatórios na ordem de R$ 92,4 bilhões.

“Em dezembro, o Governo Central e as empresas estatais foram superavitários, na ordem, em R$ 26,7 bilhões e R$1 bilhão, enquanto os governos regionais registraram déficit de R$ 12 bilhões”, disse o BC.

O órgão informou ainda que, em 2024, os juros nominais do setor público consolidado, apropriados pelo critério de competência, alcançaram R$ 950,4 bilhões (8,05% do PIB), ante R$ 718,3 bilhões (6,56% do PIB) em 2023.

Já em dezembro passado, os juros nominais atingiram R$ 96,1 bilhões, ante R$ 63,9 bilhões em dezembro de 2023. A autoridade monetária disse que o resultado das operações de swap cambial, que registraram ganho de R$ 6,6 bilhões em dezembro de 2023 e perda de R$ 19,9 bilhões em dezembro de 2024, contribuiu para o resultado.

Ainda de acordo como BC, o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 998 bilhões, o que representa 8,45% do PIB de 2024, ante R$ 967,4 bilhões (8,84% do PIB) em 2023. Em dezembro, o déficit nominal atingiu R$ 80,4 bilhões, comparativamente a R$ 193,4 bilhões em dezembro do ano anterior.

Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) ficou em R$ 7,2 trilhões em 2024, o equivalente a 61,1% do PIB. A elevação anual de 0,7 p.p. do PIB se deve aos juros nominais apropriados, que registraram alta de 8,0 p.p.; o déficit primário, que ficou 0,4 p.p., o reconhecimento de dívidas, o efeito da desvalorização cambial de 27,9% no ano.

Também influenciaram os ajustes da dívida externa líquida (-0,3 p.p.), o efeito das privatizações (-0,3 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (-4,4 p.p.).

Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – o resultado atingiu 76,1% do PIB, ficando em R$ 9 trilhões em 2024.

 

Fonte: Agência Brasil