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Rio de Janeiro fez 4.600 operações policiais mesmo com ADPF

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Sob críticas do governo do estado do Rio de Janeiro, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida com ADPF das Favelas, terá seu julgamento retomado nesta quarta-feira (5) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi impetrada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2019, com o argumento de que ações policiais, em vez de prevenir mortes e conflitos armados, incentiva a letalidade promovida pelo Estado.

Com a covid-19, em 2020, o ministro do STF Edson Facchin decidiu suspender, em junho daquele ano, as operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia. As ações deveriam ser restritas a casos excepcionais e serem informadas previamente ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Facchin também determinou a instalação de câmeras nas fardas e equipamentos de GPS de policiais, além da gravação em áudio e vídeo nas viaturas, inclusive para as unidades de operações especiais da Polícia Militar (Bope) e da Polícia Civil (Core).

Em agosto de 2020, uma nova liminar do STF passou a restringir o uso de helicópteros apenas para casos de estrita necessidade, já que a Justiça considerou que as aeronaves estavam sendo usadas como plataformas de tiro.

A realização de ações próximas a creches, escolas e unidades de saúde deveria ser excepcional e justificada ao Ministério Público. Além disso, foi proibido o uso dessas instalações como base policial durante as operações.

Em abril de 2024, representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concluíram que a única forma de fiscalizar a atuação policial e preservar os direitos humanos seria garantir uma supervisão do MPRJ sobre os dados de investigações, ocorrências e operações policiais.

Governo

O governador fluminense, Cláudio Castro, criticou, nesta terça-feira (4), a ADPF 635, durante um discurso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), afirmando que a medida retira, do povo, o direito à segurança pública.

“Ninguém aqui foge à crítica ou de um processo de melhoria e evolução. Acho positivas as situações em que a ADPF venha melhorar a atividade policial e o reforço na transparência. Os casos complexos são esse critério de extraordinariedade, que vem de encontro à ostensividade, que é o trabalho da polícia. Quando você cria uma ideia de extraordinariedade, tiramos do povo, da comunidade, o direito de ter uma polícia ostensiva”, afirmou o governador, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Castro afirmou ainda que o Rio de Janeiro sofre efeitos colaterais negativos com a ADPF.

Na última terça-feira, a prefeitura do Rio de Janeiro entrou como amicus curiae (parte interessada) no processo de julgamento da ADPF. Segundo o prefeito Eduardo Paes, o município do Rio tem visto “um aumento da ocupação territorial pelo crime organizado”, “em qualquer lugar que se vá”.

“Essa APDF tem um problema grave. A impressão que se tem é que, de um lado, ela serviu de desculpa para aqueles que não querem trabalhar ou não tem competência para fazer valer a autoridade e o monopólio da força do Estado em determinadas áreas do território da cidade. De outro lado, também cria uma sensação de que o Rio de Janeiro virou, sei lá, um resort para delinquentes”, disse o prefeito, em vídeo divulgado em suas redes sociais.

Segundo Paes, a prefeitura entende que tem um papel importante a contribuir nessa discussão. “É importante que essas medidas que são exigidas fiquem claras, que o Supremo Tribunal Federal diga claramente: ‘não está impedida a polícia de agir. Só exigimos que aja dentro da legalidade’”, disse o prefeito.

O governador Cláudio Castro, por sua vez, afirmou que o Estado tem combatido o crime com inteligência e investigação e cobrou das prefeituras maior participação no ordenamento urbano e no trabalho de segurança pública, com guardas municipais mais equipadas.

Ações policiais

Apesar de o governador afirmar que a ADPF prejudica o trabalho de ostensividade da polícia, as liminares do STF não impediram que as forças policiais fluminenses realizassem mais de 4 mil operações policiais no período.

Segundo dados divulgados pelo MPRJ, de junho de 2020 a janeiro deste ano, as policiais Civil e Militar do Rio de Janeiro comunicaram a realização de cerca de 4.600 operações em comunidades do estado, ou seja, uma média de três operações por dia.

Apenas em 2024 e no primeiro mês deste ano, foram 1.354 operações, sendo 1.208 da PM e 146 da Civil. O acompanhamento dessas ações gerou a elaboração e distribuição de 315 Notícias de Fato (sendo 41 apenas este ano), que são procedimentos iniciais para apurar a ocorrência de ilegalidades, como violações de direitos e mortes. Esses casos foram encaminhados para as Promotorias de Justiça competentes para serem analisadas.

Outro dado informado pelo MPRJ foi o número de mortes registrados por seu Plantão de Monitoramento de Operações Policiais, que chegou a 236 neste período. Também foram registrados 177 casos de lesão corporal por projétil de arma de fogo.

Nesta terça-feira, o MPRJ criou um novo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), com o objetivo de aperfeiçoar o trabalho de controle externo da atividade policial.

“O MPRJ irá cumprir à risca todas as determinações da ADPF, de acordo com o julgamento do mérito por parte do STF e atuando dentro da ótica constitucional de exercer o controle externo da atividade policial. A instituição irá cobrar, das forças policiais, o cumprimento dos protocolos determinados pela ADPF, realizando um controle preventivo, concomitante e superveniente da atividade policial”, afirmou o procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira.

O pesquisador do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF) Daniel Hirata diz que é uma falácia afirmar que a ADPF tem o objetivo de impedir operações policiais.

“As operações policiais são necessárias no cenário do Rio de Janeiro, que é um território pontuado pelo controle territorial de vários grupos em conflito. A questão principal nunca foi impedir o trabalho das forças policiais, que é super importante, mas, sim, fazer com que essas ações garantam a segurança dos moradores de favelas e periferias do Rio de Janeiro”.

Dados compilados pelo Geni/UFF mostram que houve até um número maior de operações do que aquelas comunicadas ao MPRJ. Segundo o grupo de estudos, foram 5.833 operações de 2021 a 2024, uma queda de apenas 14% em relação ao período de 2016 a 2019.

Outro dado apresentado pelo Geni/UFF é o aumento no número de operações que ocorreu, ano após ano, desde 2021. Em 2024, por exemplo, segundo o grupo de estudos, foram 1.966 operações ante 852, em 2021.

“Nos últimos anos, houve um aumento do número de operações policiais. O que ocorre é que temos tido muito menos mortos durante operações policiais e isso é resultado da ADPF 635, porque nós temos aí uma série de parâmetros para garantir a segurança dessas ações”, disse Hirata.

Segundo a diretora-executiva do Instituto Fogo Cruzado, Cecília Olliveira, a ADPF 635 tem se mostrado um instrumento fundamental “na proteção de vidas e no planejamento de ações de segurança pública no Rio de Janeiro, com impactos concretos e mensuráveis”, afirma. “Somente nas primeiras semanas de vigência, a ADPF conseguiu poupar, em média, nove vidas por semana. Em seu primeiro ano de implementação, houve uma redução de 23% nos tiroteios e 26% no número de pessoas baleadas”.

A coordenadora de Direito e Segurança Pública da organização não governamental Redes da Maré, Tainá Alvarenga, diz que a ONG, que atua no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, tem acompanhado de perto o trabalho da polícia na comunidade.

“A importância da ADPF na preservação de vidas nas favelas está materializada. A gente tem uma diminuição, no estado do Rio de Janeiro, em apenas quatro anos, a letalidade diminuiu 51,9%, passando de 1.814 mortes em 2019 para 871 em 2023”, afirma.

Outra entidade que participará como amicus curiae no julgamento desta quarta-feira é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Por meio de nota, a instituição defendeu a ADPF.

“Reiteramos a necessidade de um esforço conjunto para a construção de uma segurança pública cidadã, onde as forças policiais sejam parte de um processo de garantia de direitos que assegure a segurança de toda a população. Embora o estado do Rio de Janeiro tenha um número exorbitante de territórios dominados por grupos criminosos armados, o uso da força de forma indiscriminada pelas forças do Estado não vem diminuindo, ao longo do tempo, esses domínios criminosos, o que por si só deveria ser um indício de que outras estratégias, pautadas em ações de inteligência, devem ser adotadas como caminho preferencial”, informa a nota da instituição.

Fonte: Agência Brasil

Gama, Guará e Sobradinho sem energia nesta quinta (6), para manutenção

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Endereços do Gama, Sobradinho e Guará  ficarão temporariamente sem energia, nesta quinta-feira (6), para a manutenção e modernização da rede elétrica. O desligamento visa garantir a segurança das equipes.

No Gama, das 9h às 15h, a interrupção será no Núcleo Rural Casa Grande, chácaras 6 e 9, e no Cemitério, Chácara 13, Lote 7; das 10h às 16h, em Sobradinho, na DF-205, km 5, km 6 e Quadra 3; e, das 11h às 15h, na Colônia Agrícola Águas Claras, chácaras 28, 31, 33, 34 e 42.

Caso os serviços terminem antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode acabar a energia em outra região do Distrito Federal. Nesse caso, a população deve registrar a ocorrência pelo telefone 116. ‌Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

Fonte: Agência Brasília

Festival Gourmet Goiânia promove alta gastronomia na capital

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Evento de alta gastronomia escolhe a capital de Goiás para expandir sua realização fora do eixo Sul do país (Fotos: Goiás Turismo)

De 7 de fevereiro a 2 de março, 23 restaurantes de alta gastronomia de Goiânia vão oferecer a experiência completa de refeição (entrada, prato principal e sobremesa) com preços entre R$ 69,9 e 109,9. O Festival Gourmet Goiânia chega à capital com parceria institucional da Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo).

O lançamento do evento foi realizado na manhã desta quarta-feira (05/02), na Casa do Turismo, sede da Goiás Turismo. O evento reuniu representantes dos 23 restaurantes participantes, os organizadores do evento (Bom Gourmet e Duo Gourmet) e gestores da agência estadual, parceira institucional do evento.

Festival Gourmet GoiâniaFestival Gourmet Goiânia
Goiânia recebe primeira edição do festival fora do eixo Sul do país (Foto: Goiás Turismo)

O Festival Bom Gourmet possui uma década de realização na região Sul do país, tendo iniciado em Curitiba e expandido ao longo dos anos para Morretes (PR), Florianópolis e Balneário Camboriú, em Santa Catarina; e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Essa é a primeira edição do festival fora do eixo Sul do país. Apenas no segundo semestre, ele chega à capital São Paulo.

“Ser a primeira capital do Brasil, fora do eixo Sul do país, a receber o festival mostra como a cena gastronômica goiana está em evidência no restante do Brasil. Nós da Goiás Turismo somos entusiastas das ações que fomentam e valorizam a gastronomia local. Portanto, não poderíamos deixar de oferecer nosso apoio institucional a um evento desse porte”, afirma o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral.

Festival Gourmet Goiânia

Foram escolhidas casas especializadas que oferecem pratos elaborados com ingredientes aprimorados (Foto: Goiás Turismo)

Os restaurantes participantes vão oferecer a experiência completa de refeição (entrada, prato principal e sobremesa) a preços pré-estabelecidos nas seguintes faixas: R$69.90; R$89,90 ou R$109,90.

Para participar desta primeira edição foram escolhidas casas especializadas em culinária brasileira, asiática, italiana, criativa, que oferecem em seu menu pratos elaborados com ingredientes aprimorados.

“Assim como outros eventos que produzimos, o Festival Gourmet Goiânia tem como propósito fomentar a economia local e valorizar o que a cidade tem a oferecer de melhor em termos de gastronomia — e vai fazer isso em um formato que é vantajoso para os apaixonados por gastronomia”, diz a head do Festival, Deise Campos.

Confira a seguir os restaurantes participantes

• Bálkan Rooftop
• Black Sushi Rooftop
• Botelli Internacional Cuisine
• Casa Baru
• Casa Cabral Empório e Restaurante
• Casa Cortela
• Cheesehouse
• Coco Bambu Flamboyant
• Coco Bambu Passeio das Águas
• Enttres Cocina de Mezcla
• Gra Rooftop
• Grano Cucina Italiana
• Itadaku Sushi Fusion
• Íz
• Kanpai Blue
• Lott Bistrô
• Lou Bistrô
• Madero Flamboyant
• Madero Goiânia Shopping
• Maria Café & Bistrô
• 1929 Trattoria Moderna
• Sax Coffee & More
• Vino! Goiânia

Serviço

FESTIVAL GOURMET

Quando: de 7 de fevereiro a 2 de março de 2025
Onde: nos melhores restaurantes de Goiânia
Quanto: R$ 69,90, R$ 89,90 e R$ 109,90

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Goiás Turismo abre seleção para turismólogo e produtor de evento

Goiás Turismo capacita mais de 2 mil profissionais do setor

Fonte: Portal Goiás

Débito declarado e não pago será inscrito na dívida ativa

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Mudança agiliza cobrança dos valores de tributos (Foto: Economia)

A Secretaria da Economia informa que, a partir de agora, as declarações dos inadimplentes podem ser inscritas de imediato na dívida ativa. A medida é amparada pelo artigo da Lei nº 23.063/2024, que passa a vigorar a partir desta semana.

O artigo estabeleceu um caminho mais curto para a cobrança dos valores de tributos (impostos ou taxas) declarados espontaneamente pelo contribuinte e não quitados em tempo hábil, relativos ao ICMS e ITCD. 

Os contribuintes fazem as declarações principalmente na Escrituração Fiscal Digital (EFD), entregue mensalmente à Secretaria da Economia. Essas declarações passam a ser automaticamente reconhecidas como dívida tributária.

“Isso elimina a necessidade de processos adicionais para confirmar ou formalizar a cobrança como era feito até agora”, diz o superintendente de Política Tributária, Wayser Luiz Pereira.

Caso os valores declarados não sejam pagos até o prazo ou forem pagos a menor, os débitos podem ser inscritos imediatamente em dívida ativa, tornando-se exigíveis sem necessidade de procedimento administrativo ou notificação prévia.

Essas mudanças visam agilizar o processo de cobrança e exigem maior atenção por parte dos contribuintes para evitar penalidades, alerta a Receita.

A inscrição em dívida ativa pode trazer consequências ao contribuinte, sendo uma delas o direito à fruição de benefícios fiscais concedidos pelo Estado em vários programas de incentivos à industrialização, atacadistas e à produção goiana.

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Economia alerta para tentativas de golpe pelo WhatsApp

Governo unifica e amplia prazo para pagamento do ICMS

Fonte: Portal Goiás

Fábio Felix assume a liderança do bloco PSOL/PSB

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De acordo com o regimento interno da Casa, cabe ao líder, fazer uso da palavra, indicar os membros da bancada para fazerem parte das comissões de qualquer natureza e conduzir, por até três minutos, a votação de qualquer proposição sujeita à votação

A Câmara Legislativa do DF publicou, no DCL desta quarta-feira (5), uma alteração na liderança do bloco PSOL/PSB. O deputado Fábio Félix (PSOL) assume a direção do colegiado no lugar de seu correligionário Max Maciel (PSOL). A vice-liderança permanece com a deputada Dayse Amarílio (PSB).

Felix classificou como “brilhante” o trabalho que vem sendo feito pelo bloco e argumentou que pretende continuar a trabalhar fiscalizando de perto as ações do governo.

“Tenho muito orgulho de fazer parte desse bloco e da luta que a gente tem feito de oposição aqui na Câmara Legislativa. Uma luta de fiscalização, de trabalho árduo, de acompanhamento firme das políticas públicas do Distrito Federal ao longo desses últimos dois anos, e é o nosso compromisso que isso continue ocorrendo agora em 2025”, afirmou o distrital.

De acordo com o regimento interno da Casa, cabe ao líder, dentre outras atribuições, fazer uso da palavra, indicar os membros da bancada para fazerem parte das comissões de qualquer natureza e conduzir, por até três minutos, a votação de qualquer proposição sujeita à votação do Plenário.

Fonte: Agência CLDF

Comissão de Transporte aprova projeto sobre garantias de motociclistas de aplicativos

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A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na manhã desta quarta-feira (5), o projeto de lei 1.158/2024, que trata sobre direitos e garantias de profissionais que atuam em empresas de aplicativos de entrega ou transporte por motocicleta, nos casos de aplicação de penalidades. A matéria determina a obrigatoriedade de notificação nos casos de descadastramento, suspensão, exclusão ou outras penalidades. 

O objetivo, segundo o autor do projeto, deputado Jorge Vianna (PSD), é assegurar aos motociclistas de aplicativos o acesso prévio à informação sobre quaisquer medidas punitivas que possam afetar sua atividade profissional. “A notificação antecipada permite que esses trabalhadores tenham a oportunidade de se preparar e, se necessário, contestar eventuais penalidades, garantindo assim o direito à ampla defesa e ao contraditório”, alega.

De acordo com o texto, a notificação deverá ser realizada com cinco dias de antecedência à imposição da penalidade e conter a indicação clara do descumprimento dos termos do contrato pelo motociclista, bem como da justificativa para a imposição da penalidade. Os motociclistas poderão apresentar pedido de revisão ou de recurso contra penalidades, podendo juntar provas para elucidar os fatos. 
 

 

Para o relator, deputado Gabriel Magno (PT), a proposta, além de conferir proteção aos motociclistas, estabelece também regramento específico para o tema, na tentativa de garantir maior estabilidade e segurança jurídica aos envolvidos. Antes da apreciação pelo plenário, o projeto passará pela análise das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Assuntos Sociais (CAS) e Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).

Pessoas com Deficiência visual

Voltado à inclusão e acessibilidade das pessoas com deficiência visual no serviço de transporte público do DF,  o colegiado aprovou o projeto de lei 1.228/2024, que prevê a obrigação de constar, nos editais de licitação pública para contratação ou prorrogação de contrato com as concessionárias que operam no serviço de transporte público do DF, a oferta de aplicativo móvel voltado para pessoas com deficiência visual, com previsão de chegada do ônibus em tempo real e recursos de comando de voz para orientação de trajeto.

O deputado Iolando (MDB), autor da proposta, argumentou que a tecnologia tem desempenhado um papel crucial na melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência visual, oferecendo soluções inovadoras e inclusivas para superar obstáculos cotidianos. Nesse contexto, a criação de aplicativos móveis voltados especificamente para esse público, com recursos como previsão de chegada de ônibus em tempo real e orientação por comando de voz, representa um avanço significativo no acesso à mobilidade e autonomia das pessoas com deficiência.

 

 

Em parecer favorável, o relator, deputado Gabriel Magno (PT), acrescentou emenda ao texto a fim de aprimorar a matéria, que segue, agora, para apreciação das comissões de Assuntos Sociais (CAS), Constituição e Justiça (CCJ) e Defesa do Consumidor (CDC).

Hospital da Criança

Além dos dois projetos, o colegiado aprovou também 43 indicações, entre elas a Indicação 6971/2024, dos deputados Max Maciel (PSOL) e Paula Belmonte (Cidadania), sugerindo à Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF a ampliação da linha 0.143, para que seja incluída uma rota exclusiva da rodoviária do Plano Piloto para o Hospital de Apoio de Brasília e Hospital da Criança de Brasília.
 

 

Nesta primeira reunião do ano da CTMU, o presidente da comissão, deputado Max Maciel, fez um balanço das atividades dos dois últimos anos e reforçou, para o próximo biênio, a importância da implantação da tarifa zero no transporte público coletivo do DF. Participaram do encontro, transmitido ao vivo pela TV Distrital (canal 9.3) e YouTube, com tradução simultânea em Libras, os deputados Max Maciel (PSOL), Martins Machado (Republicanos), Gabriel Magno (PT) e Pepa (PP). 

Fonte: Agência CLDF

Goiás bate recorde com mais de 4 mil novas empresas abertas em janeiro

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Juceg registra mais de 4 mil novas empresas abertas, em Goiás, no primeiro mês deste ano (Foto: Juceg)

Após fechar o ano de 2024 com o número histórico de 38.306 empresas abertas, o mês de janeiro de 2025 rompeu a barreira de 4 mil novas empresas, índice nunca antes alcançado. Segundo a Junta Comercial de Goiás (Juceg), foram 4.450 novos CNPJ’s criados no Estado no primeiro mês deste ano. Em janeiro de 2024, 3.192 aberturas foram registradas.

Das novas empresas abertas em janeiro de 2025, 134 possuem capital superior a R$ 500 mil.

“Estes são grandes negócios que fomentam renda e geram empregos em Goiás, tornando nosso estado cada vez mais competitivo”, afirma o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira.  

Facilidades

Dentre os pontos que comprovam a facilidade de se abrir uma empresa no Estado estão:

  • ambiente totalmente digital para envio de documentos,
  • agilidade no processamento,
  • análise e formalização da empresa em menos de um dia.

“Em alguns casos, como a utilização de contrato padrão, leva-se menos de um minuto para essa abertura e o empresário ainda conta com 30% de desconto na utilização desse modelo contratual”, pondera Euclides.

Novas empresas -principais atividades

As áreas que mais atraíram novas empresas foram:

  • serviços combinados de escritório e apoio administrativo (587);
  • preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo (não especificados anteriormente) (325);
  • treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial (324);
  • atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica (299);
  • e promoção de vendas (299).
Aparecida de Goiânia aparece em 2º lugar no ranking de cidades com maior número de empresas abertas em janeiro de 2025, com registro de 91.246 novos CNPJ’s no 1º mês do ano (Foto: Prefeitura de Aparecida de Goiânia)

Principais polos

E as cidades que continuam liderando o estoque de empresas ativas, em Goiás, são:

  • Goiânia (365.204), que reúne mais de 30% de todos os negócios do estado;
  • Aparecida de Goiânia (91.246);
  • Anápolis (70.172); Rio Verde (39.056);
  • e Valparaíso de Goiás (26.399).  

Saiba mais

Hub Goiás oferece apoio de até 20 mil para startups e empresas inovadoras

Codego lança 2ª etapa da seleção de empresas para expansão do Daia

Entorno do DF registra crescimento no número de empresas

Juceg inaugura Museu Goiano do Registro Empresarial

Fonte: Portal Goiás

Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas abre inscrições

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A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) abre as inscrições para sua edição de 2025 nesta quarta-feira (5). É a vigésima edição da competição, criada para engajar professores e estudantes na resolução de problemas matemáticos e no estudo da matéria, além do dia a dia da escola. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de março.

A organização, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) espera a participação de 18 milhões de estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, disputando 8,450 medalhas e 51 mil certificados de menção honrosa. Os alunos premiados recebem ainda convite para participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) , composto por aulas de reforço em matemática e que conta com bolsa de R$ 300,00 para estudantes de escolas públicas. 

Em 20 anos, a Obmep chegou a 5.564 municípios brasileiros e desde 2022 conta com uma “irmã caçula”, a Olimpíada Mirim de Matemática, voltada para os alunos dos anos iniciais (2º a 5º ano) do ensino fundamental. “O público-alvo consiste tanto dos próprios alunos quanto dos seus professores que, em geral, não têm formação específica em matemática e cuja relação com a matéria nem sempre é simples. A Olimpíada pode contribuir muito na suavização dessa relação, por meio de abordagem lúdica e instigante na resolução de problemas”,  afirmou Marcelo Viana, diretor-geral do Impa. 

Desde 2023, a Olimpíada também premia destaques estaduais, com mais de 20 mil medalhas distribuídas por edição. Serão duas fases de competição: a primeira conta com prova objetiva de 20 questões e ocorre em 3 de junho. Os classificados para a segunda fase farão prova no dia 25 de outubro, quando responderão a uma prova discursiva de seis questões. A divulgação dos aprovados para a segunda etapa será feita em 1º de agosto e a divulgação dos premiados em 22 de dezembro.

Para os próximos anos, Viana destacou a importância de melhorar o acesso de estudantes de regiões carentes à competição, com formação de professores e treinamento de alunos. Essa capilaridade é que torna a competição e outras parecidas em “instrumentos democráticos para a disseminação do gosto pelo estudo e a identificação de jovens talentosos em todo o Brasil”, diz o diretor, caminho facilitado pelo reconhecimento público desse instrumento e pelo fato de alguns dos medalhistas das primeiras edições fazerem parte do dia a dia de governos, universidades e da sociedade civil em geral.

Da Olimpíada para a graduação

Luiz Filippe Campos, 17 anos, e Raquel Liberato, 18 anos, são medalhistas da Obmep. Eles participaram do Programa de Iniciação Científica e tem nessa formação um reforço importante para a aprovação, este ano, no curso de medicina da Universidade de São Paulo (USP). Tendo como porta de entrada o Provão Paulista, modalidade de ingresso com provas contínuas e voltada para alunos da rede pública do estado, conseguiram as vagas. 

Morador de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, Luiz Filippe tem duas medalhas na competição científica e conquistou o primeiro lugar para medicina pelo Provão. Ele estudou na Escola Estadual Professor Francisco Vicente Lopes Gonçalves desde o oitavo ano do fundamental. No primeiro ano do médio começou a participar da Obmep e passou a estudar mais matemática após passar da primeira fase. “Consegui passar na primeira fase no sufoco, sabe? Mas, na segunda fase me preparei e consegui ganhar uma medalha de prata”., contou.

O que animou o jovem de Taboão, porém, foi o reforço proporcionado pelo PIC. “Eu estudava todos os dias para conseguir participar”, lembrou, animado. As aulas do PIC são aos sábados, mas o conteúdo é bastante exigente. O resultado? “Essas aulas tinham vários temas que caíam frequentemente no vestibular, como Fuvest, Unicamp e Enem”, acrescentou o futuro médico.

Além do conteúdo, ele ganhou amigos que também se interessavam pelos temas do curso e pelas provas. Isso o levou a se dedicar mais, o que foi importante para lidar com a rotina pesada e conciliar com os estudos regulares.

Enquanto o caminho de Luiz o levará para o campus de São Paulo, a jornada de Raquel nas próximas semanas será no campus da USP em Ribeirão Preto, onde também será caloura de medicina. Com cinco medalhas, garantiu o terceiro lugar para a graduação na modalidade de ingresso pelo Provão. A diferença principal está no fato de que enquanto o colega vem de uma das cidades mais verticais e mais densamente povoadas do país, a jovem de 18 anos sairá de Flora Rica, município com cerca de 2 mil habitantes.

Raquel começou a participar da Obmep já no 6º ano do fundamental, quando recebeu menção honrosa. “A partir do sétimo ano me esforcei um pouco mais, recebi uma medalha de prata e tive acesso ao PIC”, lembra, entre sorrisos. Ela contou à Agência Brasil que teve bastante dificuldade para acompanhar o reforço nos primeiros anos e que demorava vários dias para aprender o básico, mas com a prática, ao longo dos anos, e estudando diariamente, começou a ficar fácil.

Desde o 9º ano, Raquel estuda focada em medicina. “Para mim, é um grande sonho realizado. Sempre me esforcei, estudei todos os dias”. A ex-aluna da Escola Estadual Guilherme Buzinaro quer ser cirurgiã, área pela qual tem grande interesse. Pede, inclusive, ajuda para custear os primeiros gastos na jornada, em uma campanha de arrecadação por plataforma, afinal vem de família de trabalhadores: o pai é mecânico e a mãe dona de casa, ambos não terminaram o ensino médio.

O papel da olimpíada como acelerador ou caminho para o ensino superior tem crescido nos últimos anos. O próprio Impa abriu sua primeira graduação, denominada Impa Tech, em abril de 2024, e aceita premiações em cinco olimpíadas de âmbito nacional (Obmep – Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, OBM – Olimpíada Brasileira de Matemática, Obfep – Olimpíadas Brasileira de Física das Escolas Públicas, OBQ – Olimpíada Brasileira de Química e OBI – Olimpíada Brasileira de Informática). “Desde o início foi definido que o desempenho em olimpíadas do conhecimento seria um critério maior na seleção dos estudantes do curso. Medalhas alcançadas em qualquer delas se traduzem em pontos que determinam a colocação do candidato entre os demais”, explica Viana.

A iniciativa de reservar vagas de ingresso no ensino superior para medalhistas de olimpíadas foi pioneira na Unicamp, seguida pelas demais universidades estaduais paulistas e algumas instituições federais.

Fonte: Agência Brasil

Produção industrial brasileira fecha 2024 com crescimento de 3,1%

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A produção da indústria brasileira fechou 2024 com crescimento de 3,1% em relação a 2023. O resultado anual é o terceiro maior dos últimos 15 anos e foi empurrado por fatores como o aumento do emprego e da renda. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta anual foi alcançada mesmo após três meses seguidos de recuo industrial. Em dezembro, a produção ficou 0,3% no campo negativo, após já ter caído em outubro (-0,2%) e novembro (-0,7%). O resultado de dezembro ficou 1,6% acima do registrado no mesmo período de 2023.

Com os números apresentados pelo IBGE, a indústria nacional encontra-se 1,3% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, de fevereiro de 2020, porém, 15,6% abaixo do ponto mais alto alcançado, de maio de 2011. O nível atual de produção é semelhante ao de dezembro de 2009.

O crescimento de 3,1% de 2024 supera 2023, que apresentou expansão de 0,1%. Nos últimos 15 anos, fica atrás apenas de 2010, que cresceu 10,2%, e de 2021, quando se expandiu 3,9%, em um momento de recuperação após o impacto inicial da pandemia. Em 2020, houve recuo de 4,5%, enquanto em 2009, a indústria brasileira experimentou queda de 7,1%.

Isso representa que, diferentemente de 2010 e 2021, o crescimento de 2024 não foi beneficiado por uma base de comparação de queda.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que a expansão da indústria em 2024 foi bastante disseminada, com números positivos nas quatro grandes categorias econômicas (bens de capital, intermediários, duráveis e geral) e em 20 dos 25 ramos industriais pesquisados.

“De modo geral, o crescimento do setor industrial em 2024 pode ser entendido a partir de alguns fatores, como o maior número de pessoas incorporadas pelo mercado de trabalho, a queda na taxa de desocupação, aumento na massa de salários e o incremento no consumo das famílias, beneficiado pelos estímulos fiscais, maior renda e a evolução na concessão do crédito”, explica.

Em 2024, o país terminou com taxa média de desemprego de 6,6%, o menor patamar da série histórica do IBGE.

 

Fonte: Agência Brasil

PF prende criminoso especializado em assaltos a agências da Caixa

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Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam nessa terça-feira (4) um homem que fazia parte de uma organização criminosa especializada em roubos a agências bancárias na região metropolitana do Rio. Os mandados de prisão e de busca pessoal foram cumpridos no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (Delepat) o preso participou de um atentado à agência da Caixa Econômica Federal situada na Praça do Cocotá, na Ilha do Governador, zona norte, ocorrido em maio de 2023. Ele trabalhava como auxiliar de rampa no Aeroporto do Galeão, sendo responsável por colocar e retirar bagagens dos aviões.

Morador da Ilha do Governador, o homem teria saído do Morro do Barbante, monitorado a área e repassado informações sobre a presença de policiais e viaturas aos criminosos. Cinco especialistas em explosivos foram presos em flagrante pela Polícia Civil por participação no atentado. Além do envolvimento no ataque à agência da Caixa, o homem também está associado à facção criminosa local, que domina o território com uso de poder bélico.

Segundo a PF, o grupo praticou ao menos nove atentados contra o patrimônio da Caixa Econômica Federal entre 2022 e 2023, na região metropolitana do Rio, mediante o emprego da modalidade denominada “Novo Cangaço”. Para as ações, a quadrilha contava com técnicos em explosivos, seguranças, vigilantes e financiadores. Desde outubro do ano passado, este é o quarto integrante da quadrilha preso pela PF.

O “Novo Cangaço” é caracterizado pelo uso de fuzis e explosivos, disparos contra policiais e pedestres, emprego de reféns como escudo, desativação do serviço de energia elétrica da região e uso de pregos para furar pneus de viaturas policiais durante a fuga.

Fonte: Agência Brasil