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Unidades de conservação ambiental são objeto de pesquisa da UnB

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Alunos de doutorado do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB) estiveram na tarde desta terça (7) na sede do Instituto Brasília Ambiental para apresentar o projeto de pesquisa UC/DF-Uso Público, com ênfase nas unidades de conservação (UCs) do Distrito Federal geridas pela autarquia.

O objetivo do estudo é viabilizar incentivo às UCs para possíveis parcerias público-privadas (PPPs)  com o intuito de melhor adequá-las para o uso público. O instituto hoje é responsável pela gestão de 82 unidades de conservação. A proposta da pesquisa é submeter 20 delas à análise de vários fatores que revelem, efetivamente, suas condições de uso, influências e convivência do público nesses espaços.

“Tendo informações do público sobre a integração com a UC, o que eles esperam e recebem das áreas protegidas,  além das possibilidades reais quanto a parcerias para cada área, isso tudo vai contribuir muito com o nosso trabalho”, explica a  superintendente das  Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Brasília Ambiental, Marcela Versiani. “A pesquisa e a academia próximas da gestão pública nos embasam tecnicamente e abrem caminhos para a inovação na melhoria da prestação do serviço público que a conservação pode oferecer.”

Avaliações 

Na pesquisa serão levantadas, entre outras questões, quais os atrativos de uma UC, como a unidade se dispõe para o público, quanto o ambiente externo exerce influência sobre ela e quais os tipos de utilização das UCs pelos seus frequentadores. Também serão avaliados os potenciais de parcerias público-comunitárias e o engajamento social da população com a UC.

Os doutorandos pretendem atribuir indicadores e notas às UCs para poder classificá-las. Um dos fatores que influenciarão nessas análises é se a unidade de conservação tem um atrativo ecológico muito bom, mas a infraestrutura de acesso ainda é ruim. Ou seja, serão avaliadas diversas condições que somam para definir se o uso público da UC é adequado ou não. Eles somarão as notas e chegarão a uma média.

*Com informações do Instituto Brasília Ambiental

Fonte: Agência Brasília

Governo vai reformar mais seis terminais e 10 estações do Eixo Anhanguera

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Novos ônibus e plataformas de embarque e desembarque trazem mais conforto e dignidade aos passageiros (Foto: SGG)

O Governo de Goiás prevê, para 2025, a entrega de obras significativas no transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana. As intervenções fazem parte do Projeto Nova Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (Nova RMTC). As reformas de 19 plataformas e seis terminais do Eixo Anhanguera devem ser concluídas até dezembro. 

O pacote de melhorias soma R$ 1,7 bilhão em investimentos. Atualmente, os terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia estão em obras. Os terminais Dergo, Praça A, Senador Canedo e Padre Pelágio também receberão melhorias a partir dos próximos meses. 

Reforma do Terminal Novo Mundo deve ser entregue em janeiroReforma do Terminal Novo Mundo deve ser entregue em janeiro
Atualmente, os terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia estão em obras (Foto: Metrobus)

10 Estações reinauguradas

As dez estações do Eixo que serão reinauguradas são:

  • Botafogo,
  • Iquego,
  • Anicuns,
  • Vila Morais,
  • HGG,
  • José Hermano,
  • Ruas 7 e 8 (Setor Central),
  • Capuava
  • e Cascavel.

Em 2024, nove estações já tinham sido totalmente revitalizadas:

  • Anhanguera,
  • Campinas,
  • Hemocentro,
  • Lago das Rosas,
  • Vila Bandeirantes,
  • Rua 20 (Mercado Central),
  • Universitária,
  • Palmito
  • e Jóquei Clube. 

De acordo com o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, o novo modelo de transporte público, inspirado nas grandes cidades europeias e baseado na sustentabilidade, será referência nacional e internacional.

“Nosso objetivo é oferecer um serviço de qualidade que proporcione dignidade ao cidadão”, afirma. 

Governo vai entregar reforma de seis terminais e 10 estações do Eixo AnhangueraGoverno vai entregar reforma de seis terminais e 10 estações do Eixo Anhanguera
Outro destaque é a renovação da frota do transporte público, com aquisição de mais de 1,5 mil veículos novos, todos equipados com ar-condicionado. Desse total, 190 são elétricos (Fotos: SGG)

Renovação da frota

Outro destaque é a renovação da frota do transporte público, com a aquisição de mais de 1,5 mil veículos novos, todos equipados com ar-condicionado. Desse eles, 190 são elétricos.

Em 2025, serão entregues 151 ônibus super padron movidos a diesel com menor emissão de poluentes, e 49 elétricos. Em 2024, foram entregues 14 ônibus elétricos, 132 ônibus convencionais e 50 veículos super padron com tecnologia Euro VI. 

Governo vai entregar reforma de seis terminais e 10 estações do Eixo AnhangueraGoverno vai entregar reforma de seis terminais e 10 estações do Eixo Anhanguera
Em 2024, mais de 5 mil pontos foram construídos, reformados ou mantidos, e 1.720 receberam sinalização com placas de identificação (Foto: ABC Digital)

Pontos de ônibus

O Projeto Nova RMTC também prevê melhorias nos cerca de 7 mil pontos de ônibus que compõem o sistema de transporte da Região Metropolitana. Em 2024, mais de 5 mil pontos foram construídos, reformados ou mantidos, e 1.720 receberam sinalização com placas de identificação.

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Secretaria-Geral de Governo (SGG) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

IA foi usada para planejar explosão junto a Hotel Trump em Las Vegas

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O militar que supostamente explodiu um Tesla Cybertruck em frente ao Hotel Trump, em Las Vegas, nos Estados Unidos, usou ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT.

A informação é da polícia que, há quase uma semana, analisa o computador portátil, o celular e o relógio de Matthew Livelsberger.

As autoridades descobriram que o militar procurou no ChatGPT informações sobre explosivos, a velocidade de munições específicas e também se fogos-de-artifício são legais no Arizona.

Nas diversas anotações que a polícia descobriu, Livelsberger escreveu que os EUA estavam “em estado terminal e a caminho do colapso”. Ele criticou políticas, problemas sociais e temas internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia.

A investigação concluiu que o ex-militar do exército não era um opositor de Trump e deixou escrito que os Estados Unidos têm que “se unir” ao presidente eleito e a Elon Musk, o dono da Tesla.

Matthew Livelsberger serviu no Afeganistão em duas ocasiões e, nas anotações que escreveu no celular, explicava que a explosão era um “alerta” para os problemas do país.

A polícia encontrou também textos em que dizia que precisava “limpar” a cabeça para esquecer os “irmãos que perdi e me libertar da culpa pelas vidas que tirei”.

Matthew Livelsberger, de 37 anos, suicidou-se pouco antes de o veículo da Tesla explodir. A explosão causou ferimentos leves em sete pessoas e aconteceu no mesmo dia do ataque em Nova Orleans que matou 14 pessoas e foi planejado a partir de vídeos feitos por óculos de sol equipados com câmara.

As autoridades investigaram eventuais ligações entre os dois ataques, mas descobriram que não estão relacionados.

Fonte: Agência Brasil

Metrô do Distrito Federal terá duas novas estações em Samambaia

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Saindo do terminal de Samambaia, a estagiária de Comunicação Yasmin Lara Orilio Moreira (16) demora cerca de uma hora para chegar à estação 114 Sul. Com a expansão do metrô, o trajeto de Yasmin passará a ser de aproximadamente 40 minutos. Ela se mostra otimista com a mudança, mas destaca a necessidade de aumentar o número de vagões, além de ampliar as estações.

“Acredito que, com a ampliação do metrô, os trens ficarão mais lotados. Caso não tenha um aumento de trens no sentido Samambaia, é provável que aconteça superlotação diária nos vagões. Fora isso, outra possível mudança será facilitar o retorno para minha casa de ônibus”, diz Yasmin.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nessa segunda-feira (6) a ampliação do trecho do metrô que passa por Samambaia, com financiamento aprovado no valor de R$ 444,5 milhões ao governo do Distrito Federal, como parte do projeto Novo PAC.

A ampliação será na via permanente semienterrada, por 3,6 quilômetros, a partir do atual terminal Samambaia. Duas novas estações (de números 35 e 36) serão implementadas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Centro Olímpico. A construção de três viadutos com passagem de pedestres também está no planejamento, além da criação de quatro passarelas.

“O projeto aprovado pelo BNDES traz benefícios que agregam melhorias à qualidade de vida da população do DF, um compromisso do governo do presidente Lula. A expansão do metrô vai elevar a oferta de transporte sobre trilhos, contribuindo com a redução de congestionamentos, do tempo de deslocamento, da quantidade de acidentes e das emissões de poluentes em cerca de 7,8 mil toneladas de CO2 por ano”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, em nota publicada pelo banco.

O BNDES estima que o novo trecho passe a transportar mais 9.840 passageiros por dia.  Atualmente, 160 mil passageiros utilizam o metrô do Distrito Federal atualmente.

*Estagiária sob supervisão de Denise Griesinger.

Fonte: Agência Brasil

Políticos e jornalistas revivem 8 de janeiro: dia entrou para história

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O conjunto de invasões e depredações nos prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília na tarde de 8 janeiro de 2023, um domingo, chocou pela violência protagonizada por manifestantes bolsonaristas, mas não surpreendeu a todos os personagens que, por razões de ofício, acompanham o cotidiano institucional da capital federal, como jornalistas e políticos.

Naquele dia, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) recorda-se que estava em sua casa em São Luís, depois de ter ido à Assembleia de Deus, onde atua como professora de escola bíblica dominical, quando viu uma mensagem em grupo de Whatsapp com imagens de destruição em Brasília.

“Eu falei: gente, isso aqui não pode ser verdade. Isso é uma montagem, não é verdade”, contou ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, com participação da Agência Brasil.


Brasília (DF) 06/06/2023 Senadora e relatora da CPMI do golpe, Eliziane Gama, leu o seu plano de trabalho ao colegiado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília (DF) 06/06/2023 Senadora e relatora da CPMI do golpe, Eliziane Gama, leu o seu plano de trabalho ao colegiado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Assustada, a parlamentar foi à casa de sua mãe onde a televisão estava transmitindo a barbárie ao vivo.

“Eu fiquei estarrecida. Levei minutos para acreditar no que estava vendo”, diz se recordando da multidão subindo a rampa do Congresso Nacional, quebrando vidros do prédio e ocupando um pedaço do Senado Federal, onde cumpre mandato há cinco anos.

O impacto foi revivido quando na segunda-feira seguinte (9), de volta de São Luís, Eliziane Gama encontrou “um ambiente desolador, de guerra” no Senado. “Parecia um filme de terror: o prédio totalmente escuro, [com] o chão totalmente molhado, [e] as vidraças destruídas. Você não conseguia caminhar dentro do Congresso Nacional.”

Ainda pasma com a voracidade destrutiva dos invasores, a senadora revela que a possibilidade de distúrbio ainda que absurda estava no horizonte.

“O que ocorreu era algo que a gente vigiava, que a gente dizia que não pode acontecer, mas a gente nunca parou para pensar e dizer que isso vai acontecer.”

Na opinião de Eliziane Gama, que foi relatora da CPMI do 8 de janeiro, tudo que se viu foi semeado durante anos por Jair Bolsonaro quando ocupava a Presidência da República (2019-2022) e atentava contra a democracia.

“Ele questionava o processo da eleição, colocava em xeque a vulnerabilidade da urna eletrônica. Então, essa coisa de criar uma instabilidade do processo democrático, ele automaticamente criou um colchão de condições para que o movimento mais extremista brasileiro chegasse ao que nós acompanhamos no 8 de janeiro.”

Assinatura de Bolsonaro

O 8 de janeiro tornou-se uma data na qual as pessoas costumam lembrar onde estava, e o que estavam fazendo quando receberam a notícia de impacto, como aconteceu nas transmissões do primeiro pouso do homem na lua (1969), do acidente fatal de Ayrton Senna (1994) ou do choque dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York (2001).

Como aconteceu com a senadora, a jornalista e escritora Bianca Santana lembra-se vivamente onde estava quando soube dos incidentes: tinha aterrissado em Brasília vindo de São Paulo naquela tarde de domingo. Ainda estava no avião quando começou a receber mensagens no celular indagando se tinha chegado bem.

Curiosa, começou a pesquisar no aparelho o que estava acontecendo. Uma amiga a buscou no aeroporto da capital federal e a levou direto para casa.

“A gente decidiu ficar recolhida. Nem saiu para comer.”

Para Bianca Santana, a intentona que viu inicialmente pela tela do celular “tinha uma assinatura muito forte.” Ela rememora que Jair Bolsonaro instigou a balbúrdia, esvaziando a credibilidade do sistema de votação. “Ele anunciou inúmeras vezes que não aceitaria o resultado das urnas.” Para ela, o ex-presidente “o tempo todo colocou em xeque a confiança da população no processo eleitoral. Isso já é um processo de tentativa de golpe.”


Brasília (DF), 11/09/2024 - O atleta de marcha olímpica medalhista de prata nas Olimpíadas de Paris 2024, Caio Bonfim, é o convidado do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Brasília (DF), 11/09/2024 - O atleta de marcha olímpica medalhista de prata nas Olimpíadas de Paris 2024, Caio Bonfim, é o convidado do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Na opinião do jornalista Leandro Demori, que apresenta o programa Dando a Real com Leandro Demori, na TV Brasil, os sentimentos contra a democracia foram provocados por Jair Bolsonaro antes mesmo de chegar ao poder.

“Na eleição de 2018, [Bolsonaro] já havia aventando a possibilidade de fraude eleitoral, a pauta do voto impresso, e [a ideia] que o sistema não era seguro. Isso tudo acaba desembocando no 8 de janeiro.”

A jornalista Juliana Dal Piva, autora do livro O Negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro, avalia que o ex-presidente “criou uma narrativa em cima de uma mentira e foi intensificando essa mentira” com o passar do tempo, especialmente nos dois últimos anos de mandato, e apesar da disseminação de falsidades ”se recusava a admitir que ele não tinha prova.” Ela lembra que Bolsonaro “foi eleito e reeleito [para] vários mandatos como deputado federal [total de seis mandatos] e como presidente da República pelo sistema eletrônico de votação.“

Golpe encenado

Ter atos contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva era esperado pelo senador do Randolfe Rodrigues (PT-AP).

“Eu sabia que eles não aceitariam pacificamente o resultado das eleições de 30 de outubro de 2022. Eu tinha consciência disso. Então, para mim, não foi surpresa.”

Ele, no entanto, admite o estarrecimento com a falta de iniciativa das forças de segurança para proteger os prédios públicos.

“O que eu não esperava era a negligência coordenada e organizada para permitir que eles acessassem as sedes dos Três Poderes – os terroristas daquele dia. Mas quando eu os vi invadindo o Congresso Nacional, o meu sentimento naquele momento é que tinha um golpe de Estado em curso.”

Randolfe Rodrigues, que é formado em História, diz que temeu um desfecho semelhante ao do Chile nos anos 1970, quando o presidente Salvador Allende foi cercado no Palácio de La Moneda pelas tropas lideradas pelo general Augusto Pinochet. “Eu tive receio daquele Brasília – 8 de janeiro ser um 11 de setembro chileno de 1973.”


Brasília (DF) 11/04/2024 Senador, Randolfe Rodrigues, durante coletiva no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília (DF) 11/04/2024 Senador, Randolfe Rodrigues, durante coletiva no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A possibilidade de haver um novo golpe de Estado no Brasil era tão aventada que os roteiristas da produtora Porta dos Fundos criaram dois esquetes humorísticos simulando a mobilização de militares para fazer uma nova intervenção golpista.

“Havia já, né, essa sombra do golpe. Ela já estava presente há muito tempo, né?”, recorda-se o publicitário Antonio Tabet, um dos sócios e roteiristas da produtora. “Falava-se muito disso, havia muitas indiretas, uma comunicação truncada, umas ameaças veladas, e o fato de o governo da época [2019-2022] ser alinhado com ideais e interesses não exatamente democráticos, fazia com que esse assunto fosse efervescente.”

Na opinião de Tabet, os esquetes Golpe em Brasília e Golpe no Rio foram dissuasivos de alguns espíritos menos democráticos. “Eu tenho certeza que esses vídeos circularam muito, tem milhões de views cada um deles. E certamente bateu em alguém que queria fazer e que mudou de ideia vendo aquilo.”

“O humor informa de uma maneira simpática. Às vezes, uma pessoa assistindo a um telejornal, ela não consegue entender direito como funcionam as instituições, para que servem, o que é isso, qual é o real perigo, o real ridículo disso. O humor vai lá e joga um holofote na cara daquilo”, acredita o roteirista.

No dia 8 de janeiro, como que seguindo um roteiro bem ensaiado, milhares de pessoas que estavam acampadas no Setor Militar Urbano em Brasília iniciaram às 13h uma longa marcha até a Praça dos Três Poderes.

Às 15h, os golpistas conseguiram subir a rampa do Congresso para invadir e destruir prédio. Vinte minutos depois, outros vândalos derrubaram as grades de isolamento do Palácio do Planalto, subiram a rampa, quebraram os vidros da fachada e entraram no prédio. Às 15h37, iniciaram a invasão do edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Agência Brasil enviou mensagem, na segunda-feira (6), ao advogado Paulo Bueno, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro, para manifestação, mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto.

*Com entrevistas de Ana Passos, Marieta Cazarré, Patrícia Araújo e Thiago Padovan, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Investimentos do governo em assistência à saúde somam R$ 5,6 bilhões

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População goiana conta hoje com 24 hospitais estaduais e 6 policlínicas em pontos estratégicos do Estado (Fotos: SES-GO)

O Governo de Goiás promoveu um avanço significativo na assistência à saúde em todas as regiões do estado. Segundo a Secretaria da Saúde (SES-GO), a rede pública estadual cresceu com a construção, inauguração e funcionamento de novas unidades, além da ampliação de leitos, consultas, exames e cirurgias de alta complexidade em diferentes municípios goianos.

Esses avanços são fruto de investimentos robustos na área da saúde e da implementação da Regionalização da Saúde, que busca aproximar o atendimento de excelência das residências dos goianos. Somente em 2024, foram destinados R$ 5,6 bilhões à saúde estadual, incluindo obras, aquisição de equipamentos médicos, tecnologia, inovação e fortalecimento de serviços municipais.

O fortalecimento da rede estadual incluiu a abertura de novas unidades hospitalares em locais estratégicos. Em 2018, Goiás contava com 17 hospitais estaduais; atualmente, são 24 hospitais e seis policlínicas, todos administrados por organizações sociais ou da sociedade civil.

Entre os destaques está o Hospital Estadual Ronaldo Ramos Caiado Filho (Heal), inaugurado em Águas Lindas de Goiás após 20 anos de espera. Com 164 leitos, incluindo 40 de UTI, a unidade atende a população da Região do Entorno do Distrito Federal, oferecendo serviços como obstetrícia, cirurgia, clínica médica, pediatria, e atendimento multiprofissional.

Governo de Goiás investe R$ 5,6 bilhões e amplia assistência à saúdeGoverno de Goiás investe R$ 5,6 bilhões e amplia assistência à saúde
Inaugurado em Águas Lindas de Goiás, após 20 anos de espera, o Heal conta com 164 leitos, incluindo 40 de UTI, e atende a população da Região do Entorno do DF (Fotos: SES-GO)

Reformas e ampliações

O Governo também investiu na reforma e ampliação de hospitais como o Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin) e o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), em Goiânia. No Hetrin, a construção de um novo pronto-socorro triplicará a capacidade de atendimento, aumentando de 56 para 149 leitos.

Já no HGG, a ampliação adicionou 81 novos leitos, incluindo 49 na Agência Transfusional e 32 na Unidade de Transplantes. Além disso, o Ambulatório de Medicina Avançada foi revitalizado, e o hospital passou por melhorias no sistema de climatização e em 36 consultórios.

Em Formosa, o Hospital Estadual (HEF) terá sua capacidade triplicada, passando de 85 para 298 leitos, com a construção de novos setores, como pronto-socorro pediátrico e adulto, ala psiquiátrica e centro cirúrgico.

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Cora encontra-se em fase final de construção, e já possui mais de 70% das obras concluídas. Unidade terá área de 44 mil metros² e será uma das maiores do país dedicadas ao tratamento de câncer (Fotos: SES-GO)

Complexo Oncológico de Referência

Outro projeto de destaque é o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), em fase final de construção, com mais de 70% das obras concluídas. O complexo, que ocupará uma área de 44 mil metros quadrados, terá 148 leitos e será um dos maiores do país dedicados ao tratamento humanizado de câncer.

A primeira fase do hospital é voltada ao público infantojuvenil, com leitos, espaços de lazer para pacientes e acomodações humanizadas para famílias.

A unidade contará com tecnologia de ponta, incluindo um equipamento de ressonância magnética instalado diretamente no centro cirúrgico pediátrico, sendo o segundo hospital do país a adotar esse recurso para atender pacientes com câncer de forma ainda mais especializada.

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Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Comunicação do governo deve evoluir no digital, diz novo ministro

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O publicitário Sidônio Palmeira irá chefiar a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), em substituição a Paulo Pimenta, que anunciou nesta terça-feira (7) sua saída do cargo. 

Atuante há décadas em campanhas políticas, incluindo a vitoriosa eleição de Lula em 2022, e a de políticos baianos do PT, como Rui Costa e Jacques Wagner, Palmeira disse que uma das linhas de trabalhos será tornar a comunicação do governo federal mais digital.

“É importante também que a gestão não seja analógica, que comunique como as pessoas estão sendo atendidas, sei lá, na área de saúde, é importante que comunique, numa parte de vacinação, por exemplo, que as pessoas saibam onde é para se vacinar e tudo. Isso é uma forma de comunicação que muitas vezes não sai somente aqui da Secom. Pode sair também de um aplicativo”, afirmou, após ser anunciado novo ministro da Secom.

“Tem uma observação também, na parte digital, que as pessoas colocam, alguns dizem assim: ‘que é analógico’ [o modelo de comunicação do governo]. Acho que a gente precisa evoluir nisso. Já é um início, mas precisa ter uma evolução. E é importante, isso é papel do governo, [o de] comunicar. É um papel e uma obrigação do governo comunicar o que foi feito. E também até para as pessoas poderem usufruir dos feitos do governo”, acrescentou.

A posse está marcada para próxima semana no Palácio do Planalto. 

Segundo Palmeira, sua gestão pode ser considerada um “segundo tempo” da comunicação governamental. “O governo fez muito durante esse período, esses dois anos, e este é o nosso desafio”, acrescentou o publicitário, que garantiu ainda que terá uma relação próxima com a imprensa.

Primeira experiência

Sidônio Palmeira também disse que será a primeira vez que trabalhará na gestão de um governo. “Sou uma pessoa que nunca trabalhou em governo, então venho, assim, da iniciativa privada”, afirmou.

O novo ministro rejeita ainda o título de “marqueteiro”. “Sou publicitário. Alguns chamam de marqueteiro. Eu não gosto muito do termo ‘marqueteiro’, porque fica parecendo que a gente vai transformar qualquer coisa no melhor, mas não é isso. Acho que a gente tem que divulgar as características”, disse.

A Secom é o órgão responsável por formular e implementar a política de comunicação e divulgação social do Poder Executivo federal, promover a relação do governo federal com a imprensa, formular e implementar ações para acesso à informação, exercício de direitos e combate à desinformação, entre outras ações.

*Com informações de Pedro Rafael Vilela

Fonte: Agência Brasil

Para Gilmar Mendes, destruição do STF no 8/1 resultou de manipulação

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O ministro Gilmar Mendes, 69 anos, é o membro mais antigo da atual composição do Supremo Tribunal Federal. Está no STF desde junho de 2002, após indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso e aprovação no Senado Federal com 57 votos para substituir o ministro José Néri da Silveira, nomeado em 1981 pelo ditador João Figueiredo, o último presidente do regime militar.

No STF, antiguidade é posto. O ministro com mais tempo de Casa goza do status de “decano”. Alguém que atua como ponto de interlocução e de diálogo com demais ministros, como o próprio Gilmar Mendes define.


Brasília (DF), 17/03/2024,  O ministro do STF, Gilmar Mendes, durante entrevista exclusiva em seu gabinete.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/03/2024,  O ministro do STF, Gilmar Mendes, durante entrevista exclusiva em seu gabinete.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Articulado, lida com políticos e dirigentes de todos os espectros partidários; e ainda atende solicitamente jornalistas no seu gabinete, decorado com quadros que emolduram entrevistas e charges nas quais é personagem. Nas sessões do tribunal, sai em defesa da própria Corte e dos demais ministros quando avalia necessário.

Habituado à conciliação e também a embates conhecidos nacionalmente, o ministro se abateu com a destruição do plenário do Supremo em 8 de janeiro de 2023.

“Uma boa parte da minha vida está associada ao Supremo. É como se uma fotografia ou um filme da minha vida tivesse sido rasgado”, comparou.

Para ele, ver parte do prédio do STF destruído provocou emoções que ainda não havia experimentado no longevo cargo, e gerou “um misto de revolta, de vergonha, e um sentimento de [ter sofrido] uma agressão”, como expressa em entrevista para o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, com participação da Agência Brasil.

Lágrimas e vandalismo

 “E vocês vão se lembrar de imagens que têm. Quando cheguei em Brasília, vim diretamente para o gabinete e, em seguida, fui visitar o plenário, que estava sem luzes, estava ainda muito molhado. E eu, quando fui dar uma entrevista, fui às lágrimas”, lembra o ministro.

Conforme o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, o prédio do STF foi o mais afetado pelo vandalismo da manifestação.

Os danos ao local, incluindo a recuperação e aquisição de equipamentos, mobiliário, obras de arte, relíquias e outros objetos, custaram R$ 11,41 milhões aos cofres públicos– bem acima do verificado no Senado Federal (R$ 3,5 milhões), na Câmara dos Deputados (R$ 3,55 milhões) e no Palácio do Planalto (R$ 4,3 milhões).

Para Gilmar Mendes, a destruição do prédio foi colérica e resultou de manipulação.

“A gente percebe, pelas cadeiras arrancadas, pelos danos que causaram, que havia uma raiva intrínseca que foi, de alguma forma, manifestada nessas agressões. Isso talvez seja fruto deste envenenamento da opinião das pessoas. Todo esse discurso de que o problema do Brasil estava no Supremo Tribunal Federal.”

Atuação na pandemia

Na avaliação do decano, o desengano de parte da opinião pública foi alimentado, por exemplo, quando o STF decidiu em 2020 que a vacinação compulsória contra a covid-19 era constitucional.

“Muitos defendiam [que] o Supremo impediu a política pública de Jair Bolsonaro de ser implementada. Isso parece uma ironia. Que política pública Bolsonaro estava a defender? A chamada imunidade de rebanho. Vacina foi comprada graças à determinação do Supremo Tribunal Federal”, registra.

Para ele, o que a Corte determinou “foi a aplicação de normas racionais sobre a pandemia, [e] repudiar o negacionismo, reforçar a posição de governadores que queriam aplicar um tratamento científico e evitar o uso de placebo, o uso de cloroquina ou ivermectina. Em suma, o Tribunal teve um papel importante. Muito provavelmente, pessoas e famílias que foram salvas graças à ação do tribunal, se colocaram contra o tribunal.”

“São intervenções absolutamente legítimas, evitando que houvesse abusos aqui que agravassem ainda mais a situação da saúde na pandemia, reforçando o papel do SUS. Acho que o tribunal agiu bem. Veja que nós tivemos mais de 700 mil mortos graças a covid. Poderia ter sido maior se o tribunal tivesse sido omisso nesse contexto”, avalia.

Agência Brasil enviou mensagem ao advogado Paulo Bueno, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro, para manifestação, mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto.

Fonte: Agência Brasil

Caixa eleva de 1 a 2 pontos percentuais juros para compra de imóveis

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Pressionada pelas recentes altas da Taxa Selic (juros básicos da economia) e pela retirada de dinheiro da caderneta de poupança, a Caixa Econômica Federal elevou os juros do financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

As taxas subiram de 1 a 2 pontos percentuais, dependendo da modalidade. O reajuste vale desde 2 de janeiro para os novos contratos. Os juros da linha de crédito corrigida pela Taxa Referencial (TR) subiram para TR mais 10,99% a 12% ao ano. Até o fim de 2024, as taxas estavam em TR mais 8,99% a 9,99%.

Para as linhas corrigidas pela poupança, a taxa aumentou para a remuneração da caderneta mais 4,12% a 5,06% ao ano. Anteriormente, os juros estavam em remuneração da caderneta mais 3,1% a 3,99% ao ano.

Em nota, o banco informou que os juros são definidos conforme a conjuntura do mercado. “A Caixa esclarece que a definição das taxas de juros do banco se baseia na análise da associação de fatores mercadológicos e conjunturais, dentro das regras prudenciais de definição das condições do crédito”, respondeu o banco.

As mudanças atingem apenas os financiamentos ligados ao SBPE, destinados à classe média e concedidos com recursos da caderneta de poupança. As linhas de crédito do Minha Casa, Minha Vida, que financiam imóveis de até R$ 350 mil a famílias que recebem até R$ 8 mil, não tiveram aumento de juros.

Responsável por cerca de 70% dos financiamentos imobiliários no país, a Caixa alterou, pela segunda vez em dois meses, as regras para o setor. Em novembro, o banco aumentou o valor da entrada de 20% para 30% e criou modalidades atreladas ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), cuja taxa está ligada à variação da Selic.

Falta de recursos

O aperto na concessão de crédito habitacional decorre de dois fatores: alta da Taxa Selic e falta de recursos. Desde setembro, o Banco Central (BC) elevou a Selic de 10,5% para 12,25%. Além disso, o mercado imobiliário enfrenta o aumento nos saques na caderneta de poupança e das maiores restrições para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aprovadas no início de 2024.

Segundo o Banco Central (BC), a caderneta de poupança registrou o quarto mês de saques líquidos consecutivos em outubro, com os correntistas retirando R$ 6,3 bilhões a mais do que depositaram. As estatísticas da poupança em novembro serão divulgadas nesta quarta-feira (8) pela manhã. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados.

Fonte: Agência Brasil

Arquivo Público do Rio vai fechar por risco de incêndio e desabamento

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O governo do Estado do Rio anunciou em comunicado oficial nesta segunda-feira (6) que o Arquivo Público do Rio de Janeiro (Aperj) vai fechar por tempo indeterminado, devido ao risco iminente de incêndio e condições estruturais obsoletas. O prédio está com sistema elétrico antigo e, além disso, não possui alvará de funcionamento emitido pelo Corpo de Bombeiros. Tais condições expõem funcionários, colaboradores e pesquisadores a sérios riscos.

O diretor da instituição, Victor Travanca disse que, apesar das dificuldades, a equipe do Arquivo Público já está trabalhando para viabilizar as reformas necessárias. Ele afirmou que, em breve, o Arquivo retornará às suas atividades, mas não mencionou data.

A direção também informou que todas as irregularidades encontradas serão encaminhadas ao Ministério Público e à Justiça, para que as responsabilidades sejam apuradas e as medidas cabíveis sejam tomadas.

O Arquivo Público do Estado do Rio e Janeiro é uma das instituições responsáveis pela preservação da memória histórica do estado. Localizado na Praia de Botafogo, zona sul do Rio, possui um arquivo com mais de 30 mil peças históricas. Com mais de 93 anos de fundação, se dedica à conservação de documentos que datam desde o século 18.

Acervo

O acervo é formado por documentos de diversos gêneros e suportes, como textuais, audiovisuais, cartográficos, bibliográficos, eletrônicos, além de objetos, relevantes para o estudo da história e da sociedade fluminense, a partir da segunda metade do século XVIII.

Os documentos mais procurados para pesquisa são os produzidos pelas Polícias Políticas do Rio de Janeiro, (POL), como o acervo do antigo  Departamento de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara (Dops), que atuou diretamente na repressão na época da ditadura militar, iniciada em 1964, trabalhando em conjunto com as forças militares de repressão.


Fonte: Agência Brasil