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Governo estimula criação de secretarias para as mulheres nas cidades

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O Ministério das Mulheres lançou o Guia para Criação e Implementação de Secretarias de Políticas para as Mulheres no Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, que ocorre em Brasília até esta quinta-feira (13). O guia está disponível no site do ministério

O propósito da publicação é estimular gestoras e gestores municipais a criarem estruturas administrativas que implantem políticas públicas em favor de mais equidade entre homens e mulheres e da ampliação de direitos delas.

Dados do Ministério das Mulheres contabilizam nove secretarias de políticas para as mulheres em cada grupo de 50 municípios, um total de 1.045 em 2024 – número quatro vezes acima do que havia em 2023: 258 secretarias.

A criação de secretarias de Políticas para as Mulheres deve ser uma das prioridades das 728 prefeitas que tomaram posse em 1º de janeiro. A avaliação é da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com ela, “o segundo desafio é orçamentário”, ou seja, ter recursos para custear políticas de combate à violência contra as mulheres e financiar iniciativas para geração de trabalho, emprego e renda – “duas demandas fortes” ouvidas pela ministra no encontro com as novas prefeitas na tarde dessa quarta-feira (12).

Primeira secretaria

A pauta de políticas públicas para as mulheres se assemelha à agenda que havia em 2005 quando Moema Gramacho (PT-BA) assumiu o primeiro dos quatro mandatos de prefeita que exerceu na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador (BA). Ela foi a primeira gestora municipal a criar uma secretaria de Políticas para Mulheres.

“É preciso políticas públicas que deem independência e autonomia às mulheres”, defende Moema, que hoje participa das direções da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Para ela, a geração de trabalho, emprego e renda é fundamental para evitar situações em que as mulheres precisam denunciar homens por causa de violência de gênero, mas os agressores são os próprios companheiros, provedores da família.

Conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 63% dos autores de feminicídio em 2023 eram parceiros íntimos e 21,2% eram ex-parceiros.

Moema Gramacho lembra que a violência física contra a mulher diminuiu depois da implantação da Lei Maria da Penha em 2006. Para ela, no entanto, outras formas de violência perduram. “Quando me candidatei pela primeira vez à prefeitura, ouvi de um dos nossos adversários que eu ‘não ia para lugar nenhum’ e que mulher ‘que só sabe tocar fogão, não vai saber tocar uma prefeitura.’’

Manifestações misóginas também ouviu, vinte anos depois de Moema Gramacho, a prefeita de Mozarlândia (GO) Lucijane Freires Alencar (MDB-GO). Durante a campanha eleitoral do ano passado, ela relata que enfrentou discriminação. “As pessoas falavam que mulher não tem competência.”

Empatia 

Para Lucijane Freires Alencar, “o mundo carece de mais mulheres na política por causa da visão diferenciada, com mais empatia”. Ela recomenda “a todas as mulheres que têm interesse e a coragem que se candidatem e se coloquem à disposição da política. “Somos capazes e competentes.”

Lucijane Freires Alencar e Moema Gramacho estão em polos políticos diferentes. Mas apesar das distinções ideológicas e partidárias, gestoras como elas mantêm diálogo e compartilham iniciativas, como ocorre no Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), criado em 2017 com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

“O Movimento Mulheres Municipalistas tem sido um espaço fundamental para essa articulação. Por meio dele, conseguimos trocar experiências, fortalecer nossa participação política e pressionar por políticas públicas que atendam às demandas das mulheres nos municípios”, diz Tania Ziulkoski fundadora do movimento e também prefeita de Pimenteiras (PI).

Apesar de serem maioria na população e no eleitorado, as mulheres seguem sub-representadas na política, como registra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas eleições municipais do ano passado, além das 728 prefeitas eleitas (13% das cidades), 1.066 vice-prefeitas formaram chapas (19% dos municípios). O número de vereadoras eleitas (10.537) é quase cinco vezes menor do que o número de homens eleitos (47.189).

Apenas duas mulheres foram eleitas como prefeitas de capital: Emília Corrêa (Aracaju-SE), do PL, e Adriane Lopes (Campo Grande-MS), do PP.

Tania Ziulkoski cita levantamento feito pela CNM no ano passado que contabilizou outros indicadores da sub-representação feminina: “2.311 candidatas foram registradas para disputar o cargo nas prefeituras de 1.947 cidades, número que corresponde a 15% do total de candidatos do pleito deste ano.”

Fonte: Agência Brasil

Efeito Ozempic: Como os novos remédios para emagrecer estão revolucionando o consumo e podem gerar impacto na indústria de alimentos

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Artigo publicado dia 13/02/2025 no jornal O Poder

Nos últimos anos, o combate à obesidade e ao sobrepeso passou por uma verdadeira revolução farmacológica. Medicamentos inovadores, como semaglutida (Ozempic®?, Wegovy®?) e tirzepatida (Mounjaro®?), vêm transformando não apenas a forma como os pacientes perdem peso, mas também como o mercado de alimentos processados e ultracalóricos está sofrendo impactos diretos com essa mudança de comportamento.

As drogas

Essas drogas pertencem a uma nova classe terapêutica que age diretamente no sistema regulador da fome e do metabolismo, promovendo redução do apetite, maior saciedade e menor ingestão calórica. O efeito colateral? O consumo de produtos como snacks, doces, refrigerantes e fast-foods está despencando, preocupando grandes corporações do setor alimentício.

Impacto

Mas o impacto econômico é real? A resposta vem de um estudo publicado pela Bloomberg, que revelou dados inéditos sobre como a chegada desses medicamentos está afetando o mercado global.

O Que São Ozempic (Semaglutida) e Mounjaro (Tirzepatida)?

Os dois medicamentos mais populares atualmente no mercado pertencem à classe dos agonistas de receptores de incretinas. Mas qual a diferença entre eles?

1. Ozempic®? (Semaglutida) e Wegovy®?

Mecanismo de ação: Agonista do receptor de GLP-1 (glucagon-like peptide-1).

Efeitos principais:

Redução do apetite e aumento da saciedade; Retardo no esvaziamento gástrico; Melhora da sensibilidade à insulina; Redução do peso corporal entre 10% e 15% em ensaios clínicos e Indicações: Diabetes tipo 2 (Ozempic®?) e controle de peso em obesos (Wegovy®?).

2. Mounjaro®? (Tirzepatida) – O “Agonista Duplo”

Mecanismo de ação: Agonista do receptor de GLP-1 e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide).

Efeitos principais:

Mesmo mecanismo do Ozempic®?, mas com um efeito mais potente na regulação do apetite.

Redução do peso superior a 20% em estudos clínicos, tornando-se a droga mais promissora para obesidade até o momento.

Indicações: Tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade severa

O diferencial da tirzepatida está no fato de agir em dois hormônios incretínicos ao mesmo tempo, potencializando a perda de peso. Estudos demonstram que Mounjaro®? pode ser ainda mais eficiente do que Ozempic®? no emagrecimento, razão pela qual seu uso vem crescendo rapidamente.

Resultados

Mas, além dos resultados clínicos impressionantes, os efeitos desses medicamentos vão muito além do corpo humano: eles estão impactando toda a cadeia de consumo de alimentos processados, forçando empresas do setor a repensar suas estratégias.

O estudo

O Estudo da Bloomberg: Como o Ozempic e o Mounjaro Estão Mudando o Mercado de Alimentos

Um estudo recente conduzido pela Numerator, citado pela Bloomberg e pelo Morgan Stanley, analisou como os usuários de Ozempic, Wegovy e Mounjaro alteram seus padrões de consumo. O estudo utilizou dados de mais de 90.000 domicílios nos EUA e monitorou seus gastos com alimentos ao longo de seis meses de uso contínuo dessas drogas.

Redução

Os resultados mostraram uma redução de 6% a 9% nos gastos com alimentos, especialmente em categorias que dependem do consumo impulsivo e da fome desregulada.

Categorias com Maior Queda no Consumo

Snacks salgados (chips, salgadinhos, biscoitos recheados, etc.) ? -11,1%, Panificação doce (bolos, croissants, pães doces) ? -9,0%, Queijos ? -7,2%, Cookies ? -6,7%,
Refrigerantes ? -6,6%, Carnes processadas e congeladas ? -5,8%, Manteiga ? -5,8%,
Pães e massas refrigeradas ? -5,6%, Sorvetes e chantilly ? -5,5%, Leite e creme de leite ? -4,7%

Dados

Esses dados revelam algo claro: os usuários dessas drogas não apenas comem menos, mas também fazem escolhas alimentares mais saudáveis, reduzindo drasticamente a busca por produtos ultraprocessados.

O estudo também mostrou que quando os pacientes interrompem o uso da medicação, os padrões de consumo voltam ao normal, sugerindo que a mudança não é apenas comportamental, mas fisiológica.

Por Que Isso Acontece? O Impacto Fisiológico no Cérebro e no Sistema Digestivo

Os agonistas de GLP-1 e GIP agem diretamente no cérebro e no trato gastrointestinal, alterando a maneira como o organismo processa a fome e a saciedade. Entre os efeitos mais relevantes, temos:

1. Supressão do sistema de recompensa alimentar – Redução da ativação de circuitos cerebrais responsáveis pelo desejo por alimentos calóricos.

2. Esvaziamento gástrico retardado – A digestão se torna mais lenta, prolongando a saciedade.

3. Menor secreção de glucagon – Diminui a liberação de açúcar pelo fígado, estabilizando os níveis de glicemia e reduzindo picos de fome.

4. Menos compulsão alimentar – Pacientes relatam menor interesse por “junk food”, preferindo alimentos mais leves e proteicos.

Efeitos

Esse efeito sistêmico explica por que pessoas que utilizam essas medicações passam a rejeitar espontaneamente alimentos que antes faziam parte de sua rotina.

A Indústria de Alimentos Está Alarmada

Empresas como Nestlé, PepsiCo, Coca-Cola e General Mills já estão preocupadas com essa mudança de comportamento. Relatórios do setor financeiro indicam que, se o uso dessas drogas continuar crescendo, o mercado de alimentos processados pode sofrer uma retração significativa nos próximos anos.

As grandes preocupações do setor incluem:
•Redução nas vendas de produtos impulsivos e hipercalóricos.
• Mudança do padrão alimentar global, obrigando reformulações em produtos.
•Aumento do interesse por alimentos naturais e ricos em proteínas.

Dúvida

A dúvida que fica: as empresas do setor vão se adaptar ou tentarão frear essa revolução metabólica?

Conclusão

Os medicamentos agonistas de GLP-1 e GIP estão alterando não apenas a saúde de milhões de pessoas, mas também a economia global do setor alimentício. O estudo da Bloomberg demonstra, com dados concretos, que o apetite humano não é mais o mesmo.

Tendência

Se essa tendência continuar, poderemos assistir a uma verdadeira transformação na indústria de alimentos. Afinal, como vender produtos baseados em impulsos de consumo, se os consumidores simplesmente não sentem mais desejo por eles?

Era do apetite

A era do apetite desenfreado pode estar chegando ao fim – e o impacto disso será sentido muito além da balança.

Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD, é Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE, Pós Graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da AMIGO TECH.

Instagram: @doutorgustavocarvalho

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Segue o link da publicação no Jornal O Poder
https://www.opoder.com.br/noticias/22407/efeito-ozempic-como-os-novos-remedios-para-emagrecer-estao-revolucionando-o-consumo-e-podem-gerar-impacto-na-industria-de-alimentos

No Rio, PF deflagra operação contra crimes eleitorais em Nilópolis

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A Polícia Federal (PF) deflagrou quinta-feira (13) operação para desarticular organização criminosa suspeita de praticar diversos delitos no âmbito das eleições municipais de Nilópolis, na Baixada Fluminense, em 2024, como compra de votos, fraude à cota de gênero, apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral e lavagem de dinheiro.

A investigação teve início em outubro de 2024, quando 24 pessoas foram presas em flagrante, em Nilópolis, com valores que supostamente seriam destinados à compra de votos. Com o aprofundamento das diligências, a PF identificou um complexo esquema de corrupção eleitoral operado em Nilópolis durante as eleições municipais de 2024, que envolvia o uso de candidaturas laranjas e uma rede de apoio que se estendia a servidores públicos e políticos locais. 

Na ação, policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão.

Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal deflagra operação contra suspeito de ameaçar Lula

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (12), uma operação para investigar e coibir ameaças de morte contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo as investigações, um indivíduo fez postagens em redes sociais ameaçando praticar um atentado contra o presidente durante sua visita a Belém, nesta quinta-feira (13), onde Lula cumprirá uma série de compromissos oficiais.

Por causa disso, a PF requereu medidas judiciais contra o suspeito, que não teve a identidade revelada, e cumpriu mandado de busca e apreensão, autorizado pela Justiça Federal, que impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de aproximação do investigado de locais onde o presidente da República estiver presente.

As investigações continuam em andamento.

Fonte: Agência Brasil

Patrimônio dos fundos de previdência do DF soma R$ 7,75 bilhões em 2024

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Os fundos de investimento administrados pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) fecharam 2024 com patrimônio de R$ 7,75 bilhões, ante R$ 7,37 bilhões em 2023 – o que corresponde a um crescimento de R$ 386,6 milhões na carteira. O total de ativos financeiros chegou a R$ 6,18 bilhões (79,75% da carteira), enquanto os ativos não financeiros (ações do BRB e imóveis) somaram R$ 1,57 bilhão.

O fundo com melhor performance nos 12 meses do ano passado foi o fundo capitalizado (FC), que obteve rentabilidade monetária acumulada de R$ 108,6 milhões, ou 10,84% sobre o seu patrimônio, superando a meta de 10,07% para o período. O FC fechou dezembro de 2024 com um patrimônio líquido de R$ 1,38 bilhão. O fundo tem como característica o aporte de contribuições dos servidores que ingressaram no serviço público do Distrito Federal a partir de março de 2019, sendo responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários até o limite do teto do INSS.

“Os investimentos são feitos com o maior critério para garantir o melhor retorno para a carteira e bancar as aposentadorias e pensões”

Raquel Galvão, diretora-presidente do Iprev-DF

Já o Fundo Solidário Garantidor (FSG), que possui o maior patrimônio, registrou uma rentabilidade monetária acumulada de R$ 135,98 milhões, o equivalente a 3,41% do patrimônio líquido, que fechou 2024 com R$ 4,13 bilhões em ativos financeiros.

Trata-se de um fundo de solvência não tem meta atuarial estrita, mas se o seu resultado for positivo acima da inflação, pode ser usado para o pagamento de benefícios. Criado em 2017,o FSG  tem aplicações financeiras, ações do BRB e imóveis e é o maior fundo do Iprev-DF em termos de recursos alocados. Atualmente, o FSG possui um patrimônio total estimado em cerca de R$ 5,7 bilhões.

Rentabilidade

Por sua vez, o fundo financeiro obteve uma rentabilidade nominal acumulada de R$ 65 milhões. É destinado ao pagamento de benefícios previdenciários aos segurados que ingressaram no serviço público até março de 2019, bem como aos que já recebiam benefícios nessa data e aos respectivos dependentes.

A taxa de administração, por sua vez, chegou a R$ 6 milhões em dezembro do ano passado. Esses dois fundos não possuem meta atuarial.

“Os investimentos são feitos com o maior critério para garantir o melhor retorno para a carteira e bancar as aposentadorias e pensões”, ressalta a diretora-presidente do Iprev-DF, Raquel Galvão. Os investimentos garantem o pagamento dos benefícios dos mais de 75 mil aposentados e pensionistas do DF. 

“O resultado obtido pelo instituto foi muito bom, e a carteira continua diversificada e com rentabilidade em alta prevista para 2025”, avalia o diretor de Investimentos do Iprev-DF, Thiago Mendes Rodrigues, para quem 2024 foi um ano desafiador, com alta da Selic e da inflação brasileira e americana .

*Com informações do Iprev-DF

Fonte: Agência Brasília

Moradores divergem sobre cercamento de quadras residenciais no Paranoá Parque

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A Câmara Legislativa realizou, na noite da última quarta-feira (13), audiência pública para debater a possibilidade de cercamento de quadras residenciais no Paranoá Parque. A audiência foi realizada na quadra de esportes do condomínio, que foi criado em 2014 para famílias de baixa renda e hoje conta com mais de 25 mil moradores. A iniciativa partiu da deputada Dra. Jane (MDB), que conduziu a audiência. 

A possibilidade de cercamento do condomínio é atualmente motivo de desavenças entre os moradores. De um lado estão os condôminos que defendem o cercamento por motivos de segurança e se dispõem a pagar pela benfeitoria. De outro, estão os moradores que não têm condições de arcar com as taxas extras para financiar as obras. 

O impasse não foi resolvido na audiência pública, mas foi estabelecido um compromisso de se apresentar uma solução à comunidade em dois meses.

 

“Temos um problema a ser resolvido e temos que achar um meio termo. Vamos levar representantes dos moradores e síndicos, os favoráveis e os contra. A ideia é fazer uma reunião com o poder público, envolvendo todos os órgãos aqui presentes hoje, para fazermos uma mesa ampla. As propostas que chegaram aqui hoje ainda não contemplam o problema, pois o tema é muito complexo. Vamos debater para chegar a um meio termo e resolver a questão. E no dia 25 de abril a gente volta aqui para trazer a definição do que foi resolvido”, prometeu Dra. Jane. 

Durante a audiência pública, autoridades de diversos órgãos como a Defensoria Pública, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a Codhab e a Polícia Militar estiveram presentes. O administrador regional do Paranoá, Wellington Santana, se esquivou de se posicionar sobre a medida. “Não posso tomar um partido, se vai cercar ou não. Não posso apresentar uma proposta porque minha posição é de neutralidade. Os síndicos é que devem apresentar as propostas”, disse. 

O tenente coronel da Polícia Militar, Adelbar da Silva, ressaltou que o cercamento do condomínio é uma medida de segurança eficaz. “O fato é que condomínio fechado proporciona mais segurança às pessoas”, afirmou. Já o defensor público geral do DF, Celestino Chupel, ressaltou a importância de se garantir os direitos daqueles que não têm condições de pagar a taxa extra para viabilizar o cercamento. “O direito das pessoas que querem o cercamento e que pagaram por isso não pode se sobrepor ao direito das minorias que não podem pagar as prestações exageradas em decorrência da renda delas. Quando uma pessoa é obrigada a pagar uma taxa condominial e uma taxa extraordinária acima dos limites estabelecidos pelo condomínio, ela fica sem condições de arcar com essas despesas”, observou. 

A defensora pública Juliana Braga apontou a necessidade de mais profissionalização das gestões dos síndicos das quadras. “Muitos dos moradores sobrevivem com políticas assistenciais, como o Bolsa Família, e comprometem suas rendas com o pagamento das taxas de condomínio. Recebemos queixas de falta de transparência da administração e da realização de benfeitorias desnecessárias que levam ao aumento da taxa de condomínio, o que acarreta numa alta taxa de inadimplentes que, por sua vez, não podem participar da assembleia do condomínio. Não basta apenas entregar a chave da casa própria, é preciso que a família tenha condições de manter aquela casa. Precisamos profissionalizar a gestão dos síndicos em busca de mais transparência. Também precisamos de mecanismos financeiros que possam viabilizar a quitação ou o parcelamento de dívidas”, ressaltou. 
 

 

Ao final da audiência foi acertada a realização de nova reunião, na próxima segunda-feira (17), com representantes dos moradores, síndicos, órgãos do GDF e deputados distritais em busca de uma solução definitiva para o problema. A reunião será realizada nas dependências da Câmara Legislativa e a expectativa é que a decisão seja tomada até abril, quando uma nova audiência pública será realizada no condomínio para apresentar a solução aos moradores. 

Fonte: Agência CLDF

Setor de serviços cresce 3,1% em 2024, mostra IBGE

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O setor de serviços fechou o ano de 2024 com crescimento acumulado de 3,1%, completando o quarto ano consecutivo de taxas positivas, um feito inédito na série histórica, iniciada em 2012. Entre 2021 e 2024, a alta acumulada chegou a 27,4%. O resultado do ano passado também superou o de 2023, que ficou em 2,9%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12) pela Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No resultado anual de 2024, quatro dos cinco setores tiveram desempenho positivo. Os maiores destaques foram os serviços de informação e comunicação e os serviços profissionais, administrativos e complementares: ambos cresceram 6,2%. Já os serviços prestados às famílias tiveram incremento de 4,4% e os outros serviços avançaram 1,1%.

O único setor com resultado negativo foi o dos transportes, com queda de -0,7%. De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, isso se deve principalmente à diminuição da receita obtida pelo transporte rodoviário de cargas, impactado pela menor safra colhida no ano passado.

Dezembro

No último mês do ano, o volume de serviços no Brasil recuou 0,5%, o segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 1,9%. Rodrigo Lobo lembra que esses dois resultados vêm depois do recorde registrado em outubro, o que eleva a base de comparação. Com relação a dezembro de 2023, o resultado foi positivo em 2,4%.

Na passagem de novembro para dezembro, três das cinco atividades apresentaram retração. A maior delas foi observada na categoria outros serviços, que caiu -4,2%, por causa principalmente do mau desempenho dos serviços financeiros auxiliares. Também tiveram recuo os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%) e e as atividades de informação e comunicação (-0,7%).

Em contraponto, os serviços prestados às famílias cresceram 0,8%, acumulando crescimento de 7,8% entre maio e dezembro de 2024. Os transportes tiveram discreta recuperação de 0,1%, depois de queda expressiva de 3,5% em novembro.

Mesmo com a queda mensal, o setor de serviços chegou ao último mês de 2024 em um patamar 15,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Mas ainda se encontrava 1,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado em outubro de 2024.

Fonte: Agência Brasil

Cine Goiás Itinerante: inscrições serão feitas via e-mail

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O Cine Goiás Itinerante, iniciativa do Governo de Goiás realizada por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), alterou a forma de inscrição dos municípios. Os gestores que queiram solicitar o programa em sua cidade agora devem enviar a solicitação via e-mail: cineitinerante.cultura@goias.gov.br, informando no corpo do e-mail as datas de interesse para execução do projeto, podendo ser alteradas de acordo com a disponibilidade.

Também devem ser enviados o Termo de Compromisso preenchido, juntamente com um ofício direcionado à secretária de Cultura, Yara Nunes. Os documentos, assim como o regulamento do Cine Goiás itinerante, estão disponíveis no site da Secult.

Além das sessões de cinema, o projeto também oferece a oficina Stop Motion, ministrada pelo cineasta Nuno Aymar. Durante a aula, os alunos vão ter acesso a uma introdução da técnica de criação de filmes por meio de fotos junto com um exercício interativo dos fundamentos básicos para a criação de uma animação utilizando objetos recicláveis.

Cine Goiás Itinerante tem como missão levar entretenimento e cultura por meio do cinema a todas as regiões do Estado, promovendo sessões gratuitas no interior de Goiás, oferecendo oficinas de capacitação em audiovisual com foco ambiental (Foto: Secult-GO)

A atividade tem o objetivo de estimular o interesse pela arte de animação cinematográfica, desenvolver capacidades criativas de trabalho em grupo, e promover a conscientização sobre a importância da reciclagem para a preservação ambiental.

Cinema no interior

O Cine Goiás Itinerante tem como missão levar entretenimento e cultura por meio do cinema a todas as regiões do Estado, promovendo sessões gratuitas no interior de Goiás e oferecendo oficinas de capacitação em audiovisual com foco ambiental. O público-alvo inclui alunos das redes municipal e estadual de ensino, além de comunidades em situação de vulnerabilidade.

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Fonte: Portal Goiás

Divulgado resultado final do edital de apoio a blocos de pré-carnaval e carnaval de rua de Goiás

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Foram selecionados 16 projetos em Goiânia, com valor de R$ 50 mil cada, e 20 no interior, com valor de R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões destinados aos grupos goianienses e aos municípios (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) torna público o resultado final da etapa de análise de mérito do edital de apoio a blocos de pré-carnaval e carnaval de rua de Goiânia e cidades do interior goiano. O resultado foi publicado no suplemento do Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (12/02) e está disponível no site goias.gov.br/cultura.

Foram selecionados no certame 16 projetos em Goiânia, com o valor de R$ 50 mil cada, e 20 no interior, com o valor de R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões destinados aos grupos goianienses e aos municípios. As inscrições foram realizadas dos dias 27 a 31 de janeiro, e analisadas pela Comissão de Seleção do Conselho Estadual de Cultura dos dias 03 a 05 de fevereiro, com prazo recursal entre dos dias 07 a 10 últimos.

Na próxima fase, de habilitação para pagamento dos projetos aprovados na avaliação de mérito, os proponentes deverão entregar os documentos solicitados, nesta quinta (13/02) e sexta-feira (14/02), na Plataforma Baru. O resultado preliminar desta etapa está previsto para o dia 18, com prazo recursal de 19 a 21 de fevereiro.

O resultado final e definitivo será divulgado no dia 25 de fevereiro, com possibilidade de alterações no cronograma ao longo do processo. Os participantes devem acompanhar possíveis avisos no site da Secult e no Diário Oficial do Estado de Goiás.

Os recursos do edital são oriundos da Secretaria de Estado da Retomada, que também é responsável pela execução do certame, enquanto a Secult se responsabiliza pela curadoria.

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Fonte: Portal Goiás

Dia do Rádio: veículo é fundamental no combate às mudanças climáticas

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O avanço das queimadas e do desmatamento percorre, por vezes, as florestas mais rapidamente do que as informações de conscientização sobre o cenário de destruição. Não à toa, entidades como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) definiram que o Dia do Rádio deste ano, celebrado nesta quinta-feira (13), deve chamar atenção para o papel fundamental do veículo no combate às mudanças climáticas em todo o mundo.

No Brasil, pesquisadores consideram o rádio veículo estratégico para que as informações vençam eventuais limitações tecnológicas, como regiões sem sinal para internet ou para telefone celular. Ouvidos pela Agência Brasil, esses especialistas afirmam que um exemplo importante dessa atuação é na região amazônica, afetada, historicamente, tanto pela destruição da área nativa quanto pela dificuldade de comunicações. 

Conforme explica o professor Marcos Sorrentino, de ciências florestais da Universidade de São Paulo (USP), as mudanças climáticas, assim como a conservação da biodiversidade, exigem mudanças comportamentais e de valores, que precisam ser divulgadas pelo rádio, o veículo que atravessa o país. “Precisamos dialogar com as pessoas para que elas repensem o seu modo de produção e de consumo. O rádio tem uma longa história que possibilita o estar mais próximo das pessoas”, argumentou. 

 Por isso, segundo Sorrentino, é necessário cumprir esse papel diariamente. Ele cita os programas da Rádio Nacional da Amazônia que, na sua opinião, prestam serviço prático. “Eu lembro que, certa vez, eu estava no interior de um município do estado do Pará e um agricultor estava ouvindo a Rádio Nacional, sintonizado nas mensagens e nos desafios (diante da erosão ambiental)”, afirma. 

Mudanças de comportamentos

O professor diz que o rádio vem se reinventando para efetiva divulgação de conteúdo educativo, como tem ocorrido nos aprofundamentos criados por reportagens, entrevistas e podcasts. Para Sorrentino, o veículo proporciona oportunidades para que a sociedade mude comportamentos a fim de realizar o enfrentamento das mudanças do clima e da erosão da biodiversidade.

“É necessário o enfrentamento da alienação dos sujeitos, do distanciamento e da incompreensão”. Ele conta que presenciou, na cidade de Belterra (PA), a elaboração de programas de rádio por parte de professores e alunos. Inclusive, para o pesquisador, as campanhas de rádio têm dois públicos prioritários. “Inequivocamente, os jovens são os que mais sentirão os impactos das mudanças do clima. E o outro público é o de idosos, que podem trazer a história de vida para repercutir nas rádios do país”, argumenta.

Campanhas

Cientista sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o ecólogo Paulo Moutinho afirma que o rádio sempre foi fundamental para as pesquisas que a entidade realiza na região.

“O rádio permitiu, por exemplo, que fizéssemos campanhas de prevenção de incêndios na região e que preveniram perda econômica de pequenos a grandes agricultores. Também foi fundamental em ações de educação diante da mudança do clima”.

Ele recorda que, desde a década de 1980, utiliza o veículo para educação ambiental na Amazônia, incluindo a prevenção de incêndios e o uso adequado de plantas medicinais. Depois, na atuação como pesquisador, ele se envolvia em pesquisas sobre prevenção de incêndio e de desmatamento ilegal. Ele trocava ideias, pelo rádio, com os ouvintes porque havia um fluxo de cartas para as emissoras com interações. “Tudo isso não é algo do passado. O rádio ainda é um instrumento de alta tecnologia de comunicação na Amazônia, pois é fácil de ser adquirido”.

“No coração das pessoas”

Para Moutinho, o rádio será ainda durante muito tempo um instrumento fundamental para a comunicação na Amazônia. “Há programas icônicos também em relação a isso. O Natureza Viva, da Rádio Nacional, por exemplo, tem alcance enorme”. 

A profissional da Rádio Nacional da Amazônia Mara Régia di Perna, que apresenta o programa e é referência nacional em comunicação ambiental, concorda, em entrevista à Agência Brasil, concorda que o programa Natureza Viva tem sido um aliado da sociedade para prestar serviço de utilidade pública. 


Brasília (DF), 11/03/2024, - Cerimônia de celebração pelos 50 anos do Parque do Rodeador, um do maiores complexos de transmissão radiofônica do país, incluindo os transmissores em ondas curtas (OC) da Rádio Nacional da Amazônia. Na foto a radialista, Mara Régia. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF), 11/03/2024, - Cerimônia de celebração pelos 50 anos do Parque do Rodeador, um do maiores complexos de transmissão radiofônica do país, incluindo os transmissores em ondas curtas (OC) da Rádio Nacional da Amazônia. Na foto a radialista, Mara Régia. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília – A jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia. Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“O que faz do rádio uma poderosa ferramenta de mobilização social é a capacidade de ele chegar ao coração das pessoas com intimidade”, afirmou Mara Régia. Ela cita que as características do veículo fazem a diferença, com agilidade, acessibilidade, mobilidade, instantaneidade e linguagem simples.

Utilidade pública

Outro profissional que atua pela comunicação, o geógrafo e comunicador Marco Lopes, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que tem sede em Tefé (AM), é responsável por um programa de rádio chamado “Ligado no Mamirauá”, que já tem mais de 30 anos de história. “Até hoje, difunde informações sobre manejo dos recursos naturais”. 

O programa vai ao ar pela Rádio Rural de Tefé (93,9 FM). “A importância do veículo para conscientizar sobre as mudanças climáticas ocorre de diversas formas”. Ele exemplifica que, no ano passado, houve uma das piores secas da história do Amazonas e foi necessário aprofundar informações sobre o assunto. “Historicamente, o programa tem também um serviço de utilidade pública, de divulgar as informações do nível do rio. E essas informações são fundamentais”. 

Contra a desinformação

Segundo Lopes, as informações são mais assimiladas por populações mesmo em situação de vulnerabilidade. O mote principal é lutar contra fake news e não utilizar alarmismo para tratar dos temas ambientais. 

O combate à desinformação também é uma preocupação central, segundo a socioambientalista Muriel Saragossi. Para ela, rádio é o veículo de comunicação mais importante no interior da Amazônia. ao proporcionar informação de qualidade para populações distantes dos sinais de celular. “Na Amazônia, temos muitos jovens comunicadores, sejam indígenas, ribeirinhos ou quilombolas, que reproduzem conteúdos informativos dentro de suas comunidades e escolas rurais, o que permite formar uma nova geração de amazônidas com informações verdadeiras”.

Fonte: Agência Brasil