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Cripto Gate: governo argentino enfrenta nova crise política

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A iniciativa do presidente da Argentina, Javier Milei, ao promover o lançamento de uma criptomoeda por uma empresa privada desencadeou uma nova crise política no país, forçando-o a anunciar uma investigação contra si mesmo.

O episódio que parte da imprensa argentina está tratando como o “cripto gate” envolve a suspeita de funcionários do governo federal, incluindo o próprio presidente, em supostas irregularidades envolvendo a criação da $Libra, uma criptomoeda que, segundo Milei, ajudaria a financiar pequenas empresas e empreendimentos argentinos.

As críticas e as reações à iniciativa de Milei se avolumaram depois que o presidente argentino publicou, nas redes sociais, um texto de apoio ao projeto Viva La Libertad, que é encabeçado pelo lançamento da $Libra.

Assim que o presidente tornou público seu apoio à iniciativa, o valor do ativo digital disparou, valorizando-se exponencialmente. Os poucos detentores da criptomoeda começaram então a vendê-la, com lucros altíssimos. Porém, o valor da $Libra voltou a cair tão logo especialistas e oposicionistas a Milei começaram a apontar o risco de fraude no empreendimento.

A primeira reação do presidente argentino foi apagar a publicação promocional de sua conta no X (antigo Twitter), substituindo-a por uma nova mensagem na qual afirmava não ter nenhum vínculo com o “suposto empreendimento privado”, do qual não conhecia os “pormenores”.

O esclarecimento não conteve a escalada da crise, a ponto do jornal La Nacion, um dos mais influentes do país, noticiar que o “escândalo $Libra abriu uma caixa de pandora”, com acusações de que pessoas próximas a Milei teriam pedido vantagens pessoais a empresários em troca de franquear o acesso ao presidente argentino.

Pressionado, o governo argentino anunciou duas medidas. Em uma nota oficial divulgada neste sábado (15), a equipe de Milei informou que o presidente determinou ao Gabinete Anticorrupção que apure se algum membro do governo nacional, incluindo ele mesmo, agiu de forma imprópria. Além disso, Milei informou que será criada, no âmbito da própria presidência, uma força-tarefa composta por representantes de vários órgãos e organizações interessadas no tema para que avaliem o projeto Viva La Libertad, a $Libra e todas as empresas ou pessoas envolvidas com a iniciativa.

Ainda na nota, a equipe de Milei esclarece que o primeiro contato do presidente com os representantes da empresa responsável pela $Libra aconteceu em 19 de outubro de 2024, durante um encontro no qual os empresários comentaram a intenção de “desenvolver um projeto para financiar empreendimentos privados na Argentina utilizando  tecnologia blockchain”. O encontro, público, foi devidamente registrado na agenda de Milei, segundo sua equipe.

Cerca de dois meses e meio depois, em 30 de janeiro deste ano, por sugestão dos mesmos empresários, Milei se reuniu com o sócio do empreendimento que forneceria toda a infraestrutura tecnológica necessária.

“Finalmente, nesta sexta-feira, o presidente [Milei] compartilhou uma publicação em suas contas pessoais comunicando o lançamento do projeto, tal como faz cotidianamente em relação a muitos empreendedores que querem lançar um projeto para criar empregos e investir na Argentina”, acrescenta, na nota, a equipe do chefe do executivo da Argentina, reafirmando que ele não participou da criação e do desenvolvimento da criptomoeda.

“Frente as repercussões [negativas] que o anúncio do projeto gerou, para evitar qualquer especulação e para não dar mais publicidade [à iniciativa], [o presidente argentino] decidiu eliminar a publicação [de sua conta pessoal no X]”, finaliza a equipe presidencial, garantindo que todas as informações sobre o assunto que forem reunidas pelo Gabinete Anticorrupção e pela força-tarefa que será criada serão encaminhadas à Justiça, “para que esta determine se alguma empresa ou pessoa vinculada ao projeto cometeu algum delito”.

Na manhã deste domingo, representantes de duas organizações sociais (Observatório do Direito à Cidade e Movimento A Cidade Somos Nós Que A Habitamos) e de um partido político (Unidade Popular) ingressaram na Justiça com uma denúncia contra o presidente argentino, a quem acusam de ter prejudicado a mais de 40 mil pessoas ao se associar a um esquema que, segundo os denunciantes, teriam causado um prejuízo da ordem de US$ 4 bi.



Fonte: Agência Brasil

Baixa escolaridade é fator de risco para declínio cognitivo no Brasil

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A baixa escolaridade no Brasil figura atualmente como maior fator de risco para o declínio cognitivo, característica ligada a quadros de demência. A conclusão é de um estudo liderado pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Eduardo Zimmer, com o apoio do Instituto Serrapilheira, e publicado no periódico The Lancet Global Health.

Em nota, o Instituto Serrapilheira avalia que o estudo é importante porque contraria a premissa, prevista na literatura científica, de que o declínio cognitivo é causado sobretudo por fatores como idade avançada e sexo. “O novo artigo amplia o leque de riscos de perda de cognição, considerando as particularidades de outros contextos”, destacou o comunicado.

O estudo demonstra que modelos de pesquisas desenvolvidas em países de alta renda não são replicáveis para todo tipo de nação. Por meio do uso de inteligência artificial (IA) associada a técnicas de machine learning, a pesquisa analisou dados de mais de 41 mil pessoas na América Latina, divididas em dois grupos: países de baixa e média renda (Brasil, Colômbia e Equador) e países de alta renda (Uruguai e Chile).

No Brasil, foram 9.412 casos analisados, oriundos do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). “A baixa escolaridade foi o maior fator de risco para casos de declínio cognitivo, seguida de sintomas de saúde mental, atividade física, hábitos de fumo, isolamento social, entre outros”, destacou o instituto Serrapilheira.

Idade e sexo, considerados fatores de risco mais proeminentes globalmente, aparecem de forma menos relevante em termos estatísticos. “Os níveis baixos de escolaridade, junto com as já conhecidas instabilidade econômica e insegurança social do país, têm impacto significativo no envelhecimento cerebral da população brasileira, especialmente nas regiões mais pobres”.

“Ao identificar a educação como um fator central no risco de declínio cognitivo, a expectativa de Eduardo Zimmer e outros pesquisadores que participaram do estudo é influenciar as políticas públicas do Brasil e da América Latina em relação ao tema”, completou o instituto.

No Brasil, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais apresenta algum tipo de demência – algo em torno de 2,71 milhões de pessoas, conforme dados do Ministério da Saúde. “A projeção para 2050 indica que esse número pode aumentar para 5,6 milhões de diagnósticos no país”, concluiu o instituto.

Fonte: Agência Brasil

Maior plataforma de petróleo do Brasil inicia operação no pré-sal

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A maior unidade produtiva de petróleo em alto-mar (offshore) instalada no país até o momento, a Almirante Tamandaré (Búzios 7) começou a operar no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, neste sábado (15). O navio-plataforma tem capacidade para processar até 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A unidade vai explorar 15 poços, sendo sete produtores de óleo, seis injetores de água e gás, um conversível (produtor e injetor) e um injetor de gás. Todos eles estarão interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina.

O Campo de Búzios é considerado um dos pontos mais promissores do chamado pré-sal brasileiro uma área de reservas petrolíferas formada por uma camada de rochas sedimentares e localizada em águas ultraprofundas da costa brasileira, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade.

Em nota, a Petrobras reafirmou a expectativa de que o Campo de Búzios se torne, em breve, seu maior campo de produção, podendo superar a marca de 1,5 milhões de barris de produção por dia. “O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025″, afirmou a presidenta da companhia, Magda Chambriard.

A unidade foi afretada junto à SBM Offshore. Além de apresentar capacidade produtiva acima da média das unidades da indústria – que gira em torno dos 150 mil barris diários de óleo e de compressão de 10 milhões de m3 de gás – a Almirante Tamandaré conta com tecnologias de descarbonização, o que, de acordo com a Petrobras, contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade.

Também em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da unidade para a expansão da produção nacional. “A entrada em operação do FPSO Almirante Tamandaré é mais um passo importante para fortalecer a produção de energia no Brasil. Essa plataforma tem tecnologia de ponta para produzir mais com menos impacto ambiental, utilizando sistemas modernos para reduzir emissões e otimizar o uso de energia. Isso reforça nosso compromisso com o desenvolvimento do setor de óleo e gás em bases sustentáveis”, afirmou.

O início da operação, neste sábado (15), coincidiu com o anúncio de que a Petrobras identificou novas reservas de petróleo em um poço (9-BUZ-99D-RJS ) da região oeste do Campo de Búzios, perfurado a cerca de 1.940 metros de profundidade, a partir de testes realizados a partir de 5,6 mil metros de profundidade.

O começo da operação ocorreu um dia após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter concedido as autorizações que faltavam para que o Consórcio da Jazida Compartilhada de Búzios, formado pela Petrobras (operadora que detém 88,9% de controle sobre o empreendimento), a CNOOC (7,34%) e a CNPC (3,67%) colocasse a unidade para funcionar.

Fonte: Agência Brasil

Rio alerta para calor extremo e chance de recorde nesta semana

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As previsões meteorológicas apontam para temperaturas elevadas na cidade do Rio de Janeiro, principalmente, nesta segunda-feira (17) e no dia seguinte. O Sistema Alerta Rio indica que esses dias podem ser os dias mais quentes da semana, podendo bater o recorde de dia mais quente já registrado em fevereiro, que é 41,8 graus Celsius (°C), no ano de 2023.

“A gente pode passar disso principalmente na terça-feira”, informou a meteorologista chefe do Sistema Alerta Rio, Raquel Franco. “A gente está em um fevereiro muito seco, com pouca chuva. A atual média [de chuva] agora no dia 16 de fevereiro é de apenas 5 milímetros (mm). Teremos mais uma semana sem chuva, e as previsões para o fim de fevereiro não indicam uma quantidade muito grande de chuva. Podemos ter um dos fevereiros mais secos da história”.

Diante desse cenário, a Prefeitura do Rio anunciou que, caso a cidade atinja o patamar Calor 4 no protocolo criado pela administração municipal, a população poderá contar com a abertura de 58 pontos de resfriamento. “São áreas que possibilitam sombra, pontos de hidratação e banheiros em Naves do Conhecimento e parques municipais, vilas olímpicas e outros equipamentos municipais”, indicou o chefe-executivo do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), Marcus Belchior, acrescentando que a lista dos locais estará disponível no aplicativo do COR.


Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2025 - Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes durante recomendações e anúncio medidas contra calor extremo. Foto:  Marcos de Paula/Prefeitura do Rio
Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2025 - Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes durante recomendações e anúncio medidas contra calor extremo. Foto:  Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes durante recomendações e anúncio medidas contra calor extremo. Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Além disso, deverá ser respeitada a parada para hidratação de funcionários que trabalham expostos ao sol. A rede de saúde municipal deverá estar preparada para o aumento de atendimentos de casos decorrentes das altas temperaturas. A recomendação é aumentar a ingestão de água, fazer uso de roupas leves e evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico de calor.

“Nós estamos no Calor 3 e temos uma probabilidade e possibilidade enorme de irmos para o calor 4 nesta semana. Provavelmente, nada indica pelas previsões de que a gente vá chegar no Calor 5”, apontou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, em entrevista coletiva para avaliação das condições climáticas e anúncio de medidas para a população.

Paes disse que ninguém da administração municipal vai pedir o cancelamento dos desfiles de blocos de rua, nem impedir que a população participe de atividades na cidade neste período de verão e de carnaval, com previsão de calor intenso. Apesar disso, recomendou muito cuidado diante do cenário de previsão do clima.

”Qualquer pessoa que já pulou, brincou em um bloco de carnaval na cidade do Rio de janeiro durante o dia, sabe do que estou falando, mas a gente pode chamar atenção dos foliões para beber mais água, se hidratar melhor, tomar certos cuidados, buscar estar em ambiente em que os riscos à saúde sejam menores”, afirmou, comentando que a virada da leitura da prefeitura do Rio faz sobre o calor na cidade foi a morte, em novembro de 2023, por exaustão térmica, da estudante Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, durante o show da cantora norte-americana Taylor Swift, no estádio do Engenhão, na zona norte do Rio de Janeiro.

“A gente não quer controlar ninguém. O que a gente quer é que as pessoas tenham consciência do que está se passando, dos riscos, são preocupações que a própria população tem que tomar. Não vamos colocar um chip em cada cidadão”, afirmou Paes.

 

O prefeito destacou que o verão carioca sempre foi muito quente e que não é novidade a cidade atingir 40° C nesta época do ano. Essa situação tem se repetido neste ano, mas agora com o agravante de que a intensidade, a repetição de dias com o calor intenso e a sensação térmica têm sido maiores do que o verificado na história.

“A gente busca trazer para vocês e para a população um alerta da semana que vai chegar. Tomara que a meteorologia confirme o sol, mas jogue as temperaturas para baixo. Eu seria o homem mais feliz do mundo se a gente disser que a semana foi inteira de sol, passaremos com sol até o mês de abril, mas a temperaturas permanecerão entre 25°C e 32°C na cidade do Rio de Janeiro. Não é o mais provável”, completou.

Outra observação feita pelo prefeito é que o avanço da ciência permitiu dispor atualmente de mais elementos que mostram os impactos na vida e saúde das pessoas. 


Rio de Janeiro (RJ), 14/11/2023 – População enfrenta forte onda de calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 14/11/2023 – População enfrenta forte onda de calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

População enfrenta forte onda de calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil 

“No passado, sem as informações que a ciência, a medicina, nos dão hoje, pessoas morriam de calor no Rio de Janeiro em consequência das elevadas temperaturas, e o diagnóstico daquela doença que a pessoa enfrentava não era creditado ao calor. Na medida que a ciência avançou, nós conseguimos identificar os malefícios trazidos pelas temperaduras excessivas na saúde das pessoas “, disse, contando ainda que o avanço da ciência permitiu aprimorar as análises de dados meteorológicos que conseguem hoje prever com certeza maior as temperaturas de períodos mais longos.

Citando a própria agenda, Paes disse que, para evitar riscos a moradores de Ramos e Bonsucesso, cancelou o compromisso que tinha neste domingo às 12h, para conversar sobre com eles as obras do Programa Bairro Maravilha. “Imagina aquele solzinho de meio dia, aquela obra no asfalto”, pontuou.

O monitoramento dos níveis de calor pelo COR-Rio começou em junho do ano passado. A classificação tem cinco níveis de risco que variam conforme a temperatura e a umidade relativa do ar registradas na cidade. Durante a entrevista, Paes pediu a modificação na nomenclatura do protocolo, que foi criado com fases de níveis de calor de NC1 até NC5. Para ele, é mais fácil o entendimento da população passar para Calor 1 a Calor 5 (C1 a C5).

Desidratação

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que as unidades de saúde municipais registraram um aumento na procura por emergências para o atendimento de pessoas por questão de desidratação.

“Só no mês de janeiro, a gente estima que 3 mil pessoas foram atendidas por problemas ligados ao calor ou à desidratação. Tem uma preocupação muito grande com idosos e crianças que têm menos sensação de sede, sentem menos sede e pedem água com mais dificuldades. A gente teve intenções de dois bebês por problema de roupa em excesso. É mportante as mamães, principalmente as de primeira viagem, estarem atentas à desidratação das crianças “, disse , apontando ainda a preocupação da secretaria com o uso de ceras de cabelo e filtro solar caseiro, que causam queimaduras de pele. No caso das ceras, elas escorrem com o calor e podem provocar queimaduras de retina, segundo o secretário.

“Isso tem sido muito comum, muito frequente nas emergência”, completou.  

Os cuidados devem ser redobrados também em pessoas com problemas cardíacos, diabéticos e hipertensos que são mais propensos a descompensação mais rápida. O secretário pediu ainda atenção com os pets para evitar queimaduras nas patas ao serem levados em calçadas e ruas muito quentes.

Sintomas

De acordo com a prefeitura, o calor extremo provoca sintomas como aumento da taxa de respiração, piora na alergia e da asma, agravamento de doença pulmonar obstrutiva crônica, lesões hepáticas, câimbras, espasmos musculares, fraqueza, dores de cabeça, tonteira, irritabilidade, perda de coordenação, confusão mental, delírio, ansiedade, perda de consciência, convulsões, derrames, arritmia, aceleração dos batimentos redução do fluxo sanguíneo para o coração, ataque cardíaco. Além disso, doença e falência renal.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, disse que tem sido uma preocupação da prefeitura realizar projetos para minimizar o impacto desses efeitos do clima. Segundo ela, o município se adapta também no médio e longo prazo com iniciativas de reflorestamento que vem dando resultados positivos comparados a cerca de 15 campos de futebol ou 154 hectares. 

“A ideia de que vamos conseguir frear a mudança do clima, o aumento da temperatura da Terra não depende só do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro vai conseguir lidar nas próximas décadas com a sensação térmica, mas a diminuição dessa temperatura não depende infelizmente só do Rio. É preciso que a gente consiga construir uma pedagogia climática, mas também construir uma ideia de que todas as cidades vão construir com uma adaptação”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Escola Alma de Benzedeiras realiza cerimônia para mais de 200 pessoas e pets no Parque da Asa Sul

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A Escola Alma de Benzedeiras de Brasília, cuja atividade está inserida no projeto Reconexão Cerrado, do Instituto Brasília Ambiental, benzeu 231 pessoas e três pets na manhã deste sábado (15), no Parque Ecológico da Asa Sul.

“Benzer é passar boas energias, reforçando a conexão entre a pessoa, que está recebendo o benzimento e a natureza, o meio ambiente”, explica Márcia Franco, que representa a escola e a fundadora Maria Bezerra.

Para o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, essa conexão com o meio ambiente e com as práticas passadas de geração pós-geração fortalece a missão de preservação ambiental. “Esse elo que é criado vai muito ao encontro com o que eu sempre procuro incentivar dentro do Brasília Ambiental, que é o pertencimento. Esse pertencimento de ter algo que também é meu é que gera o zelo, o carinho, o cuidado”, pontuou o gestor.

A atividade de benzimento está inserida na relação saúde e meio ambiente, um dos eixos do projeto Reconexão Cerrado. O benzimento é feito com plantas cultivadas nas hortas medicinais das unidades de conservação geridas pelo Brasília Ambiental. “É o uso energético das plantas, o que faz parte dos serviços ecossistêmicos prestados pelo meio ambientes”, explica a benzedeira, voluntária e servidora do Brasília Ambiental, Rosângela Martins.

Ela conta que as benzedeiras entraram no projeto no final de 2019, mas, com a pandemia, a atividade foi suspensa, retornando entre o final de 2021 e o início de 2022. A Escola Alma de Benzedeira foi levada para dentro do projeto Reconexão por um Acordo de Cooperação.

“Essa formalização permitiu termos a atividade nas unidades de conservação. As primeiras unidades que tiveram foram os parques ecológicos da Asa Sul e do Riacho Fundo. Este ano iniciamos no parque Sucupira, em Planaltina. Hoje três parques têm, efetivamente, a atividade de benzimento. Toda a equipe de benzedeiras é voluntária”, esclarece Rosângela.

A atividade, que atrai pessoas de todas as idades, gêneros e credos, tem como objetivo também a valorização da biodiversidade do Cerrado, com foco na flora. “Para receber o benzimento não há nenhuma restrição. Basta a pessoa estar receptiva à boa energia que a prática, sempre acompanhada de uma oração, dispensa. Para termos uma boa saúde precisamos ter boa conexão com o meio ambiente, porque nós também somos natureza”, lembra Rosângela.

“A iniciativa reforça a conexão das pessoas com a natureza ao mesmo tempo que oferece uma oportunidade para que todos melhorem sua saúde mental”

Celina Leão, vice-governadora

Para a vice-governadora, Celina Leão, a prática promove bem-estar e saúde mental para a comunidade. “A iniciativa reforça a conexão das pessoas com a natureza ao mesmo tempo que oferece uma oportunidade para que todos melhorem sua saúde mental, cuidando do espírito e do corpo em um ambiente acolhedor, dentro de espaços públicos, como o nosso Parque Ecológico da Asa Sul”.

Reconexão Cerrado

O projeto existe há sete anos, anteriormente com o nome de Conexão Verde. O objetivo é executar ações de preservação e conservação da biodiversidade em unidades de conservação, com foco na recuperação ambiental e no fortalecimento dos usos da flora do bioma Cerrado. O projeto também visa compartilhar e disseminar o conhecimento dos saberes tradicionais em plantas medicinais e práticas integrativas de saúde em unidades de conservação do Distrito Federal, com atendimentos à comunidade.

Alma de Benzedeiras

A Escola de Almas Benzedeiras nasceu em 2017, quando a idealizadora do projeto, Maria Bezerra, decidiu seguir os passos da avó, que também era benzedeira. Segundo ela, “sua missão era contribuir no resgate do amor das pessoas” e espalhar os ensinamentos de duas grandes benzedeiras de Brasília, dona Maria Paula, do Paranoá, e dona Juliana, de Planaltina.

“A escola não tem sede física. Essa sede se materializa quando nós, benzedeiras, e as pessoas que querem ser benzidas se juntam. Os benzimentos duram por volta de duas horas”, explica a coordenação da Escola.

*Com informações do Brasília Ambiental

Fonte: Agência Brasília

Filarmônica de Goiás faz concerto gratuito no Teatro Sesi

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Sessão especial desta quinta-feira (20/02) é a primeira de várias apresentações da Orquestra Filarmônica de Goiás em 2025 (Foto: Secti-GO)

A Orquestra Filarmônica de Goiás apresenta, na quinta-feira (20/02), às 20 horas, no Teatro Sesi, em Goiânia, um concerto gratuito para celebrar as obras de dois compositores russos.

O público vai acompanhar a execução da icônica sinfonia Nº. 2, da ópera 17, conhecida por Pequena Rússia. E ainda da sinfonia nº 1, da ópera 25, de Sergei Prokofiev, intitulada Clássica, escrita por ele aos 25 anos, inspirada na forma de trabalho de Mozart e Haydn.

Na quinta-feira, será executada parte do repertório de Tchaikovsky, apontado como um dos marcos do período romântico russo, em que ele explora as emoções humanas para construir suas sinfonias, óperas, balés e peças.

A sessão especial, sob a regência da maestra Mariana Menezes, será a primeira de várias apresentações ao longo do ano.

A temporada de 2025 da Filarmônica, com o tema Pioneiros vai resgatar não apenas os grandes clássicos da música nacional e internacional, como também vai homenagear artistas que são pouco conhecidos do público.

Na programação anual, já estão confirmados concertos que levarão os espectadores ao universo das compositoras Priaulx Rainier e Fanny Mendelssohn, e dos compositores Samuel Coleridge Taylor e William Levi Dawson.

Orquestra Filarmônica de Goiás faz concerto gratuito no Teatro SesiOrquestra Filarmônica de Goiás faz concerto gratuito no Teatro Sesi
Sessão especial, terá regência da maestra Mariana Menezes (Fotos: Secti-GO)

Orquestra Filarmônica de Goiás

A Orquestra Filarmônica de Goiás integra o corpo musical da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, instituição ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-GO) e gerida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (Cett-UFG).

Fundada em 1980, a Filarmônica de Goiás, que possui em seu repertório obras que vão desde o estilo barroco até músicas contemporâneas, é reconhecida nacional e internacionalmente por sua excelência artística e versatilidade.

A projeção é resultado da dedicação do corpo de musicistas e maestros que são fomentados pelo Governo de Goiás.

Serviço

Assunto: Concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás
Quando Quinta-feira (20/02), às 20h
Onde: Teatro Sesi – Av. João Leite, 1013 – Santa Genoveva, Goiânia – GO
Entrada franca

Saiba mais

Selo europeu lança novo álbum da Orquestra Filarmônica de Goiás

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-GO) – Governo de Goiás



Fonte: Portal Goiás

Proibição de celular na escola é bem-vinda, mas não é suficiente

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A vida escolar de cerca de 47 milhões de estudantes do ensino fundamental e do ensino médio mudou radicalmente no ano letivo que acabou de iniciar. Conforme a Lei nº 15.100/2025, eles estão proibidos de usar “aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas, para todas as etapas da educação básica”.

Para Danilo Cabral, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Galois em Brasília, a medida exige mudança de comportamento. Vai alterar, por exemplo, a comunicação com a mãe ou com o pai. “Às vezes, no meio da manhã, eu decido que vou almoçar na escola, e fica um pouco mais difícil avisar aos meus pais.”

Apesar do empecilho, Danilo acha que “é só uma questão de adaptação mesmo” e que vai ser “muito benéfico”, porque “para prestar atenção nas aulas, a gente não pode mexer no celular”, admite cerca de dez dias depois da volta às aulas.


Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. A aluna do colégio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. A aluna do colégio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Brasília (DF) 14/02/2025 – Proibição do uso de celulares nas escolas. A aluna do colégio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agênci

Joana Chiaretto, da mesma turma que Danilo e também com 16 anos, percebe “mudanças muito positivas” no pátio da escola. “Antes, a gente via todo mundo no próprio celular. Sem conversar, nem nada, os grupinhos separados. Agora a gente vê um grupão de meninas jogando carta. A gente vê as pessoas conversando mais. Aqui na escola todo mundo está trazendo jogos”, conta com entusiasmo.

Para ela, “as pessoas são muito viciadas no celular.” E, entre os mais jovens, “é muito difícil. Chega a dar aquela angústia, de querer pegar o celular, de ligar pra alguém ou mandar uma mensagem.”

Sem fotos do quadro 

A visão crítica dos dois adolescentes sobre o uso de celular no colégio e os benefícios da proibição são compartilhados por seus professores. “Melhorou muito no quesito entrosamento dos alunos. Eles têm que conviver juntos de novo”, ressalta Victor Maciel, professor de biologia do ensino médio.

O professor observa que, sem o celular, “os alunos não tiram mais fotos do quadro” e, mais atentos, perguntam mais, tiram dúvidas e aprendem mais. “Eles têm que estar mais focados agora. A aula fica mais interessante para eles. Porque sabem que não vão ter tanta facilidade depois para conseguir aquele conteúdo.”

Patrícia Belezia, coordenadora do ensino médio no Galois, também apoia a decisão. Ela se recorda de que, em ano anterior, a escola flagrou alunos jogando no celular inclusive em plataforma de apostas, “muitos viciados no jogo do tigrinho e em pôquer eletrônico. Eles faziam apostas entre eles.” Como o exemplo é uma forma de educar, a coordenadora destaca que a restrição aos celulares na escola é para todos. Se estende aos funcionários e aos professores.


Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. A diretora do colégio Galois, Dulcinéia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. A diretora do colégio Galois, Dulcinéia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 A diretora do colégio Galois, Dulcinéia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Dulcineia Marques, sócia fundadora do colégio, acha que “ganhou um presentão” com a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República. Para ela, o aparelho celular pode ser um marcador de desigualdades sociais em função do modelo e do pacote de dados.

Ao seu ver, essas distinções distorcem o espírito das escolas que exigem o uso de uniforme igual para todos, que tem um propósito. “É o jeito de educar esses meninos. É assim para igualar as crianças e adolescentes. Para não trazer para dentro da escola o poder aquisitivo que os diferenciam pelos tênis e marcas de roupa.”

Projeto pedagógico 

A escola de Dulcineia Marques, no Plano Piloto, atende a 1.198 meninos e meninas das quatro séries finais do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio. A 32 quilômetros dali, em Ceilândia, no Centro Educacional n° 11, o diretor Francisco Gadelha atende a 1.512 estudantes dessas séries e também homens e mulheres de 18 a 60 anos do ensino de jovens e adultos (EJA). O diretor também faz elogios à proibição dos celulares.

“No começo, eu era contrário à lei, por entender que o celular é uma ferramenta tecnológica. Mas agora estou observando em poucos dias como está sendo benéfico inclusive no comportamento. A gente está tendo menos brigas, menos situações de bullying.”

Gadelha está aproveitando a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025 para provocar a reflexão dos alunos e dos professores. Na preparação do ano letivo, a escola adotou o livro “A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, do psicólogo social Jonathan Haidt, como referência para a criação de um projeto pedagógico em andamento.

Segundo ele, os três primeiros dias de aula no período diurno foram “cansativos” porque teve de guardar na escola 15 celulares que os alunos trouxeram de casa. Os aparelhos foram devolvidos aos responsáveis pelos estudantes. Apesar da escola retirar o telefone dos alunos, apenas um pai reclamou. “Em regra, os pais estão gostando muito”, avalia o diretor.

Além da direção da escola durante o dia, Francisco Gadelha ainda leciona para adultos no período noturno. De acordo com ele, a proibição do celular “é mais difícil no EJA, porque os adultos estão mais viciados do que as crianças.” Com eles, a escola propõe um termo colaborativo para manter os aparelhos longe das salas de aula.”

Uso consciente 

Para Luiz Fernando Dimarzio, analista pedagógico da Ctrl+Play, uma escola de tecnologia para crianças e adolescentes em cidades do Estado de São Paulo, a lei que proíbe celulares é “polêmica”, pois “a questão do permitir ou proibir é acabar indo muito nos extremos.”

Dimarzio opina que é preciso buscar “como que a gente pode utilizar isso de forma saudável, e ensinar o uso consciente da coisa. Eu fico pensando, será que, de repente, definir momentos específicos para uso? Para uma pesquisa, tem inúmeros aplicativos educacionais, né? Será que, de repente, definir momentos específicos para o uso não seria mais interessante?”,

Em suas indagações, o analista pedagógico lembra que a lei faculta o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula “para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação”.

Victor Freitas Vicente, coordenador de educação do Instituto Felipe Neto, avalia que havia um clamor no país pela adoção da lei contra os celulares nas escolas “e que a proibição pode ser um passo importante no contexto de ambientes digitais cada vez mais tóxicos.”

Ele, no entanto, pondera que “a escola não é um jardim murado. Ela é um polo conectado com os desafios da sociedade” e, nesse sentido, “precisa preparar as novas gerações para os desafios que as tecnologias digitais estão colocando, não só em relação ao comportamento, mas em relação a uma nova ordem econômica, a inteligência artificial.”

O coordenador também defende os resultados da proibição do celular sejam avaliados em pesquisas sobre aprendizagem, e que seja implantada a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas comunidades escolares, que ainda não têm regulamentação definindo as regras práticas para adoção nos diferentes sistemas de educação brasileiros. Além disso, ele é a favor de que o Congresso Nacional retome a elaboração da lei sobre funcionamento das redes sociais.

Redes sociais 

Thessa Guimarães, presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP-DF) considera “fundamental tirar da gaveta projetos de lei que contribuam para a regulação das redes sociais, compreendendo que hoje a nossa vida atravessa as redes sociais”. Ela ressalta que, por causa das redes sociais, “um dispositivo eletrônico é uma porta aberta a toda a produção humana que existe, inclusive a produção de discursos de ódio, a produção de difusão de métodos de auto-lesão e de suicídio.”

Raquel Guzzo, pesquisadora e professora titular de Psicologia na PUC de Campinas, considera que as redes sociais, acessadas principalmente por meio de celulares, “têm um impacto significativo na autoestima e na percepção de si mesmos entre adolescentes, que podem se sentir pressionados a corresponder a padrões irreais de comportamento e estética.”

Ela lembra que as redes sociais “são projetadas para maximizar o tempo que os usuários passam nelas, utilizando algoritmos que promovem o engajamento contínuo.” No entanto, “outros recursos do celular, como jogos e aplicativos, também podem contribuir para a dependência, especialmente quando usados excessivamente.”

 


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Linguagem comprometida 

A psicopedagoga Gabriela de Martin, especialista em saúde mental pela UFRJ, avalia que a linguagem utilizada pelos mais jovens e os recursos para a escrita nos celulares também são comprometedores da linguagem e podem gerar barreiras quando forem buscar trabalho.

Gabriela de Martin tem experiência com a colocação profissional de jovens aprendizes (14 a 18 anos) no mercado de trabalho, mas enfrenta, no entanto, “imensa dificuldade, porque os meninos nessa faixa etária estão analfabetos.”

“Temos uma linguagem usada nos aplicativos de mensagem que não têm palavras por inteiro, cheia de erros de pontuação. Muitas vezes é o próprio teclado que vai criando o texto. Eu já vi muita gente que chega com 16, 17 anos sem capacidade de formular uma resposta”, lamenta Gabriela.

Totalmente favorável à proibição dos celulares nas escolas, a presidenta do CRP-DF, Thessa Guimarães, alerta para os riscos de crise de abstinência pela ausência do celular, com efeitos físicos e psíquicos, que pode acontecer “na ausência de qualquer droga, lícita ou ilícita, na ausência de um companheiro amado a partir de uma separação, ou na ausência de um dispositivo que se tornou a centralidade da vida daquela criança e daquele adolescente.”

Em caso de síndrome, Thessa Guimarães recomenda apoio familiar e busca de profissional qualificado para atendimento psicológico e “naturalmente, a substituição progressiva da centralidade daquele dispositivo por mais comunhão familiar e participação em atividades paradidáticas, extracurriculares.”

“É preciso povoar a vida dessa criança e desse adolescente de novos interesses e de novas aberturas, para que ela possa se recuperar do vício e explorar outras potencialidades.”

Fonte: Agência Brasil

Mega Sena acumula novamente e prêmio sobe para R$90 milhões

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O concurso 2829 da Mega-Sena, realizado neste sábado (15), não teve acertadores. Esta é a nova vez consecutiva que o prêmio principal acumula. O valor estimado pela Caixa Econômica Federal para o próximo sorteio é de R$ 90 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 13, 22, 38, 46, 51 e 56. 

A quina teve 90 apostas vencedoras, que irão receber  R$ 52.384,82 cada. Outras 6.377 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.056,16.

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira (18), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Fonte: Agência Brasil

Consumo de chás sem orientação pode ser prejudicial à saúde

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O consumo de chás é uma prática milenar, iniciada na China e disseminada por diversos países, inclusive o Brasil. Por aqui, os “chazinhos” são tradicionalmente indicados para tratar diversas condições de saúde e aliviar o estresse. Porém, o uso excessivo ou sem orientação de um profissional de saúde pode ter efeitos adversos, incluindo toxicidade para o organismo.

“O consumo indiscriminado de chás pode trazer sérios riscos à saúde”

Alana Siqueira, nutricionista

A nutricionista Alana Siqueira, da Gerência de Apoio à Saúde da Família (Gasf) da Secretaria de Saúde (SES-DF), faz o alerta: “O consumo indiscriminado de chás pode trazer sérios riscos à saúde, como agravamento de ansiedade, toxicidade, estresse, alterações na pressão arterial, impacto na fertilidade, gastrite, entre outros problemas.”

De acordo com o farmacêutico da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria, Felipe Melo, embora sejam naturais, os chás apresentam contraindicações e podem interferir na eficácia de certos medicamentos. “Algumas plantas medicinais bastante conhecidas como o boldo e a erva de São João, por exemplo, podem prejudicar o efeito de anti-hipertensivos, antimicrobianos e sedativos. Isso porque o boldo pode aumentar o risco de hipotensão – pressão baixa ー se consumido com o anti-hipertensivo. Já o chá de erva de São João, pode influenciar no metabolismo de antibióticos e de sedativos, podendo causar intoxicação”, ressalta.

Para ele, o melhor é ter cautela e sempre perguntar ao profissional de saúde se o consumo de chás é seguro associado ao remédio receitado.

Intoxicação

O fígado é o principal órgão afetado pelo uso indiscriminado de infusões com plantas medicinais. A médica gastro-hepatologista Daniela Carvalho, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que o consumo inadequado de chás pode desencadear reações hepáticas graves. “Os efeitos variam de inflamação e colestase (redução do fluxo biliar) a necrose hepática. Em casos mais severos, pode ser necessário um transplante de fígado”, diz.

Entre os sintomas indicativos de hepatotoxicidade estão dor abdominal, urina escura e icterícia ー amarelamento da pele e dos olhos. “Esses sinais não devem ser ignorados e precisam de atenção médica imediata”, orienta a especialista.

Apesar dos inúmeros benefícios associados ao chá verde, a médica ressalta que o consumo exagerado da bebida pode levar ao desenvolvimento de hepatite. “O chá verde, especialmente em altas doses ou em forma de cápsulas, tem sido relacionado a casos de hepatotoxicidade, como inflamação hepática do tipo hepatocelular”, explica. Segundo Daniela, a ingestão de ervas medicinais sem a devida orientação é uma das principais causas de lesão hepática induzida por substâncias.

Orientações

Na Farmácia Viva do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis) de Planaltina, os farmacêuticos orientam pacientes com prescrição para o uso de plantas medicinais. “Durante o atendimento, verificamos se o paciente conhece o fármaco e o motivo da prescrição. Após entender a necessidade, fornecemos a planta medicinal”, explica a farmacêutica e fitoterapeuta Isabele Aguiar, que atua na chefia da Farmácia Viva.

Algumas plantas medicinais como capim-santo, erva-cidreira e manjericão são disponibilizadas sob demanda espontânea, necessitando que o usuário as solicite na Farmácia Viva. Por lá, a comunidade tem orientação em saúde sobre os métodos de preparo de chás e as quantidades seguras de consumo.

“Aqui, também fazemos medicamentos fitoterápicos e temos o atendimento direto para a comunidade, com orientação e disponibilização das plantas in natura para as preparações caseiras de infusão, decocção ou a maceração ー diferentes formas de utilizar as plantas”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Governo dobra investimentos em construção e reforma de equipamentos comunitários

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O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab) e da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), dobrou os investimentos em construção e reforma de equipamentos comunitários nos últimos anos com o Programa Pra Ter Onde Morar – Crédito Parceria.

Dos anos de 2022 a 2024, houve um crescimento nas contratações pactuadas por meio da categoria, período em que os investimentos mais que dobraram, saltando de R$ 421 mil para R$ 872 mil.

Governo dobra investimentos em construção e reforma de equipamentos comunitários
Programa Pra Ter Onde Morar – Crédito Parceria – na modalidade Comunitário é uma das políticas amparadas pelo Programa Habitacional do Estado, e disponibiliza recursos para construção, ampliação e reforma de equipamentos comunitários (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

O Programa Pra Ter Onde Morar – Crédito Parceria – na modalidade Comunitário é uma das políticas amparadas pelo Programa Habitacional do Estado, previsto na legislação que rege o setor.

Desta forma, disponibiliza recursos para construção, ampliação e reforma de equipamentos comunitários. Somente em 2024, 19 projetos foram concluídos, sete deles já foram entregues.

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, lembra que a política de habitação social também deve abranger a qualidade de vida das famílias, nos bairros, para além da moradia.

“Esta parceria do Governo de Goiás com os municípios permite que o Crédito Parceria seja direcionado para espaços de uso comum à população, levando mais qualidade de vida a todos”, destaca Baldy.

Governo de Goiás dobra investimentos em construção e reforma de equipamentos comunitários
Programa Pra Ter Onde Morar – Crédito Parceria – na modalidade Comunitário libera recursos que variam entre R$ 50 mil e R$ 390 mil, conforme tipo de equipamento e natureza da intervenção a ser realizada (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

Construção e reforma de estruturas urbanas

O subsídio pode ser aplicado em instalações e espaços de infraestrutura urbana, como:

  • centros de educação,
  • de saúde,
  • cultura,
  • assistência social,
  • esportes,
  • lazer,
  • segurança pública,
  • abastecimento,
  • serviços funerários e outros.

As obras são executadas em parceria com municípios e entidades sociais.

Em alguns casos, os equipamentos comunitários são totalmente construídos; em outros, as estruturas passam por reforma para melhoria ou ampliação do espaço físico já existente.

Os recursos liberados variam entre R$ 50 mil e R$ 390 mil, conforme tipo de equipamento e natureza da intervenção.

“No escopo de política habitacional, a Agehab atende em todas as frentes”, acrescenta o secretário de Infraestrutura, Pedro Sales.

Crédito Parceria – Comunitário

São consideradas obras públicas e sociais, de interesse da coletividade, cobertas pelo Crédito Parceria – Comunitário:

  •  áreas de recreação,
  • centros comunitários,
  • centros de convivência,
  • conselhos tutelares,
  • creches,
  • escolas,
  • centros esportivos
  • e imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Cultural, entre outros.

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Agência Goiana de Habitação (Agehab) e Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás