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Oficina avalia a saúde oferecida em Planaltina, Sobradinho, Fercal e Arapoanga

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Com o objetivo de captar a percepção e a avaliação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Planaltina, Sobradinho I, Sobradinho II, Fercal e Arapoanga, a Secretaria de Saúde (SES-DF) promoveu uma oficina com comunidade e lideranças locais. Realizada na quarta-feira (19), a conversa debateu os desafios e soluções para a saúde da região.

Durante o encontro, os participantes apontaram pontos fortes e fracos que observam no território, organizados em quatro eixos: acesso à informação, acesso aos insumos, acesso às equipes e aos serviços. As soluções para os principais pontos foram formuladas em grupo. O documento consolidando todas as questões debatidas irá estruturar uma proposta visando ações efetivas.

De acordo com a gerente de planejamento, monitoramento e avaliação da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Diraps) da SES-DF, Mariana Alencar, o encontro reforça a importância do diálogo com a sociedade, buscando transparência e soluções pactuadas no setor.

A gestora destacou o papel dos usuários neste diálogo. “Queremos escutar o que o usuário pensa sobre os serviços de saúde da região porque nossas ações têm de ser direcionadas com base no que está acontecendo efetivamente”, disse.

Autoridade tradicional do Ilê Odé Axé Opô Inle, Babá Aurélio de Odé participou da oficina e destacou o papel do SUS para permitir o acesso da população à saúde: “Não podemos deixar de enaltecer o SUS, que é exemplo para o mundo inteiro. É ele que possibilita que toda a população brasileira tenha acesso à saúde”.

Próximas etapas

A expectativa da equipe é que os produtos da oficina contribuam para o planejamento, com orientações que vão ao encontro dos desejos e necessidades da população. “Conseguimos cumprir integralmente a proposta, mapeando os pontos fortes e fracos dos serviços, principais problemas e propostas de soluções, sob a ótica do controle social e lideranças comunitárias”, destaca Mariana Alencar.

Os próximos passos incluem oficinas com gestores e trabalhadores para confirmação e alinhamento do planejamento. Outras oficinas com a participação popular também estão previstas. “Nosso desejo é que a participação popular seja um pilar cada vez mais estruturante para a organização de cuidado na região”, concluiu Alencar.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Projeto Hack Ideias Elas apresenta soluções inovadoras desenvolvidas por mulheres

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Na última quarta-feira (19), o projeto Hack Ideias Elas reuniu startups, especialistas e apoiadores para a apresentação dos pitchs de soluções inovadoras desenvolvidas por mulheres. O evento marcou a conclusão de um processo de incubação que durou oito meses, no qual as startups receberam mentorias e acompanhamento de especialistas para aprimorar seus projetos e torná-los mais eficazes.

A iniciativa tem como premissa o combate à violência de gênero e o principal objetivo é incentivar mulheres a desenvolverem projetos inovadores e, assim, alcançar uma estabilidade financeira e pessoal.

Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Multiplicidades, o projeto teve apoio da Universidade Católica de Brasília e de outras instituições que acreditam na força da inovação e do empreendedorismo social para transformar a realidade.

Ao todo, quatro startups participaram da última rodada de apresentação dos projetos. Cada uma delas desenvolveu soluções voltadas para áreas como finanças pessoais, bem-estar e marketing.

Durante o período de incubação, onze startups passaram por uma imersão intensiva, com mentoras especializadas e suporte técnico, garantindo que cada solução desenvolvida fosse viável, eficiente e adaptada à realidade das mulheres que precisam de proteção. Esse trabalho resultou em projetos bem estruturados e prontos para serem aplicados.

Com essa edição concluída, o evento também abre caminho para os próximos passos, buscando fortalecer ainda mais essa rede de inovação e ampliar o impacto dessas soluções em futuras edições. O compromisso com a causa continua, e iniciativas como o Hack Ideias Elas reforçam a importância de unir tecnologia, empreendedorismo e políticas públicas para garantir um futuro mais seguro para todas as mulheres.

*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF)

Fonte: Agência Brasília

Duplas de Bia Haddad e de Luisa Stefani caem no WTA de Dubai

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A trajetória das duplas das brasileiras Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani no WTA 1000 de Dubai (Emirados Árabes Unidos) chegou ao final nesta quinta-feira (20). Atuando ao lado da alemã Laura Siegemund, Bia foi superada, nas quartas de final, pela checa Katerina Siniakova e pela norte-americana Taylor Townsend por 2 sets a 1 (parciais de 6/3, 4/6 e 7/10).

Também nas quartas da competição, Stefani e a norte-americana Bethanie Mattek-Sand caíram diante de Jelena Ostapenko (Letônia) e de Su Wei Hsieh (Taiwan) por 2 sets a 1 (parciais de 5/7, 7/5 e 3/10).

Número 16 do mundo, Bia Haddad também disputou a chave de simples em Dubai, mas caiu na estreia, na última segunda (17). A brasileira sofreu revés para a russa Anastasia Potapova (33ª no ranking), por 2 sets a 0 (6/3 e 6/0).

Fonte: Agência Brasil

Ano escolar inicia com desafios; Educação não comparece a debate

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O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu, na tarde desta quinta-feira (20), professores, estudantes, mães e responsáveis, gestores escolares e representantes sindicais, para avaliarem a volta às aulas nas escolas públicas do DF. A discussão ocorreu em comissão geral – quando a sessão ordinária dá lugar ao debate de temas de interesse social – realizada por iniciativa do presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC), Gabriel Magno (PT).

Iniciado em 10 de fevereiro, o ano letivo começou com problemas já conhecidos pela comunidade escolar: atraso no repasse dos recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF); salas de aulas superlotadas; falta de manutenção predial; infraestrutura precária; déficit no atendimento especializado; excesso de contratos temporários, entre outros. 

Magno informou ainda que, este ano, o governo do DF incluiu o custeio do passe livre estudantil – que soma R$ 300 milhões – no orçamento da Educação. “Isso é ilegal, deve ser custeado com recursos do próprio sistema, assim como as demais gratuidades”, avaliou o distrital. 

De acordo com o parlamentar, o Tribunal de Contas do DF foi acionado e acatou a representação proposta: “Esperamos que corrijam isso: são R$ 300 mi que estão deixando de ir para a área fim das escolas”. Esse montante representa quase três vezes o valor do PDAF de 2024, que foi de R$ 119 milhões.

 

 

Para a diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Márcia Gilda, os desafios neste início de ano letivo são “inúmeros”, mas não são novidade. “Muita coisa não mudou; aliás, nada mudou”, disparou. “Há falta de planejamento de curto, médio e longo prazo. É o governo do paliativo”, criticou. A sindicalista defendeu a importância da recomposição da carreira do magistério público e o fim da relação de precarização do trabalho. 

“Não me lembro de tamanha desvalorização”, lamentou Paulo Gileno, da Associação de Diretores e Ex-Diretores das Escolas Públicas (Adeep). “Esse ano, certamente, todos os gestores sacrificaram dias de descanso para resolver problemas para a escola estar pronta para os alunos”, disse. Ele se ressentiu com o fato de o governador Ibaneis Rocha ter encaminhado reajustes para as forças de segurança pública, mas ter deixado de lado as demais carreiras custeadas com recursos do Fundo Constitucional. “Será que se esqueceu da gente?”, questionou.

A representante da Associação do Movimento Autônomo de Mães (Mama), Rosilene da Costa, ressaltou que hoje (20/2) é o Dia Mundial da Justiça Social e pregou: “Não há como pensar em justiça social sem educação”. Ela reclamou da precariedade das creches públicas, do serviço prestado aos estudantes com deficiência e de outras questões. “O desmonte de creches agora se anuncia para as demais etapas de ensino. É preciso estar vigilante”, alertou. 

Ao relatar que as escolas iniciaram o ano com os mesmos problemas já denunciados, a exemplo de infraestrutura inadequada para os períodos de seca e de chuva, o diretor de Políticas Educacionais da Ubes, Hugo Leopoldo, creditou a situação a um “projeto de sucateamento da educação”. O estudante dirigiu críticas, também, às escolas cívico-militares.

A comissão geral foi transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital e pode ser assistida, na íntegra, aqui.

Fonte: Agência CLDF

Ajudar a família e mais educação: alunos contam como usam o Pé-de-Meia

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A estudante Eduarda Caetano, de 17 anos, que faz a 3ª série do ensino médio em uma escola pública, aguarda ansiosa o depósito da primeira parcela no valor de R$ 1 mil do Programa Pé-de-Meia, referente à conclusão da 2ª série, em 2024. Eduarda estuda em Samambaia, região administrativa a 33 quilômetros do centro de Brasília. 

A expectativa pelo recebimento do incentivo anual cresce após o ministro da Educação, Camilo Santana, ter informado pelas redes sociais que, até a próxima semana, os mais de 3,9 milhões de beneficiários do programa receberão os recursos desbloqueados no dia 12 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para bancar o pagamento do programa federal.


Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. A aluna da escola CED619  da Samambaia, Eduarda Caetano. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. A aluna da escola CED619  da Samambaia, Eduarda Caetano. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Mesmo sabendo que esta parcela da poupança do Pé-de-Meia só poderá ser sacada após a formatura no ensino médio, Eduarda já faz planos para usar o incentivo. Como a estudante mora em uma área rural, ela adianta que quer custear a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir até a faculdade onde for aprovada.

Por ora, Eduarda Caetano aproveita os recursos depositados pela frequência escolar em 2024 para pagar despesas pessoais.

“Antes, eu não tinha renda, porque estudo, faço um curso e não tinha como trabalhar. O Pé-de-Meia me ajudou muito, porque eu consigo lanchar no curso; às vezes, sair; comprar produtos de higiene e, quando minha mãe precisa de alguma coisa, eu dou o dinheiro para ela”, conta Eduarda que também faz um curso técnico de contabilidade com duração de dois anos.

O Programa Pé-de-Meia foi criado em janeiro de 2024 e tem o objetivo de promover a permanência e a conclusão escolar dos jovens matriculados no ensino médio da rede pública. Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal, no valor de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento. O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1.000 ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio. 

Melhoria nas notas e frequência 

Outro aluno do Centro Educacional 619 de Samambaia é Gustavo Henry Alves da Silva, também com 17 anos. Por ser de uma família já incluída no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), o adolescente cumpre todos os requisitos para ser beneficiário do programa apelidado de Poupança do Ensino Médio.

Desde o início do recebimento das parcelas do Pé-de-Meia, as maiores preocupações de Gustavo se restringem a questões escolares: trabalho em grupo, disciplinas, apresentação de trabalhos, notas das provas. Do portão para fora, parte da quantia que já foi liberada para saque serviu para complementar a renda familiar. Gustavo Henry mora com seis parentes.

“Houve momentos em que eu realmente usei esse dinheiro para auxiliar a minha família. [O Pé-de-Meia] me ajuda a comprar alimento básico para casa, pagar uma conta. Não vou gastar em besteira. Esse dinheiro é muito importante e deve ser guardado,” ressalta Gustavo, ao falar sobre como administrar o incentivo financeiro até ser aprovado para o curso superior de artes cênicas ou de psicologia.


Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. A aluna da escola CED619  da Samambaia, Nicolly Evelyn. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. A aluna da escola CED619  da Samambaia, Nicolly Evelyn. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Nicolly: programa ajudou a ter melhores notas – Antônio Cruz/Agência Brasil

 Já Nicolly Evelyn, de 17 anos, credita ao Pé-de-Meia a melhora das notas de matérias de exatas, desde o ano passado, quando foi aluna da 2ª série do ensino médio.

Como o programa federal condiciona o pagamento das parcelas à comprovação da frequência escolar mínima de 80% das aulas e à aprovação no fim de cada ano do ensino médio, Nicolly Evelyn começou a se dedicar mais aos estudos. “Antes, eu não ligava muito, mas depois que passei a receber o Pé-de-Meia, comecei a estudar mais. [O Pé-de-Meia] me incentivou. Ele é bom para minha vida, porque me fez perceber que preciso ter algo para o meu futuro.”

A jovem mora com os pais e três irmãos, todos inscritos no CadÚnico. De aluna de notas medianas antes do Pé-de-Meia, agora, ela sonha em seguir carreira na área de tecnologia da informação (TI) e confessa planos para aplicar os recursos do Pé-de-Meia. “Vou usar meu dinheiro extra em cursos para entrar no ensino superior, se não for aprovada pelo Enem, e também para comprar um notebook ou um tablet, tão necessário para a faculdade”, ressalta.

Outro secundarista que tem investido as parcelas do Pé-de-Meia em mais educação é Vinícius Cassiano, de 17 anos, que divide a rotina escolar matutina com o trabalho de auxiliar administrativo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no turno vespertino. É com o dinheiro do Pé-de-Meia que ele paga um curso técnico de administração, à noite. “Meu pai sempre me incentiva a fazer algum curso porque vai valer o tempo que a gente gasta estudando, aqui. Vou ser recompensado no futuro”, afirma Cassiano.

“Acho bastante interessante esse programa feito para ajudar os alunos de baixa renda, porque muitos não têm condições de investir em um curso ou de comprar coisas que gostam”, destaca Vinícius.

Sobre o futuro, a única certeza que ele tem é o saque da cifra equivalente a dois anos de Pé-de-Meia. Fora a poupança, o estudante ainda não cravou a trajetória após a conclusão do ensino médio, prevista para dezembro deste ano. As inclinações são a faculdade de administração ou a carreira militar.


Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. O aluno da escola CED619  da Samambaia, Vinicius Cassiano. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 19/02/2025 - Programa Pé-de-Meia. O aluno da escola CED619  da Samambaia, Vinicius Cassiano. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Vinicius pensa em ser militar ou administrador – Antônio Cruz/Agência Brasil

Visão abrangente

Os relatos sobre os impactos do Pé-de-Meia nas vidas desses estudantes são percebidos de forma mais globalizada pela diretora da unidade de Samambaia, Alice Macera, principalmente, pela redução da evasão escolar.

“Neste momento, eles se preocupam em vir para a escola para não levar falta, porque eles descobriram que a falta os faz perder o Pé-de-Meia. Antes, não era assim, muitos deles não se importavam em ir à escola ou não. Agora, se tornaram mais responsáveis.”


Brasília (DF), 19/02/2025 - A diretora da escola CED619  da Samambaia, Alice Macera, fala sobre o Programa Pé-de-Meia. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 19/02/2025 - A diretora da escola CED619  da Samambaia, Alice Macera, fala sobre o Programa Pé-de-Meia. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Alice Macera, diretora da escola em Samambaia – Antônio Cruz/Agência Brasil

A equipe da gestora é responsável por informar eletronicamente, todos os meses, quem comparece e quem falta às aulas. A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal recebe os dados e informa ao MEC. A frequência escolar de pelo menos 80% das aulas garante que os alunos recebam as nove parcelas anuais, de R$ 200 cada, relativas ao incentivo-frequência do Pé-de-Meia.

A instituição de ensino comandada há 13 anos por Alice abriga cerca de 1,7 mil estudantes em dois turnos. Muitos deles conciliam estudo e trabalho. A gestora também notou que, muitos deles, após terem acesso à política pública, passaram a se dedicar exclusivamente ao estudo.

“Com o Pé-de-Meia, há quem deixou de trabalhar para focar mais no estudo. Para outros que trabalham, o Pé-de-Meia é um complemento da renda. Com isso, o estudante não está só preocupado com o trabalho. Agora, ele se concentra mais na escola”.

Programa

Criado em janeiro de 2024, o Pé-de-Meia tem o objetivo de promover a permanência e a conclusão escolar dos jovens matriculados do ensino médio regular e na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede pública, incluídos no CadÚnico.

Os depósitos são feitos pelo MEC em uma conta aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos estudantes.

As bolsas são pagas a alunos com matrícula ativa em escolas públicas de ensino médio ou na EJA, que cumprem os critérios do programa, como:

·         faixa etária de 14 a 24 anos para estudantes do ensino médio regular e de 19 a 24 anos para a EJA;

·         ter cadastro atualizado no CadÚnico;

·         frequência escolar adequada;

·         aprovação em todas as disciplinas do ano letivo;

·         participação no Enem.

O programa prevê o pagamento de até R$ 9,2 mil por estudante que complete o ciclo de três anos do ensino regular.

Os estudantes podem verificar se foram contemplados pelo Pé-de-Meia nos aplicativos gratuitos para smartphones e tablets: o Caixa Tem e o Jornada do Estudante.

 

Fonte: Agência Brasil

Tesouro Direto e B3 anunciam empresas inovadoras que receberão suporte

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Uma plataforma de soluções financeiras a trabalhadores informais, um negócio que oferece recompensas a quem recicla o lixo, uma ferramenta automática de tradução de linguagem de sinais são alguns dos 40 negócios de impacto, empresas com foco em questões sociais e ambientais, que receberão apoio financeiro do Tesouro Direto e da B3. Os nomes foram anunciados nesta quinta-feira (20) na sede da B3, em São Paulo.

Ao todo, R$ 5,2 milhões estão sendo destinados. O anúncio dos vencedores ocorre oito meses após a abertura do edital do Tesouro Direto Impacta (TD Impacta), que atraiu 1,4 mil inscrições de todas as regiões do país.

Os negócios escolhidos foram divididos em três categorias, definidas com base na maturidade do projeto. A primeira é a criação (talentos interessados em empreender, que querem tirar uma ideia do papel). A segunda é a aceleração (para desenvolver negócios e alavancar o crescimento da empresa). A última é a inovação aberta (negócios em estágio de tração ou escala, interessados em fazer testar o conceito com os parceiros da iniciativa).

O dinheiro vem da taxa de custódia que os investidores do Tesouro Direto pagam à B3. Em cada categoria, cinco negócios destaques continuarão a receber apoio financeiro até junho, quando acaba a primeira edição do Tesouro Direto Impacta. Na área de inovação aberta, os cinco empreendimentos de destaque são os seguintes:

•     Green Mining (Barueri, SP): negócio que incentiva a reciclagem com recompensas, oferecendo rastreabilidade total da cadeia de reciclagem para garantir a logística reversa, além de promover a formalização e remuneração justa dos catadores para inclusão social;

•     HandTalk (Maceió): negócio que oferece soluções inovadoras baseadas em inteligência artificial, como tradução automática para línguas de sinais e ferramentas de acessibilidade digital, ajudando empresas e pessoas a se comunicarem de forma mais inclusiva;

•     Mooney – Educação Financeira (São Paulo): negócio que oferece educação financeira gamificada (em forma de jogos com níveis e recompensas) para escolas, da educação infantil ao ensino médio. Animais de estimação virtuais tornam o aprendizado divertido e envolvente;

•     Tindin Educação (Maringá, PR): plataforma educacional de aprendizado imersivo onde jovens tomam decisões financeiras para seus avatares, aprendendo na prática e de forma segura sobre gestão financeira e investimentos;

•     Trampay (Brasília): plataforma financeira de impacto social que oferece soluções para trabalhadores autônomos, como adiantamento de recebíveis e conta digital, promovendo inclusão financeira e suporte a profissionais informais.

Ao todo, dez negócios foram escolhidos na categoria de inovação aberta. Cada um deles receberá R$ 50 mil para refinar as soluções tecnológicas. Os cinco destaques entre os selecionados dividirão mais de R$ 2 milhões, que devem ser destinados à implementação de projetos-piloto e ao custeio das provas de conceito, que ocorrerão ao longo dos próximos meses.

Outras categorias

Na área de aceleração, foram escolhidos dez negócios que ganharão R$ 40 mil cada para desenvolver os planos de crescimento. Os cinco destaques entre as dez empresas dividirão R$ 1,1 milhão e continuarão a receber capacitação do programa até junho.

Na área de criação, foram escolhidos 20 empreendedores, que receberão R$ 20 mil cada um. Entre os cinco participantes destaques dividirão R$ 250 mil e continuarão a receber apoio do TD Impacta nos próximos meses. Segundo o Tesouro e a B3, 30% dos empreendedores têm representatividade em diversidade racial e mais da metade é mulher. Os destaques das duas categorias estão sendo anunciados até o fim desta tarde.

Retorno social e ambiental

Os negócios de impacto são empresas que oferecem soluções para problemas sociais ou ambientais por meio da atividade principal. As empresas atuam de acordo com a lógica de mercado, com um modelo de negócio que busca retornos financeiros e se comprometem a medir o impacto gerado.

Esses negócios seguem os seguintes critérios: intenção de resolver um problema social ou ambiental; solução de impacto como atividade principal do negócio; busca de retorno financeiro, operando pela lógica de mercado; e compromisso de monitoramento dos efeitos sobre a sociedade.

A plataforma do TD Impacta teve o apoio da Artemisia, organização que apoia negócios de impacto. Fundada em 2005, a Artemisia já beneficiou mais de 800 empresas por meio de programas de aceleração, apoio em projetos-piloto de inovação aberta (soluções que podem ser reproduzidas por outras empresas) e articulação de investimentos. A organização também ajudará na escolha dos projetos.

Fonte: Agência Brasil

Lula recebe indígenas do Xingu e promete visita ao território

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um grupo de indígenas da etnia Yawalapiti, um dos 16 grupos étnicos que habitam à Terra Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (20), no Palácio da Alvorada, onde Lula cumpriu agenda pela manhã.

Durante o encontro, segundo nota do Palácio do Planalto, o presidente discutiu temas pertinentes ao território, como segurança alimentar, mudanças climáticas e fortalecimento das culturas. A TI do Xingu ocupa uma área de mais de 2,6 milhões de hectares, em uma zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde vivem mais de 5,5 mil indígenas de diferentes etnias: Yawalapiti, Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai e Yudja.

Participaram do encontro o Cacique Tapi Yawalapiti, Anuiá Yawalapiti (coordenador do Pontão de Culturas Indígenas), Lappa Yawalapiti (coordenador do Pontão de Culturas Indígenas) e Juliano George Basso (coordenador da Aldeia Multiétnica).

Ainda de acordo com o Planalto, Lula se comprometeu em visitar a Terra Indígena do Xingu ainda este ano, para aprofundar as discussões e anunciar medidas. Na ocasião, o presidente deve visitar o Cacique Raoni Metuktire, para prestar homenagens ao líder Kayapó, reconhecido internacionalmente pela defesa dos direitos dos povos indígenas.

Agenda

No início da tarde desta quinta, Lula embarcou para São Paulo, onde fará uma bateria de exames de rotina a que costuma se submeter anualmente. Os exames ocorrem no Hospital Sírio-Libanês, mas o presidente não ficará internado.

Lula dormirá na capital paulista e, nesta sexta-feira (21), tem agenda em Itaguaí, no Rio de Janeiro, para a cerimônia de assinatura do contrato de concessão do terminal ITG02, que foi arrematado pela Cedro Participações S.A. em leilão no ano passado. O terminal portuário, um dos mais importantes do país, receberá R$ 3,58 bilhões em investimentos nos próximos anos. 

O retorno do presidente a Brasília está previsto para sábado. 

Fonte: Agência Brasil

Lula passa por exames de saúde de rotina em São Paulo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para São Paulo, na tarde desta quinta-feira (20), onde passará por exames de saúde. Não há previsão de internação. O check-up médico já estava previsto e não têm relação com o acidente doméstico  que Lula sofreu no ano passado. Um boletim médico deve ser divulgado no final do dia.

No dia 19 de outubro de 2024, Lula sofreu uma queda no banheiro da residência oficial, bateu com a cabeça e precisou levar cinco pontos na região da nuca. Durante as semanas que se seguiram, ele fez diversos exames de imagem que mostraram uma pequena hemorragia intracraniana e ficou sob monitoramento.

Até que, em 9 de dezembro, o presidente sentiu dores de cabeça e, depois de exames feitos no Sírio-Libanês, em Brasília, foi transferido para São Paulo, onde se submeteu a uma cirurgia de emergência, chamada trepanação, para drenar o hematoma.

Ele também passou por um procedimento endovascular – embolização da artéria meníngea média – para reduzir o risco de formação de novo sangramento na região entre o osso do crânio e o cérebro.

Em 15 de dezembro, Lula teve alta hospitalar e no dia 19 do mesmo mês retornou a Brasília, com viagens e exercícios físicos restringidos. Em 27 de janeiro deste ano, o presidente passou por novos exames de imagem da cabeça e foi liberado plenamente para exercer sua rotina habitual de vida, incluindo as viagens e atividades físicas.

Agenda

Amanhã (21) pela manhã, o presidente Lula segue para o Rio de Janeiro, onde fará anúncios para o setor portuário. 

No sábado, também no Rio, está prevista a participação de Lula no evento de 45 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Fonte: Agência Brasil

A Revolução da Inteligência Artificial na Medicina: Será que as Máquinas Já estão Diagnosticando Melhor que os Médicos?

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Este artigo foi elaborado a partir artigo científico recente com ajuda do “AMIGO INTELLIGENCE” e foi supervisionado por *Dr. Gustavo Carvalho.

Hoje em dia, é difícil ignorar o quanto a Inteligência Artificial (IA) está mudando nossas vidas. Mas você sabia que ela também está causando uma revolução na medicina? Estudos recentes mostram que algumas ferramentas de IA estão ajudando médicos a fazer diagnósticos e, em certos casos, até mesmo acertando mais do que eles! Será que isso significa que um dia não precisaremos mais de médicos? Calma, não é bem assim.

Um Estudo Que Deu o Que Falar

Um grupo de pesquisadores colocou o GPT-4, um chatbot avançado de IA, à prova. Eles pegaram casos médicos complicados e pediram para 50 médicos tentarem descobrir o diagnóstico certo. Metade dos médicos usou o GPT-4 para ajudar, enquanto a outra metade fez tudo sozinha, sem a IA.

O resultado? O GPT-4 acertou 90% dos diagnósticos. Os médicos que usaram o GPT-4 chegaram a 76%, mas os que não usaram a IA acertaram quase a mesma coisa, 74%. Isso mostra que, embora a IA seja incrível, nem sempre os médicos sabem como usá-la da melhor forma.

Por Que a IA Foi Tão Bem Assim?

A resposta está em alguns fatores bem interessantes:

1. Sem Emoção, Sem Viés: Médicos às vezes confiam tanto em suas primeiras impressões que não mudam de ideia mesmo com novas informações. A IA, por outro lado, avalia tudo de forma fria e calculista, sem se apegar a ideias iniciais.

2. Pouco Aproveitamento da IA: Muitos médicos no estudo usaram a IA só para buscas rápidas, sem explorar todo o seu potencial de ajudar com diagnósticos detalhados.

3. Falta de Prática: Mesmo sabendo que a IA existe, muitos profissionais ainda não sabem como usá-la bem no dia a dia.

 

Os Médicos Ainda São Essenciais

Antes de você achar que os médicos vão virar coisa do passado, é importante entender que a IA não trabalha sozinha. Para que o GPT-4 funcionasse nesse estudo, ele precisou de médicos para organizar os dados dos pacientes. Isso porque os pacientes raramente conseguem explicar seus problemas de forma clara e detalhada para a IA.

Os médicos fazem coisas que a IA ainda não consegue:

Identificam detalhes importantes na conversa com o paciente ou no exame físico.

Organizam essas informações de um jeito que a IA possa entender.

Usam sua experiência e sensibilidade para interpretar os resultados.

A IA É Uma Aliada, Não Uma Substituta

Os especialistas acreditam que a IA pode ser uma parceira valiosa para os médicos, como se fosse um “segundo par de olhos”. Ela pode ajudar em diagnósticos difíceis e até sugerir tratamentos, mas quem toma a decisão final é sempre o médico.

Como Unir IA e Medicina?

Para que a IA realmente ajude mais, algumas coisas precisam acontecer:

Ensinar os Médicos: Os profissionais precisam aprender a usar ferramentas de IA desde a faculdade.

Tornar a IA Mais Simples: As interfaces dessas ferramentas devem ser mais fáceis de usar no dia a dia.

Construir Confiança: Médicos e pacientes precisam confiar que a IA é segura e eficaz.

O Futuro da Medicina Está Na Colaboração

A grande revolução não é sobre trocar médicos por máquinas, mas sobre juntar o melhor dos dois mundos. A IA pode processar milhares de informações em segundos, enquanto os médicos trazem a experiência, o cuidado e a empatia que só um ser humano pode oferecer.

Conclusão

A tecnologia está aqui para transformar a medicina, mas não para tirar o lugar dos médicos. Com o uso correto da IA, podemos alcançar diagnósticos mais rápidos e precisos, melhorando a vida de milhares de pessoas. Afinal, no final do dia, o que importa é cuidar das pessoas da melhor forma possível.

Sobre o Autor

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD, é Cirurgião Geral, Professor Adjunto de Cirurgia Geral da UPE, Pós Graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e Consultor de Inteligência Artificial da AMIGO TECH.
Ele acredita que a tecnologia e a medicina podem caminhar lado a lado para transformar vidas.

Cid diz que Bolsonaro pressionou ministro a insinuar fraude nas urnas

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O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou que o então presidente pressionou o general Paulo Sérgio Nogueira, que era ministro da Defesa, para este inserisse em um relatório que seria possível fraudar as urnas eletrônicas.

A declaração consta em um dos vídeos dos depoimentos de delação, que tiveram o sigilo liberado nesta terça-feira (20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em novembro de 2022, o Ministério da Defesa enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório no qual técnicos das Forças Armadas concluíram que não foram encontradas fraudes no pleito presidencial daquele ano. Contudo, o documento não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas. Ao lado de representantes de outras entidades, os militares faziam parte da comissão de inspeção das urnas. 

Segundo Cid, o general Paulo Sérgio Nogueira foi pressionado por Bolsonaro a insinuar que a fraude seria possível.

“Na verdade, ele [Bolsonaro] queria que escrevesse que tivesse [houve] fraude. Então, foi feita uma construção, uma discussão, e o que acabou saindo que não poderia comprovar porque não era possível auditar. Acabou sendo um meio termo do que o presidente queria e o que o general fez com o trabalho técnico”, afirmou.

O sigilo dos depoimentos foi retirado após o oferecimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e mais 33 investigados no chamado Inquérito do Golpe.

Defesa

Em nota divulgada após a denúncia, o advogado Paulo Cunha Bueno, representante de Bolsonaro, declarou o ex-presidente “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o pavimentam”.

Fonte: Agência Brasil