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Espetáculo estrelado por Lucélia Santos é destaque da TeNpo 2025

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Teatro para todos: atriz Lucélia Santos estrela espetáculo Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive, durante a 20ª TeNpo (Fotos: Matheus José Maria)

Dos dias 22 a 26 de abril de 2025, a cidade de Porangatu vai se transformar no maior palco de artes cênicas do Centro-Oeste para receber a 20ª edição da Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo 2025).

Um dos destaques da programação é o espetáculo Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive, estrelado por Lucélia Santos, atriz que protagonizou Escrava Isaura, um clássico da teledramaturgia brasileira, e reconhecida por seu engajamento no movimento ecológico.

Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive foi elaborado a partir do convívio de Lucélia com o líder seringueiro e sindicalista Chico Mendes, que dedicou a vida à luta pela preservação ambiental. A trama é contada pelo olhar de três mulheres: Valdiza Alencar, Cecília Mendes e a própria Lucélia Santos, cujas trajetórias permitem conhecer melhor a história do ativista.

Espetáculo estrelado por Lucélia Santos é destaque da TeNpo 2025Espetáculo estrelado por Lucélia Santos é destaque da TeNpo 2025
Apresentação da atriz Lucélia Santos na 20ª TeNpo será no dia 26 de abril, às 20h30, no Teatro do Centro Cultural de Porangatu, com entrada gratuita (Fotos: Matheus José Maria)

A apresentação na 20ª TeNpo ocorre no dia 26 de abril, às 20h30, no Teatro do Centro Cultural de Porangatu, com entrada gratuita por ordem de chegada.

A programação inclui ainda espetáculos de atores e companhias goianas, além de atividades de formação. Os interessados em participar das oficinas podem se inscrever até o dia 15 de abril no site https://web.ufg.br/plateia-editais/#/edital/cp03-inscricao-para-oficinas-de-artes-cenicas.

São ofertadas as oficinas:

  •  Jogos Teatrais para a Cena e para a Sala de Aula;
  • Dramaturgias Emergentes: Território dos Objetos;
  • Danças Negras que Transformam as Ruas;
  • O Corpo do Ator na Interpretação para Teatro, Cinema e Televisão.

A mostra de teatro é realizada pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE), com parceria da academia Vikings Cross, da Prefeitura de Porangatu, do Sesc Goiás e do Goiás Social.

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Ceilândia completa 54 anos com audiência para debater esporte e lazer na região

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza nesta quinta-feira (27) audiência pública com o tema “Esporte e Lazer na Ceilândia”. O evento, que tem iniciativa do deputado Max Maciel (PSOL), ocorre no dia em que a região administrativa celebra 54 anos.

O encontro tem início previsto para 19h e será realizado na Escola Técnica de Ceilândia, localizada na área especial QNN 14. Haverá transmissão pela TV Câmara Distrital no canal da emissora no YouTube.

De acordo com o requerimento apresentado por Max Maciel, a audiência pública pretende construir soluções coletivas e viáveis para garantir que Ceilândia tenha infraestrutura adequada para o esporte e o lazer. O encontro terá a participação de representantes dos órgãos responsáveis e grupos da sociedade civil.
 

 

“A revitalização de espaços como o Estádio Abadião é uma necessidade urgente para garantir melhores condições de uso. A conservação e manutenção de parques, quadras esportivas e áreas de lazer, como a Praça dos Eucaliptos, são fundamentais para ampliar o acesso da população às atividades esportivas e recreativas. O fortalecimento de modalidades como o skate e o judô, amplamente praticados na cidade, também merece atenção especial, incentivando o desenvolvimento de novos talentos e a inclusão de jovens nos esportes”, afirma o parlamentar.

“O acesso ao esporte e ao lazer é um direito fundamental e precisa ser garantido para toda a população, principalmente nas periferias, onde a carência de equipamentos públicos é histórica. Ceilândia tem talentos, tem tradição esportiva e cultural, mas precisa de investimentos concretos para que a juventude e toda a comunidade possam ocupar e fortalecer esses espaços”, declara o deputado Max Maciel.
 

 

 

54 anos

A Região Administrativa de Ceilândia completa 54 anos no dia 27 de março e ainda é R.A. mais populosa do Distrito Federal, somando pouco mais de 287 mil habitantes, segundo dados da PDAD 2024 realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan).

A RA surgiu em decorrência de um grande projeto de relocação de população que morava em áreas não regulares por meio da Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que deu origem ao seu nome. Em 27 de março de 1971, iniciou-se a transferência de aproximadamente 82.000 moradores das ocupações não regulares da Vila do IAPI, Vila Tenório, Vila Esperança, Vila Bernardo Sayão Colombo e Morro do Querosene, para os setores “M” e “N” ao norte de Taguatinga. Entre 1976 e 1977, foram construídos os setores “O” e “P”, parte do Programa Habitacional da Sociedade de Habitações de Interesse Social (SHIS).
 

 

Em 1980, iniciou-se a ocupação a oeste do Setor O da Ceilândia, com o Setor de Indústria. O Setor QNM foi expandido inicialmente em 1987, com a construção de 500 casas, em regime de mutirão. Entre 1986 e 1991 iniciou-se a expansão dos Setores O, N e P, e a implantação do Setor Q. Em 1992, ocorreu a implantação do Setor R e em seguida a ocupação do Condomínio Agrícola Privê Lucena Roriz.

“Força e resistência! Somos a Brasília teimosa. O lugar de encontros e encantos”, definiu Max Maciel em sua rede social em publicação focada no aniversário da cidade.

* com informações da assessoria de imprensa do deputado Max Maciel

Fonte: Agência CLDF

Restaurantes comunitários promovem conscientização sobre uso racional de recursos hídricos

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Em alusão ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) promoveu, na quarta-feira (26),  uma ação de educação alimentar e nutricional com o tema “Sem água não há vida” nos restaurantes comunitários do Distrito Federal. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de preservar os recursos hídricos e evitar o desperdício.

“As ações de educação alimentar e nutricional têm o intuito de levar informação de qualidade para os frequentadores dos restaurantes comunitários, de forma que eles possam adotar essas medidas em casa”

Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social

Para a ação, as equipes dos restaurantes montaram um painel explicando os benefícios da água, com dicas de como preservar esse recurso da melhor forma possível. Os frequentadores também degustaram água saborizada com frutas.

“Essa ação mostra, primeiramente para o nosso usuário, a importância de ele beber água para saúde, porque temos muitas pessoas em situação de rua que frequentam os restaurantes, e também conscientiza a população sobre necessidade de economizar e fazer uso racional da água”, acentuou a assistente social Juliana Matos, da Sedes-DF.

“As ações de educação alimentar e nutricional têm o intuito de levar informação de qualidade para os frequentadores dos restaurantes comunitários, de forma que eles possam adotar essas medidas em casa”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “A água é um recurso natural fundamental para ter uma boa saúde, produzir alimentos – mas é finito, e temos que preservar e incentivar essa conscientização.”

Cuidados com a água

“Essa ação é boa porque o povo pensa que não acaba a água, aí não cuida do meio ambiente e destrói as nascentes”, avaliou a técnica de enfermagem Marina Santos, frequentadora do Restaurante Comunitário de São Sebastião. “Eu evito deixar vazamento na torneira, na descarga, e não jogo lixo no bueiro.”

Outro foco da ação foi mostrar para a população a necessidade de ingerir a quantidade adequada de água por dia. “Em vez de beber refrigerante, tome água”, repercutiu Antônia Rosa, 74, após receber orientações da nutricionista do restaurante. “Isso é importante, e tem gente que não sabe dessas informações”.

Antônia também fez questão de compartilhar os cuidados no seu dia a dia para evitar o desperdício de água: “Procuro ver se não tem nenhuma torneira pingando, tenho os dias certos para lavar roupa e não desperdiçar. Com a água que tiro da máquina, já lavo o chão, área, a garagem. Na minha casa não desperdiço nada, eu aproveito tudo”.

*Com informações da Sedes-DF

Fonte: Agência Brasília

Preocupados com privatização, feirantes cobram retirada de PL que regulamenta feiras no DF

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal reuniu, na noite de quarta-feira (26/3), parlamentares, feirantes e produtores para debater o projeto de lei 1604/25, uma proposta do Poder Executivo que altera a lei 6.956/21, que regulamenta a organização e o funcionamento das feiras públicas e público-privadas do DF. No encontro, presidido pelos deputados Ricardo Vale (PT) e Gabriel Magno (PT), os presentes discutiram os impactos do PL e possíveis soluções para as modificações apresentadas na legislação.

Em tramitação na Casa, o PL 1604/25 tem gerado preocupação entre os comerciantes devido à possibilidade de privatização das áreas de funcionamento das feiras. A proposição acrescenta à atual legislação o direito de preferência aos feirantes que já ocupam boxes nas licitações para uso dos espaços, desde que cumpram requisitos como comprovação de utilização do local por meio de documento oficial e limite de até quatro boxes adjacentes. Além disso, não é permitido solicitar prioridade em conjunto com terceiros que não sejam ocupantes.

Segundo feirantes e produtores, a exigência de documentação para comprovar a ocupação regular pode excluir aqueles que, mesmo trabalhando há anos no local, não possuem os registros necessários. Outra questão apontada é a necessidade de auxílio jurídico ou documentação extra para garantir o direito de preferência, que pode gerar custos adicionais, representando um obstáculo financeiro para aqueles que não tem condições de pagá-los e aumentando o risco de perda dos espaços para a iniciativa privada.

Durante a audiência pública, além de Gabriel Magno e Ricardo Vale, os deputados Paula Belmonte (Cidadania) e Chico Vigilante (PT) afirmaram que a votação do projeto não avança no Plenário. Os parlamentares também determinaram alguns encaminhamentos para solucionar o problema. Vale se comprometeu a criar uma comissão para negociar com o Governo do Distrito Federal (GDF) a retirada do PL 1604/25 da CLDF e protocolar uma Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes do DF.
 

 

“Nós somos contrários a qualquer privatização das feiras do Distrito Federal e, felizmente, conversando com o conjunto de deputados da Casa, a maioria também é contra”, afirmou Vale. “Se chegar algum projeto com intenção do governo de privatizar as feiras, vai ter muita briga nessa Casa”, enfatizou.

 

Direito de uso

 

Marinalda Ferreira Gomes, representante da Feira do Guará, defendeu a necessidade do “direito real de uso”, uma medida que garante aos feirantes a utilização dos espaços para atividades comerciais, sem necessariamente torná-los proprietários. Ela alertou, ainda, que o PL em tramitação coloca os feirantes em posição desfavorável ao exigir participação em licitações nas quais não podem competir com grandes empresas devido à falta de recursos.

“Estão querendo tirar de nós o nosso trabalho. Um feirante não tem 100 mil para cobrir uma oferta [de licitação]”, disse Marinalda Gomes. “O PL não está claro. Está subtendido que, lá na frente, vai licitar todas [as feiras], estando ocupadas ou não, devendo preço público e taxa de rateio ou não” frisou.

Além do PL 1604/25, o representante da Associação da Feira Ponta Norte, José Roberto Melo Machado, criticou a lei 6956/21, alegando que a norma não foi elaborada com a participação dos feirantes e que a forma como foi estruturada limita o poder de administração comercial da categoria. 

“A lei 6956 não contempla a gente. Nós não fomos ouvidos. Ela foi feita em 2021, na pandemia, quando todo mundo estava em casa e não podia participar”, relatou Machado. “Na lei 6956, tem coisa que tira o poder do feirante, que intervem na feira e na gestão. Isso não podemos aceitar, a feira tem que ser livre.”

 

Gabriel Magno reforçou a demanda para retirada do PL da Casa para reelaboração de uma proposta que leve em consideração os apontamentos dos profissionais do setor. “Apenas os feirantes dessa cidade sabem o que estão precisando para ter segurança jurídica, garantir espaço de trabalho e ter condições mais favoráveis para gerar emprego e renda para a cidade”, disse.

 

Crise

Outras preocupações também atingem a categoria do Distrito Federal. Segundo os feirantes e produtores presentes na audiência pública, as feiras da cidade enfrentam uma intensa crise nos últimos anos que têm impactado suas atividades comerciais. Queda no movimento intensificada pela concorrência de ambulantes, cortes no fornecimento de água e energia, acúmulo de dívidas com a Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), crescente situação de inadimplência e dificuldade para acessar linhas de crédito e financiamento foram algumas questões listadas. Eles relataram, ainda, sofrer retaliações dos administradores ao reivindicarem melhorias dos espaços, como manutenção dos banheiros públicos e questionarem taxas elevadas para ocupação das áreas.
 

 

Chico Vigilante citou irregularidades em relação aos compromissos do GDF com as feiras, como o não cumprimento com as despesas de água e energia elétrica das áreas comuns das feiras que devem ser custeadas pelo governo, conforme a lei 6.956/21. “Tem feira, hoje, devendo 4 milhões de luz. Nós tivemos a Feira do Guariroba, que levamos 1 ano e 2 meses para individualizar os relógios”, relatou o parlamentar.

“A única coisa que nós queremos é terminar nossa vida com pelo menos um lugarzinho que a gente tenha o direito de trabalhar, que, quando nós, uns de cabelos brancos, outros sem cabelos, possamos criar nossas famílias. Por mais insensível que o governo seja, eles não podem tirar esse direito. O feirante do Distrito Federal está passando uma das piores crises de venda no nosso país. Tem muito feirante que cola uma semana ou duas e não vende nada e continua vindo os impostos.” — presidente do sindicato dos feirantes, Francisco Valdenir Machado Elias

A reunião contou com representantes do Sindicato dos Feirantes, da Feira de Artesanato da Torre de TV, da Feira Central de Ceilândia, da Feira dos Importados de Taguatinga, da Feira de Hortifrúti de Planaltina, da Feira do SIA, da Feira Permanente de São Sebastião, da Feira Permanente do Cruzeiro e do Shopping Popular. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) também participou do encontro. 
 

 

O secretário Executivo das Cidades, Cláudio José Trinchão Santos, e a subsecretária de Mobiliário Urbano e Apoio às Cidades, Ana Lúcia Melo, foram convidados, mas não compareceram à audiência. O evento dessa quarta-feira foi transmitido na TV Câmara Legislativa do Distrito Federal e no canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

"Não adianta pedir anistia antes do julgamento", diz Lula no Japão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite desta quarta-feira (26) – manhã de quinta-feira (27) no Japão –, que a Justiça brasileira está cumprindo seu dever no julgamento que aceitou a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, sobre a tentativa de golpe de Estado no país.

Mais cedo, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

“O que é correto é que a Suprema Corte está se baseando e se manifestando nos autos do processo, depois de meses e meses de investigação, muito bem feita pela Polícia Federal, muito bem feita pelo Ministério Público, e com muita delação de gente importante que está acusando o que tentou acontecer no Brasil”, afirmou o presidente ao responder a pergunta de um jornalista durante coletiva de imprensa em Tóquio, onde o presidente cumpre agenda.

“É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país. É visível, por todas as provas, que ele tentou contribuir para o meu assassinato, para o assassinato do vice-presidente e para o assassinato do ex-presidente da Justiça Eleitoral brasileira. Todo mundo sabe o que aconteceu nesse país”, prosseguiu Lula. 

O presidente ainda criticou os pedidos de Bolsonaro e setores da oposição para conceder perdão de crimes que ainda estão em processo de julgamento.

“Não adianta, agora, ele ficar fazendo bravata, dizendo que está sendo perseguido. Só ele sabe o que ele fez, sabe que não é correto. E não adianta ficar pedindo anistia antes do julgamento. Quando ele pede anistia antes do julgamento significa que está dizendo que foi culpado. Ele deveria provar a inocência dele porque não precisava pedir anistia”, observou.

A entrevista coletiva em Tóquio foi o último compromisso do presidente no Japão, onde esteve em visita de Estado nos últimos dias, incluindo encontros com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, e com o imperador Nahurito. Agora, Lula segue para visita oficial ao Vietnã, antes de retornar ao Brasil.

Na declaração aos jornalistas, Lula destacou que esta foi “a visita mais importante” que ele já fez ao Japão desde a primeira, em 1975, quando ainda era sindicalista e participou de um congresso dos trabalhadores da Toyota. 

Lula reforçou que a viagem fortaleceu as convergências entre Brasil e Japão em temas como defesa da democracia e multilateralismo.

Avaliação da viagem

“Eu saio muito satisfeito. Essa visita ao Japão teve como objetivo primeiro estreitar a relação com o Japão no momento em que a democracia corre muito risco no mundo, em que setores de extrema-direita, negacionistas, têm ganhado corpo em várias parte do planeta Terra”, disse Lula, ao emendar: 

“Foi importante porque temos que vencer o protecionismo e fazer o livre comércio crescer e porque queremos discutir mudança na governança mundial, sobretudo mudança no Conselho de Segurança da ONU, para que a gente tenha, no século 21, uma representação mais forte da geopolítica mundial.”

Em 2025, Brasil e Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas. A visita de Estado promovida pelo governo japonês costuma ocorrer, no máximo, uma vez por ano, mas não era realizada desde 2019, antes da pandemia.

Além dos encontros com as principais autoridade do país, Lula também participou de reuniões com empresários brasileiros e japoneses, com integrantes do movimento sindical, e pesquisadores brasileiros que vivem no Japão.

Fonte: Agência Brasil

Termina nesta quinta consulta pública sobre regulação de apostas

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Após mais de dois meses de coleta de sugestões, termina quinta-feira (27) a consulta pública para a agenda regulatória da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda para 2025 e 2026. O órgão pretende publicar em 4 de abril a agenda sobre a regulação de aposta para o período.

As pessoas e empresas interessadas têm até hoje para propor sugestões por escrito por intermédio da plataforma Participa + Brasil. Em 21 de fevereiro, a SPA promoveu audiência pública para colher mais contribuições.

As consultas vão abranger não apenas os conteúdos das novas regulamentações, mas definir os temas a serem tratados e em qual ordem. A agenda regulatória original apresentada em fevereiro pode ser modificada com base nas sugestões.

A agenda foi apresentada após a regulação das bets, discutida no ano passado e implementada em 1º de janeiro, com a lista das empresas de apostas virtuais autorizadas a operar no país. Agora, a SPA pretende incluir na agenda regulatória temas como as promoções comerciais e a loteria instantânea (Lotex).

Em fevereiro, a SPA anunciou a intenção de criar um cadastro de pessoas proibidas de apostar. O banco de dados abrangerá pessoas excluídas pela legislação (como dirigentes esportivos, técnicos de futebol, jogadores, árbitros, menores de 18 anos e membros de órgãos de regulação). Além dessas informações, o cadastro incluirá quem for proibido por decisão judicial.

Os detalhes do cadastro serão tema de uma nova consulta pública no segundo trimestre (abril a junho). A lista negativa está prevista para entrar em vigor na segunda metade do ano. No entanto, a criação da base de dados em nível nacional é um dos primeiros itens da agenda reguladora a ser publicada em abril.

Fonte: Agência Brasil

Sobretaxas vão prejudicar os próprios Estados Unidos, diz Lula

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Ao encerrar uma visita de Estado ao Japão, na noite desta quarta-feira (26), manhã de quinta-feira (27) no país asiático, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista a jornalistas e foi questionado sobre o anúncio, mais cedo, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma nova sobretaxa de 25%, desta vez sobre os carros importados que chegam ao país norte-americano. A medida é a mais nova tarifa imposta pelo novo governo dos EUA no comércio internacional. 

“O que o presidente Trump precisa é medir as consequências dessas decisões. Se ele está pensando que tomando essa decisão de taxar tudo aquilo que os Estados Unidos importam [vai ajudar], eu acho que vai ser prejudicial aos Estados Unidos. Isso vai elevar o preço das coisas, e pode levar a uma inflação que ele ainda não está percebendo”, disse Lula.

“Os EUA importam muito carro japonês e tem muitas empresas japonesas produzindo carro lá. Eu, sinceramente, não vejo o benefício de aumentar em 25% os carros comprados do Japão. A única coisa que eu sei é que vai ficar mais caro para o povo americano comprar. E esse mais caro pode resultar no aumento da inflação, e esse aumento da inflação pode significar aumento de juros, e aumento de juros pode significar contenção da economia”, acrescentou.

OMC e retaliações


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de boas-vindas.
Palácio Imperial do Japão.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de boas-vindas.
Palácio Imperial do Japão.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de boas-vindas. Palácio Imperial do Japão. Foto: Ricardo Stuckert / PR – Ricardo Stuckert / PR

O presidente brasileiro confirmou que seu governo vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter uma outra tarifa imposta pelos EUA, a mais prejudicial ao Brasil até agora, que é a de 25% sobre a importação de aço e alumínio.

“Da parte do Brasil, ele [Trump] taxou o aço brasileiro do Brasil em 25%. Temos duas decisões a fazer. Uma é recorrer na Organização Mundial do Comércio, e nós vamos recorrer. A outra é a gente sobretaxar os produtos americanos que nós importamos, colocar em prática a lei da reciprocidade”, disse o presidente.

Segundo Lula, essa medida só será colocada em prática caso a queixa na OMC não seja eficaz para provocar uma negociação entre os dois países. O presidente voltou a lembrar que o fluxo comercial entre Brasil e EUA é ligeiramente favorável aos norte-americanos, e defendeu que as condições para o livre-comércio mundial prevaleçam. 

“Estou muito preocupado com o comportamento do governo americano com essa taxação de todos os produtos, de todos os países. No fundo, o livre comércio é o que está sendo prejudicado. Estou preocupado porque o multilateralismo está sendo derrotado e estou preocupado porque o presidente americano não é xerife do mundo, ele é apenas presidente dos Estados Unidos”, criticou.

Exportação de carne ao Japão


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com integrantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Hotel Imperial - Japão

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com integrantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Hotel Imperial - Japão

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com integrantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Hotel Imperial – Japão Foto: Ricardo Stuckert / PR – Ricardo Stuckert / PR

Na entrevista, Lula também comentou sobre as tratativas com o Japão para acelerar a abertura do mercado para a carne bovina brasileira, uma demanda histórica do setor. Mais cedo, o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, informou sobre o envio de uma missão oficial para dar prosseguimento aos protocolos de liberação sanitária.

“Temos que respeitar a decisão japonesa, cada país tem um critério. O que eu ouvi do primeiro-ministro é que ele vai, o mais rápido possível, mandar os especialistas dele para analisar o rebanho brasileiro. E, depois, vamos ver a decisão. O dado concreto é nós vendemos uma carne de muita qualidade e a carne mais barata entre todos os países. Eu acredito que, ainda este ano, a gente vai ter uma solução da questão da carne”, prevê Lula.

O presidente também se comprometeu a investir, ao longo deste ano, no avanço de um acordo comercial entre os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) com o Japão. “Eu vou assumir a presidência do Mercosul no segundo semestre. E, se depender de mim, nós vamos trabalhar para que haja o acordo do Mercosul com o Japão. É bom para os países do Mercosul e para o Japão. Quanto mais facilitação para a negociação, melhor.

Agenda

Lula chegou ao Japão na última segunda-feira (24) e, na terça-feira (25) de manhã, participou da cerimônia de boas-vindas, com honras militares, no Palácio Imperial, na capital japonesa. Após reunião reservada com o casal imperial e almoço privado, o presidente se encontrou com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.

Lula participou ainda de jantar oferecido a ele e à primeira-dama Janja Lula da Silva pelo imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako. Na ocasião, pediu o “firme engajamento” do Japão na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em novembro, em Belém, no Pará.

Nessa quarta-feira (26), o presidente teve o dia mais cheio da visita ao Japão, que está 12 horas à frente do horário oficial de Brasília. A agenda começou com representantes de sindicatos japoneses. Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo foi falar de questões trabalhistas e de como melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores no Brasil e no Japão.

O presidente também falou no Fórum Empresarial Brasil-Japão. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes empresários dos setores de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística e siderurgia. No evento, Lula convocou os japoneses a investirem no Brasil e criticou o crescimento do negacionismo climático e do protecionismo comercial. Foi anunciado acordo da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) com a ANA, maior companhia aérea japonesa, para a compra de 20 jatos E-190.

Após outras reuniões bilaterais, Lula se encontrou com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka, para firmar os compromissos entre os dois países. Foram dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente, além de 80 instrumentos entre entidades subnacionais como empresas, bancos, universidades e institutos de pesquisas. Os dois países também anunciaram um plano de ação para revitalizar a Parceria Estratégica Global, um nível mais elevado nas relações diplomáticas estabelecidas desde 2014. Na sequência, foi oferecido um jantar a Lula e à comitiva.

A comitiva brasileira em Tóquio é composta pelo presidente, a primeira-dama Janja, ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também compõem a delegação com Lula.

A viagem internacional prossegue nesta quinta, quando o presidente parte para Hanói, no Vietnã, segunda parte da viagem à Ásia.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 32 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.845 da Mega-Sena serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 32 milhões.

Por se tratar de um concurso com final cinco, o prêmio recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

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O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.


Fonte: Agência Brasil

Confira as acusações que levaram o Supremo a tornar Bolsonaro réu

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O voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi decisivo para os ministros da Primeira Turma da Corte tornarem réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados do núcleo crucial da denúncia sobre a trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por unanimidade, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, da Primeira Turma do STF, acompanharam o voto de Moraes, que é relator do caso.

Em sua manifestação, Alexandre de Moraes afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) cumpriu os dispositivos legais e demonstrou os indícios de que o ex-presidente e seus aliados podem ter cometido os crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

>> Eis as acusações que levaram Bolsonaro e os demais investigados do núcleo 1 da trama golpista a se tornarem réus:

Núcleo Crucial

Alexandre de Moraes concordou com os argumentos apresentados pela PGR para concluir que Bolsonaro e os demais acusados formaram o núcleo crucial da trama golpista. Conforme a acusação, eles foram responsáveis pelas principais decisões e “ações de impacto social”.

Projeto de poder 

Segundo a acusação, Bolsonaro liderou uma organização criminosa e tinha um “projeto de poder” enraizado na estrutura do Estado e com “forte influência de setores militares”. Os atos contra o Estado Democrático de Direito e para depor o governo legitimamente eleito [governo Lula] começaram em 2021 e se estenderam até o início de 2023.

Plano golpista

Segundo a acusação, Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” de que estava em andamento, em dezembro de 2022, após ser derrotado nas eleições, o plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que incluía o planejamento de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Minuta do Golpe

Moraes também disse que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como minuta do golpe. O documento previa a decretação de estado de sítio no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi apreendido na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e também encontrado no celular do tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

“Não há mais nenhuma dúvida de que o denunciado [Bolsonaro] conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta do golpe. Se analisou e quis, se analisou e não quis, isso será [verificado] no juízo de culpabilidade. Não há dúvida de que ele tinha conhecimento da minuta do golpe que foi apreendida”, afirmou o ministro. 

Notícias falsas

Segundo Moraes, a partir de 2021, Bolsonaro começou a difundir notícias fraudulentas contra o sistema eleitoral brasileiro por meio de transmissões ao vivo nas redes sociais (lives). Nas transmissões, o ex-presidente passou a utilizar o “gabinete do ódio” para alimentar “milícias digitais” e disparar desinformação sobre as urnas eletrônicas, o TSE e o STF.

Relatório das urnas eletrônicas

Alexandre de Moraes disse que Bolsonaro determinou ao ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira, que também virou réu, que fosse encaminhado ao TSE um relatório para insinuar que seria possível encontrar fraudes nas urnas eletrônicas. A medida foi tomada após a Comissão de Fiscalização do TSE concluir que não há qualquer ilicitude nas urnas.

Carta Aberta

De acordo com o ministro, o ex-presidente também tinha conhecimento de uma carta na qual oficiais do Exército pretendiam pressionar o então comandante, general Freire Gomes, a aderir à tentativa de golpe de Estado.

Réus do núcleo 1

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Defesa

Após se tornar réu, Bolsonaro deu uma entrevista coletiva e voltou a negar que tenha articulado a minuta para um golpe com os comandantes das Forças Armadas para suspender as eleições de 2022.

O ex-presidente também voltou a sugerir, sem provas, que as urnas eletrônicas não são seguras, afirmou que é um perseguido e criticou o ministro Alexandre de Moraes. 

Fonte: Agência Brasil

Presidente convoca Japão a investir no Brasil e critica protecionismo

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Em reunião com empresários brasileiros e japoneses, em Tóquio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quarta-feira (26), o Japão para investir mais no Brasil argumentando que o país é um “porto seguro” em um mundo marcado por turbulências com o crescimento do negacionismo climático e do protecionismo comercial.

“É fundamental que parceiros históricos se unam para enfrentar as incertezas e instabilidades da economia global. Estou seguro de que precisamos avançar com a assinatura de um acordo de parceria econômica entre Japão e Mercosul. Nossos países têm mais a ganhar pela integração do que pelo recurso de práticas protecionistas”, afirmou o presidente no Fórum Empresarial Brasil-Japão.

A viagem de Lula ao Japão, a primeira de um chefe de Estado ao país asiático desde 2019, ocorre em meio à elevação unilateral de tarifas de importação pelos Estados Unidos (EUA) com Donald Trump, medida considerada protecionista.

Em seu discurso para o empresariado japonês, Lula argumentou que o Brasil vive um momento de estabilidade política, econômica e social.

“O Brasil é um porto seguro, como foi para os japoneses em 1908, nós queremos ser em 2025 atraindo parcerias, joint ventures e investimentos japoneses no nosso país”, destacou. Em 1908, ocorreu uma forte onda migratória de japoneses ao Brasil.

O presidente brasileiro lamentou a redução do comércio entre Brasil e Japão de US$ 17 bilhões, em 2011, para U$S 11 bilhões, em 2024. “Algo não andou bem na nossa relação e é preciso aprimorá-la”, comentou.

Para Lula, a viagem ao Japão pode consolidar uma nova estratégia de relacionamento entre as duas nações. “Nós queremos vender e queremos comprar, mas, sobretudo, nós queremos compartilhar alianças entre as empresas japonesas e as empresas brasileiras para que a gente possa crescer juntos”, completou.

Durante a viagem do presidente ao Japão, foi anunciado acordo da empresa brasileira Embraer com a ANA, maior companhia aérea japonesa, para compra de 20 jatos E-190 da Embraer. “Quem compra 20 pode comprar um pouco mais e quem sabe todas as empresas japonesas podem voar de avião da Embraer”, disse Lula.

Ao todo, foram assinados dez acordos de cooperação entre Brasil e Japão e outros 80 compromissos entre instituições subnacionais, como bancos e universidades. Além disso, o Japão anunciou a intenção de enviar missão técnica ao Brasil para avaliar as condições da produção de carne bovina aqui no país, passo necessário para abertura do mercado japonês para o produto brasileiro, uma demanda histórica do Brasil.


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sessão de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Japão.
Hotel New Otani, Tóquio - Japão.
 
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sessão de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Japão.
Hotel New Otani, Tóquio - Japão.
 
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Segunda Guerra Fria

Lula ainda criticou o que chamou de uma “segunda Guerra Fria” e defendeu o multilateralismo, que é o princípio que orienta os países a negociarem coletivamente saídas para os problemas comuns. Esse princípio se contrapõe ao bilateralismo, quando os países tomam decisões sem levar em consideração o conjunto, ou a maior parte, da comunidade global.

Além da aplicação de tarifas comerciais, o governo de Donald Trump tem se notabilizado pela rejeição ou abandono dos mecanismos multilaterais de cooperação internacional, como as Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Negacionismo climático

Outro destaque do discurso do presidente no Japão foi a crítica ao negacionismo climático da extrema-direita, que nega a existência do aquecimento da terra promovido, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis. Isso em um momento que a transição energética sofre um golpe com o governo Trump, que anunciou a saída do Acordo de Paris e rejeita qualquer compromisso climático

“A democracia corre risco no planeta, com eleição de uma extrema-direita negacionista que não reconhece sequer vacina, não reconhece sequer a instabilidade climática e não reconhece sequer partidos políticos, sindicatos e outras coisas”, comentou Lula, que destacou ainda a realização da COP30, em Belém (PA), neste ano, para discutir o tema.

Brasil-Japão 

O Japão é o segundo maior parceiro do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o 11º maior parceiro comercial do Brasil no mundo. Além disso, o Japão abriga a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, com 200 mil pessoas. O país é ainda o nono que mais investe no Brasil, com estoque de US$ 35 bilhões em 2023, aumento de 23% em relação ao ano anterior.

Fonte: Agência Brasil